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terça-feira, 30 de abril de 2019

Observatório trabalhista.






http://pdt.org.br/pdtdigital/videos/observatorio-trabalhista-brasilligadocomciro/

Nosso objetivo é gerar informação apurada para a imprensa e, principalmente, para o povo brasileiro.
Sobre o Observatório Trabalhista:

Plataforma de Avaliação do Governo. Ferramenta colaborativa onde todos podem participar sugerindo indicadores e soluções para o país. Indicadores trimestrais de Economia, Saúde, Segurança, Educação, Cultura, entre outros. Avanço no debate da política e do desenvolvimento do Brasil.








https://youtu.be/ZVvb7O75LRY?list=PLA-TkbJQyqkhI7wXPR5kIIA1F5Z4iThqO



CIRO GOMES ANALISA OS 100 DIAS DE GOV. BOLSONARO [11/04/2019]




Ciro Gomes na Faculdade de Direito de Contagem-MG (12/04/2019)




CIRO GOMES NA FGV [16/04/2019]


Brasil presente - Ciro Gomes (Compilado) - Rio de Janeiro, 15-4-2019



Ciro Gomes no Encontro Regional dos Estudantes de Economia (18/04/2019)




FDCON - Palestra de Ciro Gomes sobre A reforma da Previdência


Ciro Gomes na UFMG (12/04/2019)


CIRO GOMES - Entrevista à Sputnik Brasil


Centenário De Jango

http://www.pdt.org.br/index.php/category/centenario-de-jango/


Nossa História de lutas
http://www.pdt.org.br/index.php/o-pdt/historia/






Manoel Dias diz que PDT vê Observatório da Democracia como inédito para conter retrocessos



Por Walter Santos
O lançamento do “Observatório da Democracia” no próximo dia 31, em Brasília, consolidará processo inédito na articulação político-partidária do Brasil por inexistir algo semelhante. Foi o que afirmou o presidente da Fundação Leonel Brizola/Alberto Pasqualini, Manoel Dias, em entrevista exclusiva à Revista NORDESTE. Ele observou ainda: ” Os direitos dos trabalhadores e o patrimônio do povo brasileiro correm sérios riscos, assim como a nossa soberania nacional”, frisou.
Eis a entrevista na integra:
Revista NORDESTE – As fundações de estudos políticos de 7 partidos estão se articulando para lançar o OBSERVATÓRIO DA DEMOCRACIA, dia 31 de janeiro, em Brasília. O que significa esse movimento?
Manoel Dias – Significa uma experiência inédita no Brasil. Não há paralelo na história republicana brasileira de tal experimento. O resultado das eleições de 2018, com a direita mais reacionária em ascensão, exige das forças progressistas, além de uma avaliação profunda, um acompanhamento rigoroso. Os direitos dos trabalhadores e o patrimônio do povo brasileiro correm sérios riscos, assim como a nossa soberania nacional.
NORDESTE – Como o PDT trata a recomposição de forças para garantir o Estado Democrático de Direito?
Manoel Dias – O PDT tem em suas diretrizes e ao longo de sua história a marca de luta pela democracia, pela legalidade, pela educação, e pela soberania nacional.
NORDESTE – Onde os ideais passam por Brizola?
Manoel Dias – Assim como dizia, Leonel Brizola, viemos de longe. Entretanto, vale ressaltar que a Fundação Leonel Brizola- Alberto Pasqualini é um órgão de cooperação do partido e tem como missão formar quadros e lideranças políticas que compreendam o Trabalhismo – como uma corrente política transformadora – conectada aos setores populares e progressistas do Brasil e do mundo, tendo como princípios fundamentais: o nacionalismo, a democracia, a soberania nacional e o desenvolvimento econômico sustentável que criam a perspectiva da inclusão social e produtiva do conjunto da sociedade brasileira. Este é o sentido e o objetivo da nossa Fundação.
NORDESTE – De que forma e como o PDT se incorporou ao movimento?
Manoel Dias – Participamos desde 2017 deste debate, em conjunto com as demais Fundações. Foi lançado, em fevereiro de 2018, um documento que apontava para uma base de diálogo e convergência entre os setores sociais, econômicos, políticos e culturais para além das estratégias de cada partido, na disputa eleitoral daquele ano. Temos pontos norteadores e convergentes, dentro do campo progressista, em relação ao futuro do nosso país.
NORDESTE – O que o PDT proporá nesse movimento?
Manoel Dias – O PDT enquanto partido tem clara a sua missão. Tivemos uma candidatura a presidente que apresentou um Projeto Nacional de Desenvolvimento, onde Ciro Gomes liderou nosso partido com as nossas bandeiras. A FLB-AP, órgão de cooperação partidária, contribuirá com a análise crítica sobre os temas que serão abordados no Observatório da Democracia, sempre sob a nossa visão trabalhista, principalmente, na questão da Soberania Nacional.
NORDESTE – Como experiente líder, qual a projeção que o partido faz depois do lançamento do Observatório? Qual o papel fundamental dele?
Manoel Dias – Como uma experiência inédita temos a perspectiva de apresentar para o conjunto da sociedade brasileira e para os próprios partidos, uma análise apurada do governo que se inicia. Além de propor um amplo debate com a sociedade para que acumulemos a força necessária e resistirmos aos ataques contra os direitos do trabalhador e contra a Soberania Nacional.
NORDESTE – Este processo pode significar uma nova fase da política partidária?
Manoel Dias – Os partidos políticos têm suas ambições, suas bandeiras, e seus líderes. Evidente que a unidade das forças progressistas é fundamental, mas é preciso renunciar a luta do hegemonismo, e apresentar um projeto de transformações profundas em nossa sociedade.
NORDESTE – Como assim?
Manoel Dias – O Trabalhismo tem na sua história esta marca. Foi assim com Getúlio Vargas que deu direitos à classe trabalhadora, e inaugurou a industrialização brasileira.
Foi assim com Jango que ousou propor as reformas de base, tão contemporâneas, e por isso sofreu o golpe militar de 64.  Foi assim com Leonel Brizola, que através da educação libertária, de tempo integral, sonhou mudar as estruturas do nosso atraso.E agora com Ciro Gomes e um Projeto Nacional de Desenvolvimento. Nós, trabalhistas, temos História. Nossas digitais estão nas principais conquistas sociais do nosso país, no nosso desenvolvimento industrial e na defesa da soberania.  Contribuiremos e estaremos sempre ao lado do povo brasileiro nas suas grandes lutas. Este é o nosso legado.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Lula preso/ Lula livre: Coletiva, dentro da prisão, do (quem dera) o maior ladrão do Brasil



Íntegra da entrevista de Lula ao TUTAMÉIA e ao DCM



Em entrevista exclusiva ao EL PAÍS e à 'Folha', o ex-presidente Lula fala sobre o processo contra ele, o luto pelas mortes do neto e do irmão, sobre a situação política atual e diz ter obsessão em provar sua inocência.



"Virou norma no Brasil condenar por manchetes dos jornais"
O ex-presidente Lula diz ser favorável à apuração de denúncias, mas critica a falta de provas. Segundo o petista, os investigados são condenados pela imprensa antes mesmo da finalização do processo judicial.



O ex-presidente Lula falou com exclusividade ao EL PAÍS e à 'Folha' na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, na manhã desta sexta-feira



ENTREVISTA DE LULA A KENNEDY ALENCAR EM 03/05/19


completa:




O ex-presidente Lula afirmou nesta sexta-feira (26), em entrevista exclusiva concedida à Folha e ao jornal El País, que o Brasil está sendo governado por "um bando de maluco".

Depois de uma batalha judicial na qual a entrevista chegou a ser censurada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), decisão revista na semana passada pelo presidente da corte, Dias Toffoli,  o petista enfim recebeu os dois veículos, em uma sala preparada pela Polícia Federal na sede do órgão em Curitiba, onde está preso desde abril do ano passado.

Os agentes explicaram aos jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas presentes que ele seria colocado em uma mesa a uma distância de 4 metros de todos. Ninguém poderia se aproximar.

Segundo a PF, eles estavam cumprindo um protocolo de segurança comum a todos os presos.



O ex-presidente Lula afirmou nesta sexta (26), em entrevista exclusiva concedida à Folha e ao jornal El País, que o Brasil está sendo governado por "um bando de maluco".

Depois de uma batalha judicial em que a entrevista chegou a ser censurada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), decisão revista na semana passada, o petista enfim recebeu os dois veículos, em uma sala preparada pela Polícia Federal na sede do órgão em Curitiba, onde está preso.




Repercussão da entrevista do Lula para Folha SP e El País no Bom Para Todos (26.04.2019)
O Bom Para Todos está começando. Vamos repercutir a entrevista que o ex-presidente Lula deu na manhã desta sexta-feira (26/04) na sede da Polícia Federal, em Curitiba para os jornalistas Florestan Fernandes, do El País, e Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

 Hoje é dia de agenda cultural; do quadro "Na Luta" com o atleta olímpico Diogo Silva.




TV 247 e Florestan Fernandes Jr comenta a entrevista de Lula



https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/26/politica/1556287380_455877.html

Lula: “Fico preso cem anos. Mas não troco minha dignidade pela minha liberdade”
O ex-presidente Lula falou com exclusividade ao EL PAÍS e à 'Folha' na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, na manhã desta sexta-feira

O ex-presidente Lula fala pela primeira à imprensa, em entrevista exclusiva nesta sexta-feira, na sede da PF em Curitiba.
ISABELLA LANAVE - FLORESTAN FERNANDES JUNIOR - CARLA JIMÉNEZ
Curitiba 26 ABR 2019 - 23:07 CEST

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entra em um pequeno auditório da superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Lá dentro, é esperado pelos jornalistas do EL PAÍS e do jornal Folha de S. Paulo. Chega de tênis, camisa social, calça jeans e paletó cinza, e um calhamaço de papeis embaixo do braço. Senta-se numa mesa ao centro com alguns poucos microfones. Não está feliz nem triste. Nem tampouco envelhecido. Mas está diferente. “Tudo bem?”, diz ele aos presentes, ainda com o rosto um pouco fechado, e se dirige para uma mesa improvisada ao centro, onde fica de frente para o repórter do EL PAÍS e para Mônica Bergamo da Folha, que vão conduzir a entrevista. “Antes de vocês fazerem a primeira pergunta... quero fazer um micropronunciamento para tratar especificamente do meu caso, e depois do caso do Brasil”, diz ele, em tom grave.

Lula: “Fico preso cem anos. Mas não troco minha dignidade pela minha liberdade” VÍDEO Assista aos primeiros trechos da entrevista de Lula
Lula: “Fico preso cem anos. Mas não troco minha dignidade pela minha liberdade” En español | Lula da Silva: “Sé muy bien qué lugar me reserva la historia”
Suas mãos tremem um pouco quando começa a ler. Seu rosto fica vermelho olhando para o texto que traz um rosário de críticas contra seus julgadores. “Sei muito bem qual lugar que a história me reserva. E sei também quem estará na lixeira.” Lula critica o ex-juiz Sergio Moro, responsável pela sua condenação, a Operação Lava Jato, e o procurador Deltan Dallagnol. “Reafirmo minha inocência, comprovada em diversas ações”. O silêncio é absoluto, apesar da presença de delegados da Polícia Federal e de três oficiais armados, todos a serviço da PF, que está sob o guarda-chuva do Ministério da Justiça, conduzido por Sergio Moro.

Lula está engasgado e sabe que esta entrevista é a oportunidade para falar depois de um ano silenciado pela prisão em abril de 2018. A conversa tem início e o ex-presidente ainda mantém um semblante sério. Mas uma pergunta quebra a rigidez. Quando é questionado sobre a morte do irmão Vavá, em janeiro deste ano, e o neto, Arthur Araújo Lula da Silva, de 7anos, dois meses depois.  “Esses dois momentos foram os mais graves”, lembra ele, citando também a perda do ex-deputado Sigmaringa Seixas, morto no final do ano passado. “O Vavá é como se fosse um pai pra família toda. E a morte do meu neto foi uma coisa que efetivamente não, não, não… [pausa e chora]. Eu às vezes penso que seria tão mais fácil que eu tivesse morrido. Porque eu já vivi 73 anos, eu poderia morrer e deixar meu neto viver."

“Não tem problema que eu fique aqui para o resto da vida. Quem não dorme bem é o Moro”

Lula diz que há outros momentos que o deixam triste, com uma mágoa profunda. “Quando vejo essa gente que me condenou na televisão, sabendo que eles são mentirosos, sabendo que eles forjaram uma história, aquela história do powerpoint do Dallagnol, aquilo nem o bisneto dele vai acreditar naquilo. Esse messianismo ignorante, sabe? Então eu tenho muitos momentos de tristeza aqui. Mas o que me mantém vivo, e é isso que eles têm que saber, eu tenho um compromisso com este país, com este povo”, completa.

 Entrevista de Lula
O ex-presidente Lula, durante a entrevista desta sexta-feira, na superintendência da PF em Curitiba.

Começa a entrevista, que virou caso de Justiça. Só foi realizada após a interferência do Supremo Tribunal Federal.
Uma conversa que vai durar duas horas. E o ex-presidente começa a relaxar. É o Lula de sempre. Ele está igual.
Quem esperava vê-lo envelhecido ou derrotado, se frustra. Ele tem fúria. E obsessão para provar sua inocência. “Não tem problema que eu fique aqui para o resto da vida. Quem não dorme bem é o Moro, Dallagnol e o juiz do TRF-4 [que confirmou sua condenação em segunda instância].”









Os maiores crimes do Lula/PT

https://portaldisparada.com.br/politica-e-poder/caminho-da-unidade-pt-pdt/

Quem quer de fato a unidade do campo progressista, deveria trabalhar para que o PT, que um dia escreveu a “carta aos brasileiros” banqueiros, agora escrevesse uma segunda “carta aos brasileiros”, mas progressistas. Nela, deveria estar escrito mais ou menos isso:
“Somos o Partido dos Trabalhadores e através desta carta estamos vindo a público pedir perdão a todo povo brasileiro. Antes de tudo pedimos perdão por termos traído todos os nossos princípios e os sonhos de milhões de brasileiros. Pedimos perdão por termos tido um projeto mesquinho e fisiológico de poder e de ter a ele submetido o país. Por termos nos tornado os gestores do rentismo brasileiro dirimindo a desgraça dos miseráveis com as sobras do banquete.
Pedimos perdão por termos rebaixado o discurso político a um moralismo rasteiro para chegar ao poder. Depois, por o ter reduzido a um personalismo messiânico imbecilizador e despolitizante. Por termos ocultado do horizonte da esquerda o papel central do imperialismo nas mazelas de nosso país. Por termos deixado nosso país indefeso mesmo após a descoberta do pré-sal e das novas formas de guerra híbrida, jogando as Forças Armadas no colo do bolsonarismo. Pedimos perdão por termos reduzido o governo a um incentivador de crédito para o consumo enquanto o desenvolvimento nacional ficou com as sobras. Por termos rebaixado o que seria um governo de esquerda à inserção artificial e temporária da parcela mais pobre da população às franjas de um mercado de consumo enquanto a educação básica foi deixada em segundo plano.
Pedimos perdão por termos implantado a tática imbecil que exterminou a esquerda no Brasil: praticar uma política econômica de centro-direita se escondendo atrás dos símbolos da esquerda, particularmente enfatizando pautas culturais cuspindo na cara da moralidade popular. Por termos evitado a estratégia de fazer política pelo confronto e debate público e preferido um conciliacionismo que nunca foi senão rendição e aceitação da corrupção e fisiologismo para manter tudo como estava, incluindo nossa permanência no executivo.
Pedimos perdão por termos jogado fora a maior chance que o Brasil teve em sua história. Por termos pego anos de trabalho político e organizacional da esquerda para negociar acordos de rendição sem fim até a derrota final. Pedimos perdão por termos trabalhado para destruir os outros partidos de esquerda e corromper os sindicatos os subornando com cargos e migalhas de governo. Por não termos feito nem uma reforma estrutural sequer em 13 anos, nem quando Lula ostentava 80% de aprovação. Por termos salvo a mídia oligopolizada e golpista brasileira da falência, a enriquecido, não tendo nem a democratizado nem construído uma mídia alternativa. Por termos mantido nosso sistema tributário regressivo e o Brasil o décimo país mais desigual do mundo. Por termos rejeitado alterar a forma de financiamento privado da política porque passamos a nos refastelar nela. Pedimos perdão por termos a isso preferido arriscar o futuro e a reputação de nossas estatais estratégicas as mantendo como centrais de corrupção e moeda de troca com políticos criminosos.
Pedimos perdão por temos sustentado o governo que nos atirou no desastre, o governo Dilma. Por temos feito acordo com a banca nacional para não sofrer um golpe em 2015. Por temos cometido o maior estelionato eleitoral já visto neste país aplicando o programa que acusamos Marina e Aécio de querer aplicar. Pedimos perdão por termos só neste ano aumentado 21% a dívida pública para cobrir a queda de arrecadação causada pela recessão de Levy e o pagamento de absurdamente imorais 496 bilhões de juros para os donos do país. Por termos aplicado a agenda da austeridade em nome da esquerda e nos condenarmos a passar os próximos trinta anos tendo que explicar que foram as desonerações e o choque de juros que quebraram o país, e não o inchaço do Estado ou o desenvolvimentismo. Pedimos perdão por praticar por quase todos os nossos 13 anos de governo os juros reais mais altos do mundo e permitir o saque do Brasil.
Pedimos perdão por termos nos tornado um partido personalista, submetido ao projeto pessoal de poder de nosso líder, Lula. Em nome desse, pedimos perdão por ele ter fabricado uma presidente fraca para o país só para manter seu poder intacto. Por ele ter se acovardado diante de uma perseguição judiciária conduzida de fora, preferindo se entregar a pedir asilo e denunciar o regime de exceção que se instalava. Pedimos perdão pelo fato de que, mesmo fracassadas todas as suas tentativas de acordo com as elites, ele tenha levado à frente seu plano de destruir a única candidatura progressista com chances, a de Ciro, dando tempo de TV da esquerda para a direita somente para tentar manter seu papel de líder da oposição e a hegemonia do PT no campo progressista. Pedimos perdão por termos lançado um candidato inviável, que tinha perdido uma reeleição para prefeitura com menos de vinte por cento dos votos e se sagrado o prefeito mais impopular do país há menos de dois anos, só para provar o poder de transferência de votos de nosso líder. Pedimos perdão por termos feito isso para perder, conscientemente, só preocupados em fazer uma bancada de 50 deputados enquanto sabotávamos com declarações em conjunto de Dirceu e Gleisi nossa própria candidatura que sabíamos que não tinha condições políticas de governar, destruindo o futuro de nossos filhos numa roleta russa com cinco balas no tambor.
Pedimos perdão por ter insistido em disputar o poder central que sabíamos que não tínhamos mais condições políticas de exercer. Por ter tomado todas as decisões mais importantes dos últimos cinco anos erradas. Por, tendo a liderança e a hegemonia do campo progressista, sermos os responsáveis por termos o conduzido ao desastre através de uma sucessão patética de slogans vazios, covardia travestida de republicanismo e táticas malogradas.
Pedimos perdão por termos nos suicidado como alternativa de poder ou instrumento político no país, e conclamamos todo o campo progressista brasileiro a fazer também sua autocrítica para que possamos recomeçar a construir uma alternativa para o país sem hegemonismos ou compromissos com o passado.”
Topam?
Eu acho que com isso todos podem topar começar de novo e o PDT faria sua autocritica no dia seguinte.








https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/04/brasil-e-governado-por-um-bando-de-maluco-diz-lula-em-entrevista-na-prisao.shtml

O ex-presidente Lula afirmou nesta sexta-feira (26), em entrevista exclusiva concedida à Folha e ao jornal El País, que o Brasil está sendo governado por "um bando de maluco".

Depois de uma batalha judicial na qual a entrevista chegou a ser censurada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), decisão revista na semana passada pelo presidente da corte, Dias Toffoli,  o petista enfim recebeu os dois veículos, em uma sala preparada pela Polícia Federal na sede do órgão em Curitiba, onde está preso desde abril do ano passado.

Os agentes explicaram aos jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas presentes que ele seria colocado em uma mesa a uma distância de 4 metros de todos. Ninguém poderia se aproximar.
Segundo a PF, eles estavam cumprindo um protocolo de segurança comum a todos os presos.
 O ex-presidente Lula, em entrevista na Policia Federal em Curitiba, onde está preso - Marlene Bergamo/Folhapress
Em duas horas e dez minutos de conversa, o ex-presidente falou da vida na prisão, da morte do neto, do governo de Jair Bolsonaro, das acusações de corrupção que sofre e da possibilidade de nunca mais sair da prisão.

"Não tem problema", afirmou, ele quando questionado sobre a possibilidade. "Eu tenho certeza de que durmo todo dia com a minha consciência tranquila. E tenho certeza de que o [procurador Deltan] Dallagnol não dorme, que o [ministro da Justiça e ex-juiz Sergio] Moro não dorme."
Reservou ao ex-magistrado, o primeiro que o condenou pelo caso do tríplex de Guarujá, algumas de suas principais ironias. "Sempre riram de mim porque eu falava 'menas'. Agora, o Moro falar 'conje' é uma vergonha", afirmou. Lula disse também acreditar que "Moro não sobrevive na política".
Já sobre o presidente Jair Bolsonaro, não foi tão taxativo. Apesar de várias críticas, afirmou que "ou ele constrói um partido sólido, ou não perdura".
Lula disse que a elite brasileira deveria fazer uma autocrítica depois da eleição de Bolsonaro. "Vamos fazer uma autocrítica geral nesse país. O que não pode é esse país estar governado por esse bando de maluco que governa o país. O país não merece isso e sobretudo o povo não merece isso", afirma.

E comparou o tratamento que a imprensa dá a ele com o que reserva ao atual presidente da República.
"Imagine se os milicianos do Bolsonaro fossem amigos da minha família?", questionou, referindo-se ao fato de o filho do presidente, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), ter empregado familiares de um miliciano foragido da Justiça em seu gabinete quando era deputado estadual pelo Rio.


O presidente Lula concede sua primeira entrevista depois que foi preso; ele está há um ano na Superintendência da Policia Federal em Curitiba /Marlene Bergamo/Folhapress


O ex-presidente chorou quando falou da morte do neto Artur, de 7 anos, vítima de uma bactéria, há um mês: "Eu às vezes penso que seria tão mais fácil que eu tivesse morrido. Eu já vivi 73 anos, poderia morrer e deixar o meu neto viver".

Lula disse ainda que, se sair da prisão, quer "conversar com os militares" para entender "por que esse ódio ao PT", já que seu governo teria recuperado o orçamento das Forças Armadas.

Disse que acompanha a briga de Bolsonaro com o vice-presidente, o general Hamilton Mourão. Mas afirmou que era "grato" ao general "pelo que ele fez na morte do meu neto [defender que ele fosse ao velório], ao contrário do filho do Bolsonaro [Eduardo]", que afirmou no Twitter que Lula queria se vitimar com a morte do menino.

Afirmou que o país tem hoje "o mais baixo nível de política externa que já vi na vida". E disse, em tom de brincadeira, que o ex-chanceler de seu governo, Celso Amorim, tem uma dívida por ter deixado o atual chanceler, Ernesto Araújo, seguir carreira no Itamaraty.

Questionado sobre Fernando Henrique Cardoso (PSDB), disse que o ex-presidente poderia "ter um papel de grandeza e mais respeitoso com ele mesmo, não comigo".
O ex-presidente falou ainda da necessidade de diálogo entre partidos de esquerda. E comentou o episódio em que o senador Cid Gomes (PDT-CE), irmão de Ciro Gomes, afirmou em um encontro do PT: "Lula está preso, babaca!". O petista disse que não ficou chateado pois está mesmo preso. "Isso é uma verdade. Só não precisava chamar os outros de babaca", disse, rindo.
Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá. Ele está preso desde abril de 2018, depois de ter sido condenado pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), a segunda instância da Justiça Federal.

Na última terça-feira (23), em decisão unânime, a Quinta Turma do STJ reduziu a pena do ex-presidente e abriu caminho para ele saia do regime fechado ainda neste ano. O tribunal manteve a condenação do petista, mas baixou a pena de 12 anos e 1 mês de prisão para 8 anos, 10 meses e 20 dias.

O petista já foi condenado também no caso do sítio de Atibaia (SP) —a 12 anos e 11 meses pela juíza Gabriela Hardt, na primeira instância em Curitiba, pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. O caso, porém, ainda passará pela análise do TRF-4.
O pedido de entrevista com o ex-presidente passou por um vaivém de decisões judiciais. Em julho de 2018, a juíza federal Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena de Lula, barrou a realização da entrevista, afirmando não haver previsão constitucional que dê ao preso direito de falar com a imprensa.
Após reclamação ao STF (Supremo Tribunal Federal) feita pela Folha, o ministro Ricardo Lewandowski autorizou em 28 de setembro que a entrevista fosse realizada em Curitiba. A liminar, porém, foi derrubada no mesmo dia pelo ministro Luiz Fux, também do Supremo. Ele julgou pedido do partido Novo, que alegava que o PT apresentava Lula como candidato à Presidência da República, desinformando os eleitores.
O petista foi impedido de concorrer na eleição presidencial devido à Lei da Ficha Limpa, que barra candidaturas de condenados em segunda instância, e acabou substituído por Fernando Haddad, também do PT.
Ao suspender a entrevista, Fux determinou ainda que, caso já tivesse sido realizada, sua divulgação estaria censurada. A liminar de Fux foi revogada no último dia 18 pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli.
Já nesta quinta-feira (25), véspera da entrevista, a Polícia Federal tentou modificar a decisão do STF, permitindo que jornalistas de outros veículos assistissem à entrevista, conduzida pela Folha e pelo jornal El País, autores da ação judicial no Supremo.
Lewandowski, no entanto, barrou a presença de jornalistas que não sejam da Folha e do El País e considerou a iniciativa da PF uma "franca extrapolação dos limites da autorização judicial em questão".