Magazine Luiza

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Eduardo Marinho - Observar e Absorver.


Alforria
Forfun


Adestrado e condicionado
O potencial racional foi sabotado
Um rebanho cego segue sem pensar

Entretido, lobotomizado
A televisão toma todo o seu tempo vago
Atado e enclausurado no mesmo lugar

Eles impõe a verdade absoluta
E se você refuta, a resposta vem com força bruta
Um plano muito bem arquitetado
Relação estreita de empreiteiras e Estado
Verás que um filho teu não é uma puta
E a sua conduta não coloca os seus valores em disputa
Verás que o teu povo não é bobo
Em pele do cordeiro se esconde o velho lobo

Adestrado, semiescravizado
É senzala em movimento ou um ônibus lotado?
Miséria oferecida a preço popular

Sua falácia é patrocinada
A democracia de fato foi sequestrada
Quem bancou a festa vai querer dançar

Eles impõem a verdade absoluta
E se você refuta, a resposta vem com força bruta
Um plano muito bem arquitetado
Só mais um orçamento superfaturado
Eles te ensinam a sorrir resignado
Subordinado, sustentando o antigo patriarcado
Agindo por trás dos bastidores
De dentro dos engenhos ressurgem os senhores
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Essa música foi escrita baseada nas ideias de EDUARDO MARINHO
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Eduardo Marinho começou a escrever o blog dele em 2009.
Vou colocar aqui alguns posts atuais e antigos...
Vou salpicar os posts dele com matérias sobre ele...

http://observareabsorver.blogspot.com.br/2017/04/o-descaramento-da-farsa.html



O descaramento da farsa
Pouca gente assistiu a tv senado durante a votação da pec 55. Os poucos senadores que se opuseram a essa traição do povo convidaram a economista Maria Lúcia Fattorelli, reconhecida internacionalmente e participante das auditorias das dívidas públicas de Equador e Grécia, pra expor as criminosas intenções dessa pec maligna. E ela expõe, magistralmente, apesar da linguagem inacessível a um povo estrategicamente sabotado em educação, as falcatruas mais que claras do projeto desses traidores da nação. Irrespondível intervenção, constrangedoras e dolorosas verdades são jogadas às caras-de-pau dessa casa legislativa que, depois, ignoraram tudo e aprovaram a emenda constitucional, mais um estupro à constituição brasileira em favor de banqueiros internacionais, de mega-empresas, dos parasitas sociais podres de ricos, miseráveis de espírito. Serviçais de luxo desses interesses, que financiam suas campanhas, os parlamentares não têm como não saber o que estão fazendo. A pec 55 foi aprovada e está em vigor, o resultado se vê nas ruas, com o aumento de desabrigados, de cracudos, da violência, da criminalidade explosiva que não pára de crescer. Enquando isso, a mídia aponta como solução o investimento no sistema de repressão e carcerário, sem tocar sequer nas causas. Seria uma estupidez, se não fosse intencional.

Se a intenção fosse diminuir a criminalidade e a violência, bastaria cumprir a constituição nos seus artigos de direitos humanos, bastaria o Estado garantir o que está previsto nessa chamada "lei maior", a "carta magna", base do funcionamento da sociedade. Garantir a cada brasileiro alimentação decente, moradia digna, instrução de qualidade, informação verdadeira, atendimento médico em qualquer necessidade, condições de desenvolvimento humano, seria muito mais barato que o pagamento de juros e amortizações dessa dívida, como afirma e reafirma Fattorelli, ilegal, ilegítima e socialmente catastrófica, permanentemente denunciada e não investigada. Basta falar em auditar essa dívida com os bancos internacionais e a mídia fica histérica, gritando "calote! calote!" pra difamar a iniciativa conduzindo - como é sua função - a opinião pública com suas mentiras criminosas. Demonstração clara do que é a mídia privada e a quem serve, traindo a população com suas seduções e distorções. É óbvio o interesse na manutenção do caos, da criminalidade apavorante e paralisante, da miséria e da ignorância que infernizam a sociedade.

Há muito tempo, Getúlio Vargas mandou investigar essa dívida, que era muito menor que hoje mas já esmagadora do patrimônio público, e se revelou ilegal em mais da metade, caindo pra 40% do que era. A grita dos traidores se fez ensurdecedora e as pressões foram tamanhas que levaram Getúlio ao suicídio político que impediu o golpe programado pra derrubá-lo. Dez anos depois, o governo João Goulart apontava na direção de uma democracia ainda distante, favorecendo a organização dos mais pobres, implantando um programa de erradicação do analfabetismo, investindo na educação do povo, implantando uma lei que controlava a remessa de lucros de empresas estrangeiras, decretando uma reforma agrária que distribuiria terras pra mais de um milhão de famílias de agricultores, estimulando a agricultura familiar na produção de alimentos e aproximando o produtor do consumidor, sem os intermediários que encareciam os produtos. Por isso mesmo, debaixo de calúnias e invencionices, esse governo foi derrubado e implantou-se a "ditadura militar", com a mídia proclamando a "volta da democracia". Era preciso manter a ignorância, a desinformação, destruir e impedir a organização dos explorados, destruir o sistema de educação pública e impor o enquadramento do ensino privado. E a ditadura banqueiro-mega-empresarial foi mantida, aprofundada, enraizada e se mantém a pleno vapor. O estado de degradação social em que vivemos é estrategicamente deliberado. A formação da ideologia reacionária, conservadora, raivosa e ignorante, quando não mau caráter, é produção encomendada por esses seres desumanos que chafurdam no luxo, na riqueza, na ostentação e no controle social pelo mercado financeiro, indiferentes ao sofrimento de milhões.

Investir pesado em educação verdadeira, em informação leal e nos direitos sociais é arrancar as raízes da barbárie periférica, da violência e da criminalidade. Mas isso é simplesmente proibido pelos usufrutuários dessa estrutura perversa, que financiam laboratórios de pensamento pra criar mentalidades que serão implantadas pela mídia, sempre baseadas em falácias, falsidades e mentiras, apontando soluções punitivas que jamais deram resultado em nenhum lugar do mundo. A base dessa mentalidade, atualmente  nos Estados Unidos, produziram naquele país a maior população carcerária do mundo - maior que a da China, que tem uma população mais de cinco vezes maior que os EUA. É nesse caminho que estamos postos, subalternizados pelas corporações financeiras. Não há polícia, não há sistema prisional que diminua a criminalidade produzida no atacado pela miséria, pelo abandono, pela exclusão, pela exploração desenfreada da população. Estamos "travando a inútil luta com os galhos, sem perceber que é lá no tronco que está o coringa do baralho", como já dizia Raul Seixas.

Gostaria de lembra à esquerda arcaica a fala profunda de Fidel Castro - "acabou o tempo da revolução com fuzis. Hoje a revolução só pode ser feita com a conscientização". É preciso substituir o espírito de combate pelo de serviço. Obviamente será preciso um trabalho interno, individual em primeiro lugar, pra escapar do sentimento induzido de superioridade acadêmica, na criação da humildade necessária ao trabalho. Ninguém está imune aos condicionamentos do sistema social - através do modelo de educação e, sobretudo, do massacre midiático-publicitário que assola a coletividade como um todo. É igualmente preciso substituir a visão míope e imediatista pela visão a médio e longo prazo, deixando de lado as instituições dominadas e controladas, servindo nas periferias onde se encontram as pessoas mais importantes, imprescindíveis, sem as quais nada funciona. O trabalho mais necessário, mais indispensável de todos, é o trabalho braçal. Sem ele, não tem doutor que consiga exercer o seu ofício, seja qual for. Uma obviedade que passa, estrategicamente, despercebida, mas que pode ser facilmente demonstrada - a quem interessa, claro, os periféricos.

Ali, nas periferias, se encontra a sabedoria, a capacidade de superação, a resistência, ainda que inconsciente. No centro dos valores sociais, nas academias, se encontra segregado o saber, restrito a camadas minoritárias da população. Quando os que têm acesso ao saber descerem dos seus pedestais de vidro - a indução do sentimento de superioridade - ganharem o privilégio da humildade e se dispuserem a servir os que tiveram seus direitos roubados dos conhecimentos que lhes foram vedados, o saber se encontrará com a sabedoria e a evolução do sistema social será inevitável. Isso sabem os parasitas sociais, daí a sabotagem sistemática da educação e o controle férreo das comunicações do país, dominadas por poucos podres de ricos traidores da nação, a serviço de mega-interesses estrangeiros.

É preciso enxergar a realidade além do que é permitido, a partir das conseqüências escancaradas na sociedade como um todo. Como dizia Helder Câmara, "quando eu divido meu pão com os pobres, me chamam de santo; quando pergunto pelas causas da pobreza, me chamam de comunista". É proibido desvendar as raízes da degradação social, porque elas são criadas e mantidas pelos que dominam a sociedade, muito acima dos "poderes públicos", nos bastidores da farsa apresentada como "política", cuja finalidade é criar a ilusão de que o sistema é democrático. Chamar de política essa encenação de marionetes, impotentes pra tocar na estrutura dominada pelos vampiros no mercado financeiro, mas com o poder de trair toda a população, é colaborar com essa falcatrua, essa armação que torna a sociedade injusta, violenta, perversa, covarde e suicida.

Pra assistir a exposição do descaramento, https://vimeo.com/160568538.

Refugiados do Desenvolvimento from Fábio Nascimento on Vimeo.

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http://falauniversidades.com.br/filosofia-de-vida-o-filme-observar-e-absorver-esta-disponivel-na-internet/
Filosofia de Vida: O Filme Observar e Absorver Está Disponível na Internet

Existe um sujeito, chamado Eduardo Marinho, que é capaz de fazer você refletir o sentido da vida.

Com apenas algumas palavras, sem termos difíceis de compreender, este filósofo de rua pode abrir a sua mente, ou pelo menos colocar um ponto de interrogação no seu jeito de enxergar o mundo.

Mas o melhor disso tudo é que ele foi filmado (com uma bela qualidade, aliás) e se tornou o protagonista do filme Observar e Absorver, de Junior SQL.

Provavelmente, você pode até ter assistido o Eduardo Marinho em algum vídeo no YouTube (clique AQUI e assista o vídeo viral de Eduardo Marinho), mas dessa vez ele soltou o verbo num filme com 1 hora e 11 minutos de duração.

Antes de você assistir, só queremos deixar claro que os argumentos são fortes e você está sujeito a uma transformação psicológica (de baixo ou alto nível):


"Eu sou extremamente ambicioso.  Eu sou ambicioso de uma forma que ninguém pode conceber. Porque dinheiro, conforto, estabilidade, luxo, pra mim é pouco, eu quero mais. Eu quero tudo que eu puder levar dessa vida"  Eduardo Marinho

Ninguém Filmes apresenta:
Gênero: Documentário
Direção: José Marques de Carvalho Jr
Ano de Lançamento: 2016


Para complementar as ideias, trocamos uma ideia com Junior SQL, o desenvolvedor do filme, que fez as entrevistas com o Edu e fez a honra de disponibilizar este material na internet. Confira:

Fala!: Junior, primeiramente, obrigado por disponibilizar este filme. Você demorou quanto tempo para filmar o Edu? Como foi o processo de filmagem?

Junior: Cara, a parte mais simples foi justamente o processo de filmagem. O filme é feito praticamente durante nossa viagem para São Paulo, onde ficamos por 1 semana, e que por sinal foi uma experiência bastante interessante – viajar com a Celestina (Kombi do Edu), nunca imaginei que um dia eu iria dormir na AV Paulista dentro de uma kombi. Juntando todo processo de filmagem e edição foram 6 meses para finalizar.


Fala!: O meio universitário é cercado de estereótipos e padrões, como o clássico “você deve conseguir um lugar no mercado de trabalho e ser bem sucedido”. Como você passa a enxergar o mercado de trabalho e o seu ofício dentro dele depois de gravar este filme?

Junior: Eu nunca me encaixei nesse padrão do mercado de trabalho. Meu último emprego, por exemplo, eu que criei. Fazia parte de um grupo de humor, fiquei 10 anos fazendo vídeos para o YouTube, e esse era meu trabalho. Sempre procuro fazer o que eu gosto, e enfrento sem problema nenhum os perrengues que vão surgindo por seguir essa linha. Antes de gravar esse filme com o Eduardo, eu já tinha feito um dos vídeos que tem dele na internet, que se chama “Filósofo da rua” (clique e assista), que aliás foi o segundo vídeo que ele gravou.

Quando eu comecei a procurar o tema para o meu primeiro longa, eu resolvi dar uma mergulhada nos meus vídeos e vi esse vídeo novamente do Filósofo da Rua , e na hora até imaginei que alguém já tinha feito algo com ele, mas depois de pesquisar vi que não, e aí resolvi fazer o filme sem pensar 2 vezes.


Fala!: Um lance bem legal do filme são as entrevistas, com a participação de integrantes da antiga banda ForFun e atual Braza, integrantes do grupo OPNI, e até da filha de Eduardo Marinho. Qual foi o motivo de expor essas entrevistas?

Junior: A minha ideia inicial não era ter muito depoimento, queria fugir um pouco do óbvio de um documentário clássico. Quando comecei a filmar, fiquei sabendo que o Braza tinha lançado uma música utilizando uma parte de um dos vídeos do Edu, daí eu ouvi a música, achei bacana, e senti que seria interessante ter eles no filme. Com o grupo OPNI foi praticamente a mesma coisa, quando viajamos pra SP, na volta o Eduardo resolveu passar em São Mateus para visitar o Toddy – era algo que não estava planejado. Chegando lá eu conheci os caras, achei o trampo deles fantástico e mais uma vez senti que seria muito interessante eles participarem. No caso da Brisa, a filha do Edu, eu comecei a sentir necessidade de ouvir alguém da família, e já que a Brisa foi a primeira filha dele, eu sabia que ela ia ter bastante coisa pra compartilhar.


Fala!: Pode deixar um recado para quem ainda não assistiu, e dizer o que você quer passar de mensagem com o filme?

Junior: O objetivo do filme é simplesmente causar reflexão, fazer pensar sem dar muitas voltas. Observar e Absorver. E pelo o que eu tenho recebido de mensagens de quem já assistiu, acho que tá dando certo.
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http://observareabsorver.blogspot.com.br/2014/12/a-verdadeira-sequencia-do-mito-da.html

A verdadeira seqüência do mito da caverna


Então o cara que saiu da caverna voltou lá e avisou os outros, 'aí, rapaziada, aqui fora o mundo é outro, aberto, arejado, chega pra ver". Pensava que haveria entusiasmo, alegria, mas houve estranheza e rejeição, seguidos de negação e revolta, “que nada, calaboca!”, “sai fora, babaca!”, “não enche o saco!”, “não vem perturbar aqui não”!, “tu não sabe de nada!”, “vai pra Cuba!”. A rejeição foi grande, agressiva, raivosa. Diziam que ele trazia a discórdia, a mentira, davam sinais de violência, reafirmavam suas ilusões como verdades. O cara viu que não dava em nada além de problemas e saiu fora pro mundão, 'então ficaí, cambada de mané, tô vazando', e antes que os otários se dessem conta, ele tinha sumido. Ficou o silêncio, o vazio, a ausência, pra onde ele foi... e o medo. Nesse momento a semente foi lançada . Uma vibração no escuro da caverna, as imagens mostrando a “realidade” projetada na parede e um enorme incômodo no ar. Junto com a consciência, o rancor - de um canto escuro alguém falou baixo, como quem pensa alto, “a gente devia ter matado ele”.

Lá fora o cara andou, olhando a realidade que desconhecia, conheceu cores, sons, cheiros, paisagens, em profundas admirações, sem entender por que havia quem projetava aquelas imagens ilusórias na parede da caverna, mas mergulhado nas novidades que descobria. E descobriu que haviam outras pessoas como ele, outras cavernas como a dele e muitas, muitas pessoas presas às mesmas ilusões impostas por enganadores. Conheceu essa gente saída de outras cavernas que se atraíam, amistosas, livres das induções à rivalidade e à competição. Conquistaram o acesso ao mundo fora das cavernas e agora dividiam a intenção de acordar os outros, mostrar os limites impostos, causar o rompimento desses limites. Mas encontravam a hostilidade dos condicionados e, sem desistir definitivamente, viviam suas vidas, sempre alertas às oportunidades de provocar reflexão, questionar as mentiras cotidianas, mostrar que as imagens nas paredes são projetadas e que a realidade é muito outra, muito melhor e mais rica. E o cara dividiu experiências, conheceu outras maneiras, conversou, aprendeu, plantou, colheu, cooperou, ganhou vivência,  conhecimento, sabedoria.

Nas conversas coletivas, que eram muitas e sobre muitos assuntos - desde as estrelas, os modos de plantio, remédios naturais, até as relações entre as pessoas e a forma de organização da coletividade, sempre mutante - um assunto freqüente era a alienação geral, os prisioneiros das cavernas, acorrentados em ilusões fabricadas. Idéias eram apresentadas, discutidas e postas em prática. Diante da hostilidade comum e dos perigos do contato direto, entrando nas cavernas, um dia alguém sugeriu chegar do lado de fora, bem na porta, e fazer um barulho, demonstrar a liberdade sendo exercida, em vez de tentar conversar, convencer, argumentar, apelar à razão, à inteligência racional. Esta já estava tomada pela prática rotineira, pelo medo induzido e todos os recursos de mídia pra paralizar o pensamento e conduzir às ilusões. Era preciso atingir a alma, conversar com a intuição, o sentimento, o sentir é mais que o saber, mais profundo, mais forte que a razão. E a idéia brotou: “bora fazer uma charanga?”

Na porta das cavernas eles botam a boca no trombone. Cantores, palhaços, malabaristas, desenhistas, músicos, pintores, dançarinos, atores foram surgindo de todos os lados. Os que faziam as sombras, projetando da forma que convinha à hipnose, ao entorpecimento, à formação da opinião pública não gostaram nada disso. E começaram a atacar os denunciadores, os reveladores das mentiras cotidianas, de todas as maneiras, difamando, atacando, perseguindo,  sabotando. Mas quase sempre saía alguém da caverna, ofuscado, maravilhado, e era acolhido no grupo, com cuidado, carinho e alegria. Às vezes, mais de um. De vez em quando, grupos vinham pra fora e era uma festa.

A história não acabou.

(Mais sobre o "Mito da caverna" aqui: A minha primeira vez com Maria Lúcia Fattorelli. E a sua?  )

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http://www.hypeness.com.br/2015/12/conheca-a-arte-contestadora-de-um-cara-que-largou-a-familia-rica-para-viver-nas-ruas/

Eduardo Marinho estudou nas melhores escolas e sempre teve muito conforto. Foi bancário, militar, estudante de direito. Mas esse conjunto social o sufocava. Saiu de casa para buscar um sentido para a vida e experimentar o que era não ter nada. Chegou a morar na rua e dormir em cima papelão. E toda essa experiência reflete hoje em seu trabalho como artista.

A maneira como Eduardo Marinho se expressa fez com que ele ficasse conhecido como artista plástico e filósofo das ruas. Todos os trabalhos com uma boa dose de contestação sobre os valores da nossa sociedade. “A maioria não tem nada e vive tranquila! Como é que eu olho a minha volta e a classe abastada morre de medo de perder tudo?”, diz ele.

Eduardo conta que começou a usar a arte para dizer o que pensa, mas mesmo assim não se considera um grande artista, pois não possui técnicas evoluídas. Já foi convidado para expor em galerias, mas conta que prefere ganhar menos e continuar na rua, onde tem uma vida mais rica pelo contato com diferentes pessoas.

Uma história e uma obra impressionante para te inspirar, olha só:

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Neste vídeo Eduardo Marinho fala sobre conceitos filosóficos, copa do mundo e política e sobre o que é ser revolucionário.



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http://observareabsorver.blogspot.com.br/2017/06/investimento-em-escolas-decentes-nao-em.html

Investimento em escolas decentes, não em presídios.
Duvido que houvesse tanta oferta de crianças, adolescentes e jovens pro crime se as escolas fossem boas, se o investimento em educação fosse prioridade, como no tempo dos CIEPs. As crianças faziam questão de ir pra escola, exigiam dos pais mais relapsos. Havia café da manhã, almoço, lanches e janta, banho e escovar os dentes antes de entregar aos responsáveis, no fim do dia. Além de aulas tinha música, teatro, esportes, artes, havia interesse na formação integral e os resultados eram visíveis. A criminalidade nunca foi tão baixa, reduzida às bocas de fumo localizadas, assaltos eram raros, os índices eram muito mais baixos. A fábrica de escolas construída na época permitia a montagem em concreto armado de uma escola em um mês ou pouco mais, pra quinhentas, mil, mil e quinhentas crianças, conforme a necessidade local.

Escolas assim, interessadas na formação do ser humano como um todo, formam um povo mais instruído, mais esclarecido, mais capaz de pensar por si, mais difícil de se conduzir com mentiras, promessas e sorrisos. Daí a sabotagem do ensino público, na criação de ignorância, daí o enquadramento do ensino privado e do acadêmico em valores empresariais, apresentando o mundo como uma arena competitiva, um campo de batalha onde se deve vencer, e não como uma coletividade que tem, ou deve ter como objetivo a harmonia, a paz social, a inclusão e o cuidado de todos para com todos.

Isso deve parecer impossível, nas determinações dos poderes sociais, os econômicos - exercidos sobre o aparato estatal e sobre as mentes formadas, induzidas e controladas com valores, comportamentos, objetivos de vida, desejos programados, visão de mundo distorcida. Acreditamos num monte de mentiras e, no fim da vida, temos a sensação de ter vivido em vão. Enxergar a realidade implantada dentro de si é o primeiro passo pra ver e pensar além do condicionado. E é fundamental na mudança de valores, de comportamentos, muitas vezes de coletividades - e muda o mundo, a vida, os gostos, os sentimentos em viver.

Me parece constrangedoramente óbvio que se o Estado investisse na sua população o que é de direito constitucional, os artigos básicos dos direitos humanos, a criminalidade cairia verticalmente. Como é também constrangedoramente óbvio que se vejo esse mesmo Estado fechar turnos e escolas, reduzir espaços e superlotar salas, desfazer programas que abriam portas de estudos a pessoas da parcela enorme sem condições de pagar, enquanto investe na construção de presídios, vejo as intenções que movem essas atitudes. Percebendo o processo de privatização do sistema carcerário, a fecha o quadro. Quem pretende diminuir a criminalidade não constrói presídios, investe em escolas, no ensino, na população. Prisões são escolas de crimes e se relacionam intimamente com a sociedade, todo o tempo, profundamente. Dorme quem não vê. A criminalidade se entranha em todos os níveis da sociedade, com a mídia como seu porta-voz, condutora da mentalidade, distorcedora da realidade, controladora das informações, malabaristas de verdades fabricadas.

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Essa foi o primeiro contato que tive com o Eduardo Marinho:

Está registrado aqui:



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http://wp.ufpel.edu.br/empauta/2016/10/observar-e-absorver-analise-critica/

Observar e Absorver – Análise crítica
POR EM PAUTA · 11/10/2016

Por: Estevan de Freitas Garcia

“Eu sou extremamente ambicioso. Eu sou ambicioso de uma forma que ninguém pode conceber. Porque dinheiro, conforto, estabilidade, luxo, pra mim é pouco, eu quero mais. Eu quero tudo que eu puder levar dessa vida”. Essa é uma das muitas frases que marcam o documentário “Observar e Absorver”, lançado em 2016, com direção de Junior SQL. A obra, além de dar uma aula de senso crítico aos valores impostos pela sociedade, narra um pouco da vida e trajetória do “arteiro e escrevinhador” – assim como gosta de se definir – Eduardo Marinho.

Eduardo é um homem que, como dizem, nadou contra a corrente. Oriundo de família rica, rejeitou todo o dinheiro e os valores de classe nos quais estava inserido e foi para o mundo com o propósito de conhecer a realidade das pessoas que não têm nada. Por meio dessas experiências – as quais só quem tem a coragem de trilhar os caminhos caminhados por Eduardo pode passar – o “arteiro e escrevinhador” tornou-se uma espécie de, diriam alguns, sábio. Este, através das suas falas e do seu trabalho artístico, consegue traduzir pensamentos, questionamentos, ideias e sentimentos em palavras e imagens.

O documentário, em sua maior parte, se desenvolve através dessas falas de Eduardo Marinho, que narra múltiplas experiências de sua vida, sempre mostrando um foco de visão diferente e crítico. Além das narrações de Eduardo, “Observar e Absorver” conta também com os depoimentos dos músicos Nícolas Christ e Danílo Cutri (baterista e vocalista, respectivamente, da banda Braza), além dos grafiteiros Toddy Opni e Val Opni, do próprio diretor do filme, Junior SQL e da filha de Eduardo, Brisa.

“Observar e Absorver” é uma obra de grande valor social. Os questionamentos trazidos por Eduardo Marinho nela, sobre valores distorcidos que muitas vezes passam despercebidos aos olhos do ser humano, não se encontram tão claros e bem resumidos em nenhum livro dos mais conceituados estudiosos. Seu olhar único sobre situações cotidianas nos faz ampliar nossa visão de mundo. Suas palavras nos fazem encarar o mundo de forma diferente e, alguns diriam, até, revolucionária.

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http://observareabsorver.blogspot.com.br/2016/07/o-documentario.html

O documentário
Desde que Júnior me procurou na intenção desse filme, muita água passou debaixo da ponte. A viagem das cenas foi uma entre outras, durante o trabalho. Aliás, um trabalho muito mais do Júnior mesmo, que ficou picotando cenas e sons pelas madrugadas, fora dos seus expedientes de serviços. O trabalho externo, de captação das cenas, foi a parte fácil do trampo. As internas, o bordado, os cortes, as emendas, as combinações de som e imagem, imagino que devem ser muito mais cansativas, mentalmente.
Numa outra viagem de Kombi, neste período, estive em Santos, conversando no Monte Serrat, favela bela, organizada e solidária. Daí fui a Curitiba, três palestras em três dias, a primeira entre evangélicos diferentes, sem problemas em beber e fumar e viverem sem julgar ou discriminar, a segunda na casa Ocitocina, depois no OcupaMinc. Então fui a Floripa, uma palestra num evento vegano. A volta foi com problemas no motor, à noite, subindo serras, o que levou a vários contatos nos postos, com mecânicos, frentistas, muita conversa, cheguei a ler textos pra grupos interessados, cenas ótimas. Gostaria muito e insisti pra eles irem, mas não deu. A falta do tal financiamento pesou e tanto Júnior quanto Igor não puderam ir, tinham atividades programadas na manutenção da vida.
As possibilidades são precárias quando se está por conta própria. O que não impediu fazer o que está aí. O serviço de preparação das imagens e dos sons, incompreensível pra mim, tomou noites de Júnior. Ele até recebeu ofertas de participação, mas nada levado à prática, como é comum. Querer é mole, fazer já é bem mais raro.
Haveria mais viagens na fita, mais sotaques, mais interpelações e assuntos, mais conversas, mais oportunidades de coletar cenas que acontecem nessas movimentações, se houvesse grana aplicada no trampo. Mas sempre gostei mesmo é da capacidade de realizar assim mesmo, sem as condições ideais, com mais foco no conteúdo que na forma – que afinal, na minha opinião, é a parte mais importante. A peça está pronta e foi feita com o que tínhamos, com o que foi possível.
Acho que tem um ótimo meiquinhofe estocado com os caras (), cabe cobrar deles colocar isso aí no ar, tem muita coisa. Foram muitas as cenas gravadas e fotografadas durante as movimentações. O que foi publicado é pouco perto do que tem. Sei que esquentei a batata e agora jogo no colo do Júnior SQL. Mas é o trampo dele, vale pra ele principalmente. O Igor vai no reboque, mas na responsa.

Todo proveito merece a nossa gratidão, é o reconhecimento de que a gente precisa. O proveito levado à prática é direito e responsabilidade de cada um, na permanente mutação de que todos participamos, reconhecendo ou não, sabendo ou não, atentos ou distraídos. Escolhendo como fomos programados, em geral, raramente por conta própria, raramente vendo o mundo com os próprios olhos. Houve sempre quem retirasse as lentes impostas e visse com os próprios olhos, raríssimos. Creio que na atualidade há um processo crescente de retirada dessas lentes, de questionamento dos valores e comportamentos, dos poderes sociais, no modelo de vida que vivemos. Em forma embrionária, formam-se núcleos e coletivos em todas as partes, pouco a pouco, um processo permanente de mutação, tempo de gerações muitas. Não se pode esperar viver num mundo justo e solidário, seria ingênuo e perigoso, muitas “desistências” se dão a partir daí. Mas (e aí só posso falar por mim) se eu não viver no sentido de um mundo como o que desejo, não aplicar minhas energias nessa direção, não vejo muito sentido na minha vida. E a maneira que encontrei, ou escolhi, é refletindo e causando reflexão, sentindo e provocando sentimentos, questionando valores e padrões, relações e comportamentos, como parte de um processo estendido a todas as áreas das sociedades, a todo o planeta, ao universo. Mas aqui, de forma humilde, à minha volta, onde posso tocar e conviver, o primeiro plano em primeiro em lugar, ainda que não se esqueça os planos ao infinito, levados em conta como objetivos finais em todas as relações em torno, as que nos tocam.
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Viva Roda, Eduardo Marinho
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Panorama da falsa república
Logo depois da "abolição" da escravidão, Monteiro Lobato apresentou ao senado brasileiro, recém republicano, um projeto de alfabetização das vítimas escravizadas por tanto tempo, numa forma de resgate desse crime social. E ouviu, na lata, algo como "ô, Lobato, tá maluco? Se alfabetizar essa negrada, quem é que vai pegar no cabo da enxada?" O projeto foi desprezado e a escravidão, desinstitucionalizada, permanece em essência até hoje.

Em 1954, Getúlio Vargas estava cercado, difamado pela mídia, ameaçado de golpe, o "manifesto dos coronéis", afinado com os interesses econômicos das elites estrangeiras e nacionais, ameaçava a derrubada inconstitucional do governo. Ele havia cometido várias "heresias" para essas elites - ensino público gratuito e obrigatório para todos os brasileiros (até então o analfabetismo grassava entre os mais pobres), atendido as já velhas reivindicações trabalhistas de oito horas de jornada de trabalho, férias remuneradas, licença maternidade e outros, revoltando os patrões e, heresia das heresias, mandado investigar a tal "dívida externa" que, reveladas as falcatruas, caiu pra 40% do seu total. Independente da sua índole centralista e tirânica, Getúlio catalizou o ódio das elites estrangeiras e sua subalternidade brasileira e, pra evitar o golpe, cometeu um suicídio político que acuou os golpistas com o levante revoltado das massas populares que o adoravam.

Em 61, Paulo Freire, durante o governo João Goulart, foi convidado pra fazer um programa piloto de alfabetização de adultos, no interior de Sergipe. Cinquenta lavradores analfabetos foram alfabetizados em seis meses, a ponto de lerem em voz alta. A partir daí ele foi chamado para o ministério da educação, pra realizar o mesmo programa a nível nacional, com a finalidade de extinguir o analfabetismo no território nacional. Heresia recebida com ódio pelas elites, somada a outras que levantavam a histeria dos parasitas podres de ricos, como o incentivo à formação de associações de trabalhadores e sua organização na defesa contra os abusos patronais, a lei que limitava a remessa de lucros para o exterior por empresas estrangeiras instaladas no país e, heresia das heresias, decretou a reforma agrária, desapropriando dez quilômetros de cada lado de rodovias e ferrovias federais pro assentamento de pequenos agricultores familiares, facilitando o escoamento da produção, ligando o produtor, que ganharia mais, ao consumidor, que pagaria menos, eliminando as figuras dos atravessadores que encareciam os alimentos. Os mesmos coronéis que ameaçaram Getúlio, então generais, deram o golpe planejado, conspirado e articulado na embaixada dos Estados Unidos pelo então embaixador Lindon Gordon, que fez a quarta frota estadunidense sair carregada de armamentos e soldados pra iniciar uma guerra no Brasil como a do Vietnam, contando com as ações das elites locais, sempre traidoras do seu país e desprezadoras do seu próprio povo. Jango, sabedor dessas ações e intenções, não reagiu ao golpe, "pra evitar o derramamento de sangue de milhões, numa guerra fratricida", como ele mesmo disse. Sozinho, rejeitado pela arrogância da esquerda - como latifundiário e "lacaio" do capital, incapaz das mudanças sociais que só ela seria capaz - não encontrou apoio e seu governo foi derrubado, como disse Darcy Ribeiro, "não pelos seu erros, mas pelas suas virtudes".

Os militares, instalados no poder governamental, cumpriram a agenda programada. Destruíram a educação pública, incentivando a privada, perseguiram e destruíram sindicatos, associações e organizações populares, varreram das universidades todos os professores que tinham alguma preocupação social, com as injustiças históricas, com a miséria, a pobreza, a exploração, a ignorância e a desinformação, com a formação verdadeira de um povo mais evoluído em suas percepções e relações sociais. E pra ocupar os vastos espaços vazios, a Fundação Ford, de conhecido banqueiro estadunidense, se instalou em território nacional na "boa" intenção de formar professores universitários. Foi daí que começou a se formar a mentalidade empresarial que hoje submete o ensino acadêmico, a desumanização dos cursos, a maldade explícita que favorece os favorecidos e sacrifica as multidões historicamente sacrificadas. Ao mesmo tempo se desenvolvia o império midiático, com a Time-Life equipando a Globo golpista desde sempre, destinado a formar mentalidades, valores, comportamentos, desejos, objetivos de vida, relações sociais. E determinar "inimigos", comunistas na época, "terroristas" atualmente, sempre inimigos pra justificar os crimes contra as populações.


É demonstrativo perceber que, mesmo numa casa pobre onde se encontra dificuldade até pra comer, se encontra uma televisão, com toda sua psicologia do inconsciente, programando mentalidades. É a estratégia do controle mental, direcionado a cada classe social com seu linguajar próprio, especialidade da mídia que as esquerdas nunca tiveram. A mídia inimiga fala a língua do público, em sua sedução criminosa baseada em mentiras, distorções e induções.

Quando os militares começaram a apresentar nacionalismos "incômodos" - a iniciativa de povoamento da amazônia, o reconhecimento da independência de Angola, mesmo levada por uma guerrilha socialista, o investimento no desenvolvimento de tecnologias nacionais,... - , começou-se a armar a "redemocratização", na verdade a remontagem da farsa da falsa democracia de sempre, com as instituições todas sob controle, infiltradas e dominadas pelos poderes financeiro-econômicos anti-populares. Tudo corria dentro do previsto, inclusive quando foi eleito o partido dos trabalhadores, devidamente "esterilizado" da influência popular e lavado das suas correntes mais coerentes com o programa do partido, para conter os movimentos populares que, redivivos, estavam em efervescência. Como planejado, esses movimentos se acalmaram e acomodaram, na ilusão de que "chegamos ao poder", sem considerar que os governos, há muito, não são o poder, mas sim manipulados pelo verdadeiro poder, o do punhado de parasitas sociais podres de ricos internacionais e nacionais. Mas os efeitos colaterais - pobres nas universidades, ascensão de parte da pobreza à capacidade de consumo de classes médias, menos miséria e desabrigo, adesão ao princípio de integração latinoamericana, informações escapando do controle midiático,... - levaram à derrubada desse partido, descaradamente de forma ilegal, com o judiciário elitista dando nó e desprezando leis com malabarismos jurídicos incompreensíveis ao cidadão comum confundido com as campanhas de ódio e difamação pela mídia privada.

Agora estamos vendo a extensão do programa de subalternização acelerada da totalidade institucional, e o povo se ferrando sem entender o que acontece, ignorantizado, desinformado, inferiorizado e enganado. A coisa toda é muito simples e fácil de entender quando se olha a situação de degradação social em que nos encontramos.Fecham-se as portas do conhecimento pras classes "inferiores", exterminam-se programas de inclusão social, ataca-se o ensino público mais uma vez, eliminam-se vagas nas escolas, ao mesmo tempo em que se constróem presídios que se pretende privatizar pra gerar lucros com os milhões de presos que essas atitudes vão criar. O futuro se apresenta escuro. Mas é na escuridão que se percebe o valor da luz. O sofrimento programado está a caminho, para além do sofrimento cotidiano das multidões. Na minha opinião, isso não vai ficar assim. Questão de tempo pra assimilação da realidade, no seu cotidiano.

Estamos trabalhando, os humanos, contra a desumanidade dos vampiros sociais que, cegos em sua arrogância, não sabem com quem estão tratando. As periferias estão, muito pouco a pouco, se ligando e tomando suas atitudes, de forma embrionária e despercebida. São os debaixo, os formadores inconscientes do alicerce da sociedade, quem vai impor as mudanças necessárias à harmonização social. Em seu tempo, que leva gerações, o que desespera os apressados condicionados ao sentimento de superioridade que desejam "conduzir as massas", na permanente pretensão dos declarados "revolucionários", que temem as favelas e não entendem nada do povo de verdade, nem falam uma língua que se entenda no chão da coletividade.

Quando se enxerga o panorama histórico, não há "absurdo" ou "retrocesso", mas a continuidade do programa estabelecido pelos inimigos de sociedades justas, pelos exploradores e mantenedores fervorosos da ignorância, da miséria, da desinformação que permitem a exploração desenfreada da população e dos recursos nacionais, as poucas dinastias de podres de ricos, verdadeiros demônios da humanidade. É preciso enxergar a realidade antes de resolver como agir, como participar da maneira que se quer, e não da forma programada pra ser ineficaz, impotente e cênica.

Quem pretende mudar o mundo está induzido pelos condicionamentos do sistema social escravista, inoculado de sentimentos falsos de superioridade sobre o povo roubado em seus direitos fundamentais. É preciso quebrar esses pedestais de vidro, artificiais e segregadores, criadores de distâncias que impedem a união solidária do saber da academia com a sabedoria das vivências sabotadas, que tem origem no sofrimento e na superação de dificuldades que nenhuma outra classe tem.


Mais sobre esse assunto:


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http://observareabsorver.blogspot.com.br/2017/09/as-entranhas-da-sociedade.html

As entranhas da sociedade
O 'Atlas da Violência' (Ipea - Instituto de Estudos Econômicos Aplicados) diz que 70% dos mortos por armas de fogo são negros e mestiços. O jornalista Boechat se escandaliza. Responsabiliza a "classe política", o "andar de cima", em oposição aos duzentos milhões do "andar de baixo". Mira nas alfândegas, na "negligência" dos agentes do Estado, na perseguição de fronteira aos sacoleiros e não às armas que entram livremente, na preocupação das "autoridades" em "se encher de grana". Atribui às instituições todas as mazelas sociais - e não toca nos verdadeiros controladores de toda a estrutura social e da farsa das "políticas públicas". As tais "delações premiadas" são tratadas como fatos isolados, como revelação de uma relação corrupta, não como o descaramento do modo de funcionamento do Estado, do funcionamento rotineiro das instituições nas relações com os poderes econômicos, em permanente promiscuidade público-privada.

Essas "delações" revelam como o "poder público" se relaciona com empresas, o "poder privado", a naturalidade das propinas e das trocas de favores com o dinheiro e patrimônio público, tanto no Brasil como em outros países. As conseqüências diretas na sociedade - miséria, ignorância, violência e criminalidade - são desligadas das suas causas. Fico pensando se Boechat sabe, percebe essa promiscuidade e não fala porque não pode, ou se ele pensa que vê mesmo as causas da barbárie social em que vivemos nas instituições constituídas, e não nos seus constituidores - mega podres de ricos que chafurdam em privilégios, luxos e poderes acima dos institucionais.

A concentração de riquezas nas mãos de um punhado de podres de ricos coloca poderes irresistíveis nestes parasitas que determinam as  "políticas públicas", financiando "políticos", campanhas eleitorais e publicitárias, com a cumplicidade da mídia e seu "jornalismo" distorcedor, tendencioso e construído pra induzir a opinião pública.

O quadro social se explica pelos interesses banqueiro-mega-empresariais - poucas dúzias de pessoas - que amarram o Estado - através das suas "autoridades" -, impedindo o cumprimento da constituição no respeito aos direitos de todos os brasileiros. Impõem a ignorância no ensino público e o modelo enquadrador na educação da parcela - classes médias - com acesso a direitos, conforme os interesses e a mentalidade empresariais. É preciso evitar a reflexão mais profunda sobre a sociedade e seus problemas, superficializando a mentalidade da população. Não se fala sobre harmonia social, a idéia imposta é competição desenfreada e geral, a miséria é a justa punição da incompetência. Os milhões de crianças que já nascem condenadas a essa "incompetência" não são mencionados, não são vistos, não se questiona essa produção infame de excluídos e explorados que resulta nos índices altos de violência e criminalidade. A resposta institucional é falsa, repressão e encarceramento só alimentam os ciclos de barbárie social em que vivemos. Falsa porque imposta por seus causadores.

Investimento pesado em educação, na formação do povo brasileiro, em alimentação e nos serviços públicos seria o melhor "combate" à violência e à criminalidade. É uma evidência óbvia e ignorada, escondida, silenciada e proibida. A estrutura social criminosa dominante se sustenta na ignorância, na desinformação, no roubo de direitos humanos, fundamentais, básicos e constitucionais da maioria esmagadora da população. É proibido investir em educação e cidadania.

É preciso enxergar a realidade como ela é. As soluções surgem a partir daí. É preciso acender as luzes. Soluções serão muitas, variadas e locais, nas bases da sociedade. O momento é de enxergamento. Mostremos uns aos outros, com humildade e espírito de serviço.
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Eduardo Marinho na TV Floripa


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http://observareabsorver.blogspot.com.br/2017/04/a-barragem-dos-metais-pesados-nas-aguas.html

A barragem dos metais pesados nas águas do finado rio Doce
Em fevereiro de 2016 estive na parte capixaba do rio Doce, encontrei uma transposição do rio Doce, feito pela então Aracruz Celulose, hoje Fibria, que levava água para o rio Riacho, que não estava dando vazão às necessidades da fábrica de celulose. Isso por volta de 2009 ou 10, não estou bem certo, e contra a vontade da população, que se organizou, protestou, mas perdeu pros interesses empresariais, reprimidos pelo poder dito "público".

Com a chegada dos metais pesados, nocivos à maquinaria, construíram uma barragem com filtros, que tirava os metais pesados da água, de modo que ela voltasse a servir na produção. Filmei, corri atrás de edição, analfabeto internético que sou e, finalmente, em julho, publiquei o vídeo. É a segunda vez que o trago a público, desta vez em foco principal.

A questão era: se há possibilidade de filtrar essa lama de rejeitos da mineração, por quê não se fazem filtros como esse desde lá de cima, no rio Gualaxo do Norte, onde estourou a barragem, e pelo rio do Carmo, até o encontro com o Piranga e a formação do rio Doce? Por que não se fazem quantas barragens dessa forem necessárias, na busca de uma diminuição no sofrimento dos cerca de três milhões de pessoas que vivem às margens do rio assassinado? Por quê as máquinas têm prioridade sobre as pessoas?

Perguntas fáceis de responder, quando se vê no Estado e em suas instituições uma grande farsa, a serviço dos poderes econômicos, na guerra das empresas contra os povos, uma guerra de dominação e conquista, de poder e controle, que cria ignorância e desinformação pra manter o sistema social sob a ditadura financeiro-empresarial em que se encontra.

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http://observareabsorver.blogspot.com.br/2015/12/a-tragedia-do-rio-doce-mostra-estrutura.html
A tragédia do rio Doce mostra a estrutura social, pelo ângulo da mineração. "Buraco de Rato - um filme sobre a Vale S.A."

Em todas as áreas da sociedade, o seqüestro dos poderes públicos pelos poderes econômicos mantém no poder real um punhado de famílias podres de ricas, sobre a sociedade inteira. A educação não educa, ignorantiza e enquadra. A saúde pública, claramente sabotada, é um cenário horroroso, em sua precariedade, pra induzir aos diversos planos de saúde - escolas de medicina infiltradas por laboratórios e indústrias da medicina ensinam médicos a receitar remédios e procedimentos. Construtoras da indústria imobiliária financiam governos pra expulsar comunidades pobres das áreas valorizadas. Transportes, energia, água, vias públicas, em todas as áreas prevalece o interesse empresarial sobre o público. As populações, desinstruídas, são facilmente teleguiadas, exploradas e incutidas de sua impotência, sua inferioridade, ou de que tudo é assim mesmo e nada se pode fazer senão tratar de si e dos seus mais próximos, que é incompetência ou corrupção dos políticos a causa de todas as mazelas sociais provocadas pelos mesmos interesses parasitas. O controle banqueiro-empresarial, confirmado por nossos valores, comportamentos, objetivos de vida, visão de mundo, tudo construído em nosso próprio inconsciente pela educação condicionante e pelo massacre publicitário midiático, com o apoio tradicional da religião, das tradições e outros fatores complementares, nos fazem construtores e colaboradores desta estrutura social injusta, perversa, covarde, destrutiva, suicida.
Aqui se trata da área da mineração, a catástrofe do rio Doce foi causada pela mineração predadora das grandes empresas, infiltradas no aparato público de todas as formas, desde o financiamento de campanhas políticas até a indicação de seus agentes para cargos públicos estratégicos pros seus interesses, sempre contra as populações e seus direitos. Um dos maiores desastres ambientais do planeta é minimizado em suas conseqüências.

A medicina lucrativa pisca pra mineração, "valeu, parceria". Daqui a uns anos os metais tóxicos renderão uma grana com os problemas neurológicos, cânceres e outras doenças causadas pelos metais pesados que estão sendo absorvidos em quantidades imensas, desde o rompimento da barragens e o espalhamento dos seus rejeitos altamente tóxicos por todo o vale do rio Doce. Há que se considerar, também, a construção de presídios - evidentemente privados - pra abrigar a criminalidade que surgirá breve, diante das centenas de milhares de pessoas que perderam seus parcos ganhos com a morte do rio, gente que, de muitas formas, viviam do rio Doce. A miséria, o desespero, a fome são os maiores produtores mundiais de criminalidade. Os programas cênicos de assistência aos prejudicados fazem parte de um jogo velho que acaba assim que outros assuntos tomarem os noticiários - que voltarão a se ocupar da área quando as conseqüências aparecerem, mas nunca revelando as causas e sempre tirando algum proveito.

Os vampiros agem nas sombras. A nação está permanentemente em risco e em prejuízo com sua atuação infiltrada nas instituições do poder público, em todas as áreas. Seus eleitos conspiram nos bastidores e nas encenações a serviço dos interesses vampirescos, banqueiro-mega-empresariais. Detonam o público em favor do privado.
Não há democracia além da fachada, cenário armado e controlado, apesar de quixotescas figuras que ainda acreditam que podem mudar essa estrutura social criminosa através dessa "democracia" farsesca infernal, descumpridora de sua própria constituição.

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"Este filme é uma produção da Comunicação do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração com o apoio da "Ajuda" da Igreja da Noruega e da "Bem-Te-Vi Diversidade" e conta um pouco da história da Vale com foco na prática da espionagem.

O filme mostra como a empresa Vale S.A espiona movimentos sociais, lideranças comunitárias e ONGs que defendem os direitos das comunidades impactadas pela exploração e escoamento do Minério.
A Rede Justiça nos Trilhos assim como outros tantas organizações, movimentos e lideranças, também foi espionada pela empresa."
http://www.justicanostrilhos.org/
http://www.justicanostrilhos.org/Assista-ao-filme-Buraco-de-Rato

http://observareabsorver.blogspot.com.br/2016/01/estrutura-dominada-raiz-pessoal.html
Estrutura dominada – a raiz pessoal

A mineradora que infestou de lama tóxica, rejeitos da mineração carregados de metais pesados, toda a maior bacia hidrográfica do sudeste brasileiro, afirma que a lama é inerte e inofensiva, diante de toda destruição de vida que ainda continua matando mar adentro. Os governos fecham escolas públicas, superlotando as unidades restantes e arrasando qualquer possibilidade de ensino que mereça esse nome pra população. Ao mesmo tempo, constroem presídios que, na certeza da superlotação pela ausência de formação profissional, pela criação de mais e mais miséria e exploração da pobreza que aumentam e continuam aumentando a criminalidade, já estão sendo privatizados pra que as prisões em massa, planejadas, gerem lucros empresariais. Não se fala na previsível explosão da criminalidade na região destruída, onde centenas de milhares de família simplesmente perderam suas fontes de sobrevivência e não têm como se manter. É possível crer que ficarão todos conformados com a miséria, com a fome e o abandono? O que me parece é que o evento se encaixa no planejamento carcerário “nacional”. Também não se fala no câncer anunciado pelo contato direto com os metais pesados dos rejeitos da mineração. O Estado e a empresa, com seus laboratórios de análises químicas, dizem que a lama é inerte e inofensiva à saúde, ao contrário de todos os exames independentes que foram feitos indicarem alarmantíssimos índices de contaminação de um monte de metais pesados, que entram pela pele, se alojam em várias partes do corpo e, em alguns anos, aparecem como tumores cancerosos, problemas neurológicos e tantos mais. Os laboratórios farmacêuticos e a indústria da medicina lucrativa esfregam as mãos, sorrindo.

As delegacias de crime contra o patrimônio demonstram que a vida vale bem menos que o patrimônio, se comparadas às delegacias de crimes contra a vida. As ciências exatas são as mais consideradas, as que recebem mais investimentos, em detrimento das ciências sociais, relegadas a um segundo plano de importância na sociedade humana, reduzidas ao plano assistencialista nos âmbitos oficiais. Os sinais estão aí, escritos à nossa volta.

Recebi um comentário falando da situação atual, “decepcionante”. É comum essa reação entre os que se deixavam enganar e vão tomando consciência da realidade ao mesmo tempo em que percebem as mentiras de que foram e são vítimas desde que começaram a pensar. Um pensamento acomodante e amedrontado que senta e lastima. Respondi.

“A situação atual é esclarecedora sobre todas as situações que existiram na história do nosso povo. É preciso enxergar a realidade antes de pensar em mudá-la. Na verdade nascemos em um mundo em constante mutação e a vida é nossa participação no processo. Consciente ou inconscientemente participamos todos da permanente mutação, que vem de sempre e irá adiante depois da saída de cada um de nós. Ninguém vai mudar o mundo, pois este muda independente de qualquer um. O que se pode é escolher como participar do processo e é aí que está a dificuldade. Escolhemos o que queremos ou o que somos levados, induzidos a querer? Sentimos por conta própria? Enxergamos com nossos próprios olhos ou com as lentes impostas por uma educação falsa ou enquadradora, por um massacre midiático-publicitário que usa conhecimentos profundos sobre o psiquismo humano?”

Depois, continuei refletindo.

O aparato induzidor da realidade social em que vivemos está enraizado em toda a estrutura social, a partir do inconsciente coletivo, o inconsciente individual de cada um de nós em média, na formação do modo de vida que vemos normalizado, no tipo de relações entre as pessoas, entre nós e o meio em que vivemos. Valores sociais e pessoais, objetivos de vida, desejos cotidianos, comportamentos são criados em laboratórios de pensamento e impostos sedutoramente, impositivamente pela mídia, essencialmente concentrada em mãos empresariais - e comandada por cabeças empresariais, é preciso lembrar. A televisão fala com as pessoas na sua intimidade, especializada em tocar e conduzir sentimentos, visão de mundo, em alienar as mentalidades, em.condicionar comportamentos, em criar valores falsos, em acomodar e paralisar as consciências.

Os políticos são comprados a peso de ouro de acordo com sua importância e influência, em financiamentos de campanha, apoio midiático e facilidades milionárias, leis são feitas de acordo com interesses empresariais, direitos trabalhistas são violados, direitos humanos, básicos, constitucionais são ignorados por um Estado dominado, seqüestrado pelo poder econômico de bancos e mega-empresas. As ações dos poderes públicos são claramente contra a população toda vez que interesses econômicos determinam. Comunidades são expulsas de seus locais de origem, desabrigados perambulam pelas ruas, a miséria e a pobreza criando violência e criminalidade, o desatendimento dos direitos aceito como inevitável, “no caminho do desenvolvimento econômico e tecnológico” e ninguém fala em desenvolvimento moral, humano, social. Aliás, não sei se vão concordar comigo, a palavra “social” muitas vezes é dita entre a ironia, o deboche e o desprezo – sentimentos induzidos. A mesma distorção foi feita com a expressão “direitos humanos”, sinonimizado com “defender bandidos”.

As universidades sofreram um grande expurgo, verdadeira caça, durante a cara militar da ditadura, com o exílio, a prisão, a perseguição, a tortura e a expulsão das melhores cabeças, as mais sensíveis, as mais humanizadas e interessadas no desenvolvimento de uma sociedade justa. Essa dizimação intelectual das academias abriu espaços enormes no quadro de professores dos cursos superiores, faltavam mestres, os melhores. Isso foi “resolvido” estrategicamente, com a formação, pelo Instituto Ford – envolvido no golpe –, de professores universitários, no atacado, com a mentalidade empresarial, cérebros lavados e enxaguados pra atacar o estado e exaltar a qualidade e a eficiência das empresas como modelo ideal de sociedade, senão o único possível. Aos poucos as empresas foram se infiltrando no ensino superior e hoje ditam regras, valores, comportamentos profissionais desumanizados no serviço prioritário do lucro, do ganho pessoal, da competitividade desenfreada, do mundo apresentado como uma arena de guerra onde vencem os melhores e os perdedores merecem as agruras da miséria, da pobreza, da exploração e do abandono, enquanto o luxo e a ostentação nojenta de privilégios se apresenta como sinal de sucesso, de eficiência, demonstração de competência. As ciências sociais são vistas como menores, a pesquisa é exaltada e enaltecida, tendo a parceria e o investimento empresarial – em troca de conhecimentos exclusivos e patentes – enquanto a extensão... bem, quem é universitário e tá inteirado, sabe. O tripé “ensino, pesquisa e extensão” foi desequilibrado em favor dos interesses empresariais. O que inclui a manutenção da ignorância, da desinformação, da alienação, da “educação” enquadradora e condicionante, do consumismo como valor pessoal e social, do inferno pra maioria.

A parada é uma rede complexa, insidiosa, infiltrada desde as instituições públicas, governos, legislaturas, até o íntimo de cada um de nós, pelos condicionamentos do inconsciente, passando pelos detalhes das relações sociais e humanas. Superioridades e inferioridades são implantadas, invisibilidades sociais, competitividades, vaidades, egoísmos são estimulados ao máximo, a restrição da solidariedade é apresentada como única possível. O linguajar acadêmico, o academês, serve de cerca de arame farpado pro conhecimento ficar restrito aos iniciados, ao grupo restrito que será usado na administração da estrutura social, minoria pra comandar e controlar a maioria, com direitos respeitados e privilégios graduais. Com o preço, claro, dos medos inerentes a essa classe, num mundo de pobreza, miséria e conseqüente criminalidade, da queda no padrão, sob pressão de cobranças e ameaças, de angústias e frustrações pessoais, de turbulências espirituais e de consciência, sobretudo pros mais sensíveis, mais honestos e bem intencionados.

Assim, o acadêmico é levado a um sentimento condicionado de superioridade quando, a meu ver, deveria perceber que está tendo acesso a conhecimentos que são negados à grande maioria da população – e é um direito constitucional. Além do mais, a própria universidade depende dessas vítimas pro seu funcionamento, sem o que não teria condições de existir. E as explora socialmente, com salários que não permitem uma vida digna, impondo e se valendo da inferioridade e invisibilidade social ostensiva, no quadro de degradação social em que vivemos. De um lado, a superioridade, do outro a inferioridade, ambos condicionamentos sociais a serem percebidos e superados, tanto individualmente em primeiro lugar, tornando a vida melhor, mais em paz, quanto coletivamente, por conseqüência e nunca antes – quando certamente seria ilusão, como já se provou em sistemas que se pretenderam socialistas. As pretensões acadêmicas de superioridade, de melhor preparo, de direito ao comando, esbarram na realidade. Tudo depende de pobres.

Não se pode comandar, conduzir, ensinar, aqueles de quem se depende. É preciso servir. Dos conhecimentos que são seu direito roubado pelo próprio Estado. Falo de vítimas de crimes sociais, não de necessitados, ignorantes ou inferiores. É preciso aprender com a vivência social dos considerados de baixo, com a sabedoria adquirida na prática cotidiana de uma sociedade que persegue e discrimina, que seduz pro consumo e nega condições econômicas de consumir – um convite ao crime -, que violenta no trabalho, no transporte, no trato com qualquer setor público do estado, seja escola, hospital, qualquer repartição públicas. Se há exceções, apenas confirmam a regra e basta observar pra perceber razões – políticas, econômicas ou cenográficas – pra qualquer uma delas. É preciso servir os conhecimentos acadêmicos e colher os da sabedoria popular – rotineiramente ridicularizada nas academias, em clara estratégia de separação. Socialmente, interessa muito mais misturar esses conhecimentos, retirando os interesses empresariais dos estudos – pois o que não dá lucros, ou os diminui, não interessa, ainda que favoreça às populações, o que tampouco interessa.

Por isso o brasileiro é o maior consumidor de agrotóxicos no mundo e não há no Estado nenhum apoio à agricultura orgânica, familiar, não há reforma agrária, nem incentivo à produção de alimentos livres de químicas nocivas à saúde humana e ambiental. As indústrias alimentícia, de pesticidas e venenos agrícolas, sobretudo as de trangênicos, com o apoio e a adesão do agronegócio (e da mídia, sempre), impõem o comportamento do poder público e impedem a divulgação da realidade do câncer e tantas outras doenças provocadas pelo agrotóxico em milhões de pessoas, bilhões entre os que plantam e os que comem, de tantas nascentes e mananciais contaminados. A saúde não dá lucro. O que dá lucro é a doença. Então os laboratórios farmacêuticos e a indústria da medicina se infiltraram nas escolas de medicina, na formação dos médicos que, hoje, se reduziram a receitadores de remédios e de procedimentos em máquinas. Mal tocam nos pacientes, preferem tocar nos exames e seguir o que está escrito nos compêndios médicos impessoais, receitando remédios mesmo desnecessários, quando há acordos com laboratórios e prêmios por vendas.

Também a saúde pública é precarizada, abandonada pelo Estado em condições de penúria, por força e influência de planos de saúde e das empresas da medicina lucrativa, a quem interessa uma saúde pública apavorante. Há planos de saúde populares pra aplacar o medo. Financiamentos de campanhas eleitorais garantem sabotagens políticas e supressão de verbas, tanto pra saúde pública quanto pra educação e outros “gastos” sociais.

A educação pública, sabotada como é, serve pra criar ignorância, enquanto tortura alunos, professores e funcionários com permanente falta de verbas e condições de ensino mínimas. É preciso manter farta a mão de obra barata, ignorante, desinformada, conduzível, condicionável, fácil de enganar. Já a educação particular, destinadas às camadas da classe média, tem como função formar os diversos níveis dessa classe nas hierarquias da estrutura e, por conseqüência, nas hierarquias sociais, desde as supervisões e gerências até as diretorias e altos cargos, tanto civis quanto militares. É impedida a visão da sociedade como um todo harmônico, onde a solidariedade seja estimulada, a instrução seja qualificada pra todos, as comunicações sejam pulverizadas em todos os espaços públicos. Onde prevaleça a cooperação e não a competição.

É proibido denunciar o porquê de tanta injustiça, ignorância, miséria e criminalidade. É preciso vencer na vida, ser melhor que os demais, o mundo é assim, a pobreza é inevitável e é culpa dos pobres, infelizmente, o máximo a fazer é enriquecer pra ser caridoso.

O trabalho é um sacrifício necessário. Ensinam isso pras crianças quando elas entram na escola, ávidas pelo prazer e divertimento em aprender e lhe ensinam que o prazer ficará pra hora do recreio, pros fins de semana, pros feriados e férias. Ao contrário da sua prática cotidiana até ali, as crianças devem saber agora que aprender não pode ser um prazer, mas uma responsabilidade, séria e ameaçadora. As avaliações são periódicas e o proveito medido em notas. É a preparação pro mercado de trabalho. Viver nas horas vagas, trabalho é sacrifício, tortura, sofrimento. Por isso a sexta-feira é tão ansiosamente esperada e a segunda é fonte de depressão. Por isso os feriados, as férias, as horas vagas se tornaram válvulas de escape das pressões que se convencionou aceitar no trabalho. Por isso se toma tanto anti-depressivo, pra alegria dos laboratórios farmacêuticos. Por isso o consumo compulsivo foi passível de ser implantado como um alívio pros sacrifícios da vida – um proveito empresarial pra angústia e uma forma de esterilizar arte e cultura, elementos potencialmente subversivos, transformando em produtos e criando celebridades, tanto na arte quanto na cultura, pra serem vendidos como mercadorias.. E se faz a marginalização das formas populares não controladas de cultura e arte. As controladas são desconteudizadas e apresentadas como folclore. Arte mesmo é a européia – ou estadunidense, sua decorrência.

Outro foco de sujeição social é a subalternização da mentalidade, do conhecimento, da cultura ao padrão estadunidense e europeu, branco, melhor se louro e de olhos azuis. É a imposição do colonizador, a inferiorização do dominado. Por quê a Grécia é vista como o berço da filosofia nas academias, se a Índia e a China, apenas como exemplo, tinham códigos filosóficos formados e sociedades organizadas sete e dez mil anos antes, quando na região da Grécia os hominídeos ainda batiam pedras e esfregavam paus pra acender fogueiras? Houve muitas outras civilizações e formulações filosóficas antes, mas a filosofia grega é a base da filosofia vigente. Criação de subalternidade. Imposta, assimilada e reproduzida no cotidiano, no dia a dia, em valores, comportamentos e créditos. Pra aceitação da exploração pelos superiores. O resultado é uma sociedade inferiorizada, fragilizada diante dos interesses banqueiros e mega-empresariais e dominadas por elites locais subalternizadas. Em todos os setores, inclusive e sobretudo os estratégicos.

É preciso ver que o poder político, as instituições públicas, a administração ainda chamada de “pública” não representa o público, a população brasileira, mas sim os interesses de um punhado de podres de ricos que se impõem a uma estrutura construída pra ser controlada, dominando a sociedade. Assim o Estado se tornou um criminosos contra seu próprio povo, roubando os direitos constitucionais mais básicos, fundamentais e humanos da grande maioria, em defesa e a serviço dos lucros astronômicos daquele punhado de parasitas das multidões. É preciso perceber que a política partidária não tem condições de oferecer resistência ao poder vigente, o econômico, porque foi construída conforme os mesmos interesses, com todos os recursos pra impedir as ações efetivas de atendimento e respeito aos direitos de todos. Financiamento de campanhas e controle das comunicações (com a mídia privada) num ambiente de ignorância e desinformação são a garantia da manutenção desse modelo criminoso. No máximo se consegue denunciar – alguns dons quixotes que conseguem furar o controle eleitoral, solitários e isolados nos parlamentos ou furiosamente atacados e difamados pela mídia, quando no executivo, como Brizola e Luiza Erundina, entre outros –, sem repercussão jornalística, os crimes cometidos por governantes e legisladores comprados, sob o silêncio estrondoso da mídia.

A raiz primeira desta situação está, volto a afirmar, dentro de cada um de nós, ainda que pareçamos insignificantes no oceano populacional e na complexidade estrutural. É possível e necessária a mudança interna, a percepção da própria vontade bloqueada por vontades artificiais, dos próprios valores influenciados pelos trabalhos permanentes de formação ideológica, desde as escolas infantis, fundamentais, de ensino médio e superior até o massacre midiático-publicitário permanente, nos meios de comunicação e em toda parte onde vamos ou passamos, em bombardeio constante e profundo. Essa mudança interna, trabalho permanente, é que se reflete pra fora, na coletividade, com a eficiência do exemplo, da prática de outros valores e comportamentos. Não há como pensar numa verdadeira mudança desta estrutura pra outra mais solidária, humana, igualitária, sem esse trabalho interno eliminando preconceitos, valores, comportamentos padrão e criando valores de integração e serviço, com base no respeito e no afeto, no interesse do bem estar coletivo e da harmonia social.

Mais sobre esse assunto:

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Evento realizado no dia 17/05/2014 no Espaço Okilombo.

Bate papo com Eduardo Marinho sobre o tema "A distância entre a teoria e a realidade social".




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Eduardo Marinho em 2006:
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Mídia e Estado canalhas
Há quem se espante com a canalhice da mídia. Mas ela foi criada canalha, com a expansão de um jornalzinho na forma de rede nacional de televisão, com centenas de repetidoras pelo país, de tv e rádio, sem falar nas publicações escritas. Foi desenvolvida ilegalmente com a tecnologia e a grana da Time-Life estadunidense, a partir do golpe de 1964, pra servir aos interesses das corporações estadunidenses, subalternizando a mentalidade da população aos valores estadunidenses, levando à idolatria do império das corporações que nos assola desde a segunda guerra, onde foi subalternizado o exército brasileiro ao estadunidense, com a deformação ideológica da oficialidade na Escola das Américas, no Panamá mas estadunidense, incutida de um anti-comunismo obsessivo e ignorante - o pânico e o ódio dos exploradores de pessoas e recursos na construção de riquezas privadas.
Não são casos episódicos, é a natureza da mídia, desde sua criação. O controle das comunicações é estratégico na dominação do país, no saque permanente com a cumplicidade das elites locais, sempre traidoras do seu próprio povo e nação, que desprezam, enquanto bajulam e admiram os saqueadores, exploradores e opressores estrangeiros, punhado de parasitas sociais que infernizam o mundo com seus mega-poderes.
"O comunismo vai acabar com o mundo!", gritam os que estão acabando com o mundo. Hoje, "comunista" é o insulto contra qualquer um que tenha preocupações humanitárias, que deseje menos injustiça social, que se preocupe com a população sabotada em seus direitos humanos, básicos, fundamentais e CONSTITUCIONAIS.
Um Estado seqüestrado pelo poder econômico de um punhado de podres de ricos, que não cumpre sua própria constituição, é uma organização criminosa simulando poder público, encenando uma farsa chamada de "democracia", mas que não passa de uma ditadura banqueiro-empresarial da qual a mídia é porta-voz e encarniçada defensora. Não é à toa a destruição do ensino público, a sabotagem da educação. É o impedimento da instrução, da formação de senso crítico e de consciência.
Perceber a mídia como ela é - e sempre foi - é um passo fundamental pra se começar a ver a realidade como ela é, ao contrário do que a mídia mostra. Isso aqui tá muito longe de ser uma democracia. Instituições ditas "democráticas" estão tomadas, infiltradas, dominadas pelos interesses parasitas mundiais, através e com a cumplicidade comprada das elites locais - e governantes, legisladores e juristas patrocinados.
Em vez de se lamentar, se revoltar, se decepcionar, desistir, se deprimir, é preciso se ligar, mudar de atitude, de desejos, de objetivos, de visão de mundo, de comportamento. Então, mudam as formas de relacionamento, mudam os sentimentos em viver, muda o mundo, no seu ritmo. E se ganha sentido.

Mais sobre esse assunto:

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EDUARDO MARINHO - Palestra Observar e Absorver (Caxias do Sul)


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Não há governo, não há república, não há democracia. Revelações do óbvio, por Bob Fernandes

Frações de revelação. Há pelo menos trinta anos vejo a sociedade ser manipulada dos bastidores do teatro de marionetes que se apresenta como "política", um palco sujo de merda e sangue onde se encena a farsa de uma democracia fraudulenta e perversa. Milhões de pessoas têm seus direitos roubados, há gerações e gerações, a ignorância é distribuída num sistema de educação sabotado desde sua raíz nas "decisões" de "governos" e "legisladores" (tudo com aspas, porque tudo falso), desde a formação dos seus currículos insuficientes, pífios, deliberadamente incapazes na formação de cidadãos conscientes e preparados pra viver e contribuir numa sociedade humana, em harmonia. As classes médias são preparadas pelo ensino particular pra comandar a massa amorfa e acéfala, pra controlar a barbárie estabelecida pela estrutura social, da polícia ao judiciário, do comércio à indústria, em todas as áreas, com a visão de uma arena competitiva onde são todos contra todos, a vida não é mais que uma disputa onde é preciso vencer - e não simplesmente viver.

O inferno social em que vivemos é construído minuciosamente de onde se está protegido dele, quem o projeta não vive nele, mas nas bolhas isoladas de luxos e riquezas, cercadas por muros eletrificados e guardas armados. Dali se joga o tabuleiro social, movendo peças, subtraindo ou acrescentando elementos ao "jogo" que afeta bilhões de pessoas. E se planejam mentalidades, valores, comportamentos, visão de mundo, desejos, sentimentos, objetivos de vida, que se implantam desde os modelos de ensino e se reforçam cotidianamente pelo massacre publicitário-midiático dos meios de comunicação. Inclusive, como não poderia deixar de ser, são planejadas formas de contestação ao sistema, no controle dos inconformados. Aí se incluem os dons quixotes da farsa política, brandindo suas espadas e suas vozes, denunciadores mas impotentes, boicotados pelas mídias, ridicularizados, sabotados - que só permanecem na cena por seus reais valores e serviços, mas afinal de contas ocupando o espaço permitido e necessário, na confirmação do cenário "democrático". Na ilusão de mudanças institucionais, acabam servindo à grande farsa.

É preciso ver a realidade antes de pensar em "mudanças" na sociedade. Pra decidir de forma não programada, pra viver como se quer, não como se manda, pra se comportar de forma despadronizada, ver com os próprios olhos, pensar com a própria cabeça e sentir com o próprio coração.

A corrupção não é só sistêmica, como diz o Bob Fernandes, é endêmica, é estimulada, é o motor de toda a sociedade. O sistema é feito pra corromper a alma - não é à toa que se toma toneladas de anti-depressivos diariamente, não é à toa tanta angústia, vazio e falta de sentido na vida de cada um. Valores falsos não satisfazem a alma, embora estejam impregnados em nossa razão. O sistema social é todo uma gigantesca fraude.

Não há governo, não há república, nunca houve democracia. Estamos caminhando e chega o momento de ver a realidade como ela é. É o momento da comunicação, da tomada de consciência, da percepção, mais que nunca, e os focos se espalham pelas periferias - onde mais precisa - e por todo lado, de um jeito lúcido ou equivocado, a se desenvolver no tempo e na prática ainda nova do exercício das comunicações pulverizadas por toda a sociedade. Há focos embrionários do que será preciso na formação de novas relações sociais, entre pessoas, bichos, plantas, água, terra, entre a gente e a vida. É garimpar, com humildade e persistência, e o grande garimpo humano revela, em meio ao cascalho, suas pedras raras - sempre em serviço, contaminando e transformando cascalhos em pedras raras, num processo permanente, há milênios, que se apressa com o ritmo das mutações.

Bob Fernandes/Odebrecht delata "todos". Capital especula. Hora das "escolhas"

Mais de Bob Fernandes aqui:

Comentários políticos com Bob Fernandes. 

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Eduardo Marinho e Tico Santa Cruz UFRJ 


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DÍVIDA PÚBLICA - assunto proibido ao público, que é quem paga.


Uma das estratégias de dominação usadas pelos bancos e mega-empresas corporativas que dominam o império estadunidense foi a imposição de dívidas impagáveis. Isso dá poderes sobre os governos, submete os povos à economia ditada de fora, transforma a política num teatro de marionetes sob controle dos mega-parasitas mundiais, mantém a miséria, a ignorância e a criminalidade que infernizam a vida das populações. Não é um modelo aplicado apenas ao Brasil, mas a todos os países em que esses poderes se impuseram - na América Latina, todos os países foram submetidos. Poucos, como o Equador, conseguiram forças internas pra investigar essa dívida criminosa. Ali, onde Maria Lucia Fattorelli foi convidada a participar da auditoria da dívida, se descobriu que mais de 90% da dívida era ilegal. Essa parte foi simplesmente anulada. E nada foi divulgado pelas comunicações dominadas por interesses empresariais, pela mídia privada. Um silêncio retumbante esconde o assunto.



Todos os anos o orçamento nacional é dilapidado em quase metade, coisa de trilhão de reais, no pagamento de JUROS e AMORTIZAÇÕES, sem diminuir a dívida, pra que no ano seguinte se faça a mesma sangria. O resultado vemos na "qualidade" dos serviços públicos, cujas primeiras vítimas são a educação e a saúde, estrategicamente favorecendo a ignorância, a alienação, os planos de saúde e a medicina lucrativa. O livro "Confissões de um assassino econômico", de John Perkins, revela a estratégia de dominação através do endividamento dos países. O autor trabalhou nessa estratégia e, com problemas de consciência diante da deterioração social que viu com o passar dos anos, como conseqüência, escreveu suas confissões.



Nesse filme aparece uma porrada desses esquerdistas mal falados pela mídia - quando são falados, porque de preferência são ignorados e omitidos. São carimbados como malditos, deliberadamente antipatizados. Muitos deles ajudam inconscientemente, com arrogância doutrinária, apegados às suas cartilhas revolucionárias, teorias européias de revolução que não levam em conta nosso valor, nossa formação e nossas referências. Mas as informações que eles trazem são valiosas para o esclarecimento a respeito da nossa estrutura social, na tomada necessária de consciência da realidade pra que se possa perceber a dominação, não só sobre a sociedade como um todo, mas no pensamento de cada um, nos valores, na visão de mundo, nos objetivos de vida, nos desejos, no comportamento geral.

Informações mais que necessárias, fundamentais na formação de opinião e, por isso mesmo, escondidas pelo sistema de comunicações brasileiro, basicamente privado e visceralmente ligado aos interesses banqueiro-empresariais que sugam o sangue do povo de todas as formas.

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Dívida Pública, uma dívida que o público não fez e é obrigado a pagar sem entender.

Sem entender que o orçamento nacional é roubado por banqueiros que, mancomunados com a elite nacional, inclusive a política, impedem deliberadamente o investimento nas necessidades e nos direitos constitucionais da população.

O filme diz que a dívida começou com a "ditadura militar". Não confere de todo. O governo de Getúlio Vargas já havia feito uma auditoria - limitada, mas auditoria - que a tinha reduzido a 40% do seu valor - o que foi um dos motivos pras pressões que se fizeram em cima dele e que, no seu auge, o levaram ao suicídio pra evitar o golpe, que atrasou dez anos. No governo João Goulart a dívida era em torno de seis bilhões de dólares, a tal "ditadura" a ampliou pra mais de cem bilhões, o que faz parecer que a dívida não era nada antes dos militares. Mas já era um fator de pressão e foi ampliado pra ficar irresistível, aumentando a força das pressões internacionais com todo o apoio subserviente das elites locais.

Do jeito que se fala no filme, parece que a responsabilidade recai sobre os governos. Não se fala da apropriação das instituições pelo poder privado, do controle da política - governo e parlamentos - e do judiciário, verdadeiro seqüestro do Estado, com o apoio da mídia, da desinstrução e da desinformação impostas à população que facilita o controle e a indução da opinião pública, alienando e anestesiando as consciências. Não é um punhado de intelectuais, economistas e outros estudiosos, que vai modificar esse quadro, mas a instrução e a informação do povo. Mas parece que essa é uma tarefa a que poucos se dedicam, condicionados que são em inferiorizar a importância e a capacidade da população. O trabalho deve ser profundo, a partir das raízes sociais, e deveria estar sendo feito geração após geração. Exatamente por não estar sendo feito é que não se encontra respaldo pras denúncias escandalosas que aqui são feitas.

Enquanto a mídia bradava histérica contra o "mensalão", essa "dívida" imoral levava o equivalente a mais de quinze mensalões POR DIA. Mas disso a mídia não fala, traidora compulsiva da população em benefício dos bancos, sobretudo os internacionais.

"O Sarney chegou a instaurar a CPI dos bancos. Não durou mais do que algumas horas." Assinaturas de parlamentares foram retiradas, inviabilizando a comissão. Isso demonstra mais que claramente o controle (e não apenas o poder) dos bancos sobre os parlamentares, sobre a "política" (que nunca foi política, apesar da aproximação tentada por João Goulart e destruída pela convocação dos militares) e sobre o Estado. O filme parece não destacar o óbvio. De onde vem esse apego à visão de que aqui há qualquer coisa além de uma tremenda farsa? Não se vê que não existe e nunca existiu democracia por aqui além das palavras e da simulação cênica? Qual é a dificuldade desses intelectuais, sindicalistas e demais ativistas? Que democracia é o cacete, rapaziada! É preciso deixar isso claro, antes de pensar em promover mudanças reais. Não se muda como se deve, quando não se vê a realidade como ela é.

Constituição fraudada no seu artigo 166, favorecendo o pagamento da dívida pública pelo orçamento nacional, sem votação. Como diz no filme, uma falsificação grosseira, cuja contestação por ação ajuizada pelo presidende da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e arquivada pelo Supremo Tribunal Federal, outra prova do controle das instituições pelos interesses financeiros dos vampiros da humanidade que sujeitam países e sacrificam seus povos com a cumplicidade das suas elites locais, sempre traidoras da nação e das populações.

O Brasil, no ano passado, teve o 7º maior PIB (produto interno bruto) do mundo. No índice de desenvolvimento humano (IDH), foi o 85º do mundo. Essa diferença brutal se deve ao saque do orçamento pro pagamento dessa dívida, que nunca se investigou como foi feita e como se desenvolveu - todas as tentativas foram sabotadas e frustradas. O Estado brasileiro está impedido de investir na sua própria população, o que seria bom para todos em todas as classes, menos pra esse punhado que anda de helicópteros e jatinhos, nas suas bolhas de opulência e luxo cercadas de forte segurança, de onde controlam seus fantoches "públicos" e determinam, sem serem eleitos, as "políticas públicas". Crimes contra a humanidade cometidos dentro de uma apregoada e falsa legalidade.

Essas informações teriam que ser passadas à população, num trabalho capilar, profundo e persistente, na língua geral - e não em academês ou politiquês. Parece que os contestadores sucumbem ao mito da incapacidade do povo em entender o que acontece e esse trabalho, fundamental pra ter força perante as instituições dominadas, não é feito. Na minha opinião, os condicionamentos a uma ridícula hierarquia social impedem a integração verdadeira entre os teóricos e os viventes que fazem a esmagadora maioria da população. Já existem focos de comunicação nas periferias, falta o respeito devido, o reconhecimento de que estes são os melhores tradutores pra língua falada pelo povo da base. Com um pouco de humildade, os acadêmicos poderiam aprender com eles - ou reaprender -, rendidos que estão à língua restrita de minorias intelectualizadas, verdadeira barreira pro entendimento geral.

Bueno, sem querer alongar demais, eis o filme, precioso pelas informações e denúncias. Taí uma das raízes da nossa pobreza, da exploração em que vive a maioria, da ignorância, da desinformação, da miséria, da violência e da maior parte da criminalidade. O Estado está proibido de investir nas suas obrigações constitucionais pra com os brasileiros todos, seqüestrado como está pelos poderes vampirescos dos bancos internacionais - e de quebra pelas mega-empresas de todos os setores.


Dado importante no filme, que a mídia jamais divulgaria. A Islândia não só suspendeu o pagamento da dívida pública como também prendeu os banqueiros. Ninguém falou nada, no mundo inteiro.


Divulgue-se.



Mais sobre a Dívida pública brasileira:
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Vídeo recebido hoje, bom no serviço acendedor - "Abrindo Mentes #01 - Funcionamento do sistema"
Recebi essa arrumação em vídeo de Emmanuel Boeno. É de 2013, não lembro se assisti. Mas vale ver de novo, espalhar de novo, causar reflexões e sentimentos no campo do desenvolvimento humano.

Muito me honra abrir um vídeo que se encerra com o magistral discurso de Chaplin, que ecoa na alma da humanidade, senão clara pelo menos em potencial, no embrião pronto a brotar, ao contrário do que nos faz crer todo um sistema social criado pra nos convencer de mentiras. Ver a realidade como ela é, com seus reflexos em nós mesmos, impregnados de valores falsos, visões distorcidas, sentimentos e comportamentos condicionados em maior ou menor grau, é a base da verdadeira mudança.

Mudança de valores, de comportamentos, mudança de objetivos, de desejos, essas são as mudanças que mudam a vida e mudarão o mundo.

Preciso marcar minha discordância com o título. Não tenho a pretensão de "abrir mentes" e não me considero conhecedor do "funcionamento do sistema" além dos seus resultados óbvios. É o que me empenho em dizer através do meu trabalho, pontos de vista que vou formando, passíveis de erros mas prudentes pra evitá-los. Ninguém abre a mente de ninguém. Cada um abre a sua, por vontade própria, nos momentos próprios, quando as condições favorecem. Posso no máximo oferecer minhas visões e opiniões, minhas opções e meus motivos, no sentido de servirem à reflexão.

No mais o vídeo me tocou o sentimento. Agradeço ao Emmanuel. É uma ótima peça no trabalho de acendimento de consciências.
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http://observareabsorver.blogspot.com.br/2015/06/eduardo-galeano-pequena-compilacao.html

Eduardo Galeano... pequena compilação.
Minha homenagem tardia à despedida do meu xará Galeano. Gracias por haber vivido. Que siga su bueno camiño en outras dimensões.


Mais sobre Eduardo Galeano aqui: 

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EDUARDO MARINHO - COPA DO MUNDO E POLÍTICA - TV GAMBIARRA

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“A consciência está em constante mutação”
Eduardo Marinho – Artista gráfico



Eduardo Marinho nasceu no Espírito Santo em 1960. Durante a adolescência, começou carreira militar e depois ingressou em um curso de Direito, que largou aos 19 anos para buscar outros caminhos. Atualmente, ele mora em Niterói e costuma expor seus trabalhos aos fins de semana no Largo dos Guimarães no bairro de Santa Teresa, Rio de Janeiro, e desde 2010 é convidado ocasionalmente para ministrar palestras. Pela internet, expõe suas vivências, trabalhos e ideias no blog Observar e Absorver. Com seus desenhos e palavras (existe vários vídeos do artista no Youtube), ele vem há décadas propondo reflexões, questionamentos, e promovendo ideias à favor de uma sociedade mais solidária. “A Ditadura Militar foi a cara militar da ditadura empresarial, que se viu ameaçada com as mudanças que se faziam no período do Jango, com as movimentações sindicais e populares – . A sociedade ainda não superou essa estrutura que serve a poucos com excessos e sacrifica a grande maioria, subalternizada, controlada, explorada, sabotada e excluída dos benefícios da tecnologia, até mesmo dos frutos do próprio trabalho”, afirma o artista gráfico. 

 

Eduardo, qual foi o principal “start” que fez você sair da parte garantida da sociedade como gosta de qualificar?

Não teve nenhum clique, um momento de “iluminação” ou coisa parecida. Houve um momento de ruptura, mais por parte da família e dos amigos do que de minha parte. Eu apenas assumi a mudança que achei inevitável, depois de tentar me enquadrar de várias maneiras. Foi uma turbulência num caminho que já vinha sendo trilhado internamente e externamente, nas experiências vividas então. Nesse momento todo o cenário mudou de forma definitiva, as vivências e as convivências, o meio social, todas as mudanças foram radicais – apesar dos procedimentos terem sido experimentados várias vezes, nos feriados, nas férias, viajando de carona, dormindo em qualquer lugar, convivendo com estradeiros “profissionais”. Tornou-se definitivo com o corte geral de relações com o meio de origem. Geral e total. E a vida tomou sentido de aprendizado de verdade, não a preparação pra um usufruto que não me atraía pelo preço interno que cobrava.

 

Você sempre diz que a sociedade é injusta, perversa, covarde e suicida. Mas como mudar a visão de uma sociedade, que mesmo agindo inconscientemente, atua de certa forma num desses quatro pilares?

Faço minha visão de mundo à medida que vou vivendo, observando os acontecimentos, vivenciando, procurando as oportunidades de aprendizado, procurando construir meus próprios valores e desconstruir os valores plantados no meu inconsciente. Isso determina meu comportamento e meu trabalho, onde exponho essa visão – sujeita a mudanças, claro. E o que percebo é que, quando se trabalha internamente, o trabalho externo se faz por consequência e com melhor discernimento, mais segurança nas escolhas e capacidade de contagiar, de oferecer oportunidades de reflexão.

 

Como você enxerga o capitalismo?

Como uma ditadura empresarial, como havia a ditadura monárquica. A Ditadura Militar foi a cara militar da ditadura empresarial, que se viu ameaçada com as mudanças que se faziam no período do Jango, com as movimentações sindicais e populares – . A sociedade ainda não superou essa estrutura que serve a poucos com excessos e sacrifica a grande maioria, subalternizada, controlada, explorada, sabotada e excluída dos benefícios da tecnologia, até mesmo dos frutos do próprio trabalho. Aliás, ditadura empresarial encontra muito mais receptividade nos ouvidos da gente do que capitalismo, que já foi por demais trabalhada pelo massacre publicitário-propagandístico-midiático que usa, entre tantos recursos, a psicologia do inconsciente. A rejeição é clara.

 

A arte deve ter um papel social?

A minha deve. Arte é uma ferramenta, mas do que um fim em si. Não almejo a perfeição técnica, quero só dizer o que penso e como vejo o mundo, na intenção de provocar questionamentos, causar reflexões, denunciar mentiras fabricadas que infernizam a vida da coletividade. É uma necessidade, uma espécie de compulsão – sou e gosto de ser um inconformado com a forma de sociedade em que vivemos. Não quero condenar os que se dedicam à arte decorativa, ou os que improvisam qualquer coisa com senso estético, às vezes nem isso. Cada um tem sua própria consciência e a obrigação de fazer suas escolhas com base em si mesmo. Uma escolha é como um plantio, dará sua colheita. Faço as minhas escolhas, mas não pretendo que sejam as certas pra outros.

Arte é uma palavra muito ampla, envolve muitos tipos, inúmeros. Pra alguns é um patamar acima de sensibilidade, coisa pra seres superiores. Pra mim é pedreira, um trabalho como outro qualquer, do mesmo tamanho, com a responsa de tocar ou “dialogar” com a alma do ser humano, seu corpo abstrato, sentimento, pensamento, visão de mundo. Se toca bem ou toca mal, aí é outra coisa. Depende do artista, do caráter, da intenção, da visão de mundo, dos pensamentos, das sensações, tantas coisas podem ser
 ou nenhuma. O que é certo é que pode ser um instrumento valioso de conscientização, de sensibilização, de esclarecimento, enfim, um fator de mudança pessoal e social. É por aí que eu vou.

 

Qual a sua visão sobre a mídia de um modo geral?

De um modo geral o que se vê é uma mídia canalha, traidora da população, que trabalha pra distorcer a realidade, criar valores falsos, estimular a competitividade e os desejos – compulsivos – de consumo, de ostentação. A mídia comercial, privada, gigante, é um poder sobre o chamado poder público, um poder sobre a mentalidade geral, na manutenção da estrutura social. A serviço, sempre, de interesses empresariais, às custas de muito sofrimento humano. Fecha com os poderes econômicos, com o mercado financeiro, com os inimigos do povo e seus exploradores. Historiadores do futuro terão calafrios quando estudarem o papel da mídia atual dentro da coletividade humana.

 

Você diz que o povo não precisa de lideranças, precisa de consciência. Na sua visão, o que deve ser feito para criar essa consciência?

A consciência está em constante mutação, ninguém tem o poder de criar consciência, mas de desenvolver em si. Creio que só se pode conscientizar se conscientizando, sem cair na ilusão do “já estou consciente”, um perigo e um esterilizante pra esse trabalho. Que precisa de serenidade, profundidade, sinceridade e humildade pra ser feito.
Em Florianópolis

Outra Visão: O artista Eduardo Marinho em Florianópolis (Foto: Juliana Lehmen)
 

O que pensa sobre a esquerda brasileira, que em muitos casos também usufrui de certa forma das benesses do capital?

Não dá pra falar na esquerda brasileira como se fosse um bloco homogêneo. Há inúmeras formas de esquerda, de visão de mundo, de escolhas e comportamento, de propostas e ideologias. É muito variado. A parte usufruinte é que está aboletada no teatro de marionetes do poder real.

 

A ânsia do consumo para a busca da felicidade lhe incomoda?

Não me incomoda porque eu não tenho. Mas não entro em “chópim center” pra não ver os olhares doentes de desejos de consumo, a mentirada publicitária – todos me amam e só pensam no meu bem estar, sorrisos sedutores e promessas de felicidade, a menos que eu vá ao departamento de reclamações pra devolver um produto. Quanto a ser feliz, como eu poderia, sabendo de tanto sofrimento, tanta injustiça à minha volta? Posso ser bem humorado, sereno, bom astral, mas feliz só se for indiferente ao sofrimento de tanta gente por conta das injustiças colossais, do egoísmo e crueldade de um punhado de banqueiros e megaempresários multinacionais. Não me interessa a “felicidade” da ignorância, do egoísmo, da indiferença, isso pra mim não é felicidade, mas uma declaração de mentalidade e sentimento. O que me incomoda é o massacre midiático e publicitário, anestesiando consciências e produzindo alienação e desejos de consumo, valores falsos e conflitos que dividem estrategicamente, afastam as pessoas e impedem a solidariedade, o respeito e a união.

 

O fundador da banda Kiss, Gene Simons, disse recentemente que os pobres devem ser gentis com os ricos, afinal são eles que lhe dão empregos. Isso vai de encontro com aquele seu pensamento que eles (ricos) são fracos, disfarçando sua fraqueza na quantidade de dinheiro que eles têm?

Os padres também prometiam uma alma e um lugarzinho no céu pros escravos dóceis, obedientes e submissos, suportando com resignação todo sofrimento imposto por seus senhores, pra conseguir uma vaguinha na senzala do paraíso. Sem comentários.

 

Muitos capitalistas dizem uma coisa bem parecida com o que você diz, ou seja, que existem muitos parasitas no Estado. Quando os empresários dizem isso, acredita que eles estão sendo cínicos?

É uma afirmação genérica, sem foco, dispersiva. Quer mais parasita que os bancos? Ou empresários que se beneficiam do trabalho escravo imposto às pequenas terceirizadas pelo preço imposto pelos próprios empresários? O Estado, sequestrado pelos poderes econômicos, é como um Robin Hood ao contrário, rouba dos pobres pra dar aos ricos. E não se basta com o dinheiro dos impostos que recai na sua maior parte sobre os mais pobres na taxação do consumo acima de qualquer outra coisa – renda, patrimônio ou fortunas, por exemplo -, não, rouba também os direitos, as vidas, a instrução, a informação, a consciência.

Os parasitas do Estado emprestam jatinhos e mansões a seus “políticos”, como prêmio por seus “bons serviços”, mais a garantia de financiamentos de campanhas, apoios inúmeros. Mas, como sempre, apontam suas vítimas como responsáveis, não só pela sua própria desgraça, como também pelo mau funcionamento do aparato público – que precisa ser privatizado, na opinião deles.

 

Qual o papel do amor para o equilíbrio da nossa sociedade?

O amor irrestrito pelo ser humano é a base do proceder revolucionário, a meu ver. Mas não é fácil alcançar este sentimento, o enraizamento da competitividade, da disputa, do egoísmo, da desconfiança, foi feito com extrema competência. Mas o fato de ser difícil não inviabiliza, ao contrário, valoriza.
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Eduardo Marinho EDUCAÇÃO PROIBIDA Parte 1
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O poder real, por trás dos poderes públicos. Ou por cima.
O livro, "Confissões de um assassino econômico", discorre em detalhes todos os dramas internos, além dos procedimentos do poder financeiro sobre os países, que passaram em seu sentimento. A culpa e o conflito interno sempre existiram enquanto ele cumpria seu papel corporativo, dentro do esquema. O livro foi escrito nessa base. E é precioso, pelas informações que espantam alguns, mas não surpreendem, por explicar porquê a sociedade é tão injusta, porquê se tem tanta miséria, ignorância, abandono e sofrimento. E porquê a "política" é tão corrupta, a partir dos corruptores.

Estamos com a “terrível presença do norte” em nossas almas. Esse vídeo faz o resumo de um livro que li alguns anos atrás, “Confissões de um assassino econômico”, de John Perkins (esse mesmo do vídeo), que explica de forma simples e clara de como funcionam as coisas mundiais. John foi um executivo das multinacionais. Um economista que fazia planos de infraestruturas nacionais, sendo construídas pro desenvolvimento dos países, na verdade uma forma torpe de atrelar financeiramente os países aos poderes econômicos. Quem construía eram empresas dos Estados Unidos, o dinheiro nem chegava nos países, eram passados diretamente às construtoras que se escondiam sob o governo, comandando-o.

Não questionamos se o que desejamos é o que nós desejamos mesmo, ou o que nos fizeram desejar. Não percebemos toda a rede de convencimento, de criação de idéias, de valores, de visões de mundo. Exercemos valores e comportamentos condicionados, que servem à manutenção dessa estrutura social. Uma rede criada por um punhado de pessoas que perceberam formas de controlar e dominar a sociedade, de criar vontades e opiniões a seu serviço. Há televisões em todas as casas, formando opinião, empurrando uma visão de mundo que só serve aos poucos riquíssimos, donos de bancos e mega-empresas. São esses que plantam os desejos de consumo, o julgamento de valor humano pela forma, pela roupa ou classe social, os que vivem da angústia das populações, explorando, enganando, controlando políticos e mídia, a televisão, o rádio, os jornais... A vida é um inferno pra grande maioria. É preciso questionar a nossa própria visão de mundo, é preciso pesquisar entre as nossas vontades, entre os nossos valores, quais nos foram implantados? Quais são realmente nossos? De quantas mentiras a gente se deixou convencer? Quanta coisa que a gente acredita que é simplesmente mentira? Eu mesmo não tenho a menor pretensão de “vencer na vida”. A mim me basta viver. Não quero ser melhor que ninguém, se possível gostaria de ser melhor do que eu fui, ontem, de estar aprendendo e melhorando como possa.

Somos nós quem sustenta essa porra toda, somos nós quem pode realmente mudar alguma coisa. Individualmente antes, coletivamente por conseqüência. Essa é a razão da educação pública ser uma merda. Os que comandam têm pavor da idéia de um povo instruído, informado e com um nível de consciência alto, capaz de debater, resolver e decidir os rumos da sociedade. Por isso as escolas públicas não são de qualidade, ai do político que se atrever a investir dinheiro público em educação, ai do que servir à maioria. Há uma televisão na casa de cada um, cada família, mentindo barbaridade, distorcendo a realidade, superficializando o pensamento, induzindo ao consumo como valor social, entre tantos crimes morais, senão legais. Somos (nós, a maioria) mantidos ignorantes e desinformados por decisão dos que dominam, dos que ostentam luxos e desperdícios, convencidos da sua superioridade humana. É preciso perceber o nosso próprio valor. É preciso não se deixar convencer pelos absurdos que a mídia propaga – é preciso ver a mídia como inimiga pública, enquanto for empresarial. Não pra desprezar ninguém, mas pra não se sentir inferior como nos mandam. Dignidade não é arrogância, é preciso não confundir as coisas. Humildemente, não me sinto inferior a ninguém. E se me aparece um convencido da própria superioridade, eu acho é graça. Nem discordo e, se for preciso, faço uma reverência pra ele ir embora. Tenho mais com o que me ocupar nessa vida. O sentimento de inferioridade que se propaga por aí não me toca. O valor é humano, é sentimento, é pensamento, é integração na coletividade humana, é consciência. O problema é confundir valor com preço.

As escolas ensinam a consumir, a disputar, a competir, a querer ser melhor que os outros, a criar conflitos e viver confrontos, com sentimentos de vitória e derrota, ambos deprimentes, cada um à sua maneira. As instituições estão dominadas através do poder “político”.
Pra ter sentido na vida, é preciso andar na contramão.

“Hoje há mais escravidão no mundo do que nunca existiu antes”.  John Perkins

Hoje os escravos fazem fila pra se escravizar.



O vídeo deixa uma questão em aberto. Acima dos vampiros da humanidade, dos megadominadores, há um poder maior, exercido por todos. É a nossa concordância geral o que sustenta esse sistema social espúrio, criador de sofrimentos pra grande maioria. É preciso ver por si, pensar por si, escolher por si o que se quer da vida. É preciso conferir até onde os próprios valores não foram implantados por artimanhas da publicidade midiática, os comportamentos, os objetivos de vida... há muita coisa pra se criar, pela frente. No mínimo dar um sentido à existência, além das fumaças da ilusão do consumo.

Mais sobre o Jonh Parkins:


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Estúdio Móvel, TV Brasil - Lições de Rua com Eduardo Marinho e Eduardo Tornaghi
Eduardo Marinho, nascido numa família de classe média,  tinha uma vida confortável e com fartura, mas estava profundamente angustiado. Foi então que "largou tudo" para buscar um sentido para vida. Chegou a morar na rua e dormir em cima de cama de papelão. No caminho encontrou respostas para muitas de suas dúvidas e adquiriu uma maneira muito particular de enxergar o mundo.Hoje, Eduardo expressa e divide sua experiência através da arte, em palestras por todo o Brasil e vídeos de grande repercussão na internet.

Também com Eduardo Tornaghi, o ator que fez o público feminino suspirar na década de 70  em novelas como Dancin' Days e A Moreninha, mas trocou a fama e o dinheiro para se dedicar a outras causas sociais. Recusou um contrato da Globo, desistiu da carreira de galã e viajou pelo Brasil exercendo a função de militante. Atualmente dá aulas de teatro para comunidades carentes do Rio de Janeiro, escreve e organiza eventos de literatura e divulgação de poesia contemporânea.

O Estúdio Móvel de hoje, traz histórias fortes e inspiradoras e propõe uma reflexão sobre dinheiro e felicidade
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Palestra com Eduardo Marinho - 17a SEACOM/UNISC

Palestra com Eduardo Marinho na 17a SEACOM - Semana Acadêmica de Comunicação Social
Universidade de Santa Cruz do Sul UNISC
Organização: Centro Acadêmico de Comunicação Social e Fotografia (CACO)
Gestão Operante 2012
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Dia dos trabalhadores
      


A luta dos explorados é todo dia. Dos espoliados, dos mal servidos, dos sabotados, dos excluídos. Uma luta não só deles, e sim de todos que se pretendem participantes da coletividade humana. Mas precisa começar dentro de si mesmo, em cada um, e daí para a coletividade. Não de fora pra dentro, nem de cima pra baixo. De dentro para fora o trabalho ganha força, raiz, nutrição e substância.
                      
 No princípio era o caos. As fábricas eram escuras, úmidas, fechadas, barulhentas, cheias de fumaças, poeiras e resíduos venenosos. As engrenagens eram toscas, enormes, perigosas, qualquer descuido e moíam dedos, mãos, pés, braços, às vezes corpos inteiros eram esmagados entre rodas dentadas, correias de transmissão, rolos compressores. Era o princípio da chamada revolução industrial.

Os operários eram camponeses ou descendentes de camponeses expulsos dos campos pelas milícias da época, a serviço dos poderosos que tomavam terras para a criação de ovelhas e as plantações de algodão. A nascente indústria de tecidos na Inglaterra precisava de matéria prima para suas máquinas. Sem opção, a população expulsa e sobrevivente dos massacres sofridos pelos que resistiam, formava legiões de sem nada. Eles caminhavam sem rumo até as periferias dos centros urbanos, se aglomerando em situação de miséria e desespero, prontos a aceitar o trabalho insano nas condições terríveis das indústrias, sem nenhum direito.

Diante das multidões em desespero, mão de obra farta, os patrões não se importavam com as condições infernais de trabalho nas suas fábricas. Os mortos eram imediatamente substituídos, da mesma forma que os mutilados - estes eram, simplesmente, atirados à própria sorte, ao amparo dos próximos ou à mendicância.

Com o tempo – e com a força que a resistência ao sofrimento impõe – começaram a surgir organizações entre os trabalhadores. Crianças, velhos, homens e mulheres eram massacrados pelas condições de vida e de trabalho e os patrões, atentos, proibiam qualquer tipo de organização. Sabiam que seriam obstáculos à sua exploração desenfreada. Escolhiam os mais fortes e de pior caráter, para controlar os demais em troca de migalhas um pouco maiores. Capatazes, feitores, chefes, gerentes, cagoetes eram os olhos e ouvidos do patrão, armas e ferramentas de desunião e controle.

As primeiras organizações muitas vezes tinham que ser às escondidas, entre conversas rápidas, sussurros e combinações sob o olhar atento do patrão e seus xisnoves*, em reuniões noturnas e encontros em segredo. A luta foi árdua desde o início, o ódio, a covardia e a perversidade dos privilegiados não teve limites, muitos foram e são os mortos, os banidos, os perseguidos e penalizados por lutarem pelos direitos básicos, para não morrerem de fome, de cansaço, de acidente ou de abandono. São "baderneiros", dizem os patrões.

Num primeiro de maio, na Inglaterra de 1848, entra em vigor a primeira lei limitando o trabalho a dez horas por dia. As manifestações eram reprimidas com fúria pelas forças de segurança, muitas vezes terminando em massacres sangrentos. As bandeiras operárias eram tão freqüentemente banhadas em sangue e, depois, erguidas novamente, que a cor vermelha foi escolhida para simbolizar as lutas por direitos básicos, até hoje não atendidos pela sociedade, pelo Estado, em violação flagrante da sua própria constituição e demonstração clara do predomínio dos interesses empresariais, sobre os direitos da população como um todo. A cor vermelha é o sangue do povo.

Num primeiro de maio foi iniciada a greve geral nos Estados Unidos que resultou no massacre de Chicago, com dezenas de mortos, centenas de feridos, em 1886.

Quatro anos depois operários estavam organizados entre países, na Europa, nos Estados Unidos, na África e na América Latina houve manifestações, greves, barricadas, confrontos com a polícia. 1890. Em 91, o 2º Congresso da organização operária já conhecida como Internacional Socialista decreta o dia 1º de maio o Dia Internacional dos Trabalhadores.
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Eduardo Marinho na PUC-SP em 11/06/2012
Um Teto para meu País
Tema: Diminuindo Distância e Inclusão Social. 
Debate com Eduardo Marinho, Laissa Sobral e Prof. Mauro Leonel.
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Eduardo marinho - Uberlândia (MG)
Encontro com Eduardo Marinho no lançamento do livro de poemas "Riso Riso Aliso Enrosco" do escritor bibi serafim, em Uberlândia- MG.
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Especial: É tudo um assunto só!

Outro dia discutindo sobre as manifestações do dia 15, sobre crise do governo e a corrupção da Petrobrás eu perguntei a ele se tinha acompanhado a CPI da Dívida Pública. Então ele me respondeu: Eu lá estou falando de CPI?! Não me lembro de ter falado de CPI nenhuma! Estou falando da roubalheira... A minha intenção era dizer que apesar de ter durado mais de 9 meses e de ter uma importância ímpar nas finanças do país, a nossa grande mídia pouco citou que houve a CPI e a maioria da população ficou sem saber dela e do assunto... Portanto não quis fugir do assunto... é o mesmo assunto: é a política, é a mídia, é a corrupção, são as eleições, é a Petrobras, a auditoria da dívida pública, democracia, a falta de educação, falta de politização, compra de votos, propina, reforma política, redemocratização da mídia, a Vale, o caso Equador, os Bancos, o mercado de notícias, o mensalão, o petrolão, o HSBC, a carga de impostos, a sonegação de impostos,a reforma tributária, a reforma agrária, os Assassinos Econômicos, os Blog sujos, o PIG, as Privatizações, a privataria, a Lava-Jato, a Satiagraha, o Banestado,  o basômetro, o impostômetro, É tudo um assunto só!...




A dívida pública brasileira - Quem quer conversar sobre isso?

Escândalo da Petrobrás! Só tem ladrão! O valor de suas ações caíram 60%!! Onde está a verdade?

A revolução será digitalizada (Sobre o Panamá Papers)

O tempo passa... O tempo voa... E a memória do brasileiro continua uma m#rd*

As empresas da Lava-jato = Os Verdadeiros proprietários do Brasil = Os Verdadeiros proprietários da mídia.

Desastre na Barragem Bento Rodrigues <=> Privatização da Vale do Rio Doce <=> Exploração do Nióbio

Trechos do Livro "Confissões de um Assassino Econômico" de John Perkins 

Meias verdades (Democratização da mídia)

Spotniks, o caso Equador e a história de Rafael Correa.

O caso grego: O fogo grego moderno que pode nos dar esperanças contra a ilegítima, odiosa, ilegal, inconstitucional e insustentável classe financeira.



UniMérito - Assembleia Nacional Constituinte Popular e Ética - O Quarto Sistema do Mérito 

Jogos de poder - Tutorial montado pelo Justificando, os ex-Advogados Ativistas
MCC : Movimento Cidadão Comum - Cañotus - IAS: Instituto Aaron Swartz

TED / TEDx Talks - Minerando conhecimento humano




Mais desse assunto:

O que tenho contra banqueiros?! Operações Compromissadas/Rentismo acima da produção

Uma visão liberal sobre as grandes manifestações pelo país. (Os Oligopólios cartelizados)

PPPPPPPPP - Parceria Público/Privada entre Pilantras Poderosos para a Pilhagem do Patrimônio Público



As histórias do ex-marido da Patrícia Pillar

Foi o "Cirão da Massa" que popularizou o termo "Tattoo no toco"

A minha primeira vez com Maria Lúcia Fattorelli. E a sua?

As aventuras de uma premiada brasileira! (Episódio 2016: Contra o veto da Dilma!)  

A mídia é o 4° ou o 1° poder da república? (Caso Panair, CPI Times-Life)

O Mercado de notícias - Filme/Projeto do gaúcho Jorge Furtado



Quem inventou o Brasil: Livro/Projeto de Franklin Martins (O ex-guerrilheiro ouve música)

Eugênio Aragão: Carta aberta a Rodrigo Janot (o caminho que o Ministério público vem trilhando)

Luiz Flávio Gomes e sua "Cleptocracia"

Comentários políticos com Bob Fernandes. 

Quem vamos invadir a seguir (2015) - Michel Moore

Ricardo Boechat - Talvez seja ele o 14 que eu estou procurando...

Melhores imagens do dia "Feliz sem Globo" (#felizsemglobo)

InterVozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social



Sobre Propostas Legislativas:

Manifesto Projeto Brasil Nação

A PLS 204/2016, junto com a PEC 241-2016 vai nos transformar em Grécia e você aí preocupado com Cunha e Dilma?!

A PEC 55 (antiga PEC 241). Onde as máscaras caem.

Em conjunto CDH e CAE (Comissão de Direitos Humanos e Comissão de Assuntos Econômicos)

Sugestão inovadora, revolucionária, original e milagrosa para melhorar a trágica carga tributária brasileira.


Debates/Diálogos:

Debate sobre Banco Central e os rumos da economia brasileira...

Diálogo sobre como funciona a mídia Nacional - Histórias de Luiz Carlos Azenha e Roberto Requião.

Diálogo sobre Transparência X Obscuridade.

Plano Safra X Operações Compromissadas.

Eu acuso... Antes do que você pensa... Sem fazer alarde...talvez até já tenha acontecido...


Depoimento do Lula: "Nunca antes nesse país..." (O país da piada pronta)
(Relata "A Privataria Tucana", a Delação Premiada de Delcidio do Amaral e o depoimento coercitivo do Lula para a Polícia Federal)


Democratizando a mídia:

Entrevistas e mais entrevistas na TV 247


Entrevistas e depoimentos na TVT/DCM


Um ano do primeiro golpe de estado no Brasil no Terceiro Milênio.

Desastre em Mariana/MG - Diferenças na narrativa.

Quanto Vale a vida?!

Como o PT blindou o PSDB e se tornou alvo da PF e do MPF - É tudo um assunto só!

Ajuste Fiscal - Trabalhadores são chamados a pagar a conta mais uma vez

Resposta ao "Em defesa do PT" 

Sobre o mensalão: Eu tenho uma dúvida!



Questões de opinião:

Eduardo Cunha - Como o Brasil chegou a esse ponto?



Sobre a Ditadura Militar e o Golpe de 64:

Dossiê Jango - Faz você lembrar de alguma coisa?

Comissão Nacional da Verdade - A história sendo escrita (pela primeira vez) por completo.

CPI da Previdência


CPI da PBH Ativos


Sobre o caso HSBC (SwissLeaks):

Acompanhando o Caso HSBC I - Saiu a listagem mais esperadas: Os Políticos que estão nos arquivos.

Acompanhando o Caso HSBC II - Com a palavra os primeiros jornalistas que puseram as mãos na listagem.

Acompanhando o Caso HSBC III - Explicações da COAF, Receita federal e Banco Central.

Acompanhando o Caso HSBC V - Defina: O que é um paraíso fiscal? Eles estão ligados a que países? 

Acompanhando o Caso HSBC VI - Pausa para avisar aos bandidos: "Estamos atrás de vocês!"... 

Acompanhando o Caso HSBC VII - Crime de evasão de divisa será a saída para a Punição e a repatriação dos recursos

Acompanhando o Caso HSBC VIII - Explicações do presidente do banco HSBC no Brasil

Acompanhando o Caso HSBC IX  - A CPI sangra de morte e está agonizando...

Acompanhando o Caso HSBC X - Hervé Falciani desnuda "Modus-Operandis" da Lavagem de dinheiro da corrupção.



Sobre o caso Operação Zelotes (CARF):

Acompanhando a Operação Zelotes!

Acompanhando a Operação Zelotes II - Globo (RBS) e Dantas empacam as investigações! Entrevista com o procurador Frederico Paiva.

Acompanhando a Operação Zelotes IV (CPI do CARF) - Apresentação da Polícia Federal, Explicação do Presidente do CARF e a denuncia do Ministério Público.

Acompanhando a Operação Zelotes V (CPI do CARF) - Vamos inverter a lógica das investigações?

Acompanhando a Operação Zelotes VI (CPI do CARF) - Silêncio, erro da polícia e acusado inocente depõe na 5ª reunião da CPI do CARF.

Acompanhando a Operação Zelotes VII (CPI do CARF) - Vamos começar a comparar as reportagens das revistas com as investigações...

Acompanhando a Operação Zelotes VIII (CPI do CARF) - Tem futebol no CARF também!...

Acompanhando a Operação Zelotes IX (CPI do CARF): R$1,4 Trilhões + R$0,6 Trilhões = R$2,0Trilhões. Sabe do que eu estou falando?

Acompanhando a Operação Zelotes X (CPI do CARF): No meio do silêncio, dois tucanos batem bico...

Acompanhando a Operação Zelotes XII (CPI do CARF): Nem tudo é igual quando se pensa em como tudo deveria ser...

Acompanhando a Operação Zelotes XIII (CPI do CARF): APS fica calado. Meigan Sack fala um pouquinho. O Estadão está um passo a frente da comissão? 

Acompanhando a Operação Zelotes XIV (CPI do CARF): Para de tumultuar, Estadão!

Acompanhando a Operação Zelotes XV (CPI do CARF): Juliano? Que Juliano que é esse? E esse Tio?

Acompanhando a Operação Zelotes XVI (CPI do CARF): Senhoras e senhores, Que comece o espetáculo!! ("Operação filhos de Odin")

Acompanhando a Operação Zelotes XVII (CPI do CARF): Trechos interessantes dos documentos sigilosos e vazados.

Acompanhando a Operação Zelotes XVIII (CPI do CARF): Esboço do relatório final - Ainda terão mais sugestões...

Acompanhando a Operação Zelotes XIX (CPI do CARF II): Melancólico fim da CPI do CARF. Início da CPI do CARF II

Acompanhando a Operação Zelotes XX (CPI do CARF II):Vamos poupar nossos empregos 



Sobre CBF/Globo/Corrupção no futebol/Acompanhando a CPI do Futebol:

KKK Lembra daquele desenho da motinha?! Kajuru, Kfouri, Kalil:
Eu te disse! Eu te disse! Mas eu te disse! Eu te disse! K K K

A prisão do Marin: FBI, DARF, GLOBO, CBF, PIG, MPF, PF... império Global da CBF... A sonegação do PIG... É Tudo um assunto só!!

Revolução no futebol brasileiro? O Fim da era Ricardo Teixeira. 

Videos com e sobre José Maria Marin - Caso José Maria MarinX Romário X Juca Kfouri (conta anonima do Justic Just ) 

Do apagão do futebol ao apagão da política: o Sistema é o mesmo


Acompanhando a CPI do Futebol - Será lúdico... mas espero que seja sério...

Acompanhando a CPI do Futebol II - As investigações anteriores valerão!

Acompanhando a CPI do Futebol III - Está escancarado: É tudo um assunto só!

Acompanhando a CPI do Futebol IV - Proposta do nobre senador: Que tal ficarmos só no futebol e esquecermos esse negócio de lavagem de dinheiro?!

Acompanhando a CPI do Futebol VII - Uma questão de opinião: Ligas ou federações?!

Acompanhando a CPI do Futebol VIII - Eurico Miranda declara: "A modernização e a profissionalização é algo terrível"!

Acompanhando a CPI do Futebol IX - Os presidentes de federações fazem sua defesa em meio ao nascimento da Liga...

Acompanhando a CPI do Futebol X - A primeira Liga começa hoje... um natimorto...

Acompanhando a CPI do Futebol XI - Os Panamá Papers - Os dribles do Romário - CPI II na Câmara. Vai que dá Zebra...

Acompanhando a CPI do Futebol XII - Uma visão liberal sobre a CBF!

Acompanhando a CPI do Futebol XIII - O J. Awilla está doido! (Santa inocência!)

Acompanhando a CPI do Futebol XIV - Mais sobre nosso legislativo do que nosso futebol



Acompanhando o Governo Michel Temer

Acompanhando o Governo Michel Temer I