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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O confronto #TodosComCiro + Time Ciro Gomes X FakesNews decidirá as eleições de 2018!

Entrevista com o Ex Governador Cid Gomes: Educação no Ceará, Golpe e os achacadores.



http://tribunadoceara.uol.com.br/noticias/educacao/24-melhores-escolas-publicas-de-ensino-fundamental-do-pais-sao-do-ceara/


Escola técnica do CE tem 'cota invertida' para alunos da rede privada
https://educacao.uol.com.br/noticias/2014/05/27/escola-tecnica-do-ce-tem-cota-invertida-para-alunos-da-rede-privada.htm


http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/regional/sobral-alcanca-o-seu-menor-indice-de-mortalidade-infantil-1.1863804


1993_Abr_26_Ciro Gomes recebe prêmio da UNICEF (Jornal do Brasil)



Em 2018, se tudo correr bem e conseguirmos afastar o fantasma de 1964 e conseguirmos realizar as eleições nesse ano (lembrando que no golpe de 1964 Castelo Branco assumiu prometendo eleições em 1965. Não ocorreu, Costa e Silva assumiu, o Castelo Branco começou a convencer uma turma que o melhor seria a redemocratização do país e...
http://culturaaeronautica.blogspot.com.br/2009/09/o-estranho-acidente-que-matou-o.html
http://www.cavok.com.br/blog/a-morte-de-castelo-branco/ )

Mas se esse fato for uma das diferenças entre os golpes de 1964 e 2016 e tivermos eleições esse ano temos que fazer parte do TIME CIRO GOMES e estar TODOS COM CIRO

Porque Todos com Ciro? Oras, https://todoscomciro.com/ciro/#porque

Nós precisamos muito mais do que um salvador. Precisamos de um projeto.
um projeto que inclua a Educaçãohttps://todoscomciro.com/educacao/
Agriculturahttps://todoscomciro.com/agricultura/
Ciência e Tecnologiahttps://todoscomciro.com/ciencia-tecnologia/
Geo-Políticahttps://todoscomciro.com/geopolitica/
Saúde pública: https://todoscomciro.com/saude-publica/
Política Industrialhttps://todoscomciro.com/politica-industrial/
Meio ambientehttps://todoscomciro.com/meio-ambiente/


Enfim um Projeto Nacional de Desenvolvimento:  https://todoscomciro.com/projeto-nacional-desenv/

Projeto esse detalhado no Manifesto Projeto Brasil Nação
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Mas espera aí! Eu ouvi falar que o Ciro Gomes é maluco!!

Ciro Gomes é maluco?

Aquele apresentador do Roda Viva já disse isso...


Outro que falou que ele é doido foi o "historiador" da Jovem Pan:

E até apareceu na lista da Odebrestch nas páginas do CearáNews com o apelido sardinha....

Ciro Gomes aparece com apelido “Sardinha” na lista de propina da Odebrecht

E como esses exemplos tem vários e vários...

O Ciro Gomes já mandou matar a turma do Sérgio Moro:

Já usou a palavra Testosterona de forma atabalhoada, numa história onde aprendemos muito mais sobre o entrevistador do que sobre o entrevistado:

Nessa última história mostrei que a pancada vem dos dois lados:

Ciro se recusa assinar manifesto em defesa da candidatura Lula


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Encontramos então um impasse... 

Esse Ciro Gomes aí é esse que ganha prêmio na Unicef por combater a mortalidade infantil, quer para o Brasil o mesmo nível educacional que dá a sua cidade o melhor IDEB do Brasil, para o seu estado 77 das 100 melhores escolas do país(sendo as 24 primeiras, todas do Ceará), em que o ministério público tem que estabelecer um TAC(termo de ajuste de conduta) para que a escola pública profissionalizante garanta vagas para alunos de origem de ESCOLAS PARTICULARES, ao invés de dar prioridade aos alunos da escola pública como foi inicialmente planejado... 

Ou esse Ciro Gomes é um maluco, um sardinha, um doido, um machista, temperamental, troglodita, coronel, um oportunista, que não assina manifestos para aparecer?

Para entender esse impasse podemos olhar como foi eleito o atual personagem dos Simpsons que comanda a maior nação imperialista do planeta:

Nas redes, mentiras sobre pleito nos EUA superam notícias reais
www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/11/1833158-nas-redes-mentiras-sobre-pleito-nos-eua-superam-noticias-reais.shtml


O Fenômeno que parece novo já que antes não tinha redes sociais, não é novidade e não é exclusividade de blogs/pequena mídia. No tempo da "pós-verdade" todo mundo está querendo usar a boataria para puxar a sardinha para o seu lado ou puxar o tapete do adversário...

As “fake news” nas eleições

https://istoe.com.br/as-fake-news-nas-eleicoes/

PÓS-VERDADE
O forte desempenho de notícias falsas nas redes sociais demonstra uma tendência, apontada por analistas, de emoções terem mais influência sobre a opinião pública do que os fatos.
O fenômeno foi chamado de "pós-verdade", termo escolhido pelo dicionário Oxford como a palavra do ano devido à eleição de Trump nos EUA e ao plebiscito que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia (o "brexit").





(Abre Parenteses:

Mais palestras como essas do TED e TEDx aqui:
TED / TEDx Talks - Minerando conhecimento humano
e aqui:
TED / TEDx - Talks com legendas

Fecha Parenteses)

Eu já contei aqui uma "pós-verdade" contada em 2008 pelo maior jornal em circulação em Minas Gerais para tentar(e conseguiu) vencer as eleições municipais em Belo Horizonte.

Quem não lembra da notícia da morte de Alberto Youssef circulando no dia em que o povo Brasileiro achou que iria escolher o seu presidente para o mandato 2015-2018?
(Podemos chamar as eleições de 2014 de "pós-verdade"?!
Pois posteriormente revelou-se mentira essa história de votar para um mandato 2015-2018 )


Sem falar daquele santinho produzido pela Veja antes dessa eleição...


O Jornalista Luis Nassif já fez um estudo/dossiê/tutorial/livrinho que explica como funciona a produção desses FakesNews utilizando a veja como exemplo... Já divulguei esse dossiê aqui:
Meias verdades (Democratização da mídia)
Em resumo as meterias são escolhidas na redação, a matéria já sai pronta do gabinete e o "repórter" sai a campo procurando verdades, meias-verdades ou mentiras que preenchem a matéria inventada no gabinete.... E claro omitindo fatos que as desmentem mesmo sabendo da existência desses fatos...

Especialista: 'Brasil não precisa legislar sobre notícias falsas em eleições'
https://br.sputniknews.com/brasil/2018010510220391-especialista-brasil-noticias-falsas/

Robôs e 'big data': as armas do marketing político para as eleições de 2018
http://www.bbc.com/portuguese/brasil-41328015

Portanto meu caro eleitor que pretende escolher o presidente dessa nação para os próximos anos, mandato 2019-2022: Estão disputando seus corações e mentes utilizando um monte de fofocas, lorotas, batotas...

Para combater essas FakesNews, boots, pesquisas em "big datas" acompanhado de promessas falsas para atender o que o "big data" diz que é a melhor promessa para ganhar as eleições... tudo isso só tem uma, e só uma, arma para vencer esse monstro: EDUCAÇÃO.
População consciente e informada.
Democracia verdadeira se faz com população ativa, consciente, politizada e treinada.
Não vai descer nenhum anjo vingador, estalar um chicote e resolver essa parada por nós!!
(Sabem de onde tirei essa frase?! Não sabe?! Está prestando atenção muito em fake News sem aprofundar...)

O Ciro Gomes na entrevista com a Mariana Godoy - especial presidenciáveis disse que seu maior adversário nessas eleições é a ignorância.

Ciro Gomes fala porque quer ser presidente e que seu adversário é a ignorância.

E no programa  Canal Livre da Bandeirantes, que também recebe os presidenciáveis ele afirmou: Não vão me fazer o que fizeram no passado porque agora eu tenho a minha turma!


Sobre "o que fizeram com ele nas últimas eleições" ele se refere esse caso:


A turma do Ciro está representada pela maior página pró-Ciro no Facebook a Time Ciro Gomes, a plataforma TodosComCiro e mais um punhado de canais de Youtube, facebook, blogs, etc...
que desde do ano passado já listei aqui:

Foi o "Cirão da Massa" que popularizou o termo "Tattoo no toco"

A plataforma TodosComCiro criou um espaço para denunciar as notícias falsas, você mesmo pode usar:
https://todoscomciro.com/anti-fake-news/

Por exemplo, a matéria sobre Sardinha na lista da Odebrecht é mentira pura e simples...
sardinha na verdade é uma senha para o Eliseu Padilha retirar dinheiro...
https://oglobo.globo.com/brasil/bicuira-academico-os-novos-codinomes-da-planilha-da-odebrecht-21852530

O caso da Testosterona, outro exemplo, ele qualificou o ambiente político Brasileiro e não a Marina Silva:


E quando o caso é chamar o candidato de louco, que aí é mera opinião, cabe então uma...
...Resposta a Augusto Nunes:


Cadê o oportunista? https://youtu.be/3UG2psx2JLw?t=24m1s

Mais algumas acusações respondidas  aqui:
https://unidosporciro2018.blogspot.com.br/2018/01/ciro-gomes-coronel-machista-comunista.html

Para sustentar que o Ciro é louco, tem que primeiro explicar como foi que ele com dois anos de antecedência sabia o que iria acontecer no Brasil...



E por aí vai...
Nessa turma do Ciro tem gente muito preparada para combater essa imprensa que tem lado e está atrás do seu próprio interesse...
Tem por exemplo o professor Gustavo Castañon, autor dessa análise: PT: o custo da rendição






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Se é verdade as primeiras afirmações sobre as escolas públicas no Ceará, sobre as conquistas na área de saúde, o porque tanta animosidade perante a esse candidato que quer para o Brasil Educação, saúde pública que trata/educa nossas criancinhas, que quer um projeto nacional desenvolvimentista que resolva as graves contradições da nação Brasileira?

Você sabia que dentre as 100 melhores escolas públicas do país, 77 estão no estado do Ceará (um dos mais pobres da federação), sendo que das 24 melhores escolas 24 estão no estado?
Se isso é um fato relevante que pode dar capa de qualquer jornal em um país que clama por melhorias em seus serviços públicos, porque você não sabia disso?!

Bom, depois de passar um bom tempo observando os acontecimentos nesse país único no mundo que é o Brasil ( É tudo um assunto só ),  vou chutar que essa contradição se dá por essa afirmação, que aconteceu no fim de 2015 em um sindicato de engenheiros no Rio Grande do Sul, que participou tanto o Ciro Gomos, com a Premiada brasileira de nome Maria


(Abre parênteses

Lembrando que lá no Equador, o ex-ministro de fazenda que assumiu esse compromisso em público e fez campanha colocando esse tema para a população foi eleito presidente, cumpriu a promessa, anulou 70% da dívida pública, triplicou o valor investido em educação, saúde e infra-estrutura, se re-elegeu para mais dois mandatos e ainda fez seu sucessor. Essa história eu conto aqui:

Fecha parenteses)

Claro, que a sua opinião não surgiu em 2015, sua opinião chegou a esse auge depois de passar por toda a sua biografia (a que foi feita pela Fundação Getúlio Vargas eu reproduzo no final desse post).

Você vai perguntar: 
Mas porque se comprometer com a auditoria cidadã da dívida pública dá ao Ciro o título de maluco, sardinha, doido, temperamental, troglodita, coronel, machista, oportunista, etc?!

Mais ainda: 
Ele já tinha todos esses rótulos desde as outras candidaturas, porque você coloca essa declaração no final de 2015 como principal motivo desse impasse?

Essa afirmação no final de 2015 apenas REPRESENTA a posição do Ciro Gomes no principal confronto que existe no Brasil hoje,  não é Direita X Esquerda, nem Coxinhas X Mortadelas

O principal confronto hoje é o Capital Produtivo X Capital Especulativo.

E desde sempre, desde do início da década de 90, quando governador do Ceará o Ciro Gomes comprou via mercado TODA a dívida mobiliária do estado via banco do estado.
Consequência disso: hoje o Ceará não tem a maior despesa que todos os outros estados tem, incluindo aí a união: Juros para banco.
Consequência disso: Os impostos no estado do Ceará são revertidos para melhorar a educação, combater a mortalidade infantil...

Quando ministro da economia ele não salvou o Banerj/Banespa:


Além de anunciar a auditoria cidadã da dívida pública ele anunciou que para o ministério da fazenda vai assumir um empresário da produção e para o Banco Central vai assumir um acadêmico, hoje quem assume esses postos são os banqueiros do Itaú/Bradesco/Bank of Boston...



O estado do Ceará tem a melhor situação fiscal do País, diz Firjan

Claro que para o Ceará ganhar o posto de melhor situação fiscal dentre todos os estados brasileiros, tem alguns estados que receberão o posto de pior situação fiscal dentre todos os estados brasileiros...

Rio, Minas e RS são estados com pior situação fiscal, diz Firjan




E cada um usa as armas que tem.  Na polêmica entrevista do Ciro Gomes com o Jornalista Luis Nassif (Portal GGN) onde o Ciro Gomes mandou matar a turma do Sérgio Moro, Ciro Gomes afirmou que o compromisso da imprensa Brasileira é Zero com a decência. O interesse do P.I.G.(Partido da Imprensa Golpista)  são os interesses de seus financiadores como nos mostra muito bem o O Mercado de notícias - Filme/Projeto do gaúcho Jorge Furtado, as histórias contatas pelos meios de comunicação são ou FakeNews, ou Meias Verdades, ou somente as verdades que interessam, dependendo dos financiadores do meio de comunicação.

E no Brasil temos um Oligopólio Cartelizado de meios de comunicação, que são financiados pelo Oligopólio Cartelizado dos Bancos e que contam a versão que melhor lhe interessam sobre a 
dívida pública brasileira, como já demostrado no Estudo de caso: Dívida pública Brasileira X Oligopólio Cartelizado Meios de comunicação. A estratégia é esconder o financiamento que eles recebem do dinheiro público através do "sistema da dívida" jogando a culpa nos desgastados políticos brasileiros. E essa estratégia vem funcionando, já que vários brasileiros tem o seu primeiro contato com a premiada brasileira de nome Maria aqui: A minha primeira vez com Maria Lúcia Fattorelli. E a sua?

A recém-inaugurada agência de notícia SportLight tem uma história interessante para contar sobre esse jornalismo viciado, torto, que olha somente para seus interesses: Agência Sportlight - Piovani: posso te contar umas coisas que vi nas redações?
(Se não quiser ler o post inteiro ele conta que fez uma reportagem investigativa sobre grandes e estranhos ganhos financeiros de ex-presidente e filhos(as), mas ninguém quis publicar... Só depois de muito rodar uma revista publicou)

O filho do ex-prefeito de Belo Horizonte também contou uma história sobre esse assunto sobre como ele conseguia as matérias para publicar no jornal dele: O Oswaldinho está morando nos Estados Unidos, deve ser vizinho do Pateta!
(Se não quiser ouvir o seu depoimento que está na metade do post inteiro ele conta que repórteres da mídia tradicional de televisão/rádio/jornais/revistas, depois de fazer reportagens investigativas ficavam frustrados pelos seus "empregadores" não mostrarem o seu trabalho para o público, então os autores enviavam para ele publicar m seu jornal)

O coletivo InterVozes nasceu para combater esse silêncio que impera na maioria da população frente ao tremendo barulho que esse P.I.G. produz: InterVozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social. E existem brasileiros que já comemoram felizes um dia sem Rede Globo: Melhores imagens do dia "Feliz sem Globo" (#felizsemglobo).

O Boicote às grandes mídias é um dos pontos abordados no documentário mais polêmico do 3° milênio (10 anos de Zeitgeist o documentário mais polêmico do 3° Milênio. (Projeto Vênus) )

É a mistificação de uma teoria fraudulenta para garantir a continuidade da remuneração de poucos perante a falta de recursos para a maioria:



Você sabe o quanto pagamos com o nosso imposto o risco empresarial através do Banco Central?


Você sabe o quanto dos nossos impostos são usados para remunerar sobra de caixa dos bancos ao invés de melhorar a qualidade da nossa educação/saúde?


Mais detalhes aqui:

O que tenho contra banqueiros?! Operações Compromissadas/Rentismo acima da produção


A questão agora é conosco.
Se na política só tem ladrão e 100% deles são eleitos por nós, o problema está conosco.

Nós vamos continuar dando ouvidos àqueles que já nos tomaram nossa esperança, os direitos trabalhistas, a proteção social, vendem(entregam) nosso Petróleo, nosso Nióbio,  nossas hidroelétricas, nossa amazônia, nossa soberania e até o nosso futebol?

Ou vamos dar ouvidos aqueles que nos apresenta os melhores resultados na educação, na saúde, nas finanças públicas e só confrontam os 0,03% mais ricos da população que se não convencerem vocês até a data das eleições... E se não conseguirem tomam a presidência a força.





No Seminário Internacional 2017 - Projetos cifrados visam "legalizar" esquemas fraudulentos. 
ficou claro o atual confronto que trava-se no Brasil hoje:

A grande batalha brasileira não é 
Direita X Esquerda,
não é 
Coxinhas X Mortadelas.

A grande batalha brasileira é: Capital Especulativo X Capital Produtivo. 


Do lado do Capital Especulativo:
Oligopólio Cartelizado dos Bancos
                      +
Oligopólio Cartelizado dos meios de comunicação.

Versus:
Do lado do Capital produtivo:

CADTM (www.cadtm.org/)
Latindadd (www.latindadd.org/)
ADUFC ( adufc.org.br/ )
ANFIP ( https://www.anfip.org.br/ )
SINAL ( www.sinal.org.br/ )
FENAJUD ( www.fenajud.org.br/ )
Apcf ( www.apcf.org.br/ )
Ajufe ( www.ajufe.org/ )
Andes ( www.andes.org.br/ )
Sinait ( https://www.sinait.org.br/ )
Aduff ( www.aduff.org.br/ )
Condsef ( www.condsef.org.br/ )
APUFPR-SSind ( apufpr.org.br/ )
Sintrajud ( www.sintrajud.org.br/ )
SITRAEMG ( www.sitraemg.org.br/ )
Apubh ( apubh.org.br/ )
ANPPREV ( https://www.anpprev.org.br/ )
Fenajufe ( www.fenajufe.org.br/ )
Sindilex ( sindilex.org.br/ )
Sindifisco Nacional ( www.sindifisconacional.org.br/ )
Sindilegis ( sindilegis.org.br/ )
Movimento 2022: "O Brasil que queremos" ( www.2022brasil.org.br/ )
Sindireceita ( sindireceita.org.br/ )
FenaPRF ( fenaprf.org.br/ )
Sindipetro RJ ( sindipetro.org.br/ )
Corecon-DF ( corecondf.org.br/ )
CONTAG ( www.contag.org.br/ )
CSB ( csb.org.br/ )
Confederação das Mulheres do Brasil ( confederacaodasmulheres.blogspot.com )
Ceape ( www.ceapetce.org.br/ )
ASSIBGE ( assibge.org.br/ )
SINDCEFET-MG - ( sindcefetmg.org.br/ )
CSPB ( www.cspb.org.br/ )
SINDJUFE-BA ( www.sindjufeba.org.br/ )
Sinasempu ( www.sinasempu.org.br )
FENASTC ( www.fenastc.org.br/ )
SINPROFAZ ( www.sinprofaz.org.br/ )
Unacon Sindical ( www.unacon.org.br/ )
PROIFES ( www.proifes.org.br/ )
SINASEFE ( www.sinasefe.org.br/ )
SINTAJ ( sintaj.org/ )
Affemg ( www.affemg.com.br/ )
Sindcop ( www.sindcop.org.br/ )
COFECON ( www.cofecon.gov.br/ )
Movimento Acorda Sociedade - MAS ( https://pt-br.facebook.com/mas.org.br/ )
Sindjus-DF ( https://sindjusdf.org.br/ )
INTERSINDICAL ( www.intersindical.org.br/ )
SINDIFISCO/DF ( sindifiscodf.org.br/ )
Assufrgs ( www.assufrgs.com.br/ )
Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST ( www.ncst.org.br/ )
MCCE - Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral ( www.mcce.org.br/ )
Apruma Seção Sindical ( aprumasecaosindical.org/ )
CSP Conlutas ( cspconlutas.org.br/ )
sindifisco-se ( www.sindifisco-se.org.br/ )
FEBRAFITE ( www.febrafite.org.br )
Instituto ALIANÇA LIVRE ( www.aliancalivre.org/ )
Fenafisco ( www.fenafisco.org.br/ )
Conselho Federal de Contabilidade ( cfc.org.br/ )
OAB ( oab.org.br/ )
FENASPS ( www.fenasps.org.br/ )
Fetagro ( fetagro.org.br/ )
AFBNB ( www.afbnb.com.br/ )
SINAFRESP ( sinafresp.org.br/ )
Pública, Central do Servidor ( publica.org.br/ )
Fundação ANFIP ( www.fundacaoanfip.org.br/ )

O Ciro está do lado das entidades civis.
O PIG está do lado dos oligopólios.
Nós vamos escolher quem?

O Brasil precisa discutir seus reais problemas. É o título de um artigo do Cid Gomes para a Carta capital que reproduzo a seguir.
Reproduzo também uma entrevista do Ciro Gomes no Jornal do Comércio, uma das entidades civis que representa o capital produtivo contra o capital especulativo.

Do Ciro Gomes, as entrevistas/palestras/falas/participação em programas de TV/Rádio/Jornal/Revista/Internet divulgo na íntegra aqui:

As histórias do ex-marido da Patrícia Pillar

Foi o "Cirão da Massa" que popularizou o termo "Tattoo no toco"


E para não ficar muito carregado, vou continuar divulgando aqui nesse post.
Sempre que eu atualizar eu aviso como já fiz aqui:

Atualizado: As histórias do ex-marido da Patrícia Pillar

Ciro Gomes X Spotniks : Round Two! - Atualizado: As histórias do ex-marido da Patrícia Pillar




Atualização Foi o "Cirão da Massa" que popularizou o termo "Tattoo no toco"




Ciro Gomes é um coronel moderno?






Hoje estou colocando os vídeos de outubro/2017 para frente, podem conferir.
E os ataques contra os interesses do desenvolvimento nacional e nossa educação será combatida por todos que estão com Ciro. Vou colocar também o seu Latters no final do post.

Seu maior telhado de vidro é a quantidade de partidos que passou... vou detalhar cada um deles...

E você? quer fazer parte do Time Ciro Gomes ou vai ficar do lado dos 0,03% da população que comandam os oligopólios?


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https://www.cartacapital.com.br/revista/984/o-brasil-precisa-discutir-seus-reais-problemas

O Brasil precisa discutir seus reais problemas

por Cid Gomes — publicado 13/01/2018 00h10, 
E é preciso uma vigilância constante para evitar um golpe dentro do golpe e não mais sucumbir a aliados da estirpe de Eduardo Cunha


O Brasil passa por um dos momentos mais graves de sua curta história democrática. Os ataques aos direitos dos trabalhadores e aposentados, a venda de nossas riquezas a preço de banana para empresas estrangeiras e o criminoso despejo de recursos no poço sem fundo da dívida criam um cenário que, se não bem estudado e tratado com vigor, pode comprometer de forma violenta o futuro do nosso País.

Em 2018, além da luta pela retomada da democracia, com a garantia de eleições livres, precisamos celebrar um pacto por um projeto nacional de desenvolvimento que una quem produz com quem trabalha para devolver ao povo a esperança de um Brasil melhor.

Em março de 2015, subi na tribuna da Câmara Federal para denunciar que a corrupção e o achaque mandavam no poder central em Brasília e que um golpe era tramado contra a democracia e o povo brasileiro. Ali, eu apontava não para a cara de um deputado, mas para o símbolo do que corroía as instituições e a esperança de todas e todos por um futuro melhor.

Infelizmente, naquele momento, o governo brasileiro, eleito pela maioria do povo, sucumbiu à chantagem e viu meses depois sua derrocada por meio de um golpe que levou 14 milhões de brasileiros ao desemprego e à aprovação de medidas absolutamente hostis aos mais frágeis da nossa sociedade.

Para agravar ainda mais a sensação de que bandidos subiram a rampa do Planalto, o elo entre o vice-presidente conspirador e a parte do Congresso corrompida, o ex-deputado Eduardo Cunha, o mesmo que enfrentei em 2015, foi preso pela Polícia Federal.

Nesse cenário, é preciso alertar, mais do que nunca, ao nosso povo, que este ajuntamento de corruptos se prepara  para as eleições de 2018. Eles não vão querer largar o osso e usarão das piores táticas para fraudar ou impedir um pleito justo. Cabe, portanto, a todos ficar atentos e lutar para que o direto ao voto seja preservado.

Para isso é preciso informar e discutir com a população seus reais problemas. Ciro Gomes, que, mais do que meu irmão mais velho, é minha inspiração para a vida pública, tem rodado o Brasil com palestras e debates em centenas de universidades desvelando o que está por trás deste grave momento.

O rentismo, exposto na sua forma mais cruel, traga recursos preciosos de áreas prioritárias como saúde, educação, segurança e desenvolvimento para jogar no poço sem fundo da dívida, que beneficia a pouquíssimas famílias.

Essa distorção agrava um problema que nos parecia estar vencido: o da desigualdade. Hoje apenas seis indivíduos concentram fortuna igual àquela de 100 milhões de brasileiros, ou quase metade da nossa população. Não existe cenário semelhante em nenhum outro país do planeta.

Para além disso, forçam goela abaixo do nosso povo uma reforma trabalhista que retira direitos e explora ainda mais nossos trabalhadores e trabalhadoras. Uma reforma da Previdência que protege as regalias dos mais poderosos e amplia o tempo de contribuição de forma criminosa aos mais vulneráveis. E a venda não acordada com o povo brasileiro das nossas reservas de petróleo do pré-sal, que também configura um crime que afetará diretamente nossos filhos e netos.

Mais do que denunciar todos os crimes cometidos pelo governo central brasileiro, é hora de debater o futuro do Brasil. Ciro tem apresentado um projeto nacional de desenvolvimento que pretende mostrar ao povo brasileiro que existe saída para a crise econômica que nos afeta há tanto tempo.
Cada palavra de “projeto nacional de desenvolvimento” tem um significado muito forte.

“Projeto” é um conjunto de metas para as quais devemos estabelecer prazos, métodos, avaliação e controle. Pressupõe recuperar a capacidade de planejamento do País. O Estado deve coordenar tal projeto e, para tanto, precisa de capacidade de planejamento e da capacidade de unir trabalhadores, empresários da produção e academia.

Por “nacional” entende-se que não há um modelo universal a ser seguido, pois as condições de empreender são dramaticamente nacionais e não globais. O projeto de desenvolvimento deve ser adaptado à nossa realidade, destacando crédito, incentivos e parceria entre um Estado empoderado e uma iniciativa privada forte.

No que diz respeito ao “desenvolvimento”, devemos trabalhar pelo aumento da riqueza produzida, das capacidades e habilidades do povo, além de suas condições de vida e felicidade. Para isso é preciso romper com os mecanismos de dependência, exercitar justiça social, garantir boa distribuição de renda e prover serviços públicos de qualidade.

Para a crise imediata, Ciro Gomes destaca três linhas de ação: 1. Consolidar o passivo privado, resolvendo rapidamente o problema do endividamento das empresas brasileiras, sob pena, entre outras coisas, de aumentar o desemprego. 2. Sanear as finanças públicas e voltar a investir nas áreas mais importantes, como, por exemplo, infraestrutura e moradia. 3. Diminuir o desequilíbrio externo, buscando fortalecer a indústria brasileira em uma clara política de substituição de importados que contam com patente vencida e pelos quais o Estado brasileiro já gasta anualmente o suficiente para fomentar empresas nacionais com compra governamental.
Como exemplo, quatro grandes complexos industriais: petróleo e gás e bioenergia, complexo industrial da saúde, complexo industrial do agronegócio e complexo da defesa.

Para além da área econômica e de desenvolvimento, Ciro tem se aprofundado em questões sensíveis, como segurança, saúde e educação. No primeiro tópico, não serão frases de efeito que resolverão o problema. É preciso reunir a inteligência brasileira, comparar com experiências internacionais e rever nossas práticas para devolver ao povo brasileiro a sensação de segurança e para que possamos voltar a ocupar as ruas sem medo.

Na saúde, é preciso incrementar o investimento em todos os níveis e estimular cada vez mais a interface na rede pública. Na educação, o Ceará tem servido de exemplo para todo o Brasil. Hoje, 77 das 100 melhores escolas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) são cearenses. A cidade com o melhor índice do Brasil é Sobral, no sertão cearense. Toda essa conquista começou ainda no início da década de 1990, quando Ciro Gomes foi governador do estado.

Tudo isso só será possível com um governo legitimamente eleito e empoderado pelo povo. Todas as propostas devem ser apresentadas de forma comedida e transparente nas eleições para não iludir nem enganar os eleitores.

A tarefa de garantir uma eleição na qual os problemas verdadeiramente urgentes da nação brasileira sejam discutidos também deve ser ponto de atenção comovida de todos nós. Os setores conservadores tentarão anular o debate necessário e jogarão com questões moralistas. Portanto, é fundamental projeto, debate, atenção e luta.

*Foi governador do Ceará e ministro da Educação no governo Dilma Rousseff
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http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/01/politica/606103-eu-sou-candidato-a-presidencia-do-brasil--afirma-ciro.html

ENTREVISTA ESPECIAL Notícia da edição impressa de 15/01/2018. 
'Eu sou candidato à presidência do Brasil', afirma Ciro - Jornal do Comércio 
Carlos Müller Villela e Patrícia Comunello



Mesmo correndo por fora nas pesquisas eleitorais, o ex-governador, ex-ministro e candidato em duas sucessões ao Planalto Ciro Gomes (PDT) revela um entusiasmo declarado pela disputa de 2018. Mas admite que o páreo será decidido após o dia 24, quando haverá o julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para suspender a condenação do juiz Sérgio Moro. "A candidatura dele - e digo isso com muito carinho e respeito, é um desserviço a ele e ao Brasil", opina Ciro, que trocou de partido quatro vezes desde os anos de 1990. Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, o atual vice-presidente do PDT, passeia pelos mais variado temas, desde erros na condução da economia em 30 anos, a falta de um projeto de nação, fala de uma crise bancária à vista, defende referendo para decidir sobre reforma tributária e tenta se diferenciar do jogo de alianças que marca a coalizão política para governar. Sobre este tópico, o paulista de Pindamonhangaba, mas que é cearense de berço político, avisa que mesmo que o PMDB "queira se vender, eu não compro". "O PMDB será levado à destruição, vou partir para destruir o PMDB, mas democrática e politicamente", alfinetou.
Jornal do Comércio - O senhor diz que o nacional-desenvolvimentismo colapsou. Por que não deu certo? 
Ciro Gomes - Primeiro porque é um modelo de desenvolvimento dependente de capitais externos. O Brasil contratou por muitos anos crédito de alto custo que as crises monetárias levaram todos países que dependiam de fluxos internacionais de capital quebrarem, como o Brasil no período do ex-presidente José Sarney (PMDB), na década de 1980. Outro fator é a superação frenética dos ciclos tecnológicos, o adensamento profundo da tecnologia, e sua ciclagem com grande velocidade, e o País não discutiu isso. Tivemos a emergência da redemocratização, depois inflação, dois ciclos de consumo sem sustentação - primeiro no governo Fernando Henrique (PSDB), que substituiu a ideia de país e nação por uma reeleição e ainda elevou os volumes de importação, e na passagem do primeiro governo Lula - que expandiu em quatro vezes o volume de consumo da população, sem nenhuma providência na produção. O País seguiu se desindustrializando pesadamente. Só não quebrou na mão do ex-presidente porque vivemos um ciclo exótico puxado pelos preços de commodities (grãos, metais e petróleo) e China. Consumo sem produção gera desequilíbrio, o que é insustentável.
JC - Como gerar desenvolvimento sustentável? 
Ciro - O que fizemos no Brasil foi ridículo. Se botou a gasolina na fogueira, como a renúncia fiscal adotada. Há tarefas de fundo e outras de virada. As de fundo são levantar o nível de capital doméstico, que está baixíssimo para formação bruta de capital, que hoje é de 14% do Produto Interno Bruto (PIB). Com Lula, chegou-se a 17%. Ao contrário da mistificação neoliberal, o nível de formação de capital não é obra do acaso, mas consequência de arranjos institucionais que a política faz. No caso brasileiro, é preciso fazer reforma fiscal que envolva aspectos tributários e previdenciários, mas para formar capital e não perseguir benefícios pequenos, como eles estão fazendo, porque é ineficaz, como na proposta da reforma da Previdência que tramita no Congresso. Já a reforma tributária que nenhum governo quis fazer é a seguinte: a carga ia nominal de 36%, 35,5%, que está estagnada desde a posse do Lula, mas é uma carga tributária dramaticamente regressiva e estimulante da despoupança, porque ela cobra muito mais de quem deve pagar menos e muito menos de quem deve pagar mais.
JC - O que a reforma tributária deve contemplar? 
Ciro - É preciso adotar a dinâmica de um sistema tributário mais progressivo, que basicamente consiga elevar a taxação sobre heranças, hoje limitada ao intervalo de 4% a 8%. O Rio Grande do Sul quebrado, atrasando salário, cobra 4%! É preciso primeiro ter o projeto, depois formular uma estratégia coordenada entre governo, empresariado e universidades. Jamais houve experiência na humanidade em que o "laissez-faire" (deixar fazer, em tradução livre) fosse encarregado de desenvolvimento. Respeito a iniciativa privada, que tem um papel indispensável ao progresso humano, mas ela jamais promoveu desenvolvimento. Até sabe fazer crescer a economia, mas tende à concentração, à iniquidade e instabilidade, como foi a crise de 2008. A terceira coisa a fazer é um profundo investimento em gente. O Brasil tem de decidir, planejar, estabelecer metas e prazos para reverter o quadro vergonhoso da educação, ciência, tecnologia e cultura. O Brasil hoje está proibido de crescer. Temos, por exemplo, um explosivo endividamento das famílias e empresas - 40 milhões de brasileiros estão negativados no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), e o setor privado brasileiro deve R$ 2 trilhões - desse volume, R$ 600 bilhões são créditos de recuperação duvidosa, segundo os bancos. Ou seja, estão plantando a semente de uma crise bancária.
JC - Crise bancária? 
Ciro - Sim, sintoma disso é que o mercado já repugnou a rolagem de dívida do Brasil. Hoje, o Banco Central é titular passivo de um passivo de R$ 1,184 trilhão de uma canalhice chamada operação compromissada. Ninguém sabe o juro disso e isso vence em quatro dias. Operação compromissada é algo que existe no mundo inteiro.
JC - Venda de estatais a estrangeiros é governo neoliberal? 
Ciro - Esse negócio de vender um país não é neoliberalismo. Isso é canalhice pura e simples, porque isto gera um negócio que os economistas chamam de passivo externo líquido. Quando a gente pega três hidrelétricas de Minas Gerais, e vende para o capital estrangeiro, o que acontece é que você entrega o regime de águas do país para o capital estrangeiro. Não é algo ideológico, é corrupção mesmo, de alto coturno. Se tem uma quadrilha no poder no Brasil, isso eu sei bem quem são. Michel Temer (PMDB), Eliseu Padilha (PMDB), Geddel Vieira Lima (PMDB), Moreira Franco (PMDB), isso é tudo quadrilheiro. É bandido.
JC - O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi justo? 
Ciro - A Dilma estava fazendo um governo deplorável, muito ruim, mas ela é uma pessoa honrada e o pretexto para derrubá-la foi uma mistificação contábil que todos os presidentes fizeram, a tal pedalada fiscal. E o Tribunal de Contas (da União) aprovou todas prestações de todos os outros presidentes. Então é um golpe de Estado que aconteceu mesmo, e nem remotamente foi por corrupção.
JC - Essa questão da quadrilha instalada no governo, como o senhor diz, vai prejudicar algum dos candidatos na eleição? 
Ciro - Ser aliado desse governo é o beijo da morte. Acho que o PSDB cometeu um erro de atacado produzido pelos velhos, que já estão cansados de perder e não têm mais a esperança no futuro, então resolveram cair de boca na esculhambação, tipo o Aloysio Nunes, quando fizeram o golpe. Se eles deixam a Dilma administrar essa loucura de política econômica que ela fez, totalmente errada, e esses números todos que estou lhe dizendo fossem imputados à Dilma, a eleição para eles hoje era um passeio. Se a Dilma estivesse no governo, ela que seria responsabilizada por esses números que eu dei aqui. Que tipo de situacionismo sobreviveria a isso? Nenhum.
JC - O senhor já tem os nomes para a área econômica? 
Ciro - Tenho uma equipe monstruosa, mas só vou citar nomes quandos aceitarem. Um cito, que é o Mauro Benevides Filho, secretário da Fazenda do Ceará.
JC - Tem de mudar a forma de se fazer gestão fiscal do governo? 
Ciro - O País comigo vai tomar a deliberação de crescer, e o Banco Central perseguirá menor inflação a pleno emprego. Onde estamos que o presidente da República pode ser qualquer um, mas o do BC não pode ter interferência? Evidente que não haverá interferência politiqueira e demagógica, mas vou buscar que os preços se comportem em favor da produção, da parcimônia e do trabalho, e não do consumismo populista. O câmbio tem de estimular a produção, e a taxa de juros será estressada para ficar abaixo da rentabilidade média dos negócios. Inflação boa é inflação zero.
JC - A campanha de 2018 é uma antes e outra após o dia 24? 
Ciro - Sim, claramente, e volto a dizer que torço muito que o Lula seja absolvido, e, do alto de sua integridade moral restaurada, prepare um grande diálogo sobre o futuro do País. A candidatura dele - e digo isso com muito carinho e respeito -, é um desserviço a ele e ao Brasil. A ele, porque jamais vai replicar o extraordinário governo que fez. Ao País, porque, se ele for candidato, não se tem mais debate sobre o futuro da nação. É ódio e paixão em relação ao Lula, e projetará por não sei quantos anos esse negócio que está arrebentando com o País. Isso é o que eu penso, e dói em mim.
JC - Se o Lula não concorrer, o senhor vai buscar o PT? 
Ciro - Não.
JC - O senhor aceitaria o PT? 
Ciro - Aceitaria completamente, mas é só para ser humilde, porque eles não vão me apoiar, como não apoiam ninguém. É sintomático também que o maior e mais importante partido do Brasil não tenha um segundo nome.
JC - Como o senhor vê o baixo desempenho nas pesquisas? 
Ciro - Sou um político bastante treinado. Já fui candidato saindo do zero com opositor com 36% e ganhei. Alguém acredita que o (deputado federal) Jair Bolsonaro (PSC) resiste? Alguém acredita que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tenha 6% dos votos? Desconsidero as pesquisas e trabalho. Vocês estão falando com o próximo presidente do Brasil, esperem para ver. Eleição majoritária é resolvida de véspera. A tendência do voto do eleitor que é posta antes. E a campanha está pedindo alguém ficha limpa, experiente, com história política que possa ser examinada e que não seja radical.
JC - Com quais partidos o senhor tem conversado? 
Ciro - Ninguém está acertado com ninguém. Está todo mundo achando que o Lula não é candidato, e todos querem a simpatia dele para herdar a popularidade. Estou conversando com o PCdoB ou PSB, não acertando aliança porque as siglas já têm candidatos.
JC - Se o Lula não puder concorrer, quem apoia o petista apoiaria o senhor? 
Ciro - Naturalmente. Por isso essa agressividade, este desespero. Na medida em que Lula saia, ninguém inventa candidato, e eles vão querer inventar um. O mais grave é inventar um, e o próprio Lula pendurado em liminares, porque não acredito que ele vá se prestar a esse papel, que introduziria uma deslegitimação do processo. Mas não vou dar palpite.
JC - Além de PCdoB e PSB, o senhor está pensando em alguns partidos de centro-direita? O PP compôs a base da Dilma. 
Ciro - Você acha que alguém ainda responde a esses critérios no Brasil? Eu sou candidato à presidência do Brasil, não é à madre superiora do convento. Estou com um projeto de desenvolvimento nacional que precisa interagir com o Brasil real. Vou pedir muito ao povo que não me mande a Brasília com as mãos e os pés amarrados, vou pedir que votem em deputados federais e senadores que tenham afinidade com esse conjunto de valores estratégicos. Mas ao mesmo tempo, já afirmo: quem o povo eleger, é com ele que o povo vai negociar. Eu sou do ramo.
JC - E o PMDB? 
Ciro - PMDB me fará oposição. Mesmo que queira se vender, eu não compro. O PMDB será levado à destruição, vou partir para destruir o PMDB.
JC - De que forma? 
Ciro - Democrática e politicamente. Tirando o oxigênio deles, que é roubar do governo. Já para a eleição, quero distância deles. A gente tem de respeitar as peculiaridades e jamais houve uma aliança central brasileira, nem na democracia antes de 1964, nem depois, nem com verticalização autoritária, fazer com que uma aliança central se reproduzisse embaixo. Mas eu tenho recomendado aos meus companheiros para evitar.
Perfil Ciro Ferreira Gomes,
60 anos, nasceu em Pindamonhangaba, em São Paulo, mas se radicou em Sobral, no Ceará. É advogado, professor universitário, escritor e ocupou diversos cargos eletivos na história da política brasileira. É vice-presidente do PDT. Entre as funções que ocupou, a de governador do Ceará foi a que mais o projetou, entre março de 1991 e setembro de 1994, quando sai para ser ministro da Fazenda no governo de Itamar Franco (PMDB), sucedendo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que disputaria e venceria para o primeiro mandato na presidência. Ciro ocupou a pasta da Integração Nacional no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT, 2003-2006). A família do ex-governador tem trajetória política no Ceará - o pai José Euclides Ferreira Gomes foi prefeito de Sobral por três mandatos, e os irmãos Cid e Ivo Gomes também ocuparam cargos eletivos. O pedetista concorreu à presidência da República por duas vezes, em 1998 e 2002 pelo PPS. Filiou-se ao Pros em 2013, e em 2015 acabou migrando ao PDT.
- Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/01/politica/606103-eu-sou-candidato-a-presidencia-do-brasil--afirma-ciro.html)

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Fake news e o cascalho nas eleições de 2018

Talvez a única certeza dessa eleição é que as fake news disseminadas na internet terão um papel relevante na definição dos votos de algumas pessoas. Na verdade, esse tipo de notícia sempre esteve presente nas eleições, sendo espalhadas pela mídia tradicional, por encomenda dos poderosos da vez (quando o poderoso não era o próprio dono do meio de comunicação).
A particularidade do momento atual é a possibilidade de descentralização da produção de notícias falsas. Por mais que recaia grande desconfiança sobre a neutralidade dos algoritmos que regulam o fluxo de informação na internet, privilegiando candidatos e ideias de algum campo ideológico (ou aqueles que pagam mais), e a certeza de que grandes empresas do ramo da informática trabalharão para distorcer esse fluxo de informação em favor de quem contratá-las, a produção de fake news em escala, feita de forma anárquica, pode furar alguns bloqueios e causar problemas até nas candidaturas patrocinadas pelo baronato.
A guerra para combatê-las, uma a uma, será infrutífera pelo volume e rapidez com que uma mentira pode ser criada e espalhada pela rede. E esse combate precisaria ainda se dar em diversos níveis, já que algumas fake news vêm acompanhadas de “provas”: recortes de frases, às vezes incompletas, tiradas do contexto, fotos montadas, testemunhos forjados etc. Definitivamente, a mentira não tem mais perna curta e, em maior ou menor grau, aseleições serão marcadas por esse alongamento de suas pernas.
Um vídeo da suposta porsche de ouro do filho de um candidato, ou uma foto alterada, que troca um saudável Marlboro sem filtro por um cigarro de maconha, circulam velozes pelo Whatsapp, causando revolta nos desavisados e entusiasmo nos mal-intencionados. Títulos chamativos ainda acentuam a mentira e, formulados no espírito dos click baits (iscas de clique), aumentam as visualizações e compartilhamentos.
No inevitável mundo da pós-verdade, o caminho que resta é preparar a população para essa realidade. Há que se construir uma nova relação com a informação – desconfiar, verificar e, principalmente, resistir à tentação da confortável vida na bolha que só a internet permite, onde os adversários assumem o monopólio dos defeitos e os aliados são santificados. “Suave é ao homem o pão da mentira, mas depois a sua boca se encherá de cascalho.” (Provérbios 20:17)
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http://portaldisparada.com.br/politica-e-poder/pseudo-pragmatismo-a-doenca-infantil-do-petismo/

Pseudo-pragmatismo: 

A doença infantil do petismo


O balanço do campo da esquerda sobre a experiência do PT no Governo Federal, geralmente, tem dois lugares comuns: política macroeconômica neoliberal e excessiva conciliação de classes. Os petistas se defendem de várias formas, mas basicamente se apoiam num mesmo argumento: pragmatismo. Mesmo quando setores minoritários do PT fazem alguma autocrítica, são no sentido de justamente acusar o excesso de pragmatismo adotado pela cúpula partidária durante os 13 anos no poder.
Minha opinião sobre a questão econômica basicamente converge com a dos setores não-petistas de que o PT seguiu o mesmo modelo neoliberal implementado pelo governo FHC, o chamado tripé macroeconômico. O momento econômico internacional era favorável com o boom das commodities gerando divisas, crescimento econômico, possibilitando o pagamento da dívida externa, proteção ao câmbio e alguma distribuição de renda através de políticas sociais e consumo. Não tivesse adotado o tripé macroeconômico, poderia ter enfrentado a desindustrialização crônica do Brasil.
Mas não é disso que quero falar agora. Quero expor uma visão diferente sobre o problema do pragmatismo das escolhas do PT, ou seja, sobre a política petista perante a estrutura do Estado brasileiro. Defenderei que as alianças petistas não foram o problema central de sua política de coalizão, e sim a ausência de um projeto nacional a ser negociado com os aliados. Além disso, pretendo argumentar que o PT também tem sua parcela de responsabilidade pelo avanço autoritário do corporativismo judicial do Ministério Público e do Judiciário.
  1. Ausência de projeto nacional e alianças fisiológicas
Lula foi eleito com mais de 52 milhões de votos, e o PT elegeu 91 deputados federais em 2002. Mesmo levando em conta que a democracia liberal é característica do capitalismo, e que o programa do PT nunca foi revolucionário, mas reformista, é perfeitamente factível dizer que Lula podia ter se relacionado diretamente com as massas para fortalecer ainda mais essa força conjuntural que tinha, assim como tentou fazer nos dois últimos anos para tentar salvar Dilma (e a si mesmo), chamando o povo às ruas para pressionar o Congresso e o Judiciário. O Brasil seria outro.
De fato, a cúpula petista optou pelo expurgo da esquerda do PT que se opunha às medidas antipopulares como a reforma da previdência, a quase ausência de reforma agrária e a dominação do setor financeiro na política econômica, e priorizou a governabilidade dando protagonismo aos setores mais fisiológicos do PMDB, culminando com a vice-presidência do golpista e corrupto, Michel Temer. Traíram seus aliados à esquerda e enfraqueceram bancadas ideológicas por acordos fisiológicos mais fáceis de cooptar em torno de programa nenhum. O PT nunca negociou propostas políticas, somente transacionou dinheiro, cargos e votos.
Desmobilizaram os movimentos sociais que foram decisivos durante a década de 90 para consolidar a candidatura de Lula como principal liderança da esquerda brasileira. Apostaram no apaziguamento para não desgastar o governo, ao invés de apostar na força popular para governar à esquerda. O PT enfraqueceu a esquerda com o pretexto de não deixar a esquerda enfraquecer o governo. No entanto, naquele domingo da vergonha nacional, a votação do impeachment de Dilma na Câmara, os únicos que votaram com o PT foram aqueles da minúscula esquerda parlamentar que o PT nunca deixou participar do poder e se fortalecer.
Além disso, escolheram uma impossível conciliação com os meios de comunicação. Roberto Requião conta que José Dirceu chegou a declarar: “O governo já tem a sua TV, é a Globo“, ao se opor aos setores do governo que queriam regulamentar, desmonopolizar e pluralizar a comunicação de massas. A Globo, que nunca escondeu seu preconceito contra Lula, o PT, e toda a esquerda, mesmo a que estava fora do governo, hoje repete seu histórico papel contra o povo como em 1964.
No entanto, discordo de setores da esquerda que atribuem todas as mazelas do País à “conciliação de classes” feita pelo PT, como se essa expressão fosse uma categoria científica oposta conceitualmente à luta de classes. As alianças, acordos e compromissos, fazem parte do processo político e da conquista da hegemonia. O problema do PT não foram as alianças como método, pelo contrário, foi o conteúdo (ou ausência) de seu programa.
Na condição de líder do pacto político em torno do Poder Executivo de um país capitalista, um partido político deve negociar com seus aliados o seu programa, mas para isso é preciso ter um projeto claro e com um núcleo inegociável de prioridades evidentes desde antes da chegada ao poder. O PT nunca teve um programa alternativo ao neoliberalismo para além de políticas compensatórias e um discurso social acentuado totalmente deslocado do problema da produção e da globalização financeira. Um projeto de País não pode ser apenas promessa de redistribuição de renda em abstrato. É preciso também de um projeto de industrialização e de rebeldia perante a hegemonia do capital financeiro internacional.
O senso comum da esquerda não-petista argumenta que esse núcleo inegociável do projeto nacional torna impossível qualquer aliança ou compromisso com setores para além da classe trabalhadora e dos movimentos sociais. A história brasileira prova o contrário. Getúlio Vargas enfrentou e negociou com o imperialismo em termos muito mais favoráveis, pois liderava um arco muito complexo de alianças entre setores trabalhistas, industriais, agrários e militares, até finalmente ser abatido pelo golpismo. Juscelino Kubitschek sofreu duas tentativas de golpe, e mesmo assim conseguiu manter a aliança entre PSD e PTB para liderar o Brasil em seu momento de maior desenvolvimento econômico, social e cultural. O que Getúlio e JK tinham em comum era um projeto nacional claro e cristalino para contrapor ao projeto imperialista imposto de fora pra dentro.
  1. Moralismo petista, autoritarismo judicial e imperialismo
Além da ausência de projeto nacional, as escolhas políticas do PT perante o Judiciário também se submeteram ao idealismo liberal da “independência dos poderes”. Se Fernando Henrique Cardoso tinha o seu “Engavetador Geral da República” no Ministério Público Federal, Lula transformou o MPF num poder praticamente autônomo, dando total liberdade para a corporação impor o comando que bem entendesse à Procuradoria Geral da República. Isso para não falar das nomeações absolutamente injustificáveis ao Supremo Tribunal Federal. Basta lembrar que a primeira nomeação de Lula foi Joaquim Barbosa, em detrimento de Fábio Konder Comparato, cogitado à época.
O PT acreditou no mito de que as instituições da democracia liberal são neutras e funcionam de fato democraticamente. Nomeou tanto no Ministério Público como na cúpula do Judiciário, figuras absolutamente descoladas de qualquer projeto nacional progressista. Ora aceitavam imposições à direita como Joaquim Barbosa, que fez sucesso com a esquerda por ser o primeiro negro do STF, ou Luiz Fux ligado à facção de Sérgio Cabral no Rio de Janeiro, ora apostaram num aparelhamento tosco com figuras de baixíssima estatura política como Dias Toffoli, que à primeira dificuldade e pressão mudou de lado, tornando-se lacaio de Gilmar Mendes dentro da corte.
Evidentemente, nem o aparelhamento vulgar, como o fazia Fernando Henrique no MPF ou no STF com Gilmar Mendes, o PT conseguiu reproduzir, e muito menos conseguiu nomear figuras independentes, fortes e qualificadas, quando tentou. Citei Fabio Konder Comparato apenas porque foi realmente cogitado à época como uma das figuras fortes que poderiam ter cumprido um papel altivo no STF. Mas a questão aqui é a oscilação entre um pragmatismo completamente ineficaz e um irrealismo inacreditável perante as instituições estatais.
Esses erros do PT em relação ao Judiciário e ao Ministério Público ficam agora ridiculamente óbvios com o avanço da Lava Jato sobre a política brasileira. No entanto, esse protagonismo judicial faz parte de um movimento geral da regulação capitalista na passagem do século XX para o XXI. No período do pós-guerra havia um forte protagonismo do Poder Executivo na regulação capitalista, no entanto, o neoliberalismo vem acompanhado de um deslocamento desse protagonismo e passa a dar cada vez mais peso ao Poder Judiciário evidenciado pelo aumento flagrante doativismo judicial e da judicialização da política.
Essa mudança compõe também uma nova estratégia do imperialismo para os países subdesenvolvidos. Nos anos 90, foi a guerra às drogas que motivou intervenções paramilitares dos EUA na América Latina a exemplo da Colômbia. Nos anos 2000, foi o combate à corrupção internacional que fecundou múltiplos novos instrumentos jurídicos de intervenção e violação de soberania em diversos países da periferia do capitalismo.
Não é à toa que todos os escândalos da Lava-Jato são relacionados a empresas que passaram a competir com empresas norte-americanas em mercados internacionais, por exemplo, na África e América Latina. O próprio instituto da delação premiada é uma novidade no sistema jurídico brasileiro copiado dos EUA e implementado no governo de Dilma Rousseff. Além disso, a Lava-Jato atua em acordos de delação internacionais com o Departamento de Justiça dos EUA, e alguns desses acordos inclusive correm em segredo de justiça, conduzidos pelo Procurador Geral da República sem controle do poder político brasileiro, diferentemente dos EUA. Todos esses fatos acontecem paralelamente a todas as denúncias internacionais de espionagem e sabotagem realizadas pelos EUA e trazidas à público pelos vazamentos doWikileaks e de Edward Snowden, inclusive fatos envolvendo Dilma e aPetrobrás.
Esse processo não se trata de uma teoria conspiratória segundo a qual, procuradores e juízes foram cooptados por agentes secretos norte-americanos. O que ocorre é de um lado desdobramento da ideologia jurídica emanada do centro para a periferia através de teorias neoconstitucionalistas que culminam num ativismo judicial corporativista, numa relativização cada vez maior de garantias processuais, e na consolidação de uma lawfarepermanente. Esse processo de hegemonia ideológica está atrelado ao discurso neoliberal de busca pela eficiência, e ao mesmo tempo fortalece ações diretas de cooperação entre as corporações judiciais brasileiras e a justiça norte-americana contra as grandes empresas brasileiras.
Dessa forma, seria uma crítica voluntarista atribuir o fortalecimento do autoritarismo corporativo-judicial apenas aos erros do PT, mas é preciso apontar que também nessa questão as formulações petistas se adequam ao quadro geral da hegemonia neoliberal. O discurso moralista, contra a corrupção em abstrato, colocando-se como arauto da ética, foi a marca do PT nos anos 90 enquanto oposição. A diferença é que as corporações judiciais nunca estiveram à disposição do PT, e como se pode ver também não pretendem se submeter ao PSDB ou PMDB e nenhum outro poder político, apesar da breve aliança que fizeram para derrubar Dilma e o PT. O que está acontecendo é um fato transformador das estruturas de poder no Brasil. Com apoio do Departamento de Justiça norte-americano e da Rede Globo, apareceu na seara política nacional um novo “partido”, o Partido da Lava Jato, que não é a direita tradicional do PSDB, é uma articulação de interesses nova e peculiar, com projeto próprio de poder, e que por um bom tempo foi também embalado pelo discurso moralista do PT.
A luta entre os poderes políticos e a Lava Jato está só começando, e todos os avanços que o PT pode reivindicar de sua experiência histórica no poder estão em risco não importa quem vencer as primeiras batalhas. Pragmatismo é entregar o secundário, para ganhar o principal. O PT entregou o principal, para ganhar o secundário, praticando um pseudo-pragmatismo que só o enfraqueceu ao invés de fortalecer. O impeachment foi apenas o golpe final, e como tal, veio para fazer o que golpes sempre fazem: destruir todas as poucas conquistas democráticas e sociais do povo brasileiro, e entregar o patrimônio nacional para o imperialismo.

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Como nossos pais - Belchior, Ciro Gomes e Elis Regina


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http://blogdoeliomar.com.br/o-verdadeiro-ciro-gomes-que-luizianne-parece-nao-conhecer/

1) Ciro Gomes é o prefeito que mantém, até hoje, o recorde de aprovação em Fortaleza, bem como o recorde de aprovação como Governador do Ceará.
2) Político do executivo estadual que mais valorizou as mulheres, ao garantir o primeiro escalão do Governo do Estado mais feminino da história cearense.
3) Um dos raros casos no Brasil de um ex-governador que abriu mão de aposentadoria com dinheiro público (que hoje daria mais de R$ 80 mil mensais).
4) Em apenas 90 dias, realizou as obras do Canal do Trabalhador e salvou a Região Metropolitana de um colapso de falta d’água.
5) Como governador, recebeu o histórico Prêmio Internacional Maurice Pate do UNICEF de combate à mortalidade infantil.
6) O governador que idealizou e iniciou as obras do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e um dos governantes que mais investiram na promoção da cultura.
7) Foi com Ciro Gomes que a Transposição do São Francisco saiu do papel, quando ele foi Ministro da Integração do Governo Lula.
8) Foi o Ministro de Itamar Franco que salvou o Plano Real, ao enfrentar os banqueiros especulativos que tentaram matar o Real logo no seu nascimento.
9) É atacado por seu temperamento e por falar exatamente o que pensa (o que muitos defendem ser uma qualidade, tendo em vista que seria melhor ter um indignado com o que acontece com o Brasil como presidente em vez de algum outro suposto lord de conversa mansa e falsa).
10) Um dos raros casos de político brasileiro que não usou sua influência nem para acessar financiamento público subsidiado para construir império empresarial pessoal ou rede de mídia em sua base política.
11) Está há 30 anos na política e, mesmo tendo passado pelos mais altos cargos com ordenação de despesa, mantém uma invejável e histórica ficha limpa.
12) Único político brasileiro que foi deputado, prefeito, governador e ministro, que luta há anos contra a exorbitante taxa de juros que está no centro da grave deficiência competitiva brasileira.
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Selecionadas:

Roda Viva | Ciro Gomes | 28/05/2018


Sabatina de Ciro Gomes ao Correio Braziliense



SABATINA COM CIRO GOMES - UOL/FOLHA/SBT


Ciro Gomes no evento do #TodosComCiro e #TimeCiroGomes [Brasília]


Presidenciáveis 2018 | Ciro Gomes na Amcham Brasil


FERNANDO MORAIS ENTREVISTA CIRO GOMES




Internacionais:
Ciro Gomes na Esade Business School em Barcelona (24/03/2018)




CIRO GOMES — Sorbonne (Paris) [28/03/2018]


Ciro Gomes na Universidade de Sussex, na Inglaterra (27/03/2018)



RFI Convida Ciro Gomes


Ciro Gomes no Brazil Conference at Harvard & MIT (06/04/2018)
(Esse aqui foi o motivo do Ciro Gomes não ter ido no Evento de São Bernado do Campo quando foi decretado a prisão do Lula)


Ciro Gomes na TV Thathi (02/05/2018)


Ciro Gomes na Câmara de Comércio Brasil-Suécia em Estocolmo, Suécia (15/05/2018)
(Foi nesse dia que começou a polêmica sobre o "Inglês" do Ciro Gomes)



Junho:

Ciro Gomes no programa "Samuel Ferreira Entrevista" (04/06/2018)


CIRO GOMES NA ARGENTINA (UBA) [08/06/2018]



Ciro Gomes brilha no fórum da liberdade



Ciro Gomes no Seminário Internacional de Segurança Pública (05/06/2018)






Maio:

Eleições 2018 - Reformas e Desenvolvimento | Almoço com Ciro Gomes
Este foi o segundo encontro da série de palestras que o Club Transatlântico organizou com os presidenciáveis. Realizado em 29 de Maio de 2018.


Ciro Gomes em evento sobre biocombustíveis no Brasil (30/05/2018)


Ciro Gomes na XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios (22/05/2018)


Ciro Gomes no Congresso Nacional de Hotéis em Fortaleza (18/05/2018)


Ciro Gomes - Discurso na XXII CNLE (10/05/2018)


Ciro Gomes, Boulos e Manuela D'Ávila - EVENTO COMPLETO - UNALE [10/05/2018]


Ciro Gomes no Sindicato do Comércio Varejista de Volta Redonda (09/05/2018)




Abril:

CIRO GOMES — Palestra na UGT [27/04/2018]


Ciro Gomes fala no Sindicato dos Metalúrgicos em São Paulo (27/04/2018)


Ciro Gomes em palestra na UNINOVE em SP (24/04/2018)



Ciro Gomes em mesa de bar no Rio de Janeiro (17/04/2018)


Ciro Gomes no evento Conexão Empresarial em MG (16/04/2018)


Ciro Gomes no sindicato ASSUFOP em Ouro Preto (16/04/2018)


Ciro Gomes no Programa Paulo Oliveira da Rádio Verdes Mares (13/04/2018)



Ciro Gomes na Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (12/04/2018)


Entrevista de Ciro Gomes pra TV Diarinho (10/04/18)


Ciro Gomes em entrevista à Kennedy Alencar na CBN [10/04/2018]



Band Eleições: Ciro Gomes 



Ciro Gomes no Congresso dos Municípios em Santos-SP (03/04/2018)


XXI Marcha | Ciro Gomes


Março:





Jogo do Poder RJ: Ciro Gomes (18/03/2018)


Ciro Gomes conversa com a Frente Favela Brasil no Rio de Janeiro  (17/03/2018)


Ciro Gomes em debate na UNB [06/03/2018]


Ciro Gomes em entrevista ao Poder 360 [08/03/2018]



Entrevista de Ciro Gomes para a MKKWeb Rádio (13/03/2018)



Ciro Gomes na Casa do Saber, em São Paulo (12/03/2018)


Ciro Gomes 2018: Ato de lançamento da sua Pré-Candidatura (08/03/2018)


Ciro Gomes na rádio católica Shalom 690, em Fortaleza (05/03/2018)


CIRO GOMES — DCE Unifor (Fortaleza) [05/03/2018]


CIRO GOMES — Entrevista à Rádio Padre Cícero [02/03/2018]


Ciro Gomes no programa '90 minutos' com Datena na Rádio Bandeirantes (01/03/2018)



Ciro Gomes, Empreendedorismo | Palestra no CEFET/RJ


Fevereiro:

Ciro Gomes na Acix em Xanxerê-SC (28/02/2018)


CIRO GOMES — Palestra na Uniarp (SC) [27/02/2018]


Ciro Gomes no seminário do SindSaude do Distrito Federal (23/02/2018)


Ciro Gomes na ACIC em Caçador-SC (27/02/2018)



Entrevista completa de Ciro Gomes à Mônica Bergamo - Folha de São Paulo (20/02/18)


ENTREVISTA - CIRO GOMES





PALESTRA CIRO GOMES “O Rumo Certo para o Brasil”
LOCAL: HOTEL TAMBAÚ JOÃO PESSOA-PB

DATA: 18/12/2017

COBERTURA: RADCOM VOZ POPULAR

VÍDEO: PÁGINA OFICIAL DA VICE GOVERNADORA DA PARAÍBA LÍGIA FELICIANO


CIRO GOMES (18/12/2017) - Em Campina Grande (PB)



Diálogo sobre o Rio Grande e o Brasil que queremos, com Ciro Gomes e Jairo Jorge.
16 de dez de 2017



Ciro Gomes: Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, RJ, 13/12/17
Canal Conversa Civilizada: canal criado para discutir temas atuais, de modo civilizado e cordial. Ideias podem ser discutidas sem que, para isso, sejam usadas ofensas pessoais em ambiente odioso.

Espaço democrático. Sem ofensas. Tudo pode ser dito, civilizadamente.

Comentários com tom odioso, xingamentos, acusações infundadas e fanatismo serão filtrados.

Todos são bem-vindos. Apesar das diferenças políticas, somos irmãos e filhos da mesma pátria. Quanto mais discutirmos ideias e não trocarmos gritos e ofensas, melhor. Todos ganham.

Vamos construir, JUNTOS, direitistas, centristas e esquerdistas uma Conversa Civilizada?

Vamos ouvir a ideia do outro e não o grito do outro?




Argonautas entrevistam Ciro Gomes
Os Argonautas convidaram o ex-governador do Ceará Ciro Gomes para conversar um pouco sobre economia, educação e sociedade. A conversa ficou fantástica!


Entrevista de Ciro Gomes ao programa 15 Minutos.


Ciro Gomes já se declarou um argonauta. Venha para nossa comunidade!


Ciro Gomes (12/12/2017) live na sua página oficial do facebook



Ciro Gomes na AEEL em 12.12.2017
Após ao debate no auditório da Associação dos Empregados da Eletrobras (AEEL), Ciro Gome dá uma entrevistas para os Jornalistas presentes.


Ciro Gomes - Encontro PDT Jundiaí



CIRO GOMES — Universidade Católica de Brasilia [07/12/17]
Ciro participa de debate na Universidade Católica de Brasilia.



CIRO GOMES — SEAA (RN) [06/12/17]
Ciro palestra no SEAA, Semana Ativa do Administrador - RN. Ao final, responde duvidas e questões dos presentes.


CIRO GOMES - UFERSA/campus de Caraúbas-RN



CIRO GOMES (04/12/2017) - Palestra na FIEC (Fortaleza)


Ciro Gomes em evento do PDT em Fortaleza (30/11/2017)


FunTV: Cláudio Ary entrevista Ciro Gomes na EXPOLOG 2017.


Ciclo de Debates | Martí discute o Brasil com Ciro Gomes, direto do auditório Unisanta
Debate realizado pela Associação José Martí, no auditório da Universidade Santa Cecília em Santos.
11 de dezembro de 2017


CIRO GOMES VISITA FRIBURGO - TV DO POVO CANAL 3


CIRO GOMES — UNAR [15/11/17] - Palestra Completa
Ciro em palestra para professores e estudantes do Centro Universitário de Araras.


Ciro Gomes na UNIMEP, em Piracicaba - SP (13/11/2017)


CIRO GOMES — UFMG [08/11/17]
Brasil: Desenvolvimento Urgente foi o tema da palestra de Ciro e Renato Rabelo, na Universidade Federal de Minas Gerais. Ao final a mesa respondeu perguntas e antagonismos dos presentes


CIRO GOMES (08/11/2017) - Na EMATER/MG (Belo Horizonte)


Ciro Gomes na Entrevista Especial com Bob Fernandes na TVE (07/11/2017)


Mário Kertész Entrevista Ciro Gomes - 01/11/2017



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Todos os partidos de Ciro Gomes


O Ciro trocou de partido várias vezes...
É verdade.. 
Está aí TODAS as explicações...

https://www.youtube.com/watch?v=MGrOizlMEzw
https://www.youtube.com/watch?v=JwlQC2ti-SI
https://www.youtube.com/watch?v=Yv2T8rOqOuQ
https://www.youtube.com/watch?v=i8eU31sKr3E
https://www.youtube.com/watch?v=y1iNeEMFJbM
https://www.youtube.com/watch?v=7cem3_ExpFM

Sobre o PDS:

#3 Ciro Gomes apoiou a ditadura e fez parte da ARENA?
Não. José Euclides, o pai de Ciro, foi prefeito de Sobral entre 1977 e 1982. Ele era filiado a ARENA local, usada para abrigar candidaturas como a do próprio José Euclides?—?desligada da política nacional. Quando o pai era prefeito, Ciro foi designado procurador do município e, em 82, se candidatou a deputado estadual. Até então, o jovem advogado não havia se filiado a nenhum dos poucos partidos políticos que então se reorganizavam, nos estertores da ditadura. No afã de eleger o filho, José Euclides conseguiu ajeitar (fora do prazo) a candidatura de Ciro no PDS, sucessor da ARENA. Como não era simpático aos coronéis das velhas famílias que dominavam Sobral e também não concordava com os candidatos do partido que se opunha às Diretas Já, Ciro Gomes defendeu o “voto camarão” (eleger vereadores e deputados; votar em branco para prefeito e governador). Eleito deputado, com cerca de 18 mil votos (a maioria de eleitores sobralenses), migrou para o PMDB, em 1986. No livro Ciro Gomes no país dos conflitos, ele afirmou que o PDS do Ceará era melhor, porque era livre de cartilhas e não cerceava seus filiados, enquanto o PMDB era uma “canalha” que “não vale nada”.

Sobre o PMDB:
A sua entrada já estava definida desde a entrada no PDS.
A sua saída foi devido a turma do Sarney/Oreste Quercia.
O ciro já é oposição ao PMDB a décadas.

Sobre o PSDB:
A sua entrada foi desde a fundação, saiu uma turma do PMDB que não concordavam com a roubalheira do PMDB para formar um partido SOCIALISTA E DEMOCRÁTICO.
A sua saída no início do governo FHC, devido a aliança com o PFL e a percepção que o governo FHC não faria o que sonharam na fundação do partido.
Saiu do partido por ser anti-Neo-Liberalismo e percebeu que o FHC faria um governo Neo-Liberalista. Não compactuou com isso.
O ciro já é oposição ao PSDB a décadas.

Sobre o PPS:
Demorou um tempo da saída do PSDB para a entrada no PPS.
Lembrando que Partido Popular Socialista era a continuação do partidão PCB Partido Comunista Brasileiro.
A militância do partido seguiu depois de ter escrito um livro anti-Neo-Liberalismo.
Usou o partido para disceminar as idéias do livro.
O partido saiu de 2 deputados federais para 2 governadores, 26 deputados federais e um candidato a presidente terceiro nas eleições.
Saiu do PPS quando esse aliou-se ao PSDB - principal partido Neo-Liberal da época, e se opôs ao governo Lula.
Como ele foi convidado a integrar o governo Lula, não quis fazer isso num partido oposicionista.

Sobre o PSB:
Foi convidado pelo Miguél Arraes e seu neto Eduardo Campos. Partido Socialista Brasileiro.
Lá ficou anos rodando o país como ministro da integração nacional com a promessa de ser candidato a ser o sucessor de Lula em 2010.
Eduardo Campos e Lula se acertaram e foi lançado a Dilma.
Saiu do partido depois de muitas críticas ao governo PT-PMDB que o PSB apoiava, apoiava com planos de lançar candidato em 2014, o que é um apoio meia-boca.

Sobre o PROS:
Ficou pouco tempo. Largou quando o presidente do partido resolveu comprar um helicóptero com o fundo partidário.
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Retirado em 16/01/2017:


GOMES, Ciro
*gov. CE 1991-1994; min. Faz. 1994; cand. Pres. Rep. 1998 e 2002; min. Integr. Nac. 2003-2006; dep. fed. CE 2007-2011

Ciro Ferreira Gomes nasceu em Pindamonhangaba (SP) no dia 15 de novembro de 1957, filho do cearense José Euclides Ferreira Gomes Filho e da paulista Maria José Ferreira Gomes.

Sua família paterna militou na política cearense desde a proclamação da República, quando seu bisavô José Euclides Ferreira Gomes se tornou prefeito de Sobral, cargo que mais tarde também seria ocupado por seu avô e seu pai. Seu irmão Cid Gomes foi deputado estadual (1991-1996), prefeito de Sobral (1997-2005), governador do Ceará por dois mandatos (2007-2015) e em 2015 foi Ministro da Educação no governo Dilma Rousseff. Ivo Gomes, outro de seus irmãos, exerceu o cargo de deputado estadual cearense por diversos mandatos. Seus tios paternos também exerceram cargos políticos: João Frederico Ferreira Gomes foi deputado estadual no Ceará. Vicente Antenor Ferreira Gomes, conhecido como Nôzinho, foi deputado estadual e prefeito do município cearense de Itapipoca. Entre os primos, Pimentel Gomes foi deputado federal (1995-1999; 2001-2002; 2003) e Tin Gomes atuou como vereador em Fortaleza e posteriormente como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Ceará.

Quando Ciro tinha três anos de idade, a família mudou-se para Sobral. Após concluir o curso secundário em uma escola pública da cidade, transferiu-se para Fortaleza e ingressou em 1976 na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (Ufce). Na faculdade, militou ativamente em um grupo denominado Habeas-Corpus, ligado à esquerda católica, mantendo — segundo seu depoimento, publicado no livro No país dos conflitos — “um certo alheamento da luta partidária”. Em 1979, ano da reabertura da União Nacional dos Estudantes (UNE), candidatou-se à vice-presidência da entidade em uma chapa social-democrata considerada pelos grupos mais radicais da entidade como de direita. Formou-se no fim desse ano.

Depois de formado, voltou a Sobral para lecionar na universidade local e advogar. Na ocasião, seu pai havia sido eleito prefeito da cidade na legenda do Partido Democrático Social (PDS) em oposição ao grupo de Virgílio Távora, um dos três principais coronéis da política cearense. Em 1982, preocupado com sua sucessão e com a preservação da herança política da família, José Euclides conseguiu incluir o nome de Ciro na lista de candidatos do PDS à Assembleia Legislativa do Ceará, mesmo tendo-se esgotado o prazo de filiação. Segundo seu próprio depoimento, Ciro aceitou a candidatura sob a condição de fazer uma campanha completamente livre para defender suas idéias, sem constrangimentos por parte do PDS. Com um discurso voltado contra as elites cearenses e defendendo o “voto camarão”, forma de protesto da oposição que induzia o eleitor a votar apenas para deputado federal e estadual, prefeito e vereador, deixando em branco os votos para senador e governador, conseguiu eleger-se. Foi o deputado mais votado em Sobral, onde obteve 11.600 votos.

Assumindo o mandato em fevereiro de 1983, pronunciou-se contra o governador eleito pelo seu próprio partido, Luís Gonzaga Mota (1983-1987), e chamou a atenção da imprensa local ao reintroduzir no Legislativo cearense o debate sobre as questões nacionais, democracia, liberdade, reforma social e “até assuntos internacionais”, o que teria sido, segundo ele, uma antiga tradição abandonada pela política cearense contemporânea. Foi nesse momento em que se deu sua aproximação com Tasso Jereissati, que presidia o Centro Industrial do Ceará (CIC) e despontava como uma moderna liderança empresarial e política no estado. Convidado pelo comitê de imprensa da Assembleia cearense para realizar uma palestra, Tasso impressionou-se com a atenção e os questionamentos de Ciro e convidou-o a participar de conversas particulares e das conferências promovidas pelo CIC.

As relações entre Ciro e Tasso estreitaram-se ao longo de 1984, durante campanha pelas eleições diretas para a presidência da República e, a seguir, durante a campanha da Aliança Democrática, cujo candidato, Tancredo Neves, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), derrotou Paulo Maluf, do PDS, no Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985. Na ocasião, Ciro já havia deixado o PDS e ingressado no PMDB, para onde também havia se transferido o governador Gonzaga Mota. Segundo ele, o PMDB do Ceará “não valia nada”, havendo grande insegurança quanto ao posicionamento de seus filiados em relação ao apoio a Tancredo Neves.

Após as eleições, e com a crise política aberta pela morte de Tancredo Neves antes de ser empossado, Ciro conta que passou a ser perseguido por Gonzaga Mota até que este decidiu apoiar o nome de Tasso Jereissati para seu sucessor no governo estadual. Segundo seu depoimento, só após um bem-sucedido teste de popularidade em Sobral, onde organizou a primeira reunião política do candidato, foi que Tasso se decidiu a entrar na disputa pelo governo do estado como candidato do PMDB.

Nas eleições de novembro de 1986, enquanto Tasso vencia a disputa contra Adauto Bezerra, candidato do Partido da Frente Liberal (PFL), Ciro conquistou seu segundo mandato de deputado estadual. Convidado por Tasso para exercer a liderança do governo na Assembeia estadual, teve de enfrentar as reações dos parlamentares à política de enxugamento da máquina administrativa promovida pelo novo governador. Seu esforço valeu-lhe o convite de Tasso para disputar a prefeitura de Fortaleza nas eleições municipais de novembro de 1988, dando prosseguimento à estratégia de isolamento político dos coronéis e de extinção do clientelismo no Ceará.

Eleito, assumiu o governo da capital cearense em janeiro de 1989, recebendo, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, uma herança pesada da ex-prefeita Maria Luísa Fontenele, do Partido dos Trabalhadores (PT-CE), que deixou os serviços públicos paralisados e o lixo sobre as calçadas. Em apenas um ano, segundo a mesma reportagem, Ciro limpou as ruas, tapou buracos, reabriu postos de saúde, recuperou escolas e colocou em dia os salários dos 22 mil funcionários do município. No ano seguinte, obteve o melhor índice de aprovação entre os prefeitos das capitais, com 77% da avaliação de seu desempenho como ótimo/bom, segundo a Folha de S. Paulo.

Contudo, após 15 meses à frente de uma bem-sucedida administração municipal, deixou o cargo para, novamente a convite de Jereissati, candidatar-se à sua sucessão no pleito de outubro de 1990, na legenda do recém-criado Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Ao deixar a prefeitura, foi substituído pelo vice-prefeito Juraci Magalhães, do PMDB. Ainda no primeiro turno, obteve 56% dos votos. Saiu vencedor em todas as urnas de Fortaleza, sendo que em três delas contabilizou 100% dos votos válidos. Foi o único governador do PSDB eleito em 1990.



No governo do Ceará

Assumindo o governo em 15 de março de 1991, Ciro incentivou a criação de micro e pequenas empresas pelo interior do estado, deu continuidade ao enxugamento da máquina administrativa iniciado na gestão de Jereissati, combateu a sonegação para aumentar a arrecadação e investiu maciçamente em saúde e educação. Sua gestão transformou-o em campeão de popularidade entre os governadores, com 64% de aprovação, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em julho de 1992. Reduzindo em 1/3 os índices de mortalidade infantil no estado, por meio do programa Viva Criança, propagandeado pelo humorista cearense Renato Aragão, foi o primeiro governante latino-americano a receber, em 1993, o prêmio Maurice Paté, concedido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Para realizar esse trabalho, contou, além do engajamento da Igreja Católica e dos meios de comunicação, com um verdadeiro exército de agentes de saúde que levou assistência médica a 350 mil famílias, atingindo quase 1/3 da população cearense.

Outra obra de impacto realizada em seu governo foi a construção, com a ajuda de pequenas empreiteiras, de um canal de 115 quilômetros para levar as águas do rio Jaguaribe até a capital, numa tentativa de enfrentar os problemas ocasionados pela grande seca sofrida pelo estado em 1993.

No plano político, segundo reportagem publicada pela Carta Capital, Ciro indispôs-se com seu padrinho político no princípio de 1992, ao permitir que fiscais da Secretaria da Fazenda autuassem a empresa Grande Moinho, do grupo Jereissati, sob a acusação de contrabando de trigo. Segundo a revista, a questão foi resolvida após apresentação de documento da Receita Federal autorizando a operação, mas deixou profundas mágoas em Carlos Francisco, irmão de Tasso e administrador das empresas da família, que não se conformou com o fato “do criador Tasso não ter rompido com sua criatura”.

Apesar de ter apoiado, num primeiro momento, a candidatura de Fernando Collor de Melo, eleito presidente da República em 1989, e elogiado seus primeiros atos de governo, passou a defender sua renúncia após as denúncias de corrupção em sua administração, tornando-se alvo de ataques do governo federal, dirigidos também a Tasso Jereissati, que articulava a sustentação de uma eventual ascensão do vice-presidente da República, Itamar Franco, à presidência. Com Tasso, organizou manifestações de rua no Ceará a favor da abertura do processo de impeachment de Collor, cuja admissibilidade acabou sendo aprovada pela Câmara dos Deputados em 29 de setembro de 1992. Após a votação, Collor foi afastado da presidência e renunciou no dia 29 de dezembro, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado. Com sua renúncia, Itamar Franco, presidente interino desde 2 de outubro, foi efetivado no cargo.

No dia seguinte, realizaram-se eleições municipais em todo o país. Nessa ocasião, Ciro sofreu duas importantes derrotas políticas: não conseguiu eleger um correligionário para a prefeitura de Fortaleza — o escolhido pelo eleitorado da capital foi seu secretário de Finanças, Antônio Cambraia, do PMDB, lançado por Juraci Magalhães —, nem para a de Sobral, onde Aldenor Façanha Júnior, do PDS, venceu Raimundo Pimentel, do PSDB.

Parlamentarista, não poupou duras críticas ao PT por ter optado pela defesa do presidencialismo, sistema de governo que seria confirmado pelo plebiscito realizado em 21 de abril de 1993, dificultando uma eventual aliança daquele partido com o PSDB nas eleições presidenciais do ano seguinte.

No início de 1994, rompeu violentamente com o ex-governador de São Paulo e então presidente do PMDB, Orestes Quércia, a quem ameaçou processar por ter chamado a ele e a seu pai, José Euclides, de ladrões, segundo noticiou a Folha de S. Paulo. Também elogiou a gestão de Fernando Henrique Cardoso à frente do Ministério da Fazenda, declarando que sua eventual candidatura à presidência da República não afetaria o sucesso do Plano Real.

Em setembro de 1994, foi surpreendido pelo convite do presidente Itamar Franco para assumir o Ministério Fazenda no lugar do embaixador Rubens Ricupero, que, por sua vez, já havia substituído Fernando Henrique após a desincompatibilização deste para concorrer à presidência da República nas eleições daquele ano em uma coligação formada pelo PSDB, o PFL e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Aceito o convite, foi substituído no governo cearense pelo desembargador Francisco Adalberto Barros de Oliveira Leal, presidente do Tribunal de Justiça do estado, uma vez que seus substitutos naturais, o vice-governador Lúcio Alcântara e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Francisco Aguiar, haviam-se afastado dos cargos para concorrer às eleições de outubro, o primeiro ao Senado e o segundo à reeleição. Deixou o governo do Ceará com o mais alto índice de aprovação – 74% – entre os governadores de 12 estados pesquisados pelo Instituto Datafolha naquele mês, tendo proporcionado ao estado um crescimento de 8% em seu produto interno bruto, assegurado 50% de sua arrecadação mensal para investimentos e zerado suas dívidas interna e externa.

Considerado um “bom comunicador” pelo presidente da República, que se identificava com seu estilo direto, contundente e impetuoso de criticar os adversários, Ciro passou a ser considerado um tucano que não ficava “em cima do muro”. Sua indicação para o Ministério da Fazenda reforçava a posição do PSDB no governo federal e garantia a continuidade do Plano Real.



No Ministério da Fazenda

Sua gestão à frente do Ministério da Fazenda, iniciada em 8 de setembro de 1994 foi marcada pela polêmica, característica de seu estilo. As primeiras medidas que adotou, reduzindo as alíquotas de importação de 445 produtos, e sua interferência nas negociações da greve dos petroleiros para evitar o repasse de aumentos salariais para os preços, comprometeram, segundo noticiou a Folha de S. Paulo, os acordos fechados nas câmaras setoriais entre trabalhadores, empresários e governo, além de colocá-lo em confronto com a equipe econômica que monitorava o Plano Real. Não hesitou em confrontar-se com os sindicalistas, cancelando o acordo fechado pela Petrobras com os petroleiros, que reivindicavam aumento salarial bem acima do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), jogando a categoria em uma das mais longas e tumultuadas greves de sua história.

Para preservar a continuidade do plano de estabilização econômica, também se manifestou contra a proposta de elevação do salário mínimo para cem reais. Com o objetivo de dar mais competitividade à economia, extinguiu a cobrança do PIS/Pasep e do Cofins sobre as exportações. Num esforço para acabar com a indexação na economia, criou a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que deveria substituir a Taxa de Referência (TR) nos financiamentos à produção. Para implementar a TJLP, bateu de frente com o secretário-executivo de seu ministério, Clóvis Carvalho, que, ainda segundo seu depoimento, havia engavetado o projeto. Também tiveram grande repercussão suas declarações chamando de “otários” os consumidores que pagavam ágio na compra de carros populares e de “ladrões” e “canalhas” os empresários que o cobravam, entrando em choque com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) ao classificar como “terroristas” as reações do empresariado paulista às medidas tomadas para conter o consumo.

Em novembro, viajou para Buenos Aires para discutir com o ministro da Economia argentino, Domingo Cavallo, uma ampla pauta de assuntos que incluía desde padrões de embalagens até a política automotriz, e acertar os termos finais do acordo sobre tarifas do Mercosul, que seria assinado no mês seguinte na cidade de Ouro Preto (MG).

Ainda em dezembro, pouco antes de deixar o cargo – em janeiro de 1995 Itamar Franco passaria o governo a Fernando Henrique Cardoso, vitorioso na eleição de outubro de 1994 –, criticou duramente a escolha do senador José Serra (PSDB-SP) para ministro do Planejamento do novo governo, acusando-o de ter combatido a política cambial que sustentava o Plano Real.

Em 1º de janeiro de 1995, foi substituído no Ministério da Fazenda por Pedro Malan. Em seguida, viajou para os Estados Unidos para um período de estudos na Universidade de Harvard sobre os aspectos políticos da inflação brasileira, produto, segundo declarações dadas ao jornal O Estado de S. Paulo, “dos oligocratas, corporocratas e plutocratas” que controlavam o país. Após deixar o ministério, passou a escrever aos domingos uma coluna para o Jornal do Brasil.

Em abril foi acusado pelo deputado Paulo Bernardo (PT-PR) de ter transferido para o novo governo despesas da ordem de 3,3 bilhões de reais, assumidas por Itamar Franco para fechar com saldo positivo o caixa do Tesouro Nacional, atribuiu a Serra a origem da acusação. Atacou também a decisão do governo brasileiro de impor cotas para a importação de automóveis e rever pontos do acordo do Mercosul que haviam sido decididos em sua gestão em conjunto com a mesma equipe econômica que ascendera ao poder com o presidente, criando assim um impasse nas negociações com a Argentina. Mais uma vez criticou José Serra, acusando-o de favorecer a indústria paulista ao introduzir mudanças nas regras de importação.

As críticas a Serra refletiam na verdade uma queixa maior em relação à seção paulista do PSDB. As divergências haviam começado com a disputa pela presidência do partido em 1992, quando Ciro trabalhou pela candidatura vitoriosa de Tasso Jereissati, derrotando o governador de São Paulo, Mário Covas, que apoiava o nome de Euclides Scalco (PSDB-PR). Seus atritos com Mário Covas acirraram-se quando ocupava o Ministério da Fazenda, com a explosão da crise do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), e culminaram quando Covas o processou por ter denunciado, segundo seu próprio depoimento, o tratamento privilegiado que o governo federal vinha dando ao Banespa, em detrimento de outros bancos estaduais que acabaram sendo fechados, como os do Piauí e do Rio Grande do Norte.

Em novembro de 1995, em entrevista a O Estado de S. Paulo, negou ter-se encontrado com o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), José Rainha, que fora acusado de duplo homicídio no estado do Espírito Santo em 1989, e havia apresentado como álibi sua presença no dia do crime em reunião com Ciro, então prefeito de Fortaleza.

Desgostoso menos com a política e mais com os políticos, conforme declarou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, recusou convite do governador Tasso Jereissati para concorrer novamente à prefeitura de Fortaleza nas eleições municipais de 1996, mesmo sendo seu nome o mais cotado do PSDB para ocupar o cargo, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha. Como alternativa, apresentou ao PSDB a candidatura de Maria do Socorro França, que foi derrotada por Juraci Magalhães, do PMDB. Ajudou a articular uma aliança entre o PSDB e o PT para apoiar a candidatura de seu irmão, o deputado estadual Cid Gomes (PSDB-CE), à prefeitura de Sobral, mas este também foi derrotado pelo candidato do PMDB. Na mesma ocasião, sua esposa Patrícia Gomes, ex-militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi eleita vereadora em Fortaleza na legenda do PSDB.

Sem mandato, passou a atacar a “política do Estado mínimo” praticada, segundo seu depoimento, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, e a defender um Estado forte, planejador e dirigista, capaz de fixar metas para a sociedade e de definir políticas sociais e de desenvolvimento para o país. Em artigo publicado pelo Jornal do Brasil, criticou o governo federal pela falta de “um projeto nacional comovente que mobilize a sociedade brasileira” e por ter errado “perigosamente no cronograma das reformas”. Denunciando a “cultura política da conciliação e da transação que sempre marcou o pensamento conservador brasileiro e tem surpreendentemente encontrado em nosso governo uma prática absolutamente inquietante”, criticou o presidente por estabelecer um “modelo de interlocução política desgastante por ser personalista, não institucional, simplificador de complexidades sofisticadas, tudo perdoado em começo de governo, mas de preço caríssimo se levado assim por muito tempo”.

Durante o período que passou nos Estados Unidos, começou a articular com o economista e professor de Harvard Roberto Mangabeira Unger, um dos principais ideólogos do Partido Democrático Trabalhista (PDT), a formação de um grupo voltado para a busca de novas opções políticas para a esquerda latino-americana, que incluía cientistas políticos como o mexicano Jorge Castañeda e políticos como o ex-presidente Itamar Franco, o ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro (PT-RS), e o senador Pedro Simon (PMDB-RS).



Candidatura à presidência e ida para o PPS

Situando-se como um político de centro, em 1997 colocou-se como um eventual candidato da oposição à sucessão de Fernando Henrique Cardoso, que, com a aprovação da emenda da reeleição pelo Congresso naquele ano, poderia concorrer a um segundo mandato consecutivo nas eleições de outubro de 1998. Conforme declarou em seu livro-depoimento, assim fez porque, “se você dissesse que há 20 brasileiros que podem vir a ser presidente da República, eu acho que seria um dos 20”, desde que contasse com apoio popular.

Segundo reportagem publicada pelo Jornal do Brasil, em agosto de 1997 começou a articular com Roberto Freire, senador por Pernambuco e presidente do Partido Popular Socialista (PPS) – criado em 1992 em decorrência de divergências internas no Partido Comunista Brasileiro (PCB) – um movimento que pretendia reunir, em torno de um novo partido ou de uma coligação, setores da oposição descontentes com suas filiações partidárias originais – como os governadores do Paraná, Jaime Lerner, e do Espírito Santo, Vítor Buaiz, que então abandonaram o PDT e o PT para se filiar respectivamente ao Partido da Frente Liberal (PFL) e ao Partido Verde (PV). O objetivo do movimento era buscar alternativas de centro-esquerda para a coalizão de centro-direita que, segundo Ciro, passara a controlar a política nacional após a eleição de Fernando Henrique.

Percebendo a inviabilidade da criação de uma nova legenda capaz de unir a oposição, no final de setembro desligou-se do PSDB e filiou-se ao PPS. No mês seguinte foi lançado pelo PPS candidato à presidência da República. Em junho de 1998, sua candidatura foi homologada, recebendo o apoio do Partido Liberal (PL) e do Partido da Mobilização Nacional (PMN). Seus principais adversários eram o presidente Fernando Henrique e Luís Inácio Lula da Silva, candidato da coligação de esquerda comandada pelo PT e integrada ainda pelo PDT, pelo PCdoB, pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e pelo PCB.

Durante a campanha, Ciro Gomes criticou a política econômica de Fernando Henrique em relação à venda do patrimônio público, à explosão das dívidas interna e externa, e à valorização artificial do real. Seu programa de governo previa a redução drástica dos juros e a adoção de um câmbio flutuante. Em relação ao candidato petista, suas críticas se dirigiram ao fato de Lula não ter vivência administrativa, por jamais ter governado. No último mês da campanha, diante da perspectiva de Fernando Henrique vencer as eleições no primeiro turno, Ciro e Lula cessaram os ataques recíprocos e buscaram aproximar-se na oposição ao presidente. Fernando Henrique foi de fato eleito no primeiro turno, com 53% dos votos, e Ciro Gomes ficou em terceiro lugar, com cerca de 10% dos votos.

O início do segundo mandato de Fernando Henrique, em janeiro de 1999, foi marcado por uma forte desvalorização do real em consequência de uma grave crise financeira iniciada na Rússia que provocou um grande movimento de fuga de capitais dos chamados países emergentes. Para evitar a saída desses recursos, o governo decidiu elevar mais uma vez a taxa de juros, que em março chegaria a 45% ao ano. Como consequência, o Brasil experimentou o maior endividamento público interno de sua história.

Em encontro com Fernando Henrique ainda em janeiro – o primeiro desde sua saída do PSDB em 1997 –, Ciro sugeriu a centralização do câmbio e o controle sobre a fuga de capitais como medidas emergenciais para a crise. Defendeu ainda que o governo procurasse os credores para negociar um alongamento do perfil da dívida. Segundo ele, as dificuldades enfrentadas pela economia brasileira residiam na política econômica “conservadora” adotada pelo governo, e apenas exigir mais sacrifícios da população para cumprir as metas de ajuste fiscal não resolveria o problema.

Ao mesmo tempo que procurava se posicionar criticamente em relação ao governo, Ciro Gomes buscou fortalecer sua aproximação com o PT e com outros setores da oposição. Durante encontro com Lula em abril de 1999, propôs a formação de um movimento suprapartidário que reunisse as diversas correntes oposicionistas em torno de um programa comum para a disputa das eleições presidenciais de 2002. Desse movimento, sairia uma candidatura única de centro-esquerda a ser escolhida em eleições primárias por todos os filiados.

A proposta seria, entretanto, recusada pela direção do PT sob o argumento de que Ciro Gomes não representava uma alternativa real ao projeto do PSDB. Segundo alguns petistas, tal recusa se baseava na posição assumida por Ciro, contra as manifestações da oposição – simbolizadas no slogan “Fora FHC” – que pediam a renúncia ou o impeachment de Fernando Henrique em razão do agravamento da crise econômica e do surgimento de denúncias de corrupção envolvendo o governo. Ciro qualificou as propostas como “golpistas”, sustentando que a busca de uma saída para a crise não comportava o desrespeito às instituições democráticas e ao resultado das eleições. Em mais de uma ocasião, manifestou-se também contrariamente à criação de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) no Congresso Nacional para investigar atos do Executivo. Isso, entretanto, não o impediria de acusar o presidente de “omisso” em relação às denúncias. Em julho de 2002, por exemplo, afirmaria: “Fernando Henrique não rouba, mas deixa roubar”, declaração que teve grande repercussão na imprensa e provocou acirrada troca de acusações entre Ciro e o palácio do Planalto.

Quando Ciro Gomes disputou a presidência da República, em 1998, o PPS contava com 506 vereadores, 32 prefeitos, um senador, três deputados federais e apenas 28 deputados estaduais. Em sua opinião, a falta de estrutura do partido em estados importantes como São Paulo teria sido uma das principais causas de sua derrota. A partir desse diagnóstico, assumiu como sua principal tarefa nos anos seguintes a construção de uma base política mais sólida e orgânica.

Segundo afirmou ao jornal Folha de S. Paulo, sua intenção era tornar o PPS um partido de massas a partir de sua organização nos municípios e, com isso, conquistar a hegemonia no campo da esquerda brasileira. O partido adotou então uma política agressiva de filiações que teve como resultado um aumento expressivo do número de filiados e de partidários com mandatos eletivos. As adesões incluíram desde socialistas e ex-tucanos até antigos partidários de Orestes Quércia e de Paulo Maluf. A estratégia deu certo: em junho de 2000, o PPS registrava cerca de dois mil vereadores, duzentos prefeitos, três senadores, 13 deputados federais e mais de 40 deputados estaduais.

Um importante teste para o partido foram as eleições municipais de outubro de 2000. Ciro esteve à frente das principais articulações feitas pela legenda durante a campanha. Além de apoiar as candidaturas do partido em vários municípios cearenses, assumiu pessoalmente a coordenação da campanha de sua ex-mulher Patrícia Gomes (PPS) para a prefeitura de Fortaleza – Ciro e Patrícia haviam se separado em 1999 e, pouco tempo depois, o ex-governador assumiu relacionamento com a atriz Patrícia Pilar.

 Além de Fortaleza, o PPS lançou candidatos próprios em mais seis capitais. No Rio de Janeiro, integrou uma coligação em apoio à candidatura de César Maia, do PTB. Em São Paulo, porém, a sigla se dividiu entre os partidários da pré-candidatura de Mangabeira Unger – apoiado por Ciro – e os favoráveis a uma aliança com a candidata Luísa Erundina, do PSB. A tese da candidatura própria sofreu forte oposição da direção estadual do partido, levando Unger a desistir da postulação. Derrotado, o filósofo anunciou seu voto na candidata do PT, Marta Suplicy; Ciro também se negou a apoiar Erundina.

O primeiro turno das eleições, em 1º de outubro, revelou o crescimento das oposições em todo o país, principalmente do PT. O PPS também avançou: de 33 prefeitos eleitos em 1996, saltou para 164; de 490 vereadores, passou a mais de 2.500. Proporcionalmente, foi a sigla que mais cresceu. Em Fortaleza, no entanto, o partido sofreu sua pior derrota. Patrícia Gomes, que também teve o apoio do governador Tasso Jereissati, liderou as pesquisas de intenção de voto durante boa parte da campanha, mas foi ultrapassada na reta final e acabou em quarto lugar. No segundo turno, em 29 de outubro, o prefeito Juraci Magalhães (PMDB), em disputa com Inácio Arruda (PCdoB), foi reeleito. No Rio, César Maia, com o apoio de Ciro Gomes, foi eleito após derrotar no segundo turno o candidato à reeleição, Luís Paulo Conde (PFL). Em São Paulo, Marta Suplicy (PT) foi a mais votada no segundo turno em disputa com Paulo Maluf (PPB).



Nova candidatura à presidência

Passadas as eleições municipais, o nome de Ciro Gomes já estava consolidado como um dos pré-candidatos ao pleito presidencial de 2002. Apesar disso, Ciro ainda defendia a unidade das oposições no primeiro turno para enfrentar o candidato governista, chegando mesmo a declarar que estava disposto a retirar o seu nome para formar uma ampla coalizão de centro-esquerda.

Com esse objetivo, aproximou-se do presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, que vinha sugerindo a formação de uma chapa com Ciro e o governador de Minas Gerais, Itamar Franco. Pela proposta de Brizola, a definição do candidato da aliança – que incluiria também o PT – seria feita no curso da campanha, cabendo àquele que reunisse as melhores condições para a disputa. A tese da candidatura única esbarrou, no entanto, na oposição dos petistas, cujo provável candidato, Luís Inácio Lula da Silva, liderava com folga as pesquisas eleitorais. Para Ciro, a candidatura isolada de Lula representava uma "ruptura voluntarista à esquerda" e estava fadada ao fracasso.

Não obstante o crescimento verificado na eleição de 2000, o PPS era ainda um partido com pouca representatividade no cenário nacional. Diante das negativas do PT e da indefinição de Itamar – que viria a apoiar Lula –, Ciro passou a buscar apoio de outras forças a fim de criar uma base de sustentação para seu projeto político.

Um primeiro passo nesse sentido foi dado, em maio de 2001, com a formalização do apoio do PTB à sua candidatura. Ainda nesse mês, num gesto interpretado como o início de uma possível aproximação com o PFL, caracterizou como “linchamento” as críticas endereçadas ao senador baiano Antônio Carlos Magalhães – seu antigo desafeto político –, após este ter sido acusado de mandar violar o painel eletrônico de votação do Senado durante sessão que aprovou a cassação do mandato do senador Luís Estevão (PMDB-DF), em 2000, época em que Magalhães ocupava a presidência da Casa. Na ocasião, Ciro afirmou que a falta do senador não fora “tão grave” e que havia um “clima de histeria no país” a serviço do governo e “de setores da mídia” interessados em “distrair a opinião pública” dos fatos que realmente importavam à nação. Antigo aliado de Fernando Henrique Cardoso, Antônio Carlos Magalhães havia-se rebelado contra o apoio do governo à candidatura de seu adversário Jader Barbalho (PMDB-PA) na eleição para a presidência do Senado em fevereiro de 2001. Acusado de quebra de decoro parlamentar pela violação do painel, renunciaria ainda em maio ao mandato de senador.

Anunciada em fevereiro de 2002, a coligação entre PPS, PDT e PTB, batizada de Frente Trabalhista, sedimentou a candidatura de Ciro. Na época, os principais candidatos à sucessão de Fernando Henrique já estavam praticamente definidos. Além do candidato do PPS, lançaram-se na disputa: Lula, pelo PT; Anthony Garotinho, pelo PSB; e José Serra, pelo PSDB. A novidade era a governadora do Maranhão Roseana Sarney (1995-2002), cuja pré-candidatura havia sido lançada pelo PFL com a intenção de disputar a indicação no campo governista. Até então, Roseana era a candidata da base do governo com maior chance de vitória, chegando a rivalizar com Lula nas pesquisas. A partir de março, entretanto, o apoio à sua candidatura cairia vertiginosamente. Uma ação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal numa empresa de sua propriedade e de seu marido, Jorge Murad, revelou uma suposta participação do casal em irregularidades na extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). A divulgação do caso sepultou as pretensões da candidata. Em abril, Roseana anunciou sua desistência da corrida presidencial, responsabilizando o governo e o candidato José Serra pelas ações em sua empresa. A operação provocou o rompimento do PFL com Fernando Henrique e pôs fim à aliança do partido com os tucanos.

Durante o episódio, Ciro manifestou-se abertamente a favor de Roseana e afirmou que a operação tivera um caráter nitidamente político para favorecer José Serra. Suas declarações abriram definitivamente o caminho para um acordo com o PFL. Uma coligação formal não chegaria a se concretizar, mas Ciro recebeu o apoio de lideranças pefelistas expressivas, como o ex-senador Antônio Carlos Magalhães e o presidente do partido, Jorge Bornhausen. Roseana Sarney, no entanto, decidiu-se pelo voto em Lula, uma vez que seu principal adversário no Maranhão, Jackson Lago (PDT), era apoiado pela Frente Trabalhista. Ciro também conseguiu atrair o apoio do partido em vários estados, dividindo com Serra a preferência entre os pefelistas.

O apoio de setores do PFL à candidatura de Ciro foi duramente combatido pelo presidente do PPS, Roberto Freire, e pelas correntes mais à esquerda do partido oriundas do PCB. Segundo Freire, a participação dos liberais comprometia o caráter “progressista” da Frente Trabalhista e impunha à candidatura de Ciro um perfil “conservador” incompatível com os compromissos de um candidato de centro-esquerda. Ciro defendeu-se afirmando que, “em política”, acordos contraditórios eram "humanos e normais" e que precisava viabilizar seu nome na corrida sucessória. Ainda em abril de 2002, o comando da Frente Trabalhista esvaziou as declarações de Freire e decidiu que somente Ciro Gomes teria autorização para se pronunciar sobre as negociações com o PFL.

Em junho, Ciro Gomes teve seu nome oficialmente confirmado como candidato à presidência da República pela Frente Trabalhista. Como vice, foi escolhido o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PTB), conhecido como Paulinho da Força. O programa de governo da Frente, cuja elaboração foi coordenada por Mangabeira Unger, assumiu o compromisso com a manutenção da estabilidade da moeda, com o "realismo fiscal" e com a abertura "criteriosa" da economia. Como medida fundamental para a “retomada do crescimento econômico”, previa a elevação da taxa de poupança interna do país por meio de uma reforma tributária que desonerasse o setor produtivo e da instituição de um regime de capitalização na Previdência Social. O sucesso dessas reformas permitiria, segundo Ciro, a elevação do salário mínimo para mil reais em um período de oito anos. A parte mais polêmica do plano era a proposta para a dívida interna, que tinha como base a concessão de juros mais elevados para os credores que concordassem com o alongamento dos prazos de pagamento.

No campo da reforma política, o programa defendia a instituição de uma "cláusula de barreira" para a representação parlamentar dos partidos, o financiamento público das campanhas eleitorais, a fidelidade partidária e, a longo prazo, a adoção do parlamentarismo. Outra sugestão polêmica era a utilização de "plebiscitos e referendos" para solucionar impasses entre o Executivo e o Legislativo. O programa também previa o fim do vestibular e do serviço militar obrigatório, a estatização da indústria de armamentos e o aumento das restrições ao comércio de armas.

Ainda em junho, os institutos eleitorais passaram a indicar um vigoroso crescimento do candidato da Frente Trabalhista. Em dois meses, Ciro praticamente dobrou seus índices de intenção de voto, passando de cerca de 15% em fins daquele mês para quase 30% no final de agosto, isolando-se em segundo lugar na disputa e ameaçando a liderança de Lula. Nesse período, os ataques à sua candidatura tornaram-se mais frequentes. As críticas mais incisivas partiram principalmente de José Serra, que explorou o fato de sua candidatura ser sustentada por antigos aliados de Fernando Collor de Melo. A associação de seu nome a Collor foi reforçada pela decisão do PPS alagoano de apoiar – contra a vontade de Ciro – a candidatura do ex-presidente ao governo de Alagoas. Serra também acusou Ciro de, como ministro da Fazenda, ter defendido a sobrevalorização do câmbio e a abertura indiscriminada da economia.

Em resposta, Ciro acusou Serra de ter “sabotado” o Plano Real e de ser o candidato do "grande capital" e "das negociatas". Sobre Lula, que em grau mais moderado também reverberava as críticas do tucano, Ciro disse que lhe faltava experiência e um projeto para dirigir o país. Além das críticas de seus adversários na corrida sucessória, Ciro Gomes teve de enfrentar uma série de denúncias veiculadas na imprensa no mês de julho envolvendo alguns de seus principais aliados. A mais importante foi dirigida ao coordenador-geral de sua campanha, deputado José Carlos Martinez (PTB-PR), acusado de manter relações financeiras com a família do ex-tesoureiro da campanha presidencial de Collor, Paulo César Farias. A divulgação do caso provocou a saída de Martinez da campanha no início de agosto, passando a coordenação a ser exercida pelo próprio Ciro. As acusações também atingiram Paulo Pereira da Silva, denunciado por irregularidades supostamente cometidas em sua gestão como presidente da Força Sindical. Ao defender Paulinho, Ciro responsabilizou o governo e a campanha de José Serra pelas denúncias, classificando como “fascistas” os “métodos” de seus opositores.

O crescimento da candidatura de Ciro coincidiu com um período de exacerbação da crise econômica, provocada pela alta do dólar, a queda da bolsa de valores e a elevação do “risco-país”, índice criado pelas agências financeiras internacionais para orientar, quanto ao nível de segurança, os investimentos estrangeiros.

O “nervosismo no mercado financeiro” foi interpretado por alguns analistas como sintoma de um possível segundo turno entre Lula e o candidato do PPS. O fato foi explorado politicamente por José Serra, que adotou a estratégia de vincular a vitória da oposição ao risco de agravamento da situação econômica. Ciro reagiu às insinuações dizendo que Fernando Henrique Cardoso seria lembrado como “o homem que quebrou o Brasil”. Ao mesmo tempo, acusou Lula de ter “traído a confiança” dos eleitores com a Carta ao Povo Brasileiro, manifesto divulgado em junho de 2002 no qual o candidato petista, com o objetivo de acalmar os investidores, assumira o compromisso de respeitar os “contratos e obrigações do país” em caso de vitória.

No início de agosto, Fernando Henrique reconheceu que a economia brasileira havia chegado a um "ponto crítico" e anunciou a negociação de um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) – o terceiro de sua gestão. O acordo como o FMI foi firmado no dia 7 daquele mês e envolveu a concessão de um empréstimo de 30 bilhões de dólares para que o país pudesse saldar seus compromissos com a dívida pública interna – que àquela altura, pressionada pela elevação do dólar, correspondia a mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. A negociação elevou a meta de ajuste fiscal de 3,5% do PIB, prevista no acordo anterior (de setembro de 2001), para 3,75%. Embora admitindo que o governo não tinha alternativa, Ciro qualificou o ajuste como um “desastre” e, ao contrário dos outros candidatos, recusou-se a assumir antecipadamente o cumprimento do acordo caso fosse eleito.

Após o início do programa eleitoral gratuito no rádio e na TV, as pesquisas de opinião passaram a registrar uma queda acentuada nas intenções de voto em Ciro Gomes e a subida de José Serra. No início de setembro, a diferença entre os dois candidatos, que nas últimas semanas de agosto era de 14 pontos percentuais a favor de Ciro, reduziu-se a apenas um ponto. Os levantamentos seguintes confirmaram essa tendência. Nas últimas semanas de setembro Ciro já era ultrapassado por Garotinho e registrava apenas 12% dos votos válidos, segundo o Instituto Datafolha.

Para alguns de seus assessores, a queda de Ciro nas pesquisas devia-se, em parte, ao temperamento do candidato e ao tom agressivo de suas declarações contra o governo. Ao longo da campanha, Ciro protagonizou várias polêmicas com eleitores, banqueiros e jornalistas. Numa ocasião, durante um jantar com empresários em São Paulo, ao ser indagado sobre o que poderia fazer para “acalmar” os investidores, respondeu que estava se “lixando para o mercado”. Declarações desse tipo foram exaustivamente exploradas pela propaganda de Serra, que procurou vincular ao candidato a imagem de "desequilibrado" para o exercício da presidência.

Com poucas chances de vitória, alguns aliados passaram a defender que Ciro renunciasse a sua candidatura em apoio a Lula, a fim de evitar a realização de um segundo turno entre o petista e o candidato tucano. Ciro, no entanto, resistiu às pressões. Realizado o primeiro turno no dia 6 de outubro, a vitória coube a Lula, que obteve 46,44% dos votos válidos. Serra ficou em segundo lugar, com 23,19%; Garotinho em terceiro, com 17,86%; e Ciro em quarto, com 11,97%. Nessa eleição, o PPS elegeu Patrícia Gomes para o Senado e 15 deputados federais, além de dois governadores: Blairo Maggi, no Mato Grosso, e Eduardo Braga, no Amazonas.

Confirmada a realização de um segundo entre Lula e Serra, Ciro anunciou apoio “irrestrito e entusiástico” à candidatura do petista. A seguir, engajou-se na campanha de Lúcio Alcântara (PSDB) ao governo do Ceará. O PPS decidira não lançar candidato ao Executivo cearense em virtude da resolução aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proibiu os partidos coligados na eleição para presidente de formar alianças nos estados com legendas adversárias no pleito nacional. Com a “verticalização”, nome como ficou conhecida a nova regra, o PPS ficou impedido de formalizar união com o PSDB, seu tradicional aliado no estado. A saída foi, então, uma aliança informal pela qual os socialistas se comprometeram a não lançar candidato ao governo, em troca do apoio dos tucanos à candidatura de Patrícia Gomes ao Senado. Embora sua vitória fosse esperada já no primeiro turno, Lúcio Alcântara fora surpreendido na reta final pelo crescimento do candidato do PT, José Airton Cirilo. No segundo turno, em 27 de outubro, com o apoio de Ciro e Jereissati, foi eleito governador após uma disputa bastante acirrada com o petista.

No segundo turno do pleito presidencial, Lula foi eleito com quase 53 milhões de votos, cerca de 61% dos votos válidos. Depois das eleições Ciro foi convidado por Jereissati a voltar para o PSDB, mas recusou. Cada vez mais próximo de Lula, seu caminho natural seria a participação no novo governo.



Ministro da Integração Nacional

Lula assumiu a presidência da República no dia 1° de janeiro de 2003, e na mesma data Ciro Gomes foi empossado como ministro da Integração Nacional em substituição ao engenheiro Luciano Barbosa.

Ainda no início de sua gestão, Ciro foi designado por Lula para coordenar os projetos de revitalização da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Idealizadas pelo economista Celso Furtado em fins da década 1950, as agências haviam sido extintas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso após terem sido alvo de denúncias de fraude e corrupção envolvendo projetos sob sua responsabilidade.

Uma das promessas de campanha de Lula, a recriação dos órgãos foi utilizada pelo governo como exemplo de retomada do papel estratégico do Estado. Na proposta elaborada pelo ministério, a Sudam e a Sudene passariam a ser geridas por conselhos deliberativos formados por representantes da sociedade civil e dos governos estaduais, por trabalhadores e empresários, além de ministros de Estado e membros indicados pelas agências de crédito. Segundo Ciro, essa foi a forma encontrada para “blindar” as instituições contra a corrupção. Pelo novo modelo, a obtenção dos incentivos fiscais estaria condicionada à participação dos trabalhadores nos lucros das empresas e à sustentabilidade ambiental dos projetos. Além disso, os riscos dos empreendimentos passariam a ser assumidos pelos operadores financeiros privados, que ficavam obrigados a ressarcir o Estado em caso de fraudes.

Em meados de 2003, ao anunciar a conclusão do projeto de lei que recriava as agências, Ciro advertiu que o funcionamento das duas instituições ainda dependia da aprovação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), que integrava a proposta de reforma tributária enviada pelo governo ao Congresso. Na versão original do projeto, previa-se que o fundo, constituído por recursos oriundos do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados, fosse administrado pelo governo federal por meio da Sudam e da Sudene, a quem caberia fazer o repasse aos estados.

A criação do FNDR nos moldes pretendidos pelo governo provocou a reação dos governadores, que, por meio de suas bancadas no Congresso, condicionaram a discussão da reforma à partilha da administração do fundo com os estados. A negociação do acordo garantiu ao governo a aprovação de pontos importantes da reforma tributária ainda em 2003, entre eles a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Ciro classificou o acordo do Executivo com os governadores como um "equívoco de projeções históricas". Para ele, os recursos do fundo deveriam ser utilizados em projetos estratégicos na área de infraestrutura e mantidos sob coordenação federal, evitando, com isso, que as verbas fossem direcionadas para outros fins de acordo com as conveniências locais.

Depois de quase quatro anos de tramitação, o projeto de recriação da Sudam e da Sudene seria finalmente aprovado pelo Congresso em janeiro de 2007. Na mesma ocasião, foram extintas a Agência de Desenvolvimento do Nordeste e a Agência de Desenvolvimento da Amazônia, que haviam sido criadas em 2001 em substituição às duas autarquias.

Além da revitalização da Sudam e da Sudene, Ciro coordenou uma das iniciativas mais polêmicas da gestão Lula: o projeto de transposição das águas do rio São Francisco. Com custo estimado em cerca 4,5 bilhões de reais (apenas em sua primeira etapa), o empreendimento foi considerado a obra de maior impacto do novo governo. Em linhas gerais, o projeto previa a construção de dois grandes canais de concreto, totalizando cerca de 700 quilômetros de extensão, através dos quais seria desviada parte das águas do São Francisco para irrigar regiões do semiárido nordestino afetadas pela seca. A princípio seriam captados cerca de 26m³ de água por segundo, considerando uma vazão média de 2.800 m³/s, dividida em dois grandes eixos de transposição (norte e leste). Segundo o governo, a obra beneficiaria 12 milhões de pessoas distribuídas em quatro estados: Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.

Desde o seu anúncio, o projeto causou grande controvérsia e provocou acalorados debates na imprensa, mobilizando os diversos setores da sociedade envolvidos na questão. A principal objeção à obra dizia respeito à destinação do uso da água a ser desviada. Seus críticos afirmavam que o governo pretendia utilizar a água não só para consumo humano e animal, mas também em projetos de irrigação que beneficiariam prioritariamente a agroindústria e os grandes proprietérios de terra. O empreendimento foi também questionado por seu alto custo econômico e pelo fato de supostamente atender apenas a uma pequena parcela da população afetada pela seca. Outra preocupação era com o impacto ambiental que a obra poderia causar ao ecossistema da região e ao próprio rio.

As críticas partiram principalmente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), órgão composto por representantes do poder público, dos usuários dos recursos hídricos e também por entidades da sociedade civil. Criado em junho de 2001, durante o segundo governo de Fernando Henrique Cardoso, o CBHSF assumiu como parte de suas atribuições a participação na elaboração do plano de utilização da bacia e na definição de obras prioritárias na região. Também faziam oposição ao projeto os chamados “estados doadores”, de onde a água seria desviada para abastecer os quatro estados acima mencionados.

Em defesa do governo, Ciro alegou que o rio não seria propriamente desviado, mas sim integrado às bacias hidrográficas do Nordeste setentrional. Além disso, explicou que seria utilizada apenas uma pequena parte da água excedente que era despejada no mar. Em relação aos “estados doadores”, sustentou que as regiões beneficiadas não possuíam rios perenes, o que justificaria o transporte de água até esses locais. Sobre a viabilidade econômica do empreendimento, reconheceu que, num primeiro momento, seu financicamento seria a fundo perdido, mas que depois o projeto seria autossustentável.

Em outubro de 2004, o Comitê da Bacia do São Francisco aprovou uma resolução proibindo a utilização das águas do rio em atividades produtivas localizadas fora dos limites geográficos da bacia.  Em resposta, o Ministério da Integração Nacional alegou que o comitê havia extrapolado suas atribuições e que a decisão sobre o tema cabia à Agência Nacional de Águas (ANA).

Posteriormente, a ANA deliberou que a decisão por ações que transcendessem o âmbito da bacia era de responsabilidade do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), órgão de competência máxima do Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos brasileiros. A decisão da ANA, favorável ao governo, foi reforçada em janeiro de 2005 com a aprovação do projeto pelo CNRH.  As resoluções da ANA e do CNRH, assim como as ações de entidades contrárias ao projeto, dariam origem a uma longa disputa judicial, obrigando o Executivo a alterar sucessivamente o cronograma oficial das obras.

Em fins de setembro de 2005, o governo foi surpreendido pelo anúncio de que o bispo de Barra (BA), dom Luís Flávio Cappio, havia iniciado uma greve de fome em protesto contra as obras no São Francisco. Segundo Cappio, o projeto era "uma obra endereçada às grandes empreiteiras, ao agronegócio e às elites locais” e não correspondia “às necessidades do povo do semiárido". O bispo defendia ainda que o dinheiro gasto com o empreendimento fosse direcionado para pequenos projetos de convivência com a seca na região. A greve durou dez dias e só foi encerrada após o governo ter-se comprometido em reabrir o diálogo sobre o empreendimento. Durante as negociações, Ciro chegou a se oferecer para intermediar um acordo, mas a iniciativa foi rechaçada pelo clérigo. Coube então ao ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner, levar a proposta de Lula até o bispo.

Em novembro, Ciro debateu a transposição do São Francisco na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na ocasião, afirmou que a obra havia sido amplamente discutida com a sociedade, mas que, apesar disso, permanecia uma “brutal desinformação sobre o projeto”. Segundo ele, as críticas do bispo careciam de fundamentação. Negando que a obra serviria para beneficiar empreiteiros, garantiu que a água utilizada na transposição seria destinada exclusivamente para o consumo humano – o que indicava uma alteração no projeto original.

Objeto de intensos debates até o fim do primeiro governo Lula, a transposição do São Francisco só seria efetivamente iniciada no seu segundo mandato, mais precisamente em junho de 2007, quando Ciro Gomes já havia deixado o ministério.

Contrariando as expectativas geradas quando de sua nomeação para comandar o Ministério da Integração Nacional, Ciro comportou-se de forma discreta à frente da pasta e, segundo palavras do próprio Lula, foi um de seus auxiliares mais “leais”. Fora o episódio envolvendo as discussões sobre o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional – quando chegou a ameaçar deixar o cargo –, procurou evitar declarações polêmicas em público e guardou suas objeções para as discussões internas no governo. Além disso, em várias ocasiões defendeu as ações do Executivo das críticas – vindas até mesmo de alguns aliados – ao caráter conservador da política econômica adotada pelo ministro da Fazenda, Antônio Paloci. Nesse sentido, reconheceu o acerto das medidas de austeridade fiscal adotadas no início do governo para enfrentar a crise herdada da administração anterior.

Essa postura o colocou mais uma vez em rota de colisão com a direção do PPS, uma vez que o partido, embora fizesse parte da coalizão governista, vinha desde o início da gestão de Lula criticando a condução da política econômica e a falta de um projeto estratégico para o país. O distanciamento entre Ciro e o PPS ficaria evidente durante a campanha para a prefeitura de São Paulo nas eleições de outubro de 2004, quando o partido decidiu apoiar a candidatura vitoriosa de José Serra (PSDB), contrariando a intenção de Ciro de formalizar uma coligação com a candidata do PT, Marta Suplicy.

Em Fortaleza, ao contrário, o pleito foi marcado pelo fim da aliança entre os dois partidos, quando, pela primeira vez, Tasso Jereissati e Ciro Gomes apoiaram candidatos diferentes em uma disputa no Ceará. Ciro declarou voto em Inácio Arruda (PCdoB), enquanto Jereissati manifestou apoio ao candidato do PSDB, Antônio Cambraia. Realizada em dois turnos, a eleição foi, no entanto, vencida por Luiziane Lins (PT), em confronto com Moroni Torgan (PFL).

Aproximando-se cada vez mais da oposição, o PPS anunciou em dezembro o rompimento com o governo Lula e determinou que todos os seus integrantes com cargos no Executivo deveriam deixar suas funções. Por não ter acatado a decisão do diretório nacional do partido, Ciro foi desligado oficialmente da agremiação em fevereiro de 2005. Em junho, anunciou sua filiação ao PSB.

Nesse mesmo mês, teve seu nome citado pelo deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) numa entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, na qual o parlamentar denunciou o pagamento de uma “mesada” pelo governo a integrantes da base aliada no Congresso em troca da aprovação de matérias de interesse do Executivo. Segundo Jefferson, o caso havia sido relatado por ele a vários líderes governistas, incluindo Ciro Gomes. Indagado sobre a veracidade das afirmações de Jefferson, Ciro admitiu o fato, mas argumentou que não tornou público o caso porque o deputado não lhe havia apresentado provas.

O caso também atingiu um dos auxiliares mais próximos de Ciro, o então secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, Márcio Lacerda, que teve seu nome incluído numa lista de supostos beneficiários do esquema montado pelo publicitário Marcos Valério, apontado por Jefferson como o operador financeiro do “mensalão”. Exonerado de suas funções após a revelação do escândalo, Lacerda foi, no entanto, defendido por Ciro, que afirmou acreditar em sua inocência.

Ciro Gomes deixou o Ministério da Integração Nacional em março de 2006, sendo substituído no cargo por Pedro Brito, que havia assumido a Secretaria-Executiva da pasta no lugar de Lacerda. A partir de então, seu nome passou a ser cogitado para integrar como vice a chapa que lançaria a candidatura de Lula à reeleição em outubro. A iniciativa, entretanto, sofreu resistências por parte do PT e também não agradou à direção do PSB, que desejava ver Ciro concorrendo à Câmara dos Deputados para ajudar o partido a aumentar sua representação no Congresso.

No pleito de outubro de 2006, Ciro candidatou-se a deputado federal na legenda do PSB. Deputado proporcionalmente mais votado do país, foi eleito com 667.830 votos. No Ceará, seu irmão Cid Gomes, também do PSB, foi eleito governador do estado ainda no primeiro turno. Nas eleições presidenciais, Lula foi reeleito para mais um mandato após derrotar no segundo turno o tucano Geraldo Alckmin.



Deputado federal do PSB

Empossado como deputado em fevereiro de 2007, Ciro participou com destaque no início da legislatura das articulações para a eleição do presidente da Câmara. A escolha gerou acirrada disputa entre os partidos integrantes da frente de coalizão formada para dar sustentação ao novo governo Lula. Ideologicamente heterogêneo e integrado por 11 legendas, o bloco não conseguiu chegar a uma candidatura de consenso, como queria Lula. Ciro apoiou, então, a candidatura do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). O PT, com o apoio do PMDB, lançou o nome de Arlindo Chinaglia (PT-SP). Um terceiro nome na disputa seria o do tucano Gustavo Fruet (PSDB-PR), apoiado pela oposição. O páreo foi vencido por Chinaglia no segundo turno, após disputa com Rebelo.

Para se contrapor à hegemonia do PT na base governista, Ciro Gomes defendeu a formação de um outro bloco composto por PSB, PDT e PCdoB. Conhecido como “bloquinho”, o grupo teve em Ciro e Aldo Rebelo dois de seus principais líderes.

Durante a campanha para as eleições municipais de outubro de 2008, Ciro foi um dos articuladores, juntamente com governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e com o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), da aliança entre o PSB, o PT e o PSDB em apoio à candidatura de Márcio Lacerda (PSB) à prefeitura da capital.  Com o aval de Lula, o acordo representou uma tentativa de aproximação com Aécio, já visando à disputa presidencial de 2010. Considerado favorito, Lacerda foi surpreendido na reta final do primeiro turno pelo crescimento da candidatura de Leonardo Quintão (PMDB). A pequena diferença de votos entre os dois candidatos levou a disputa para o segundo turno, no qual Lacerda saiu vitorioso com 59,12% dos votos válidos.

Nas eleições para a prefeitura de Fortaleza, Ciro apoiou, juntamente com Tasso Jereissati, a candidatura da senadora Patrícia Sabóia (PDT). Patrícia, que passara a adotar o nome de solteira, obteve o terceiro lugar no pleito, ficando atrás de Moroni Torgan, do Partido Trabalhista Cristão, e da prefeita Luiziane Lins (PT), que foi reeleita já no primeiro turno com 50,16% dos votos.

Com uma atuação parlamentar bastante discreta, Ciro Gomes foi um dos deputados mais ausentes da legislatura e não chegou a apresentar projetos de lei. Integrou, como membro titular, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara e as comissões especiais sobre crise econômico-financeira e sobre atividades de exploração e produção do pré-sal, além de ter atuado como membro do Grupo de Trabalho de Consolidação das Leis Brasileiras.  Em seus pronunciamentos procurou defender as propostas de interesse do Executivo, tendo-se destacado na defesa da prorrogação da CPMF, do Programa de Aceleração do Crescimento e da transposição do rio São Francisco.

Para as eleições de 2010, chegou a ser cogitado como candidato ao Governo de São Paulo, mas, à época, defendeu que seu partido lançasse candidatura própria à Presidência da República, a qual pretendia pleitear. O PSB, então sob a liderança de Eduardo Campos e Roberto Amaral, estipulou como meta o crescimento da legenda nos estados, e a pré-candidatura de Gomes acabou preterida, tendo optado o partido por apoiar o tento da então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do PT, à sucessão presidencial. Apesar de ter respeitado a decisão do partido, Gomes, no entanto, não participou da campanha de Dilma, exceto pelo segundo turno e, tampouco disputou cargo eletivo naquele ano.

Na ocasião, comentou que daria um tempo nas atividades políticas e, neste período chegou inclusive a atuar como comentarista de futebol na rádio Verdes Mares AM, de Fortaleza, conhecida entre os ouvintes como “Verdinha”. Retomou àquelas atividades, no entanto, em Setembro de 2013, quando aceitou o convite de seu irmão, Cid Gomes, então Governador do Ceará, e assumiu cargo de secretário de saúde daquele estado.

Passou a adotar posição crítica aos rumos do PSB e de seu líder nacional, o governador pernambucano Eduardo Campos, em fase de rompimento com o governo federal e em meio a especulações sobre lançamento de candidatura à Presidência da República no ano seguinte. A respeito de Campos, declarou que ele “controla a burocracia [do partido] como uma capitania hereditária que ele herdou do avô [Miguel Arrais] (...) e vai afundar o PSB nisso”. Defendeu o apoio da legenda à reeleição de Dilma Rousseff e, descontente com os rumos do partido, desfiliou-se e passou a integrar o recém-fundado Partido Republicano da Ordem Social (PROS), do qual tornou-se um dos líderes.

Na transição do Governo do Estado do Ceará, deixou a secretaria em Janeiro de 2015, tendo declarado que o estado teria se aproximado de ter a melhor saúde pública do país. Ingressou no quadro de diretores da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), responsável pela coordenação das obras de conclusão da ferrovia Transnordestina, que, percorrendo 1725 quilômetros, ligaria os portos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, ao cerrado do Piauí. Em Agosto do mesmo ano, junto de seu irmão Cid, migrou do PROS e ingressou no Partido Democrático Trabalhista, pelo qual pleitearia candidatura ao Executivo Nacional no pleito subsequente.

De seu casamento com Patrícia Sabóia teve três filhos. Posteriormente foi casado, por 10 anos, com a atriz Patrícia Pillar, de quem separou-se em 2011. Em maio de 2015 órgãos de imprensa noticiaram que a designer Zara Castro, namorada de Ciro Gomes desde 2013, estaria grávida do quarto filho do político.

Publicou o depoimento No país dos conflitos (com a participação de Miriam Leitão, Suely Caldas, Marcelo Pontes, Geneton Moraes Neto e Ancelmo Góis, 1994), O próximo passo: uma alternativa prática ao neoliberalismo (com Roberto Mangabeira Unger, 1996) e Um desafio chamado Brasil (2002).


Luís Octavio de Souza/Luciana Pinheiro
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Especial: É tudo um assunto só!

Outro dia discutindo sobre as manifestações do dia 15, sobre crise do governo e a corrupção da Petrobrás eu perguntei a ele se tinha acompanhado a CPI da Dívida Pública. Então ele me respondeu: Eu lá estou falando de CPI?! Não me lembro de ter falado de CPI nenhuma! Estou falando da roubalheira... A minha intenção era dizer que apesar de ter durado mais de 9 meses e de ter uma importância ímpar nas finanças do país, a nossa grande mídia pouco citou que houve a CPI e a maioria da população ficou sem saber dela e do assunto... Portanto não quis fugir do assunto... é o mesmo assunto: é a política, é a mídia, é a corrupção, são as eleições, é a Petrobras, a auditoria da dívida pública, democracia, a falta de educação, falta de politização, compra de votos, propina, reforma política, redemocratização da mídia, a Vale, o caso Equador, os Bancos, o mercado de notícias, o mensalão, o petrolão, o HSBC, a carga de impostos, a sonegação de impostos,a reforma tributária, a reforma agrária, os Assassinos Econômicos, os Blog sujos, o PIG, as Privatizações, a privataria, a Lava-Jato, a Satiagraha, o Banestado,  o basômetro, o impostômetro, É tudo um assunto só!...




A dívida pública brasileira - Quem quer conversar sobre isso?



Escândalo da Petrobrás! Só tem ladrão! O valor de suas ações caíram 60%!! Onde está a verdade?

A revolução será digitalizada (Sobre o Panamá Papers)


O tempo passa... O tempo voa... E a memória do brasileiro continua uma m#rd*


As empresas da Lava-jato = Os Verdadeiros proprietários do Brasil = Os Verdadeiros proprietários da mídia.

Desastre na Barragem Bento Rodrigues <=> Privatização da Vale do Rio Doce <=> Exploração do Nióbio



Trechos do Livro "Confissões de um Assassino Econômico" de John Perkins 

Meias verdades (Democratização da mídia)

Spotniks, o caso Equador e a história de Rafael Correa.

O caso grego: O fogo grego moderno que pode nos dar esperanças contra a ilegítima, odiosa, ilegal, inconstitucional e insustentável classe financeira.



UniMérito - Assembleia Nacional Constituinte Popular e Ética - O Quarto Sistema do Mérito 

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Mais desse assunto:

O que tenho contra banqueiros?! Operações Compromissadas/Rentismo acima da produção

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Sobre Propostas Legislativas:

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A PLS 204/2016, junto com a PEC 241-2016 vai nos transformar em Grécia e você aí preocupado com Cunha e Dilma?!

A PEC 55 (antiga PEC 241). Onde as máscaras caem.

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Eu acuso... Antes do que você pensa... Sem fazer alarde...talvez até já tenha acontecido...


Depoimento do Lula: "Nunca antes nesse país..." (O país da piada pronta)
(Relata "A Privataria Tucana", a Delação Premiada de Delcidio do Amaral e o depoimento coercitivo do Lula para a Polícia Federal)

Democratizando a mídia:

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Um ano do primeiro golpe de estado no Brasil no Terceiro Milênio.

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Sobre o mensalão: Eu tenho uma dúvida!



Questões de opinião:

Eduardo Cunha - Como o Brasil chegou a esse ponto?



Sobre a Ditadura Militar e o Golpe de 64:

Dossiê Jango - Faz você lembrar de alguma coisa?


Comissão Nacional da Verdade - A história sendo escrita (pela primeira vez) por completo.


CPI da Previdência


CPI da PBH Ativos


Sobre o caso HSBC (SwissLeaks):

Acompanhando o Caso HSBC I - Saiu a listagem mais esperadas: Os Políticos que estão nos arquivos.


Acompanhando o Caso HSBC II - Com a palavra os primeiros jornalistas que puseram as mãos na listagem.


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Acompanhando o Caso HSBC V - Defina: O que é um paraíso fiscal? Eles estão ligados a que países? 


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Acompanhando o Caso HSBC VII - Crime de evasão de divisa será a saída para a Punição e a repatriação dos recursos


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Acompanhando o Caso HSBC IX  - A CPI sangra de morte e está agonizando...

Acompanhando o Caso HSBC X - Hervé Falciani desnuda "Modus-Operandis" da Lavagem de dinheiro da corrupção.



Sobre o caso Operação Zelotes (CARF):

Acompanhando a Operação Zelotes!


Acompanhando a Operação Zelotes II - Globo (RBS) e Dantas empacam as investigações! Entrevista com o procurador Frederico Paiva.



Acompanhando a Operação Zelotes IV (CPI do CARF) - Apresentação da Polícia Federal, Explicação do Presidente do CARF e a denuncia do Ministério Público.

Acompanhando a Operação Zelotes V (CPI do CARF) - Vamos inverter a lógica das investigações?

Acompanhando a Operação Zelotes VI (CPI do CARF) - Silêncio, erro da polícia e acusado inocente depõe na 5ª reunião da CPI do CARF.

Acompanhando a Operação Zelotes VII (CPI do CARF) - Vamos começar a comparar as reportagens das revistas com as investigações...

Acompanhando a Operação Zelotes VIII (CPI do CARF) - Tem futebol no CARF também!...

Acompanhando a Operação Zelotes IX (CPI do CARF): R$1,4 Trilhões + R$0,6 Trilhões = R$2,0Trilhões. Sabe do que eu estou falando?

Acompanhando a Operação Zelotes X (CPI do CARF): No meio do silêncio, dois tucanos batem bico...

Acompanhando a Operação Zelotes XII (CPI do CARF): Nem tudo é igual quando se pensa em como tudo deveria ser...

Acompanhando a Operação Zelotes XIII (CPI do CARF): APS fica calado. Meigan Sack fala um pouquinho. O Estadão está um passo a frente da comissão? 

Acompanhando a Operação Zelotes XIV (CPI do CARF): Para de tumultuar, Estadão!

Acompanhando a Operação Zelotes XV (CPI do CARF): Juliano? Que Juliano que é esse? E esse Tio?

Acompanhando a Operação Zelotes XVI (CPI do CARF): Senhoras e senhores, Que comece o espetáculo!! ("Operação filhos de Odin")

Acompanhando a Operação Zelotes XVII (CPI do CARF): Trechos interessantes dos documentos sigilosos e vazados.

Acompanhando a Operação Zelotes XVIII (CPI do CARF): Esboço do relatório final - Ainda terão mais sugestões...

Acompanhando a Operação Zelotes XIX (CPI do CARF II): Melancólico fim da CPI do CARF. Início da CPI do CARF II

Acompanhando a Operação Zelotes XX (CPI do CARF II):Vamos poupar nossos empregos 



Sobre CBF/Globo/Corrupção no futebol/Acompanhando a CPI do Futebol:

KKK Lembra daquele desenho da motinha?! Kajuru, Kfouri, Kalil:
Eu te disse! Eu te disse! Mas eu te disse! Eu te disse! K K K


A prisão do Marin: FBI, DARF, GLOBO, CBF, PIG, MPF, PF... império Global da CBF... A sonegação do PIG... É Tudo um assunto só!!



Revolução no futebol brasileiro? O Fim da era Ricardo Teixeira. 




Videos com e sobre José Maria Marin - Caso José Maria MarinX Romário X Juca Kfouri (conta anonima do Justic Just ) 





Do apagão do futebol ao apagão da política: o Sistema é o mesmo



Acompanhando a CPI do Futebol - Será lúdico... mas espero que seja sério...

Acompanhando a CPI do Futebol II - As investigações anteriores valerão!

Acompanhando a CPI do Futebol III - Está escancarado: É tudo um assunto só!

Acompanhando a CPI do Futebol IV - Proposta do nobre senador: Que tal ficarmos só no futebol e esquecermos esse negócio de lavagem de dinheiro?!

Acompanhando a CPI do Futebol VII - Uma questão de opinião: Ligas ou federações?!

Acompanhando a CPI do Futebol VIII - Eurico Miranda declara: "A modernização e a profissionalização é algo terrível"!

Acompanhando a CPI do Futebol IX - Os presidentes de federações fazem sua defesa em meio ao nascimento da Liga...

Acompanhando a CPI do Futebol X - A primeira Liga começa hoje... um natimorto...

Acompanhando a CPI do Futebol XI - Os Panamá Papers - Os dribles do Romário - CPI II na Câmara. Vai que dá Zebra...

Acompanhando a CPI do Futebol XII - Uma visão liberal sobre a CBF!

Acompanhando a CPI do Futebol XIII - O J. Awilla está doido! (Santa inocência!)

Acompanhando a CPI do Futebol XIV - Mais sobre nosso legislativo do que nosso futebol



Acompanhando o Governo Michel Temer

Acompanhando o Governo Michel Temer I