Magazine Luiza

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A vida imita a arte - A arte imita a vida. Ronaldo Cezar Coelho + CPI do HSBC.

Título: Fortuna amealhada no boom das ações nos anos 70
Autor: Raquel Balarin
Fonte: Valor Econômico, 11/10/2005, Finanças, p. C2

A resposta à pergunta sobre o que Antonio José Carneiro, o Bode, está fazendo atualmente é sempre a mesma. Ele está rico. A fortuna pessoal do ex-banqueiro, segundo estimam colegas e amigos do mercado financeiro, já teria superado R$ 1,5 bilhão. Grande parte desses recursos foi obtida em 1997, quando Bode e seu sócio Ronaldo Cézar Coelho (hoje secretário municipal de Saúde no Rio) venderam os 50% que tinham no banco Multiplic e na financeira Losango ao inglês Lloyds Bank, que já era dono dos outros 50%. Na época, ele teria recebido perto de US$ 300 milhões. A jogada de mestre coroou uma carreira bem-sucedida no mercado financeiro. Ele iniciou a vida como operador de pregão. Na década de 70, quando o mercado acionário viveu um boom, Bode e o amigo Cezar Coelho amealharam recursos suficientes para comprar a pequena corretora Multiplic. Ampliaram suas atividades para o então movimentado open market e criaram a financeira Losango, que mais tarde viria a ser a mais disputada noiva entre as empresas de crédito ao consumo do Brasil e acabou ficando com o HSBC. No Multiplic, Bode e Cezar Coelho faziam uma dupla interessante. Enquanto o primeiro era avesso a badalações e tinha um círculo restrito de amigos, Cezar Coelho -irmão do árbitro de futebol - dava as caras. Depois da venda ao Lloyds, um preferiu os ares de sua fazenda do Retiro, em Três Rios, uma das mais bem restauradas do país. Outro, trilhou a carreira política. Foi deputado federal pelo PSDB e depois secretário de Saúde do Rio. Embora recluso, Bode não está aposentado. Na diretoria do Jockey, chegou a negociar um empréstimo do BNDES, de R$ 7 milhões, no governo passado. O dinheiro não saiu porque a informação vazou para a imprensa e houve protestos de quem considerava que a função do banco não era financiar clubes da alta sociedade. Também chegou a investir em marketing esportivo e tornou-se detentor de uma grande participação na Ipiranga Petróleo, adquirida ao longo de cinco anos. Sua idéia era, junto com a Odebrecht, comprar o controle da empresa. As disputas familiares na petroquímica impediram que o projeto de Bode desse certo. Ele acabou se desfazendo da participação. Os 10% do capital que lhe restaram foram alienados em leilão na bolsa, no início deste ano, por polpudos R$ 176 milhões. Bode continua investindo em empresas. Ele seleciona companhias com posições estratégicas em seus setores e vai adquirindo suas ações na bolsa, aos poucos. Em determinado momento, passa a ser um sócio com poder de facilitar ou dificultar negociações. "Bode tem o mercado de ações no sangue", brinca um colega. (RB)



No início trecho de uma reportagem da revista Valor Econômico de 2005.

Semana passada eu postei sobre uma notícia do José Serra:

Odebrecht + SwissLeaks + José Serra + Márcio Fortes + CPI do HSBC 
http://jogosdinheirointernet.blogspot.com.br/2016/10/odebrecht-swissleaks-jose-serra-marcio.html

Vou no mesmo assunto agora.

Eu acompanhei com bastante interesse a CPI do HSBC, sobre o caso SwissLeaks.
Meu entusiasmo foi acabando a medida que fui percebendo que as forças boicotadoras estavam vencendo as forças investigadoras. O primeiro post deprimido e desiludido que postei foi esse:

Acompanhando o Caso HSBC IX  - A CPI sangra de morte e está agonizando...

Nesse post eu inventei uma historinha de um Tucano conversando com um banqueiro, quando a lei do repatriamento ainda estava sendo discutida.

Eu não baseei em ninguém, apenas na imaginação que isso poderia acontecer com alguém...
Hoje, um ano e 4 meses depois aparece esse caso Márcio Fortes/Ronaldo Cézar Coelho/José Serra
que lembra muito a história que contei...

Assim como o House of Card, parece muito com o House of Cunha ( http://goo.gl/srhgwE ),

Vamos ligar os pontos...
Além da notícia alguns dos personagens do "É tudo um assunto só" comentando o caso...

Estou colocando essa reportagem da Helena Sthephanowitz sobre o caso, e comentários do Luiz Flávio Gomes e do Ricardo Boechat,

Com isso atualizo os Post:

Luiz Flávio Gomes e sua "Cleptocracia"

Ricardo Boechat - Talvez seja ele o 14 que eu estou procurando...

Coloco outros jornalistas comentando também, alguns tucanistas descarados como o Villa da Jovem Pan...

E mostro também uma entrevista de 2005 do Ronaldo Cézar Coelho.  Ele fala de caixa dois na época... Muito legal ver o que esses caras falam na mídia enquanto lavam dinheiro...
E coloco uma notícia de 2010 sobre sua fortuna declarada...

Esse irmão do Arnaldo César Coelho, Ex-Arbitro e atual comentarista do Oligopólio Cartelizado da Mídia, veja vocês, tem também contas nas Ilhas Virgens Britânicas... A mesma usada pelos seus empregadores do seu irmão para lavar dinheiro de copa do mundo...

E influencia hoje ainda a política nacional, foi importante no apoio do Índio a Crivella, contra o Freixo no Rio de Janeiro
(http://zero83.com.br/noticia/influ-ncia-de-ronaldo-cezar-coelho-foi)



Post do Blog Rede Brasil Atual de  Helena Sthephanowitz publicado 28/10/2016
http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/10/denuncia-de-caixa-2-para-serra-envolve-tucanos-com-contas-em-paraisos-fiscais-3186.html


Denúncia de caixa 2 para Serra envolve tucanos com contas em paraísos fiscais

Delação dos executivos da Odebrecht de caixa 2 para os tucanos na Suíça dá chance à Lava Jato de mostrar que realmente não tem cor partidária

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a Odebrecht apontou dois nomes como operadores de R$ 23 milhões repassados pela empreiteira, via caixa 2, à campanha presidencial de José Serra, agora ministro no governo de Michel Temer, na eleição de 2010 – corrigido pela inflação do período, o valor equivale a R$ 34,5 milhões.
A empresa afirma que parte do dinheiro foi transferida por meio de uma conta na Suíça, em um acerto com o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho (PSD-RJ), ex-PSDB. Ronaldo fez parte da coordenação política da campanha de Serra. Já o caixa dois operado no Brasil foi negociado com o ex-deputado federal tucano Márcio Fortes (RJ), amigo de Serra.
Os repasses, ainda de acordo com a Folha, foram mencionados por dois executivos da Odebrecht, durante negociações do acordo de delação premiada da empreiteira com a Procuradoria-Geral da República, em Brasília, e com a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba. São eles Pedro Novis, presidente do grupo entre 2002 e 2009 e atual membro do conselho administrativo da holding Odebrecht S.A, e o diretor Carlos Armando Paschoal, conhecido como CAP, que atuava no relacionamento com políticos de São Paulo e nas negociações de doações para campanhas.
Novis e Serra são amigos de longa data. O tucano é chamado de "vizinho" em documentos internos da empreiteira, por já ter residido em endereço próximo ao amigo. Serra também era identificado como "careca" em planilhas encontradas pela PF. O nome do atual chanceler de Temer também aparece na lista de políticos encontrada na casa de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o BJ, que é presidente de um dos braços da empreiteira – a Odebrecht Infraestrutura – e que foi preso durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé, em fevereiro deste ano.
Se a Lava Jato tiver realmente interesse em investigar a fundo o ninho tucano descobrirá a fortuna de Ronaldo Cézar Coelho na Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal.
Ex-deputado e ex-banqueiro, Ronaldo foi um dos fundadores do PSDB nos anos 1980, tendo presidido o partido no Rio de Janeiro. Em 2010, ele foi tesoureiro informal da campanha de José Serra a quem emprestava jatinho e helicóptero particulares para o então candidato a presidente fazer campanha Brasil afora.
Também em 2010 Ronaldo foi primeiro suplente do candidato ao Senado Cesar Maia (DEM-RJ), ocasião em que apresentou uma declaração de bens ao TSE contendo algumas curiosidades:
Da fortuna declarada de mais de meio bilhão de reais, quase a metade, R$ 228 milhões, estão no exterior, como dito acima, no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas. São pelo menos duas as razões para manter dinheiro em paraísos fiscais: ocultar a origem do dinheiro, ou fugir do pagamento de impostos no país do correntista. Ou seja, fortuna declarada, mas origem desconhecida.
O patrimônio de Ronaldo Cezar Coelho subiu de R$ 28 milhões em 1996 para R$ 565 milhões em 2010, crescimento de 1.937%, assim declarado: R$ 28 milhões em 1996, R$ 69 milhões em 1997, R$ 298 milhões em 2001, R$ 493 milhões em 2006 e R$ 565 milhões em 2010.
Sua fortuna no exterior passou a ser declarada a partir de 2001 (R$ 134 milhões). Passou para R$ 204 milhões em 2006, e em 2010 era de R$ 228 milhões.

Sangria

Ainda que a origem da fortuna seja totalmente legal (Ronaldo foi dono do banco Multiplic e da financeira Losango), é – ou deveria ser – questionável que um homem público se esforce para fugir de pagar impostos no país onde vive. Em vez de contribuir para criar empregos e riquezas no Brasil, porém, ele prefere aplicar metade da fortuna no exterior, evadindo capitais.
É gente como Ronaldo Cezar Coelho que quis colocar o tucano José Serra no poder em 2010, e ter influência na política monetária do Banco Central, além de influir no Ministério da Fazenda, do Planejamento, no BNDES, lembrando ainda que ele era deputado federal à época.

Maia

Na eleição de 2006 Ronaldo também foi o maior financiador da campanha de Rodrigo Maia (RJ), presidente do DEM, atualmente presidente da Câmara. Também o financiaram outras instituições ligadas ao mercado financeiro. Em troca, César Maia (pai de Rodrigo), que era o prefeito do Rio de Janeiro, empossou Ronaldo Cezar Coelho na secretaria carioca de Saúde. Em sua gestão, os hospitais municipais entraram em colapso, a ponto de sofrer intervenção do governo federal para voltar a funcionar.

O amigo

Já Márcio Fortes é conhecido como "o cara da arrecadação" entre o tucanato. Ele atuou nas campanhas de Fernando Henrique Cardoso à Presidência, na década de 1990, na campanha de 2010 de Serra e na de 2014 de Aécio Neves.
Fortes, integrante da direção nacional do PSDB e ex-presidente do BNDES, é um dos mais de 8 mil brasileiros da lista de correntistas do HSBC na Suíça vazada por um ex-funcionário do banco, no escândalo conhecido como SwissLeaks, lá fora, e Suiçalão, no Brasil.
De suas três contas listadas no banco britânico, o tucano abriu duas em 1991, quando presidia o Banerj, banco estatal fluminense. Elas foram encerradas em 2003 e 2004, mas nenhuma foi incluída na declaração de bens entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) em 1998, quando Fortes se elegeu deputado.
A terceira conta foi aberta em 2003 e tinha US$ 2,4 milhões entre 2006 e 2007, período ao qual a lista do SwissLeaks faz menção. Essa conta bancária também não estava na declaração entregue à autoridade eleitoral para a campanha de 2006.
Fortes foi presidente do BNDES na gestão José Sarney, entre 1987 e 1989. Depois de ajudar a fundar o PSDB, assessorou o primeiro candidato tucano à Presidência, Mário Covas. Em 1994, foi eleito deputado pela primeira vez, com a maior votação do Rio.
Em 2008, a Polícia Federal instaurou inquérito para investigar a empresa fantasma Gold Stone, emissora de notas fiscais frias para o PSDB e para a campanha de Serra a presidente em 2002. O fisco encontrou, por exemplo, depósitos na conta da Gold Stone, de 2000 a 2003, de R$ 6,87 milhões sem origem comprovada, segundo relatório de auditoria concluída em 2006. Na época, a Delegacia da Receita Federal de Brasília, suspendeu a imunidade tributária do PSDB e o autuou em aproximadamente R$ 7 milhões.
Pois bem. Depois disso tudo, a Operação Lava Jato tem nas mãos uma chance de mostrar que não tem bandeira partidária e que a lei é para todos, independente do partido político. Moro, Polícia Federal e Ministério Público já foram acusados de usarem a operação para investigar exclusivamente o PT, ou, somente para prender petista.
É aguardar para ver.
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No Blog ViOMundo:

Odebrecht diz que caixa dois para Serra foi pago em conta na Suíça
A Odebrecht apontou à Lava Jato dois nomes como sendo os operadores de R$ 23 milhões repassados pela empreiteira via caixa dois à campanha presidencial de José Serra, hoje chanceler, na eleição de 2010.
A empresa afirmou ainda que parte do dinheiro foi transferida por meio de uma conta na Suíça.
O acerto do recurso no exterior, segundo a Odebrecht, foi feito com o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho (ex-PSDB e hoje no PSD), que integrou a coordenação política da campanha de Serra.
O caixa dois operado no Brasil, de acordo com os relatos, foi negociado com o também ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ), próximo de Serra.
Os repasses foram mencionados por dois executivos da Odebrecht nas negociações de acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, e a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba.
Um deles é Pedro Novis, presidente do conglomerado de 2002 a 2009 e atual membro do conselho administrativo da holding Odebrecht S.A. O outro é o diretor Carlos Armando Paschoal, conhecido como CAP, que atuava no contato junto a políticos de São Paulo e na negociação de doações para campanhas eleitorais.
Ambos integram o grupo de 80 funcionários (executivos e empregados de menor expressão) que negociam a delação. Mais de 40 deles, incluindo Novis e Paschoal, já estão com os termos definidos, incluindo penas e multas a serem pagas. Falta apenas a assinatura dos acordos, prevista para ocorrer em meados de novembro.
Folha revelou em agosto que executivos da Odebrecht haviam relatado à Lava Jato o pagamento de R$ 23 milhões (R$ 34,5 milhões, corrigidos pela inflação) por meio de caixa dois para a campanha de Serra em 2010, quando ele perdeu para a petista Dilma Rousseff.
Foi a primeira menção ao nome do político tucano na investigação que apura esquema de desvio de recursos na Petrobras.
Para corroborar os fatos relatados, a Odebrecht promete entregar aos investigadores comprovantes de depósitos feitos na conta no exterior e também no Brasil.
Segundo informações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a empreiteira doou oficialmente em 2010 R$ 2,4 milhões para o Comitê Financeiro Nacional da campanha do PSDB à Presidência da República (R$ 3,6 milhões em valores corrigidos).
Os executivos disseram aos procuradores que o valor do caixa dois foi acertado com a direção nacional do PSDB, que depois teria distribuído parte dos R$ 23 milhões a outras candidaturas.
Segundo a Folha apurou, os executivos afirmaram também que o pagamento de caixa dois não estava vinculado a nenhuma contrapartida.
Pedro Novis e José Serra são amigos de longa data. O tucano é chamado de “vizinho” em documentos internos da empreiteira por já ter sido vizinho do executivo. O ministro também era identificado como “careca” em algumas ocasiões.
O nome de Serra é um dos que apareceram na lista de políticos encontrada na casa do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o BJ, preso durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé, em fevereiro deste ano.
Benedicto Júnior também está entre os delatores e fechou o foco de sua colaboração com os investigadores.
Os depoimentos dos funcionários da Odebrecht começarão após a assinatura dos acordos de delação.
Depois de finalizados, o material será encaminhado ao relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Teori Zavascki, para homologação.
OPERADORES
Atualmente filiado ao PSD, o empresário Ronaldo Cezar Coelho foi um dos fundadores do PSDB nos anos 80, tendo presidido o partido no Rio de Janeiro.
Durante os mais de 20 anos em que permaneceu na sigla, elegeu-se deputado federal pelo Estado, despontando como um dos políticos mais ricos da Câmara.
É amigo de José Serra e chegou a emprestar seu avião particular para o tucano usar durante a eleição de 2010.
Devido ao bom trânsito no mercado financeiro, teria atuado também como “tesoureiro informal”, segundo participantes do comitê eleitoral.
Já Márcio Fortes é conhecido como homem forte de arrecadação entre o tucanato por causa da boa relação que mantém com empresários.
Ele atuou nessa área em campanhas de Fernando Henrique Cardoso à Presidência, na década de 1990, na campanha de 2010 de Serra e na de 2014 de Aécio Neves, todos do PSDB.
OUTRO LADO
Procurado para se manifestar sobre as informações dadas pela Odebrecht à Lava Jato, o ministro de Relações Exteriores, José Serra (PSDB), disse, por meio de sua assessoria, que “não vai se pronunciar sobre supostos vazamentos de supostas delações relativas a doações feitas ao partido em suas campanhas”.
“E reitera que não cometeu irregularidades”, afirmou.
O empresário Ronaldo Cezar Coelho declarou que não comentará o assunto até ter acesso aos relatos feitos pelos executivos da empreiteira que citam o seu nome.
Por meio de seu advogado, o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, Cezar Coelho afirmou que participou da coordenação política da campanha de José Serra à Presidência, em 2010, na qual o tucano foi derrotado pela afilhada política do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff (PT).
No entanto, Cezar Coelho negou que tenha feito arrecadação para o tucano.
“Como fundador do PSDB, Ronaldo Cezar Coelho participou de todas as campanhas presidenciais da sigla”, disse Mariz de Oliveira.
Em agosto, quando a Folha publicou que a Odebrecht relatou o pagamento de R$ 23 milhões via caixa dois, José Serra disse que a campanha de 2010 foi conduzida de acordo com a legislação eleitoral em vigor.
Afirmou ainda que as finanças de sua disputa ao Palácio do Planalto foram todas de responsabilidade do seu partido, o PSDB, e que ninguém foi autorizado a falar em seu nome.
“A minha campanha foi conduzida na forma da lei e, no que diz respeito às finanças, era de responsabilidade do partido”, escreveu em nota na época.
A reportagem tentou contato com o ex-deputado Márcio Fortes por meio de telefone celular e de sua empresa, mas não obteve resposta até a conclusão desta edição.
A Odebrecht afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não irá se manifestar sobre a reportagem.
Desde que a empresa passou a negociar acordos de colaboração premiada e leniência (espécie de delação da pessoa jurídica), em março deste ano, ela deixou de se pronunciar publicamente sobre fatos investigados na Lava Jato ou que serão relatados por seu funcionários.
A expectativa de envolvidos nas negociações é que a assinatura dos acordos de delação ocorram em meados de novembro e a homologação deles seja realizada até o final do ano.
Nas conversas preliminares da Lava Jato com a Odebrecht, além de Serra, vários políticos foram mencionados, entre eles o presidente Michel Temer, os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, governadores e parlamentares. Todos os citados negam a prática de irregularidades.
PS do Viomundo: A Odebrecht diz pago a Serra R$ 23 milhões em 2010; em valores corrigidos nesta sexta-feira (28/10/2016) pelo IPCA/IBGE, R$ 34,8 milhões

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Notícia de 2010:

Homem do jatinho de Serra, suplente de Cesar Maia, tem 228 milhões em paraíso fiscal

O ex-deputado e ex-banqueiro Ronaldo Cezar Coelho (PSDB/RJ), empresta seu jatinho e helicóptero para José Serra (PSDB/SP) fazer sua campanha pelo Brasil a fora, conforme amplamente noticiado.

Cezar Coelho é também 1º suplente do candidato ao senado Cesar Maia (DEMos/RJ) nestas eleições de 2010, e apresentou sua declaração de bens ao TSE, contendo algumas curiosidades.

Da fortuna declarada de mais de meio bilhão de reais, quase a metade, 228 milhões estão no exterior, nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal.


O valor está declarado e, por isso, a princípio, não há ilegalidade.

A razão para manter dinheiro em paraísos fiscais são duas: ou ocultar a origem do dinheiro (há paraísos fiscais que não exigem nenhuma declaração fiscal, e contas podem ser até ao portador), ou fugir de pagar impostos no país onde vive. No caso do demo-tucano, menos mal, porque ele se identifica como sócio da Samambaia Investiments Limited e declara.

Fortuna declarada, mas origem desconhecida pelo eleitor

Ronaldo Cezar Coelho elegeu-se deputado pela primeira vez em 1986.

Seu patrimônio declarado subiu de R$ 28  milhões em 1996 para R$  565 milhões em 2010, um crescimento de 1937%. A evolução declarada é:

1996: R$  28 milhões
1997: R$  69 milhões
2001: R$ 298 milhões
2006: R$ 493 milhões
2010: R$ 565 milhões

O grande salto, a partir dos dados disponíveis,  foi no período de 1997 para 2001, coincidentemente na época de FHC, quando o patrimônio engordou 332%.

Dinheiro em paraíso fiscal aparece a partir de 2001

Nas eleições de 1998 não constava em seus bens nenhuma fortuna no exterior. A partir de 2001, já aparecia R$ 134 milhões no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britanicas:

1997: R$   0 milhões
2001: R$ 134 milhões
2006: R$ 204 milhões
2010: R$ 228 milhões

Sangria da riqueza nacional para o exterior

Ainda que a origem da fortuna seja totalmente legal (o ex-banqueiro foi dono do banco Multiplic e da financeira Losango), fica moralmente complicado para um homem público, que quer influir no destino de uma nação, deixar metade de sua fortuna expatriada, para fugir de pagar impostos no país onde vive.

Justamente por ser milionário, tem maior capacidade contributiva. É muito egoísmo para um político, fazer fortuna no Brasil, ganhando juros pagos por milhões de brasileiros, e em vez de agir com grandeza, gerando empregos e riquezas aqui, deixar aplicada metade da fortuna no exterior, evadindo capitais, poupança interna, e recolhimento de impostos, que poderiam ser feitos aqui. Essa riqueza poderia estar a serviço de financiar produção e empregos no Brasil.

É essa turma que quer colocar Serra no poder, e ter influência na política do Banco Central, do Ministério da Fazenda, do BNDES.

Fortuna feita cobrando juros reais de até 34% ao MÊS no Brasil

Na seção de cartas da "insuspeita" revista Veja de 22/10/1997 (auge do demo-tucanato com FHC no poder, antes de quebrar de vez o Brasil), com a inflação já controlada pelo plano real, um leitor reclamava:


Detalhe: Ronaldo Cezar Coelho era deputado federal pelo PSDB, nesta época.

Serra liberou geral a agiotagem dos bancos: derrubou o teto de 12% de juros, na constituição


A constituição de 1988 determinou que a taxa máxima anual de juros reais permitida seria de 12%, conforme proposto e aprovado pelo ex-deputado constituinte Fernando Gasparian (PMDB-SP):

No artigo 192:

§ 3º - As taxas de juros reais, nelas incluídas comissões e quaisquer outras remunerações direta ou indiretamente referidas à concessão de crédito, não poderão ser superiores a doze por cento ao ano; a cobrança acima deste limite será conceituada como crime de usura, punido, em todas as suas modalidades, nos termos que a lei determinar.

Em 1997, o então senador José Serra (PSDB), apresentou a PEC 21 (proposta de emenda constitucional), para revogar o tabelamento dos juros em 12% ao ano.

Serra articulou e conseguiu aprovar no Senado em 1999. Não é de se estranhar que banqueiros assim emprestem jatinho para o Serra. (Relembre essa história completa da PEC 21 aqui).













Odebrecht diz que caixa dois para Serra foi pago em conta na Suíça

A Odebrecht apontou à Lava Jato dois nomes como sendo os operadores de R$ 23 milhões repassados pela empreiteira via caixa dois à campanha presidencial de José Serra, hoje chanceler, na eleição de 2010.

A empresa afirmou ainda que parte do dinheiro foi transferida por meio de uma conta na Suíça.

O acerto do recurso no exterior, segundo a Odebrecht, foi feito com o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho (ex-PSDB e hoje no PSD), que integrou a coordenação política da campanha de Serra.

O caixa dois operado no Brasil, de acordo com os relatos, foi negociado com o também ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ), próximo de Serra.

Os repasses foram mencionados por dois executivos da Odebrecht nas negociações de acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, e a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba.

Um deles é Pedro Novis, presidente do conglomerado de 2002 a 2009 e atual membro do conselho administrativo da holding Odebrecht S.A. O outro é o diretor Carlos Armando Paschoal, conhecido como CAP, que atuava no contato junto a políticos de São Paulo e na negociação de doações para campanhas eleitorais.

Ambos integram o grupo de 80 funcionários (executivos e empregados de menor expressão) que negociam a delação. Mais de 40 deles, incluindo Novis e Paschoal, já estão com os termos definidos, incluindo penas e multas a serem pagas. Falta apenas a assinatura dos acordos, prevista para ocorrer em meados de novembro.

A Folha revelou em agosto que executivos da Odebrecht haviam relatado à Lava Jato o pagamento de R$ 23 milhões (R$ 34,5 milhões, corrigidos pela inflação) por meio de caixa dois para a campanha de Serra em 2010, quando ele perdeu para a petista Dilma Rousseff.

Foi a primeira menção ao nome do político tucano na investigação que apura esquema de desvio de recursos na Petrobras.

Para corroborar os fatos relatados, a Odebrecht promete entregar aos investigadores comprovantes de depósitos feitos na conta no exterior e também no Brasil.

Segundo informações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a empreiteira doou oficialmente em 2010 R$ 2,4 milhões para o Comitê Financeiro Nacional da campanha do PSDB à Presidência da República (R$ 3,6 milhões em valores corrigidos).

Os executivos disseram aos procuradores que o valor do caixa dois foi acertado com a direção nacional do PSDB, que depois teria distribuído parte dos R$ 23 milhões a outras candidaturas.

Segundo a Folha apurou, os executivos afirmaram também que o pagamento de caixa dois não estava vinculado a nenhuma contrapartida.

Pedro Novis e José Serra são amigos de longa data. O tucano é chamado de "vizinho" em documentos internos da empreiteira por já ter sido vizinho do executivo. O ministro também era identificado como "careca" em algumas ocasiões.

O nome de Serra é um dos que apareceram na lista de políticos encontrada na casa do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o BJ, preso durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé, em fevereiro deste ano.

Benedicto Júnior também está entre os delatores e fechou o foco de sua colaboração com os investigadores.

Os depoimentos dos funcionários da Odebrecht começarão após a assinatura dos acordos de delação.

Depois de finalizados, o material será encaminhado ao relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Teori Zavascki, para homologação.

OPERADORES

Atualmente filiado ao PSD, o empresário Ronaldo Cezar Coelho foi um dos fundadores do PSDB nos anos 80, tendo presidido o partido no Rio de Janeiro.

Durante os mais de 20 anos em que permaneceu na sigla, elegeu-se deputado federal pelo Estado, despontando como um dos políticos mais ricos da Câmara.

É amigo de José Serra e chegou a emprestar seu avião particular para o tucano usar durante a eleição de 2010.

Devido ao bom trânsito no mercado financeiro, teria atuado também como "tesoureiro informal", segundo participantes do comitê eleitoral.

Já Márcio Fortes é conhecido como homem forte de arrecadação entre o tucanato por causa da boa relação que mantém com empresários.

Ele atuou nessa área em campanhas de Fernando Henrique Cardoso à Presidência, na década de 1990, na campanha de 2010 de Serra e na de 2014 de Aécio Neves, todos do PSDB.

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2016/11/07/apontado-como-operador-de-serra-ronaldo-cezar-coelho-pede-repatriacao/








Biografia de Ronaldo César Coelho pelo site da Fundação Getúlio Vargas:
http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/coelho-ronaldo-cesar

COELHO, Ronaldo César
*const. 1987-1988; dep. fed. RJ 1987-1991, 1995, 1996, 1997-2001, 2002, 2006-2007.

Ronaldo César Coelho nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 23 de março de 1947, filho de Osvaldo do Amazonas César Coelho e de Sara Sabat Coelho.
Fez o curso secundário no Colégio Pedro II e o universitário na Pontifícia Universidade Católica (PUC), onde cursou direito entre 1966 e 1970. Iniciou sua vida profissional como vendedor de uma agência de automóveis em Copacabana, bairro onde nasceu. Transferindo-se depois para o mercado de capitais, trabalhou como operador na corretora Multiplic até o final da década de 1960. Funcionário de destaque, tornou-se mais tarde sócio da empresa juntamente com Antônio José Carneiro.
Em 1977, a corretora obteve do governo a concessão para operar como Banco de Investimentos Multiplic, tornando-se, nos anos seguintes, uma das maiores instituições do setor. Presidente do Multiplic, Ronaldo exerceu também a presidência da Associação Nacional dos Bancos de Investimento. Além dessas atividades, tornou-se o maior acionista individual da Souza Cruz. Dono da repetidora da Rede Globo de Televisão em Resende (RJ), tornou-se também proprietário da Antares, empresa de aviões a jato de pequeno porte.
Ingressou na política após a derrota da emenda Dante de Oliveira, em 1984. Votada pela Câmara dos Deputados em 25 de abril, a emenda previa para novembro daquele ano o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República, suspensas desde a instauração do regime militar em abril de 1964. Com a não-aprovação da proposta — faltaram apenas 22 votos para que o projeto fosse enviado à apreciação do Senado —, a sucessão do general João Batista Figueiredo ficou para ser decidida pelo Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985. Até então apenas um banqueiro, Ronaldo engajou-se na campanha do candidato oposicionista, o ex-governador de Minas Gerais Tancredo Neves.
Lançado pela Aliança Democrática, coligação que reuniu o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e os dissidentes do Partido Democrático Social (PDS) que formaram a Frente Liberal, Tancredo foi eleito no Colégio Eleitoral com uma expressiva votação, derrotando Paulo Maluf, candidato governista. Gravemente enfermo, o ex-governador mineiro não chegaria, contudo, a assumir a presidência. Após sucessivas internações, veio a falecer no dia 21 de abril de 1985, sendo substituído no cargo por seu vice José Sarney, que já vinha exercendo a função interinamente desde o dia 15 de março.
Com o fim do regime militar e o advento da chamada “Nova República”, Ronaldo foi convidado, em 1986, a assumir a presidência da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur). Recusou a indicação e candidatou-se em novembro desse ano a uma vaga de deputado federal constituinte, na legenda do PMDB, afastando-se para tanto da presidência do Multiplic. Durante a campanha, contou com o apoio da área de mercado de capitais e do interior do estado do Rio, onde obteve a adesão do prefeito de Campos, Zezé Barbosa, fato decisivo para sua vitória nas urnas. Recebeu 70 mil votos, a segunda maior votação do estado do Rio, e em seguida tentou articular uma frente suprapartidária com os demais deputados fluminenses eleitos, objetivando a aprovação de projetos de interesse do estado.
Empossado na Assembléia Nacional Constituinte em fevereiro de 1987, participou dos trabalhos como membro titular da Subcomissão do Sistema Eleitoral e Partidos Políticos, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e de Garantia das Instituições; e, como suplente, da Subcomissão de Princípios Gerais, Intervenção do Estado, Regime da Propriedade do Subsolo e da Atividade Econômica, da Comissão da Ordem Econômica.
Em maio de 1987, foi interpelado judicialmente pelo governador do Rio de Janeiro, Wellington Moreira Franco (1987-1991), seu correligionário, para explicar denúncias de irregularidades envolvendo deputados fluminenses na indicação de inspetores para a Secretaria de Fazenda do estado. Negando que tivesse acusado o governador ou a bancada do PMDB, afirmou que falava em tese e que se propusera apenas a “denunciar velhas práticas de corrupção que a população deseja ver eliminadas”.
Recusando-se a aceitar a alcunha de representante dos banqueiros, definia-se como um “parlamentar com visão empresarial”. Como constituinte, foi secretário-geral do chamado “Grupo do Entendimento”, que reuniu cerca de 120 parlamentares. Para o Centrão — grupo formado por deputados conservadores —, era o “banqueiro de Marx”; para as esquerdas, o “sócio da rainha”, referência à sua antiga associação com o Banco de Londres. Afirmando ser um “liberal moderno e independente”, declarou ter votado com “idealismo na questão social e com realismo na questão econômica”. Nas principais sessões do período, votou a favor da reforma agrária, da legalização do aborto, dos 120 dias de licença para as gestantes, do turno ininterrupto de seis horas, da manutenção da unicidade sindical, da adoção do parlamentarismo e da instituição do voto facultativo aos 16 anos. Foi contrário à estabilidade no emprego, à nacionalização dos recursos minerais, à discriminação do capital estrangeiro, ao tabelamento dos juros reais em 12% ao ano, à limitação do direito de propriedade, à estatização do sistema financeiro e ao mandato de cinco anos para o presidente Sarney.
Em junho de 1988, foi um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), tornando-se seu presidente regional no Rio de Janeiro. Com a promulgação da nova Constituição em 5 de outubro desse ano, continuou no exercício de seu mandato regular como deputado federal.
Em julho de 1989, foi o responsável direto pela filiação do ex-governador de Pernambuco Roberto Magalhães ao PSDB e de sua adesão, como vice-presidente, à chapa do partido para a presidência da República, encabeçada por Mário Covas. Com a derrota de Covas no primeiro turno da eleição presidencial, pronunciou-se a favor de uma linha de independência no segundo turno. Achava que o PSDB deveria discutir com os militantes a quem apoiar, recusando-se a fazer conchavos ou a trocar apoio por ministérios ou cargos no novo governo.
Seu posicionamento, contudo, não significou uma postura de neutralidade em relação à eleição que se aproximava, uma vez que, seguindo a posição partidária, acabou apoiando Luís Inácio Lula da Silva, candidato da Frente Brasil Popular, coligação formada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB). A seu ver, a questão central para o partido deveria ser o plebiscito sobre o sistema de governo previsto para abril de 1993, que os parlamentaristas, como ele, pretendiam antecipar para 1991. Apesar do apoio que recebeu, Lula não conseguiu se eleger, sendo derrotado no segundo turno, em dezembro de 1989, pelo candidato do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), Fernando Collor de Melo, primeiro presidente a ser eleito por via direta desde a vitória de Jânio Quadros em 1960.
Em junho de 1990, Ronaldo foi convidado pelo ex-governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola para compor chapa visando à eleição para o governo do estado, em outubro seguinte. A coligação com o Partido Democrático Brasileiro (PDT) era defendida, no PSDB fluminense, pelos deputados Artur da Távola e Ana Maria Rattes. A executiva regional do partido, no entanto, rejeitou a proposta com o apoio de Ronaldo, que lançou sua pré-candidatura à sucessão de Moreira Franco.
Realizada a convenção regional do partido, Ronaldo foi indicado candidato a governador do PSDB, tendo em sua chapa como candidato a vice o economista Carlos Lessa. Em seu programa de governo, propunha a unificação das polícias civil e militar, a transformação das favelas em bairros operários, a expansão do metrô e a atração de uma grande fábrica de automóveis para o estado.
Durante a campanha, aproximou-se do presidente Collor, reivindicando que o Rio de Janeiro sediasse a II Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente, marcada para 1992. Sustentou sua posição argumentando que o presidente estava “fazendo um governo eficiente e moderno na área econômica”. Seu posicionamento foi criticado pelos deputados do PSDB, que defendiam uma linha de oposição ao governo federal, seguindo a executiva nacional do partido. Sua candidatura recebeu a adesão de 13 partidos. Apesar de todo esse apoio, ficou em último lugar na disputa, sendo a eleição decidida em favor de Brizola, ainda no primeiro turno. Em janeiro do ano seguinte, ao fim da legislatura 1987-1991, deixou a Câmara dos Deputados.
Depois do pleito estadual, Ronaldo voltou a se ocupar diretamente da campanha pelo parlamentarismo, como coordenador da Frente Parlamentar Ulisses Guimarães. Nessa condição, percorreu o país tentando unir o PSDB em torno de uma aliança com Collor que, para ele, era “o mais importante eleitor do parlamentarismo”. Realizado o plebiscito em abril de 1993, o sistema presidencialista acabou, no entanto, por prevalecer sobre a tese parlamentarista.
Na eleição de outubro de 1994, foi reeleito para a Câmara do Deputados. Como plataforma de campanha, defendeu a necessidade de criação de um projeto regional para o estado do Rio que estimulasse a geração de empregos, através do desenvolvimento da construção naval e da instalação do porto de Sepetiba. Devido a denúncias de irregularidades supostamente ocorridas durante o processo de votação, o pleito foi anulado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado. Realizada uma nova eleição em novembro seguinte, Ronaldo confirmou sua vitória.
Em dezembro de 1994, foi indicado pelo governador recém-eleito Marcelo Alencar para a Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo do futuro governo. Aceitando o convite, assumiu o cargo em 1º de janeiro de 1995. No mês seguinte foi empossado na Câmara, licenciando-se em seguida para continuar como secretário. Substituído no Legislativo federal pelo suplente Sílvio Lopes, teve, como sua maior realização à frente da secretaria, a instalação de uma fábrica da Volkswagen, em Resende (RJ), em julho de 1995.
No início de 1996, anunciou a intenção de disputar a prefeitura do Rio de Janeiro na legenda do PSDB, tendo em vista o pleito de outubro do mesmo ano. Tencionando demitir-se da secretaria para participar da campanha, sofreu entretanto a oposição do governador Marcelo Alencar, que declarou apoio ao deputado estadual Sérgio Cabral Filho. Advertido por Marcelo de que não seria reconduzido ao cargo caso fosse derrotado na convenção do partido, Ronaldo decidiu no entanto manter sua candidatura, deixando a secretaria no dia 31 de maio de 1996. Seu substituto, o deputado federal Márcio Fortes, havia renunciado à disputa dentro do PSDB tão logo Marcelo Alencar anunciara a decisão de apoiar Cabral Filho.
Favorável à reprodução da aliança entre o PSDB e o Partido da Frente Liberal (PFL) que elegera o presidente Fernando Henrique Cardoso em 1994, Ronaldo era um dos principais defensores de um acordo do PSDB com o prefeito César Maia (então no PFL), com quem Marcelo Alencar estava rompido. Segundo afirmava, sua candidatura era a única capaz de atrair o apoio do PFL e evitar o retorno do “populismo brizolista”.
Com o agravamento da crise vivida pelos “tucanos”, Ronaldo admitiu apoiar uma possível candidatura de consenso do senador Artur da Távola, nome sugerido por Fernando Henrique. Como a iniciativa não foi adiante, e reconhecendo que a indicação de candidatura no PSDB do Rio seria decidida pelo governador, não chegou a disputar a convenção do partido, realizada em junho de 1996. Apesar disso, teve seu nome incluído na lista de votação, sendo derrotado por Cabral Filho. Revoltado com o registro de sua candidatura, acusou os convencionais de serem “funcionários do governo estadual” e de estarem “muito próximos das benesses do poder”. Agredido fisicamente pelos partidários de Sérgio Cabral, referiu-se a seus agressores como “ex-militantes do PDT [que haviam ingressado no PSDB junto com Marcelo Alencar] desabituados a conviver num partido pluralista”. Vitorioso na disputa interna do PSDB, Cabral Filho não teria contudo a mesma sorte no pleito municipal, sendo derrotado, no segundo turno de novembro de 1996, pelo candidato do PFL, Luís Paulo Conde.
Presidente do Comitê Rio 2004
Passada a convenção, Ronaldo retornou à Câmara dos Deputados ainda em junho de 1996, mas não por muito tempo. No mês seguinte, foi nomeado por Fernando Henrique embaixador extraordinário do Brasil junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI), solicitando por isso nova licença do mandato e sendo substituído, dessa vez, pelo suplente Airton Xerez. Na mesma época, foi também indicado para presidir o Comitê Rio 2004, em substituição a Rafael de Almeida Magalhães. Empresa criada pela Prefeitura do Rio, pelo governo do estado, pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e pela Associação Comercial do Rio de Janeiro, o comitê tinha como objetivo divulgar a candidatura da cidade para sediar os Jogos Olímpicos de 2004.
Em julho de 1996, a candidatura do Rio foi oficialmente aceita pelo COI. No mês seguinte, Ronaldo esteve na sede da entidade (em Lausanne, Suíça) para entregar o dossiê com a proposta brasileira. Indo além do projeto de construção de uma vila olímpica e do programa de obras de infraestrutura — entre as quais se destacava a proposta de construção de um túnel submarino ligando o Rio a Niterói —, a “questão social” era o grande mote da candidatura. Entre outras coisas, o dossiê enfatizava o papel que, nas palavras de Ronaldo, as Olimpíadas poderiam ter no “equacionamento dos problemas oriundos da exclusão social” e na “integração social da cidade”. Talvez, por isso, a campanha tenha recebido uma grande adesão popular, com a participação de artistas e de vários segmentos sociais.
Em novembro, no entanto, às vésperas da chegada dos representantes do COI que viriam analisar as condições da cidade, a candidatura do Rio começou a revelar suas deficiências. Descontente com a atuação do comitê, o sociólogo Herbert de Sousa, o Betinho, coordenador da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, afirmou que a campanha liderada por Ronaldo não estava priorizando os programas da “agenda social” estabelecida pelo movimento. Embora as declarações de Betinho tenham sido depois minimizadas, o episódio não escondeu as divisões existentes na campanha.
O prefeito César Maia, responsável oficial pela candidatura, também insatisfeito com a atuação de Ronaldo, decidiu não comparecer à cerimônia de abertura dos trabalhos do COI. Para completar, ao fim da vistoria, os representantes estrangeiros apontaram problemas nos setores ambiental, de transportes e de telecomunicações do Rio. Preocupados com os altos índices de violência na cidade, questionaram ainda a capacidade dos organizadores de conseguir o patrocínio de 464 milhões de dólares estipulado no projeto.
Em 20 de fevereiro de 1997, Ronaldo foi reempossado como deputado federal para a legislatura 1995-1999, em virtude da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de anular o pleito de novembro de 1994 e de diplomar novamente a bancada do Rio de Janeiro, de acordo com o resultado da primeira eleição. Solicitando nova licença do mandato para continuar exercendo as funções de embaixador junto ao COI, sua vaga na Câmara foi ocupada pelo suplente Flávio Palmier da Veiga.
Ainda em fevereiro, quase que antecipando o resultado da avaliação do COI, acusou a imprensa estrangeira de manipular informações em favor de Buenos Aires, uma das 11 cidades classificadas. No mês seguinte, as finalistas foram por fim anunciadas. Eram elas: Roma, Atenas, Estocolmo, Cidade do Cabo e Buenos Aires. O Rio estava desclassificado. Tempos depois, Atenas seria eleita para sediar os Jogos Olímpicos de 2004.
Com a derrota, voltaram à tona as críticas ao comitê. Questionado por não ter respondido por escrito às objeções feitas pelo COI à candidatura do Rio, Ronaldo foi ainda acusado pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Artur Nuzman, de ter mantido a entidade afastada da campanha. Segundo César Maia — para quem o comitê organizador havia substituído a prefeitura no papel de anfitrião do COI —, a estratégia de vincular a candidatura ao desenvolvimento social da cidade também fora equivocada. Afirmando ter herdado dívidas das gestões anteriores à sua, Ronaldo rebateu as críticas sugerindo que elas deveriam ter sido feitas no momento adequado.

NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Em abril de 1997, reassumiu sua cadeira na Câmara. Dois meses depois, reconciliou-se com Marcelo Alencar e firmou um acordo para a formação da chapa do PSDB às eleições do ano seguinte. Comprometendo-se a apoiar a reeleição do governador, foi indicado para ser o candidato do partido ao Senado. Assumiu, no mês de julho, uma das vice-lideranças do governo na Câmara e, em novembro, votou favoravelmente ao destaque do projeto de reforma administrativa do Executivo, que instituiu a possibilidade de demissão no serviço público por insuficiência de desempenho ou por excesso de gastos com pessoal.
Em maio de 1998, Marcelo Alencar anunciou que não iria mais disputar a reeleição e indicou para substituí-lo o vice-governador Luís Paulo Correia da Rocha. Com a desistência do governador, Ronaldo passou a defender o apoio do PSDB a César Maia, candidato do PFL. Desautorizado por Alencar, acabou também renunciando à postulação ao Senado e lançou-se candidato à reeleição como deputado federal. Sem lançar outro nome ao Senado, os tucanos decidiram então apoiar a candidatura de Moreira Franco, do PMDB.
No pleito de outubro de 1998, Luís Paulo Correia da Rocha foi derrotado já no primeiro turno, sendo a eleição decidida em segundo escrutínio com a vitória do candidato do PDT, Anthony Garotinho. Na eleição para o Senado, Moreira Franco também não foi bem-sucedido, sendo derrotado por Saturnino Braga, do PSB. Ronaldo César Coelho, no entanto, foi reeleito para a Câmara dos Deputados com 131 mil votos.
No mês seguinte, ainda durante a legislatura 1995-1999, votou a favor da criação de um teto para as aposentadorias dos funcionários públicos e da instituição de uma idade mínima e do tempo de contribuição como critérios de cálculo para a concessão de aposentadorias no setor privado. Durante o ano de 1998, foi membro titular da Comissão de Economia, Indústria e Comércio.
Assumiu seu novo mandato em fevereiro de 1999. Entre março de 2000 e fevereiro de 2001 ocupou a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação. Nessa legislatura, exerceu também a função de vice-líder do governo federal no Congresso Nacional. No período em que ocupou esse cargo, participou da articulação para a aprovação de diversos projetos, como a legislação para a regulação dos planos de saúde; a legislação dos remédios “genéricos”; a chamada “Lei Pelé”, elaborada com o intuito de modernizar o esporte no país; e a lei de regulamentação da Agência Nacional de Saúde (ANS).
Nas eleições municipais de 2000, foi lançado pelo PSDB candidato à prefeitura do Rio de Janeiro. Recebeu 59.058 votos, ou 1,82% dos votos válidos, ocupando a sexta colocação. No segundo turno, na disputa entre Luís Paulo Conde, do PFL, e César Maia, então no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), apoiou este último, eleito na ocasião.
Na Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro

Em julho de 2001, assumiu a Secretaria de Saúde da cidade do Rio de Janeiro, na administração de César Maia. Esperava-se que o novo secretário aplicasse as políticas adotadas pelo Ministério da Saúde. Essa tarefa seria facilitada pelo fato de o então ministro José Serra ser do PSDB, partido de Ronaldo. A nomeação provocou algumas críticas. Uma delas se relacionou à possibilidade de haver uma contradição de interesses entre a campanha contra o tabagismo então feita pelo governo federal e o fato de Ronaldo deter cerca de 5% das ações da maior fabricante de cigarros do país, a Souza Cruz. Além disso, foi criticado por não ser originário da área da saúde, diferentemente de seu antecessor, o sanitarista Sérgio Arouca.
Procurou aplicar, enquanto esteve à frente da secretaria, conceitos de administração racionalizada trazidos da iniciativa privada, onde desenvolveu sua trajetória profissional. Nesse período, aproveitando a aproximação com o governo de Fernando Henrique Cardoso e com seu ministro da Saúde José Serra (seus companheiros de partido), obteve apoio financeiro federal para a construção no município de oito maternidades e três hospitais. Deixou o cargo em março de 2002, reassumindo seu mandato de deputado federal, com o intuito de buscar a reeleição em outubro. Foi reeleito com 87.761 votos e logo depois foi convidado por César Maia para reassumir a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Em fevereiro de 2003, foi empossado na Câmara dos Deputados, licenciando-se em seguida para continuar atuando como secretário.
Nesse novo período à frente da secretaria, desenvolveu o projeto Remédio em Casa, de distribuição de remédios a domicílio, que foi reproduzido posteriormente em diversos estados. Apesar da iniciativa, em dezembro de 2004 sofreu ameaça de prisão por descumprir decisão judicial que obrigava o governo municipal a fornecer remédios gratuitos a pacientes carentes. A decisão se baseava no artigo 196 da Constituição Federal, que define que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”. Sua prisão chegou a ser decretada em maio de 2005, mas foi revogada após a imediata entrega dos medicamentos em questão.
Ainda em 2004, César Maia se candidatou à reeleição na legenda do PFL, ao qual havia retornado, obtendo o apoio do PSDB e de Ronaldo. Foi reeleito em primeiro turno, e Ronaldo seguiu ocupando a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.
Em 2005, estourou uma crise na área de saúde do município, que envolveu uma disputa entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e o governo de Luís Inácio Lula da Silva, do PT, que havia assumido em2003. A Prefeitura acusou o governo federal de ter acumulado uma vultosa dívida por conta de unidades de saúde originalmente federais que haviam sido municipalizadas em 1999. Já o governo federal declarou que os atendimentos nos hospitais municipais eram de má qualidade devido a problemas de gestão específicos da Prefeitura. O governo federal ofereceu repasses anuais para sanar a crise, que foram considerados baixos pela Prefeitura. Finalmente, diante do que entendeu como falta de disposição para a negociação, em 11 de março de 2005 o governo federal publicou decreto declarando estado de calamidade pública na saúde do município, e assumiu o controle de seis hospitais da rede municipal. A decisão provocou protestos do secretário de Saúde, que afirmou não existir uma situação de calamidade que justificasse a intervenção, e acusando-a de ter “motivações políticas”. A intervenção foi suspensa oficialmente em abril, mas o governo federal manteve até o ano seguinte algumas das atividades (regularmente fora de sua alçada) desenvolvidas durante o período, como os mutirões de cirurgias e o funcionamento de “hospitais de campanha” montados em alguns pontos da cidade pelo Exército. 
Em janeiro de 2006, Ronaldo envolveu-se em nova polêmica. Ao receber a visita do ministro da Saúde Saraiva Felipe (do PMDB) no Hospital Sousa Aguiar, providenciou o aluguel de dez aparelhos de ar-condicionado por quatro horas – período em que ocorreria a estada do ministro. Na ocasião, reconheceu ser o responsável pelo aluguel, e declarou que “não faz sentido receber o ministro da Saúde aqui e não ter ar condicionado. (...) Isso é implicância de quinta categoria e não tem nada a ver com saúde. É uma bobagem. (...) Não sei quanto custou e não vou discutir preço de aluguel de ar-condicionado”.
Deixou secretaria em abril de 2006, com o intuito de se candidatar a uma vaga no Senado Federal. Retornou à Câmara dos Deputados, chegando a assumir a vice-presidência da Comissão de Minas e Energia. Nas eleições de outubro foi candidato a senador na legenda do PSDB e recebeu 370.080 votos, ou 5,03% dos votos válidos, ficando na quarta colocação. O eleito foi o candidato Francisco Dornelles, do Partido Progressista (PP). Em janeiro de 2007, ao final da legislatura, deixou a Câmara dos Deputados. Voltou à Prefeitura do Rio de Janeiro a convite de César Maia, assumindo a Secretaria Especial de Articulação Institucional. Em outubro, deixou o PSDB e filiou-se ao Democratas (DEM), mesma legenda do prefeito.
Em abril de 2008, com a reforma do secretariado visando à desincompatibilização dos secretários para as eleições municipais daquele ano, Ronaldo deixou a Prefeitura. Foi sugerido nesse período que poderia se candidatar tanto a vereador quanto a prefeito. No entanto, nas eleições daquele ano, acabou não concorrendo a nenhum cargo, enquanto seu novo partido apoiou a candidatura para prefeito de Fernando Gabeira, do Partido Verde (PV), que foi derrotado.
Casou-se com Ana Cândida de Sousa, com quem teve um filho.
Maria Carmina Monteiro/Luís Otávio de Sousa/Fabricio Pereira da Silva


FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); CÂM. DEP. Lista de suplentes (1995-1999); COELHO, J. & OLIVEIRA, A.NovaDia (19/11/89 e 15/7/90); O Estado de S. Paulo (15/5/88 e 2/6/98); Folha de S. Paulo (24/4/87, 2/3/88, 7/7/89, 12/2/95, 9/3/97, 5/2, 29/9, 10/10 e 11/11/98, 2/2/99, 7/7/01, 23/4, 7/5 e 1/8/05, 11/1 e 20/1/06); O Globo (29/5, 4/6, 6/6, 28/10 e 20/11/87, 27/1, 13, 16/6, 9, 17, 21/7 e 19/8/90, 9/3/93, 10/9/94, 20/3, 28, 29/5, 1, 8, 17/6, 16/8, 23/10, 21 e 23/11/96, 5, 22/2, 8, 9 e 10/3/97, 12/5 e 7/10/98, 2/4/08);Jornal do Brasil (30/12/86, 12/4, 28, 29/5 e 19/10/87, 11/1, 27/4 e 1/5/88, 5/1/89, 13/6 e 13/7/90, 27/6, 8 e 11/7/91, 2/3, 23/9, 6/10 e 6/11/94, 15/7/95, 15/4, 15, 16, 17/6 e 4/8/96, 9/3, 7/6, 9/7 e 5/9/97 e 9/5/98); MOTA, C. & LOPEZ, A. Brasil.



Especial: É tudo um assunto só!

Outro dia discutindo sobre as manifestações do dia 15, sobre crise do governo e a corrupção da Petrobrás eu perguntei a ele se tinha acompanhado a CPI da Dívida Pública. Então ele me respondeu: Eu lá estou falando de CPI?! Não me lembro de ter falado de CPI nenhuma! Estou falando da roubalheira... A minha intenção era dizer que apesar de ter durado mais de 9 meses e de ter uma importância ímpar nas finanças do país, a nossa grande mídia pouco citou que houve a CPI e a maioria da população ficou sem saber dela e do assunto... Portanto não quis fugir do assunto... é o mesmo assunto: é a política, é a mídia, é a corrupção, são as eleições, é a Petrobras, a auditoria da dívida pública, democracia, a falta de educação, falta de politização, compra de votos, proprina, reforma política, redemocratização da mídia, a Vale, o caso Equador, os Bancos, o mercado de notícias, o mensalão, o petrolão, o HSBC, a carga de impostos, a sonegação de impostos,a reforma tributária, a reforma agrária, os Assassinos Econômicos, os Blog sujos, o PIG, as Privatizações, a privataria, a Lava-Jato, a Satiagraha, o Banestado,  o basômetro, o impostômetro, É tudo um assunto só!...



A dívida pública brasileira - Quem quer conversar sobre isso?

Escândalo da Petrobrás! Só tem ladrão! O valor de suas ações caíram 60%!! Onde está a verdade?

A revolução será digitalizada (Sobre o Panamá Papers)

O tempo passa... O tempo voa... E a memória do brasileiro continua uma m#rd*

As empresas da Lava-jato = Os Verdadeiros proprietários do Brasil = Os Verdadeiros proprietários da mídia.

Desastre na Barragem Bento Rodrigues <=> Privatização da Vale do Rio Doce <=> Exploração do Nióbio

Sobre o mensalão: Eu tenho uma dúvida!

Trechos do Livro "Confissões de um Assassino Econômico" de John Perkins 

Meias verdades (Democratização da mídia)

Spotniks, o caso Equador e a história de Rafael Correa.

O caso grego: O fogo grego moderno que pode nos dar esperanças contra a ilegítima, odiosa, ilegal, inconstitucional e insustentável classe financeira.


A PLS 204/2016, junto com a PEC 241-2016 vai nos transformar em Grécia e você aí preocupado com Cunha e Dilma?!

A PEC 241. Onde as máscaras caem.

Uma visão liberal sobre as grandes manifestações pelo país. (Os Oligopólios cartelizados)


Depoimento do Lula: "Nunca antes nesse país..." (O país da piada pronta)
(Relata "A Privataria Tucana", a Delação Premiada de Delcidio do Amaral e o depoimento coercitivo do Lula para a Polícia Federal)


Seminário Nacional - Não queremos nada radical: somente o que está na constituição.

Seminário de Pauta 2015 da CSB - É tudo um assunto só...

UniMérito - Assembleia Nacional Constituinte Popular e Ética - O Quarto Sistema do Mérito 

Jogos de poder - Tutorial montado pelo Justificando, os ex-Advogados Ativistas
MCC : Movimento Cidadão Comum - Cañotus - IAS: Instituto Aaron Swartz


As histórias do ex-marido da Patrícia Pillar

As aventuras de uma premiada brasileira! (Episódio 2016: Contra o veto da Dilma!)

A mídia é o 4° ou o 1° poder da república? (Caso Panair, CPI Times-Life)

O Mercado de notícias - Filme/Projeto do gaúcho Jorge Furtado

Quem inventou o Brasil: Livro/Projeto de Franklin Martins (O ex-guerrilheiro ouve música)

Eugênio Aragão: Carta aberta a Rodrigo Janot (o caminho que o Ministério público vem trilhando)

Luiz Flávio Gomes e sua "Cleptocracia"

Comentários políticos com Bob Fernandes.

Ricardo Boechat - Talvez seja ele o 14 que eu estou procurando...



PPPPPPPPP - Parceria Público/Privada entre Pilantras Poderosos para a Pilhagem do Patrimônio Público

Pedaladas Fiscais - O que são? Onde elas vivem? Vão provocar o impeachment da Dilma?

Como o PT blindou o PSDB e se tornou alvo da PF e do MPF - É tudo um assunto só!

InterVozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social

Ajuste Fiscal - Trabalhadores são chamados a pagar a conta mais uma vez


Resposta ao "Em defesa do PT"

Melhores imagens do dia "Feliz sem Globo" (#felizsemglobo)



Desastre em Mariana/MG - Diferenças na narrativa.

Quanto Vale a vida?!


Questões de opinião:

Eduardo Cunha - Como o Brasil chegou a esse ponto?




Sobre a Ditadura Militar e o Golpe de 64:

Dossiê Jango - Faz você lembrar de alguma coisa?

Comissão Nacional da Verdade - A história sendo escrita (pela primeira vez) por completo.

Sobre o caso HSBC (SwissLeaks):

Acompanhando o Caso HSBC I - Saiu a listagem mais esperadas: Os Políticos que estão nos arquivos.

Acompanhando o Caso HSBC II - Com a palavra os primeiros jornalistas que puseram as mãos na listagem.

Acompanhando o Caso HSBC III - Explicações da COAF, Receita federal e Banco Central.

Acompanhando o Caso HSBC V - Defina: O que é um paraíso fiscal? Eles estão ligados a que países?

Acompanhando o Caso HSBC VI - Pausa para avisar aos bandidos: "Estamos atrás de vocês!"... 

Acompanhando o Caso HSBC VII - Crime de evasão de divisa será a saída para a Punição e a repatriação dos recursos

Acompanhando o Caso HSBC VIII - Explicações do presidente do banco HSBC no Brasil

Acompanhando o Caso HSBC IX  - A CPI sangra de morte e está agonizando...

Acompanhando o Caso HSBC X - Hervé Falciani desnuda "Modus-Operandis" da Lavagem de dinheiro da corrupção.





Sobre o caso Operação Zelotes (CARF):

Acompanhando a Operação Zelotes!

Acompanhando a Operação Zelotes II - Globo (RBS) e Dantas empacam as investigações! Entrevista com o procurador Frederico Paiva.

Acompanhando a Operação Zelotes IV (CPI do CARF) - Apresentação da Polícia Federal, Explicação do Presidente do CARF e a denuncia do Ministério Público.

Acompanhando a Operação Zelotes V (CPI do CARF) - Vamos inverter a lógica das investigações?

Acompanhando a Operação Zelotes VI (CPI do CARF) - Silêncio, erro da polícia e acusado inocente depõe na 5ª reunião da CPI do CARF.

Acompanhando a Operação Zelotes VII (CPI do CARF) - Vamos começar a comparar as reportagens das revistas com as investigações...

Acompanhando a Operação Zelotes VIII (CPI do CARF) - Tem futebol no CARF também!...

Acompanhando a Operação Zelotes IX (CPI do CARF): R$1,4 Trilhões + R$0,6 Trilhões = R$2,0Trilhões. Sabe do que eu estou falando?

Acompanhando a Operação Zelotes X (CPI do CARF): No meio do silêncio, dois tucanos batem bico...

Acompanhando a Operação Zelotes XII (CPI do CARF): Nem tudo é igual quando se pensa em como tudo deveria ser...

Acompanhando a Operação Zelotes XIII (CPI do CARF): APS fica calado. Meigan Sack fala um pouquinho. O Estadão está um passo a frente da comissão? 

Acompanhando a Operação Zelotes XIV (CPI do CARF): Para de tumultuar, Estadão!

Acompanhando a Operação Zelotes XV (CPI do CARF): Juliano? Que Juliano que é esse? E esse Tio?

Acompanhando a Operação Zelotes XVI (CPI do CARF): Senhoras e senhores, Que comece o espetáculo!! ("Operação filhos de Odin")

Acompanhando a Operação Zelotes XVII (CPI do CARF): Trechos interessantes dos documentos sigilosos e vazados.

Acompanhando a Operação Zelotes XVIII (CPI do CARF): Esboço do relatório final - Ainda terão mais sugestões...

Acompanhando a Operação Zelotes XIX (CPI do CARF II): Melancólico fim da CPI do CARF. Início da CPI do CARF II

Acompanhando a Operação Zelotes XX (CPI do CARF II):Vamos poupar nossos empregos


Sobre CBF/Globo/Corrupção no futebol/Acompanhando a CPI do Futebol:

KKK Lembra daquele desenho da motinha?! Kajuru, Kfouri, Kalil:
Eu te disse! Eu te disse! Mas eu te disse! Eu te disse! K K K

A prisão do Marin: FBI, DARF, GLOBO, CBF, PIG, MPF, PF... império Global da CBF... A sonegação do PIG... É Tudo um assunto só!!

Revolução no futebol brasileiro? O Fim da era Ricardo Teixeira. 

Videos com e sobre José Maria Marin - Caso José Maria MarinX Romário X Juca Kfouri (conta anonima do Justic Just ) 

Do apagão do futebol ao apagão da política: o Sistema é o mesmo


Acompanhando a CPI do Futebol - Será lúdico... mas espero que seja sério...

Acompanhando a CPI do Futebol II - As investigações anteriores valerão!

Acompanhando a CPI do Futebol III - Está escancarado: É tudo um assunto só!

Acompanhando a CPI do Futebol IV - Proposta do nobre senador: Que tal ficarmos só no futebol e esquecermos esse negócio de lavagem de dinheiro?!

Acompanhando a CPI do Futebol VII - Uma questão de opinião: Ligas ou federações?!

Acompanhando a CPI do Futebol VIII - Eurico Miranda declara: "A modernização e a profissionalização é algo terrível"!

Acompanhando a CPI do Futebol IX - Os presidentes de federações fazem sua defesa em meio ao nascimento da Liga...

Acompanhando a CPI do Futebol X - A primeira Liga começa hoje... um natimorto...

Acompanhando a CPI do Futebol XI - Os Panamá Papers - Os dribles do Romário - CPI II na Câmara. Vai que dá Zebra...

Acompanhando a CPI do Futebol XII - Uma visão liberal sobre a CBF!

Acompanhando a CPI do Futebol XIII - O J. Awilla está doido! (Santa inocência!)



Acompanhando o Governo Michel Temer

Acompanhando o Governo Michel Temer I