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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Facebook compra aplicativo de fotos Instagram por US$ 1 bilhão - Principais Reportagens

Facebook compra aplicativo de fotos Instagram por US$ 1 bilhão


Publicação: AFP - Agence France-Presse 10/04/2012 09:03 
 
SAN FRANCISCO - A rede social Facebook anunciou nesta segunda-feira um acordo para a compra do aplicativo para compartilhamento de fotos Instagram por 1 bilhão de dólares, em dinheiro e em ações da companhia.

"Estou muito feliz em anunciar que fechamos a compra do Instagram e que sua talentosa equipe vai se unir ao Facebook", disse o presidente-executivo da rede social, Mark Zuckerberg, em comunicado.

"Durante anos, temos nos concentrado em criar a melhor experiência para compartilhar fotos com os amigos e a família", disse o fundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg. "Agora, vamos poder trabalhar com a equipe do Instagram para oferecer as melhores alternativas para compartilhar boas fotos com outras pessoas segundo seus próprios interesses", completou.

O Facebook acaba de comprar uma empresa que segundo um blog corporativo tem apenas 14 funcionários.

O Instagram, com um preço de compra de 1 bilhão de dólares e sem volume de negócios no sentido tradicional do termo, já que é um aplicativo gratuito, gerou para seus proprietários 1,8 milhão de dólares diários em seus 551 dias de existência levando em conta o preço da venda.

Zuckerberg destacou que é a primeira vez que o Facebook compra uma empresa com tantos usuários e afirmou que não previam realizar mais operações desse tipo.

O sucesso do Instagram resume-se a alguns dados publicados em sua página da internet: mais de 30 milhões de usuários inscritos, mais de 1 bilhão de fotos publicadas a um ritmo anual de 5 milhões de fotos por dia, com 575 alertas de "curti" no Facebook e 81 comentários por segundo.

"Acreditamos que estes sistemas diferentes vão se complementar", mas para isso "temos que ter em mante a manutenção e o desenvolvimento das vantagens características do Instagram mais do que tentar integrá-lo ao Facebook", afirmou Zuckergerg, reiterando que o Instagram manterá sua independência.

O Instagram permite tirar fotos do celular em dimensões similares às antigas Polaroid e também oferece uma série de filtros pré-configurados para retocá-las e depois compartilhá-las na rede.


O criador do Instagram acabou o curso, deu uma nega a Zuckerberg e estagiou no Twitter

Publicação: Site http://www.publico.pt/Tecnologia/ 10.04.2012 - 12:15 Repórter Alexandre Martins

Kevin Systrom Kevin Systrom (DR)
É sempre com alguma admiração que lemos as histórias de sucesso dos maiores inovadores do mundo dos computadores e da Internet. Quando ficamos a saber que Bill Gates, Steve Jobs, Mark Zuckerberg, Michael Dell ou Jack Dorsey, criador do Twitter, não chegaram a concluir uma licenciatura, muitos não conseguem sequer evitar um sorriso malandro no canto da boca.

Mas agora há um novo tipo na cidade, candidato a um lugar no olimpo dos deuses da tecnologia, e cujo passado desafia a ideia do geniozinho que nasceu para ser um empreendedor de sucesso: chama-se Kevin Systrom e acabou de vender a sua criação, o Instagram – a aplicação para telemóveis de partilha de fotografias com filtros profissionais mais popular do momento – por mil milhões de dólares (764 milhões de euros). Isso mesmo. Mil. Milhões. De dólares. O comprador foi o Facebook, a rede social criada por um desses multimilionários que tinham mais que fazer do que prestar atenção ao que os professores diziam.

Os caminhos de Kevin Systrom, Mark Zuckerberg e Jack Dorsey cruzaram-se em meados da década passada, numa altura em que o Facebook dava os primeiros passos e o Twitter era ainda uma incógnita em 140 caracteres.

Em 2004, um ainda adolescente e ainda estudante universitário Mark Zuckerberg mostrava-se interessado por uma aplicação chamada Photobox, desenvolvida por um outro aluno da Universidade de Stanford chamado Kevin Systrom. "Eu notei que havia um problema: na universidade, muitas pessoas tiravam fotografias e enviavam enormes ficheiros Zip através da rede de correio electrónico de Stanford. Isso não fazia sentido: deveríamos ter um sítio em que toda a gente poderia pôr as suas fotos e descarregar as que quisesse”, recordou Kevin Systrom, em declarações ao site da revista de tecnologia e design Fast Company.

Systrom recordou que Zuckerberg foi directo ao assunto: “Quando me encontrei com o Adam [D’Angelo] e o Mark [Zuckerberg], eles perguntaram-me: ‘Nós também estamos a trabalhar numa cena sobre fotografias, não queres falar connosco sobre o Facebook?’”

A ideia parecia aliciante, mas a personalidade mais cautelosa de Kevin Systrom entrou em cena. Hoje em dia, olhando para trás, o novo milionário da tecnologia admite sentir alguma mágoa: “Infelizmente decidi que queria continuar a estudar. É uma daquelas decisões que me fazem olhar para trás. Adorava ter feito parte do crescimento do Facebook, mas eu tinha acabado de conhecer aqueles tipos”.

Depois de ter dado uma nega a Mark Zuckerberg, Systrom foi estagiar três meses para uma startup chamada Odeo, em 2006, onde um jovem chamado Jack Dorsey não deixava de pensar numa forma de pôr meio mundo em contacto através de 140 caracteres – Kevin Systrom acabou por fazer parte do nascimento do Twitter e é mesmo um dos poucos utilizadores que usa o seu nome próprio (@Kevin).

Mas nem o interesse de Zuckerberg, nem o estágio com Dorsey parecem ter feito despertar o jovem empreendedor que havia em Kevin Systrom. Depois da cobiça do Facebook e da passagem pelo Twitter, Systrom trabalharia ainda alguns anos na Google, antes de lançar o Instagram com o brasileiro Mike Krieger, em 2010.

Apesar de tudo – principalmente depois do anúncio da compra da empresa por mil milhões de dólares –, Systrom faz um balanço positivo das escolhas que foi fazendo ao longo da sua vida: “Toda a gente tem uma história sobre o facto de ter tido a oportunidade de trabalhar na empresa X, Y ou Z. Em Stanford, tive a oportunidade de acompanhar muitas inovações e de conhecer algumas das pessoas mais inteligentes, que estavam a desenvolver as coisas mais incríveis. Quando finalmente eu próprio consegui fazer uma dessas coisas, senti que fazia todo o sentido”, cita a Fast Company.

A empresa que desenvolve a aplicação Instagram foi comprada pelo Facebook por mil milhões de dólares (em comparação, a Yahoo pagou 35 milhões de dólares pelo Flickr, em Março de 2005). A notícia foi avançada pelo próprio Mark Zuckerber, na segunda-feira, numa mensagem publicada na sua página. “Estou entusiasmado por partilhar a notícia de que chegámos a acordo para comprar o Instagram e que a sua equipa vai fazer parte do Facebook”, escreveu Zuckerberg. O patrão do Facebook garante que a ideia é desenvolver a aplicação de fotografias como uma aplicação independente e não integrá-la na rede social, mantendo todas as suas características actuais, incluindo a possibilidade de partilha de imagens com outros serviços como o Tumbrl ou o Twitter, por exemplo.

Instagram

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Instagram
Logotipo
Desenvolvedor Burbn, Inc.
Lançado em 6 de outubro de 2010
Versão estável 2.0.0 (20 de setembro de 2011;)
Idioma(s) Inglês, mandarim, francês, alemão, italiano, japonês, latim, koreano, português e espanhol
Sistema Operacional Apple iOS, Android
Gênero(s) Fotografia digital
Licença Freeware
Estado do desenvolvimento Ativo
Página oficial instagram.com
Tamanho 11,4 MB

Instagram é um aplicativo gratuito de compartilhamento e tratamento de fotos desenvolvido por Kevin Systrom e Mike Krieger e projetado, inicialmente, para uso em dispositivos móveis Apple iOS; posteriormente disponibilizado no sistema Android. O aplicativo permite aos seus usuários compartilharem imagens, bem como aplicarem nelas uma grande variedade de filtros e efeitos disponíveis. Eles podem compartilhá-las através do aplicativo e em redes sociais como Twitter, Facebook, Foursquare e Tumblr.[1]
Instagram, em conformidade com o padrão Kodak Instamatic e o de câmeras Polaroid, reformata as fotos para adequarem-se a formatos 4:3. Diferentemente da proporção 3:2, normalmente utilizada pelas câmeras de dispositivo iOS

Empresa

A empresa desenvolvedora do aplicativo foi aberta por Kevin Systrom e Mike Krieger, também desenvolvedores do software, sem qualquer capital ou modelo específico de negócios. A empresa não havia recebido financiamentos até fevereiro de 2011, quando anunciou que estaria recebendo U$ 7 milhões em aporte financeiro proveniente de inúmeros investidores, incluindo Benchmark Capital, Jack Dorsey, e D'Angelo Adam. A empresa ainda não declarou como pretende tornar rentável seu produto, embora tenha deixado implícita a possibilidade de futuramente implementar publicidade paga.
Em novembro de 2010, Dan Frommer da Business Insider afirmou que a Instagram era a desenvolvedora de aplicativos para iPhone mais "promissora", até o momento.
Em setembro de 2011, a Instagram já havia conquistado quase dez milhões de usuários, possuindo uma equipe de apenas seis funcionários.
No dia 3 de abril de 2012, a Instagram disponibilizou o seu aplicativo para a plataforma Android, do Google. Um dia depois, o Instagram para Android atingiu cerca de um milhão de downloads no Google Play. A disponibilidade do aplicativo para outras plataformas gerou insatisfação por parte de alguns consumidores.
Em 9 de abril de 2012, o Facebook adquiriu o Instagram por aproximadamente 1 bilhão de dólares.

Equipe

O grupo foi originalmente formado quando Kevin Systrom trabalhou com o brasileiro Mike Krieger, e recebeu aporte financeiro da Baseline Ventures e de Andreessen Horowitz. O projeto original, chamado Burbn, possuía inúmeros recursos - porém, após Krieger integrar-se à equipe, optou-se por direcionar o aplicativo a uma finalidade específica, fotos a partir de dispositivos móveis, eliminando assim todos os outros aspectos do programa. O que restou foi o Instagram.
O aplicativo foi disponibilizado na loja do iTunes em 6 de outubro de 2010. Logo após o lançamento, Josh Riedel juntou-se à equipe como gerente de comunidade, Shayne Sweeney integrou-se à equipe em novembro de 2010, Jessica Zollman foi contratada como promotora em agosto de 2011 e Ryan Oli, um recrutador anteriormente no Twitter, juntou-se no final de agosto de 2011.

Funcionalidades


Colagem de uma imagem modificada com a aplicação de 15 diferentes filtros
Depois de, finalmente, a aplicação de fotografia Instagram ter ficado disponível para Android, foram muitos aqueles que começaram a utilizá-la e a desfrutar das suas funcionalidades. A grande vantagem desta aplicação é, para além dos efeitos, a rede social que nos permite interagir com outras pessoas e com as suas criações. Instagram, a magnífica aplicação, e rede social, de imagem para iOS e recentemente também para Android, vê agora o seu conteúdo a ser expandido para além destes sistemas móveis e a ser levado para o nosso computador pessoal, nomeadamente com sistema operativo Windows.
Essa solução chega através de uma aplicação para Windows designada Instagrille, que foi desenvolvida pela empresa SweetLabs que tem como objectivo a criação de software e aplicações em HTML5 através da aplicação designada Pokki.
Para quem quiser começar desde já a interagir com o Instagram a partir do seu Windows, o processo é bastante fácil, e basta fazer o download do Instagrille.
A instalação é um processo bastante simples e rápido e o ícone será automaticamente colocado na barra de tarefas do seu computador. Após essa instalação, basta ligar-se com a sua conta do Instagram, e começar a explorar o Instagrille.


Será que o Instagram fez com que todas as fotos ficassem iguais?

Publicação Uol Tecnologia 16/04/2012 - 07h36 / Atualizada 16/04/2012 - 11h25

 

 

 


 

Instagram, o aplicativo fotográfico para celulares, foi vendido ao Facebook por US$ 1 bilhão (R$ 1,8 bilhão). Mas teria ele gerado uma verdadeira onda de aplicativos fotográficos de aspecto retrô? É o que pergunta o fotógrafo Stephen Dowling:
"Instagram - assim como como seus parceiros Hipstamatic, Camerabag and Picplz - despertaram no mundo da fotografia digital uma verdadeira febre em torno de um tipo de imagem.
Fotos sacadas com smartphones ganham cores saturadas e molduras similares às de uma Polaroid, com efeitos, filtros e luzes estouradas, como os 'momentos Kodak' das gerações anteriores.
Podemos até estar em 2012, mas a última vez que a fotografia se pareceu com isso foi no início dos anos 70.
A tendência começou há alguns anos com o Hipstamatic, um aplicativo que confere às imagens o visual de câmeras de brinquedo de baixa definição.
Agora, o Instagram permite que uma foto seja feita com seu smartphone, que um ''filtro'' digital seja aplicado e que a imagem resultante desse processo possa ser vista por uma comunidade cada vez maior.

1 bilhão de fotos

Lançado em março de 2010, o Instagram só foi alcançar seu milionésimo usuário no final daquele ano, mas daí para a frente sua ascensão foi atordoante.
Apenas 15 meses depois, ele conta com mais de 30 milhões de usuários e seus servidores possuem 1 bilhão de fotos.
O uso de filtros pelo aplicativo reproduz alguns dos processos que fotógrafos usavam para expandir as fronteiras da fotografia, como o uso de cores supersaturadas criadas ao se revelar um negativo em um composto químico que serviria para revelar outro tipo de filme ou utilizar a paleta de cores suaves de filmes vencidos ou ainda brincar com as configurações da câmera ou com equipamentos da sala de revelação, para realçar o contraste.
O co-fundador do Instagram, Kevin Systrom afirmou: 'A ideia era fazer com que a fotografia por telefones celulares fosse rápida, linda e divertida. Nós aprendemos que tirar fotos com o telefone não garantia os resultados que queríamos, por isso criamos filtros e ferramentas para se obter uma experiência mais artística''.
Systrom e os outros subitamente muito ricos criadores do Instagram podem ter boas causas para agradecer a um homem chamado Michail Panfiloff.
Panfiloff não é um alto executivo do Facebook e nem é um analista de tecnologia que previu o súbito êxito do Instagram.
Na verdade, ele foi o chefe de uma grande empresa fotográfica soviética, na antiga Leningrado (atual São Petersburgo), que decidiu em 1982 criar uma réplica de uma humilde câmera japonesa capaz de registrar uma foto e revelar a imagem pouco depois.
A câmera resultante desse intuito, a Lomo LC-A, pode ser considerada a mãe do Instagram e a razão pela qual a fotografia digital se parece subitamente tão retrô.
Fotógrafos de cinema passaram por essa fase retrô há cerca de uma década e meia, após estudantes austríacos terem descoberto uma série de Lomo LC-As em uma loja fotográfica de Praga e depois de eles criarem o ideal de 'não pense, apenas clique', característico da lomografia, de meados dos anos 90, muitas vezes utilizando câmeras de brinquedo com lentes de plástico e filme que havia há muito passado da sua data de validade - e que era bem mais barato que o filme tradicional.
A sensação em torno da câmera transformou a LC-A em um ícone que levou à retomada de sua produção. Agora, o universo do Facebook e dos Flickrs da vida está cheio de imagens 'lomo', mas a diferença está nos bits e bytes.

Repetição e criação

A capacidade de transformar uma foto rotineira em algo 'artístico' ao clicar um botão está na essência da conveniência que representa a fotografia digital - sem longas curvas de aprendizado ou a experiência de tentativa e erro que envolve rolos de filme caro. Mas ela é criativa?
A escritora e fotógrafa Kate Bevan acredita que não. 'Se eu acredito que é algo válido do ponto de vista artístico? Não. Eu creio que mata o instinto criativo. No entanto, eu adoro o ato de compartilhar e compreendo o princípio de quem quer que as suas fotos se destaquem, ainda que o Instagram acabe fazendo exatamente o contrário.'
Na primeira vez que alguém vê um filtro de Instagram aplicado à imagem, o resultado parece impressionante. Mas e para quem o vê pela milésima vez?
'Sou a favor da experimentação com imagens e nunca seria uma elitista a respeito da fotografia', afirma Kate Bevan. 'Mas eu não creio que (o Instagram) estimule a experimentação. Ele estimula um processo preguiçoso de processar a imagem utilizando somente um clique.'
A minha própria conta de Flickr possui imagens que parecem ter sido feitas com os algoritmos retrô do Instagram, mas não o foram. As imagens não são digitais, foram todas criadas a partir de filme.
Elas são o resultado de uma década e meia de erros e tropeços. Técnicas como processo cruzado, para gerar mudanças de cores dramáticas, cores amenas ou acinzentadas obtidas com filme vencido ou cores desbotadas resultantes do uso de lentes tradicionais, que não se valeram de filtros modernos e realçadores de contrastes.
Os erros fizeram de mim um fotógrafo melhor. E os momentos em que tudo acaba dando certo valeram o suor.
O filme é antigo e vencido e as cores são saturadas, mas o efeito depende das características daquele único frame e das limitações da câmera em que ele foi carregado. Nenhuma outra imagem se parecerá com aquela.
Nem todos os filtros do Instagram são de saltar aos olhos e nem todos os seus usuários seguem o caminho retrô. Alguns fotógrafos apenas dão um leve toque em suas imagens com o Instagram.

Aspecto social

Um desses neo-convertidos é Kevin Meredith, conhecido - no Instagram - como Lomokev, um autor, fotógrafo e professor baseado na cidade de Brighton, na Grã-Bretanha.
'Uso o Instagram de uma maneira diferente da maneira como eu uso o negativo. As imagens de Instagram podem ser sobre o imediatismo do momento, quando quero que as pessoas saibam o que estou fazendo. Geralmente, mando minhas imagens de Instagram para o Twitter e o Facebook. Mas mantenho a minha conta de Flickr para as fotografias de verdade que faço com filme ou com câmeras digitais', afirma.
Meredith também acredita que o Instagram possa servir como uma ferramenta criativa. 'Ele é criativo, afinal uma imagem que é feita por alguém antes mesmo de ser submetida a um filtro é única, ninguém nunca tirou aquela imagem antes, mesmo que outras muito semelhantes tenham sido feitas anteriormente.'
Outro fã do Instagram é a fotógrafa especializada em música Kate Booker. Ela usa o aplicativo ocasionalmente, em imagens registradas em câmeras digitais e com negativo.
Para ela, o aspecto social do Instagram é outro ponto a favor do aplicativo. 'Fico intrigada com o mundo dos outros e Instagram permite que você veja os usuários mais populares, siga pessoas e veja a vida de outras pessoas e suas perspectivas de uma forma muito simples.'
'As imagens transcendem linguagens e eu adoro o fato de que o Instagram seja usado internacionalmente e de que alguém no México possa subir uma imagem e você possa vê-la instantaneamente e ter uma ideia do que é o mundo delas. Da mesma forma, eu posso colocar alguma coisa e compartilhar, para que alguém possa conhecer o meu mundo.'
Meredith também acredita que o fato de o Instagram ter optado por sua estética retrô possa gerar uma outra coisa - o renascimento do filme.
'Há muitas pessoas por aí que usam smartphones para tirar fotos e usam aplicativos para torná-las mais atraentes. Mas há também aqueles que querem mergulhar nos filmes.'


Twitter tentou comprar Instagram antes do Facebook

Publicação INFO Online Segunda-feira, 16 de abril de 2012 - 12h13 Repórter Vinicius Aguiari,  

O brasileiro Mike Krieger, um dos fundadores do Instagram
São Paulo – O Twitter tentou comprar o Instagram antes de a empresa fechar o negócio com o Facebook, na semana passada, por 1 bilhão de dólares.
Segundo reportagem do jornal The New York Times, desde o começo do ano, o CEO do Twitter, Jack Dorsey, fez ofertas de compras para os cofundadores do Instagram, Kevin Systrom e Mike Krieger. Em todos os contatos, Systrom afirmou que a empresa não estava à venda.


Porém, os planos mudaram no último dia 6, quando Mark Zuckerberg pegou o telefone, ligou para o CEO e disse que o Facebook queria comprar o Instagram.
As partes teriam passado todo o fim de semana negociando o valor. Na segunda-feira (09), Zuckerberg anunciou a aquisição da empresa por 1 bilhão de dólares. Até então, o Instagram era avaliado em 500 milhões de dólares.
Jack Dorsey foi um dos primeiros a testar o Instagram ainda em fase beta e era um usuário entusiasta do app - ele já publicou mais de 500 fotos. Desde que a compra foi anunciada, ele não postou mais nenhuma imagem.
De toda forma, Dorsey não deve sair perdendo. Ele também é um dos acionistas do Instagram. Já o Twitter...



O que o Instagram tem?  

Versão do app para Android e sua compra pelo Facebook agitam discussões nas redes



Publicação: Jornal Estado de Minas 19/04/2012 Caderno Inform@tica - Repórter Shirley Pacelli



Juarez Barbosa revela que se divertiu muito com as brincadeiras surgidas na internet sobre o programa  (Jackson Romanelli/EM/D.A Press)
Juarez Barbosa revela que se divertiu muito com as brincadeiras surgidas na internet sobre o programa
 Enfim, conseguiram “orkutizar” o termo “orkutização”, nas últimas semanas, depois da nova aquisição de Zuckerberg e o lançamento da versão para Android do aplicativo queridinho dos applemaníacos. “Instagram? Tô fora.” Parodiando a tradicional campanha antidrogas, esse se tornou o lema dos novos hipsters, que fazem previsões apocalípticas com a futura e consequente popularização do app. Tuítes e posts no Facebook inflaram a internet com a disputa entre usuários do iOS, da Apple, e do sistema operacional móvel do Google. Piadas, vá lá, algumas até engraçadas, foram compartilhadas na web. Surgiram o Pobregram (http://pobregr.am) e o Hipsters orkutizados (https://hipstersorkutizados.tumblr.com), páginas virtuais que reúnem fotos para ironizar a discussão.

Apaixonado assumido por gadgets da Apple, o vocalista da banda Katrina, Juarez Barbosa Junior, de 26 anos, confessa que se divertiu com as brincadeiras sobre o possível “estrago do Instagram”. “Fiz várias piadas também, mas só por diversão. Na verdade, a versão para Android não me afeta negativamente. Até pelo contrário, o aplicativo ficará mais divertido, pois tenho vários amigos que têm celulares com o sistema do Google”, detalha. O jovem vê o compartilhamento rápido e fácil de imagens em outros sites como uma das principais vantagens do programa. “Os filtros deixam as imagens com aspectos diferentes do resultado comum das câmeras. Falar de imagem original hoje na internet é pedir demais. Antes filtros para melhorar as fotos do que alguns efeitos horríveis que víamos antes do Instagram”, ressalta.

O publicitário Rafael Barbosa Augustinho, 25 anos, tem boas expectativas com a compra do Instagram pelo Facebook, como o acréscimo de novas funções. “Mas sem perder a essência”, aconselha. Ele não se preocupa com o dilema de privacidade reduzida depois do acordo com o Facebook, afinal a sua conta já era associada ao site e também ao Twitter, além de sempre publicar suas imagens com geolocalização. Para Augustinho, a discussão sobre a “orkutização” do aplicativo é uma grande bobeira. “Não é todo mundo que gosta do iPhone, e mesmo assim utiliza smartphones tão bons quanto ele para tirar suas fotos”, opina.

SOCIEDADE DO CONSUMO
Para Geane Carvalho Alzamora, professora do Departamento de Comunicação Social e pesquisadora do Centro de Convergências de Novas Mídias da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), há dois aspectos a se considerar na novela Instagram: o modo como as pessoas se expõem na internet e o contéudo dos comentários, geralmente segregadores. Segundo ela, esse comportamento é próprio da sociedade de consumo. Quando escolhe determinada grife, a pessoa se insere em um grupo exclusivo. Havia um diferencial e agora ele é acessível a todo mundo. “A sociedade de consumo funciona por exclusão, enquanto a da informação por compartilhamento. É a expansão do uso comercial, modelo de negócio.”, explica. Sobre as postagens ofensivas, a professora enfatiza que as pessoas sabem da dimensão pública e on-line do que é escrito, mas que elas falam no calor das discussões para um pequeno grupo de amigos. “Não existe um determinismo tecnológico, o uso social é que determina a estética do aplicativo”, complementa.

Em meio a tudo isso estão o brasileiro Mike Kriege e Kevin Systorm, criadores da cultura Instagram, com US$ 1 bilhão a mais na conta depois do acordo com o Facebook. Diante do valor pago por um aplicativo gratuito, o apelo difundido na web – “Zuckerberg, compra eu”– faz muito sentido.


CONCORRÊNCIA
Todo o sucesso do Instagram (instagr.am/)não está só em seus filtros, mas sim na interação entre os usuários da rede social. Se você procura somente por aplicativos que aplicam efeitos legais nas suas fotos, as opções, tanto para sistemas iOs quanto Android, são muitas. Entre eles estão o Hipster (http://migre.me/8Ijpn), EyeEm (www.eyeem.com), Picplz (picplz.com), Retro camera (http://migre.me/8IjOQ), Camera Awesome (www.awesomize.com) e o Pixlr-o-Matic (http://pixlr.com/o-matic). Para ir além, que tal fazer gifts artísticos com uso dos filtros? O Cinemagr.am (http://cinemagr.am/) é a nova febre – exclusiva – para dispositivos da Apple. Desvende-o.


CRIAS DO INSTAGRAM
Cliques

“A gente adora esses momentos simples que enchem o coração de alegria. E é isso que a gente quer que você mostre no Instamission”. Assim se apresenta o projeto de fotografia feito colaborativamente usando o aplicativo Instagram. Uma missão é liberada no Twitter e na rede de filtros de fotos a cada semana, como fotografar flores. Os participantes fazem os registros e publicam no Instagram usando a hashtag da vez. As fotografias são reunidas no site.
instamission.com

Chefs
Assim como os gatinhos estão para o YouTube, fotos de comida estão para o Instagram. Percebendo esse hábito das pessoas, foi criado o Instafood, site que reúne imagens de comidas postadas pelos usuários. Assim como o Instamission, ele propõe desafios para os participantes. Tem cada foto de dar água na boca. Ao todo, são mais de 160 mil postagens.
http://instafood.com.br/

Hipsters da música
Em outubro do ano passado, a banda inglesa de indie rock The Vaccines criou o clipe da canção Wetsuit somente com fotos do Instagram. O grupo convocou seus fãs para criar uma produção colaborativa. Bastava postar imagens, com clima de festival de verão, com a tag #vaccinesvideo na rede social e torcer para ela ser selecionada. Mais de 3 mil fotos foram enviadas de cerca de 100 países.
http://migre.me/8Ifiv

Boobstagram
É preciso ser uma mulher de peito para fazer parte dessa página. O site exibe fotos de seios, devidamente trajados, com efeitos dos filtros do Instagram. O endereço, criado na França, reúne imagens tiradas pelas usuárias da rede identificadas com a tag #boobs (tradução para peitos). Já são mais de 50 páginas na coletânea. No perfil do portal, os responsáveis dizem estar fazendo um alerta sobre o câncer de mama. Sei...
http://boobstagram.fr/