Magazine Luiza

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Versão open beta de Diablo III

A caminho do inferno  

Versão open beta de Diablo III deu a primeira chance para os fãs da esperada sequência reviverem as aventuras da série e interagir com o que há de mais novo na franquia

Publicação: Jornal Estado de Minas 26/04/2012

Quem estava com saudades de aniquilar dezenas de mortos-vivos, esqueletos, demônios e toda sorte de seres vindos das profundezas da terra pode contar com Diablo III para acabar com a nostalgia. (Blizzard/Divulgação)
Quem estava com saudades de aniquilar dezenas de mortos-vivos, esqueletos, demônios e toda sorte de seres vindos das profundezas da terra pode contar com Diablo III para acabar com a nostalgia.
 No último fim de semana, jogadores ansiosos pelo lançamento de Diablo III puderam sentir um pouco do gosto da tão esperada sequência do RPG da Blizzard. A versão open beta do game –   software inacabado e aberto ao público para teste de bugs e capacidade dos servidores –, deu oportunidades para os fãs  se acostumarem com a nova jogabilidade e começar a dominar as estratégias de cada uma das cinco classes jogáveis. Realmente, mudanças foram feitas em vários processos, mas as características que consagraram Diablo continuam firmes e fortes.

No teste, os personagens podiam chegar até o nível 13 e a história, que começa com a misteriosa queda de uma estrela na catedral da cidade de Old Tristam, caminha até o fim da primeira quest, cujo objetivo é matar Skeleton King.

Quem estava com saudades de aniquilar dezenas de mortos-vivos, esqueletos, demônios e toda sorte de seres vindos das profundezas da terra pode contar com Diablo III para acabar com a nostalgia. O ambiente taciturno e sombrio do mundo de Santuário é aumentado com os gráficos meio parecidos com pinturas a pastel. A jogabilidade hack’n slash manteve sua base intacta: andar por corredores, florestas e cavernas matando tudo que se move, quebrando barris e urnas atrás de tesouros e catando moedas e equipamentos deixados pelas hordas de inimigos abatidos. Parece monótono à primeira vista, mas a necessidade de criar artimanhas para vencer uma criatura nova e a profusão de cenários têm a capacidade de deixar qualquer um plantado na frente do computador por horas.

PROCESSOS AUTOMATIZADOS Reduzir inimigos a pó em curto espaço de tempo constitui uma espécie de combo, resultando na multiplicação dos pontos de experiência. Outra novidade são as esferas de vida que monstros liberam quando morrem. Elas podem salvar sua pele, uma vez que foi introduzido um tempo de espera entre o uso de duas poções.

Por falar em cenários, eles estão mais interativos do que nunca. Jogar paredes em cima de um bando ou derrubar um candelabro na cabeça de outro acrescentam novas formas de jogar. Ao menos na versão beta, as novidades no sistema de skills e de evolução causaram certo estranhamento.

A árvore de habilidades não existe mais e a personalização dos heróis foi perdida com a automatização de todo o processo, ou seja, vitalidade, energia, força e destreza aumentam de acordo com a classe do personagem sem a intervenção do jogador. As habilidades não são mais “compradas” e são liberadas automaticamente ao se ganhar um nível. Destaque para as skill runes – bem parecidas com as runas de Diablo II –, que acrescentam poderes a determinada magia. Foram divididas de maneira mais inteligente as skills ativas e passivas e há poderes a serem colocados em determinados encaixes, facilitando uso. No entanto, pecando na liberdade.

Diminuiu-se também a quantidade de botões, dinamizando as batalhas. São apenas quatro espaços para assimilar habilidades. E o cinto de poções foi extinguido e limitado a uma tecla para acionamento delas. É notável a ausência, ao menos no beta, de poções de mana. Seria então o menor número de botões uma tentativa de aproximar Diablo III dos consoles, como foi anunciado que haverá uma versão para eles?

Mudanças na interface, como o mini mapa no canto superior direito da tela, deixando-a melhor que a anterior – aquela transparente ocupando toda a tela dos jogos antecessores e atrapalhando um pouco a visibilidade. Os arredores de New Tristam e o calabouço da catedral, jogáveis na versão open beta, são grandes e passíveis de exploração e o inventário tem praticamente o dobro da capacidade dos jogos passados.

O multiplayer também pôde ser testado no fim de semana. No domingo à noite havia mais de 100 mil jogos abertos, nos quais era possível entrar e vencer as missões de forma cooperativa.

HISTÓRIA Vinte anos se passaram desde que os heróis de Diablo II mataram Baal e seus irmãos Diablo e Mephisto e trouxeram paz novamente para Santuário. Porém, a Worldstone, pedra que protegia o Santuário das forças do mal, foi destruída nos eventos finais, causando grandes mudanças no mundo. A queda de uma estrela, ou cometa, marca o início dos acontecimentos do novo jogo, que ainda tem muito a revelar sobre quais serão os novos desafios e quem serão os próximos antagonistas.  (Com Raphael Pires)

 Acompanhe o desenvolvimento em:
http://reveal.diablo3.com/pt_BR/