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terça-feira, 27 de novembro de 2012

O 13º salário está chegando...

Veja como usar melhor o dinheiro extra do 13º Com as parcelas do benefício no bolso, a forma de usar o dinheiro pode parecer tarefa fácil. Entretanto, analistas dizem que é preciso ter prioridade. Pagar dívida é a primeira


Publicação:   Jornal Estado de Minas  27/11/2012- Repórteres:Zulmira Furbino - Carolina Mansur


Um tsunami de R$ 130 bilhões vai irrigar a economia do país até 20 de dezembro. Começou ontem o pagamento da segunda parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas e, na sexta-feira, cai na conta bancária dos brasileiros com carteira assinada a primeira parte do benefício. A enxurrada de dinheiro na praça não quer dizer, porém, que os trabalhadores fecharão o ano endinheirados. Neste período do ano, se de um lado a parcela a receber aumenta, por outro, também crescem as contas a pagar, as tentações do consumo, a vontade de quitar as dívidas e de fazer aquela tão sonhada viagem de férias.

Tudo ao mesmo tempo agora. Mas será que o dinheiro extra será suficiente para bancar tudo isso? O Estado de Minas consultou especialistas, que dão dicas para os trabalhadores sobre as melhores formas de usar o benefício. A prioridade número 1 é pagar dívidas ou pelo menos parte delas. “É preciso lembrar que o 13º salário não é nenhuma Mega-Sena”, lembra José César Castanhar, professor de finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV).


Ao ficar desempregado em maio, o pintor Ângelo Júnior de Souza precisou utilizar o cheque especial para despesas do dia a dia e acabou contraindo uma dívida de R$ 421 junto ao banco Santander. Ontem, durante a Campanha de Recuperação de Crédito da CDL/BH, ele aproveitou a oportunidade para negociar e pagará R$ 253,44, à vista, para limpar seu nome. 'Fiquei desempregado por um mês, mesmo assim me endividei. Agora com o nome limpo, é mais fácil comprar algumas coisas para o Natal', conta. Empregado novamente,o pintor diz que usará o 13º referente ao tempo trabalhado para honrar com  o valor negociado. (Fotos: Túlio Santos/EM/D.A/Press)
Ao ficar desempregado em maio, o pintor Ângelo Júnior de Souza precisou utilizar o cheque especial para despesas do dia a dia e acabou contraindo uma dívida de R$ 421 junto ao banco Santander. Ontem, durante a Campanha de Recuperação de Crédito da CDL/BH, ele aproveitou a oportunidade para negociar e pagará R$ 253,44, à vista, para limpar seu nome. "Fiquei desempregado por um mês, mesmo assim me endividei. Agora com o nome limpo, é mais fácil comprar algumas coisas para o Natal", conta. Empregado novamente,o pintor diz que usará o 13º referente ao tempo trabalhado para honrar com o valor negociado.
De acordo com ele, parece simples e racional escolher como gastar o benefício, mas será preciso eleger prioridades. “O dinheiro do 13º chega num momento peculiar do ano. Existe uma tradição de comprar presentes, então é inevitável que parte dele seja destinado a esse fim.” Para quem tem um pouco de disciplina e pensa no longo prazo, a saída é tirar uma parcela desse recurso para investir. Há ainda as férias e os impostos de início do ano, sem contar matrícula e material escolar para os filhos. Resumo da ópera: mais uma vez, o trabalhador brasileiro terá que se desdobrar.

Negociando débitosQuando uma pessoa tem uma dívida, dificilmente pagará por ela menos do que 3% de juros mensais. Nenhuma aplicação financeira existente hoje no país rende mais do que isso no mesmo período de tempo. Por isso, a quitação ou o abatimento das dívidas deve ser a prioridade número 1 dos consumidores. “O ideal é encerrar o ano livre de endividamento, mas se não der, pelo menos a pessoa pode tentar reduzi-lo”, explica Júlio Hegedus Neto, analista de investimento e economista da Lopes Filho & Associados Consultores de Investimento. No entanto, é bom aproveitar essa época do ano para pagar uma parcela maior, o que fortalece o consumidor na hora de negociar um desconto na dívida.

A maioria dos mineiros têm dívidas que ultrapassam R$ 500, mas pretendem quitá-las nos próximos 30 dias. É o que aponta a pesquisa de inadimplência Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) em novembro. Para facilitar o pagamento dos débitos em atraso, a CDL promove, até o dia 30, uma campanha de recuperação de crédito, com descontos que podem ultrapassar 50%. A intenção, segundo o presidente da entidade, Bruno Falci, é permitir que os consumidores endividados reabilitem o seu crédito para voltar ao mercado até o Natal.

Em sua quarta edição, o evento deve receber até o fim desta semana 50 mil consumidores. Desse total, pelo menos 15 mil vão tirar o nome do cadastro de maus pagadores do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). “Nosso o objetivo é proteger os clientes, mas também as empresas”, diz Falci.

Regularizando sua situação, os consumidores poderão retornar ao mercado de consumo, o que contribuiu para aumentar as vendas de produtos e serviços. De acordo Fábio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a grande incógnita para os próximos meses é o que vai acontecer com o crédito e com a inadimplência no país a partir de janeiro. “Ainda não sabemos se o índice vai recuar, o que pode ocorrer somente no segundo semestre de 2013”.

Compra com desconto
Os especialistas se dividem no que diz respeito às compras do fim de ano com o dinheiro do 13º salário. Para Júlio Hegedus, o ideal é não embarcar na onda de consumo e comprar lembrancinhas, mesmo assim somente para os mais chegados. Segundo ele, vale apelar para promoções pré-natalinas, bazares e queimas de estoque ou então esperar o Natal passar e aproveitar as megaliquidações depois do réveillon. Para a médica e educadora financeira Naila do Espírito Santo, no entanto, é preciso que o dinheiro traga bem-estar. Por isso, é importante separar uma parcela do benefício paras as compras e para as festas natalinas, sem esquecer de fazer uma reserva para as despesas de início de ano.

Fábio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), explica que 19% dos empresários do comércio estão com estoques acima do adequado neste fim de ano. O índice revela certo desapontamento com a velocidade das vendas ocorridas até agora. Por isso, muitos deles estão partindo para promoções antecipadas. A expectativa é  que as vendas do comércio brasileiro cresçam 8% ante igual período do ano passado, quando a expansão ficou em 6,7%. Para Marianne Hanson, também economista da CNC, as liquidações no país estão ganhando força e tradição. Segundo ela, como  alguns setores estão com vendas mais fracas que as do ano passado, o número de promoções pode aumentar.

Poupança a curto prazo
A sacoleira Tatiana de Fátima Rúbio viu uma dívida de cheque especial pequena se transformar em um débito de R$ 2,3 mil. Segundo ela, a dívida aumentou porque ela se mudou de Sete Lagoas para Belo Horizonte e, devido à distância, a negociação com o banco ficou inviável. 'Procurei vários bancos em BH, mas a informação que os funcionários me davam é que não podiam negociar', explica. Durante a campanha da CDL/BH, a consumidora conseguiu que os R$ 2,3 mil se transformassem em R$ 800, que serão pagos em 10 parcelas sem juros. 'Estou muito feliz por ter resolvido a minha situação com a Caixa, que se arrastava desde 2010', avaliou.
A sacoleira Tatiana de Fátima Rúbio viu uma dívida de cheque especial pequena se transformar em um débito de R$ 2,3 mil. Segundo ela, a dívida aumentou porque ela se mudou de Sete Lagoas para Belo Horizonte e, devido à distância, a negociação com o banco ficou inviável. "Procurei vários bancos em BH, mas a informação que os funcionários me davam é que não podiam negociar", explica. Durante a campanha da CDL/BH, a consumidora conseguiu que os R$ 2,3 mil se transformassem em R$ 800, que serão pagos em 10 parcelas sem juros. "Estou muito feliz por ter resolvido a minha situação com a Caixa, que se arrastava desde 2010", avaliou.
Os trabalhadores que querem investir parte do 13º salário, mas têm prazo curto e programado para usá-lo, devem depositá-lo na caderneta de poupança, indicam analistas de investimentos ouvidos pelo Estado de Minas. Com a taxa de juros básicos da economia (Selic) no patamar de 7,25% ao ano, que deverá ser mantida na reunião que se inicia hoje e termina amanhã do Comitê de Política Monetária (Copom), os rendimentos da aplicação fecharam outubro, últimos dados disponíveis, em 0,43% ao mês. “Além de pagar as contas, o dinheiro a ser reservado para quitar os impostos e a matrícula escolar no início de 2013 deve ser guardado na caderneta. Não dá para fazer estripulia”, ensina o analista de investimentos Paulo Vieira.

Com as novas regras da caderneta de poupança, os depósitos realizados a partir de 4 de maio deste ano passaram a ter a Selic como parâmetro de rendimento. Com a taxa igual ou menor que 8,5%, a poupança rende 70% da Selic mais TR. Com a Selic maior que 8,5%, o rendimento é de 0,5% mais TR. Apesar disso, a captação tem se elevado nos últimos meses. “A poupança tem preservado as captações por causa da elevação do rendimento nas classes mais baixas, que não têm recursos suficientes para aplicar em outros investimentos e nem conhecem produtos mais sofisticados”, explica Vieira.

Para o economista Júlio Hegedus Neto, os trabalhadores que pretendem usar a parcela economizável do 13º salário nos próximos meses devem optar por aplicações que garantam liquidez imediata como poupança e fundos DI.

Foco no investimentoA melhor opção para quem pode deixar uma parcela do 13º rendendo por mais tempo são os títulos públicos, orienta o analista de investimento Júlio Hegedus Neto. De acordo com ele, depois da queda da Selic, há poucas saídas para remunerar melhor o capital do investidor. Uma das opções, explica, é entrar no Tesouro Direto. “Para quem pode ficar com o dinheiro por mais tempo, uma boa saída são as notas do Tesouro Nacional, série B (NTNBs), que são atreladas à inflação e mantêm ganho real. A poupança está na linha d’água. O investidor não tem para onde correr”, sustenta.

Quem quiser uma remuneração melhor terá que pesquisar mais, procurar fundos agressivos e, por isso mesmo, arriscados, em empresas gestoras de investimentos. “Os bancos têm uma taxa de administração muito alta. O melhor é optar pelos gestores, buscar fundos multimercado”, orienta. De acordo com ele, a quantidade de dinheiro para começar a investir num desses fundos depende de cada gestor. “É preciso pesquisar para encontrar uma opção de acordo com o perfil de cada um.”

Para a educadora financeira Naila do Espirito Santo, o ideal é dividir o 13º em três partes: uma para pagar as contas de janeiro, outra para as festas e os presentes e mais uma para poupar com o objetivo de realizar um sonho. “Quem pensa a longo prazo deve guardar uma parte maior”, ensina. Especialmente se não tiver dívidas, o dinheiro do trabalhador deve ser canalizado para os investimentos. “No Tesouro Direto é possível escolher opções de aplicação bem variadas”, diz José Cézar Castanhar, professor de finanças da FGV. Outra vantagem é que a taxa de administração é bem menor que a cobrada por corretoras e pelos bancos. “O Tesouro admite aplicações com valores a partir de R$ 100”, avisa.


Recebeu o 13º salário? Veja o que fazer com o dinheiro

Para o endividado, especialistas recomendam renegociar a dívida antes de abater o saldo devedor; já quem tem hábito de poupar pode aproveitar o salário extra

Danielle Brant - iG São Paulo |
SXC
Antes de gastar o 13º salário, lembre-se de que as festas de fim de ano reservam gastos extras
O final do ano é a época mais aguardada pelos trabalhadores. Além da proximidade das festas, novembro e dezembro também trazem um alento ao bolso dos brasileiros: o 13º salário. De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), essa remuneração adicional deve injetar R$ 131 bilhões na economia brasileira até o final do ano. Mas, antes de sair gastando o dinheiro, confira as dicas de especialistas para fazer bom uso do salário extra.


Segundo Otto Nogami, professor de economia e finanças do Insper, o 13º salário – que tem uma parcela depositada em 30 de novembro e a outra em 20 de dezembro – deve ser encarado como uma renda adicional para cobrir o excesso de gastos do final do ano, com presentes de Natal. “Portanto, é preciso ser parcimonioso, e não colocar o pé na jaca e acabar com tudo”, explica.


Porém, com quase 59% das famílias brasileiras endividadas, segundo dados referentes ao mês de setembro compilados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), boa parte desse dinheiro deve ser destinado ao pagamento de dívidas. O que pode ser um erro, na opinião de Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira.
“Há dois tipos de endividados: o controlado e o inadimplente. O controlado tem dívidas, mas está com as prestações em dia. Com isso, pode usar metade do 13º salário para pagar dívidas e poupar a outra metade”, afirma. No entanto, para algumas pessoas esse salário a mais pode fazer a diferença entre encerrar o ano no vermelho ou com as contas em dia. Se você está nesse grupo, acrescenta Nogami, pagar as dívidas é o melhor uso para o dinheiro extra.


Mas, antes de quitar o saldo devedor, tente renegociá-lo, recomenda o educador financeiro Álvaro Modernell. “A capacidade que o devedor tem de levar a dívida para outro banco está cada vez mais comum. (O banco) Tem que baixar a taxa (de juros) para não perder o cliente”, afirma. “Com a renegociação, o cliente pode melhorar as condições do empréstimo, reduzir seu saldo devedor, a taxa de juros ou alongar o perfil das dívidas”, acrescenta.
O dinheiro também pode ser usado para pagar aquelas contas que sempre pesam no bolso no começo de cada ano, como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar. “É uma providência que, dentro de um planejamento financeiro, deve ser considerada”, explica Nogami.
Quem está no azul
Se você é uma daquelas pessoas super precavidas, que já separou todo o dinheiro para arcar com os gastos de início de ano, que tal usar o 13º para formar uma poupança? “É uma forma de garantir um futuro melhor e uma condição de consumo melhor. Manter um colchão sempre vai permitir sobreviver em momentos de crise”, analisa Nogami, do Insper, que aconselha guardar pelo menos 20% do valor.
A aplicação a ser feita vai depender do uso que se pretende dar ao dinheiro. Osmar Pastore, professor do curso de administração da Faculdade Anhembi-Morumbi, de São Paulo, recomenda a poupança para quem tem dinheiro sobrando, mas precisa resgatá-lo em um prazo de três a seis meses. “Em um segundo momento, pode-se aplicar no Tesouro Direto ou em CDB (Certificados de Depósitos Bancários)”, explica.


“Acima de dez salários mínimos, invista na previdência complementar. Ou, conforme o perfil, uma carteira de ações ou o próprio tesouro direto”, complementa Álvaro Modernell. Sobrou uma grana? Compre um presente para si. “Reserve uma parte para se premiar, mas que seja pequena para não comprometer essa quantidade de dinheiro extra que está recebendo”, afirma Pastore.
“O trabalhador que está sem dívidas conquistou a liberdade e o direito de escolher o que fazer com o dinheiro. A primeira coisa é comemorar, já que está com as contas em dia. Comprar um bom vinho, uma bolsa nova, ir à praia”, afirma Modernell. Só não vale deixar o dinheiro parado. “Não deixe na conta corrente. Se deixar, vai derreter”, adverte Reinaldo Domingos, da DSOP.

7 dicas para você usar de maneira consciente seu 13º salário
Muitas pessoas abusam nas compras e presentes de final de ano e chegam a estourar o cartão de crédito. Para você não ser uma delas, o consultor financeiro Janser Rojo, da QI Financeira, listou algumas dicas para aproveitar de maneiras diferentes essa grana extra.

Liquide as dívidas que tiram seu sono
Uma boa dica é liquidar dívidas que tiram seu sono como as do cartão de crédito e do cheque especial. Já as dívidas parceladas que cabem no orçamento dos próximos meses podem ser mantidas.

Espere as liquidações
No início do ano, com a diminuição da demanda, já que a maioria das pessoas comprou o que precisava no final do ano, as lojas fazem promoções para venderem seus estoques. Essa é a hora de aproveitar! Mesmo assim, é necessário pesquisar preços. Use a internet como aliada.

Reserve o 13º para pagar impostos no começo do ano
Guarde essa renda extra para gastos do começo de ano que você já sabe que vai ter como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar dos filhos, por exemplo. Normalmente, pagar à vista traz descontos e você ainda se livra de acumular novas dívidas. Outro ponto importante: formar uma reserva é extremamente útil para que os gastos futuros sejam liquidados sem se tornarem novas dívidas. Este tipo de atitude garante a tranquilidade para  você iniciar o ano com o pé direito.

Aproveite a grana extra para planejar seu futuro
Caso você não possua dívida e aparecer um dinheiro extra como o 13º, é a hora de se planejar para o futuro. Comece a formar uma carteira de investimentos pesquisando alternativas para rentabilizar melhor o montante. Além de usar os juros a seu favor, automaticamente terá a formação de uma reserva para emergências e imprevistos. E ainda poderá pechinchar descontos para pagamentos à vista de gastos futuros.

Cuidado com os preços dos sonhos que você quer realizar
Esse dinheiro extra deve ser usado para a realização de sonhos? Depende do 'preço'. O importante é equilibrar a realização de sonhos com o orçamento doméstico. Não vale a pena realizar um sonho que dura uma semana (como uma viagem, por exemplo) e depois ficar sofrendo um ano para pagar as parcelas. Tenha sempre um bom planejamento para que o sonho não vire um pesadelo depois que acaba.

Não encare o 13º como um 'tapa-buraco'
O dinheiro do 13º não deve ser encarado todo ano como um “tapa-buraco”. Se as dívidas estavam em excesso e o 13º acabou tão rápido quanto chegou, é hora de analisar o porquê. Se fizer diferente no ano seguinte, o 13º será um prêmio a ser aproveitado e não mais um remédio para os maus hábitos financeiros.

O 13º pode ser o começo de novos investimentos
Essa grana extra que entra no orçamento pode ser um ótimo começo para você investir principalmente para a pessoa que não tem o hábito de investir um pouco todo mês. Este pode ser o incentivo que faltava para pesquisar diferentes opções de investimento e descobrir que os rendimentos podem trazer um complemento que não existia antes para a renda.