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quarta-feira, 6 de março de 2013

Alfabetização Digital (Reportagem do Estado de Minas)

Liberdade perigosa 

 Pesquisa feita em 1 mil escolas de 21 estados brasileiros mostra que só 13% delas prepara os alunos para o uso consciente da web e o cyberbullyng é preocupante. Há exemplos positivos mas tema requer atenção


Publicação: Jornal Estado de Minas 28/02/2013 Caderno Inform@tica Repórter Shirley Pacelli

 (Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)
Diego Felipe dos Santos (foto) tem 10 anos, uma conta no Facebook há dois e acabou de vender o smartphone para comprar um tablet. O garoto é aluno do 2º ciclo da Escola Municipal Israel Pinheiro (Emip), situada no Bairro Alto Vera Cruz, Região Leste de Belo Horizonte. Uma vez por semana, ele tem aula no laboratório de informática, onde é proibido o acesso ao YouTube, chats, jogos de tiro e luta, além de divulgar dados pessoais na rede. As regras estão escritas em um cartaz, mas o sistema da escola não tem softwares que restrinjam o acesso a estes sites. Em casa, Diego entra na internet pelo modem 3G. A mãe não tem acesso à sua conta na rede social, mesmo porque não gosta do site, mas costuma bisbilhotar a atividade do filho em frente ao PC.

O menino conta que tem só 19 amigos, entre tias, primos e amigos da escola. Várias fotos com os irmãos são postadas em seus álbuns on-line. Vez ou outra bate papo com os colegas no chat. Ele garante que não adiciona desconhecidos no site e que suas publicações só podem ser vistas por amigos. Nem na rede, nem fora dela, ele faz brincadeiras de mau gosto com os amigos.

A relativa boa orientação de Diego em relação ao uso da internet é raridade nas instituições de ensino brasileiras. Uma pesquisa realizada pela especialista em direito digital, Patricia Peck Pinheiro, mostra falhas na educação virtual nas escolas: há infraestrutura, mas não orientação em relação ao comportamento dos estudantes na web. O levantamento foi realizado em 1 mil escolas, entre públicas e privadas, em mais de 21 estados brasileiros. Os números mostram que só 13% das escolas alertam crianças e adolescentes para os perigos da rede. Além disso, em 28% delas algum aluno já foi vítima de cyberbullying. E 79% não oferecem nenhum momento de lazer na internet, apenas conteúdo técnico, fazendo com que os estudantes procurem diversão em locais afastados de adultos.

LIVRE ACESSO O senso crítico de Diego pode estar associado à técnica de educação criada pela professora de informática Flora Marione César. A educadora explica que no laboratório não existe um sistema que filtre os sites. Ela prefere o caminho da conscientização do que o ato proibitivo, que dá margens a ímpetos de rebeldia. Só o chat do Facebook está desativado, além de terem encerrado a visita ao YouTube, mas por razões técnicas: conexão lenta. “Em casa, eles têm livre acesso à web. Se ensinarmos a usar a internet conscientemente, eles o farão em qualquer lugar. A família fala muito para não conversar com estranhos na rua, mas se esquece de que na internet há um universo de perigos”, explica.

Colega de classe de Diego, Jade Rafaeli Damázio Alves, também de 10, conta que as aulas de informática tornam o aprendizado bem mais interessante. A mocinha tem um smartphone, mas a mãe proíbe levá-lo para a escola. O celular serve só para ligar para os pais e jogar, ela não tem contas de e-mail ou redes sociais. Em casa, a garota não tem acesso a internet. Jade conta que a professora já deu muitas dicas para a turma sobre segurança digital. “É errado conversar com estranhos, senão eles podem roubar a gente. Tem adulto que pode colocar foto de criança e mentir que tem a nossa idade. Não pode colocar foto sem roupa”, relembra.

O Estado de Minas conversou com nove crianças, entre 7 e 11 anos, de três escolas de Belo Horizonte. Apesar da aparente consciência crítica em relação ao uso correto da internet, em uma rápida pesquisa no Facebook foi possível verificar que as boas práticas não são seguidas à risca. Há crianças de 9 anos que postam fotos com roupas de banho no seu perfil na rede. Brigas, até com palavrões, também foram vistas. Segundo a advogada Patrícia Peck, muitos jovens ainda contam sua rotina nas mídias sociais como Instagram e Twitter, tornando-os vulneráveis aos criminosos. 
 
Má educação virtual  
Pesquisa mostra que instituições de ensino têm infraestrutura tecnológica e acesso à internet, mas falta incluir na grade curricular orientação sobre ética e segurança on-line


Em suas andanças por escolas dando palestras, Patricia Peck Pinheiro, advogada especialista em direito digital e fundadora do Movimento Família Mais Segura na Internet, já ouviu muitos casos intrigantes. Certa vez, adolescentes contaram que há pessoas que instalam remotamente um software que liga a webcam de um computador sem o dono perceber. Outro dia, uma garotinha de oito anos ficou surpresa ao descobrir que é proibido por lei baixar músicas e filmes, gratuitamente, protegidos por direitos autorais.

Motivada pela carência de orientação das crianças e adolescentes em relação ao uso ético e seguro da internet, a advogada idealizou a pesquisa Panorama da Educação Digital no Brasil . O estudo foi feito em 1 mil escolas, entre públicas e privadas, em 21 estados brasileiros. As instituições ouvidas oferecem desde a educação infantil até o ensino técnico e profissionalizante. Cada uma delas respondeu a um questionário com 46 perguntas, entre os meses de julho e setembro de 2012.

São Paulo foi o estado com maior número de escolas ouvidas (56%), seguido por Rio Grande do Sul (8%) e Minas Gerais (7%). No estado mineiro, participaram instituições de ensino de Belo Horizonte, Sabará, São João del-Rei, Itajubá, Itaúna e Passos. Os dados não foram estratificados por estado.

Segundo o levantamento, apesar de 96% das escolas pesquisadas no Brasil contarem com computador e acesso à internet, cerca de 55% não têm aulas sobre Educação em cidadania, ética e segurança digital. O panorama levou em conta quatro indicadores na avaliação: infraestrutura, governança (em quais canais a escola está on-line), processo pedagógico (relação da disciplina com a tecnologia) e a orientação dos pais. O plano é fazer a pesquisa anualmente e mostrar ao Ministério da Educação (MEC) como é necessário implementar uma disciplina de educação digital nas instituições de ensino. “A gente vive em uma era de exposição muito grande. Tem um terremoto e os jovens fazem comentários inadequados achando que é normal. A liberdade de expressão acaba virando ofensa”, destaca Patricia Peck.

Apesar da discussão que hoje se faz no Brasil e da maior conscientização nas escolas, a especialista se surpreendeu por haver cyberbullying nas escolas. Patrícia acredita que o caminho mais eficaz é sempre educativo e não proibitivo. “Você controla em casa, mas não no vizinho”, lembra. Para a advogada, a iniciação em redes sociais, como o Facebook, deve ser feita pelos pais e é importante que a família leia o termo de uso junto com os jovens.

A rede de Zuckerberg só permite a criação da conta a partir dos 13 anos. Se o filho menor insiste em ter um perfil, o ideal é criar um cadastro com os dados dos pais e fazer uma espécie de teste de maturidade com a criança. “Se o pai sabe que não tem tempo para acompanhar os passos do filho na rede, é melhor não criar a conta”, alerta.

Patricia Peck explica que, felizmente, os mais jovens hoje estão conscientes em relação à publicação de fotos on-line, principalmente depois do escândalo das imagens de Carolina Dieckmann que vazaram na rede no ano passado. Mas se descuidam com os comentários de rotina: contam que estão em casa sozinhos, que os pais viajaram ou que a família vai fazer um passeio na Disney. Além disso, distribuem check-ins por toda parte. Isso atrai a atenção de pessoas mal-intencionadas. A advogada acredita que se um trabalho for implantado nas escolas para orientação quanto ao uso das novas tecnologias, há chances de garantir a formação de indivíduos “digitalmente” corretos e evitar o crescimento dos crimes virtuais.


CIDADANIA DIGITAL
Lançado em outubro de 2009, o movimento foi idealizado por Patricia Peck Pinheiro e recebe o apoio da Associação Brasileira de Anunciantes. O projeto visa à capacitação e proteção da família com relação ao uso ético, seguro e legal da internet e dos novos recursos tecnológicos. Para estimular a adesão do público, foram criadas ferramentas como um site, cartilha ilustrada com orientações sobre comportamento na web, um selo que atesta o comprometimento de empresas e instituições com a iniciativa, além de palestras em escolas.
criancamaissegura.com.br


PAIS E PROFESSORES:
Façam o teste!

Confira lista de indicadores para que você possa medir se conhece quem é seu filho ou seu aluno digital:

1) Você sabe o que seu filho e/ou aluno faz diante do computador?
2) Você sabe como seu filho e/ou aluno consegue “mexer” no computador?
3) Você sabe se seu filho e/ou aluno tem perfis em redes sociais?
4) Você sabe se seu filho e/ou aluno tem amigos virtuais e se comunica com eles?
5) Você sabe o que é “sexting?” Será que seu filho e/ou aluno sabe usar a câmera do telefone celular adequadamente, de forma ética, sem gerar danos às outras pessoas?
6) Você sabe se seu filho e/ou aluno tem fotos em poses sensuais ou íntimas publicadas na internet?
7) Você autoriza seu filho a manter o computador em seu próprio quarto ou o deixa em um local mais público da casa, de livre circulação?
8) Você controla o tempo que seu filho passa realizando atividades no computador?
9) Você já pesquisou sobre a vida digital de seu filho e/ou aluno? E a sua própria, buscando por seu nome ou imagem?
10) Você sabe se seu filho e/ou aluno está copiando trabalhos existentes na internet para apresentá-los como se fosse dele em seu colégio?
11) Você sabe que tipo de informação seu filho e/ou aluno armazena dentro do computador?
12) Você sabe se seu filho e/ou aluno frequenta lan houses para justamente se ver livre de qualquer monitoramento por parte dos pais e/ ou professores?

Fonte: Cartilha orientativa – Recomendações e dicas para a família sobre o uso correto das novas tecnologias. Produzida pelo Movimento Família Mais Segura na Internet
 
 Limites variáveis  
Mesmo proibido pelo site, vida no Facebook pode começar aos 10 anos ou menos. Pais se dividem entre controlar acesso às redes ou só orientar os filhos sobre perigos na internet

 
 

"Se eu não gostar de um comentário, excluo a marcação do meu perfil. No fim de semana só uso o computador uma hora por dia", Lauro Araújo, de 9 anos
 “No fim de semana, eu só posso usar o computador uma hora por dia”. Lauro Araújo, de 9 anos, já dá indícios de como são as regras em casa. Estudante da escola SEB Efigênia Vidigal, do Bairro Buritis, o garoto tem o uso da internet acompanhado tanto pelos pais quanto pela escola. Há pouco tempo, ele enfim conseguiu autorização dos pais para ter Facebook, apesar de os termos de uso do site serem claros quanto à proibição da criação da conta por menores de 13 anos. O pai tem a senha e login do perfil de Lauro. No site, como grande parte das crianças, ele gasta seu tempo com joguinhos. Mas também gosta de comentar e curtir fotos em que é marcado, como no álbum do registro de um colega do recente festival de dança na escola. “Se eu não gostar, excluo a marcação no meu perfil”, explica, comprovando que está por dentro dos recursos de privacidade oferecidos pela rede. Lauro conta ainda que não adiciona quem não conhece, porque “pode ser um ladrão querendo roubar informações”.

O amigo dele, Rodrigo Coelho Garcia, de 10, também tem limites para o acesso à internet em casa – só pode usar aos sábados, domingos e feriados. “Estou no 5º ano e preciso estudar para as provas”, justifica. O garoto também é usuário do Face e diz que a mãe nunca bisbilhotou sua conta, porque confia nele. “Por segurança, o acesso ao meu perfil é fechado. Só brinco com os amigos no site”, conta. Na mesma turma de Rodrigo, Letícia Sales, de 10, conta que usa a rede social especialmente para conversar com os familiares de outros estados, como Paraná e São Paulo. “Minha mãe nem sabe mexer no Face. Ela só consegue entrar no iPad que já fica logado. Meu pai fala que confia em mim e por isso não entra no meu perfil”, conta.

Lucas Cifuentes Dutra, de 8, conta que ainda não tem Facebook, mas que depois da entrevista vai convencer o pai a criar a conta. “Vou explicar para ele que tem como fazer um perfil fechado, que dá para ter segurança”, argumenta. Por enquanto, ele tem que se contentar com uma conta no e-mail pela qual conversa com o melhor amigo, que mora longe. No iPhone da mãe o único interesse dele são os games. Sua nova mania é o jogo Plantas Vs Zumbis.

CONSCIENTIZAÇÃO Preocupado com a segurança dos alunos, Vinícius Rocha, diretor de comunicação on-line do SEB Efigênia Vidigal, criou um ciclo de palestras acadêmicas sobre temas ligados à internet. Segundo ele, a sensação de anonimato no ambiente virtual é uma das suas principais preocupações. “Mostro a eles que a vida on-line não exige menos responsabilidade do que na vida real. Reforço que as ações vão repercutir, até mesmo no aspecto legal”, destaca. Intolerância religiosa, preconceito racial ou sexual, roubar a senha de alguém – tudo isso vira tema de debate entre os estudantes. “Sempre recomendo às crianças e adolescentes que eles devem chamar o pai ou o professor, caso ocorra algo estranho na rede”, ressalta.

A diretora da instituição, Helen Cristina Paes, explica que a escola tenta fazer também a alfabetização tecnológica. No Efigênia Vidigal, os gadgets fazem parte da rotina escolar. As turmas a partir do 6º ano estudam com notebooks – um para cada aluno – e levam o equipamento para casa. Os alunos do ensino médio têm tablets. Fora isso, desde o maternal os estudantes têm aulas nos laboratórios de informática. Segundo ela, a tradição das aulas em módulos de 50 minutos foi criada com base em um estudo que comprovava que os estudantes têm só 30 minutos de atenção focada; os outros minutos seriam divididos entre a abertura da disciplina e a conclusão do raciocínio. Hoje, a meia hora se reduziu a apenas 12 minutos de atenção. “Esse módulo de aula caiu por terra com a geração Y. Por isso precisamos do aparato tecnológico para manter o foco do aluno na matéria”, explica.

Paes acredita que o caminho não é cercar e resguardar os jovens, criando mecanismos de bloqueios a conteúdos na internet, mas despertar o bom senso e a consciência crítica neles. “Por mais que você filtre os resultados de uma pesquisa, não dá para imaginar quando palavras inocentes, como moranguinho ou piu-piu, vão apresentar resultados inadequados”, ressalta.


Rédeas curtas



 

"Quando eu vejo alguma coisa estranha eu saio da página ou chamo minha mãe", Maria Luiza Borges do Santos, de 8
 Enquanto em algumas escolas a rede é aberta e os educadores confiam no bom senso e a cooperação dos alunos, no Colégio Nossa Senhora das Dores (CNSD), no Bairro Floresta, Região Leste da capital, o sistema adotado foi o inverso. O colégio tem um portal educacional interno como ferramenta única de trabalho. Neste ano, para atrair ainda mais a atenção dos estudantes, a página ganhou similaridade com o Facebook, rede social mais popular entre as crianças e os adolescentes.

Segundo a coordenadora pedagógica Rúbia Germano Lopes, de 34 anos, o portal dá todo o suporte às pesquisas necessárias em sala de aula, mas há um controle do conteúdo. “Se eu jogar o termo melancia no Google, um dos primeiros resultados é  ‘mulher melancia’. No portal, as informações são filtradas para evitar esse tipo de situação”, explica.

Vander Marques, responsável técnico pela página, conta que a equipe usa firewall (dispositivo de segurança) em camada 7, a maior delas. O laboratório não fica à disposição dos alunos fora dos horários das aulas, mas há computadores de apoio na biblioteca para pesquisas acadêmicas. Todo o acesso é monitorado e gerados relatórios do uso da rede pelos estudantes. “Só não utilizamos softwares que permitem visualizar a tela dos computadores porque acho invasivo. Educar é melhor que proibir.”

A coordenadora pedagógica diz que a formação humana e ética é uma das preocupações do colégio. Por isso, até os pais são convidados para um ciclo de palestras sobre assuntos diversos: de drogas a bullying. No ano passado, a Polícia Militar conversou com os pais sobre segurança digital, uma forma de eles darem a “liberdade vigiada” para os filhos e ficarem de olho nos passos deles na rede.

OFENSAS Leonardo Augusto Taranto Costa, de 11, é um dos alunos que têm a liberdade de navegação vigiada pelos pais. A contragosto, a mãe criou uma conta no Facebook, há dois anos, para o filho. “Ela não queria que eu tivesse Orkut, achava menos seguro porque ela não tinha perfil”, lembra Leonardo. O garoto acessa sozinho seu perfil, mas a mãe sempre entra na conta dele e confere suas ações. Chega a verificar até se os jogos on-line no site não são perigosos. Leonardo tem cerca de 80 amigos e afirma só compartilhar postagens com seus contatos. Além disso, garante que clica no “Agora não” toda vez que um desconhecido tenta adicioná-lo como amigo.

No site, Leonardo já foi alvo de ofensas por um colega de classe. “Ele falou palavrão comigo”, conta. Depois da confusão, o menino excluiu a pessoa d0e seus contatos. Ele conta com desenvoltura, como a própria mãe já foi alvo de tentativa de roubo de dinheiro no Facebook. “Alguém postou na rede social que estavam aplicando golpe”, conta Leo, explicando como ela se desvencilhou do criminoso.

Enquanto Leonardo tem os passos controlados pelos pais, Flávio Ferreira Lins, de 7 anos, conta que criou uma conta no Facebook este ano sem o acompanhamento dos responsáveis. Normalmente, ele usa a rede para jogar com os amigos, mas admite que adiciona desconhecidos como contato. O garoto tem foto no perfil, mas não colocou os outros dados, como cidade de origem e onde estuda, por preguiça de completar o cadastro. O que, felizmente, acaba sendo um ponto positivo para a sua segurança.

Ao contrário dos colegas do CNSD, Maria Luiza Borges do Santos, de 8, é avessa à rede de Zuckerberg. Prefere mesmo o esquecido Orkut. Uma prima de 14 anos é quem confere as atividades da menina no site. Ela conta que pessoas desconhecidas já tentaram adicioná-la e que a foto do seu perfil é antiga, de quando tinha apenas 4 anos de idade. “Quando eu vejo alguma coisa estranha eu saio da página ou chamo minha mãe”, confessa.


ANÁLISE DA NOTÍCIA
Indiscrição e violência verbal

Apesar de todo o discurso consciente dos alunos, em uma rápida pesquisa no Facebook foi possível verificar que nem tudo é realmente colocado em prática. Alguns deles postam fotos de perfis – que sempre são públicas – com roupas de banho. Há postagens entre amigos, com cerca de 80 comentários de uma discussão que inclui ofensas como “gay” e ameaças de brigas corporais. Uma professora chegou a comentar no post cobrando uma postura mais adequada de seus alunos. Nenhum pai interferiu na publicação, que rendeu respostas até dois meses depois de ir ao ar. Muitas fotos com a família das crianças estão abertas para todos os membros da rede social. Sem adicionar como contato, meninos e meninas seguem perfis na rede e curtem páginas sem nenhuma restrição, logo, todo conteúdo inapropriado pode ser visualizado por eles. O ideal seria a criação da conta somente quando a criança atingir um nível de maturidade suficiente para lidar com as informações da rede. Que tal seguir o termo de uso do próprio Facebook?