Nova entrevista de Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte, ex-presidente do Atlético, falando mais sobre futebol...
Quando foi oferecido a ele o colocar o seu nome no futuro estádio do Atlético-MG, além de recusar e dizer para por o nome do pai ele disse:
-"Não quero ver acontecer comigo o que aconteceu com o João Havelange!!"
Ele contou como a TV Globo trata do futebol brasileiro...
Contou como foi destruído o Clube dos 13 e como a primeira Liga já nasceu Natimorto.
Na política ele afirmou categoricamente: Não disputarei o governo do estado.
"Tenho compromisso com o povo que me elegeu prefeito e não posso traí-los"
Nesse caso não há projeto de poder e sim projeto para a cidade.
(Quando terminou as eleições houve grande comparação entre ele e o Dória.
O Dória com duas semanas já traia seu padrinho e planejava concorrer a presidência da república
O que elegeu os dois pode ter sido o mesmo fenômeno de negação à política, mas definitivamente não são a mesma coisa).
E ele falou que para a presidência nessas eleições disse que ainda vai aparecer um líder...
Outro dia discutindo sobre as manifestações do dia 15, sobre crise do governo e a corrupção da Petrobrás eu perguntei a ele se tinha acompanhado a CPI da Dívida Pública. Então ele me respondeu: Eu lá estou falando de CPI?! Não me lembro de ter falado de CPI nenhuma! Estou falando da roubalheira... A minha intenção era dizer que apesar de ter durado mais de 9 meses e de ter uma importância ímpar nas finanças do país, a nossa grande mídia pouco citou que houve a CPI e a maioria da população ficou sem saber dela e do assunto... Portanto não quis fugir do assunto... é o mesmo assunto: é a política, é a mídia, é a corrupção, são as eleições, é a Petrobras, a auditoria da dívida pública, democracia, a falta de educação, falta de politização, compra de votos, propina, reforma política, redemocratização da mídia, a Vale, o caso Equador, os Bancos, o mercado de notícias, o mensalão, o petrolão, o HSBC, a carga de impostos, a sonegação de impostos,a reforma tributária, a reforma agrária, os Assassinos Econômicos, os Blog sujos, o PIG, as Privatizações, a privataria, a Lava-Jato, a Satiagraha, o Banestado, o basômetro, o impostômetro, É tudo um assunto só!...
No geral podemos dizer esse momento histórico e político brasileiro só tem um antecedente histórico no mundo. A Itália pós operação "mãos limpas".
Depois da operação que passou a faca em quase todo espectro político italiano(diferente da versão brasileira Lava-Jato em que a faca é cega e só corta de um lado), ocorreu um período de "Não-a-política", o que levou à presidência italiana um empresário, dono de televisão e presidente do Milan Silvio Berlusconni.
Aqui no Brasil ocorreu o mesmo do período pós mãos-limpas na Itália:
A população passou a negar a política.
Votos Brancos/Nulos/Abstenções superaram toda série histórica e venceram quase todos os candidatos eleitos.
No Rio de Janeiro o voto em ninguém (brancos+nulos+abstenções) chegou a 47%!
Em Belo Horizonte o número chegou a 42%.
Considerando os que ainda votaram, aqueles que deram melhor foram candidatos que antes de começar a Lava-Jato não estavam na política, ou não mantém sua credibilidade em outros setores que não seja a política, pois o momento é não-a-política.
Em São Paulo quem levou em primeiro turno foi um empresário.
No Rio de Janeiro o Bispo vencedor mantém sua credibilidade pela instituições religiosas.
Em Contagem um empresário deu uma lavada no atual prefeito levando quase 3/4 dos votos.
Em Betim, quem venceu foi um empresário dono de Jornal, presidente do time de volei Sada-Cruzeiro, tri-campeão mundial.
Exemplos como esses pipocam em todo país.
Em Belo Horizonte, onde acompanhei, quem venceu foi Alexandre Kalil, empresário, herdeiro de empreiteira, ex-presidente do Atlético-MG. Como na Itália, ex-presidente de um dos gigantes do país.
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Uma pausa...
Antes de continuar tenho que me posicionar.
Votei em Belo Horizonte numa candidata do PSOL, Maria da Consolação, porque pelo FaceBook fiz um desafio de que o primeiro candidato a denunciar os crimes da PBH Ativos levariam o meu voto...
Ela fez isso, levou o meu voto, sem muita convicção, apesar de eu ter votado em BH imaginando estar dando o meu apoio ao Marcelo Freixo do Rio...
No segundo turno, pelo FaceBook eu disse que teríamos em BH de escolher entre dois PSDBs. Falei isso pois o Alexandre Kalil tem como sua primeira filiação o PSDB, depois a convite do falecido ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos passou para o PSB e esse ano mudou para o PHS para candidatar-se a prefeito.
Além disso seu o coordenador de campanha, Gustavo Azevedo foi secretário do Governo do Antônio Augusto Anastasia, trabalhou com a irmã do Aécio por bastante tempo, ( sabe aquela do documentário "Liberdade, Essa palavra..." http://jogosdinheirointernet.blogspot.com.br/2016/09/dialogo-sobre-como-funciona-midia.html )
Esse coordenador escreveu um post genial em seu blog após as eleições que reproduzo na íntegra no final do Post.
Pois é... essa era as nossas possibilidades... por isso não votei no Kalil no primeiro turno, mas no segundo turno, eu que acompanho o Kalil como presidente do Conselho do Atlético desde os anos 90, não teria dificuldades em escolher qual PSDB eu iria escolher...
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Em sua primeira entrevista depois do resultado divulgado Kaili, que tem a língua solta, solta essa frase:
Meu sogro não entendeu nada...
Meu sogro é um dos vencedores da eleição, faz parte daqueles que anularam o voto, maioria da população.
Vou explicar a piada feita para a maioria da população que está negando a política.
O Kibe representa ele próprio, que é neto de Sírios, seus avós, os dois Sírios se conheceram no Brasil em um evento que reunia a comunidade Síria que viviam no Brasil. Desse encontro/casamento nasceu o pai de Kilil, Elias Kail também empreiteiro e ex-presidente do Atlético/MG, no final dos anos 70 e início dos anos 80.
Coxinha representa a classe média para cima que não gostaram de ver os aeroportos transformando em rodoviárias. É o lado azul da força.
Mortadela representa aqueles protestantes que saem para a rua protestar sem saber contra o que, só em troca de um pão com mortadela. É o lado vermelho da força.
Kalil é assim. lingua solta.
E com essa língua solta derrotou o PIG: Partido da Imprensa Golpista.
A primeira vez que o Alexandre Kalil apareceu nesse Blog foi em Fevereiro/2012, depois de dar uma entrevista a Jorge Kajuru, na época eu não ficava falando de política:
Na época eu previ que algo aconteceria de bom ao Atlético-MG, está escrito assim:
"Mas o que está acontecendo aqui é algo diferente que ocorre em pouquíssimos times do país e que em breve vai gerar frutos. Vou deixar registrado aqui para provar no futuro que eu acredito desde já"
Antes de começar o campeonato Brasileiro que o Atlético foi vice-campeão, voltou para a Libertadores depois de 12 anos fora, venceu a libertadores, não ficou de fora de nenhuma libertadores desde então, além da histórica copa do Brasil em 2014 (Histórico! Épico! Galo Campeão da Copa do Brasil 2014! ).
É óbvio que o gerar frutos imaginado não era assumir a prefeitura de Belo Horizonte.
Nesse post eu reproduzi um post do Chico Maia, contando a primeira entrevista coletiva de Kalil depois de ganhar as eleições no Atlético em 2009, reproduzindo a frase de efeito que sua língua solta disse na época:
Alexandre Kalil assumiu e na primeira entrevista coletiva como
presidente disse que a fórmula para clubes do tamanho do Galo dar certo,
era: “não roubar e não deixar roubar”.
E depois descreveu dois fatos que ele fez já como presidente (quando ele escreveu o Kalil já tinha 2 anos de presidência).
Assim foi feito. Apenas dois exemplos: o clube gastava em torno de R$ 1,3 milhão, mês, em alimentação para jogadores de todas as categorias e funcionários. O serviço era terceirizado. Kalil mandou apurar se poderia ficar mais barato, caso o próprio clube o fizesse. Hoje, este gasto não chega a R$ 300 mil. Um computador, desses comuns, de escritório, era comprado pelo Atlético a R$ 6 mil, cada. Sob a gestão Kalil, caiu para menos de R$ 1 mil. Há muitos exemplos desse nível, que ocupariam muitas páginas de jornal.
Vamos lembrar que o Atlético/MG antes da entrada do Alexandre Kalil estava nas mãos de um banqueiro, presidente do BMG, envolvido no mensalão, na mesma época em que presidia o clube,
e o Kalil foi oposição ferrenha a ele.
Nesse post ainda conta uma parte da história de como o Clube dos 13 foi detonado pelo presidente do Corinthians.
Esse blog continuou acompanhando o Alexandre Kalil em outros posts, entrevistas e sua tentativa vã de ficar a frente da liga-Sul-Minas-Rio:
Mas a principal postagem sobre o Kalil é quando eu misturo suas declarações com a do Juca Kfouri e o do Jorge Kajuru sobre os escândalos no futebol, que entrou na coletânea de posts "É tudo um assunto só":
Nesse histórico vemos que uma de suas marcas é a língua solta sobre o que ele encontra de errado pela frente.
Além de enfrentar o poderoso banqueiro do mensalão ele enfrentou a Globo no caso do fim do clube dos 13 / licitação dos direitos de televisão / Estádio do Corinthinas.
Hoje tem uma narrativa que o estádio do Corinthinas foi um presente para o Lula. essa história pode colar para quem não acompanha a história desde sempre pois o estádio foi prometido como um prêmio para acabar com o clube dos 13.
Tentou fazer da primeira liga um produto a ser vendido caro e foi boicotado pelo Oligopólio Cartelizado da Mídia, que não quer perder o monopólio do futebol.
Em sua campanha ele prometeu "abrir a caixa preta da BH Trans que foi entregue aos donos das empresas de onibus". Também diz não concordar com as PPPs da prefeitura no formato atual.
Mas é uma aposta que faço agora, que denuncias chegarão quando esse língua solta assumir a partir de Janeiro. E é uma torcida para que entre essas denuncias estejam a PBH Ativos.
A campanha e debates João Leite X Alexandre Kalil foram deprimentes.
Um dos mais baixo níveis que acompanhei.
Nada de propostas só um atirando merda no outro.
O envolvido na Lista de Furnas perdeu para o devedor de IPTU.
O Kalil que já conhece a história de ser fuzilado/boicotado pela mídia sentiu os golpes.
E no Post do Gabriel Azevedo que reproduzo no final conta que no início do segundo turno ele como coordenador da campanha de Kalil, ele conta que combinou com a Andréia Neves que não haveria ataques pessoas na campanha!!
Hahahahahahaha
KKKKKKKKK
rsrsrsrsrsrsrsrsrs
Promessa não cumprida.
Foi pedido da Andréia Neves que a Lista de Furnas não entrasse na campanha.
Pedido esse descumprido pelo Kalil em um dos debates em que alguns de seus ex-funcionários foram utilizados para ataque pessoal.
Esse mesmo coordenador que participou da campanha de Márcio Lacerda quando PT e PSDB se uniram para eleger o Márcio Lacerda do PSB(e depois fundarem a PBH Ativos) prometeu não abandonar o seu cargo de vereador que conquistou com mais de 10.000 votos. Não participará da prefeitura e nem se candidatará para nada em 2018.
Portanto não vai proteger a Lista de Furnas.
Nem a PBH Ativos...
Agora Kalil e sua desobediência vai assumir a prefeitura.
Nas palavras dele "com o povo".
A esperança que tenho é porque as mesmas imagens de outubro de 2008 (o Kalil sendo carregado pelo povo ao vencer as eleições para o Atlético), repertiu-se agora, 8 anos depois em outubro de 2016 como prefeito de Belo Horizonte:
Depois de 2009 o Atlético Melhorou bastante...
Está certo que as forças que o Kalil enfrentará agora na prefeitura são muito maiores que as forças que ele enfrentou no Atlético...
Ou não...
Lá ele enfrentou tanto banqueiros, quanto a mídia corrupta, os dois maiores Oligopólios Cartelizados que corrompem nossa democracia.
Ele também combate o terceiro mais nocivo, por possuir uma empreiteira e não participar do Oligopólio...
Combater as empresas de ônibus que controlam a BH Trans parece fichinha...
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E para deixar claro: Eu não gosto dessa situação pós lava-jato, que só tem precedentes históricos na Itália pós mãos-limpas.
Também reproduzo na íntegra a postagem dele.
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Gabriel Azevedo, ex-tucano e atual PHS, foi coordenador da campanha de Alexandre Kalil e fez um post monstro e histórico sobre a sua campanha, aqueles que gostam de bastidores e de entender o que é a política é imperdível:
Já estava com saudades de escrever para o blog. Comecei a digitar
esse texto pela manhã desse domingo, 30 de outubro de 2016, logo após
cumprir meu dever cívico-eleitoral. Digitei 31 na urna e confirmei. Eu
e outros 627.903 belo-horizontinos fizemos isso. Alexandre Kalil foi
eleito prefeito de Belo Horizonte por 52,98% dos votos válidos.
Confesso: faltou tempo durante os últimos meses. Amanhã, as bancas de
jornal trarão nas capas o rosto do vitorioso. Tenho certeza que muita
gente deve estar curiosa. Afinal de contas, como essa história começou?
Ainda, por qual razão eu tomei essa posição? É o que pretendo contar por
vários motivos. Antes da campanha e da pré-campanha propriamente ditas,
acho fundamental mostrar as raízes para que os galhos desse enredo
façam mais sentido…
A história vai ser generosa comigo. Pretendo escrevê-la. Winston Churchill
A – Sim, eu fui tucano. Em 2005,
recém formado no Colégio Militar, decidi que eu seria um político.
Aliás, eu já era um… Não para me servir da política, mas para servi-la. É
complexo para alguém que toma essa decisão saber por onde começar (e
por isso, criarei em 2017 uma escola para políticos). Disseram-me que
era preciso se filiar a um partido. Escolhi o PSDB. E por lá comecei a
fazer o que eu considerava que poderia ser frutífero para a sociedade.
Em 2008, cursando duas graduações, direito e comunicação, eu trabalhava
na empresa de Flamínio Fantini, um jornalista brilhante que me ensinou
muito. Naquela época, prestei serviços para a campanha de Marcio
Lacerda. Já são oito anos de lá para cá. Ao fim daquela eleição,
por reconhecimento de méritos, fui apresentando simultaneamente a duas
pessoas que desempenharam papéis muito importantes na minha vida:
Alexandre Kalil e Andrea Neves. Quem me apresentou a ele foi
Adriana Branco, que também tinha participado da campanha eleitoral. O
recém eleito Presidente do Clube Atlético Mineiro buscava uma equipe
para cuidar da área de comunicação do time alvinegro. Quem me apresentou
a ela foi Valéria Cordeiro, assessora especial do então Governador
Aécio Neves. Nunca tinha visto a tão comentada irmã, mas a fama dela a
precedia. Eu me lembro até hoje porque anotei nos meus guardados as frases ditas pelos dois no primeiro encontro, no Galo e no SERVAS. “Você é atleticano?” – disse ele. “Espero que você seja mesmo tão inteligente quando dizem.” – disse ela. B – Nos anos que se seguiram, tornei-me um amigo de ambos.
E assim me considero até hoje. Fui ousado ao sugerir numa sala repleta
de diretores que o nosso mandatário criasse um Twitter e falasse
diretamente com a torcida. Essa era uma estratégia poderosa. Tentei ser
criativo ao colocar na cabeça um chapéu
e ajudar genuinamente um projeto político do qual fui entusiasta. Essa
era uma estratégia eficiente. Precisaria de muitos textos para explicar o
quanto aprendi com os dois. Sou um observador como todo bom mineiro. Ao
me tornar subsecretário de Estado em 2011, tomei a decisão de paralisar
a minha empresa e fui até Alexandre Kalil para dizer que precisaria
encerrar o contrato. Ele aceitou, ligou para Adriana Branco e nomeou-me
Assessor da Presidência. Era um título simbólico, já que não
estaria trabalhando mais de forma remunerada para o clube. Todavia,
presenciei de perto títulos muito mais do que importantes. Aliás, foi
quando eu deixei de ser um prestador de serviços para me tornar parte de
uma diretoria apaixonada que eu trabalhei ainda mais pelo Galo. Ao
mesmo tempo, ao lado de Andrea Neves, vencia eleição após eleição, tendo
eleito em 2010, Antonio Anastasia, Aécio Neves e Itamar Franco, além de
reeleger Marcio Lacerda em 2012. C – Mesmo sendo muito próximo de ambos, nunca perdi o que se chama personalidade.
Chamem de arrogância, chamem de petulância, chamem como quiser… Eu
tenho minhas ideias e meus princípios. E isso sempre me norteou. Em 20
de maio de 2013, cansado de algumas coisas que via no PSDB, sobretudo a
convivência desagradável com uma figura nefasta chamada Narcio Rodrigues (e seus bajuladores),
vi que não estava no meu lugar. Para ser preciso, ele tentou de todas
as formas utilizar a Subsecretaria de Estado, pela qual era responsável,
para aparelhar a máquina pública em benefício do próprio filho e da
juventude do PSDB. Avisei o Governador Antonio Anastasia, coloquei meu
cargo à disposição e desfilei-me do PSDB, onde estava desde 2005.
Curiosamente, o Governador me manteve no cargo. Mais uma prova do
caráter inigualável dele. Iniciei meu mestrado e decidi que seria
professor. Sendo muito sincero, achei que terminaria minha breve carreira política naquele momento. Aliás, para quem ficar curioso com esse trecho, recomendo a leitura do texto nesse link
onde explico em detalhes a minha entrada e a minha saída do PSDB, além
de destacar que nosso sistema partidário faliu completamente. D – Em 2014, inventaram Pimenta da Veiga. Inventaram
não! Aécio Neves inventou. Eu defendia, como tantos outros, que o
candidato fosse o Deputado Federal Marcus Pestana, um político muito
qualificado. Todavia, o veto conjunto de Alberto Pinto Coelho,
Vice-Governador, Dinis Pinheiro, Presidente da Assembleia Legislativa, e
Narcio Rodrigues (ele de novo), Secretário de Estado de Ciência e
Tecnologia, retiraram o melhor candidato do pleito. Aécio Neves, diante
disso e diante da vontade de eleger alguém cujo governo pudesse ser
controlado, fez a pior escolha da vida dele. Não sem os meus protestos. Comparo Pimenta da Veiga a invasão da Rússia no inverno. Por Napoleão. Por Hitler.
Eu tenho certeza que o arrependimento por essa decisão corrói a alegria
de quem a tomou até hoje. Eu avisei. Como eu já não vazia parte do
partido, resolvi que não me envolveria na campanha. Ainda assim, após a
tragédia que envolveu Eduardo Campos, fui chamado às pressas por Andrea
Neves para ajudar faltando três semanas. Minha sinceridade foi
costumeira: não havia mais nada a se fazer na reta final da candidatura
de Pimenta da Veiga. Opinei que todos os esforços deveriam ser
concentrados na eleição de Aécio Neves para a Presidência da República.
Um recuo nacional das tropas para Minas Gerais não seria uma decisão
sábia. Achava que se isso fosse feito, ele poderia vencer. Não me
escutaram. A derrota de Pimenta da Veiga aconteceu.E a derrota de Aécio Neves também aconteceu.
Eu fiquei muito triste por Aécio Neves por que tenho certeza que ele
seria um presidente muito melhor que sua oponente. Não que se tratasse
de desafio tão complexo ser melhor do que Dilma Rousseff. Um dia
após o resultado, encontrei-me com Andrea Neves na casa de uma grande
amiga em comum, Ana Campos, e disse a ela que dentro de dois anos eu
seria candidato a vereador. Mais do que isso: disse que me empenharia a
eleger o prefeito. Acrescentei: desde que eu escolhesse meu candidato.
O trauma da candidatura de Pimenta da Veiga ao governo foi algo difícil
de superar. Passamos quatro anos nos dedicando à gestão de Minas Gerais
para entregar de bandeja todo um esforço para um grande incompetente
chamado Fernando Pimentel. Do PT! A minha meta a partir de então?
Começar a reerguer um cenário político que iria se espatifar. Ambicioso
da minha parte? Evidente que sim. E – Os dois anos de 2014 até 2016 não passaram rápido…
Foram muitas aulas dadas e muitas noites na biblioteca planejando,
traçando e calculando. Escrevi duas vezes sobre a disputa em Belo
Horizonte. Em 25 de junho de 2015, dava uma pista chamando Alexandre Kalil do “coringa” da eleição.
Quem em sã consciência abandona uma campanha para
deputado federal tendo a chance de ser eleito um dos mais bem votados
parlamentares de Minas Gerais? Oras, quem pode. Trata-se da mesma pessoa
que por seis anos foi titular do segundo cargo mais importante do
Estado, como ele próprio gosta de dizer. Alexandre Kalil é polêmico, tem voto, fala diretamente com as pessoas e pode entrar nessa eleição para mexer com o jogo. Seria
candidato mesmo? Não sei. Sei que se tomar essa decisão, numa eleição
cujos nomes são pouco conhecidos e não empolgam os eleitores, ele pode
fazer diferença na estratégia de todos os candidatos. Presidir o
Clube Atlético Mineiro (Galo!) por seis anos, colecionando títulos
importantes para a torcida, deu a visibilidade suficiente que esse
político precisava. Se a eleição de 2016 fosse um baralho de
cartas, Alexandre Kalil certamente seria o coringa. Com todas as
peculiaridades que o personagem encerra. Aos eleitores, candidatos e partidos, só tenho uma coisa a dizer: não subestimem-o.
Em 17 de fevereiro de 2016, dava mais uma pista… Decidido
em ser vereador, e agarrado à minha tese de independência, encontrei no
PHS uma oportunidade que poderia ser replicada ao meu candidato a
prefeito. Um outro amigo insistia que ele deveria se filiar ao
PPS… Bobagem, eu falava. Esse partido certamente estaria aliado ao PSDB e
não teria candidato.
Falei de cartas e não mencionei o coringa! Já havia o citado no último texto. Alexandre Kalil está com sua carta de filiação partidária pronta. Ele embola o jogo? Embola demais. Vou
repetir: estamos falando de uma campanha curta e com poucos nomes
conhecidos. Em trinta dias de televisão, considerando o desgaste da
classe política e a vontade por novidades que o eleitor tem, a mistura
promete. Nos próximos dias, seu partido será revelado. E, independente
da legenda, ele segue independente…
E foi quando eu sentei pela primeira vez para falar com Alexandre
Kalil a respeito de forma enfática, dado que foram muitas e muitas
prosas em tom de brincadeira anteriormente. F – Antes estive em Brasília… No
plenário do Senado Federal, informei os senadores Aécio Neves e Antonio
Anastasia que seria candidato a vereador. Ambos exclamaram felizes.
Desconfio que um votou em mim. Só um. Aécio Neves: “Vai voltar ao PSDB?”
Disse que não iria nem amarrado, apesar de todo respeito e consideração
aos dois. Primeiro, eu não queria mesmo. Segundo, não acreditava que
minha votação seria suficiente para me eleger na legenda. Ele insistiu:
“Com essa cara de tucano?” Quem vê cara, não vê coração… Não. Fui firme.
Ele então me desejou boa sorte na escolha partidária. Disse que já tinha escolhido o PHS e citei a carta de independência firmada com a legenda.
Com o devido aviso a ambos, me sentia completamente livre e à vontade
para seguir em frente com a consciência tranquila de quem não é
desrespeitoso com dois amigos que sempre mantiveram relação cordial e
política de alto nível. Acrescentei aos dois: “E queria o apoio de vocês para lançar Alexandre Kalil prefeito.” Sorriram e desconversaram…
Com
Aécio Neves e Antonio Anastasia no plenário do Senado Federal onde os
comuniquei que seria candidato pelo PHS e sugeri o nome de Alexandre
Kalil para prefeitoG – Volto ao almoço com Alexandre Kalil.
Durou uma longa tarde… Eu fui muito sincero. Disse a ele o quanto eu
estava cansado do cenário político que se desenhava, supunha que Aécio
Neves e Marcio Lacerda romperiam e que tal situação possibilitaria uma
difícil, contudo rara, oportunidade de mudança do status quo. Sonhamos
juntos, com a ajuda de alguns vinhos, uma Belo Horizonte diferente. Uma
cidade mais moderna, menos dos partidos e mais das pessoas, das metas,
dos resultados e dos projetos. Havia ali uma parceria. Ele próprio não
acreditava muito nessa história, mas no fundo, aquele turco já sabia que
havia mesmo uma possibilidade desse “menino” ter um pouco de razão. E
ele foi fermentando a ideia… Eu tinha visto bem de perto a
gestão dele no Galo. Observei uma capacidade muito rara de liderar,
organizar e ir em frente mesmo diante das adversidades.E ele, assim como eu, por muitas vezes abriu mão da vida pessoal para cuidar daquilo que é de muitos.Um prazer em comum.
Eu fui longe nos pensamentos… Imaginei uma campanha eleitoral
completamente diferente e desamarrada dos partidos, o que permitiria uma
gestão que teria uma compromisso verdadeiro com a cidade! Nenhuma
secretaria entregue às legendas! Sabia que nenhum outro poderia ser
capaz disso! E isso me moveu demais.
Não passamos de minhocas, mas acredito ser uma minhoca que brilha. Winston Churchill
H – Com a mudança do prazo de filiação de dois de outubro de 2015 para dois de abril de 2016, ganhamos tempo.
Sobrou espaço para eu arejar minhas ideias em viagens por lugares que
gosto muito. Foi possível até conversar com o bom e velho Winston
Churchill na antiga capital britânica pra confirmar minhas estratégias.
No fim de março, era hora de partir para a ação. Organizou-se a
atividade de filiação dele no PHS. Na sede da legenda? Não foi. Aliás,
Alexandre Kalil realmente nunca foi ao partido e tem o mesmo apreço pelo
sistema partidário que eu. Sua filiação foi mero ato protocolar para
garantir a condição de elegibilidade. Preciso revelar nessa
história um outro personagem fundamental: Paulo Vasconcelos. Por um
pedido de Andrea Neves, eu e ele estivemos juntos em 2015 e apresentei a
ele a ideia de lançar a candidatura de Alexandre Kalil para prefeito.
De antemão, o convidei para ser o responsável pelo marketing: seu nome é
um carimbo de qualidade em muitas das campanhas exitosas que
presenciei. Todavia, um contrato com a empresa Souza Cruz o impedia de
aceitar. No entanto, ele nunca deixou de compartilhar comigo algumas
ideias… Gostou da minha ousadia. É um grande amigo! E começou a
me ajudar no meu plano. Após a filiação do candidato, ele se reuniu
conosco duas vezes. Uma na sede da Erkal e outra na sede da Vitória.
Perguntamos a ele qual seria o próximo passo, afinal aptos a ser
candidatos, eu e Alexandre Kalil estávamos… I – Surgiu o nome de Augusto Fonseca para responsável pelo marketing como sugestão de Paulo Vasconcelos. Para
se ter ideia, trata-se de um jornalista que possui no currículo o
prêmio Esso de 1992, por ter revelado a testemunha chave do escândalo
que culminou no impeachment de Fernando Collor. Eu e Alexandre Kalil
gostamos de Augusto Fonseca desde o início: competente, firme e sincero,
como gostamos que as pessoas sejam. Com a presença dele, partimos para
fazer o fundamental: um diagnóstico. Conhecido pelos
profissionais de marketing como “diamante”, existe um processo
fundamental para se eleger qualquer candidato: antecipar as tendências e
percepções de uma campanha eleitoral. Explico como funciona. O
candidato senta diante das câmeras e começa a responder perguntas
livremente por duas horas mais ou menos… Esse vídeo é editado pelo
profissional de comunicação para ser submetido ao que se chama
“acelerador de partículas”, ou grupos de pesquisas qualitativas. Vou
mais a fundo. Antes, vejam o vídeo:
Na sala de Alexandre Kalil cuidando do nosso diamante ainda bruto
J – Vou ser franco aqui: o nosso maior
receio no início dessa história se resumia em uma coisa: “E como vão se
comportar os cruzeirenses?” Com o vídeo editado como se vê
acima, foi hora de reunir perfis em grupos que representavam a cidade.
Assisti todos os grupos numa sala atrás do espelho falso. O enredo era o
mesmo: “Vocês sabem que teremos eleições esse ano?”; “O que vocês acham
da atual gestão?”; “O que pensam de Marcio Lacerda?”, “E o que pensam
do apoio de Fernando Pimentel?”; “E o que pensam do apoio de Aécio
Neves?”, “E o que você do candidato X?”, “E o que você acha do candidato
Y?”, “E o que você acha de Alexandre Kalil?” Eu ficava muito surpreso
com o que ouvia do Alexadre Kalil das pessoas. Eram muitos elogios.
Sobretudo dos cruzeirenses! Fiz questão de chamá-lo para escutar
um desses grupos atrás do espelho comigo ,e me lembro de uma cena com
um cruzeirense que se dizia “chato”. O rapaz disse: “Eu odeio o Clube
Atlético Mineiro. Eu tenho pavor do Alexandre Kalil. Eu tenho ódio
sincero dos atleticanos…” Pausa. “Agora, se ele for candidato, eu voto.
Eu não aguento mais os políticos.” Isso se repetiu muitas
vezes. E, por fim, era perguntado aos grupos que qualidades eles queriam
ver num prefeito. Após enumeradas, tais qualidades deveriam ser
conectadas a um candidato apresentado. Alexandre Kalil era citado como o
candidato que o eleitor gostaria de ver eleito naquela sala escura. E,
dessa forma, todos notamos que sua candidatura era mesmo viável. Não
estávamos mais testando nada. Agora, era hora de por mãos a obra e
eleger um prefeito. Como de costume, eu ousei: “Pode se preparar.
Estaremos no segundo turno contra João Leite. E eu já sei o que
faremos.”
Atrás do espelho prevendo o dia 30 de outubro de 2016K – Foi então que a ficha caiu. Eu,
com 30 anos de idade, estava diante do desafio de coordenar uma
campanha de prefeito na cidade onde vivo. Mais do que isso: já estava
decidido a ser candidato a vereador num plano próprio e que em nada se
misturou com o novo plano. Ainda, tinha acabado de ser convidado para
ser Head of Institucional Affairs & Public Police da Jusbrasil.
E também não pretendia abandonar a sala de aula. E estava encaminhando
um namoro… Diria Tancredo Neves que, para descansar, temos a eternidade.
Como eu gosto de dizer: carga! Ainda escreverei outro
texto com mais calma para narrar os bastidores da minha eleição, mas
posso adiantar foi muito legal ter sido candidato a vereador. O que
aconteceu nesse domingo foi narrado por mim em Salvador na sede da
Jusbrasil quando expliquei aos meus colegas de empresa por que razão
precisaria de um apoio deles na ausência por dois meses. Disse a eles
que venceriamos e disse a eles como. A principal forma de vencer
uma eleição é formar uma boa equipe! Aprendi isso com Andrea Neves.
Todavia, não basta formar uma boa equipe. É preciso respeitar a
competência dessa equipe. Augusto Fonseca já estava a bordo e
teve a liberdade de somar a ele uma equipe de redação, criação e
produção. O primeiro convite que fiz foi ao Alberto Lage, um gênio de 22
anos que coordenou a campanha na internet. A verdade é que no cenário
atual, a TV e a internet se misturam muito. Esse jovem é o que chamo de
“fiel escudeiro”. Um menino leal, brilhante e extremamente dedicado.
Depois, convidei a empresa Távola, dos meus amigos Álvaro Fraga, Carlos
Moreira e Ricardo Campos, para cuidar do conteúdo, da assessoria de
imprensa e do banco de dados da eleição. O trio é uma família para mim.
Aliás, muito do que sei devo a eles. Sabendo que essa eleição teria uma
disputa jurídica extrema, confiei esse front às amigas e professoras
Patrícia Henriques e Virgínia Afonso. Ao longo desses dias, a dupla se
desdobrou em qualidade profissional: vitória atrás de vitória. Não
existe uma boa campanha sem um bom plano de governo. Convidei o
responsável pelo plano de governo de Antonio Anastasia, o professor
Cláudio Beato. O documento está disponível online. O trabalho foi
exitôso. Não existe nenhum projeto de Alexandre Kalil que não conte com a
presença de Adriana Branco, com quem aprendi tudo e mais um pouco.
Diante do desafio de ser nossa “primeira-ministra” alvinegra na gestão
de Daniel Nepomuceno, assim como eu, teve que se multiplicar para
coordenar o comitê central, as agendas, os eventos de rua e a produção
do material, a tesouraria… Ela é um trator! Aliás, eu e ela somos
formados numa mesma escola chamada Nely Rosa, amiga querida. Rafael
Dayrell, o coordenador da minha campanha, acabou sendo meu braço direito
em dois flancos… Sobretudo, ele falava o tempo inteiro: “vamos lembrar
que o senhor é candidato também!” E se desesperava quando eu tinha que
abrir mão de algo na minha campanha para se dedicar a campanha do
Alexandre Kalil.
O time de gigantesL – Com as tropas reunidas, havia chegado a hora de produzir a mensagem da campanha, suas imagens e os primeiros eventos.
O mais engraçado é que ainda nesse momento havia muita gente que
duvidava que Alexandre Kalil seria candidato de verdade. Continuavam
rindo… A convencão foi um evento importante para deixar claro que não
estavamos de brincadeira. E, de uma forma bem pensada, não ligavamos
também tanto para isso. Imagina se todos já soubessem do potencial dele
desde o início? Haja couro…
A convenção partidária onde virei candidato a vereador e Alexandre Kalil virou candidato a prefeito
A sorte não existe. Aquilo a que chamas sorte é o cuidado com os pormenores.Winston Churchill
M – As negociacões partidárias visavam tempo de televisão.
E foram feitas para valer apenas na reta final antes do registro das
candidaturas. Vanessa Portugal, do PSTU, e Maria da Consolação, do PSOL,
eram portadoras de segundos. O PT e o PCdoB se ajeitaram para Reginaldo
Lopes. O PMDB se uniu ao PSC e ao PTN para Rodrigo Pacheco. O PROS
estava sozinho na campanha de Eros Biondini… A REDE estava sozinha com
Paulo Lamac… O PDT se uniu ao PTB para eleger Sargento Rodrigues. O
PTdoB de Luís Tibé somou PRP, PEN, PTC, PSL e PPL. Marcelo Alvaro
Antonio reuniu PR, PSDC e PMB. O bicho pegava mesmo era entre Paulo
Brant, do PSB, João Leito, do PSDB, e Alexandre Kalil, do PHS. O que
queria Aécio Neves? Arrancar todos os partidos e sufocar Marcio Lacerda
para que ele ficasse sem tempo de televisão. Conseguiu… O prefeito ficou
tão preocupado com a questão, que abriu mão de Paulo Brant mas, de
birra, seguiu na disputa com Délio Malheiros, do PSD, o seu
vice-prefeito que ele nunca quis que fosse candidato. Como o
PSDB tinha um tempo enrome de televisão no primeiro turno, insisti que
fosse nos cedida a coligação com o PP… Isso daria mais tempo de
televisão no primeiro turno. Negaram. E ofereceram o PRB como
possibilidade de coligação com um detalhe: necessariamente a coligação
teria que envolver a chapa proporcional. Em resumo, os tucanos colocaram
a minha cabeça a prêmio, coligando o PRB com o PHS, só para tirar o
tempo de televisão do Marcio Lacerda. Esperado… House of Cards é
fichinha perto do enredo municipal. O PV se aliou ao PHS
prontamente por via dos deputados estaduais Agostinho Patrus e Mario
Henrique Caixa. Estavamos isolados, com 15 segundos de televisão e
restavam duas opções reais: se coligar com o PROS, tendo Eros Biondini
como vice, ou se coligar com a REDE, tendo Paulo Lamac como vice. Eu
tentei muito convencer o primeiro por conta da nossa relação na
Secretaria de Estado de Esportes e Juventude. Ele não topou. Já Paulo
Lamac topou! Eu sabia naquele momento que, por conta dele ter sido
filiado ao PT, teríamos aberto um flanco complexo para o segundo turno.
Era previsível que meus ex-correligionários iram apostar na polarização,
mas eu também guardei uma ideia como antidoto para isso. A conversa com
Paulo Lamac foi sincera: ele fez três pedidos e eu estava na mesa.
Queria um compromisso com a sustentabilidade, com o desenvolvimento do
setor de startups e gostaria que a REDE desse o tom na parte de meio
ambiente no plano de governo. Acordo feito. E eu acrescentei: “Aqui, o
meu passado tucano fica no passado. O seu passado petista também.
Ninguém pode pagar para sempre pelos pecados que cometeu.” Aliás, o fato
de eu ter sido tucano e do Paulo ter sido petista sempre foi motivo de
muita piada com o Alexandre Kalil, que fazia xistes com as caricaturas
das duas legendas. O fato concreto é que a independência da chapa estava
assegurada e que estavamos prontos para a campanha começar com 23
segundos de tempo de televisão, mas com participação nos debates
garantidas pela coligacão PHS, PV e REDE.
Enquanto Paulo Lamac não chegava, a brincadeira de uma chapa pura independente…N – Na foto acima, o candidato e o vice. Por um
tempo era brincadeira e depois começaram a falar isso sério. A chapa de
vereadores via com bons olhos! Risos. Pensavam que uma cadeira ia ser
liberada. A verdade é que refutei isso desde o começo. Tenho, assim
digamos, vários atributos que se espera de um político. Faltava um:
voto. E faltavam votos meus! Não dos outros… 10.185 votos me deixaram
bem satisfeito com a minha decisão. A foto oficial foi feita. Os
primeiros vídeos gravados. A máquina engrenou. Todavia, não foi um
percurso fácil. O principal problema? A arrecadação de campanha. Tentei a
função de arrecadador de fundos com dois amigos. Ambos tiveram muitos
empecilhos nessa atividade. A verdade é que ninguem, sobretudo depois
dos últimos escândalos, quis se comprometer com a política. Do dia 16 de
agosto de 2016 até o dia 2 de outubro de 2016, vivemos 45 dias com
muita dificuldade. Além das agendas e das gravações, Alexandre Kalil
teve que, ele mesmo, se tornar o responsável pela sua arrecadação.
Somado aos esforços dos próprios amigos, diante da dificuldade de
recursos, ele próprio topou abrir mão de um imóvel para auxiliar nos
recursos como permite a lei. Ainda assim, a previsão de arrecadacão ia
encontrando na realidade um desafio enorme para o planejamento da
campanha… 0 – O primeiro turno correu bem. Posso
resumir num pensamento: com 45 dias e pouco tempo de televisão, quem é
conhecido pela população tem enorme vantagem. O candidato
começou a sugerir sacadas geniais. A visita a uma UPA, o lema de se
fazer a cidade funcionar, agendas diferentes de tudo que já se fez.
Muito diferente de um político padrão, odiava quando os fotografos
pediam poses ou quando grudavam um adesivo no peito dele. Os desavisados
ouviam… O mote “chega de político” foi ideia do Augusto Fonseca! Pensem
se eu gostei? Como assim “chega de político”? Eu sou político! “Não.” –
ele me respondeu. Você é um professor, um advogado, um jornalista, um
cidadão que pensa e vive a cidade… “Se você fosse um “político” apenas,
eu acho que você não teria a menor chance de se tornar vereador.” Fui
convencido na hora. Era um belo lema de campanha. Refletia um 2013 que
ainda não acabou… Os outros políticos não gostaram, mas foi minha função
dar ao responsável pelo marketing capacidade de levar adiante a sua
estratégia.
Alexandre Kalil no lançamento da minha campanha de vereadorP – Os 45 dias passaram voando. Na
minha cabeça, contando com o diagnóstico, era tão claro que Alexandre
Kalil estaria no segundo tuno com João Leite que já fomos preparando o
segundo turno. Eu não fazia tantas agendas com o candidato e nem
postava tantas fotos com ele por dois motivos: não queria gerar
desconforto na chapa de vereadores do PHS, que poderia se sentir
prejudicada, e porque eu não queria ninguém me acusando de me beneficiar
da candidatura majoritária. Eu sempre disse que os meus votos seriam
meus e pelo meu esforço sem me aproveitar de uma campanha maior. A
grande verdade é que ser candidato e coordenar uma campanha ao mesmo
tempo me prejudicou bastante! Eu não consegui cumprir todas as
agendas e surgiam problemas a todo momento que eu precisava resolver.
Ainda que vários candidatos tenham se unido para prejudicar Alexandre
Kalil no primeiro turno, não funcionou. Estive com ele nas preparações
de todos os debates e nos intervalos comerciais ia até ele para fazer
algumas considerações. A verdade é que alguém que já foi vigiado por uma
“torcida chata” como a nossa, não ia ficar melidrado com um Luís TIbé.
Aliás, Luís Tibé saiu menor do que entrou na eleição. Sargento
Rodrigues saiu menor do que entrou na eleição. Délio Malheiros saiu
menor do que entrou na eleição. Rodrigo Pacheco saiu menor do que entrou
na eleição. O papel deles em atacar Alexandre Kalil de forma
desesperada na reta final do primeiro turno foi muito ruim. Para eles.
Fazendo milagre com 23 segundos ao lado de Alexandre Kalil e Augusto FonsecaQ – Quando
o segundo turno se avizinhava, Andrea Neves me ligou. Chamou-me para
uma conversa. Informei Alexandre Kalil e proseamos. Ela estava com
viagem marcada para o exterior no dia seguinte e queria reafirmar termos
de boa política para o segundo turno. Claro! Eu gosto dela. Imagina se
eu gostaria de levar a campanha para a baixaria… Jamais.
“Melhor lutar por algo, do que viver para nada.” Winston Churchill
R – No primeiro dia do segundo turno, após a confirmação do que eu já esperava, houve uma foto que me espantou muito. Quando
vi meu estimado amigo professor Antonio Anastasia de mão dada com
Antonio Andrade, vice-governador de Fernando Pimentel, Leonardo Quintão,
deputado federal, e outras figuras do PMDB, além da decepção, eu
pensei: UFA! Como é que eu explicaria para as pessoas aquilo? Não foi a primeira vez que critiquei ou disse sentir nojo do PMDB. Nossa… Fiz questão de postar no Facebook.
Um ou outro fica melindrado com a verdade. Todavia, o fato é que
ninguém que tem apreço pelo senador Antonio Anastasia gosta de ver ele
submetido a essas situações. Eu tenho certeza que ele não queria estar
nessa mesa. Eu tenho certeza absoluta disso e o perdoo por esse momento.
Só ele. Os tucanos perderam mesmo o rumo! Além de se aliar com Michel
Temer, vice-presidente de uma chapa que o próprio PSDB contesta no TSE, o
partido parece ter se esquecido das suas origens: surgiu justamente se
separando das piores práticas do PMDB. Uma regressão! Essa foto ficará
na história como uma das alianças mais tristes da política mineira. Não
deixei barato e gravei um comercial para a TV com minha voz…
De embrulhar o estômago
S – O primeiro bom movimento do segundo turno foi ganhar tempo!
Um acordo com a equipe do João Leite reduziu o tempo e quantidade dos
programas de televisão. Eu tinha um motivo especial: a grana encurtou!
Tivemos de dispensar a produtora, tivemos de dispensar parcela
significativa da equipe, e Augusto Fonseca acabou retornando a São Paulo
onde vive. Sim… Eu tive que enfrentar esse rojão. Sem produtora, sem
equipe de redação, sem muita coisa, reunimos um mínimo possível com
algum material já no estoque para fazer os programas eleitorais. Onde
foi gravado? Na sala de estar de Alexandre Kalil. Onde foi editado? Numa
sala quente e sem ar condicionado. Que sofrimento! Isso por que eu tive
que ir a Viçosa, a Salvador e a Brasilia. Isso porque eu seguia dando
aulas. Isso porque minha namorada resistiu a esse tempo todo. Isso por
que ainda tinha mil coisas a serem feitas na campanha. Isso por que as
articulações com os vereadores eleitos já havia começado… Tudo isso
valeu a pena para não contratar gastos de campanha acima do que se pode e
depois vender a alma colocando tudo a perder. Aqui não! Foi na raça! E
deu certo. E deu certo sobretudo pelo acrescimo de gente fundamental
como Victor Colares, um canivete suíco da melhor qualidade, e Marcelle
Melasso, uma grande profissional que também é uma grande amiga. Além
disso, cito a “Cavalaria de Betim” que chegou para se agregar às tropas! T – A estratégia do segundo turno consistia numa guerra com duas batalhas e cinco combates.
As duas batalhas são os dois finais de semana antes das eleições,
quando as pessoas ficam diante da televisão por muito tempo. Os cinco
combates são os debates. No primeiro turno, os comerciais não tiveram
muita importância com as novas regras eleitorais… Agora, no segundo
turno, com programas todos os dias e setenta e cinco inserções, a
televisão é fundamental. Com apoio da internet, claro! E das trincheiras
terríveis dos grupos de WhatsApp. Eu sabia que a primeira coisa que
tentariam fazer seria grudar o PT no Alexandre Kalil. Eles sabem que
isso é uma mentira, mas não estavam equivocados em tentar fazer de Belo
Horizonte mais uma disputa padrão entre PSDB e PT, nessa fase em que o
PT anda tão merecidamente destruído. Só que aqui há memória. E
decidi usar o passado para responder o presente… Afinal de contas, quem
mesmo é que já se aliou ao PT? E várias inserções de televisão sobre
Aécio Neves e Fernando Pimentel foram preparadas para o primeiro fim de
semana de televisão com as propagandas de 2008. Pouca gente
sabe, mas os comerciais que vão ao ar no fim de semana precisam ser
enviados até sexta-feira e só podem ser trocados na segunda-feira. Isso
lhe da uma travamento na estratégia. Foi a primeira carga! E anulamos a
tentativa de grudar o PT no Alexandre Kalil.
U – A verdade é que o PSDB não estava
preparado para outro tipo de disputa. Realmente imaginaram que levariam o
segundo turno chamando Alexandre Kalil de petista… Agora, imaginem! Ele
odeia o PT o mesmo tanto que eu! E agora ele tomou a mesma
birra do PSDB que eu ja tinha criado… Risos. E do PMDB. Viva a
independência. E com essa estratégia somada ao primeiro debate do
segundo turno na BAND, onde Alexandre Kalil se saiu muito bem, a
campanha de João Leite perdeu o rumo. Perdeu o rumo mesmo… A indecisão
do que fazer nos permitiu uma onda que culminou na virada nas pesquisas…
E quando você vira no segundo turno é dificil desvirar. Além de tudo,
surgiram aloprados tucanos bolando ataques, sujeiras pela cidade, ações
desastrosas na internet… Um caos. A penúltima semana da eleicão foi
muito boa até aquele debate da Rede TV. V – O pior dia do segundo turno foi o debate da Rede TV.
Aquilo marcou a baixaria da semana final! Eu fiquei terrivelmente mal
com o programa. Alexandre Kalil também se abalou. Estávamos diante de um
João Leite que ninguém conhecia. Foi horroroso! Todo meu cuidado nas
preparações de deabte era insistir que o tom deveria ser propositivo e
ameno! Foi tudo por água abaixo. João Leite, com a ajuda de algumas
pessoas que eu conheco muito bem no PSDB, foram garimpar alguns dos 142
funcionários que possuem processos trabalhistas contra alguma empresa de
Alexandre Kalil. Diga-se 142 processos entre 150.000 funcionários que
já passaram por tais empresas. 0,09%. Eu, da platéia, estava agoniado
com o bate-boca. Na hora da discussão em que Alexandre Kalil soltou o
“roubo, mas não peço propina” eu engoli a seco como um general que viu
um dos seus flancos completamente descoberto ante a bateria de
artilharia alheia… Não bastou! Diante das acusações falsas de João Leite
(dívidas com valores multiplicados por cem, maus tratos com
funcionários, acusações de roubar pessoas humildes, gerir mal o Clube
Atlético Mineiro e maltratar jogadores), Alexandre Kalil soltou a
maldita Lista de Furnas. Pensei comigo: não acredito. Eu já tinha dito
que considerava a lista falsa. Há um vídeo meu na internet,
cujo roteiro foi escrito por mim e por Andrea Neves, com toda
documentação fornecida por ela. Eu sabia que isso seria péssimo.
Estávamos indo numa direção nada recomendável. Fui questionado pela imprensa e reafirmei o que pensava.
Tudo que podia fazer era pedir para Alexandre Kalil não voltar no
assunto, embora o escândalo tenha sido ressuscitado pela operação
Lava-Jato. Sigo acreditando que a documentação é falsa até poque ninguém
coloca num papel timbrado a lista de quem vai receber propina. Todavia,
de acordo com Gilmar Mendes, a estatal foi sim alvo da ação de pessoas
mau intencionadas, o que é lamentável. O que foi pior nisso tudo é que,
mesmo com o trato que fiz com Andrea Neves de que não nos atacaríamos
mesmo com acirramento dos ânimos na disputa, a campanha do PSDB usou o
vídeo que gravamos e minha imagem para constranger o meu candidato. Olha
que eu sabia tanto sobre o que o PSDB pensava na verdade sobre o João
Leite e nunca usei. Guardo para mim que eu cumpri o que combinei mais
uma vez. X – Depois daquilo, restavam três debates e uma semana de televisão.
Algo precisava ser feito. Resistir sobretudo! Os tucanos não iam perder
essa eleição sem lutar. E eu sabia que dois novos flancos seriam
utilizados. Era preciso reduzir os danos e frear os adversários em
flancos já abertos. Ainda na segunda-feira, tivemos acesso ao vídeo do
“Seu Geraldo”, tranquilo, ali no balcão de bar, contando que o PSDB o
procurou. Isso tinha que ser utilizado. Aliás, uma das maiores mentiras
contadas pelo PSDB foi aquela que o tenta configurar como um mão patrão.
Essa cara é um paizão. Pode ficar bravo, xingar ou ate ser mais
ríspido, mas possui um coração gigante e trata quem trabalha com ele com
profundo respeito. Isso precisava ser rebatido. E a questão do IPTU
precisava deixar de ser um problema. Na terça-feira, foram ao ar os
comerciais questionando “Seu Geraldo” e ele anunciou o pagamento do IPTU
no MGTV. Isso começava a resolver uma tendência de queda que começamos a
notar. Foi quando surgiu “Dona Adriana”… Era a mesma estratégia com
outra roupagem. Ver o PSDB dando uma de defensor dos direitos
trabalhistas dos funcionários do Alexandre Kalil foi patético. Tudo
devidamente presente na justiça e aquele alarde todo. Preparamos a
estratégia para responder a questão de “Dona Adriana” na
quarta-feira com um live no facebook. A moça pedia direitos trabalhistas
aos quais não tinha direito. Ou seja, além de mentir, a campanha do
João Leite expôs a mulher de um jeito constrangedor. Essa ideia de usar
os trabalhadores, além do tom completamente exagerado dos ataques,
começou a surtir um efeito negativo para o PSDB e demostrou seu
esgotamento naquele dia. Contudo, as pesquisas mediam tendências tardias
e foram apresentadas na quinta-feira com o estreitamento da margem
entre os dois. Claro que isso deixou todos apreensivos, mas foi possível
recuperar a calma ao notar que a estratégia deles tinha chegado num
limite e que o tempo não permitira grandes manobras. Na semana final, as
batalhas jurídicas se intensificaram, e nossas advogadas viram dezenas
de advogados serem contratados pelo outro lado pra entupir nosso time de
processos jurídicos. O debate da Record e do SBT tinham ficado para
trás. Os programas finais foram gravados. Agora, restava o debate da
Globo, a militância na rua e a internet. Vale dizer que Augusto Fonseca
conseguiu retornar para Belo Horizonte na última semana e foi de grande
valia para esse almirante de primeira viagem. W – Preciso destacar três pessoas que para
mim simbolizaram a parte de militância dessa eleição: Guilherme
Papagaio, Wellington Aguilar e Raphael Domingos, que ficavam no comitê
central. Conhecendo a cidade como ninguém, criaram uma
estratégia de rua eficiente, com Adriana Branco somando agendas e ações
que fizeram toda diferença. A articulação política passou a contar com o
deputado federal Marcelo Alvaro Antônio, único candidato do primeiro
turno que declarou apoio no segundo turno, e com o deputado estadual
Iran Barbosa (sem o PMDB evidentemente porque não tenho estômago) para
auxiliar nas campanhas de rua. Colocar gente distribuindo adesivo em
época de descrença política não é fácil. Vários vereadores eleitos
também se somaram ao time e foram fundamentais na reta final. Nos dois
dias que faltaram, passamos a sexta-feira nos preparando para o debate
da Globo. Na minhão opinião, Alexandre Kalil fez ali sua melhor
participação entre os dez debates televisionados. Ele precisava de duas
coisas: manter seus eleitores e convencer indecisos. Conseguiu com
louvor. Todas as medições mostravam que seus eleitores declarados
estavam satisfeitos e que os indecisos numa maioria absoluta tinham
optado por ele. E, para variar, João Leite tinha ido muito mal.
Nos bastidores do ringue final, os preparadoresY – O desespero se instaurou no comitê adversário…
A capa da revista ISTOÉ foi uma das coisas mais dantescas que eu já vi
na minha vida. Nunca, na história das eleições brasileiras, uma revista
semanal foi publicada com uma capa diferente para apenas uma capital. E
pior: a mesma capa já estava circulando pelo WhatsApp desde de manhã!
Ainda, o grande jornal dos mineiros já estava com uma publicidade da
mesma capa pronta para ser publicada no sábado! E para completar… Vários
cartazes com a capa foram espalhados (e rapidamente arrancados) pelas
ruas da cidade na madrugada. Foi triste para a imprensa ou quem se acha
imprensa. Sem falar no instituto Veritá, que deu a vitória para Aécio
Neves e Pimenta da Veiga em 2014. A verdade é que as pesquisas já
mostravam a reversão de queda de Alexandre Kalil e aumento da distância
entre os dois novamente. Nada poderia ser feito no sábado… Nada poderia
ser feito no domingo. A sorte havia sido lançada. Z – A vitória, não posso negar, é muito boa.
Todavia, não é reconfortante. Imaginem a responsabilidade que se inicia
agora! Em primeiro lugar, sou um cidadão e quero o melhor para minha
cidade. Em segundo lugar, eu sou um vereador eleito com 10.185 votos e
tenho compromissos firmados com eles, além de 31 propostas. Acreditem:
será mais fácil cumpri-las com a vitória de Alexandre Kalil. O
aplicativo que direciona meu voto a partir da vontade dos eleitores será
mantido e não há prefeito eleito que retire de mim a minha
independência. Não serei secretário municipal em nenhuma hipótese. Não
serei candidato a nada em 2018… Quero e vou cumprir as 31 ideias que
publiquei. Agora, fico imaginando se João Leite ganhasse. A primeira
consequência natural seria a reeleição de Wellington Magalhães para a
Presidência da Câmara Municipal. Só isso por isso seria motivo
suficiente para eu digitar 31 e fazer uma campanha forte para Alexandre
Kalil. Esse senhor não merece estar naquela cadeira e meus eleitores
concordam com isso. João Leite se apequenou se aliando a ele. A segunda
consequência natural seria o aparelhamento completo dessa cidade visando
2018. O PSDB que me desculpe, mas a natureza dos chefes partidários das
legendas aliadas eu conheço bem. E isso, meus caros eleitores, é o que
faz essa cidade não funcionar de jeito nenhum! E vou combater isso com
todas as minhas forças. A terceira consequência seria a continuação da
perseguição que sofro por criaturas lamentáveis do PSDB. Sim… Isso vai
continuar! Todavia, com eles tendo que se manter na iniciativa privada
ou em algum gabinete de parlamentar ou no interior. Na prefeitura, de
jeito nenhum! É hora de guardar essa eleição como uma lembrança e tanto.
É hora também de começar a planejar o futuro. Tenho um Centro de
Referência da Juventude para colocar nos eixos finalmente (com uma placa
que vai voltar para onde nunca deveria ter saído). Tenho bairros
precisando de boa gestão. Temos uma nova fase política para instaurar no
país. Temos muito o que fazer. Esse é mais uma passo de uma longa
caminhada. Obrigado, Belo Horizonte. Sou responsável pelos meus atos e
sobretudo ciente que não posso permitir essa cidade se arrepender da
escolha que fez. Alexandre Kalil, meu amigo, não nos decepcione. É o seu
nome em jogo. E o meu também. Vamos em frente.
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Esta vitória do Alexandre Kalil para
prefeito de Belo Horizonte entrará para a história dos “cases” mais
incríveis da política. Apenas 23 segundos de tempo na TV no primeiro
turno, um candidato sem papas na língua que se mete pela primeira vez
numa disputa das mais complicadas do país.
Alvo de todas as caixinhas de maldades possíveis que movimentam o
jogo político, os adversários dele, cujos caciques são fortíssimos na
mídia nacional, detonaram um ataque final na sexta-feira que era pra
arrebentá-lo: a capa da Revista IstoÉ, com uma foto antiga dele, início
do mandato no Galo, tempos em que ele fumava desbragadamente, com a
manchete em letras garrafais: “As mentiras de Kalil”. Só faltou chamá-lo
de “D. Corleone”. Uma peça clara de campanha política, porém,
disfarçada de jornalismo, para ficar dentro da lei eleitoral.
Nas primeiras horas da sexta-feira uma avalanche de mensagens via
whatsapp, inundava todos os celulares possíveis. Quando vi, pensei que
fosse apenas mais uma dessas montagens, comuns em campanhas políticas.
Mas daí a pouco vi a revista nas bancas. No sábado à tarde, pouco antes
de Atlético x Flamengo, funcionários da campanha do PSDB distribuíam
panfletos do João Leite e chamavam a atenção para a capa da IstoÉ. Quem
estava no tradicional bar do Salomão, na Serra, testemunhou. Tradicional
reduto atleticano, a reação dos freqüentadores foi a pior possível, e
os jovens tucanos que distribuíam o material foram embora.
Ontem, dia a eleição, bem cedo, durante a minha caminhada, vi todas
as bancas de jornal com este este cartaz, “divulgando” a edição semanal
da IstoÉ. Uma covardia sem tamanho, porém, rechaçada pelo eleitorado nas
urnas.
Banca na Avenida Barão Homem de Melo
Parabéns Kalil! Se fizer por Belo Horizonte a metade do que fez pelo
Atlético, entrará para a história como um dos melhores prefeitos que a
nossa capital já teve. É uma missão muito mais complicada, mas
competência e acima de tudo coragem não lhe faltam!
Agora que acabou, não temos risco de influenciar no voto de ninguém, agora temos que escolher entre dois PSDBs (a primeira filiação em partido político do Kalil foi o PSDB), lembro de uma marchinha de carnaval na campanha 2014 que pedia para não termos 2 PTs para votar, quando era a Marina a possível adversária da Dilma no segundo turno (e só não foi porque o próprio PT resolveu escolher adversário e meteu a ripa na candidatura da Marina ao invés de fazer uma campanha propositiva, a especialidade do PT é fazer uma campanha destrutiva) escolheu o Aécio como adversário achando que assim seria mais fácil no segundo turno, não foi fácil, deu esperança para essa corja e depois ganhou um impeachment na fuça...
Mas não quero aqui escolher entre qual PSDB que é melhor para BH. Quero falar de dois derrotados nesse primeiro turno, mais precisamente quero falar como é feito as campanhas políticas no Brasil.
Mas aí, como diz o Zé Geraldo, me chega um cidadão e me diz que criança com os pés no chão aqui não pode estudar, e me faz essa matéria:
Taí a foto de cabeça baixa, a manchete, nas primeiras linhas da matéria os valores R$300 milhões e R$ 50 milhões.
Lendo o conteúdo da notícia, típica matéria alá jornalismo da veja, vemos que a notícia não entrega o que a manchete vende, como denunciado pelo Nassif em seu dossiê Veja (http://goo.gl/FH0JnU):
A participação do Tibé no esquema de lavagem de dinheiro foi ligar para um os envolvidos e convida-lo para participar da aliança política:
" Lembra que eu te falei do Luís Tibé, o deputado que está me querendo puxar pro partido dele, tudo? Aí falei com ele... pra ele abrir tal os municípios deles aí eu ia pro partido dele e tudo",
Como em sua campanha o Tibé se gabou de ter formado a maior aliança política dessas eleições, acredito piamente que no processo de formação dessa aliança recorde ele deve ter ligado para participantes desse e de tantos outros esquemas de lavagem de dinheiro que existe entre agentes políticos Brasil; vira e mexe tem um policial civil que denuncia esses esquemas antes de se enforcar (http://goo.gl/tK0fcz)
Portanto qual a culpa do Tibé?! Ser político no Brasil e conversar com esse povo.
Eu sei, Camilo. você já me disse que não entra nessa briga entre Brasil247, ConversaAfiada, jornalGGN, veja, Globo, Jornal hoje em dia. Talvez por isso você nem tenha sentido a pancada. Talvez mesmo levando essa esbofetada na cara você ainda queira ficar impávido e imune à guerra de comunicação. Lendo o conteúdo da matéria você fica mais aliviado e aposta no discernimento daqueles que ainda não aderiram a um lado...
Se for assim tudo bem... pode ignorar essa análise e continuar seu ativismo tentando conquistar corações e mentes, dos nossos jovens, ou quase jovens, ou velho, quase jovens de tão facebookizados...(se é que Caetano/Gil me permitem a intertextualidade)
Mas mesmo assim... em homenagem ao seu ativismo, e sabendo que a verdade fatual é uma só, conhecida por um só ente onisciente onipotente e onipresente, que na minha limitação humana só posso conhecer varias versões da mesma verdade fatual e usar a dedução lógica para chegar o mais próximo da verdade, vamos lá...
Por que cargas d'água o jornal hoje em dia publicou uma matéria dessa com essa manchete, essa foto, sem entregar no seu conteúdo o que a matéria vende, depois de ter acabado o tempo hábil para respostas?
Colocando mais lupa na história e comparando com um blog da região citada vemos que o Rui Muniz já tinha tentado comprar o jornal em 2013 quando ele foi vendido para a record...
Pois bem... depois de ser fundado pelo Newtão, ser vendido para a Record, depois para o grupo Bel(da antiga rádio OI), o jornal chegou nas mãos do Ruy Muniz... quem é esse cara?
aqui em Belo Horizonte esse casamento deu filhote...
A candidatura do Délio Malheiros.
Ex-PV, Ex-defensor do consumidor, atual vice-prefeito que defende a atual administração que criou a PBH Ativos.
( http://goo.gl/gqC1bp e http://goo.gl/BkzaDR )
E como o Délio Malheiros chegou nesse cargo? Apoiando a primeira candidatura do Márcio Lacerda e depois virando o seu vice-prefeito.
E como o Márcio Lacerda chegou a prefeitura de Belo Horizonte? Fazendo exatamente essas manobras com a imprensa, o alvo na época foi outro deputado federal, o Leonardo Quintão, história que eu já contei (https://goo.gl/1Kr9HF), mas que você diz que não quer entrar na briga... mesmo modus operandis, mudando só as ferramentas já que em 2008 eles tinham o informal apoio dos Tucanos, cujo seu presidente e Senador tem 0,01% da ações do Estado de Minas como diz sua declaração de renda.
O que o Hoje em dia tentou foi o mesmo que o Estado de Minas tentou ao ligar o nome do Quintão ao Paulo Maluf.
O Mesmo que a Veja tentou com sua histórica e didática capa “Eles sabiam de tudo” em 2014.
O mesmo que a Globo tentou fazer ao editar o debate Lula Collor em 89, e ao não noticiar a queda de um avião que matou 142 pessoas no jornal nacional para não deformar a edição do jornal que pretendia levar as eleições de 2006 para o segundo turno.
Todo órgão de imprensa quer fazer parte do oligopólio cartelizado dos meios de comunicação. ( http://goo.gl/fEvOpx )
Todos sonham serem Globos.
Em São Paulo eles conseguiram tirar o segundo turno da população...
No Rio tentaram tirar o Freixo de toda forma, lá não conseguiram.
A esquerda Belo Horizontina por ter por tanto tempo revezando PT/PSB na prefeitura não teve reação à bagunça que o Kalil provocou nesse pleito.
E o Tibé com isso? Era só a criança com pés descalços que aqui não pode estudar...
Você pode continuar fora dessa briga e dar a outra face para ser estapiada...
Ou pode me dar outra versão sobre a intensão do Hoje em dia fazer a matéria...
Outro dia discutindo sobre as manifestações do dia 15, sobre crise do governo e a corrupção da Petrobrás eu perguntei a ele se tinha acompanhado a CPI da Dívida Pública. Então ele me respondeu: Eu lá estou falando de CPI?! Não me lembro de ter falado de CPI nenhuma! Estou falando da roubalheira... A minha intenção era dizer que apesar de ter durado mais de 9 meses e de ter uma importância ímpar nas finanças do país, a nossa grande mídia pouco citou que houve a CPI e a maioria da população ficou sem saber dela e do assunto... Portanto não quis fugir do assunto... é o mesmo assunto: é a política, é a mídia, é a corrupção, são as eleições, é a Petrobras, a auditoria da dívida pública, democracia, a falta de educação, falta de politização, compra de votos, proprina, reforma política, redemocratização da mídia, a Vale, o caso Equador, os Bancos, o mercado de notícias, o mensalão, o petrolão, o HSBC, a carga de impostos, a sonegação de impostos,a reforma tributária, a reforma agrária, os Assassinos Econômicos, os Blog sujos, o PIG, as Privatizações, a privataria, a Lava-Jato, a Satiagraha, o Banestado, o basômetro, o impostômetro, É tudo um assunto só!...