Nova janela, novos horizontes
Boas novidades, inclusive com
possibilidades de comando por toque de tela, integram o novo, e ainda
mais seguro, sistema operacional da Microsoft, que será apresentado hoje
Publicação: Jornal Estado de Minas 25/10/2012 Caderno Inform@tica Repórter Silas Scalioni
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| Win 8, produto da empresa criada por Bill
Gates, surge, antes de tudo, de uma mudança nos seus rumos e na forma de
encarar os novos tempos da mobilidade. |
Windows
8 chegou. Ou, para ser mais exato, está chegando: a apresentação
mundial está sendo feita hoje pela Microsoft. No Brasil, o evento ocorre
em São Paulo, devidamente acompanhado pelo Informátic@. Este está sendo
considerado o mais importante lançamento da recente história da empresa
criada por Bill Gates, pois trata-se, antes de tudo, de uma mudança nos
seus rumos e na forma de encarar os novos tempos da mobilidade.
Windows
é um sistema operacional utilizado em cerca de 90% dos computadores do
mundo. A versão XP, que chegou ao mercado em 2001, também alterou um
modelo tecnológico então vigente e se tornou o maior sucesso de vendas
da Microsoft. Agora, portanto, caberia mesmo ao Win 8 redefinir um
caminho para a manutenção e domínio desse mercado.
A nova
plataforma não chega somente com a responsabilidade de repetir o sucesso
do Windows 7, que foi lançado em 2009 e vendeu mais de 650 milhões de
licenças. Nem com a tarefa de manter a hegemonia da Microsoft no
universo da computação pessoal, que já dura quase 20 anos. Win 8 passa a
ser uma importante peça na engrenagem da transição projetada pela
empresa para a era pós-PC, onde as máquinas se tornam móveis, com telas
sensíveis ao toque, além de interfaces bem mais interessantes e
atraentes. É por isso que o novo sistema sofreu alterações, tornando-se
um projeto com visual que mais parece um smartphone.
Nesta
edição, levamos até você o comentário e a análise de especialistas sobre
Win 8, que abordam, entre outros itens, as principais mudanças no
sistema, a segurança da plataforma – considerada bem mais eficaz –, se
vale a pena migrar das versões anteriores para a nova, entre outras
questões. Acompanha artigo especial sobre o tema escrito pelo colunista
deste caderno, B. Piropo, que testa há dois meses o Windows 8 em seus
trabalhos.
De olho no futuro
Com mudanças significativas, Windows 8 mostra nova forma de a Microsoft ver o mundo
Repórter : B. Piropo
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| Para B. Piropo, sistema teve muitas mudanças, mas nada comparado com a nova interface com o usuário |
A
Microsoft antecipou a liberação da versão final do Windows 8 para
assinantes da MSDN (um programa de parcerias da empresa destinado a
instituições educacionais que ensinam conceitos e tecnologias Microsoft)
em seus cursos e, dessa forma, já a estou usando há um par de meses.
Assim, me atreverei a dar meus pitacos.
Quando uma nova versão de
sistema operacional é lançada, esperam-se novidades. E, de fato, há
algumas. Os testes feitos indicam que a nova versão é mais rápida, tanto
na inicialização do sistema quanto na carga e execução de programas
(veja os testes do Baixaqui em vídeo em
http://www.youtube.com/watch?v=mCmMLUmaRsE). Houve alterações que
aumentam a segurança em relação ao Windows 7. O sistema usa menos
memória e menos poder de processamento. Aceita múltiplos monitores e
permite configurá-los com a mesma facilidade com que se muda a resolução
da tela.
O Windows Explorer foi completamente reformulado e
agora, à semelhança de praticamente todos os novos aplicativos da MS,
usa uma interface baseada nas “Faixas de opções” (aquelas mesmas do
pacote Office) e oferece novas funções, como a interessante “Copiar
caminho”, que copia para a Área de transferência o caminho completo do
objeto selecionado. Novidades que, segundo o artigo “Improvements in
Windows Explorer”, de Steven Sinofsky, publicado no Blog da Microsoft
dedicado ao Windows 8 (veja em
http://blogs.msdn.com/b/b8/archive/2011/08/29/improvements-in-windows-explorer.aspx),
foram todas baseadas nas funções mais utilizadas pelos usuários,
segundo centenas de milhões de observações telemétricas do programa de
experiência do usuário da empresa criada por Bill Gates.
NOVA CARA Em
suma: o Windows mudou um bocado. Mas aposto que tudo isso ficará em
segundo plano diante da alteração mais evidente, mais radical e mais
controversa de todas: a interface com o usuário. Essa é que vai dar o
que falar. E o mais curioso é que, sabendo usá-la, a mudança torna-se
irrelevante. Mas vamos por partes: o que mudou, por que e como contornar
as mudanças.
Ligue uma máquina com Windows 8 e registre-se (faça
login). Se você é um velho usuário de Windows e esta é sua primeira
experiência com Windows 8, sua reação será um misto de susto e surpresa.
Surpresa porque, se você não usa um Windows Phone, nunca viu algo
parecido. E susto porque estará totalmente perdido, sem a menor noção de
por onde começar. Onde está seu velho menu Iniciar? E a Área de
trabalho? E a Barra de tarefas? Cadê os ícones de seus programas? Tudo o
que você vê é uma tela azul (cor que pode ser mudada, pois azul é só o
padrão) e uns tantos objetos quadrados ou retangulares, muitos deles
animados. Que diabo é isso?
Isso, meu amigo, é a interface Metro
(consta que alguém na Microsoft não gostou desse nome e vai mudá-lo,
mas por enquanto é esse mesmo): a cara nova de Windows.
Agora,
faça o seguinte: procure um amigo que use um Windows Phone e peça a ele
que lhe mostre o aparelho. Notou alguma semelhança? Pois é... É a mesma
cara de Windows 8.
FIM DOS PCS? Pergunte a um
porta-voz da Microsoft a razão disso e ele lhe dirá que a ideia é
“homogeneizar a experiência do usuário”, fazendo com que ele opere da
mesma forma seu telefone, seu computador de mesa e, logo, logo, seu
tablet. E estamos conversados. Mas eu me atrevo a ir um pouco mais
longe. Creio que, como eu e tantos outros, a Microsoft desconfia que
estamos no limiar da era pós-PC (se quiser descobrir de onde tirei esta
ideia, leia a coluna “Começou a era pós-PC?” em
http://blogs.forumpcs.com.br/bpiropo/2012/09/11/comecou-a-era-pos-pc/).
No
que toca a Windows 8, o que me faz crer que a empresa acredita que os
PCs estão com os dias contados não é o fato de, ao rodar o novo sistema,
sua interface passar a ser igual à dos dispositivos móveis. Mas, sim, o
fato de ela ter sido otimizada para eles (mais precisamente para telas
sensíveis ao toque). O que torna particularmente difícil a operação com o
mouse (se você pretende instalar Windows 8, sugiro que aprenda os
atalhos de teclado. Vai aqui uma relação completa em
http://blogs.msdn.com/b/santhoshonline/archive/2012/08/05/windows8-desktop-keyboard-shortcuts.aspx.)
Mas, seja como for, é certo que Windows 8 não foi desenvolvido para os
usuários dos PCs. Seu alvo são os usuários de dispositivos móveis.
Acha
então que não vale a pena instalar Windows 8 em seu micro de mesa?
Bobagem. Vale sim. Eu mesmo, depois de mais de três meses de uso diário,
desde os tempos da versão beta RC, estou convencido de que ele é bem
melhor que Windows 7. Portanto, sugiro instalar. E a interface Metro?
Bem, um daqueles objetos da tela de abertura é, justamente, o “Área de
trabalho”. Um clique nele e aquela tela estrambótica desaparece, dando
lugar à sua velha conhecida Área de trabalho, com Barra de tarefas e
tudo. Veja detalhes e como trabalhar com ela na coluna desta semana, na
página 2.
E, com um sistema tão melhor, quem vai brigar por causa de um mero menu Iniciar?
PRINCIPAIS NOVIDADES
Nova tela inicialNa
tela de abertura do 8 podem-se iniciar aplicativos, alternar entre
tarefas, compartilhar conteúdo e verificar notificações, tudo por meio
de mosaicos que mostram ainda atualizações em tempo real (inclusive
noticiário) e até verificar agendas. É possível também personalizar essa
tela, pondo todas as informações importantes em um só lugar, como
contatos, sites etc. Seus aplicativos favoritos ficam sempre na frente e
centralizados.
Nas nuvensTodos os arquivos
não ficam mais armazenados em um dispositivo e sim na nuvem. Assim,
tendo uma conta da Microsoft, você pode, por exemplo, iniciar um projeto
em um PC com o Windows 8 e terminá-lo em outro. Será possível ainda
compartilhar o seu PC com outras pessoas, que poderão ter sua própria
experiência conectada à nuvem personalizada, também entrando com uma
conta da Microsoft.
Mouse ou toqueCom
equipamentos touch screen, o que se faz com um mouse e um teclado poderá
ser feito com o toque. O sistema oferece ao usuário a opção de usar um
ou outro processo, de acordo com a tarefa. Para algumas, mouse e teclado
são melhores, enquanto para outras o toque de tela é o ideal.
Com botões O
Win 8 criou novas e rápidas maneiras de navegar pelo sistema e realizar
tarefas comuns. Para isso, usam-se os botões, que podem ser acessados
via touch, passando-se o dedo na borda direita da tela ou, pelo mouse,
clicando no canto superior direito da tela para exibir a barra de
botões. Eles são a forma mais rápida de acessar as tarefas essenciais.
PesquisarComo
no 7, com o Win 8 podem-se pesquisar facilmente aplicativos,
configurações ou arquivos no PC. Só que agora, com o botão Pesquisar, a
pesquisa vai mais adiante por meio de aplicativos específicos
diretamente na tela inicial. E, se as informações pedidas estiverem na
web, é só escolher o Internet Explorer nos resultados da pesquisa que os
resultados são mostrados imediatamente. Você vai poder ainda instalar
outros aplicativos abrindo, assim, possibilidade de ampliar suas
pesquisas por temas.
CompartilhamentoUm
botão Compartilhar do sistema facilita o compartilhamento de arquivos e
informações. Como o botão Pesquisar, o recurso pode ser usado de dentro
dos aplicativos. Ou seja, não é preciso ficar saindo e entrando em um
aplicativo para compartilhar conteúdos. É possível, assim, enviar
mensagens via aplicativo e-mail ou compartilhar fotos no SkyDrive. E os
aplicativos mais usados são relacionados para acesso mais rápido. Você
escolhe se quer compartilhar com apenas uma pessoa ou com todos os seus
contatos.
ConfiguraçõesO botão Configurações
do novo OS é o local para realização de tarefas básicas, como ajustar o
volume ou desligar o PC. Quando você estiver em um aplicativo, o botão o
leva para as configurações desse aplicativo, para que se possam
configurar contas de e-mail, selecionar opções de som e vídeo ou
escolher uma configuração de controle de jogos. Pode ainda levá-lo
diretamente para as configurações do PC para, por exemplo, alterar
temas, configurar o compartilhamento com o Grupo Doméstico ou para usar o
Windows Update.
Ajustar e alternar aplicativosSe
você estiver usando o toque, basta passar o dedo pela borda esquerda
para voltar ao último aplicativo ou continuar rolando o dedo para voltar
a outros. Se for com o mouse, é só movê-lo para o canto esquerdo
superior para ver o último aplicativo. E, do canto para baixo, podem-se
ver os aplicativos usados por último.
Loja appTodos
os aplicativos estão disponíveis na nova loja do Windows, local para
descobrir uma grande variedade deles, que estão agrupados por
categorias.
Novo Internet ExplorerCom o
Internet Explorer 10, a Microsoft busca nova experiência na web. O
navegador passa a dedicar a sua tela inteira, de uma borda à outra, aos
seus sites. As guias e os controles de navegação agora só aparecem
quando são necessários.
O coração do computador
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| Para o professor da UFMG Sérgio Vale Aguiar,
os sistemas têm de evoluir e se adaptar aos novos desafios, tipos de
máquinas e às novas necessidades do usuário |
Quando
você liga seu PC, normalmente reclama que ele demora a terminar o boot.
O que ele tanto faz que não abre diretamente o programa que você quer
usar? O computador está iniciando o sistema operacional, e isso gasta
tempo. É com o OS que você "conversa" com a máquina quando decide que
vai ler e-mail, navegar na internet ou escrever um texto. Para cada uma
dessas (e outras) operações, há um ou mais programas executados. Quem
decide qual programa será usado é o sistema operacional. Quando você
seleciona um programa por meio de um clique, por exemplo, isso é
repassado ao sistema operacional, que inicia o programa e controla a sua
execução.
É por isso que os sistemas operacionais são tão
importantes, pois eles controlam tudo o que ocorre no computador. “São
como o motor de um carro, que você normalmente não vê, mas que faz o
veículo funcionar e andar. Eles comandam todos os computadores, o
servidor de e-mail, o servidor web da página acessada, seu telefone
celular e até seu tocador de MP3. Estão hoje até em Marte, controlando o
robô da Nasa que está pesquisando o planeta”, diz o professor de
ciência da computação da UFMG Sérgio Vale Aguiar Campos.
Segundo
ele, para tantas tarefas diferentes, há diversos tipos e configurações
de sistemas operacionais. Normalmente as pessoas acham que Windows é
usado em desktop, Unix e Linux em servidores e MacOS (da Apple) quando
se quer um hardware mais bonito. “Mas não é bem assim. Linux também é
excelente em desktops e Windows é usado também em servidores, por
exemplo”, afirma ele, explicando que os sistemas operacionais mais
usados hoje em dia vêm de duas grandes famílias: Unix e Windows. A mais
antiga é a Unix, que nasceu ainda nos anos 1960. “Era usada na época nos
grandes mainframes, sendo um software completo, complexo e seguro.
Durante os anos 1970 dominou o mercado, mas quando surgiram os
computadores pessoais, no fim da década, eles não funcionaram bem por
serem muito pesados”, conta.
Nessa época, apareceram diversos
outros sistemas operacionais bem mais simples e leves, prevalecendo o
MS-DOS da Microsoft. Foi quando nasceu a segunda família. “Ao longo dos
anos 1980 e 1990, os computadores pessoais foram ficando mais poderosos e
a família MS-DOS cresceu em complexidade e funcionalidade para
acompanhar essa capacidade. Aparecia assim a família Windows com a
versão 3.1, que cresceu e agora ganha mais um integrante com o Windows
8.”
Em paralelo, no fim dos anos 1980 e início dos anos 1990 o
Unix foi redescoberto, uma vez que os computadores pessoais tornaram-se
capazes de executar sistemas operacionais complexos. “Diversos unixes
foram criados, como o Minix e o FreeBSD. Um deles se tornou mais
popular: o Linux. O sistema operacional da Apple, o MacOS, é um ramo da
família FreeBSD, ou seja, é também um Unix/Linux”, revela o professor.
VARIAÇÕES Para
Sérgio, como o interesse hoje está voltado para dispositivos móveis, os
sistemas operacionais também se voltam para eles. O iOS da Apple é uma
variação do MacOS; o Android, do Linux; e o Windows Mobile,
naturalmente, do Windows. Dessa forma, segundo ele, os sistemas
operacionais evoluem, se adaptam a novos desafios, ambientes, tipos de
computadores e usuários. “Todos temos nossas preferências. Eu, por
exemplo, uso e recomendo Linux. Contudo, não podemos ignorar as outras
famílias, pois elas se influenciam de diversas formas”, afirma ele,
exemplificando que partes da interface do Windows 7 se parecem muito com
a Linux.
Ao mesmo tempo, versões mais recentes do Linux tem uma
aparência e operação muito próximas de produtos da Apple. “O mesmo
ocorre nos sistemas usados em tablets e celulares. Lembrem-se que a
tarefa principal do carro é nos levar do ponto A ao ponto B. Portanto, o
importante é poder contar com um bom motor.”
Migrar ou não migrar, eis a questão...
“A Microsoft anuncia o
lançamento do Win 8 e dá, entre outros itens, destaque especial para a
sua tela inicial. Para mim, entretanto, o grande diferencial do novo
sistema operacional é estar preparado para rodar em qualquer
dispositivo, especialmente para aqueles sensíveis ao toque.” A afirmação
é do gestor de TI José Orlando Alves Vieira, lembrando que desde maio a
empresa disponibilizou a versão Windows 8 Release Preview, para testes,
e que quem a baixou pôde fazer uma avaliação, comparar com o Windows 7 e
decidir se vale a pena fazer o upgrade. “Grande parte dos interessados
na avaliação são aqueles que estão usando a versão Windows XP, que
deixará de ter suporte técnico em 2014”, revela.
Mas vale a pena
migrar? Segundo Nick Golevich, analista de sistemas da PolyOne Corp,
vale sim, destacando que o boot está mais rápido e a interface Metro
(com um painel de controle próprio) oferece interessantes recursos
técnicos. Para José Orlando, quem deverá tirar mais vantagem do Windows 8
são as pessoas que usam dispositivos móveis, como tablets, pois terão
em mãos recursos que até então não tinham na versão anterior. Já quem
não está acostumado com esta linguagem técnica poderá sentir certo
desconforto inicial, devido à necessidade de adaptação.
CAUTELA Entretanto,
de acordo com o gestor de TI, é importante ter cautela para definir
pela migração, principalmente no caso de empresas que têm um parque
considerável de micros instalados e configurados para uso compartilhado
em rede. “Elas estarão avaliando o custo da migração, bem como os
impactos da adoção pelos usuários, o que certamente demandará
treinamentos e possivelmente configurações específicas por tipo de
usuários, com foco na segurança. Mas essa preocupação somente se dará no
início de 2014, quando a versão para ambiente corporativo estará
disponível”, informa.
Para ele, quem está acostumado com o
Windows 7 e o utiliza em desktop provavelmente deverá aguardar um pouco
para fazer a migração e evitar passar pela adequação ao novo ambiente e
sua forma de utilização. “É aguardar um pouco mais e ver o movimento dos
diversos tipos de usuários, lembrando que, como de costume, toda versão
recém-lançada leva um tempo até ficar estável.”
Tudo em nome da segurança
Baseado na forma de trabalho dos sistemas móveis, Win 8 ficou bem menos sujeito a falhas
O que mais chamou a
atenção do diretor de TI de um grupo de financiamento Décio Cunha
Tavares, desde que usou a versão Preview do Windows 8, foi o fato de se
ver de frente com um sistema operacional bem mais seguro, com uma visão
diferente das estruturas de segurança até então empregadas. “Não tenho
dúvida de que todos os passos dados pela Microsoft, desde o projeto do
Windows Vista, para atingir um sistema menos sujeito a falhas, agora
estão coroados de êxito.”
Segundo ele, o Windows Defender, que
estava disponível desde o Vista, já vem instalado no Win 8 numa versão
que é mais parecida com o Windows Security Essentials, um pacote
completo de antivírus, antimalware e spyware da Microsoft. Dessa forma,
ao abrir o OS, o usuário já começa a contar com uma das proteções mais
importantes do mercado.
A novidade para uma maior segurança na
nova plataforma provém do modelo que já existe nos sistemas operacionais
móveis, onde quem faz as aplicações é obrigado a declarar
explicitamente o que é permitido usar e fazer posteriormente. “Essa
estrutura de segurança adotada pela Microsoft é chamada de AppContainer,
onde todas as configurações de cada aplicativo ou programa estão
contidas num conjunto de restrições declarando o que a aplicação pode e o
que ela não pode fazer. É uma visão de segurança que já existe no
Android e no iOS da Apple, especialmente nas aplicações que rodam em
navegadores”, afirma.
A chance de um aplicativo sofrer uma
alteração de um malware ou de um vírus ficou, assim, grandemente
reduzida. Por exemplo, se está definido que um programa apenas abre
arquivos de música no PC, ele não poderá ser infectado ou alterado para
enviar e-mails ou abrir páginas web por intermédio dos navegadores.
“Tudo isso deságua ainda no novo Internet Explorer 10, que também ficou
muito mais seguro.”
MELHORIAS NO EXPLORER 10
Quanto à navegação na internet, o filtro Smartscreen para páginas e
download, que havia no Internet Explorer versões 8 e 9, foi melhorado no
10, nos protegendo de páginas maliciosas e downloads perigosos em todo e
qualquer navegador, incluindo Google Chrome e Firefox. “E temos agora
menos avisos de segurança na tela. Quando há um aviso, ele ocorre apenas
para os potencialmente perigosos e não mais para todos os downloads,
como era antes”, explica o diretor de TI.
Ainda no aspecto
segurança, Décio Cunha destaca também a existência da Windows Store, que
não deixa de ser um filtro de aplicações de boa origem e comportamento
mantida pela Microsoft nos mesmos moldes da App Store (Apple) e da
Google Play (ex- Android Market). “Agora, há uma central específica da
empresa onde podemos baixar todos os programas disponíveis para o
Windows 8, sem maiores riscos.”
Para completar, de acordo com
ele, há ainda no novo sistema a novidade do secure boot-UEFI, que quando
utilizado permite um boot mais seguro e mais rápido, protegido contra
malwares, infecções e rootkits. “Nas máquinas mais antigas, o UEFI não
poderá ser utilizado. Apenas nos PCs que contarem com BIOS mais atuais e
mais novas. O núcleo do Windows 8 teve algumas alterações de segurança
em relação ao Windows 7 e também do uso do ASLR.
“Além do aspecto
de segurança, que realmente vale a pena, a interface gráfica do Win 8
está totalmente voltada para os tablets e ambientes touchscreem, além de
termos uma tela de desktop normal muito parecida com o XP. Todas as
minhas impressões, no geral, foram muito favoráveis ao novo sistema, que
é também muito rápido”, considera.
Sopa de letrasUEFI - Em
inglês, é sigla para Unified Extensible Firmware Interface, ou
interface de firmware unificada e extensível. É, basicamente, um
substituto novo ao BIOS. A Apple, inclusive, já usa esse recurso em
todos os seus Macs baseados em Intel.
BIOS - É
parte integrante de qualquer computador desde o momento em que ele se
inicializa até o ponto em que o sistema operacional assume o controle da
máquina.
ASLR - Sigla para Address Space
Layout Randomization, é um método de segurança de computador que
envolve, aleatoriamente, organizar as posições das principais áreas de
dados, geralmente incluindo a base do executável e posição de
bibliotecas, em um endereço do processo.
Boot -
Em informática, é o termo em inglês para o processo de iniciação do
computador, que carrega o sistema operacional quando a máquina é ligada.
Máquinas mais modernas buscam justamente diminuir esse tempo de espera,
que em certos momentos parece interminável.
Windows 8 e o modo de usá-lo
O novo sistema operacional da Microsoft
já está aí. Alguns leitores, que não pretendem instalá-lo tão cedo,
perguntarão: e daí? Mas há ainda os que gostam de novidades e estão
ávidos para ter o novo sistema em suas máquinas. Algum desses,
provavelmente a maioria, já o fizeram com a versão beta, a versão RC
(release candidate) que a sucedeu ou até mesmo a versão final, que já
foi parcialmente liberada há cerca de um mês pela MS. É para esses que
esta coluna terá maior interesse. Pois ela tem por objetivo orientar o
usuário em seus primeiros passos na nova interface Metro e ensinar como
se manter produtivo executando nela seu trabalho habitual e tarefas
diárias.
Vou presumir a hipótese mais provável: a instalação de
Windows 8 foi feita em um desktop ou num notebook com um único monitor e
usando a opção de instalar o sistema “por cima” do anterior,
preservando assim dados e programas. Nesse caso, ao ligar a máquina e
nela se registrar (fazer login), o usuário irá se deparar com a tela de
abertura da interface Metro (
ver figura). Minha
primeira sugestão é: não lhe faça caso. Para começar, principalmente se
você está habituado com a interface de Windows 7, sua velha área de
trabalho e seus ícones, simplesmente faça de conta que a interface Metro
não existe.
Bem, mas ela está ali em sua frente, tapando toda a
tela. Então como ignorá-la? Fácil: um único toque na tecla Windows
(aquela que fica à esquerda da barra de espaços de seu teclado e exibe a
bandeirinha característica) a fará desaparecer – mas cuidado, que um
segundo toque a fará retornar (se isso não funcionar, um único clique do
mouse em um dos retângulos maiores, aquele com a imagem de sua
conhecida Área de trabalho, fará o mesmo efeito). Agora você está diante
de algo que lhe é mais familiar: a mesma Área de trabalho de sua antiga
versão Windows 7 e, se a migração foi feita com sucesso, os mesmos
ícones dos programas na mesma posição. Até sua conhecida Barra de
tarefas estará presente cumprindo as mesmas funções. Só o que estará
faltando é o menu Iniciar, que se foi para sempre. Mas logo voltaremos a
falar no assunto e veremos uma forma de trabalhar sem ele.
Mas
então, para que serve a tal interface Metro? Bem, serve para um bocado
de coisas, mas não esqueça que nosso objetivo hoje é continuar nos
mantendo produtivos, apesar dela. Então, deixe-a sossegada em seu canto.
Quando tiver uma folga, pressione novamente a tecla Windows que ela
voltará e você poderá explorar com calma seus novos recursos. Mas, no
início, simplesmente a ignore e continue trabalhando com sua boa e velha
Área de trabalho.
A primeira coisa que você notará é a ausência
de seu menu Iniciar. E, nele, o que mais faz falta é a lista “Todos os
programas”. Não se aflija: tecle “Win+Q” (ou seja, a combinação da tecla
Windows com a letra Q) e a interface Metro voltará à vida, mas dessa
vez mostrando ícones quadrados de todos os programas instalados no
micro. Não é a mesma coisa que a lista “Todos os programas”, mas quebra o
galho. Outros itens do menu Iniciar, como o “Painel de controle” (que,
encontrado, continua ativo e operante), são acessíveis com o atalho
“Win+I”. Como você vê, terá que aprender e se habituar a usar os atalhos
de teclado mais úteis. Veja aqui em
http://www.winsupersite.com/article/windows8/master-keyboard-shortcuts-143689
uma lista dos mais usados. E depois que descobrir como ter acesso aos
recursos que usa habitualmente, poderá continuar trabalhando com sua
Área de trabalho, como no Windows 7.
Finalmente, uma coisa que
costuma perturbar os novatos: os aplicativos Metro ocupam a tela inteira
e não apresentam aquele conhecido X para fechar a janela. Nas telas
sensíveis ao toque, são fechados arrastando-os para baixo com o dedo. E
nos desktops? Bem, nesses, use o seguinte macete: mova o ponteiro do
mouse para o topo da tela até que ele se transforme em uma pequena mão
espalmada. Agora, clique e o arraste até a base da tela. A janela
inicialmente diminuirá, depois fechará. E isso encerra o “guia de
sobrevivência na interface Metro”. Com ele você poderá explorar o novo
ambiente enquanto continua produtivo. (leia mais na Página 3)
PERGUNTE AO PIROPO
Win 8:É hora de trocar?Sou usuária do Windows e gostaria de saber se vale a pena migrar para o Windows 8.
Tereza Silva – Belo Horizonte
Guardei
essa pergunta para hoje, dia do lançamento oficial de Windows 8. Então,
vamos a ela. Hoje, a decisão sobre migrar ou não migrar depende de
diversos fatores. O primeiro deles é o sistema operacional que você está
usando. Se for Windows XP a resposta é, seguramente, sim. A MS
suspendeu o suporte para ele e não mais postará pacotes de serviços e
atualizações, o que significa que logo você se verá diante de programas
que se recusarão a rodar nele e de dispositivos que adotarão tecnologias
que ele não suportará. Se, por outro lado, você usa Windows Vista ou
Windows 7, pode – e deve – adiar a migração, já que imediatamente ao ser
lançada, toda nova versão de sistema operacional apresenta problemas,
que somente se manifestarão à medida que ela se disseminar, quando então
serão corrigidos. A questão é saber quanto tempo esperar. Se você não
está satisfeito com seu sistema atual, espere dois ou três meses. Se
está, espere até o lançamento do primeiro Pacote de serviços (SP) para
Windows 8. E se não tem a menor vontade de migrar, fique com seu
sistema. Mas lembre-se de que haverá um dia no qual, querendo ou não,
você terá que migrar: quando a MS fizer com o Windows 8 o mesmo que fez
com Windows XP e suspender a produção, vendas e suporte.
LINHA DO TEMPO
O
sistema operacional Windows surgiu no início dos anos 1990 para mudar a
história da computação pessoal. Acompanhe os principais momentos do
mais importante sucesso da Microsoft:Windows 3.1Lançada
em março de 1992, como plataforma sucessora da Windows 3.0 e que deu
início ao seu sucesso, a versão 3.1 vendeu mais de 10 milhões de cópias
em dois anos. Sua logomarca era uma bandeira tremulante em quatro cores.
Já trazia acesso à internet com programas extras de terceiros. Outras
edições foram lançadas até 1994, quando a série foi substituída pelo
Windows 95.
Windows 95Em 24 de agosto de
1995 era lançado o Windows 95, cujo novo logotipo trazia como fundo um
céu azul com nuvens. A versão revolucionou o mercado de sistemas
operacionais, passando a vir instalada por padrão com o MS-DOS 7.0 (não
mais separado, como era antes), e se tornou o principal lançamento da
empresa na década de 1990.
Windows 98 Em 25
de junho de 1998 chegava ao mercado o Windows 98, com um logotipo mais
suave em relação ao anterior. Trazia como maior novidade uma integração
completa do sistema com a internet, utilizando então o Internet Explorer
4.
Windows Millenium Edition 2000 A versão
foi apresentada em 14 de setembro de 2000 com algumas inovações:
capacidade de lidar com várias mídias digitais, já pronta para MP3, com
programa de edição de vídeo, assistente de criação de redes digitais
domésticas e oferecendo possibilidade de restauração do sistema.
Windows XP Lançado
em 25 de outubro de 2001, o XP (derivação de eXPerience) foi a primeira
plataforma da empresa construída em nova arquitetura e núcleo (Windows
NT 5.1.). De uma família de sistemas operacionais de 32 e 64-bits, de
acordo com o IDC, vendeu mais de 400 milhões de cópias até janeiro de
2006. Ficou conhecido por sua grande estabilidade e eficiência.
Windows VistaMais
de cinco anos depois da chegada do XP, a MS apresentou o Vista,
mostrando uma nova interface gráfica (apelidada de Aero), funções de
busca modificadas, ferramentas de criação multimídia (como o Windows DVD
Maker) e renovadas aplicações para redes de comunicação. Teve,
entretanto, muita dificuldade na sua aceitação devido à maior exigência
de máquina (para operá-lo, era preciso computador com configuração de no
mínimo de 1GB de memória RAM, sendo que o ideal era 2GB). Sistema
seguro, porém não obteve sucesso.
Windows 7 A
última versão da Microsoft, antes do Win 8, foi lançada para empresas
em 22 de julho de 2009 e começou a chegar ao mercado exatamente três
meses depois. Diferentemente do Vista, que introduziu um grande número
de novas características, Win 7 foi uma atualização mais modesta e
focalizada para a linha Windows, com a intenção de tornar o sistema
totalmente compatível com aplicações e hardwares. É o Windows da era
wireless a apresentar mais estabilidade e rapidez.
E O FUTURO DO XP?
O Windows XP foi o sistema
operacional da Microsoft de vida mais longa. E, apesar dos mal-sucedidos
esforços da empresa para acabar com ele, como certos heróis de filmes
americanos, o XP tem se mostrado duro de matar e ainda se aboleta em
mais da metade das máquinas em funcionamento no planeta (pelo menos
assim indicam as mais recentes estatísticas do respeitável site
Netmarketshare, em
http://netmarketshare.com/operating-system-market-share.aspx?qprid=10&qptimeframe=M&qpsp=141&qpnp=1).
É um excelente sistema, mas vai ficar cada vez mais difícil permanecer
fiel a ele. Primeiro, porque a MS vai tornar isso cada vez mais difícil:
encerrou o suporte e, há pouco mais de um ano, suspendeu
definitivamente as vendas de máquinas com o sistema instalado. Segundo,
porque sem as atualizações (os famosos pacotes de serviços) e com o
Windows 8 e sua interface Metro no mercado, ficará cada vez mais
complicado, quando não impossível, rodar os novos aplicativos e utilizar
hardware de última geração no velho XP. A Microsoft, entretanto,
garante que manterá até14 de janeiro de 2020 todas as ativações e
atualizações disponibilizadas para a plataforma até abril de 2014.
Tutoriais
[Tutorial] Como fazer com que email antigos apareçam no app de email
Olá pessoal tudo bem? O Josué fez mais um vídeo e esse é uma dica de um leitor aqui do blog o Fabio Moser. Espero que gostem.
<iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/No51u59Cy3Q" frameborder="0" allowfullscreen>
[Tutorial] Como mudar os ícones dos sites do Menu Iniciar
Olá pessoal beleza? O Lucas Maniero fez um tutorial muito
interessante, ele vai ensinar como mudar os ícones dos sites do IE 10
que ficam no menu iniciar. Segue o vídeo.
Como mudar os programas padrões no Windows 8
Muitas pessoas tem dúvidas em relação ao Windows 8 e esse
tutorial provavelmente vai solucionar uma delas. Como mudar os programas
padrões no Windows 8? Como colocar o Google Chrome como programa
padrão no Windows 8? Perguntas como essa serão respondidas nesse
tutorial.