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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pagamento via celulares

Esqueça a carteira, prepare o celular  
Sistema de pagamento via SMS e por meio de tecnologia de transmissão de dados de curta distância é regulamentado pelo governo. Operadoras lançam novidades e disputam clientes


Publicação: Jornal Estado de Minas 30/05/2013 Caderno Inform@tica Repórter: Shirley Pacelli

Santana Dardot, professor de mobile marketing, destaca as vantagens das transações pelo celular: conveniência, segurança e simplicidade (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Santana Dardot, professor de mobile marketing, destaca as vantagens das transações pelo celular: conveniência, segurança e simplicidade
 Um recorde de doações móveis. Foi como definiu a Mobile Giving Foundation, em 2010, à contribuição de cerca de US$ 10 milhões às vítimas do terremoto no Haiti por meio de mensagens de texto – cerca de 10 mil SMSs por segundo. Bastava digitar “Haiti” e enviar para o número que a doação seria cobrada na conta de telefone do usuário. O sistema simples e prático, similar àquele de contratação de pacotes de mensagens de horóscopo, notícias e dicas de emagrecimento no celular, é a plataforma utilizada também pelos novos serviços de transações oferecidas pelas operadoras de telefonia móvel no Brasil. No dia 20, o governo anunciou uma medida provisória para regulamentar os pagamentos feitos por meio do aparelho. A previsão é que essa modalidade de transação deva alcançar 50% dos brasileiros em dois anos. O objetivo é garantir a inclusão de mais de um terço da população (36% de acordo com a Confederação Nacional da Indústria) que não tem acesso aos bancos.

Segundo Santana Dardot (foto), de 37 anos, diretor de Proatividade da Tom+Sapien e professor de mobile marketing do Ibmec, a medida é extremamente positiva, pois permite e regulamenta o pagamento direto via mobile, o que vai gerar um crescimento da inclusão bancária e pode aumentar a concorrência no setor para clientes de necessidades mais básicas. Segundo ele, para a solução se popularizar no Brasil, é preciso que os principais bancos, as operadoras de cartão e companhias telefônicas adotem a novidade e garantam a interoperabilidade entre as soluções de pagamento. Além, é claro, da adoção pelo comércio e o usuário final. “Para o consumidor, há a vantagem de se carregar menos coisas no bolso, a conveniência, a segurança e a simplicidade. Para os bancos e empresas de telecom, surge a “bancarização” de um novo setor da economia e a possível futura simplificação de processos”, ressalta.

O QUE VEM POR AÍ
No Brasil, já existem transações baseadas em SMS, pagamento via internet nos dispositivos móveis e pagamentos a partir de cartão pré-pago ou créditos nos celulares. O que está por vir é a adoção da tecnologia near field communication (NFC), rede de transmissão de dados de curta distância. Já se fazem pagamentos via NFC em estágios iniciais. Atualmente, há testes da TIM, Itaú, Bradesco, Claro, Vivo, Mastercard e Visa (já existem cerca de 230 mil terminais da Cielo prontos para o NFC). O PagSeguro também lançou uma plataforma de pagamento via NFC para três modelos de aparelhos da Nokia. Durante o Mobile World Congress, em fevereiro, em Barcelona (Espanha), a Visa anunciou um sistema de pagamento por celular, utilizando NFC, que deve equipar a próxima geração de smartphones da Samsung. A Mastercard, por sua vez, apresentou sua carteira virtual, que permite armazenar detalhes dos cartões nos celulares.

Para Santana Dardot, alguns gigantes do setor ainda não apostam na tecnologia, como a Apple e a rede inglesa de varejo Tesco. E nos países onde já existe o pagamento via NFC, percebe-se uma certa relutância dos clientes em utilizar o recurso para pagamentos devido a hábitos arraigados. “O sistema requer que o cliente e o estabelecimento tenham aparelhos com a função, o que atualmente não se aplica a muitos modelos de celulares”, ressalva.

Corrida maluca por clientes  

Operadoras brasileiras lançam serviços de pagamento pelo celular, mas ainda há parcerias exclusivas com instituições financeiras, o que contraria exigências da medida provisória



  Imagine que você está agarrado no trânsito caótico da Avenida Cristiano Machado, em Belo Horizonte, e lembra que tem de pagar uma conta. Ou mesmo sua filha, que mora em outra cidade, precisa de uma grana para comprar um gás de última hora. Pois é, o sistema de pagamento por celular pode ajudar nessas situações. As companhias telefônicas brasileiras já estão atentas à Medida Provisória 615 e algumas, como a Oi, a Vivo e a Claro, já lançaram (ou vão lançar, em breve) seus m-payment.

A Tim começa nesta semana o piloto de pagamento de contas com celulares NFC em parceria com o Bradesco, a Motorola e a LG. As fabricantes cederam modelos de smartphones para um grupo testar a tecnologia em estabelecimentos do Rio de Janeiro e São Paulo. A expectativa da Tim é lançar comercialmente a solução no fim de 2013. Ela já adquiriu a plataforma TSM, que permite a instalação remota e segura de serviços NFC em dispositivos móveis.

Pioneira na área, a Oi lançou no dia 13 o Oi Carteira, cartão pré-pago que permite compras e transferência de dinheiro por meio do celular. A companhia colocou os pés no novo terreno ainda em 2007, quando lançou o Oi Paggo, cartão de crédito no celular. Pouco depois, em uma parceria com o Banco do Brasil (BB) e a Cielo, continuou na linha de promoção móvel. Com o Oi Carteira, a grande novidade é poder transferir dinheiro para outro usuário da plataforma. Os clientes também podem fazer compras em estabelecimentos credenciados, fazer recargas de créditos e transferência de dinheiro para outros usuários do serviço, além de saques em terminais do BB.

Noela Gigliotti, gerente de produtos de bancarização da Oi, acredita que o momento é oportuno para o lançamento do serviço. “As pessoas começam a entender o processo. É um círculo virtuoso. A regulamentação vai dar mais segurança”, ressalta. Gigliotti conta que o sistema foi projetado pensando no público-alvo – pessoas de comunidades rurais, com baixo nível de instrução. As informações são bem didáticas. “Sabemos, por pesquisas, que o brasileiro está acostumado a usar o celular e especialmente o SMS. Por mensagem, ele receberá avisos perguntando o que quer fazer, pedido de senha e confirmação”, explica.

A gerente conta que a empresa já faz testes com a tecnologia NFC, mas ainda é algo para o longo prazo. Ela acredita que a tecnologia demore a emplacar. “A penetração de aparelhos com NFC não é alta e não há banco emitindo novos cartões adaptados. Os celulares são caros e poucos. É preciso ainda fazer a mudança do chip”, ressalva.

SIMPLES E PRÁTICO Já a Vivo lançou dia 14 o Zuum, projeto da Mobile Financial Service (MFS), formado pela Telefonica International e pela MasterCard. A novidade é uma conta-corrente pré-paga do celular, direcionada a pessoas que não têm conta em bancos. A aplicação será oferecida na capital mineira e em cinco cidades de São Paulo (Osasco, Sorocaba, Mogi das Cruzes, Jundiaí e Guarulhos). “O único objeto que o brasileiro não esquece é o celular. É muito cômodo fazer transações bancárias pelo aparelho. A partir de setembro, o usuário já vai poder pagar água e luz pelo celular”, conta Marcos Etchegoyen, diretor-presidente da MFS.

Com o Zuum, o usuário vai acessar a conta diretamente do celular. A adesão ao sistema é gratuita e feita no aparelho. Pelo telefone, podem ser feitas transferências de dinheiro, recargas de crédito da operadora Vivo para o próprio celular ou de terceiros, consultas de saldo e, em breve, pagamento de contas. A empresa não tem nenhum projeto com NFC. “É preciso não agregar nenhum custo para o público foco, que tem celulares básicos e os chamados smartphones light”, conta.

Etchegoyen explica que não se trata de um sistema de crédito. O usuário só gasta o que tem. Segundo ele, há, claro, as taxas pelas transações efetuadas, mas tudo é revertido em bônus de crédito para falar ao celular. O envio de dinheiro sai por R$ 0,99, o pagamento de uma conta é R$ 2,90 e o saque, o mais caro, R$ 6,90. “Em BH, teremos a alternativa de fazer saque em alguns varejistas e vamos conseguir reduzir esse custo”, argumenta.

Ele explica que o grande desafio no momento é criar uma massa crítica de clientes e que ela própria vai criar a necessidade da interoperabilidade do m-payment. “No início, o SMS só era trocado por celulares das mesmas operadoras. Os clientes passaram a questionar isso e o mercado abriu, gerando um boom de mensagens”, exemplifica. Outro desafio, segundo ele, é educar o consumidor e mostrar que o produto é simples e seguro. Depois, garantir uma rede de depósito.

A Claro disponibiliza aos seus clientes o Bradesco Celular via SMS, que permite consultar saldo, últimos lançamentos da conta-corrente e efetuar recargas pelo celular. Além disso, a operadora tem parceria com o banco para o desenvolvimento de um cartão pré-pago vinculado a uma linha de celular, assim como também já estão em fase de testes os pagamentos via NFC. As iniciativas estarão disponíveis aos clientes até o terceiro trimestre de 2013.


VANTAGENS DO MOBILE PAYMENT
» Mensagens não ficam armazenadas no celular
» É preciso senha para cada ação
» Sistema informa custo antes de efetuar transação
» Evita fraldes bancárias que atingem o mercado e-commerce (cópia do número dos cartões)
» Menores taxas se comparadas às dos bancos
» Grande penetração em diferentes regiões do Brasil

NFC entra em cena

Luiz Filipe Menezes Vieira esclarece que para utilizar a tecnologia bastam dois dispositivos com a etiqueta NFC (Jair Amaral/EM/D.A Press)
Luiz Filipe Menezes Vieira esclarece que para utilizar a tecnologia bastam dois dispositivos com a etiqueta NFC
 Diante do estímulo ao m-payment, uma tecnologia virou o centro das atenções: o Near Field Communication (NFC), algo como Comunicação de Campo Próximo, que nasceu do Radio-Frequency IDentification (RFID). Segundo Victor Nassar, 25 anos, design doutorando com pesquisa em NFC, a tecnologia foi desenvolvido pela Sony e Philips em 2002, mas só ganhou impulso em 2004, quando caiu nas graças de empresas como Samsung, Visa, Microsoft e Nokia. O sistema, segundo ele, é simples: com a aproximação de dois aparelhos, é possível trocar informações de maneira segura.

Nassar explica que há dois modos de funcionamento: o passivo (um dispositivo emite o sinal e outro apenas recebe a informação, como no caso de um smartphone que lê os dados de uma etiqueta com NFC) e o ativo (os dois podem emitir e receber dados). Segundo ele, embora pareça limitação, a curta distância na verdade é o grande diferencial, pois permite uma transmissão segura e estável, evitando, por exemplo, que aconteça o acesso a dados de desconhecidos, como pode ocorrer em redes Wi-fi ou Bluetooth. “O irônico é que muitas pessoas já utilizam o NFC e não sabem: quando aproximam o cartão de ônibus nos terminais ou em hotéis, quando abrem as portas eletrônicas dos quartos com a chave cartão”, diz.

Há várias aplicações para a tecnologia. Além do setor de pagamentos móveis, Nassar lembra que a Nintendo lançou um game do Pokémon para o Wii U, em que um personagem pode ser incorporado ao jogo aproximando-o do console. Há ainda os chamados smart posters, cartazes que têm adesivo com NFC e são lidos por smartphones. “Foi feita até uma biblioteca pública virtual na Áustria dessa maneira. Nos smart posters espalhados pelo local, a pessoa tinha acesso ao acervo de livros, podendo baixá-los na hora”, lembra.

Luiz Filipe Menezes Vieira, professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais, esclarece que, para  utilizar a tecnologia, não é preciso ter um celular, basta ter dois dispositivos com etiquetas NFC. Ele acredita que a tecnologia deve se popularizar no Brasil porque dá flexibilidade ao usuário. “Futuramente, as pessoas poderão comprar bilhetes de ônibus e metrô por meio do NFC. Há inúmeras possibilidades”, opina. Para isso, ele acredita que é preciso antes habituar a população à novidade, o que deve acontecer à medida que perceber sa praticidade e os preços dos equipamentos com o recurso se reduzirem. Atualmente, os aparelhos custam, em média, R$ 2 mil . Ele lembra que, quando o Bluetooth surgiu, muita gente ficou desconfiada, mas que o uso comercial popularizou a tecnologia.


LIGA DO NFC
Já existem vários produtos no mercado que utilizam a tecnologia:

Samsung Galaxy S3
Câmera de 8 MP e tela Super AMOLED de 4,8 polegadas, roda Android.
Preço médio: R$ 1,8 mil
galaxys3brasil.com.br

Sony Xperia Z
Tela Full HD de 5”, tem duas câmeras (13MP e 2MP), roda sistema Android 4.1.
Preço médio: R$ 1,8 mil
sonymobile.com

Nokia Lumia 920
Smartphone Windows Phone, display de 4.5”, câmera de 8,7MP, grava vídeo em HD.
Preço médio: R$ 1,8 mil
nokia.com

LG Optimus 4x HD
Tela de 4.7”, câmera de 8MP, memória interna de 16GB, roda Android.
Preço médio: R$ 1,5 mil
lge.com

 Inclusão bancária 
 Ainda com desconfianças relativas à segurança, pagamentos via dispositivos móveis ganham regulamentação no Brasil. Num breve futuro, dinheiro poderá ser enviado até por e-mails



 
Professor Lúcio Marcos do Bom Conselho afirma que a medida regula um mercado que já existe há dois anos (Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)
Professor Lúcio Marcos do Bom Conselho afirma que a medida regula um mercado que já existe há dois anos
Ali, encostado na lendária gameleira, o vaqueiro Aécio Alves de Souza anda de um lado para outro até conseguir o sinal da operadora e, enfim, ligar para os familiares que já abandonaram o pequeno município de São Sebastião do Rio Preto faz tempo. Aécio mora no Trigo, na zona rural da cidade, com cerca de 1,7 mil habitantes, a 167 quilômetros de Belo Horizonte. Para fazer qualquer transação bancária, ele precisa percorrer seis quilômetros de estrada de terra até o Centro de São Sebastião, onde existe uma única agência. A Medida Provisória 615, publicada pelo governo federal no dia 20, no Diário Oficial da União, pode favorecer pessoas como ele. Ela regulamenta o pagamento feito por dispositivos móveis, o mobile payment (m-payment).

De acordo com o texto, o Banco Central (BC), o Conselho Monetário Nacional, o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverão estimular a oferta desse tipo de serviço. O BC deverá regular e supervisionar as operadoras de telefonia. O Congresso tem 180 dias para avaliar e aprovar a medida, para que ela passe a valer. Em abril, o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Luiz Mendes, disse que a medida é importante não apenas para reduzir os custos das transações financeiras, mas também para aumentar a inclusão bancária no país.

Segundo Lúcio Marcos do Bom Conselho, professor de direito digital da Faculdade Cotemig, a medida vem para regular um mercado que já existe há, pelo menos, dois anos e que não haverá dificuldades para ser validada pelo Congresso. Ele ressalta que, de acordo com o artigo 7º, as instituições deverão garantir a interoperabilidade – capacidade de um sistema interagir com outro – aos clientes. “A Cielo, por exemplo, já tem sistema de pagamento via SMS e aplicativo próprio, mas em parceria só com a Oi”, lembra. A norma, segundo ele, é para evitar que uma grande corporação tome conta de todo o mercado.

COMPRA DE CRÉDITO As companhias devem oferecer serviços de pagamento e troca de valores nos sistemas de contas virtuais pré-pagos ou pós-pagos. Um cliente que tenha R$ 500 em moedas eletrônicas poderá transferir esse valor para outra pessoa como forma de pagamento. “É como o Skype, no qual você compra crédito para ligações. Nesse caso, o usuário adquire crédito eletrônico para usar serviços diversos, como comprar em um supermercado ou pagar a conta de luz”, explica o professor. Ele lembra que no continente africano o pagamento mobile já é uma realidade. Uganda, por exemplo, movimentou US$ 2,7 bilhões em m-payment em 2011.

Para Lúcio Bom Conselho, a novidade baixa os custos para o consumidor, porque os sistemas não estarão vinculados aos bancos e às suas altas taxas. Além disso, m-payment dispensa infraestrutura de sedes e agências, barateando custos. Mas será que o público vai poder confiar nas companhias telefônicas para fazer suas transações monetárias? Para garantir segurança ao cliente, as empresas estarão sujeitas às mesmas penalidades das instituições financeiras. Advertência, suspensão da atividade e cassação da licença para oferecer o serviço são algumas das punições possíveis, caso a companhia descumpra os contratos estabelecidos.


REGULAMENTAÇÃO DE PAGAMENTOS
Segundo o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Luiz Mendes, entre os objetivos da Medida Provisória 615 cinco se destacam como as mais importantes:
1) Regulamentar as operações, mesmo quando o serviço não é feito por instituições financeiras
2) Impedir a lavagem de dinheiro e a transferência de recursos para fins terroristas
3) Estimular o compartilhamento de infraestrutura entre bancos e operadoras de telefonia
4) Aumentar a competição
5) Proteger o consumidor, garantindo a ele liberdade de escolha, segurança e privacidade


O QUE DIZ A MEDIDA PROVISÓRIA
Os dois principais pontos da Medida Provisória 615:
1) Define o que é arranjo de pagamento: um conjunto de regras e procedimentos que disciplina a prestação de determinado serviço de pagamento ao público aceito por mais de um recebedor mediante acesso direto pelos usuários, pagadores e recebedores.
2) A instituição pode disponibilizar serviço de aporte ou saque de recursos mantidos em conta de pagamento e executar ou facilitar a instrução de pagamento relacionada a determinado serviço de pagamento, inclusive transferência originada de ou destinada a conta de pagamento, além de outras atividades relacionadas à prestação de serviço de pagamento designadas pelo BC.
 
Dinheiro via anexo
Shirley Pacelli
Publicação: 30/05/2013 04:00
Entre outras novidades, gigante das buscas anunciou na conferência Google I/O que vai permitir envio de dinheiro pelo serviço Gmail  (JUSTIN SULLIVAN/Google )
Entre outras novidades, gigante das buscas anunciou na conferência Google I/O que vai permitir envio de dinheiro pelo serviço Gmail
 Não se assuste se daqui a algum tempo aparecer a seguinte mensagem no seu Gmail: “Você escreveu dinheiro, mas não há nenhum dinheiro em anexo”. No dia 15, durante sua conferência Google I/O, a gigante das buscas anunciou que vai permitir o envio de dinheiro pelo seu serviço de e-mail. Com apenas um clique, os usuários do Google Wallet (serviço lançado em 2011, que permite usar o celular como uma carteira virtual) poderão completar a transação. Para enviar o montante, bastará clicar no símbolo $ ao lado do botão anexar arquivos.

A pessoa define a quantia e seleciona sua origem. O Google fica com uma taxa de 2,9% (valor mínimo de US$ 0,30) da transação, caso seja feita por cartão de crédito ou débito. Se a instituição financeira for parceira do Wallet, o internauta fica isento das taxas. Qualquer usuário de uma conta de e-mail (mesmo que não seja o Gmail) pode ser destinatário, mas será preciso criar uma conta no Wallet. Ao receber, a pessoa escolhe se quer fazer um depósito em conta ou usar a quantia onde a carteira virtual é aceita. Para variar, o novo recurso será lançado só nos Estados Unidos.

A possibilidade de fazer transferências por e-mail é bastante tentadora, mas a segurança da ação é um caso a pensar. Com o Google +, a empresa usa apenas uma senha para todos os seus serviços. Caso um dos seus perfis seja invadido, os cibercriminosos podem fazer a festa com seu dinheiro virtual. Para evitar isso, além dos cuidados básicos e o uso de antivírus, o usuário pode pedir uma dupla autenticação ao serviço, que envia um código por SMS ao celular cadastrado na conta.

NFC O Wallet permite fazer pagamento por meio do celular – basta aproximá-lo de máquinas que identificam o sinal. Para isso, é utilizada a tecnologia Near Field Communication, o NFC. Confira mais informações sobre o novo recurso de anexar dinheiro no Gmail no vídeo produzido pela empresa em http://bit.ly/10zIlMl.
 
 
 
Modernos, mas limitados  
Com menos funções, os feature phones são as vedetes nos países emergentes. De olho no mercado, a Nokia apresentou o Asha 501, que nem 3G oferece

Novo modelo  tem design simples e funções básicas (Nokia/Divulgação )
Novo modelo tem design simples e funções básicas
 
Um dos trabalhos mais recentes do instituto de pesquisas Nielsen mostra quais são os hábitos de consumo dos telefones móveis no mundo. O estudo foi realizado com usuários de 10 países, incluindo o Brasil, e mostra que o celular ainda é uma novidade por aqui. Apesar de os smartphones ficarem com 36% desse mercado, os feature phones lideram com 44% do segmento. Esse comportamento já dá sinais de que o segtor passa por uma transição. Segundo o IDC, o primeiro semestre fechou com 216 milhões de smartphones vendidos no planeta, o que representa 51,6% do total de celulares do período. Pela primeira vez, a categoria superou os feature phones. Para os analistas, uma das principais razões é a aposta de muitas companhias em smartphones de baixo custo, a exemplo do Motorola Me, do Samsung Galaxy Y e do Sony Xperia E.

Na semana passada, foi a vez de a Nokia fazer mais um lançamento que acompanha essa tendência. Desde outubro de 2011, a empresa vem apostando na linha Asha, com uma série de 15 aparelhos que fazem contrapeso aos poderosos Lumia, topo de linha da marca. A novidade, apresentada no Taj Palace Hotel, em Nova Délhi, na Índia, foi o Asha 501, que deve chegar às prateleiras em junho por cerca de R$ 200. No Brasil, a previsão é que o gadget estará à venda a partir do terceiro trimestre.

O executivo da Nokia Stephen Elop disse na apresentação que as expectativas da companhia são grandes. “Não estamos lançando apenas um Asha, e sim uma nova geração, com design elegante inspirado nos smartphones topo de linha. Ele vai surpreender e promover a inclusão digital”, afirma. O presidente da Nokia Brasil, Almir Narcizo, observou que a receptividade ao aparelho foi boa. “Estamos felizes com a repercussão do público brasileiro, que vai receber a versão Dual SIM”, disse.

ACESSÍVEL À primeira vista, o aparelho é bonitinho, com um design simples e que lembra a família Lumia. Pequeno e leve, mede 99,2mm x 58mm x 12,1mm e pesa 98 gramas. Quase uma caixinha de sabonete, só que mais interessante, pois tem Wi-fi e 2G. Isso mesmo. O gadget não oferece 3G. Stephen Elop garante que novas versões com suporte a esse tipo de conexão estão a caminho e que o 2G corresponde a 80% do mercado. Segundo Almir Narcizo, a Nokia está começando com um modelo muito acessível para atingir o maior número de pessoas.

A tela QVGA, de três polegadas com resolução de 320 x 240 pixels, ocupa quase toda a parte frontal, deixando um espaço para um único botão. Uma nova plataforma Asha foi desenvolvida para o 501 e deve embarcar nos futuros modelos dessa linha. Como a navegação do sistema é baseada no movimento de arrastar a tela, a qualidade do touchscreen faz diferença. De fato, não é como um iPad. Às vezes, ele não sente bem o toque, mas não travou durante o teste.

O navegador do Asha 501 é outro ponto interessante. Ele consegue compactar os dados dos sites em até 90%. Assim, páginas de grandes portais abriram rápido. A câmera tira fotos com 3.2MP e grava vídeos nos formato MP4, ASF, AVI e 3GP. Não tem flash. De modo geral, o aparelho é bastante humilde e pelo preço sugerido (US$ 99) sai muito em conta para o público a que visa.


O BÁSICO
Os feature phones são aparelhos intermediários, que muitas vezes têm tela sensível ao toque e acessam redes sociais (geralmente com aplicativos criados em Java), mas com sistemas fechados e limitados. Normalmente, são ofertados como modelos de entrada e fazem sucesso nos países emergentes, onde a economia favorece um momento de ascensão social e melhor poder aquisitivo.

 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Movimento Criança Segura - Site sobre segurança na internet - Voltada para as crianças.

Site:  http://www.criancamaissegura.com.br

1. Como nasceu o Movimento "CRIANÇA MAIS SEGURA NA INTERNET"?
O Movimento surgiu através de uma iniciativa pioneira focada na importância de formar crianças, adolescentes, pais e educadores mais bem preparados para o uso ético, seguro e legal das novas ferramentas tecnológicas. É comum a ocorrência de incidentes devido à grande falta de informação sobre as leis, e por isso o Movimento traz uma integração de melhores práticas comportamentais, para se ter uma Sociedade Digital sustentável.
Foi idealizado pelo escritório Patrícia Peck Pinheiro Advogados (www.pppadvogados.com.br) e hoje é administrado pelo I-START – Instituto Internet no Estado da Arte.). O Movimento também conta com a participação de diversos patrocinadores, colaboradores e apoiadores que tornaram possível a concretização deste projeto.
UBIR

2. O que é o I-START e quais suas finalidades?
O I-START (Instituto Internet no Estado da Arte) é uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, e responsável, além de outros projetos, pela administração do Movimento “Criança mais Segura na Internet”.
Tem como finalidade o desenvolvimento e patrocínio na difusão da cultura, ética, direito e cidadania através das novas mídias e tecnologias como instrumento de progresso. Deverá ainda promover a discussão de assuntos relacionados à ética, paz, direito, cidadania, tecnologia, direitos humanos e democracia participativa através de seminários, congressos, palestras e cursos de capacitação e intercâmbio com entidades científicas e de ensino nacionais e internacionais.
O Instituto também buscará estabelecer convênios com instituições de ensino público e privado para desenvolvimento de atividades de ensino e pesquisa além de assessorar movimentos e organizações sociais.
UBIR

3. No que consiste o Movimento "CRIANÇA MAIS SEGURA NA INTERNET"?
Este é um Movimento comprometido em disseminar idéias que possam oferecer bases para a formação de cidadãos digitalmente corretos e Instituições comprometidas com a responsabilidade social digital, através de conteúdos de capacitação, direcionados às crianças, adolescentes, pais e professores. A primeira fase do Movimento se deu nos meses de outubro a dezembro de 2.009.

Através do site www.criancamaissegura.com.br, é possível:
  • Se conectar a outros sites que tratam de temas afins;
  • Esclarecer dúvidas;
  • Discutir temas propostos nos chats;
  • Baixar as cartilha de dicas;
  • Assistir aos filmes (animações) orientativos sobre casos do dia-a-dia digital;
  • Cadastrar a Escola para receber a visita do Movimento com uma palestra gratuita sobre o assunto;
  • E participar do abaixo assinado digital para que se tenha uma disciplina de "Cidadania e Ética Digital" na grade curricular de ensino das Escolas Públicas e Privadas.
Já, a segunda fase do Movimento, começou em janeiro 2.010. Além da continuação de todas as iniciativas lançadas em 2.009, conta ainda com a realização de palestras em escolas em todo o território nacional. Em outubro de 2.010, deu-se o lançamento do canal de Educação a Distância para formação de professores e voluntários na disciplina "Cidadania e Ética Digital" de modo a viabilizar sua implementação junto ao MEC (Ministério da Educação e Cultura).

SUBIR
4. Qual o objetivo do Movimento "CRIANÇA MAIS SEGURA NA INTERNET"?
O objetivo do Movimento é ensinar, formar, informar, conscientizar, capacitar crianças e adolescentes, pais e professores, com relação ao uso ético, seguro e legal da internet e de suas ferramentas tecnológicas.

SUBIR
5. Como se tornar um Voluntário do Movimento?
Basta cadastrar-se no site do Movimento e fazer o EAD – educação á distância, que tem como objetivo capacitar pessoas que possam disseminar os conteúdos do Movimento.
Após fazer o curso e ser aprovado, você estará apto para ser um Voluntário do Movimento.
Além disso, no EAD você terá acesso aos materiais necessários para sua capacitação, como vídeo explicativo, Power point para realização de palestras em instituições de ensino e ao vídeos complementares.
Após estar capacitado e receber o certificado do Movimento, você será informado das instituições que estão aguardando para receber a palestra.

SUBIR
6. No que consiste o Abaixo Assinado Digital?

O Abaixo Assinado Digital poderá ser assinado através do site na opção "PARTICIPE DO ABAIXO ASSINADO DIGITAL". Seu objetivo é implementar na grade curricular de ensino a aula de "Cidadania e Ética Digital", para que haja sustentabilidade a longo prazo.
O Abaixo Assinado Digital já está disponível no site do Movimento. Acesse e descubra como fazer parte: www.criancamaissegura.com.br/abaixo-assinado-digital.asp.Seja você também um cidadão comprometido com a responsabilidade social digital.
BIR

7. SE VOCÊ FAZ PARTE DE UMA EMPRESA preocupada com o processo de formação ético-digital de crianças e adolescentes participe deste Movimento. Dissemine esta idéia! Entre em contato com o Movimento através do site www.criancamaissegura.com.br e pelo telefone (11) 3068-0777.

As empresas podem participar do Movimento "CRIANÇA MAIS SEGURA NA INTERNET" através das seguintes categorias:
  • Patrocinador Premium;
  • Master;
  • Junior;
  • Institucional.
UBIR
8. SE VOCÊ INTEGRA UMA ESCOLA e tem interesse em disseminar esta idéia para os seus alunos, educadores e pais basta acessar nosso site www.criancamaissegura.com.br, cadastrar a sua escola e solicitar um agendamento de data para o recebimento da palestra, que enviaremos as informações necessárias.

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SE VOCÊ É PAI OU MÃE participe deste Movimento, acessando o site www.criancamaissegura.com.br, disseminando seus materiais de orientação e aderindo ao Abaixo Assinado Digital. Leve os conteúdos do Movimento para dentro da sua família, converse com seus filhos sobre o assunto.

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10. SE VOCÊ É CRIANÇA OU ADOLESCENTE antenado digitalmente, procure saber se sua escola já participa deste Movimento e faça uso das instruções e orientações contidas no site www.criancamaissegura.com.br, nas Cartilhas e em seus Vídeos, compartilhe com seus amigos, crie um grupo de discussão, seja um ativista e nos ajude a formar usuários digitalmente corretos.
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11. Como fazer para ter em minha escola uma palestra do Movimento?
É preciso que a escola se cadastre no Movimento "CRIANÇA MAIS SEGURA NA INTERNET" e solicite uma palestra através de um agendamento que deverá ser feito no site do Movimento, na opção "ESCOLAS, SOLICITE UMA PALESTRA". Após esse cadastro a escola deverá aguardar um contato informando a possibilidade de realização da palestra, levando-se em consideração as demais escolas já cadastradas.
O Movimento também irá capacitar educadores para a realização de palestras em suas escolas. Informe-se através do e-mail atendimento@criancamaissegura.com.br

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12. Como fazer para levar até minha empresa uma palestra do Movimento?

Se a sua empresa tem interesse em disseminar esta idéia, através de uma palestra, precisa aderir ao Movimento como Patrocinadora ou Colaboradora. Para isto a empresa deve entrar em contato através do e-mail atendimento@criancamaissegura.com.br e pelo telefone (11) 3068-0777.

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13. Como utilizar a Cartilha, os Vídeos, dicas e orientações do Movimento?
Todos os conteúdos do Movimento são para divulgação gratuita, sem edição, pela finalidade Educacional. Por isso, pode baixar e usar. Faça o download das Cartilhas, envie-a aos seus filhos, amigos, familiares, imprima-a, divulgue-a em seus sites. Faça o download dos vídeos, compartilhe-os em suas redes sociais, exiba-os (sem edições) em sua escola ou empresa.
Seja um ativista deste Movimento! Participe do Blog, do Chat, assine o Abaixo Assinado Digital e confira em nossa programação os eventos agendados!
Se for escola ou professor, você pode usar em sala de aula, desde que o conteúdo não seja editado e que sempre haja menção da fonte que é o nome do Movimento "Criança mais Segura na internet" com o endereço do site.
Dissemine esta idéia!!!

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14. Como faço para obter o Selo do Movimento "CRIANÇA MAIS SEGURA NA INTERNET"?
O selo é uma forma de demonstrar a participação da Instituição junto ao Movimento.
As empresas parceiras do Movimento e as demais Instituições que já possuem iniciativas similares, trabalhando pela proteção de crianças e adolescentes na internet, poderão exibi-lo em seus sites e portais, bastando solicitar o envio do mesmo através do email atendimento@criancamaissegura.com.br

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15. No que consistem as Cartilhas e os Vídeos do Movimento "CRIANÇA MAIS SEGURA NA INTERNET?
Atualmente o Movimento, possui 02 Cartilhas. A Cartilha "CRIANÇA MAIS SEGURA NA INTERNET" é um pequeno manual de leitura fácil e agradável, para orientar crianças, adolescentes, pais e professores sobre as questões relacionadas ao uso ético, seguro e legal das ferramentas tecnológicas. A Cartilha Minha Primeira Compra na Internet, traz dicas e orientações para se fazer uma compra online com segurança. Estão disponívis para download no próprio site, e há versões impressas que serão distribuídas para as Escolas e as Empresas parceiras do Movimento.
Os vídeos também foram produzidos para orientação didático-pedagógica e contém ilustrações de situações do dia-a-dia envolvendo o uso da internet e dicas de como se proteger. Também estão disponíveis para downloads nos mesmos locais acima informados.

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16. Ter vários amigos no MSN, YAHOO MESSENGER, GOOGLE, ICQ, TWITTER, entre outros, significa que sou uma pessoa popular no meio virtual e que posso confiar minhas informações pessoais a todos esses amigos?
Cuidado! Quantidade não é sinônimo de qualidade. Certifique-se com quem está falando. Nunca adicione um suposto amigo, sem antes, realmente procurar informações a respeito de quem ele seja. Pergunte algo que só ele saberia, pois mesmo quando você já o conhece há tempos pode ter outra pessoa usando o perfil ou nome dele, se fazendo passar por ele.
Pessoas mal intencionadas e criminosas podem tentar se aproximar através deste tipo de comunicação, apresentando-se como "amigo", e até mesmo dizendo que possui idade semelhante, para adquirirem confiança das vítimas e praticarem seus crimes.
É legal ter amigos e poder adicioná-los, mas, procure pesquisar antes qual o tipo de amigo que está querendo falar com você. Selecione suas amizades digitais.

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17.O que acontece quando divulgo minhas informações pessoais em sites de relacionamentos, blogs e comunicadores instantâneos?
Todas as pessoas que fazem parte da sua rede de relacionamentos e até mesmo as que não fazem, poderão ter acesso as suas informações, o que permitirá que você possa ser identificado e até mesmo encontrado facilmente.
Informação é essencial quando se quer praticar um seqüestro por exemplo. Por isso, evite divulgar conteúdos relacionados a rotina, endereço onde mora, endereço onde estuda, renda familiar e outras situações que possam lhe deixar exposto demais.

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18. A Webcam pode colocar em risco a integridade de quem a utiliza?
Sem dúvida alguma. Quando se utiliza a Webcam para falar com pessoa que você não tenha certeza de quem seja, você corre o risco de que façam "print´s" de sua imagem e que as mesmas sejam exibidas em comunicadores ou blogs, com o intuito de tumultuar sua vida. Por isso, evite se "exibir em situações íntimas demais" perante uma webcam. Você nunca sabe onde esta imagem irá parar. O mesmo se aplica ao celular. Seja cuidadoso!
Não participe de comunidades ou blogs relacionados a práticas criminosas ou cujos conteúdos possam de algum modo gerar danos a terceiros.
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19. Posso participar de sites de relacionamentos do tipo Orkut, Facebook, MySpace, Linkedin e Twitter?
Sim, claro! Através de redes sociais e comunicadores instantâneos é possível adquirir conhecimentos, fazer amigos, conhecer lugares e culturas diferentes, porém, é necessário ter cautela ao participar desses ambientes eletrônicos. No entanto, sempre observe a idade mínima estabelecida pelo termo de uso do serviço.
Faça bom uso destes ambientes, escolha bem em quais vai participar. Existem muitas comunidades que são criadas para denegrir a imagem de diversas pessoas e empresas. Caso participe de uma comunidade deste tipo, você e seus pais também podem ser responsabilizados. Seus pais acabam tendo que pagar a conta, pois se você é menor de idade, são eles os seus responsáveis legais.
Não participe de comunidades ou blogs relacionados a práticas criminosas ou cujos conteúdos possam de algum modo gerar danos a terceiros.

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20. Posso publicar fotos em sites de relacionamentos?
Pode, mas cuidado principalmente com fotos publicadas em poses sensuais ou em situações constrangedoras. Você poderá ter sua imagem copiada e divulgada por terceiros, tornando-se alvo de humilhações, o que poderá trazer prejuízos irreparáveis a sua reputação. Depois que um conteúdo é colocado na internet, não há mais como tirá-lo totalmente do ar. É difícil o arrependimento digital, e isso pode ficar por anos.

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21. - Se alguém usar meu computador ou e-mail para praticar uma ofensa a outra pessoa, eu serei responsável? E meus pais?
Como o computador usado é o seu ou então a mensagem será enviada do seu próprio e-mail, você se torna o primeiro e principal suspeito, e muitas vezes, é difícil provar a inocência nestes casos. Pois a máquina vai testemunhar que foi você, e se sua responsabilidade não for por ação, poderá incorrer por omissão, por ter sido negligente.
Caso você ainda não tenha 18 anos poderá responder criminalmente pelo Ato Infracional praticado (no caso, um ato Infracional contra a honra, similar ao crime de mesmo nome) previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, e seus pais ou responsáveis poderão responder civilmente pelos danos causados, ou seja, terão que pagar a conta do prejuízo.
Não se esqueça de:
  • Sempre encerrar a sessão ao terminar de utilizar seus e-mails, sites de relacionamentos, blogs, etc.;
  • Não forneça sua senha para outras pessoas, nem por prova de amor ou amizade.
Proteja sua senha, pois ela é sua identidade digital!
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22. Qual o melhor lugar para instalar o computador?
Depende de qual o grau de cultura de uso seguro do computador os integrantes da família já possuem. Independente de estarmos em uma época mais digital e tecnológica, é natural que o jovem, o adolescente, queira ousar, testar os limites, e caberá sempre aos pais orientar sobre a dose certa conforme a idade. Quando o filho já é mais responsável e respeitador das regras da casa, pode lhe ser dada maior autonomia, devido à confiança que ele já demonstrou. Mas é preciso testar e demonstrar esta confiança. Por isso, se é o primeiro computador da família, ou se quem será seu usuário não está ainda muito bem instruído sobre uso seguro, é preferível que o mesmo seja colocado em um local mais público da casa, e não apenas dentro do quarto isolado, para se ter mais acesso, (ex: sala) para que possa haver um certo controle com relação ao tempo que seu filho permanece no computador e o que ele faz durante esse período.
Não é proibir, mas sim ensinar a usar da forma correta e aprender dentro de casa, com amor e carinho é melhor do que com estranhos, na rua.
Liberdade requer responsabilidade!

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23.Posso fotografar quem eu quiser com a câmera do meu telefone e ainda publicar essas imagens na Internet?
Você não pode fotografar as pessoas sem pedir sua autorização. Se você tirar fotos ou filmar pessoas sem autorização, estará violando o direito de imagem destas pessoas.
Evite fazer uso de imagens que você não sabe se pode dar problema, por isso, quando há autorização, tem-se a certeza de que não haverá qualquer tipo de transtorno. E mesmo estando autorizado, respeite o limite do bom senso e da boa-fé, não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você, não abuse do direito que lhe foi dado, não ridicularize os outros.

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24. - Mas e se eu tirar fotos minhas?
Você pode tirar fotos suas e enviar a seus amigos ou colocá-las na Internet. No entanto, se você é menor de idade, precisará do consentimento dos seus pais, visto que cabe a eles verificar o que é melhor para você, mesmo sendo suas próprias fotos. Muitas vezes uma criança ou jovem não consegue ver o perigo, a conseqüência, o risco, por isso é uma responsabilidade de seus pais, e se os mesmos não são presentes na sua vida digital, podem ser responsabilizados por esta omissão. Na dúvida, pergunte antes para eles, para evitar situações desagradáveis. Compartilhe, consulte seus pais também e não só os buscadores da Internet. Pois são seus pais que estarão ao seu lado para lhe ajudar sempre que precisar.

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25. - Posso baixar arquivos em meu computador mesmo sabendo que eles não são autorizados ou não têm origem conhecida?
Cuidado ao pegar conteúdos na internet, especialmente jogos, filmes e músicas. É comum os mesmos não estarem autorizados para cópia gratuita, e cabe ao titular do direito autoral permitir isso, ou não. Se você tiver dúvidas sobre a origem do arquivo, evite-o. O barato pode sair caro. Não é porque está publicado na Internet que está em domínio público (sem ter que ser pago o direito autoral). Imagine se fosse algo seu, você iria gostar que pegassem sem sua autorização? Se puder, verifique junto ao site a origem, envie um email perguntando. Tem muita coisa gratuita boa, sem riscos legais, autorizado, mas também tem muitas ilegais. É bom ter cuidado.
Pirataria e plágio são crimes!
Não pegue ou copie o que não é seu. Violar Direitos Autorais também é crime!
Quando precisar usar o que não é seu, sempre faça a menção de bibliografia, do autor, do site, da data em que estava publicado na web e de todo o material utilizado que não seja de sua autoria.

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26. Se eu encontrar conteúdo ilícito, por algum motivo, em um equipamento, devo denunciar? Como faço isso?

Caso você encontre qualquer tipo de material ilícito (ex: pedofilia, pirataria, material relacionado a tráfico de drogas, etc.) deve denunciar às autoridades para ajudar no combate a criminalidade nos meios virtuais.
Se o material for relacionado a pedofilia ou a qualquer outro crime você deve denunciar em www.safernet.org.br.
É importante você saber que se este material for encontrado na sua máquina você poderá se tornar um suspeito, por isso a denúncia ajuda a demonstrar sua boa-fé, sua intenção em que se pegue o verdadeiro infrator e que você não o está acobertando.
Caso seja um e-mail fraudulento denuncie em crime.internet@dpf.gov.br.

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27. Como eu consigo identificar um e-mail fraudulento? Não existe uma regra para identificar e-mails fraudulentos, chamados também de phishing scam.
O ideal é adotarmos algumas medidas preventivas, para evitarmos que esse tipo de e-mail seja aberto e que transfira vírus ou capture informações suas (ex: senhas, números de cartão de crédito, outros):
  • Só abra e-mails de pessoas conhecidas e confiáveis e mesmo assim, se considerar que pode ter algo estranho, verifique o destinatário do e-mail. Cuidado com anexos, especialmente os executáveis (.exe);
  • Evite responder emails que peçam informações suas sem ter certeza da real intenção da solicitação. Em caso de dúvida, entre em contato com o solicitante por outra via (telefone, contato direto no site) para confirmar o pedido;
  • Verifique o link do destino, evite sair clicando sem checar antes se o link realmente está remetendo para o endereço que estava escrito no email;
  • Não navegue em sites que não sejam confiáveis;
  • Já existe vírus para celular assim como abordagem falsa por comunicador instantâneo, logo tenha os mesmos cuidados também nestes ambientes;
  • Mantenha sempre a versão mais atualizada de seu Antivírus.
Já existem programas que são capazes de identificar essas fraudes eletrônicas, se puder, faça uso de um deles.

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28. O que devo fazer se alguém me ameaçar digitalmente?
Você deve imediatamente comunicar a seus pais e/ou professores para que eles possam procurar a Delegacia de Polícia mais próxima e registrarem um Boletim de Ocorrência. É importante que você tome alguns cuidados para preservar a prova digital:
  • Guarde as imagens da tela ("print-screen") de eventual crime ocorrido;
  • Não apague os arquivos, caso estes tenham algum vestígio de crime digital;
  • Você poderá registrar uma Ata Notarial em um Cartório de Notas. A Ata notarial é um documento elaborado pelo Tabelião no qual ele descreve o conteúdo de um site, e-mail, etc. É uma espécie de certidão e é plenamente válida em juízo;
  • Procure um advogado para lhe orientar sobre o que poderá fazer judicialmente.
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29. Como a escola pode resolver conflitos ocorridos em ambiente virtual, envolvendo seus alunos e professores?
A escola deve adotar primeiramente uma postura preventiva, orientando seus alunos e professores para o uso correto dos meios digitais, evitando assim o envolvimento desses em conflitos relacionados a internet, a privacidade e a imagem das pessoas e da própria instituição, de forma a proteger o ambiente escolar.
A escola deve enviar um Comunicado Oficial aos envolvidos e aos seus pais, elucidando os fatos e requerendo a solução do problema.


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30. A escola pode notificar um determinado provedor na Internet, caso o mesmo esteja veiculando vídeo ou foto, elaborados dentro do ambiente escolar, de maneira inadequada ou que não tenha sido autorizado?
A escola pode notificar um provedor, para que ele providencie a retirada de material não autorizado, mesmo porque, esses provedores não permitem em seu termo de uso, que material sem autorização seja veiculado. É comum o caso ser resolvido pela via extrajudicial.

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31. A escola pode incluir em seu Contrato de Matrícula ou até mesmo no Código de Conduta do Aluno, procedimentos referentes às condutas digitais?
É importante a Escola atualizar estes documentos, para que eles contenham normas e procedimentos referentes ao uso dessas ferramentas digitais, abordando a questão de filmar e fotografar dentro do ambiente escolar, da exposição de alunos e professores, da criação de comunidades virtuais relacionadas ao nome da escola, de professores ou de alunos, e também quanto ao uso de celular e demais dispositivos dentro da sala de aula.

SUBIR 32. Como a escola pode contribuir para que seus alunos e professores possam de fato ter conhecimento do que podem ou não podem fazer com relação ao uso dessas ferramentas digitais?
A Escola deve ser um agente orientador, contribuindo para a propagação do uso correto das novas tecnologias. Acesse nosso site www.criancamaissegura.com.br e descubra como disseminar esta idéia!
Acesse nosso site www.criancamaissegura.com.br e descubra como disseminar esta idéia.


Primeira Compra Online:



Phishing Scam - Cuidados com os e-mails:



Sua senha é sua Identidade Digital :



Plágio e Pirataria são Crimes:



Como tirar fotos de um jeito legal:



Você sabe com quem está falando?



Cyberbullying é fria!



Guia de Postura nas redes sociais


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Comércio Eletônico - Procon-SP divulga lista com mais de 200 sites que devem ser evitados pelo consumidor ao fazer compras pela internet

Evite esses sites

27 de NOVEMBRO de 2012

      
Procon-SP divulga lista com mais de 200 sites que devem ser evitados pelo consumidor ao fazer compras pela internet

A lista de sites não recomendados pela Fundação Procon-SP está disponível na página principal do órgão no link "Evite esses sites", contendo endereço eletrônico em ordem alfabética, razão social da empresa e número do CNPJ ou CPF, além da condição de "fora do ar" ou "no ar". Veja aqui a lista.

O Procon-SP recebeu reclamações desses sites por irregularidades na prática de comércio eletrônico, principalmente por falta de entrega do produto adquirido pelo consumidor e não obtém resposta dos mesmos para a solução do problema.

De acordo com o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, esses fornecedores virtuais não são localizados, inclusive no rastreamento feito no banco de dados de órgãos como Junta Comercial, Receita Federal e Registro BR, responsável pelo registro de domínios no Brasil, o que inviabiliza a solução do problema apresentado pelo consumidor.

Para Góes, é preocupante a proliferação desses endereços eletrônicos mal- intencionados, que em alguns casos continuam no ar lesando o consumidor. "Denunciamos os casos ao D epartamento de Polícia e Proteção a Pessoa (DPPC) e ao Comitê Gestor da Internet (CGI), que controla o registro de domínios no Brasil, mas, o mais importante é que o consumidor consulte essa lista, antes de fechar uma compra pela internet, para evitar o prejuízo".

Dicas

O Procon-SP mantém disponível no site o "Guia de Comércio Eletrônico" com dicas e cuidados que o consumidor deve ter ao comprar produtos ou contratar serviços pela internet.

O consumidor que tiver dúvidas ou quiser fazer uma reclamação, pode procurar o Procon de sua cidade ou um dos canais de atendimento da Fundação:

Orientações: 151 (Só para a capital).

Pessoalmente: de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Sábados, das 7h às 13h, nos postos dos Poupatempo, sujeito a agendamento e distribuição de senha. Telefone: 0800-772-3633.

- Praça do Carmo, S/N, Centro.

Santo Amaro - Rua Amador Bueno, 176/258 - São Paulo - SP (próximo ao Largo Treze de Maio).

Itaquera - Av. do Contorno, S/N, Itaquera (ao lado do metrô).

Nos postos dos Centros de Integração da Cidadania (CIC) Norte, Leste, Oeste, São Luiz e Feitiço da Vila, de segunda a quinta-feira, das 9h às 15h. No CIC Imigrantes o atendimento é às segundas-feiras, das 9h às 15h. No CIC Imigrantes o atendimento é às segundas-feiras, das 9h às 15h.

Fax: (11) 3824-0717.

Cartas: Caixa Postal 1151, CEP 01031-970, São Paulo-SP.

Atendimento eletrônico : No caso problemas com compras feitas pela internet, a reclamação pode ser registrada diretamente no site do Procon-SP pelo endereço : http://www.procon.sp.gov.br/atendimento_texto.asp . O endereço eletrônico também está aberto para orientação sobre qualquer outro problema de consumo .

Na Grande São Paulo e interior, o consumidor pode procurar o órgão municipal.

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Dicas e orientações sobre defesa do consumidor no blog http://educaproconsp.blogspot.com.br

28/11/2012
Fundação Procon-SP
Assessoria de Comunicação