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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Google unifica armazenamento de Gmail, Drive e Plus com 15 GB

Google unifica armazenamento de Gmail, Drive e Plus com 15 GB

Usuário poderá ver quanto espaço ainda tem e, passando o mouse no gráfico, quanto cada serviço ocupa Foto: Divulgação
Usuário poderá ver quanto espaço ainda tem e, passando o mouse no gráfico, quanto cada serviço ocupa 
O Google anunciou nesta segunda-feira que vai unificar os armazenamentos de três de seus serviços: o Gmail, o Drive e os álbuns de fotos do Google+. No blog oficial, o gigante das buscas informa que os usuários terão 15 GB gratuitos para guardar os arquivos na nuvem.

No texto do comunicado, Mountain View argumenta que busca integração entre seus diferentes produtos, e à medida que consegue, "armazenamentos separados não fazem mais sentido". "Então em vez de ter 10 GB para o Gmail e 5 GB para o Drive e as fotos do Google+, haverá 15 GB de armazenamento unificado", diz o post.

O usuário poderá distribuir o uso da forma como preferir, e pode conferir quanto espaço ainda tem pelo link de armazenamento do Drive. A seção vai ganhar um gráfico de pizza que, quando o mouse passa em cima, exibe qual serviço está ocupando quanto espaço.

Com a mudança, o pacote de espaço extra para o Gmail de 25 GB por US$ 2,49 deixa de existir, e o menor preço para armazenamento extra passa a ser US$ 4,99 mensais para 100 GB de espaço na nuvem.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pagamento via celulares

Esqueça a carteira, prepare o celular  
Sistema de pagamento via SMS e por meio de tecnologia de transmissão de dados de curta distância é regulamentado pelo governo. Operadoras lançam novidades e disputam clientes


Publicação: Jornal Estado de Minas 30/05/2013 Caderno Inform@tica Repórter: Shirley Pacelli

Santana Dardot, professor de mobile marketing, destaca as vantagens das transações pelo celular: conveniência, segurança e simplicidade (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Santana Dardot, professor de mobile marketing, destaca as vantagens das transações pelo celular: conveniência, segurança e simplicidade
 Um recorde de doações móveis. Foi como definiu a Mobile Giving Foundation, em 2010, à contribuição de cerca de US$ 10 milhões às vítimas do terremoto no Haiti por meio de mensagens de texto – cerca de 10 mil SMSs por segundo. Bastava digitar “Haiti” e enviar para o número que a doação seria cobrada na conta de telefone do usuário. O sistema simples e prático, similar àquele de contratação de pacotes de mensagens de horóscopo, notícias e dicas de emagrecimento no celular, é a plataforma utilizada também pelos novos serviços de transações oferecidas pelas operadoras de telefonia móvel no Brasil. No dia 20, o governo anunciou uma medida provisória para regulamentar os pagamentos feitos por meio do aparelho. A previsão é que essa modalidade de transação deva alcançar 50% dos brasileiros em dois anos. O objetivo é garantir a inclusão de mais de um terço da população (36% de acordo com a Confederação Nacional da Indústria) que não tem acesso aos bancos.

Segundo Santana Dardot (foto), de 37 anos, diretor de Proatividade da Tom+Sapien e professor de mobile marketing do Ibmec, a medida é extremamente positiva, pois permite e regulamenta o pagamento direto via mobile, o que vai gerar um crescimento da inclusão bancária e pode aumentar a concorrência no setor para clientes de necessidades mais básicas. Segundo ele, para a solução se popularizar no Brasil, é preciso que os principais bancos, as operadoras de cartão e companhias telefônicas adotem a novidade e garantam a interoperabilidade entre as soluções de pagamento. Além, é claro, da adoção pelo comércio e o usuário final. “Para o consumidor, há a vantagem de se carregar menos coisas no bolso, a conveniência, a segurança e a simplicidade. Para os bancos e empresas de telecom, surge a “bancarização” de um novo setor da economia e a possível futura simplificação de processos”, ressalta.

O QUE VEM POR AÍ
No Brasil, já existem transações baseadas em SMS, pagamento via internet nos dispositivos móveis e pagamentos a partir de cartão pré-pago ou créditos nos celulares. O que está por vir é a adoção da tecnologia near field communication (NFC), rede de transmissão de dados de curta distância. Já se fazem pagamentos via NFC em estágios iniciais. Atualmente, há testes da TIM, Itaú, Bradesco, Claro, Vivo, Mastercard e Visa (já existem cerca de 230 mil terminais da Cielo prontos para o NFC). O PagSeguro também lançou uma plataforma de pagamento via NFC para três modelos de aparelhos da Nokia. Durante o Mobile World Congress, em fevereiro, em Barcelona (Espanha), a Visa anunciou um sistema de pagamento por celular, utilizando NFC, que deve equipar a próxima geração de smartphones da Samsung. A Mastercard, por sua vez, apresentou sua carteira virtual, que permite armazenar detalhes dos cartões nos celulares.

Para Santana Dardot, alguns gigantes do setor ainda não apostam na tecnologia, como a Apple e a rede inglesa de varejo Tesco. E nos países onde já existe o pagamento via NFC, percebe-se uma certa relutância dos clientes em utilizar o recurso para pagamentos devido a hábitos arraigados. “O sistema requer que o cliente e o estabelecimento tenham aparelhos com a função, o que atualmente não se aplica a muitos modelos de celulares”, ressalva.

Corrida maluca por clientes  

Operadoras brasileiras lançam serviços de pagamento pelo celular, mas ainda há parcerias exclusivas com instituições financeiras, o que contraria exigências da medida provisória



  Imagine que você está agarrado no trânsito caótico da Avenida Cristiano Machado, em Belo Horizonte, e lembra que tem de pagar uma conta. Ou mesmo sua filha, que mora em outra cidade, precisa de uma grana para comprar um gás de última hora. Pois é, o sistema de pagamento por celular pode ajudar nessas situações. As companhias telefônicas brasileiras já estão atentas à Medida Provisória 615 e algumas, como a Oi, a Vivo e a Claro, já lançaram (ou vão lançar, em breve) seus m-payment.

A Tim começa nesta semana o piloto de pagamento de contas com celulares NFC em parceria com o Bradesco, a Motorola e a LG. As fabricantes cederam modelos de smartphones para um grupo testar a tecnologia em estabelecimentos do Rio de Janeiro e São Paulo. A expectativa da Tim é lançar comercialmente a solução no fim de 2013. Ela já adquiriu a plataforma TSM, que permite a instalação remota e segura de serviços NFC em dispositivos móveis.

Pioneira na área, a Oi lançou no dia 13 o Oi Carteira, cartão pré-pago que permite compras e transferência de dinheiro por meio do celular. A companhia colocou os pés no novo terreno ainda em 2007, quando lançou o Oi Paggo, cartão de crédito no celular. Pouco depois, em uma parceria com o Banco do Brasil (BB) e a Cielo, continuou na linha de promoção móvel. Com o Oi Carteira, a grande novidade é poder transferir dinheiro para outro usuário da plataforma. Os clientes também podem fazer compras em estabelecimentos credenciados, fazer recargas de créditos e transferência de dinheiro para outros usuários do serviço, além de saques em terminais do BB.

Noela Gigliotti, gerente de produtos de bancarização da Oi, acredita que o momento é oportuno para o lançamento do serviço. “As pessoas começam a entender o processo. É um círculo virtuoso. A regulamentação vai dar mais segurança”, ressalta. Gigliotti conta que o sistema foi projetado pensando no público-alvo – pessoas de comunidades rurais, com baixo nível de instrução. As informações são bem didáticas. “Sabemos, por pesquisas, que o brasileiro está acostumado a usar o celular e especialmente o SMS. Por mensagem, ele receberá avisos perguntando o que quer fazer, pedido de senha e confirmação”, explica.

A gerente conta que a empresa já faz testes com a tecnologia NFC, mas ainda é algo para o longo prazo. Ela acredita que a tecnologia demore a emplacar. “A penetração de aparelhos com NFC não é alta e não há banco emitindo novos cartões adaptados. Os celulares são caros e poucos. É preciso ainda fazer a mudança do chip”, ressalva.

SIMPLES E PRÁTICO Já a Vivo lançou dia 14 o Zuum, projeto da Mobile Financial Service (MFS), formado pela Telefonica International e pela MasterCard. A novidade é uma conta-corrente pré-paga do celular, direcionada a pessoas que não têm conta em bancos. A aplicação será oferecida na capital mineira e em cinco cidades de São Paulo (Osasco, Sorocaba, Mogi das Cruzes, Jundiaí e Guarulhos). “O único objeto que o brasileiro não esquece é o celular. É muito cômodo fazer transações bancárias pelo aparelho. A partir de setembro, o usuário já vai poder pagar água e luz pelo celular”, conta Marcos Etchegoyen, diretor-presidente da MFS.

Com o Zuum, o usuário vai acessar a conta diretamente do celular. A adesão ao sistema é gratuita e feita no aparelho. Pelo telefone, podem ser feitas transferências de dinheiro, recargas de crédito da operadora Vivo para o próprio celular ou de terceiros, consultas de saldo e, em breve, pagamento de contas. A empresa não tem nenhum projeto com NFC. “É preciso não agregar nenhum custo para o público foco, que tem celulares básicos e os chamados smartphones light”, conta.

Etchegoyen explica que não se trata de um sistema de crédito. O usuário só gasta o que tem. Segundo ele, há, claro, as taxas pelas transações efetuadas, mas tudo é revertido em bônus de crédito para falar ao celular. O envio de dinheiro sai por R$ 0,99, o pagamento de uma conta é R$ 2,90 e o saque, o mais caro, R$ 6,90. “Em BH, teremos a alternativa de fazer saque em alguns varejistas e vamos conseguir reduzir esse custo”, argumenta.

Ele explica que o grande desafio no momento é criar uma massa crítica de clientes e que ela própria vai criar a necessidade da interoperabilidade do m-payment. “No início, o SMS só era trocado por celulares das mesmas operadoras. Os clientes passaram a questionar isso e o mercado abriu, gerando um boom de mensagens”, exemplifica. Outro desafio, segundo ele, é educar o consumidor e mostrar que o produto é simples e seguro. Depois, garantir uma rede de depósito.

A Claro disponibiliza aos seus clientes o Bradesco Celular via SMS, que permite consultar saldo, últimos lançamentos da conta-corrente e efetuar recargas pelo celular. Além disso, a operadora tem parceria com o banco para o desenvolvimento de um cartão pré-pago vinculado a uma linha de celular, assim como também já estão em fase de testes os pagamentos via NFC. As iniciativas estarão disponíveis aos clientes até o terceiro trimestre de 2013.


VANTAGENS DO MOBILE PAYMENT
» Mensagens não ficam armazenadas no celular
» É preciso senha para cada ação
» Sistema informa custo antes de efetuar transação
» Evita fraldes bancárias que atingem o mercado e-commerce (cópia do número dos cartões)
» Menores taxas se comparadas às dos bancos
» Grande penetração em diferentes regiões do Brasil

NFC entra em cena

Luiz Filipe Menezes Vieira esclarece que para utilizar a tecnologia bastam dois dispositivos com a etiqueta NFC (Jair Amaral/EM/D.A Press)
Luiz Filipe Menezes Vieira esclarece que para utilizar a tecnologia bastam dois dispositivos com a etiqueta NFC
 Diante do estímulo ao m-payment, uma tecnologia virou o centro das atenções: o Near Field Communication (NFC), algo como Comunicação de Campo Próximo, que nasceu do Radio-Frequency IDentification (RFID). Segundo Victor Nassar, 25 anos, design doutorando com pesquisa em NFC, a tecnologia foi desenvolvido pela Sony e Philips em 2002, mas só ganhou impulso em 2004, quando caiu nas graças de empresas como Samsung, Visa, Microsoft e Nokia. O sistema, segundo ele, é simples: com a aproximação de dois aparelhos, é possível trocar informações de maneira segura.

Nassar explica que há dois modos de funcionamento: o passivo (um dispositivo emite o sinal e outro apenas recebe a informação, como no caso de um smartphone que lê os dados de uma etiqueta com NFC) e o ativo (os dois podem emitir e receber dados). Segundo ele, embora pareça limitação, a curta distância na verdade é o grande diferencial, pois permite uma transmissão segura e estável, evitando, por exemplo, que aconteça o acesso a dados de desconhecidos, como pode ocorrer em redes Wi-fi ou Bluetooth. “O irônico é que muitas pessoas já utilizam o NFC e não sabem: quando aproximam o cartão de ônibus nos terminais ou em hotéis, quando abrem as portas eletrônicas dos quartos com a chave cartão”, diz.

Há várias aplicações para a tecnologia. Além do setor de pagamentos móveis, Nassar lembra que a Nintendo lançou um game do Pokémon para o Wii U, em que um personagem pode ser incorporado ao jogo aproximando-o do console. Há ainda os chamados smart posters, cartazes que têm adesivo com NFC e são lidos por smartphones. “Foi feita até uma biblioteca pública virtual na Áustria dessa maneira. Nos smart posters espalhados pelo local, a pessoa tinha acesso ao acervo de livros, podendo baixá-los na hora”, lembra.

Luiz Filipe Menezes Vieira, professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais, esclarece que, para  utilizar a tecnologia, não é preciso ter um celular, basta ter dois dispositivos com etiquetas NFC. Ele acredita que a tecnologia deve se popularizar no Brasil porque dá flexibilidade ao usuário. “Futuramente, as pessoas poderão comprar bilhetes de ônibus e metrô por meio do NFC. Há inúmeras possibilidades”, opina. Para isso, ele acredita que é preciso antes habituar a população à novidade, o que deve acontecer à medida que perceber sa praticidade e os preços dos equipamentos com o recurso se reduzirem. Atualmente, os aparelhos custam, em média, R$ 2 mil . Ele lembra que, quando o Bluetooth surgiu, muita gente ficou desconfiada, mas que o uso comercial popularizou a tecnologia.


LIGA DO NFC
Já existem vários produtos no mercado que utilizam a tecnologia:

Samsung Galaxy S3
Câmera de 8 MP e tela Super AMOLED de 4,8 polegadas, roda Android.
Preço médio: R$ 1,8 mil
galaxys3brasil.com.br

Sony Xperia Z
Tela Full HD de 5”, tem duas câmeras (13MP e 2MP), roda sistema Android 4.1.
Preço médio: R$ 1,8 mil
sonymobile.com

Nokia Lumia 920
Smartphone Windows Phone, display de 4.5”, câmera de 8,7MP, grava vídeo em HD.
Preço médio: R$ 1,8 mil
nokia.com

LG Optimus 4x HD
Tela de 4.7”, câmera de 8MP, memória interna de 16GB, roda Android.
Preço médio: R$ 1,5 mil
lge.com

 Inclusão bancária 
 Ainda com desconfianças relativas à segurança, pagamentos via dispositivos móveis ganham regulamentação no Brasil. Num breve futuro, dinheiro poderá ser enviado até por e-mails



 
Professor Lúcio Marcos do Bom Conselho afirma que a medida regula um mercado que já existe há dois anos (Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)
Professor Lúcio Marcos do Bom Conselho afirma que a medida regula um mercado que já existe há dois anos
Ali, encostado na lendária gameleira, o vaqueiro Aécio Alves de Souza anda de um lado para outro até conseguir o sinal da operadora e, enfim, ligar para os familiares que já abandonaram o pequeno município de São Sebastião do Rio Preto faz tempo. Aécio mora no Trigo, na zona rural da cidade, com cerca de 1,7 mil habitantes, a 167 quilômetros de Belo Horizonte. Para fazer qualquer transação bancária, ele precisa percorrer seis quilômetros de estrada de terra até o Centro de São Sebastião, onde existe uma única agência. A Medida Provisória 615, publicada pelo governo federal no dia 20, no Diário Oficial da União, pode favorecer pessoas como ele. Ela regulamenta o pagamento feito por dispositivos móveis, o mobile payment (m-payment).

De acordo com o texto, o Banco Central (BC), o Conselho Monetário Nacional, o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverão estimular a oferta desse tipo de serviço. O BC deverá regular e supervisionar as operadoras de telefonia. O Congresso tem 180 dias para avaliar e aprovar a medida, para que ela passe a valer. Em abril, o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Luiz Mendes, disse que a medida é importante não apenas para reduzir os custos das transações financeiras, mas também para aumentar a inclusão bancária no país.

Segundo Lúcio Marcos do Bom Conselho, professor de direito digital da Faculdade Cotemig, a medida vem para regular um mercado que já existe há, pelo menos, dois anos e que não haverá dificuldades para ser validada pelo Congresso. Ele ressalta que, de acordo com o artigo 7º, as instituições deverão garantir a interoperabilidade – capacidade de um sistema interagir com outro – aos clientes. “A Cielo, por exemplo, já tem sistema de pagamento via SMS e aplicativo próprio, mas em parceria só com a Oi”, lembra. A norma, segundo ele, é para evitar que uma grande corporação tome conta de todo o mercado.

COMPRA DE CRÉDITO As companhias devem oferecer serviços de pagamento e troca de valores nos sistemas de contas virtuais pré-pagos ou pós-pagos. Um cliente que tenha R$ 500 em moedas eletrônicas poderá transferir esse valor para outra pessoa como forma de pagamento. “É como o Skype, no qual você compra crédito para ligações. Nesse caso, o usuário adquire crédito eletrônico para usar serviços diversos, como comprar em um supermercado ou pagar a conta de luz”, explica o professor. Ele lembra que no continente africano o pagamento mobile já é uma realidade. Uganda, por exemplo, movimentou US$ 2,7 bilhões em m-payment em 2011.

Para Lúcio Bom Conselho, a novidade baixa os custos para o consumidor, porque os sistemas não estarão vinculados aos bancos e às suas altas taxas. Além disso, m-payment dispensa infraestrutura de sedes e agências, barateando custos. Mas será que o público vai poder confiar nas companhias telefônicas para fazer suas transações monetárias? Para garantir segurança ao cliente, as empresas estarão sujeitas às mesmas penalidades das instituições financeiras. Advertência, suspensão da atividade e cassação da licença para oferecer o serviço são algumas das punições possíveis, caso a companhia descumpra os contratos estabelecidos.


REGULAMENTAÇÃO DE PAGAMENTOS
Segundo o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Luiz Mendes, entre os objetivos da Medida Provisória 615 cinco se destacam como as mais importantes:
1) Regulamentar as operações, mesmo quando o serviço não é feito por instituições financeiras
2) Impedir a lavagem de dinheiro e a transferência de recursos para fins terroristas
3) Estimular o compartilhamento de infraestrutura entre bancos e operadoras de telefonia
4) Aumentar a competição
5) Proteger o consumidor, garantindo a ele liberdade de escolha, segurança e privacidade


O QUE DIZ A MEDIDA PROVISÓRIA
Os dois principais pontos da Medida Provisória 615:
1) Define o que é arranjo de pagamento: um conjunto de regras e procedimentos que disciplina a prestação de determinado serviço de pagamento ao público aceito por mais de um recebedor mediante acesso direto pelos usuários, pagadores e recebedores.
2) A instituição pode disponibilizar serviço de aporte ou saque de recursos mantidos em conta de pagamento e executar ou facilitar a instrução de pagamento relacionada a determinado serviço de pagamento, inclusive transferência originada de ou destinada a conta de pagamento, além de outras atividades relacionadas à prestação de serviço de pagamento designadas pelo BC.
 
Dinheiro via anexo
Shirley Pacelli
Publicação: 30/05/2013 04:00
Entre outras novidades, gigante das buscas anunciou na conferência Google I/O que vai permitir envio de dinheiro pelo serviço Gmail  (JUSTIN SULLIVAN/Google )
Entre outras novidades, gigante das buscas anunciou na conferência Google I/O que vai permitir envio de dinheiro pelo serviço Gmail
 Não se assuste se daqui a algum tempo aparecer a seguinte mensagem no seu Gmail: “Você escreveu dinheiro, mas não há nenhum dinheiro em anexo”. No dia 15, durante sua conferência Google I/O, a gigante das buscas anunciou que vai permitir o envio de dinheiro pelo seu serviço de e-mail. Com apenas um clique, os usuários do Google Wallet (serviço lançado em 2011, que permite usar o celular como uma carteira virtual) poderão completar a transação. Para enviar o montante, bastará clicar no símbolo $ ao lado do botão anexar arquivos.

A pessoa define a quantia e seleciona sua origem. O Google fica com uma taxa de 2,9% (valor mínimo de US$ 0,30) da transação, caso seja feita por cartão de crédito ou débito. Se a instituição financeira for parceira do Wallet, o internauta fica isento das taxas. Qualquer usuário de uma conta de e-mail (mesmo que não seja o Gmail) pode ser destinatário, mas será preciso criar uma conta no Wallet. Ao receber, a pessoa escolhe se quer fazer um depósito em conta ou usar a quantia onde a carteira virtual é aceita. Para variar, o novo recurso será lançado só nos Estados Unidos.

A possibilidade de fazer transferências por e-mail é bastante tentadora, mas a segurança da ação é um caso a pensar. Com o Google +, a empresa usa apenas uma senha para todos os seus serviços. Caso um dos seus perfis seja invadido, os cibercriminosos podem fazer a festa com seu dinheiro virtual. Para evitar isso, além dos cuidados básicos e o uso de antivírus, o usuário pode pedir uma dupla autenticação ao serviço, que envia um código por SMS ao celular cadastrado na conta.

NFC O Wallet permite fazer pagamento por meio do celular – basta aproximá-lo de máquinas que identificam o sinal. Para isso, é utilizada a tecnologia Near Field Communication, o NFC. Confira mais informações sobre o novo recurso de anexar dinheiro no Gmail no vídeo produzido pela empresa em http://bit.ly/10zIlMl.
 
 
 
Modernos, mas limitados  
Com menos funções, os feature phones são as vedetes nos países emergentes. De olho no mercado, a Nokia apresentou o Asha 501, que nem 3G oferece

Novo modelo  tem design simples e funções básicas (Nokia/Divulgação )
Novo modelo tem design simples e funções básicas
 
Um dos trabalhos mais recentes do instituto de pesquisas Nielsen mostra quais são os hábitos de consumo dos telefones móveis no mundo. O estudo foi realizado com usuários de 10 países, incluindo o Brasil, e mostra que o celular ainda é uma novidade por aqui. Apesar de os smartphones ficarem com 36% desse mercado, os feature phones lideram com 44% do segmento. Esse comportamento já dá sinais de que o segtor passa por uma transição. Segundo o IDC, o primeiro semestre fechou com 216 milhões de smartphones vendidos no planeta, o que representa 51,6% do total de celulares do período. Pela primeira vez, a categoria superou os feature phones. Para os analistas, uma das principais razões é a aposta de muitas companhias em smartphones de baixo custo, a exemplo do Motorola Me, do Samsung Galaxy Y e do Sony Xperia E.

Na semana passada, foi a vez de a Nokia fazer mais um lançamento que acompanha essa tendência. Desde outubro de 2011, a empresa vem apostando na linha Asha, com uma série de 15 aparelhos que fazem contrapeso aos poderosos Lumia, topo de linha da marca. A novidade, apresentada no Taj Palace Hotel, em Nova Délhi, na Índia, foi o Asha 501, que deve chegar às prateleiras em junho por cerca de R$ 200. No Brasil, a previsão é que o gadget estará à venda a partir do terceiro trimestre.

O executivo da Nokia Stephen Elop disse na apresentação que as expectativas da companhia são grandes. “Não estamos lançando apenas um Asha, e sim uma nova geração, com design elegante inspirado nos smartphones topo de linha. Ele vai surpreender e promover a inclusão digital”, afirma. O presidente da Nokia Brasil, Almir Narcizo, observou que a receptividade ao aparelho foi boa. “Estamos felizes com a repercussão do público brasileiro, que vai receber a versão Dual SIM”, disse.

ACESSÍVEL À primeira vista, o aparelho é bonitinho, com um design simples e que lembra a família Lumia. Pequeno e leve, mede 99,2mm x 58mm x 12,1mm e pesa 98 gramas. Quase uma caixinha de sabonete, só que mais interessante, pois tem Wi-fi e 2G. Isso mesmo. O gadget não oferece 3G. Stephen Elop garante que novas versões com suporte a esse tipo de conexão estão a caminho e que o 2G corresponde a 80% do mercado. Segundo Almir Narcizo, a Nokia está começando com um modelo muito acessível para atingir o maior número de pessoas.

A tela QVGA, de três polegadas com resolução de 320 x 240 pixels, ocupa quase toda a parte frontal, deixando um espaço para um único botão. Uma nova plataforma Asha foi desenvolvida para o 501 e deve embarcar nos futuros modelos dessa linha. Como a navegação do sistema é baseada no movimento de arrastar a tela, a qualidade do touchscreen faz diferença. De fato, não é como um iPad. Às vezes, ele não sente bem o toque, mas não travou durante o teste.

O navegador do Asha 501 é outro ponto interessante. Ele consegue compactar os dados dos sites em até 90%. Assim, páginas de grandes portais abriram rápido. A câmera tira fotos com 3.2MP e grava vídeos nos formato MP4, ASF, AVI e 3GP. Não tem flash. De modo geral, o aparelho é bastante humilde e pelo preço sugerido (US$ 99) sai muito em conta para o público a que visa.


O BÁSICO
Os feature phones são aparelhos intermediários, que muitas vezes têm tela sensível ao toque e acessam redes sociais (geralmente com aplicativos criados em Java), mas com sistemas fechados e limitados. Normalmente, são ofertados como modelos de entrada e fazem sucesso nos países emergentes, onde a economia favorece um momento de ascensão social e melhor poder aquisitivo.

 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Passatempo no Google - Jogo on line Grátis! :-)

Jogo on line Grátis! :-)

1 - Entre no Google;
2 - Clique na aba "Imagens";
3 - Digite "Atari Breakout";
4 - Divirta-se...




Atari Breakout faz 37 anos e vira jogo escondido no Google Imagens

Jogo em que bola deve destruir bloco de tijolos foi lançado em 1986 e ganhou uma série de versões Foto: Reprodução
Jogo em que bola deve destruir bloco de tijolos foi lançado em 1986 e ganhou uma série de versões
O Google recriou o jogo Breakout, lançado pela Atari em 1976, usando a sua busca de imagens. Basta digitar "Atari Breakout" na caixa de pesquisa e os resultados serão coloridos e organizados de modo a compor o jogo.

Game do Google Images que imita Atari Breakout permite compartilhar pontuação com os amigos Foto: Reprodução
Game do Google Images que imita Atari Breakout permite compartilhar pontuação com os amigos
Foto: Reprodução
O Breakout do Google, que comemora o aniversário de 37 do jogo criado por Nolan Bushnell e Steve Bristow, oferece quatro bolas ao usuário, e há possibilidade de ganhar mais uma. Há diferentes fases e a pontuação pode ser compartilhada nas redes sociais.

Inspirado no game Pong, o Breakout de 1976 teve uma série de outras versões na sequência, como o Super Breakout, e inspirou outros jogos com a mesma lógica. No game, o usuário controla uma barra, usada para guiar a bola na destruição de uma parede de tijolos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Comunidades no Google+! Ja criei duas.


 

Google+: Comunidades e fotos
Durante as festas de fim de ano, revemos as pessoas que amamos e redescobrimos o que nos dá força. São momentos assim que me fazem lembrar do motivo pelo qual criamos o Google+: para tornar o compartilhamento on-line algo tão significativo quanto na vida real. Muitas vezes, nossas ferramentas on-line não captam a sutileza e a essência das interações reais, e o Google+ deseja mudar isso. Felizmente, contamos com uma animada comunidade para nos orientar.
O Google+ é, atualmente, a rede social com o crescimento mais rápido da história. Mais de 500 milhões de pessoas fizeram upgrade, 235 milhões estão ativas no Google (marcando aplicativos do Google Play com +1, participando de hangouts no Gmail, escrevendo comentários nos Mapas...), sendo que 135 milhões apresentam atividade no stream.
Acreditamos que esse entusiasmo provém do fato de que as ferramentas que desenvolvemos constroem relacionamentos reais, seja em um hangout ao vivo, em torno de uma foto de tirar o fôlego ou dentro de um círculo particular de amigos. Portanto, estamos lançando hoje duas novas melhorias que nos ajudarão a trazer para o software as sutilezas e a riqueza do compartilhamento na vida real.
Comunidades do Google+: para todas as pessoas que você deve conhecer
Desde fotografia até astronomia (e tudo que existir entre essas duas categorias), o Google+ sempre foi um lugar para conhecer pessoas novas e reuni-las em torno de interesses em comum. No entanto, faltavam locais permanentes para você encontrar tudo que ama: o maravilhoso, o maluco e, sim, até as coisas mais incomuns. Com as Comunidades do Google+, agora há um lugar para reunir as pessoas em torno de suas paixões, incluindo:

  • Comunidades públicas ou particulares para atender a todos os tipos de grupos. Elas podem ser sobre tópicos e interesses, sobre o bairro local ou quem sabe sobre noites de pôquer periódicas
  • Categorias de discussão para você encontrar as conversas pelas quais mais tem interesse
  • A opção de iniciar hangouts e planejar eventos com os membros da comunidade
  • A capacidade de compartilhar com sua comunidade a partir de qualquer botão "+1" na Web
Para começar, basta criar ou participar de uma comunidade assim que o link "Comunidades" aparecer em seu stream ainda hoje. Será apenas uma prévia; portanto, adoraríamos ouvir sua opinião.
Snapseed: belas fotos com seu dispositivo móvel
Excelentes fotos não são tiradas, são criadas. E a Nik Software vem ajudando as pessoas a criar fotos incríveis há anos. Após dar as boas-vindas à Nik como parte da família Google, estamos animados por trazer seu aplicativo Snapseed, eleito o melhor aplicativo para iPad do ano passado, para o Android. Seus recursos incluem:

  • Ajustes básicos, como sintonizar, endireitar e cortar
  • Filtros criativos, como drama, preto e branco e vintage, que podem ser aplicados individualmente ou combinados
  • Tecnologia de Pontos de Controle para aprimorar seletivamente sua foto. Você pode, por exemplo, iluminar só o rosto ou aprofundar apenas o céu
Agora o Snapseed está disponível no Google Play e na Apple Store. Além disso, a partir de hoje, ambas as versões são gratuitas.

Imagem de exemplo criada com o Snapseed
Nesta época do ano, celebramos o passado e sonhamos com o futuro. Por esse motivo, queremos agradecê-los por receberem nosso pequeno projeto em seus enormes corações. E convidamos vocês para um futuro no qual todos serão amados e seguros de si, na vida real e on-line. Vamos continuar construindo o Google+ juntos. E que sejamos todos gentis com o próximo neste fim de ano.
Postado por Vic Gundotra, Vice-Presidente Sênior no Blog do Google.

Depois desse post no Blog do Google e da ferramente sendo lançada ontem, criei hoje duas comunidades:
E outra para minha banda favorita: Engenheiros do Hawaii e a Família EngHaw: http://migre.me/cgh9g
http://plus.google.com/u/0/communities/109394239193884603422 

Faça parte das comunbidades!!

 

Google+ revive Orkut e terá recurso de 'Comunidades'

Apesar do nome, serviço se assemelha mais aos grupos do Facebook
06 de Dezembro de 2012 | 12:40h - Site Olhar Digital







Google+
O Google decidiu reviver uma das funções de maior sucesso no Orkut em sua principal rede social, o Google+. A empresa anunciou nesta quinta-feira, 6, que irá implantar o recurso de 'Comunidades' no serviço para reunir pessoas que tenham interesses semelhantes em um mesmo espaço.

Apesar de o nome remeter diretamente ao Orkut, o recurso tem mais a cara dos grupos do Facebook. Em vez de um fórum comum, trata-se de uma página específica para discussão, aberta a todos os usuários fazerem postagens.

"Com as Comunidades do Google+, agora há um lugar para reunir as pessoas em torno de suas paixões", afirma Vic Gundotra, vice-presidente do Google.

Em post no blog da empresa, o Google cita alguns dos recursos que deverão ser implantados com a nova ferramenta. Confira a lista:

  • Comunidades públicas ou particulares para atender a todos os tipos de grupos. Elas podem ser sobre tópicos e interesses, sobre o bairro local ou quem sabe sobre noites de pôquer periódicas
  • Categorias de discussão para você encontrar as conversas pelas quais mais tem interesse
  • A opção de iniciar hangouts e planejar eventos com os membros da comunidade
  • A capacidade de compartilhar com sua comunidade a partir de qualquer botão "+1" na Web
O texto diz que o recurso deve aparecer na interface dos usuários ainda nesta quinta-feira.
Além das Comunidades, o Google+ também anunciou a integração com o Snapseed, um aplicativo para Android e iOS que se assemelha bastante ao Instagram. Ele conta com recursos de efeitos em fotografia de forma parecida com o aplicativo do Facebook.

Gundotra também lista os recursos disponíveis no Snapseed, que, diz ter sido o melhor aplicativo para iPad de 2012:
  • Ajustes básicos, como sintonizar, endireitar e cortar
  • Filtros criativos, como drama, preto e branco e vintage, que podem ser aplicados individualmente ou combinados
  • Tecnologia de Pontos de Controle para aprimorar seletivamente sua foto. Você pode, por exemplo, iluminar só o rosto ou aprofundar apenas o céu

Google Plus ganha comunidades semelhantes às do Orkut

06 de dezembro de 2012 16h12 atualizado às 16h20

Comunidades do Google+ querem reunir usuários em torno dos seus interesses. Foto: Divulgação Comunidades do Google+ querem reunir usuários em torno dos seus interesses
Foto: Divulgação

Ismael Cardoso
O Google anunciou nesta quinta-feira a chegada da uma ferramenta de comunidades ao Google+ semelhante às do Orkut, primeira investida da gigante da internet em rede sociais e por muitos anos a queridinha dos brasileiros. Segundo o gerente de Marketing do Google+ no Brasil, Valdir Leme, a nova função do da rede não traz nenhum risco à existência do Orkut. "As comunidades são um processo natural da evolução do produto. O Orkut é um produto consolidado e vai continuar por lá", disse ao Terra.
Assim como no Orkut, ó usuário é responsável pela criação e administração das comunidades, que podem ser públicas ou privadas e permitem abrir tópicos de discussão. No Google+, porém, as comunidades ganharam novas funcionalidades, como a possibilidade de iniciar hangouts e realizar bate-papos em vídeo com membros do grupo e a capacidade de compartilhar a comunidade pelo botão "+1".
A função não irá, pelo menos por enquanto, ser integrada à busca do Google. "O Google+ é a espinha dorsal do google, estamos integrando todos os produtos nele, como já temos hangout no Gmail. Com o passar do tempo, pode mostrar (nos resultados de busca), mas claro que se a comunidade for pública", afirmou o gerente. Segundo ele, a funcionalidade já começou a aparecer para os primeiros usuários, e deve estar disponível para todos no Brasil em no máximo 48 horas.
Com o anúncio das comunidades, o Google divulgou também números globais da rede social. Segundo Vic Gundotra, vice-presidente sênior da companhia, o Google+ é a rede social com o crescimento mais rápido da história. "Mais de 500 milhões de pessoas fizeram upgrade, 235 milhões estão ativas no Google (marcando aplicativos do Google Play com +1, participando de hangouts no Gmail, escrevendo comentários nos Mapas...), sendo que 135 milhões apresentam atividade no stream", afirmou em comunicado.
Concorrência com Instagram
Além das comunidades, o Google anunciou hoje a chegada do aplicativo de edição de imagens Snapseed ao Google Play. O Google comprou o Snapseed em setembro. Considerado o melhor aplicativo para iPad no passado, o aplicativo estava disponível somente na App Store.
Com a chegada ao Google Play, as versões para Android, iPhone e iPad se tornam gratuitas. O aplicativo permite ajustes básicos nas imagens, além da adição de filtros e a aplicação de outros efeitos em pontos específicos da foto. "Você pode, por exemplo, iluminar só o rosto ou aprofundar apenas o céu", diz o Google em comunicado.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O lado B do Google - Entrevista /Scott Cleland (O inimigo Nº1 da Google)

ENTREVISTA/SCOTT CLELAND »  
O lado B do Google  
Pesquisador lança no Brasil livro que põe o dedo nas ameaças da gigante de buscas


Publicação: Jornal Estado de Minas Caderno Inform@tica - 26/07/2012 - Repórter Bruno Silva


 

Poucas empresas no setor de tecnologia são tão benquistas quanto o Google, tanto por seus serviços –, buscas, navegadores, sistemas para celular, entre outros – quanto pela posição da empresa, conhecida por seu slogan: “não seja mau”. Entretanto, a gigante tem seus críticos, e poucos são tão contundentes quanto o norte-americano Scott Cleland, especialista antitruste que já testemunhou três vezes no Congresso norte-americano sobre privacidade e práticas anticoncorrenciais na internet. Nascido em Michigan e defensor de direitos de privacidade e propriedade, Cleland visitou o Brasil – e Brasília – pela primeira vez, no início do mês, como parte do lançamento de seu livro Busque e destrua – por que você não pode confiar no Google Inc. (Matrix Editora, 348 páginas), em que ele destaca práticas da gigante de buscas que afetam a privacidade de usuários, desrespeitam leis e governos – e como eles conseguem esconder isso do público.

Existem várias empresas envolvidas em questões antiéticas no setor de tecnologia. Por que o senhor prioriza o Google?
Há algumas razões. A primeira: o Google é único. Não há outra empresa com a missão de organizar toda a informação do mundo e torná-la acessível e útil. Não dá para ser mais ambicioso do que isso. Essa missão os coloca em tudo: o monopólio da Microsoft, por exemplo, foi apenas em softwares para PC. Isso não afetou a Apple ou a Oracle. O Google permite que eles estejam em qualquer mercado que seja on-line – e eles estão. A outra razão é: me pediram para testemunhar no Senado norte-americano, na época em que o Google queria comprar a DoubleClick (a transação foi concluída em 2007, por US$ 3 bilhões). Essa era a única empresa no mundo que tinha o mesmo alcance em publicidade on-line que o Google. Quando me opus à aquisição, eu era o único analista que via um problema nisso. Eu os avisei: se a compra fosse concluída, o governo daria a eles um monopólio. Juntas, as duas teriam uma fatia de mercado maior que a de todos os concorrentes. No mundo dos negócios, o mais difícil é conseguir clientes. Você não sabe como é difícil: é preciso cortejá-los, negociar. O Google simplesmente os comprou.

Qual a diferença entre o Google e as outras empresas?
Quando testemunhei, eles me perguntaram sobre outras empresas, como Microsoft, Yahoo! e Facebook. O Bing, serviço de buscas da MS, é só parte do negócio deles. A pesquisa também nunca foi o principal negócio do Yahoo! – eles saíram, voltaram e se tornaram uma empresa de mídia. Naquela época, o Facebook nem era tão conhecido. O Google prevaleceu sobre todos os concorrentes quando descobriu que a publicidade em buscas e em anúncios era o mesmo negócio. São os mesmos usuários, os mesmos clientes e o mesmo conteúdo. Quando aprovaram a compra, sabia que o Google seria um grande problema. Nunca tivemos um monopólio que fosse global e em todos os mercados. Eu sabia das ambições deles, e sabia que eles eram antiéticos. Conhecia o modo como eles se comportavam havia cinco, seis anos e que eles continuariam assim.

A atitude da empresa motivou o senhor a escrever o livro?
Sim. O livro é parte de quatro anos de pesquisa. Eu era uma das poucas pessoas que sabiam que isso era um problema e estava vendo-o se desenvolver. Eu sabia que ninguém escreveria esse livro e assim descobri que tinha algo único a oferecer. Claro, já havia lido todos os livros escritos sobre o Google, e eles são excelentes, mas em todos os autores cooperaram com a empresa e contaram a história deles. Não estou tentando diminuir o que o Google conseguiu, mas sim colocar isso em perspectiva com todo o contexto. Um bom exemplo é o caso do Google Livros. Quando foram acusados de roubar vários livros, eles alegaram que estavam criando uma biblioteca global. É assim que o Google pensa: eles acham que suas boas ações são uma licença para fazer o que querem.

Qual a visão pessoal do senhor em relação ao Google?
Acredito em privacidade e em direitos de propriedade. O Google não. Meu ponto de vista é: se você não tiver segurança e privacidade on-line, alguém pode ser seu dono. Eu discordo do Google. Acho que o que eles fazem é errado.

Por que o senhor acha que o Google tenta esconder tanto esse outro lado da empresa?
Eles sabem que a maioria das pessoas acha que a privacidade é importante, propriedade é importante, mas também não há ninguém melhor do que eles em relações públicas. Quem acompanha o setor de tecnologia sabe que o Google anuncia seus produtos muito antes de eles chegarem ao mercado, com grande alarde, e todo mundo cobre, porque é uma empresa legal e inovadora. Eles vieram do nada para se tornar a marca número um do mundo em 11 anos sem gastar um centavo em publicidade, e isso é incrível. E eles sabiam o que estavam fazendo. Eles queriam que todos confiassem neles. Tudo que peço a eles é que sejam honestos e tão éticos quanto dizem para o mundo.

Como as práticas do Google são vistas pela Justiça norte-americana?
Eles estão começando a ter uma visão clara sobre isso. No último ano e meio, muitas coisas aconteceram, principalmente em 2011, quando houve um acordo judicial em que o Google foi obrigado a pagar US$ 500 milhões, porque eles estavam promovendo propaganda de drogas ilegais nos Estados Unidos, como esteroides e analgésicos proibidos. O governo norte-americano armou um esquema em que uma pessoa fez um site que vendia esses produtos e o Google os ajudou com informações sobre como burlar as regras. Esse vendedor tinha uma escuta, e os agentes ouviram tudo. Além disso, eles descobriram que Larry Page sabia disso.

Como o Google trata seus usuários?
O Google diz que somos consumidores, mas a verdade é que os usuários são o produto que eles vendem como propaganda. Isso não é um problema, se o Google disser que esse é o negócio deles. Por que me preocupo tanto com a mentira e a enganação? Se o usuário acha que pode confiar na empresa, ele baixa a guarda. A primeira linha de defesa, para nos proteger do perigo, é ter um ceticismo saudável. O Google diz para não nos preocuparmos, que eles não farão nada para nos causar mal – mas eles têm feito.

Qual a visão do senhor sobre o Facebook? A rede não tem feito o mesmo que o Google?
Sim e não. O Facebook tem grandes problemas de privacidade, mas sua missão é diferente. Eles querem conectar o mundo, serem sociais. Isso é apenas um pedaço da torta. O Google quer a torta inteira. Apesar de seus problemas com privacidade, o Facebook não rouba propriedade intelectual. Não os estou defendendo, mas acho que em cinco anos eles serão como o Yahoo! ou o MySpace. Não como o próximo Google. Quando observo os dois, vejo que o Google é um jato e o Facebook é um avião com hélice. Ele é bom, fará sucesso, mas não há comparação.

E o Google+? É uma ameaça ao Facebook?
Todo mundo diz que o Google+ é uma cidade fantasma, mas 250 milhões de pessoas o usam atualmente. O Facebook levou cinco anos para chegar a esse número, talvez mais. O Facebook não é uma ameaça ao Google, e sim o contrário. Eles não competem diretamente, mas o Google pegou seus cerca de 500 produtos e serviços e os integrou a um único perfil social. O efeito de rede (a tendência de um produto de alta tecnologia aumentar seu valor à medida que ele é mais utilizado) do Google é muito maior que o do Facebook.

Como o senhor vê o futuro se o Google continuar a não obedecer às leis?
É um futuro muito ruim. O que engenheiros fazem? Programar. Um programa é um plano. Quando você é engenheiro, sabe qual será o resultado dos algoritmos e das equações, com um propósito em mente. Há um plano, um objetivo. Ao escrever o capítulo do livro sobre recomendações e previsões, vi que o Google tem um plano e toda vez que eles fazem isso têm um propósito em mente. Além disso, ninguém nunca coletou toda a informação do mundo em um lugar só. A mensagem do livro é: nós conhecemos a natureza humana. Poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente – é uma frase famosa de (barão inglês) Lord Acton. Sabemos que a natureza humana não pode ser confiada se você tem poder demais. O Google monopolizou o mundo virtual e não tende a reconhecer fronteiras virtuais. Isso é um problema.

Isso se traduziria, por exemplo, na posição do Google em não bloquear sites e resultados de buscas a pedido do governo chinês?
Não vou defender a China, mas quando o Google se colocou contra o governo chinês, o que eles queriam é que todos olhassem para a empresa e vissem: “Nós estamos nos colocando contra a China, somos ótimos”. Mas a empresa não diz que foi hackeada fortemente pelos chineses. Eles se recusaram a bloquear as buscas, porque o governo chinês entrou no sistema deles e roubou todas as senhas. O Google disse a parte boa, mas não a parte ruim – que os hackers chineses entraram no Google.

O senhor usa algum produto do Google?
Eu uso Bing (ferramenta de buscas da Microsoft) na maior parte do tempo. Se não consigo achar, e não ligo para que o Google saiba, eu uso a busca do Google. Sei que tipo de informação eu estou disposto a dar a eles. Mas acho que produtos como o Chrome são um erro. Tudo que passa por lá é “fotografado” pelo Google. Eles veem tudo. Tudo que você faz no Chrome é visto por eles. E, como é o mais rápido, é o mais usado. Além disso, o Google paga a Mozilla (dona do Firefox) cerca de US$ 900 milhões para que eles coloquem o Google como opção padrão de busca. Quando você junta os dois, você tem mais de 50% do mercado.

Como o Google é visto no Vale do Silício?
O Google é faminto por atenção. Eles são como a Paris Hilton do mundo da tecnologia. Eles também coletam inimigos. Steve Jobs era o mentor de Larry Page e Sergey Brin. Antes de o Google contratar Eric Schmidt como CEO, eles queriam Jobs. Ele recusou o convite, deu um tapinha nas costas de ambos e os colocou sob sua proteção. O Google mordeu a mão que os alimentou. 
 
 
 
Clique aqui para conferir o site do livro de Scott Cleland
 
 

Conheça Scott Cleland, o inimigo nº 1 do Google

O Google está em todo lugar e sabe o que você está fazendo agora. Conheça o homem que já escreveu um livro e depôs no Senado americano contra uma das empresas mais admiradas no mundo

por João Mello - Revista Galileu-  06/07/2012
Editora Globo
Depois não vai falar que o Scott não te avisou... //Crédito: Reprodução
 
Imagine a internet como um planeta. Imagine que esse planeta está sob domínio de um ditador malévolo, um facínora completamente louco por poder e onipresente. Medonho, não? E se esse tirano soubesse tudo – absolutamente tudo – sobre você? Não haveria escapatória. Esse cenário apocalíptico não é uma previsão aterradora do futuro, mas uma constatação empírica sobre o que estamos vivendo nesse exato segundo. Ao menos na visão de Scott Cleland.
O economista norte-americano dedica sua vida a mostrar que o Google não é a empresa boazinha que o senso comum costuma crer. Ele diz que nenhuma empresa em toda a História foi tão poderosa e ao mesmo tempo tão repleta de interesse de conflitos. Pra ficar com um exemplo: eles acham o que você procura, mas, sempre que possível, os primeiros resultados serão de produtos do próprio Google. E isso quase sempre é possível: “Eles já criaram, literalmente, 500 produtos em quase todas as áreas que você pode imaginar. E acham que ninguém pode fazer melhor que eles ”ele diz. A arrogância com que trata os concorrentes, a própria ausência de concorrentes – “95% dos brasileiros fazem buscas pelo Google!” – e a falta de transparência em relação ao que, afinal, eles vão fazer com informações pessoais de bilhões de pessoas, são os principais alvos de Scott.
Ele mesmo não consegue fugir da gigante da internet em seu dia a dia. “O Google é brilhante e muito inovador. Não digo para as pessoas não utilizarem. Só digo para não confiarem”, ele diz com bastante frequência. Agora em julho chegou ao Brasil o livro de Scott: “Busque e Destrua”. A obra é uma compilação, item por item, de notícias, estatísticas, processos jurídicos e curiosidades que mostram o lado escuro da empresa. Se a opinião de Scott às vezes resvala na típica paranóia ianque, é porque o tamanho do poder do Google dá margem pra isso. Muita margem.
Confira abaixo como foi nossa conversa com Scott:

Antes de começar a entrevista, você comentou que o Google acha que todos nós somos idiotas. Por que você diz isso?
Scott Cleland: O Google acredita que sabe tudo. Eles são brilhantes, muito inovadores, fazem coisas maravilhosas. O problema é que eles são muito arrogantes e acreditam que sabem o que é melhor para todo mundo. Você vê o Google criando produtos em quase todas as direções: eles acham que tudo que os outros já fizeram, eles podem fazer melhor. E, de fato, eles fizeram algumas inovações espetaculares...
Quais seriam essas coisas maravilhosas, que você admira o Google por ter feito?
Scott Cleland: Bem, eles já criaram, literalmente, 500 produtos em diversas áreas: e-mail, livros, vídeos, viagens. Agora, até um carro que se auto- dirige eles querem fazer! Sequenciamento de DNA, impressão digital, reconhecimento facial...quase tudo que você conseguir pensar, o Google estará trabalhando naquilo. E, normalmente, eles acham que ninguém faz essas coisas melhor que eles.
E isso não é verdade?
Scott Cleland: Não. Essa arrogância é que cria muitos problemas. Tem uma palavra em inglês, hubris (confiança excessiva), que eu chamo de goobris. Eles são a empresa mais ambiciosa e prepotente que nós já vimos.
Imagino que você ouça essa pergunta o tempo todo, mas eu não posso deixar passar a oportunidade. Quando você precisa procurar por algo na internet, a que site você recorre?
Scott Cleland: Normalmente eu uso Bing. Se mesmo assim eu não achar, posso dar um Google. Eu não digo que o Google é de todo o ruim, o ponto é que eles só contam o lado bom. E tem um lado ruim, tem muitas coisas erradas. E o meu livro é o primeiro a contar o outro lado da coisa. Não estou dizendo que as pessoas nunca devem usar o Google: elas não podem é confiar no Google.
E se você está na frente de um computador e bate aquela vontade de ver um vídeo, ouvir uma música. Como você foge do Youtube?
Scott Cleland: Se só está no Youtube e eu não me importo que o Google saiba, eu assisto lá mesmo. Acontece que as pessoas precisam saber que o Google grava tudo. A internet é uma imensa máquina de copiar e tudo que fazemos na internet o Google pode rastrear, de um jeito ou de outro. O problema é que eles foram os primeiros a perceber que a internet pode copiar tudo. E daí, a missão deles é organizar toda a informação do mundo. Isso inclui sua informação privada, sua propriedade privada. E eles não pedem sua permissão pra isso.
Você pode explicar qual o critério usado pelo Google para mostrar os resultados de busca?
Scott Cleland: Eles sabem o que você procurou antes, quais sites entrou, o que você leu, quais notícias você deu uma olhada. Eles sabem tudo sobre você: o que você quer, o que você pensa, o que você assiste, o que você quer fazer, aonde você quer ir. Eles sabem tudo isso, então os seus resultados não serão iguais aos meus. Isso pode ser bom, mas pode ser ruim. Há quem não ligue para a privacidade, mas os que se importam não têm a opção de tê-la. 
Editora Globo
Quando você cria uma conta no Gmail, em nenhum momento aparece um pedido de autorização para isso tudo?
Scott Cleland: Bem, originalmente, o Google tinha uma configuração de privacidade para cada produto seu. Em janeiro, eles unificaram tudo. A razão pela qual a União Europeia e alguns estados dos EUA estão reclamando é que não foi oferecida ao usuário a opção de recusar isso. Eles dizem “agora vou combinar todas as informações que tenho a seu respeito” e não te deixam dizer não. Eles deveriam deixar.
Se eu deletar minha conta no Gmail, aquela informação toda será, de fato, apagada?
Scott Cleland: Nós não sabemos. Quando Google coleta a informação do mundo todo, eles fazem três cópias. Então, não sabemos se eles apagam todos esses dados.
E como o Google usa minhas informações para lucrar?
Scott Cleland: Eles estão no ramo da propaganda. Eles gostam de dizer que trabalham para os usuários, mas usuários não pagam nada pra ele. Não há nada errado com o ramo da publicidade. Mas eles dizem “Nós somos éticos, somos confiáveis, nosso slogan é: Dont´Be Evil (Não seja mau)”. Porém, eles têm um histórico de fazer muitas, muitas coisas erradas. Eles dizem que não tem um conflito de interesses, mas nenhuma empresa, em toda a História, teve mais conflitos de interesse do que eles.
Então eles pegam o mercado de propagandas, juntam com todas as informações do mundo e criam um negócio novo?
Scott Cleland: Exato. E o problema é que eles são um monopólio global: 95% dos brasileiros fazem busca pelo Google. Ou seja: o mercado de buscas é totalmente controlado por eles. O Google está sendo investigado por autoridades antitruste nos EUA, Europa, Índia, Coreia do Sul, Argentina e também há algumas reclamações aqui no Brasil. Os produtos do Google são os primeiros a aparecer na lista de resultados. Por que isso é importante? Os dois primeiros resultados pegam 50% do mercado. O mundo inteiro fica com o resto. O povo brasileiro deve se perguntar: nós queremos que nossa cultura seja filtrada e organizada pelo Google?
Você consegue nos dar uma noção da quantidade de informação coletada pelo Google?
Scott Cleland: É difícil até de imaginar, mas deixe eu colocar dessa maneira: toda a informação que já foi criada no mundo, do início dos tempos até o ano 2000, tinha 5 petabytes de tamanho. O Google copia 5 PB de informação a cada dois dias. As pessoas não têm ideia de como essa informação é poderosa.
Qual o próximo grande passo do Google?
Scott Cleland: O próximo grande lance é bem perturbador: o nome é Google Now. Agora que eles têm informações de todo mundo, eles acham que pode ser útil dizer o que você deve fazer. Isso pode ser uma boa ideia para várias situações. Você está aqui e quer uma pizza: onde está a pizzaria mais próxima? Isso poderia ser algo simples e prestativo, mas eles também podem te dizer que emprego você deveria ter, o que você deveria fazer hoje. Isso pode ser muito perturbador quando eles sabem tudo sobre você. Eles podem sugerir :“Sabe, aquele amigo seu está logo ali do lado. Você não quer encontrá-lo?”. O CEO da Google disse que a política deles é chegar em cima da linha do perturbador e não ultrapassá-la. Bem, eles cruzam essa linha – e muito! E se eles resolverem decidir em quem você deveria votar? Ou como você deveria usar o dinheiro da sua aposentadoria? Eles podem dizer para você investir em uma empresa...que tal o Google?
O quão perturbador o Google Now pode ser?
Scott Cleland: Ninguém se dá conta de quanta informação eles têm. O que você faz, quais suas amizades, o que você assiste, o que você lê, onde você estava, para onde você pretende ir. É o tipo de informação que a União Soviética sonhava em ter: quais suas visões políticas, seus amigos. Eles têm mais informações sobre eleitores do que qualquer outro órgão. Se eles quiserem, eles podem vender essas informações e manipular uma eleição. Eles podem não fazer isso, mas têm o poder de fazer: e o poder é algo muito tentador de se usar quando você está sendo investigado pelas autoridades. Faz sentido, não faz?
 
 
 

"Existem dois grandes problemas com o Google: eles não respeitam a privacidade das pessoas e também não respeitam a propriedade privada. E se você não tem nenhuma destas coisas, você não tem liberdade ou segurança na internet. O Google coleta mais informações de pessoas e empresas do que qualquer instituição jamais coletou. O problema é que essas informações podem cair nas mãos erradas", comenta o autor.

Segundo o pesquisador, atualmente nos Estados Unidos, o Google é acusado por problemas de fraude, privacidade, monopólio e até de atos criminais.

"Uma das razões de porque o Google é um problema é porque eles não respeitam a lei. Este é um dos motivos pelos quais escrevi o livro; as pessoas não entendem que o Google não é assim tão confiável quanto eles se dizem ser", afirmou.

Durante a entrevista o autor aproveitou para dizer o que significa o desenho do dinossauro vestido com um pijama de ovelha na capa do livro.

"Todos conhecem a expressão 'lobo em pele de cordeiro', certo? O Google escolheu o Tiranossauro Rex como mascote da empresa. Eles inclusive têm um esqueleto gigante de um T-Rex no prédio da companhia. Agora, que tipo de empresa escolhe um tiranossauro como mascote? Pelo que sabemos, o T-Rex foi o predador mais devastador e destruidor que já habitou a Terra", disse.

E o que o Google diz sobre todas essas acusações, Scott?

"Bom, eles ignoram minhas mensagens e também o meu livro. Claro, eles não querem que as pessoas conheçam o outro lado da história. Eu não teria qualquer problema com o Google se eles obedecessem as leis; se eles fossem tão éticos e confiáveis quanto dizem ser", finaliza.
A íntegra da entrevista com Scott Clealand, o maior crítico do Google no mundo, você confere no no link acima. Acesse e confira tudo o que ele tem a declarar contra a gigante pontocom. Aproveite para conhecer um pouco mais sobre o livro “Busque e Destrua” e tire suas próprias conclusões.
 
 

A face perversa do Google


Por Ethevaldo Siqueira Estadão.com.br / Blog do Ethevaldo Siqueira – 06/06/2012

“Todos conhecem os benefícios e as coisas maravilhosas que o Google nos proporciona. Poucos, entretanto, têm consciência dos riscos decorrentes da destruição de sua privacidade, do rastreamento permanente de suas consultas e do uso antiético de informações pessoais por esse monstro digital, que indexa, armazena e manipula milhões de terabytes por dia”.
Essas advertências são do pesquisador norte-americano Scott Cleland, no livro Busque e Destrua (Por que você não pode confiar no Google Inc.), que foi lançado na semana passada em São Paulo pela Editora Matrix. Depois de ler o livro e entrevistar Cleland, acho que o mundo deveria preocupar-se muito mais com os riscos e problemas apontados pelo pesquisador.
O livro acusa o Google de não seguir os mais elementares padrões éticos, como o respeito à intimidade das pessoas, à propriedade intelectual e à honestidade das informações. E o faz repetidamente – diz Scott Cleland: “Em 2011, a empresa pagou multa no valor de US$ 500 milhões por ter anunciado de forma deliberada e consciente por sete anos, as importações de um medicamento controlado ilegal e inseguro, segundo as leis norte-americanas”.
Poder absoluto
É provável que a maioria das pessoas não se preocupe com o tamanho e o poder do Google. Mas, para Cleland, essa corporação gigantesca assusta porque nunca existiu empresa tão grande e tão poderosa quanto esse Big Brother ou Grande Irmão (personagem criada pelo escritor George Orwell, em seu livro 1984).
O poder do Google cresce de forma aterradora, adverte o autor norte-americano. “Isso nos faz relembrar a advertência do Lord Acton (o historiador britânico), que escreveu: O poder tende a corromper. E o poder absoluto corrompe absolutamente.”
O Google caminha para a consolidação do pior dos monopólios em âmbito mundial: o monopólio da informação. “É o que chamo de googlepólio. Mais do que isso: o Google rastreia tudo que você faz online. Invade sua privacidade e atua como uma verdadeira agência de espionagem.”
Cleland levanta questões cruciais, como esta: ”Será que os líderes do Google – os fundadores Larry Page e Sergey Brin e o presidente contratado Eric Schmidt – estão se afastando de sua promessa de tornar o mundo um lugar melhor? Ou estão disfarçando com tamanha eficiência seus verdadeiros objetivos que ninguém foi capaz de notar?”
Advertências
O livro de Scott Cleland não é uma condenação paranoica do Google, embora escrito numa linguagem realmente dura. O que ele faz, sim, é uma radiografia dos problemas dessa empresa global. No apêndice do livro, o autor relaciona 726 documentos, artigos e pesquisas sobre a empresa, seus processos e conflitos. Como especialista nos riscos da internet e das redes sociais, Cleland já testemunhou três vezes perante o Congresso americano.
Entre os capítulos do livro, há temas que chocam, mas sua argumentação é consistente, com base em fatos, números e processos judiciais. Eis os títulos desses capítulos: “O que é seu é do Google; A segurança é o calcanhar-de-aquiles do Google; Googlepólio; Um pântano de conflitos ocultos; Poder incontrolado; Por que o Google é destrutivo; A estrada digital para a servidão; Para onde o Google nos está levando? O que devemos fazer a respeito? A tirania do planejamento central; O código Google”.
Os dois Googles
Cleland lembra que ninguém está propondo a destruição do Google, até porque o mundo hoje depende dele. Por isso, é essencial que a empresa corrija seus vícios e maus procedimentos. Fiscalizar, corrigir e punir são tarefas que cabem, prioritariamente, à Justiça, ao Ministério Público, aos governos e a todas as entidades responsáveis pela proteção do direito dos cidadãos.
É preciso usar todos os meios de comunicação, a começar da internet, do próprio Google e do YouTube (que pertence a essa empresa) para esclarecer os usuários e, em especial, para advertir nossos jovens sobre os riscos e educá-los como internautas, para que saibam utilizar as informações ali contidas, com o espírito crítico que esse novo Leviatã digital nos impõe. Eu e centenas de milhões de usuários sabemos quais são os benefícios e a utilidade do Google, como maior acervo de informações que a humanidade já produziu, ao alcance de mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. E de graça.
De graça? Na realidade, essa suposta gratuidade do Google é a grande isca para atrair audiência. A partir daí, o Google se transforma numa gigantesca máquina de publicidade que fatura bilhões. Seus parceiros são todos os demais sites, portais e blogs que cedem seus espaços em troca de uma remuneração próxima de zero. Como um polvo, o Google invade e ocupa todos os espaços livres de todos os portais, sites e blogs.
Precisamos ser sempre críticos e independentes diante do Google e da internet como um todo, apontando seus riscos e malefícios, em lugar de apenas ressaltar suas maravilhas.
Meu conselho é este: seja cauteloso e desconfie sempre, leitor, inclusive dos melhores projetos colaborativos, mesmo aqueles aparente ou comprovadamente filantrópicos e não comerciais, como a Wikipédia. Duvide sempre, pois a internet é um oceano de armadilhas e riscos. Aqui, mais trechos da entrevista de Cleland.
A visão de Scott Cleland
Quem é Scott Cleland? O autor do livro Busque e Destrua, lançado pela Editora Matrix em tradução brasileira no dia 3 de julho, é pesquisador e consultor. Fundou a Precursor LLC, empresa de consultoria que faz pesquisas sobre o futuro da internet e de inovação em sentido amplo. Cleland criou também a Netcompetition.org, entidade que estimula a competição e o desenvolvimento das empresas de serviços de banda larga.
Scott Cleland não é um panfletário em busca de visibilidade e de uma fatia, ainda que minúscula, dos imensos lucros do Google. Como especialista em internet e Google, ele já foi convidado e compareceu ao Congresso dos Estados Unidos para testemunhar contra o Google, a quem acusa de ser um monopólio – aliás, “um monopólio predador”.
O especialista diz que, como todos sabemos, o Google tem muita coisa boa, não apenas uma grande parcela de seu conteúdo, quanto seus novos serviços. A proposta que a empresa anunciou ao nascer há 14 anos era ajudar a humanidade a encontrar cada até agulhas perdidas no imenso palheiro da informação do mundo. Hoje, no entanto, ela diz simplesmente que seu propósito é organizar toda a informação do mundo.
O Google é muito mais do que um gigante de buscas de informações na internet, mas oferece um conjunto de serviços e ferramentas, entre os quais e-mail, a rede social, mapas, o Android (sistema operacional móvel) e está entrando também na área de hardware.
A grande ameaça que Scott Cleland denuncia é a ameaça que o Google significa para a privacidade de milhões de pessoas, assim como à propriedade intelectual. Sua previsão do futuro dessa empresa é catastrófica: “Em cinco anos poderão ocorrer desastres na área de segurança e muitos problemas de soberania. Aliás, o Google não respeita a soberania dos países”.
Qual é a sua avaliação do Google?
Scott Cleland – Eu diria que ele é o perfeito lobo na pele de um cordeiro, da fábula popular. Na realidade, na capa de meu livro, a ilustração é de um Tiranossaurus rex (o T-Rex), com pele de cordeiro, até porque diante da sede do Google na Califórnia, há um imenso esqueleto do T-Rex. O Google tem cara de bonzinho, mas é mau.
Que mensagem você acha que os fundadores do Google estavam tentando transmitir aos funcionários da empresa e ao mundo ao escolher como seu mascote não-oficial o predador mais temido e destrutivo que já existiu na face da Terra?
Qual é a ética ou a declaração de princípios do Google?
O Google vende sua própria imagem como uma empresa confiável, ao adotar o lema “Não seja mau” (Dont be evil), numa espécie de convite para conquistar a confiança das pessoas. É claro que ela é uma companhia incrível, que faz muitas coisas boas. Contudo, ela acha que o fato de fazer o bem lhe permite fazer coisas erradas.
O Não seja mau é o padrão ético mais elementar já criado pela empresa. No entanto, na prática, ele permite que se faça qualquer coisa, mesmo que isso se aproxime do que é, indiscutivelmente, mau.
Todos os padrões religiosos ou éticos promovem o respeito pelas pessoas, pela propriedade e pela honestidade. Mas o Google desrespeita as pessoas, a propriedade e a honestidade em série. A empresa atropela a Regra Dourada do “não faça a outrem o que não quer que lhe façam”. Ela sempre trata as pessoas de uma forma como não desejaria ser tratada.
Na realidade, o Google significa a maior ameaça à privacidade de seus usuários em todo o mundo e adota a uma das piores políticas de proteção à propriedade intelectual do mundo.
Mais de 70% das pessoas que entrevistei, todas com escolaridade de nível universitário, disseram não considerar a privacidade um direito importante para os cidadãos, numa pesquisa que conduzi há quatro anos. Que acha disso?
Cleland – O fato de uma pessoa não ter consciência do valor de um direito fundamental não a isenta dos riscos que a violação desse direito poderá trazer. É bom lembrar que o Google compilou e coletou, sem permissão, mais informações sobre mais pessoas do que qualquer outra entidade na história. E não presta contas para quase ninguém.
O princípio que o Google alega – do “não seja mau” –implica moralidade, mas a empresa não tem nenhuma consideração pelas pessoas, pela propriedade e pela verdade.
E quanto ao tamanho e ao poder do Google?
Cleland – O Google é um gigante. Ele centraliza a informação de um modo sem precedente. Combinada com a ausência de prestação de contas e com o desrespeito pela lei, essa concentração do poder das informações disponíveis em todo o mundo se transforma na mais completa receita para a tirania.
Lembre-se de que informação é poder. Como disse o Lorde Acton: “O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente, ou seja, de forma absoluta”.
A Apple e sua nuvem (iCloud) também não são ameaças à privacidade?
Cleland – A computação em nuvem traz sempre alguma ameaça potencial. O problema com o Google é que ele diz que podemos confiar na sua segurança, mas ela é, na realidade, muito fraca. Ele não se previne de invasões, mas só tomam providências se forem acionados, amigavelmente ou via tribunais. Em outras palavras: só consertam a porta depois que elas foram arrombadas. Tudo em nome de uma suposta abertura. Para o Google, “ser aberto é o mais importante”.
O caso da Apple é diferente. Quando alguém coloca um aplicativo na App Store, ela valida, porque eles querem ter certeza que não é um malware, ou um aplicativo (app) ruim. O Google permite que todo mundo entre lá e só remove as coisas ruins se houver reclamações.
Mas com a importância que o Google adquiriu em nossa vida, como podemos viver sem ele?
Cleland – É muito difícil. São, realmente, duas faces. De um lado, o Google faz muitas coisas boas, tem ótimos produtos. De outro, eles escondem os problemas. O que nos cabe é abrir bem os olhos e não confiar cegamente.
Você quer fazer uma pesquisa? Tudo bem, faça-a. Ela é muito boa.
Mas quando falamos em política de privacidade, há alguns produtos que não deveriam ser utilizados. Não use o Gmail. O que é o Google+? Ele está fazendo o Google social e integrando tudo o que você tem em apenas um arquivo. O grande problema que falo em meu livro é a supercentralização. Nunca houve uma companhia tão ambiciosa, que quisesse coletar todas as informações do mundo. Eles dizem tudo mesmo, e isso inclui suas informações privadas também.
Que tipo de providências o mundo deve tomar?
Cleland – Primeira coisa a fazer: exigir que o Google nos trate como devemos ser tratados. Segunda: aplicar ao Google em escala mundial a força da lei que impeça o Google de fazer o que quer sem dar satisfação a ninguém.
Na realidade, o Google age como se fosse uma bolha, sem qualquer obrigação de seguir as mesmas regras e éticas que as demais pessoas seguem.
Qual é a formação profissional dos dirigentes do Google?
Cleland – O primeiro escalão é formado só engenheiros. Esse é o problema. A empresa reflete a visão do engenheiro. Os engenheiros do Google deformam o mundo online. Querem impor-nos uma espécie de igualitarismo, onde não há propriedade, não há privacidade, e ninguém pode dizer não a ninguém.
Qual é a posição do Google diante da pirataria?
Cleland – O Google não faz pirataria, a rigor. Ele tem, sim, interesse político e financeiro em minar o conteúdo alheio. Paralelamente, valendo-se do monopólio de busca de fato que detém, o Google está tentando criar seu próprio conteúdo: Youtube, Maps, Google+.
Com isso, eles querem ser os primeiros em todas as áreas, tanto em produtos quanto em conteúdo. E ninguém consegue competir com eles. Eles são donos do baralho, ficam com as boas cartas e distribuem as ruins para os outros jogadores. Isso é trapaça.
Um decálogo satírico das diretrizes do Google
Cleland, já compilou até um código satírico das dez diretrizes que orientam a ação do Google. Quais são essas “diretrizes”?
1. A regra básica do Google: Quem controla as informações alheias governa.
2. A regra dourada do Google: Trate os outros da forma como a Google não quer ser tratado.
3. O relativismo moral do Google: Inferir que outros são maus faz a Google parecer ético.
4. A bússola moral do Google: “Mau é aquilo que Sergey (um dos fundadores do Google) diz que é mau.” – Eric Schmidt, presidente ou Chairman.
5. O código de ética do Google: “A política do Google com relação a muitas coisas é aproximar-se ao máximo dos limites do obscuro e não cruzá-los.” – Eric Schmidt
6. O princípio básico do Google: Se a coisa não aumenta, ela não pode ser monopolizada.
7. A lei da liberdade da Google: “Nasce um idiota a cada minuto”.
8. A lei da privacidade da Google: A análise de perfis está no olho de quem vê.
9. A lei de propriedade da Google: Tudo que é bom vem para aqueles que se apoderam dele. Por outras palavras, apodere-se de algo para dele obter o melhor resultado.
10. A lei da inovação da Google: Se no princípio você não obteve êxito, compre aquilo que obteve.


 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Como usar a pesquisa avançada do GMail

Sua Caixa de entrada está enorme e você tem que encontrar um e-mail que você não sabe muito bem quando que recebeu você só lembra que tinha um anexo e que você  não apagou imaginando que iria precisar no futuro. O Futuro chegou e você não encontra nem por reza o tal e-mail. Utilize o G-mail. E use as pesquisas avançadas do Google para encontrar qualquer coisa que procurar.

 

 Como usar a pesquisa avançada do G-Mail

Os operadores de pesquisa avançada são palavras de consulta ou símbolos que executam ações especiais na pesquisa do Gmail. Esses operadores permitem que você encontre o que procura de forma rápida e precisa. Também podem ser usados para configurar filtros para que você possa organizar sua caixa de entrada automaticamente. Veja, a seguir, alguns dos operadores mais úteis.
Também é possível refinar sua pesquisa clicando na seta na caixa de pesquisa.

Operador Configuração Exemplo(s)
from: Utilizado para especificar o remetente Exemplo: from:ana
Significado: mensagens de Ana
to: Utilizado para especificar um destinatário Exemplo: to:daniel
Significado: todas as mensagens que foram enviadas ao Daniel (por você ou outra pessoa)
subject: Pesquisar palavras na linha do assunto Exemplo: subject:jantar
Significado: mensagens com a palavra "jantar" no assunto
OR Pesquisar mensagens que correspondam ao termo A ou ao termo B*
*OR deve estar em letras maiúsculas
Exemplo: from:ana OR from:daniel
Significado: mensagens de Ana ou de Daniel
-
(hífen)
Utilizado para excluir mensagens de sua pesquisa Exemplo: jantar -filme
Significado: mensagens que contêm a palavra "jantar", mas que não contêm a palavra "filme"
label: Pesquisar mensagens por marcador*
*Não existem operadores de pesquisa para mensagens não marcadas
Exemplo: from:ana label:amigos
Significado: mensagens de Ana que têm o marcador "amigos" Exemplo: from:daniel label:minha-família
Significado: mensagens de Daniel que têm o marcador "Minha família"
has:attachment
Pesquisar mensagens que contenham um anexo Exemplo: from:daniel has:attachment
Significado: mensagens de Daniel que tenham anexo
list: Pesquisa por mensagens nas listas de e-mails Exemplo: list:info@example.com
Significado: mensagens com as palavras info@example.com nos cabeçalhos, enviadas para esta lista ou a partir dela
filename: Pesquisar um anexo por nome ou tipo Exemplo: filename:trabalhobiologia.txt
Significado: mensagens contendo um anexo chamado "trabalhobiologia.txt"
Exemplo: label:trabalho filename:pdf
Significado: mensagens marcadas como "trabalho" que também têm um arquivo PDF anexado
" "
(aspas)
Utilizadas para pesquisar uma expressão exata*
*Não há distinção entre letras maiúsculas e minúsculas
Exemplo: "estou com sorte"
Significado: mensagens contendo a frase "estou com sorte" ou "Estou com sorte"
Exemplo: subject:"jantar e filme"
Significado: mensagens contendo a frase "jantar e filme" no assunto
( )
Utilizado para agrupar palavras
Utilizado para especificar termos que não devem ser excluídos
Exemplo: from:ana (jantar OR filme)
Significado: mensagens de Ana que contêm a palavra "jantar" ou a palavra "filme"
Exemplo: subject:(jantar filme)
Significado: mensagens cujo assunto contenha as palavras "jantar" e "filme"
in:anywhere Pesquisa mensagens em qualquer lugar no Gmail*
*Por padrão, as mensagens das seções Spam e Lixeira são excluídas das pesquisas
Exemplo: in:anywhere filme
Significado: mensagens em Todos os e-mails, Spam e Lixeira que contenham a palavra "filme"
in:inbox
in:trash
in:spam
Pesquisar mensagens nas seções Entrada, Lixeira ou Spam Exemplo: in:trash from:ana
Significado: mensagens de Ana que estão na Lixeira
is:important
label:important
Pesquisar nas mensagens que a Caixa prioritária considera importantes. Exemplo: is:important from:joana
Significado: mensagens de Joana que foram marcadas como importantes pela Caixa prioritária
is:starred
is:unread
is:read
Pesquisar mensagens marcadas com uma estrela, não lidas ou lidas Exemplo: is:read is:starred from:Daniel
Significado: mensagens de Daniel que foram lidas e estão marcadas com uma estrela
has:yellow-star
has:red-star
has:orange-star
has:green-star
has:blue-star
has:purple-star
has:red-bang
has:orange-guillemet
has:yellow-bang
has:green-check
has:blue-info
has:purple-question
Pesquise mensagens que tenham uma estrela específica Exemplo: has:purple-star from:Daniel
Significado: mensagens de Daniel que estão marcadas com uma estrela roxa
cc:
cco:
Utilizado para especificar destinatários nos camposCc: ou Cco:*
*Pesquisa em Cco: não é possível detectar mensagens enviadas a você pelo campo Cco
Exemplo: cc:daniel
Significado: mensagens que foram copiadas para Daniel
after:
before:
Pesquisar mensagens enviadas durante um período*
*As datas devem estar no formato aaaa/mm/dd.
Exemplo: after:2004/04/16 before:2004/04/18
Significado: mensagens enviadas entre 16 de abril de 2004 e 18 de abril de 2004.*
*Mais precisamente: mensagens enviadas após as 00:00 do dia 16 de abril de 2004 e antes de 18 de abril de 2004.
is:chat Pesquisar mensagens do chat Exemplo: is:chat macaco
Significado: qualquer mensagem de chat com a palavra "macaco".
deliveredto: Pesquisar mensagens com um endereço de e-mail específico na linha Entregue-A do cabeçalho da mensagem Exemplo: deliveredto:nomedousuário@gmail.com
Significado: qualquer mensagem com nomedeusuário@gmail.com no campo Entregue-A: do cabeçalho da mensagem. Esse recurso pode ajudá-lo a encontrar mensagens encaminhadas de outra conta ou enviadas a um alias.