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terça-feira, 17 de julho de 2012

Dispositivos Móveis e saúde - O preço da comodidade

DISPOSITIVOS MÓVEIS E SAÚDE » O preço da comodidade  
`Uis` e `ais` chegam mais cedo na vida das pessoas que vivem conectadas. Passeio na capital revela falta de consciência sobre posturas corretas no uso de tablets, smartphones e notebooks


Publicação: Jornal Estado de Minas 12/07/2012  Caderno Inform@tica Repórter Shirley Pacelli
 

Sabe aquelas reclamações que você escuta do seu pai sobre dores nas costas? Ou da sua avó falando que o tal nervo ciático está atacado? Pois bem, não demora muito para que jovens, como os estudantes Luiza Nunes, de 20 anos, e Luís Henrique Coutinho, de 19, passem a reclamar de problemas semelhantes. O uso constante de dispositivos móveis – com postura inadequada – tem gerado uma série de novas doenças degenerativas. Já ouviu falar de iPad neck (pescoço de iPad) ou de laptoptite? Ambos são males do milênio, surgidos com a popularização desses aparelhos.

Pesquisa feita em 2011 pela Boston University Sargente College, dos Estados Unidos, mostrou que usar o notebook por mais de quatro horas diárias, sem as pausas recomendadas, já traz riscos de lesões. O termo laptoptite foi inventado por Kevin Carneiro, norte-americano especialista em reabilitação. O iPad neck, por sua vez, é o apelido que vigora entre os fisioterapeutas e médicos para denominar a cervicalgia (dor no pescoço).

Há dois anos, os computadores portáteis ultrapassaram os desktops em vendas. De acordo com pesquisa feita pela Cisco, especializada em redes e comunicações, o número de dispositivos móveis deve ultrapassar, ainda este ano, a população mundial.

Lesões da coluna vertebral já são reconhecidas como a nova epidemia deste século. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), há mais de 5,2 milhões de brasileiros com hérnia de disco e as dores nas costas estão em terceiro lugar no ranking de motivos para aposentadoria precoce.

Na companhia do fisioterapeuta Rodrigo Antônio Moura, o Informátic@ percorreu alguns pontos na Savassi e no Centro de Belo Horizonte, para avaliar a postura das pessoas ao utilizar seus smartphones, tablets e notebooks. Luiza e Luís Henrique não passaram no teste de boa postura, como a maioria das pessoas analisadas. 
 
Consequências do prazer  
Você sabe o que é iPad neck e laptoptite? Ainda que engraçadas, novas definições alertam para o perigo de doenças decorrentes de posturas erradas ao usar dispositivos móveis
De médica a paciente do fisioterapeuta Rodrigo Antônio Moura, Taís Soares aprende a sustentar o tablet sem lesionar a coluna cervical, na qual sofre fortes dores (Jair Amaral/EM/D.A Press)
De médica a paciente do fisioterapeuta Rodrigo Antônio Moura, Taís Soares aprende a sustentar o tablet sem lesionar a coluna cervical, na qual sofre fortes dores
 Acordar e sentir dor cervical, todos os dias, durante longos sete meses. A princípio, a médica Taís Soares Vaz, de 35 anos, achou não ser nada grave. “Imaginei que era um mau jeito e troquei o travesseiro.” O que ela não suspeitava, e só depois descobriu, é que o início da dor coincidiu com a compra de um tablet. Ávida por leitura, a médica costumava usar o aparelho para isso antes de dormir. Esse novo hábito, somado a antigos erros, resultou em uma hérnia de disco entre as vértebras C5 e C6, além de uma retificação da coluna cervical. Taís engrossa o coro de pessoas com o chamado iPad neck, nova lesão provocada por tensionar o pescoço para baixo, comprimindo um nervo. “Usava o tablet apoiado nas pernas por muitas horas. O que deflagrou a dor foi isso”, conta.

Outras doenças típicas dos novos tempos surgiram com a popularização dos dispositivos móveis, como a laptoptite (causada por laptops) e a síndrome do polegar de BlackBerry (derivada do mau uso do celular), diz o fisioterapeuta da FortaleSEr (www.fortaleser.com.br), centro de reabilitação e condicionamento físico, Rodrigo Antônio Moura, que trata de Taís e acompanhou a reportagem do Informátic@ em pontos de wi-fi em Belo Horizonte para conferir como, na era da mobilidade, as pessoas se posicionam para usar seus smartphones, tablets e notebooks .

Segundo o profissional, o uso de tablets, smartphones e laptops é fato inegável da modernidade, mas é preciso observar a postura corporal e, muito importante, fazer as pausas recomendadas. Quem usa notes e netbooks, por exemplo, deve fazer paradas a cada 50 minutos. Já tablets e smartphones deveriam ser usados apenas emergencialmente, mas como isso não acontece, o ideal é que se façam pausas a cada 40 minutos. Atenção redobrada para aqueles que não resistem a um joguinho no smartphone. O que não faltam são títulos atrativos..

Para ter uma ideia, até 2016 o país deverá atingir a quarta posição no ranking mundial de comércio de smartphones, segundo a consultoria Internacional Data Corporation (IDC). Pesquisa do Google, chamada Our Mobile Planet (bit.ly/LOyNs7), apontou em maio que 14% da população brasileira tinha smartphones, sendo que 73% desses usuários acessavam a internet todos os dias. E é importante lembrar que desde 2010 a venda de notebooks superou a de desktops no Brasil.

Além do mal causado pelo uso incorreto do tablet, Taís trabalha o dia todo em frente a um PC. “Não tinha postura correta na cadeira, sentava sem encostar no apoio das costas, sobrecarregando a coluna. O monitor também ficava abaixo da minha linha de visão”, explica. Para piorar, a médica ainda utilizava seu iPhone entre uma atividade e outra e passava de 10 a 12 horas trabalhando de salto alto. Hoje, ela está em sua 11ª sessão de fisioterapia, na etapa de fortalecimento e estabelecimento da coluna cervical. Além do tratamento, foi preciso fazer uma reeducação postural para evitar que no futuro as dores voltem.

HOMOS SENTADUS Oldack Borges de Barros, presidente da Sociedade Brasileira de Reeducação Postural Global (SBRPG), explica que essas doenças por esforço repetitivo surgiram nos anos 1990 e o início do novo milênio com o advento dos notebooks. “Éramos o Homo erectus e agora somos o Homo sentadus”, brinca o especialista, sobre a condição atual de sedentarismo da sociedade. Segundo ele, as primeiras doenças a aparecer – relacionadas ao uso de dispositivos móveis – foram a artrite, a artrose e a fibromialgia (dor crônica em vários pontos do corpo). Sobre a dor generalizada pelo corpo, ele alerta também para o estresse como causa.

O presidente conta que, inicialmente, a lesão por esforço repetitivo, ou LER, atinge a faixa etária dos “adultos jovens”, com cerca de 40 anos. Hoje, há jovens que com 20 anos já desenvolvem o mal. “É natural que, por exemplo, uma pessoa com 23 anos que fique o dia todo no PC e passa mais de 30 minutos ininterruptos digitando tenha dores nas articulações. Basta fazer um ano dessa rotina e os sinais virão”, exemplifica.

O alongamento é a principal recomendação de Barros para prevenir essas novas doenças. “Alongar especialmente os músculos flexores do braço”, complementa. Além disso, ele aconselha a não usar o laptop na cama antes de dormir, porque não propicia uma boa postura e o brilho da tela alerta em excesso, causando insônia. Depois de ser acometido pelas lesões, o ideal é a fisioterapia e a reeducação postural global. Para ele, o principal perigo no uso dos dispositivos móveis é a dor musculoesquelética. “Um estudo da Universidade da Califórnia apontou que 80% da população ativa do trabalho será acometido por LER até 2014”, ressalta.


DOR POR REPETIÇÃO
LER é uma doença causada por movimentos repetitivos. Manifesta-se principalmente nas formas de tendinites, cotovelo de tenista, dores no punho, incapacidade de segurar objetos e dor aguda nos dedos, punhos e cotovelos. Medicamentos e
fisioterapia são indicações de tratamento.
 
 
Aí o corpo reclama 
 Observações em pontos da cidade constatam vários erros posturais cometidos por usuários


Enquanto Camila Silveira segura corretamente o smartphone, apoiando os cotovelos na mesa, a amiga Thaís Hagler escorrega pela cadeira para digitar e não passa no teste de postura (Gladstone Rodrigues/EM/D.A Press)
Enquanto Camila Silveira segura corretamente o smartphone, apoiando os cotovelos na mesa, a amiga Thaís Hagler escorrega pela cadeira para digitar e não passa no teste de postura
 Durante os cinco minutos de intervalo do trabalho, o garçom Sidney de Oliveira Padilha, de 34, dá uma rápida “zapeada” no celular. Antes de a reportagem abordá-lo, o garçom sentava-se bastante relaxado na cadeira em um shopping, com uma mão no aparelho e outra apoiando a cabeça. Ao receber as orientações do fisioterapeuta Rodrigo Antônio Moura, Padilha desabafou: “Não consigo manter essa postura ereta”. Este não é um problema só do garçom, como comprovamos ao percorrer lugares com acesso a internet sem fio no Centro e na Savassi.

O fisioterapeuta da FortaleSER (www.fortaleser.com.br), centro de reabilitação e condicionamento físico, acompanhou a reportagem do Informátic@ por estes pontos de Belo Horizonte, para conferir como as pessoas se posicionam ao acessar smartphones, tablets e notebooks. “Não há uma forma 100% correta de utilizá-los, há a menos errada”, explica o profissional. Segundo ele, o surgimento de doenças degenerativas depende de diversos fatores, como o nível de atividade física/sedentarismo, hereditariedade e alterações posturais. “Na verdade, nosso corpo tolera muita coisa. Lá pelos 40, 50 anos ele grita”, sintetiza Rodrigo.

O garçom Padilha, além do esforço contínuo no trabalho desfilando com bandejas pesadas a todo momento, faz um curso de administração a distância, o que o obriga a permanecer algumas horas diante do PC todos os dias. Pelo menos em casa, ele garante que senta “certinho” na cadeira para fazer os trabalhos.

Em um café da Região da Savassi, no Centro-Sul da capital mineira, encontramos os estudantes Luís Henrique Coutinho, de 19 anos, Luiza Nunes, de 20, e Francisco Grynberg, 18. Com seu notebook aberto, Luís acessava a internet. O aparelho, em uma mesa alta, fazia com que ele flexionasse demais os punhos, o que pode provocar tendinite. Fora isso, a coluna não estava apoiada no encosto e os pés para o alto. Tudo incorreto, de acordo com a avaliação do fisioterapeuta. “Uso o laptop bastante na cama ou no sofá, dificilmente na mesa. É uma comodidade difícil de largar”, reconhece Henrique Coutinho.

A amiga, ao lado, contorcia o pescoço para baixo, com coluna envergada, a fim de enxergar o conteúdo do smartphone. “Não dá para elevar o aparelho, porque o sol atrapalha a visualização. No ônibus sempre fico com ele assim”, justifica a jovem. Apesar de sobrecarregar a coluna cervical para usar o celular, Luiza teclava com as duas mãos, que é o ideal, segundo Moura.

RELAXAMENTO É ILUSÃO Em outra mesa, Camila Silveira, de 25, chamou a atenção do fisioterapeuta por utilizar corretamente seu smartphone. Braços apoiados sobre a mesa, celular mais elevado pelas duas mãos, além de uma boa postura na cadeira. “Mesmo quando estou usando o notebook apoiado nas pernas, ponho uma almofada por baixo para elevá-lo ao meu campo de visão”, explicou.

Em sua companhia, a colega Thaís Hagler, de 24, não passou no teste da postura. Sentada bem na ponta da cadeira, como se estivesse esvaindo-se, ela digitava no laptop. Os braços superestendidos se cansam logo. “As pessoas, como ela, têm a ilusão de que devem ficar completamente relaxadas ao sentar e acabam sobrecarregando estruturas de estabilização passiva, como ligamentos, tendões e ossos. O ideal é sentar com a coluna mais ereta”, observa o fisioterapeuta. A jovem, que é designer gráfica, conta que já sente dores no pulso e se alonga para amenizar o problema, prática indicada pela fisioterapia.

Rodrigo Moura lembra que é difícil identificar que a lesão está ligada ao uso de um dispositivo móvel. Quase sempre é multifatorial, um pouquinho de cada coisa. Pelo menos você pode fazer sua parte para evitar lesões da coluna.
 
É de pequenino...


Com seu novo brinquedo, o pequeno Daniel Martins Oliveira, de 5 anos, se diverte na praça de alimentação de um shopping no Centro de Belo Horizonte. O símbolo do Batman é uma das poucas pistas de que a tela e o mouse compõem um notebook “de mentirinha”. Se, como diz a sabedoria popular, é de pequenino que se torce o pepino, o garoto já poderia receber umas dicas para melhorar a postura ao usar o brinquedo. Até na hora da diversão as crianças já estão expostas a réplicas dos dispositivos móveis que não foram criados pensando-se em ergonomia.

Os pais, Vagner e Fernanda Oliveira, contam que Daniel gosta de usar o notebook real para se entreter. “Se deixar, eu fico 10 horas jogando”, solta o menino, sendo logo repreendido. O casal Oliveira justifica que o filho fica cinco minutos em frente à tela e já se distrai com outra coisa. “Nunca parei para pensar na postura para usar o laptop. Se não cuidar, os problemas vão chegando mais cedo: artrite, artrose e outras doenças que são só da terceira idade, não é?”, reflete Vagner depois da orientação do fisioterapeuta.



DORT E LER

Distúrbios osteo-musculares relacionados ao trabalho, ou Dort, juntamente com a lesão por esforço repetitivo (LER), tiveram seu boom na década de 1980, problemas que atingiam mais os bancários. Hoje é difícil determinar, como nexo causal de uma lesão, somente o trabalho. De acordo com especialistas, uma sucessão de erros provocam tais doenças e suas consequentes dores. 


A moda é casual  
Com jogabilidades simples e fáceis de entender, os games para celular ganham um público diversificado, e as mulheres entram para aumentar o número de jogadores
Raphael Ramos usa o Samsung Galaxy S2, para vencer o tédio de filas e trajetos em ônibus (Jair Amaral/EM/D.A Press)
Raphael Ramos usa o Samsung Galaxy S2, para vencer o tédio de filas e trajetos em ônibus
 A fila do banco está enorme. O ônibus pegou um engarrafamento para casa. O dentista se atrasou outra vez. É hora de dar uma descansada no trabalho. Se tem um objeto que está praticamente onipresente nessas situações de espera é o celular, ou melhor, o smartphone. E na tela deles lá estão os games casuais, com cenários coloridos, personagens carismáticos e estrutura viciante, como um dos maiores passatempos atuais.

O escritor, roteirista e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e da Federação de Estabelecimento de Ensino Superior em Novo Hamburgo (Feevale), Christopher Kastensmidt, em seu artigo “Ubiquidade de jogos digitais”, afirma que os games estão presentes no cotidiano mundial, independentemente de cultura, plataforma e lugar. Sobre a  velocidade de evolução da tecnologia móvel, ele acredita que o abismo que separa os jogos hardcore dos casuais diminuirá cada vez mais.

Levantamento feito pela Sophia Mind, empresa especializada em pesquisas voltadas para o universo feminino, 34,2% das usuárias de internet costumam jogar no celular. Os mais procurados são os casual games e os simuladores de estabelecimentos comerciais femininos (salão de beleza, spa, restaurante e academia de ginástica).

 As estudantes Juliana Lima, de 17 anos, e Gabriela Camargos, de 21, usam o iPhone 4 para se divertir com seus personagens favoritos. Juliana é apaixonada pelo jacarezinho de Where is my water?. Gabriela gosta dos desafios e da correria de Temple Run, principalmente pela interatividade com o celular.

“Desde que ganhei o iPhone 4 há seis meses, tenho jogado cada vez mais. Momentos de espera, em aulas chatas ou quando o professor falta são os mais propícios”, comenta Gabriela, também adepta dos games hardcore, terreno tradicionalmente dominado pelo gênero masculino.

TEMPO PARA SE ACOSTUMAR Do lado dos homens, os jogos casuais mudam de cara e ganham aspecto mais adulto. Adepto de games com foco em batalhas, como Samurai vs. zombies defense e Eternity warriors, o programador Raphael Ramos, de 28, usa seu Samsung Galaxy S2 para relaxar em situações que exigem paciência. “Costumo jogar quando estou numa fila ou dentro do ônibus. É um bom entretenimento para essas horas”, conta.

Em casa, os consoles e o PC ganham espaço na diversão de Raphael, que vê nessas plataformas mais opções de golpes, por causa da quantidade maior de botões. Mas ele não acha que a jogabilidade nos celulares deixa a desejar, apenas é necessário tempo para se acostumar com o touchscreen, que acaba virando um joystick. “Muitos jogos de celular poderiam ser transferidos para o console sem problema, porém o contrário é difícil”, diz.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Manual para abandonar o fumo

 

Manual para abandonar o fumo

(do site Dag Vulpi)


Se você é mais um daqueles que está pensando ou tentando deixar o fumo, aqui vão algumas regrinhas de ouro que poderão ajudá-lo a abandonar o vício responsável por mais de 30% das mortes relacionadas ao câncer.


Nem sempre é fácil largar o hábito de fumar, mas sempre é muito bom para a saúde. Alguns benefícios são imediatos; por exemplo: trinta minutos depois de a pessoa fumar o último cigarro; a pressão arterial, o batimento cardíaco e a temperatura corporal já voltam ao normal. Ao final de oito horas; o nível de oxigênio e gás carbônico do sangue começa a se equilibrar, e a chance de se ter um ataque do coração já começa a cair. Algumas semanas depois de ter abandonado o fumo; o olfato e o paladar voltam a funcionar normalmente, e a respiração já se normaliza.

A pessoa que para de fumar sente-se mais energética e o seu risco de desenvolver um ataque cardíaco, após alguns meses, vai cair para menos de 50% do que quando fumava. Depois de 10 anos sem fumar, aquelas pessoas que tinham células pré-cancerosas nos pulmões passam a ter células normais e, após 20 anos de abstinência, passam a ser consideradas não fumantes.

Tentações fundamentais

  • A primeira caneca de café: Mude sua rotina de tomar café longe da mesa.
  • Ao finalizar uma refeição: Em vez de permanecer sentado à mesa levante-se e caminhe.
  • O cônjuge que fuma: Todas as manhãs, lembre-se como é o bom não fumar.
  • Horas que demoram a passar: Faça alguns singelos exercícios abdominais ou faça alguns alongamentos.
  • Um amigo que lhe oferece um cigarro: Conteste que você já é um ex fumante e que pensa assim permanecer. Peça ao amigo para que jamais volte a lhe oferecer cigarros.

Tentações no Trabalho

  • Conversas no corredor: Aproveite para beber um enorme copo com água ou suco.
  • Chamada telefônica de cliente chato: Use uma caneta para rabiscar uma folha de papel ou faça correntinha de clipes.
  • Cafézinho no escritório: Use a colherzinha para mexer seu café como substituto do cigarro.
  • Prazos de entrega impossíveis: Respire profundamente para relaxar. Aspire profundamente e depois lentamente. Repita este exercício dez vezes.
  • Problemas com o chefe: Analise o que deseja da situação. Fumar não lhe ajudará a encontrar a forma de resolver o problema.

Tentações no lar

  • Vendo o programa de TV favorito: Mude de lugar. Sente-se no sofá em vez de seu "cadeirão do papai".
  • Ao falar ao telefone com um amigo: Mantenha suas mãos ocupadas, por exemplo, com a lista telefônica.
  • Crise familiar: Respire profundamente várias vezes. Depois trate de focar-se na solução do problema e não em fumar.
  • Sozinho em casa: Trate de manter-se ocupado. Limpe os armários, recolha o lixo... corte a grama.
  • Após as refeições: Levante da mesa imediatamente e vá escovar os dentes.

Tentações sociais

  • Happy Hour após to serviço: Antes de sair, ensaie mentalmente como se portará como ex fumante. Imagine-se pedindo uma bebida, conversando com os amigos, etc. Fazendo tudo, mas sem fumar.
  • Uma festa: Antes de sair faça um pacto com você mesmo e com algum amigo que não fume.
  • Joguinho de baralho com os amigos: Tenha à mão algum substituto, o misturador de bebida, uma goma de mascar ou um palito de dentes.
  • A primeira reunião familiar após deixar de fumar: Trate de manter suas mãos ocupadas; ofereça-se para ajudar a lavar os pratos ou faça a salada.
  • Recebendo visitas que fumam: Enfoque sua atenção nos objetos que lhe rodeiam, um por um, até que o desejo de fumar passe.

Tentações ao ir de um lugar a outro

  • Indo para o trabalho: Mude a forma de ir ao trabalho. Caminhe em vez de dirigir; vá de ônibus ou use uma rota alternativa.
  • Sozinho no automóvel: Para ajudá-lo a relaxar, escute uma música suave. Os substitutos orais resultam muito úteis como balas ou gomas de mascar.
  • Suas primeiras férias como não fumante: Faça alguma atividade física que distraia sua atenção, caminhe, ande de bicicleta, nade...

Truques que ajudam a fumar menos

  • Comprar uma marca de cigarro que goste menos ou qualquer outra "mata-rato" (se bem que todas matam).
  • Usar piteiras.
  • Espera 5 a 10 minutos antes de acender o cigarro.
  • Lavar as mãos e enxaguar a boca após cada cigarro ajuda ao fumante a perceber como o cigarro é mal cheiroso.
  • Enxaguar a boca, escovar os dentes ou tomar um chá de menta antes de fumar, para mudar o gosto do fumo.
  • Fumar só ao ar livre ou com as janelas abertas.
  • Fumar marcas com baixo teor de nicotina e alcatrão.
  • Não fumar nunca em jejum (é quando mais nicotina se absorve).
  • Guardar o cigarro em lugares onde seja difícil encontrá-lo.
  • Comprar uma carteira por vez.
  • Não agite o cigarro na mão para diminuir sua combustão e para que a nicotina não se acumule.
  • Faça pequenos furos com um alfinete próximo ao filtro de maneira que entre ar e, a cada aspirada, diminua a quantidade de fumaça.
  • Dar menos fumadas em cada cigarro.
  • Atrasar a cada dia meia hora o primeiro cigarro.
  • Apontar diariamente o número de cigarros para estar consciente do quanto fumou.
  • Controlar o número de cigarros diários e fumar um a menos em cada dia.
  • Fumar só a metade do cigarro.
  • Tentar não tragar entre uma fumada e outra.
  • Fixar-se em um número de dias que consegue ficar sem fumar.
  • Não ficar próximo a amigos fumantes.
  • Tomar a decisão de deixar o fumo aproveitando as férias ou durante uma doença - gripe, por exemplo-, quando o fumo é menos apetecível.

Motivos para deixar o fumo:

  • Faça as contas: multiplique o preço do número de carteiras que fuma por dia por 365 e vai notar que poderia pagar uma boa limpeza dentária para limpar este amarelo de seus dentes.
  • Você já fez as contas com o quanto gasta com os fumantes "chupins" (parasitas)?
  • O maldito cheiro que faz qualquer um fugir como o diabo foge da cruz. A maioria dos não fumantes se nega a beijar um fumante, dizem que é como lamber um cinzeiro.
  • Por mais que escove e lave os dentes eles permanecem com aquele amarelo pálido, assim como a unha das mãos com aquela marca amarela do alcatrão.
  • Nenhum drops ou spray disfarça de todo o cheiro do fumo. E sua roupa, ainda que esteja impecável, também manterá a fedentina do cigarro.
  • Você já pensou na quantidade de coisas que está deixando de fazer por causa do fumo? Consegue ainda dar um pique na quadra sem que o ar falte?
  • Consegue ficar mais de um minuto debaixo d'água como fazia na aposta com os amigos na infância?
  • Você está economizando uma boa parcela na conta bancária para custear as doenças que virão numa idade mais avançada decorrentes do seu hábito de fumar?
  • Para muita gente, parar de fumar é extremamente difícil. Mas deveriam pensar em todos os benefícios que isso iria trazer, como saúde, bem estar, economia, além de evitar o incômodo e a doença dos indivíduos próximos que não fumam.
  • E a mais importante de todas, quanto tempo seu amiguinho permanece ereto em cada batalha? Já está dando vexame e deixando sua parceira na mão?
Site http://www.queroparardefumar.com.br


Os Números

Cerca de 200.000 mortes por ano podem ser relacionadas com o tabagismo, no Brasil.

No sistema público de saúde brasileiro, ocorreram, no ano de 2007, um milhão de hospitalizações por doenças que se relacionam com o hábito de fumar.


Os gastos com hospitalizações no SUS, no ano de 2007, com doenças relacionadas ao tabagismo foram superiores a 1,5 bilhões de reais.


 Prevalência do Tabagismo
Prevalência: é o número de casos existentes por determinada condição em determinado período de tempo.
A) No mundo: aproximadamente um terço da população mundial, acima de 15 anos, é composta por fumantes, ou seja, 1,2 bilhões de pessoas.
Estudos científicos revelaram um dado assustador: cerca de 47% dos homens de toda a população mundial e 12% das mulheres são fumantes.
Aproximadamente 2/3 dos fumantes de todo o mundo vivem em 10 países: China, Índia, Indonésia, EUA, Japão, Brasil, Bangladesh, Alemanha e Turquia.
Veja na tabela abaixo a prevalência do tabagismo em alguns países, de acordo com o último relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde) sobre a epidemia do tabagismo no mundo:
País Prevalência em adultos
(> 18 anos de idade)
Argentina 29,7%
Bangladesh 36,8%
Brasil 16,2%
China 35,8%
Egito 29,9%
França 29,9%
Alemanha 27,2%
Indonésia 34,5%
Itália 22%
México 18,9%
Coréia do Sul 29,1%
África do Sul 22,4%
Turquia 34,6%
EUA 23,2%
Entre os anos de 2002 e 2006 a OMS patrocinou uma pesquisa com o objetivo de avaliar a prevalência do tabagismo entre adolescentes (13 aos 15 anos de idade), este estudo foi chamado de “Global Youth Tobacco Survey Data”. Esta pesquisa classificou os adolescentes de acordo com o consumo ou exposição ao tabagismo. Questionou sobre o uso de cigarro nos 30 dias anteriores à pesquisa e verificou se alguma pessoa fumou pelo menos um cigarro próximo ao adolescente nos 7 dias anteriores à pesquisa.
Veja os resultados desta pesquisa em alguns países:
Prevalência do tabagismo entre adolescentes (13 aos 15 anos de idade)
País Uso de cigarro nos últimos 30 dias Exposição à fumaça do cigarro nos últimos 7 dias (dentro da residência)
Argentina Meninos: 17,2%
Meninas: 26,8%
61,1%
Brasil (Cidade do Rio de Janeiro) Meninos: 9,1%
Meninas: 12,9%
35%
Chile Meninos: 27,6%
Meninas: 39,2%
60,6%
Colômbia Meninos: 31,0%
Meninas: 33,4%
6,7%
México Meninos: 24,4%
Meninas: 23,2%
51,6%
Estados Unidos Meninos: 13,9%
Meninas: 13,6%
57,2%
B) No Brasil: Estudos estimaram que 32% da população brasileira acima de 15 anos são tabagistas, ou seja, 38 milhões de pessoas.
No período de 2002 a 2005, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer (INCA) realizaram uma pesquisa muito ampla, denominada “Inquérito Domiciliar Sobre Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos não Transmissíveis”, que teve como um dos objetivos apurar a prevalência do tabagismo. Esta pesquisa foi desenvolvida em 15 capitais brasileiras e no Distrito Federal.
A prevalência do tabagismo variou de 12,9% a 25,2% nas cidades estudadas. Veja a seguir os resultados de acordo coma cidade avaliada: 


Prevalência do tabagismo de acordo com o sexo e a idade
Cidade Sexo Idade

homens Mulheres 15 aos 24 anos 25 aos 49 anos 50 anos e mais
Manaus 45% 55% 31,5% 52,9% 15,6%
Belém 42,5% 57,5% 30,6% 50,2% 19,2%
Palmas 48,7% 51,3% 34,3% 55,7% 10,1%
São Luiz 43,5% 56,5% 32,6% 50,6% 16,3%
Fortaleza 44,2% 55,8% 28,5% 49,2% 22,2%
Natal 43,5% 56,5% 29,6% 48,9% 21,5%
João Pessoa 40,7% 59,3% 26,5% 51,4% 22,2%
Recife 43,1% 56,9% 24,5% 49,1% 26,4%
Aracaju 41,9% 58,1% 29,5% 50,9% 19,5%
Belo Horizonte 43,7% 56,3% 25,0% 52,6% 22,4%
Vitória 46,0% 54,0% 25,8% 49,1% 25,1%
Rio de Janeiro 40,7% 59,3% 19,9% 48,4% 31,7%
São Paulo 43,4% 56,6% 26,9% 50,7% 22,4%
Curitiba 44,7% 55,3% 24,0% 54,2% 21,8%
Florianópolis 44,5% 55,5% 22,8% 48,6% 28,6%
Porto Alegre 44,3% 55,7% 22,9% 47,5% 29,6%
Campo Grande 44,2% 55,8% 29,6% 47,6% 22,8%
Distrito Federal 43,4% 56,6% 30,0% 52,2% 17,9%
 


Morbidade do Tabagismo
Morbidade: morbidade corresponde ao comprometimento provocado por determinada doença à saúde do paciente. Ela pode ser expressa por vários indicadores, entre eles, o número de consultas médicas, de hospitalizações, de dias ausentes do trabalho etc. Em relação ao tabagismo leva-se em consideração a morbidade das doenças em que o hábito de fumar é uma das causas do seu surgimento.

No Brasil são poucos os dados disponíveis a respeito da morbidade das doenças. Entre eles temos o número de hospitalizações no sistema público de saúde. As doenças que se relacionam com o tabagismo provocaram mais de um milhão de internações no ano de 2007.

Mortalidade: é o número de mortes provocadas por determinada condição em determinado período de tempo. Em relação ao tabagismo, leva-se em consideração as mortes provocadas pelas doenças em que o hábito de fumar é uma das causas do seu surgimento.
A) No mundo: A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que aproximadamente 4,9 milhões de mortes por ano estão relacionadas ao tabagismo, ou seja, 10 mil mortes por dia.
B) No Brasil: No Brasil, acredita-se que cerca de 200 mil mortes por ano podem ser atribuídas ao cigarro.
 
Impacto econômico do tabagismo
Custos: os custos representam os gastos financeiros provocados por determinada doença ou condição. Esses custos podem ser diretos, como os gastos com medicações, hospitalizações, consultas, ou indiretos, como a perda de mão de obra no mercado de trabalho.
No Brasil, as doenças relacionadas com o tabagismo geraram gastos com internações no sistema público brasileiro, no ano de 2007, superior a 1,5 bilhões de reais.
O impacto do tabagismo no mercado de trabalho é enorme:
  • os fumantes faltam ao trabalho 6,5 dias a mais por ano.
  • os fumantes perdem 8% do tempo de trabalho com o ato de fumar.
  • o tabagismo é uma das principais causas de morte precoce no mundo, gerando perda de mão de obra no mercado de trabalho.

Na tentativa de se largar o cigarro, pode ser necessária a participação do médico e sua equipe, bem como o uso de medicações. No entanto, o papel desempenhado pelo paciente será peça chave para o sucesso de tal empreitada.

Assim, é bastante útil a elaboração de um plano para auxiliar o paciente a abandonar o tabagismo. A seguir expomos algumas dicas que serão úteis nessa situação:
1 -     Preparação para parar de fumar
2 -     A ação de parar de fumar
3 -     A manutenção sem o cigarro
4 -     Eu não consegui parar de fumar


1 - Preparação para parar de fumar
A) Motivos
Descubra quais são os motivos que fazem com que você continue fumando:

- "fumar me dá energia, me deixa mais animado", o cigarro realmente exerce um efeito estimulante, porém praticar atividades físicas, ter uma alimentação saudável, ter uma boa noite de sono são medidas que lhe proporcionarão um melhor desempenho nas suas atividades do cotidiano.

- "ter o cigarro em minhas mãos me dá prazer", os rituais que cercam o ato de fumar, como acender o cigarro, levá-lo à boca ou simplesmente segurá-lo tornam-se automáticos para o fumante. Medidas para substituí-los, tais quais segurar uma caneta, chupar balas ou praticar uma atividade manual (pintura, carpintaria, costura), podem ser úteis.

- "fumo porque gosto", se você pensa dessa forma saiba quais são os benefícios ao parar de fumar. (veja em Tratamento do Tabagismo)

- "fumar reduz o meu estresse", lembre-se que existem outras maneiras mais saudáveis de reduzir o estresse, como praticar atividades físicas regularmente, ouvir música, um bom banho, viajar ou ler um livro.

- "estou viciado", a dependência da nicotina pode ser tratada com remédios, não hesite em procurar o médico. (veja em o Tratamento do Tabagismo)

Anote em uma folha de papel os motivos que o levaram a parar de fumar e a deixe bem a vista.
B) Marque a data para parar de fumar- A data deve ser marcada com uma certa antecedência (duas semanas).
- Prefira dias mais tranqüilos.
- Conte para seus familiares e amigos a respeito da decisão.
C) Dias que antecedem a data marcada
- Tente diminuir o número de cigarros fumados.
- Descubra quais são as situações em que a vontade de fumar é maior (exemplos: após o café, ao beber bebidas alcoólicas, quando está ao telefone, etc) e procure evitá-las.
- Retire da casa os produtos relacionados ao tabaco, como cinzeiros e isqueiros.
- Passe a fumar fora de casa, do carro e do ambiente de trabalho. Dessa forma, reduz-se o cheiro de cigarro nesses locais e por conseqüência a tentação para fumar.
- Solicite aos familiares e amigos que não fumem perto de você e nem dentro de casa.
- Se há algum fumante que divide com você o ambiente doméstico, convença-o a interromper o tabagismo, se não for possível peça-o para não fumar dentro de casa.
- Lembre-se dos benefícios que terá ao parar de fumar.
2 - A ação de parar de fumar
- No dia marcado, pare com o cigarro de maneira abrupta.
- Evite as situações que aumentem o desejo de fumar.
- Use a medicação prescrita pelo médico.
- Fuja da rotina e do estresse.
- Para combater a ansiedade pratique atividade física, chupe uma bala.
- Nos momentos em que o desejo pelo cigarro for intenso, a respiração labial pode ser útil: encha o peito de ar bem profundamente, feche os olhos e exale o ar lentamente através dos lábios semicerrados, durante a exalação fique relaxado e procure sentir todas as partes do corpo, repita o processo sempre que preciso.
- Evite locais fechados em que possa haver pessoas fumando.
- Beba bastante água e procure comer alimentos mais leves.
- Lembre-se dos benefícios que terá ao parar de fumar.
- Não hesite em procurar o seu médico.
3 - A manutenção sem o cigarro
- Lembre-se: você é um dependente da nicotina, um único cigarro pode levar ao insucesso do tratamento do tabagismo.
- Mantenha uma vida saudável, continue praticando atividades físicas e se alimentando corretamente, dessa forma, você reduz o ganho de peso.
- Evite a bebida alcoólica.
- Os sintomas de abstinência tendem a desaparecer após 4 semanas, porém se o desejo de fumar surgir realize a respiração labial.
- Lembre- se dos malefícios do cigarro.
- Procure o seu médico sempre que necessário.
4 - Eu não consegui parar de fumar
- Saiba que a maioria das pessoas que abandonaram o tabagismo o fizeram após 3 ou mais tentativas.
- Descubra os motivos porque não parou de fumar.
- Você está mais experiente e tem mais chances de parar na próxima tentativa.
- Procure o seu médico e discuta as opções de tratamento.

1 - Existe tratamento para parar de fumar?
Sim, há tratamento que auxilia o fumante a largar o cigarro. Embora, boa parte dos fumantes consiga abandonar o tabagismo por conta própria, existe uma parcela considerável que irá necessitar de auxílio médico e do uso de remédios para largar o vício.
2 - Por que é importante parar de fumar?
A resposta parece ser óbvia, ou seja, evitar os danos provocados pelo cigarro à saúde. No entanto, muitos fumantes, principalmente os mais jovens, apesar de saberem disso não desejam parar de fumar, alegando que têm uma vida ativa e que o cigarro não interfere em nada. Isso surge em decorrência de o indivíduo só perceber e valorizar os sintomas das doenças provocadas pelo cigarro após anos de exposição ao fumo. A seguir listamos os benefícios obtidos ao abandonar o tabagismo:
- redução das chances de ter câncer;
- redução das chances de ter doenças do coração e respiratórias;
- aumento da expectativa de vida (as chances de um fumante viver até os 73 anos são de 42%, contra 78% dos não fumantes);
- melhora do desempenho físico e sexual;
- melhora do paladar;
- melhora do olfato;
- melhora do hálito;
- economia por não comprar cigarros;
- bom exemplo para as crianças.
3 - Para o paciente que fuma há muitos anos, há, ainda, benefícios ao parar de fumar?
Sempre haverá benefícios ao parar de fumar, mesmo para aquele paciente que fuma há muitos anos ou que tem idade avançada. Esse ganho se dará em termos de uma vida mais saudável, com menos chances de adoecer.

Como exemplo, podemos citar que:

- após 2 a 12 semanas de abandono do fumo, há melhora da circulação sangüínea;
- após 1 a 9 meses de abandono do fumo, há redução da tosse e das infecções respiratórias;
- após 1 ano de abandono do tabagismo, há redução de 50% no risco de infarto e angina;
- após 10 anos de abandono do cigarro, o risco de morte por infarto torna-se igual ao de uma pessoa que nunca fumou.
4 - Qual o papel do paciente no tratamento do tabagismo?
É fundamental o papel do paciente no tratamento do tabagismo. Para que ocorra sucesso é necessário que o indivíduo esteja predisposto a parar de fumar e discuta abertamente com o médico as suas expectativas, suas angústias e as opções terapêuticas que podem ser empregadas.

Além disso, deve haver envolvimento de toda a família no auxílio ao paciente, incentivando-o e afastando-o das situações em que ele habitualmente fumava (bebidas alcoólicas, estresse, ambientes com fumantes etc).
5 - Quais são as medicações utilizadas no tratamento do tabagismo?
Atualmente, há três tipos de terapia medicamentosa para o tratamento do tabagismo:
  • Terapia de reposição de nicotina
  • Bupropiona
  • Vareniclina
6 - Qual o tipo de fumante que necessitará de remédios para abandonar o cigarro?
Não são todos os fumantes que precisarão de medicações para largar o cigarro. Geralmente, serão aqueles que fumam há mais tempo, fumam uma maior quantidade de cigarros por dia ou que já tentaram parar e não conseguiram, ou seja, aqueles que possuem maior dependência do cigarro. No entanto, qualquer fumante pode procurar auxílio médico para largar o cigarro. Pacientes com 5 ou mais pontos na escala de dependência precisarão de medicamentos para abandonar o tabagismo.
Teste sua dependência ao cigarro em "Qual a sua dependência ao cigarro?"
7 - Por que a nicotina é utilizada no tratamento do tabagismo?
Como foi visto anteriormente, a dependência da nicotina é a principal causa de manutenção do hábito de fumar. Quando o indivíduo fica sem fumar um certo período tempo, os níveis de nicotina no sangue caem. Tal fato é detectado pelo cérebro que prontamente reage "solicitando" mais nicotina. Surge, então, a síndrome de abstinência e a pessoa acaba fumando para aliviar os seus sintomas. Assim, utiliza-se preparados de nicotina com objetivo de manter as concentrações da substância no sangue em níveis semelhantes àquelas obtidos com o cigarro.
8 - Quais são as formas utilizadas para se administrar nicotina?
A terapia de reposição de nicotina pode ser administrada das seguintes formas
9 - Como são usados os adesivos de nicotina?
Primeiramente, é importante destacar que a terapia de reposição de nicotina não é uma terapia milagrosa, é preciso que o indivíduo esteja preparado e motivado a parar de fumar. Os adesivos, bem como as outras formas de reposição de nicotina, dobram as chances do indivíduo manter-se sem o cigarro. No dia marcado para interromper com o cigarro, os adesivos de nicotina começam a ser empregados.

Eles são colocados sobre a pele, em local desprovido de pêlos, promovendo a liberação lenta e constante da nicotina. O adesivo deve ser trocado a cada 24 horas e deve-se evitar colocá-lo no mesmo local que estava anteriormente. Eles não impedem que o indivíduo pratique atividade esportiva.

Existem adesivos com diferentes dosagens de nicotina (10, 20 ou 30mg). A dosagem ideal é determinada pelo médico, de acordo com o grau de dependência do fumante. O tempo ideal de uso do adesivo, bem como de qualquer forma de reposição de nicotina não está bem estabelecido, podendo variar de 4 a 16 semanas, de acordo com a resposta do paciente.
10 - Como são usados os chicletes de nicotina?
Ela é usada pelo fumante nos momentos em que surge o desejo de fumar ou os sintomas de abstinência do cigarro. O tablete é colocado na boca e mastigado até que se sinta o gosto amargo da nicotina ou formigamento na boca. Neste momento a nicotina está sendo liberada e o fumante deve parar de mastigar e acomodar o chiclete entre a gengiva e a bochecha. Quando o sabor ou o formigamento desaparece, deve-se voltar a mastigar o tablete até sentir o mesmo efeito. Este procedimento deve ser repetido por até 30 minutos, quando o chiclete é desprezado.

O chiclete pode ser utilizado de acordo com a necessidade ou a cada 1 ou 2 horas. Além disso, é preciso evitar o uso de bebidas durante o processo, pois os líquidos podem diminuir a absorção da nicotina na cavidade bucal, reduzindo a sua eficácia.

A goma de mascar é encontrada nas doses de 2 e 4mg, que será escolhida de acordo com o grau de dependência indivíduo. 





terça-feira, 4 de outubro de 2011

Hábitos de vida e nutrição

Hábitos de vida e nutrição

Alimentação baseada em grandes quantidades de alimentos industrializados, maior acesso aos confortos propiciados pela tecnologia (elevadores, carros, controles remotos, entre outros), trabalho num ritmo alucinante.

Fenômenos típicos dos processos de industrialização e urbanização, os hábitos da modernidade vêm gerando brasileiros mais gordos, inativos e estressados do que nunca. Para se ter uma idéia da importância desses hábitos da modernidade sobre longevidade humana, de acordo com pesquisa realizada pela Universidade de Stanford, dentre os fatores que pesam para que uma pessoa ultrapasse os 65 anos, estilo de vida é o fator mais predominante (53%) para prolongar ou diminuir a vida.

A obesidade, por exemplo, tornou-se tão comum que acabou por transformar-se no mais grave problema de saúde pública do mundo, superando até mesmo a desnutrição e as doenças infecciosas.

Os Estados Unidos, já possuem 55% da sua população acima do peso. No Brasil, esse percentual gira em torno de 40% sendo que 11% desse total são obesos. Sem desprezar a influência dos fatores genéticos, que são consideráveis, o aumento da obesidade é um produto da sociedade moderna.

Pela primeira vez, em séculos, o mundo ocidental tem abundância de alimentos (sobretudo de proteínas, carboidratos e gorduras), bem como alimentos industrializados amplamente distribuídos e anunciados de modo atraente, o que torna mais difícil convencer as pessoas a privilegiarem o consumo de frutas, verduras e legumes, apesar dos benefícios nutricionais evidentes destes alimentos.

Soma-se a isto, a ascensão de padrões sociais de beleza que induz as pessoas a buscarem cada vez mais um ideal de magreza, muitas vezes incompatível com a constituição física que lhes é característica. Maior abundância de alimentos altamente calóricos aliados a uma exigência social cada vez maior pela magreza e pelo corpo perfeito.

Como consequência, surgem problemas psíquicos e emocionais que se refletem em graves distúrbios alimentares, os quais não apenas comprometem a qualidade de vida mas, sobretudo, a saúde das pessoas.
A nutrição é um conjunto de processos, que envolve a ingestão, digestão, absorção, metabolismo e excreção dos nutrientes, com a finalidade de produzir energia e manter as funções do organismo.

Os nutrientes são substâncias contidas nos alimentos que fornecem energia para o funcionamento do corpo humano. Podemos dividir em macronutrientes e micronutrientes. Os macronutrientes são os carboidratos, proteínas e lipídeos e os micronutrientes são as vitaminas e minerais.

Os carboidratos fornecem a energia necessária para que você realize as atividades do dia-a-dia. As proteínas atuam na reestruturação de células e tecidos, crescimento e manutenção do esqueleto e síntese de enzimas e hormônios. E os lipídeos são o transporte das vitaminas lipossolúveis A, D e K e também fornecem energia.

As vitaminas e os minerais são substâncias reguladoras , desempenham papel importante no bom funcionamento de intestino, contribuem na formação de ossos, dentes, cartilagens e no processo de absorção do organismo. Em cada fase da vida há uma demanda energética e nutricional diferente, de acordo com a necessidade orgânica. Em estados de doença, a necessidade nutricional muda e requer um cuidado alimentar diferenciado.

A Pirâmide Alimentar é o mais moderno Guia de Alimentação, aprovado, pela Organização Mundial da Saúde. Substituiu a roda de alimentos usadas para explicitar os grupos de alimentos que agora foram subdivididos, para melhor garantir o consumo de todos os nutrientes nas qualidades adequadas.
Através da pirâmide podemos visualizar todos os grupos de alimentos e saber qual podemos ingerir mais e qual devemos evitar.

Foram definidos 8 grupos para manter a estrutura idealizada pela pirâmide americana. Cada grupo tem sua importância funcional no organismo, a base fornece energia, o segundo nível de vitaminas , minerais e fibras, o terceiro proteínas, ferro, cálcio, e o topo, gorduras e açucares. Cada um desses nutrientes tem uma importância diferente no organismo, por isso a colocação dele dentro de uma pirâmide. Dessa forma, consegue-se mostrar que os alimentos da base devem ser consumidos em maiores quantidades e os do topo em menores.

Os três conceitos principais de uma alimentação equilibrada são:
  • VARIEDADE: é identificada pelo consumo de uma grande variedade de alimentos dentro e entre os maiores grupos. Em outras palavras, nenhum grupo é mais ou menos importante do que qualquer outro grupo;
  • MODERNIZAÇÃO: é definida por dois componentes: a)consumir alimentos no tamanho recomendado das porções, especialmente aqueles ricos em gorduras e/ ou açucares adicionados; b)consumir gorduras, óleos e doces esporadicamente;
  • PROPORCIONALIDADE: é definida como consumir relativamente mais de grupos alimentares maiores, e menos de grupos menores. 
Vejam quais são os alimentos de cada grupo e quantas porções, em geral, devemos consumir de cada um:
  • Grupo 1: os carboidratos (pão, batata, macarrão,arroz) - principal fonte imediata de energia. São chamados Energéticos.
  • Grupo 2 e 3: o das verduras, legumes e frutas - fontes de vitaminas, minerais e fibras (essenciais para o bom funcionamento do organismo). São chamados Reguladores.
  • Grupo 4, 5 e 6: o das leguminosas (lentilha, ervilha, feijão, grão de bico e soja) que são as proteínas vegetais; o das carnes (brancas, vermelhas, ovo) que são das proteínas animais, muito bem utilizada por nosso organismo para produção de tecidos, enzimas e compostos do sistema de defesa; e o dos leites e derivados (iogurtes,queijos) são maiores fornecedores de cálcio, e também representando as proteínas animais - todos eles tem a função de crescimento, desenvolvimento e formação de massa muscular. São chamados Construtores.
  • Grupos 7 e 8: o dos óleos, gorduras, açucares e doces - deverão ser evitados em excesso. São os também chamados Energéticos.
As porções são quantidades dos alimentos em suas formas mais comuns de consumo pela população (fatia, colheres, unidades, copos, folhas , etc.). Foram estabelecidas para os oito grupos alimentares, com definição dos pesos em gramas, quilocalorias e as medidas usuais de consumo de alimentos naturais, industrializados e preparações culinárias, para facilitar a transmissão das orientações dietéticas e o entendimento pela população.

Todos os grupos de alimentos são importantes para suprir as necessidades de nutrientes dos indivíduos e manter sua saúde, por isso, todos devem ser consumidos em suas quantidades adequadas. Estas quantidades variam de acordo com as necessidades de cada Indivíduo (PHILIPPI e col, 1999).

A base da pirâmide deve ser composta por exercícios físicos e controle de peso. Já está mais do que comprovado os malefícios causados pelo sedentarismo. Colocar em prática as recomendações da pirâmide pode diminuir significativamente o risco de doenças cardiovasculares. Mas em uma dieta balanceada não pode haver excessos e nem deficiência de alimentos. Portanto, nem todo carboidrato é bom, assim como nem todo óleo é ruim. A forma como eles são preparados e o horário em que serão ingeridos também devem ser levados em conta.

De acordo como os princípios de uma alimentação saudável, todos os grupos de alimentos devem compor a dieta diária. A alimentação saudável deve fornecer água, carboidratos, proteínas, lipídeos, vitaminas, fibras e minerais, os quais são insubstituíveis e indispensáveis ao bom funcionamento do organismo. A diversidade dietética que fundamenta o conceito de alimentação saudável pressupõe que nenhum alimento específico ou grupo deles isoladamente, é suficiente para fornecer todos os nutrientes necessários a uma boa nutrição e consequente manutenção da saúde.

A ciência comprova aquilo que ao longo do tempo a sabedoria popular e alguns estudiosos, há séculos, apregoavam: a alimentação saudável é a base para a saúde. A natureza e a qualidade daquilo que se come e se bebe é de importância fundamental para a saúde e para as possibilidades de se desfrutar todas as fases da vida de forma produtiva e ativa, longa e saudável.

A alimentação quando adequada e variada, previne as deficiências nutricionais e protege contra as doenças infecciosas, por que é rica em nutrientes que pode melhorar a função imunológica, contribui também para a proteção contra as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e potencialmente fatais como diabetes hipertensão (AVC), doenças cardíacas e alguns tipos de câncer.

Por isso alimentação deve ser planejada com alimentos de todos os tipos e de procedência conhecida. Os alimentos devem ser consumidos preferencialmente em sua forma natural, adequados qualitativa e quantitativamente, pertencentes ao hábito alimentar, preparados de forma a preservar os valores nutritivos, os aspectos sensoriais e seguros sob o ponto de vista higiênico-sanitário.

Assim observamos que somente com mudança de hábitos alimentares, reformulação, adequação da nossa dieta, de acordo com o modelo proposto pela Pirâmide Alimentar, e também aliando sempre a pratica constante de exercícios físicos poderemos alcançar uma boa saúde e uma alimentação com qualidade. 

Fonte: Universidade Gama Filho, pós EAD saúde da família