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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Meias verdades... (Democratização da mídia)






A pouco tempo eu coloquei um post sobre a Comissão da verdade ,
A maior crítica à comissão da verdade é que ela mostra só metade de verdade.

Fico pensando: É claro que é assim! É uma comissão brasileira.
Como tudo no Brasil é mostrado apenas uma parte da verdade...
a outra versão deixa que outro mostra!
(Outra pessoa, outra empresa, outro órgão de imprensa, outro blog, outro policial, outro partido político...)

Tem um radialista em Belo Horizonte que repete a frase filosófica que todo fato tem duas versões e uma verdade que fica no meio dessas versões.

Ao ler um jornal, assistir um noticiário na TV ou acompanhar um blog na internet, antes de tirar conclusões e formar nossa opinião temos que saber qual o órgão de imprensa que está divulgando e qual o seu financiamento e/ou interesses.

Essa é a conclusão ao assistir o documentário "O mercado de notícias" outro post que coloque a um tempo atrás ( O Mercado de notícias - Filme/Projeto do gaúcho Jorge Furtado )
Esse vídeo que inicia o post é baseado no curta premiadíssimo nos anos 80 chamado 
"Ilha das flores" já postado no blog a algum tempo.  

Vamos imaginar a seguinte situação que todo mundo percebe por está aos olhos vistos:

Vamos imaginar uma igreja evangélica.
Vamos imaginar um pastor dessa igreja, que a um tempo atrás passava uma sacolinha pedindo doações para a igreja, e a partir de um certo momento passou a passar uma maquina de cartão de crédito/débito para facilitar a doação dos fiéis.
Vamos agora imaginar uma reportagem sobre essa evolução em um canal de televisão.
Imaginaram?
Em qual televisão vai passar essa reportagem?
Em qual televisão que não vai passar essa reportagem de maneira nenhuma?!

Alguém discorda que na TV Record não vai passar uma reportagem dessas?
Alguém discorda que na TV Globo passaria sim, sem nenhum problema?
Acredito que não...

 Usando o mesmo raciocínio aplicado para a TV Record agora pergunto:
Qual reportagem não vai passar na Rede Globo, mas de maneira nenhuma e que a TV Record passaria sem problema nenhum?!









O mesmo raciocínio vale também para a mídia escrita.

Recentemente o Romário deu esse depoimento no Senado federal:


Mas o que fez a Veja surpreendeu alguém?
Sim! Muita gente! Mas nem todo mundo...
Pessoas que já conheciam o Dossiê Veja, feita pelo Luis Nassif já sabiam como eram feitas as reportagens da revista Veja:




O Dossiê saiu em 2008! Isso muito antes das eleições de 2014 onde a Veja protagonizou a capa nas vésperas das eleições tentando mudar o voto dos brasileiros.

E antes mesmo de chegar à mídia as ligações de Veja com políticos corruptos/bicheiros.

Observatório da imprensa do início do mês(agosto/2015) discutiu essa questão.


Em maio/2015 o programa VerTV já tinha feito outro programa discutindo:



E em fevereiro/2015 a Brasilianas.org também tinha debatido sobre o tema:


Você já tinha visto alguma dessas discussões?
Não?!
É... Precisamos democratizar a mídia...

O que a democratização da mídia deve fazer, além de garantir voz a todos o que lhe são de direito, é poder dar opções a todos entre o bom e o mal jornalismo.
Com mais opções de mídia talvez(só talvez), a Veja tomaria mais cuidado antes de mostrar um documento falso incriminando o Romário ou publicaria matéria feita por bicheiro/político corrupto.
Censura é falar e não deixar mais ninguém te contradizer... A censura pode ser feita através da força política(nos casos de governos ditatoriais) ou através da força do dinheiro (vide As empresas da Lava-jato = Os Verdadeiros proprietários do Brasil = Os Verdadeiros proprietários da mídia. )

Sobre o InterVozes, que participou do debate no programa do Brasilianas, eu já tinha colocado um post sobre ela:

http://jogosdinheirointernet.blogspot.com.br/2015/02/intervozes-coletivo-brasil-de.html

InterVozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social

 

Hoje é possível nos proteger desse mal jornalismo?
Temos que ficar alerta, como diz no Documentário "Mercado de notícias", sobre o financiamento dos órgãos de imprensa.
Por exemplo:
Já postei sobre a agência de notícias Apublica (http://jogosdinheirointernet.blogspot.com.br/2014/08/apublica-httpwwwapublicaorg.html)

Vamos ver seus financiadores:
(Divulgados aqui: http://apublica.org/quem-somos/#financiadores)

Fundação Ford
Omidyar Network
Open Society Foundations
Crowdfunding Reportagem Pública

Outra dica:
http://observatoriodaimprensa.com.br
órgão nacido na faculdade de campinas (Unicamp) e tem como história/objetivos:

História

O Observatório da Imprensa é uma iniciativa do Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (www.projor.org.br) e projeto original do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É um veículo jornalístico focado na crítica da mídia, com presença regular na internet desde abril de 1996 (veja aqui a edição nº 1).
Nascido como site na web, em maio de 1998 o Observatório da Imprensa ganhou uma versão televisiva, produzida pela TVE do Rio de Janeiro e TV Cultura de São Paulo, e transmitida semanalmente pela Rede Pública de Televisão (confira a grade horária no site do programa).
Em maio de 2005, o Observatório da Imprensa chegou ao rádio, com um programa diário transmitido pela rádio Cultura FM de São Paulo, rádios MEC AM e FM do Rio de Janeiro, e rádios Nacional AM e FM de Brasília. Os áudios dos programas, na forma de um blog, estão disponíveis no site do OI.

Objetivos

O que é o Observatório da Imprensa?

Entidade civil, não-governamental, não-corporativa e não-partidária que pretende acompanhar, junto com outras organizações da sociedade civil, o desempenho da mídia brasileira.
O Observatório da Imprensa funcionará como um fórum permanente onde os usuários da mídia – leitores, ouvintes, telespectadores e internautas –, organizados em associações desvinculadas do estabelecimento jornalístico, poderão manifestar-se e participar ativamente num processo no qual, até há pouco, desempenhavam o papel de agentes passivos.

Para que um Observatório da Imprensa?

No caso da mídia, a cidadania foi convertida num conjunto de consumidores, ficticiamente vocalizados por pesquisas de opinião pública que empregam metodologia quantitativa, necessariamente redutora, e com pautas alheias aos reais interesses e necessidades dos opinadores.
Os meios de comunicação de massa são majoritariamente produzidos por empresas privadas cujas decisões atendem legitimamente aos desígnios de seus acionistas ou representantes. Mas o produto jornalístico é, inquestionavelmente, um serviço público, com garantias e privilégios específicos previstos em vários artigos da Constituição, o que pressupõe imperiosas contrapartidas em matéria de deveres e responsabilidades sociais.
Será este serviço público (e não as empresas ou os profissionais que executam as suas diretrizes) a matéria-prima das avaliações e diagnósticos. O Observatório da Imprensa não pretende competir, substituir ou alinhar-se às tradicionais entidades associativas, como a ABI, a FENAJ, a ABERT, a ANJ e a ANER.
Num momento em que o debate ideológico confina-se à falsa questão das dimensões e atributos do Estado, é indispensável compreender as múltiplas convocações para que se aumente significativamente a atuação da Sociedade Civil, que não pode continuar reduzida a um conjunto de siglas de prestígio ou, no caso, minimizada como a combinação dos vários segmentos do mercado consumidor de informações.
A Sociedade Civil deve abranger sucessivos níveis de monitoração e atuação, de forma a diminuir a distância entre os poderes e a cidadania, convertendo-se ela própria numa instância. No caso dos meios de comunicação de massa, o Observatório da Imprensa propõe-se a funcionar como um atento mediador entre a mídia e os mediados, preenchendo o nosso “espaço social”, até agora praticamente vazio. Embora pioneiro, este Observatório não pretende ser único. As suas atividades servem como convocação para outros grupos fazerem o mesmo.

Existem similares em outros países?

A ideia do media-watching surgiu nos Estados Unidos agregando-se às experiências anteriores do ombudsman e do media-criticism, como forma de sensibilizar a comunidade e os profissionais da mídia para a complexidade da função jornalística na sociedade moderna.
Existem pelo menos duas grandes organizações similares, cada uma com ótica política própria: a FAIR (Fairness & Accuracy in Reporting), fundada em 1986 com o propósito de fiscalizar a intromissão do poder econômico e político na imprensa. Edita uma revista bimestral, Extra!. Sua contrapartida no campo conservador é a Accuracy in Media, mais inclinada para apontar as infiltrações e distorções liberais na grande imprensa americana. Embora concorrentes, completam-se, constituindo um sólido aparelho crítico, pluralista e democrático.
Na França foi fundado, em setembro de 1995, o , Observatoire de la Presse, braço do Centre de Formation et de Perfectionnement des Journalistes (CFPJ). A experiência brasileira segue o modelo francês combinando duas entidades, uma formadora (o Labjor/Projor) e outra cívica.
Cumpre registrar que a primeira organização designada como Observatório da Imprensa foi criada em Lisboa, três meses antes da francesa. Com a entidade portuguesa o Projor mantém sólidos laços de cooperação.

A quem pertence o Observatório da Imprensa?


Pertence a todos os que se interessarem pela continuação deste projeto. Foi organizado no Estado de São Paulo pelo Labjor (Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo), da Unicamp, desenvolveu-se sob a égide do Comitê Gestor Internet no Brasil e, nesta versão online, iniciada em abril de 1996, é um projeto do Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, organização social sem fins lucrativos constituída em abril de 2001. O Labjor, além das suas atividades de formação, treinamento, reciclagem e consultoria nos campos profissional e empresarial, tem compromissos com a conscientização dos destinatários da mensagem jornalística, sem a qual resultarão insuficientes todos os esforços de qualificação da nossa imprensa.
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Um exemplo sobre como podemos estar sendo  manipulados utilizando o Observatório da Imprensa para perceber isso...











Quero propor um estudo de caso e a partir da nossa realidade atual imaginar se é melhor ficarmos como estamos ou qual mudança deveremos ter no Brasil para o fortalecimento da nossa Democracia e não nos tornarmos uma ditadura bolivariana...

Leia só essa matéria que é de janeiro de 2014, bem antes do início de campanha, prestando atenção que está no site Observatório da imprensa, órgão paulista originado na Unicamp:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a_prisao_do_dono_do_lsquo_novo_jornal_rsquo

Agora olhe o mesmo fato no ponto de vista do Estado de Minas - O Grande jornal dos Mineiros (segundo ele próprio)
http://www.em.com.br/app/noticia/po...-flores-carone-e-preso-por-falsificacao.shtml

Vamos imaginar se esses dois órgãos tivessem a mesma visibilidade e alcance popular.
Como o público iria escolher de que lado está a verdade dos fatos?
Com certeza um desses órgãos está mentindo ou omitindo alguma coisa...
Será que se esse órgão continuar mentindo ou omitindo alguma coisa por mais 3 meses, 6 meses, 1 ano?
E se só um desses órgãos tiver visibilidade e o outro não?










Por José de Souza Castro em 24/01/2014 na edição 782

No dia 17 deste janeiro, uma sexta-feira, a juíza substituta da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Maria Isabel Fleck, decretou a prisão preventiva do proprietário do Novo Jornal, Marco Aurélio Flores Carone, em atendimento a pedido do Ministério Público. Em nenhum momento, nas 11 páginas da sentença, cogitou a juíza da questão do direito à liberdade de expressão. Ela teve o cuidado de sublinhar, em negrito, que o mandado de prisão deveria ser remetido “com urgência” ao setor policial encarregado de seu cumprimento. E assim se fez, com uma rapidez pouco característica. Na segunda-feira (20/1), ao chegar à sede do seu jornal virtual, Carone foi preso. Quando há empenho, justiça e polícia podem ser muito eficientes.
A denúncia foi apresentada no dia 12 de novembro de2013 pela Promotoria de Combate ao Crime Organizado e Investigações Criminais. Na edição de 13/12/2013, a revista IstoÉ publicou reportagem a respeito. Nos dias seguintes, diários mineiros deram a notícia. A prisão de Carone foi noticiada com destaque pelos jornais, rádios e televisões. Tal qual a juíza Maria Isabel Fleck, nenhum veículo se preocupou, nesse caso, com a questão da liberdade de imprensa.
Apesar de ter sido dono de diários impressos no passado, antes de fundar o jornal virtual, Marco Aurélio nunca teve acesso ao limitado clube dos donos de jornais mineiros. Ele vem de uma família de políticos. Um avô, Jorge Carone, foi prefeito da cidade mineira de Visconde do Rio Branco. O pai, Jorge Carone Filho, elegeu-se prefeito de Belo Horizonte em 1962, mas foi cassado em janeiro de 1965. Lançou então a candidatura da mulher, Nísia, para deputada federal, pelo então MDB. Eleita, foi cassada pelo AI-5, em 1969. Um irmão do dono do Novo Jornal foi deputado estadual, outro vereador da capital, pelo PMDB.
Achincalhando e ofendendo
A prisão de Marco Aurélio não mereceu dos colegas empresários na imprensa qualquer movimento de solidariedade. O Novo Jornal não a noticiou. Apesar de algumas notícias de que ele seria fechado, jornal continuava na web na quinta-feira (23/1), quando este artigo foi redigido. Com uma discreta tarja, em letras vermelhas e fundo negro: “Estamos censurados”. E sem noticiar em nenhum momento a prisão do dono.
Não se sabe quantos jornalistas Marco Aurélio emprega, mas não seriam muitos. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais divulgou na terça-feira (21), em seu site, nota de repúdio à ameaça que pesa sobre os que trabalham no único jornal mineiro, virtual ou não, que faz oposição aberta ao governo estadual – um grande anunciante que não anuncia no Novo Jornal. Diz a nota que “tanto a prisão quanto a ordem de retirar do ar o site configuram ataques ao direito e à liberdade de expressão” e que o Sindicato “vem a público reafirmar sua posição intransigente na defesa da Democracia, da Justiça e das Liberdades Civis e Individuais”.
Só há um equívoco nessa manifestação: na sentença da juíza, não existe ordem de retirar o site do ar, embora tenha sido pedido pelo Ministério Público. Nisso, ela preferiu se omitir.
Na opinião do Ministério Público, que desde 2008 tenta fechar a publicação (ver remissões abaixo), não se trata propriamente de um jornal, mas de um balcão de negócios cujo dono deve ser preso. E foi o que a juíza substituta decretou, “tendo em vista a necessidade de garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para garantia da ordem econômica”. Afirma Maria Isabel Fleck, em sua decisão: “Ao verificar o site do ‘novojornal’, fica patente que o mesmo é utilizado para lançar ofensas à honra de autoridades públicas, achincalhando e ofendendo a todos que se posicionam contra os interesses do grupo, imputando verdades àqueles que cumprem seus deveres funcionais.” Entre os quais, diz a juíza, desembargadores, juízes de Direito, membros do Ministério Público e delegados de polícia.
Quem manda
Para respaldar sua decisão, a juíza relaciona 16 ações penais contra Marco Aurélio, nenhuma julgada em última instância. A maioria por calúnia, injúria ou difamação contra autoridades, nenhuma delas tidas como adversárias do senador Aécio Neves. Mas há dois acórdãos do Tribunal de Justiça para impedir “a veiculação de notícias pelo ‘novojornal’ em relação ao deputado federal Alexandre Silveira de Oliveira” e ao desembargador mineiro José do Carmo Veiga. Nenhuma relação, por suposto, com a proibição judicial de notícias sobre um empresário maranhense ligado à política que ainda vigora para o Estado de S.Paulo e que tanta indignação suscitou, nos últimos anos, na grande imprensa.
Se está havendo censura judicial ao Novo Jornal, a imprensa mineira não percebeu. Ao contrário do bloco parlamentar Minas Sem Censura, que reúne deputados estaduais do PT, PMDB e PRB, partidos de oposição ao governo estadual. Um de seus integrantes, o deputado petista Rogério Correia, raciocina: “Ora, se você estabelece a prisão preventiva para evitar a publicação de material jornalístico, está oficializada a censura prévia”. E acrescenta:
“Quando do surgimento da Lista de Furnas, encaminhei o relatório à Polícia Federal e, por isso, o vice-presidente nacional do PSDB tentou a cassação do meu mandato. É a mesma situação. A censura tem agentes no Ministério Público e no Judiciário, mas, quando é com a imprensa, quem organiza a perseguição é a própria irmã do senador, Andréa Neves.”
Extorsão de políticos e empresários
Blogs contrários à candidatura de Aécio Neves à presidência da República aproveitam esse movimento do Ministério Público e do Judiciário mineiro para criticar o senador, apontado como o mais forte concorrente de Dilma Rousseff nas eleições de outubro. Mas há blogs que divulgam a notícia da prisão sem tecer comentários, sobretudo em Minas, ou que até mesmo aplaudem.
Se alguns imaginaram que a prisão do dono do Novo Jornal iria intimidar os blogueiros mineiros, eles devem estar felizes. É possível que os jornalistas mineiros permaneçam abaixados em suas trincheiras, intimidados por alguns juízes atentos à defesa das autoridades contra ataques oposicionistas. A menos que o réu Marco Aurélio Fores Carone, vulgo “Marco Florzinha” – como se lê na sentença da juíza Maria Isabel Fleck e na peça acusatória do Ministério Público, mesmo que poucos o conheçam por esse apelido – consiga provar que não faz parte de uma organização criminosa dedicada a extorquir dinheiro de políticos e empresários. E que seu jornal, como todos os outros, encontra amplo amparo na Constituição de 1988, que formalizou o fim da ditadura no Brasil.



Proprietário do Novojornal, Marco Aurélio Flores Carone, é preso por falsificação

Suspeito de integrar quadrilha, dono de jornal na internet também é acusado de intimidar testemunhas que seriam ouvidas em processo contra ele, segundo o Ministério Público

postado em 21/01/2014 06:00 / atualizado em 21/01/2014 07:18

O proprietário do Novojornal, Marco Aurélio Flores Carone, foi preso nessa segunda-feira, em Belo Horizonte. A prisão foi pedida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e acatada pela juíza substituta da Segunda Vara Criminal, Maria Isabel Fleck. De acordo com o promotor André Luiz Garcia, da Promotoria de Combate ao Crime Organizado, a prisão preventiva foi pedida porque Carone estaria atacando testemunhas que seriam ouvidas em um processo contra ele. “De 11 pessoas
arroladas na denúncia, ele mencionou (no Novojornal) simplesmente 10, dizendo que elas estavam vinculadas a práticas criminosas”, sustenta o promotor. A decisão também determina que o site da publicação saia do ar.

Para o promotor Garcia, o Novojornal funciona como uma fachada para práticas de delitos contra a honra. Além disso, ele acusa Carone de integrar uma quadrilha comandada por Nilton Monteiro, que está preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. Monteiro é tratado como lobista e especialista em falsificação de documentos, entre eles, a Lista de Furnas, com nomes de políticos que teriam recebido recursos da empresa para a campanha eleitoral de 2002.

“Ele (Carone) utilizava o fato de ser jornalista para tentar se acobertar alegando liberdade de imprensa. Como se isso fosse uma carta branca para cometer toda a sorte de crimes, publicando notícias inverídicas e tentando desmoralizar autoridades e instituições com o objetivo de facilitar a atuação dessa quadrilha”, denuncia o promotor. “Era a mesma coisa que um traficante preso transportando drogas alegar que não podia ser preso, por que ele tem o direito de ir e vir”, compara.

O advogado de Carone, Hernandes Purificação de Alecrim, afirmou que está analisando o processo e preferiu não se posicionar. Carone é de uma família com tradição política na capital mineira. Seu pai, Jorge Carone, foi prefeito da capital em 1962 e a mãe, Nísia Flores Carone, foi deputada federal. O irmão, Antônio Carlos Carone, foi vereador em Belo Horizonte entre 1977 e 1988. O Novojornal, que começou em versão impressa, mas nos últimos anos é veiculado somente na internet, publicava denúncias constantes contra o grupo político que comanda Minas Gerais. Entre os alvos prediletos de Carone estão o senador Aécio Neves (PSDB), o secretário de Governo Danilo de Castro (PSDB) e o ex-governador e atual deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB).

Para o promotor, o site funcionava “como uma arma na mão dele”, que era apontada para quem ele desejasse. “Foi assim durante vários anos até que a investigação envolvendo a quadrilha o pegou”, afirma Garcia. Há um mês, o carro do promotor foi incendiado no Bairro Serra. Ele informou que aguarda a conclusão da investigação da Polícia Civil. “Mas não há dúvida que existe suspeita sobre essa quadrilha”, afirmou o promotor.

‘BALCÃO DE NEGÓCIOS’
A relação entre Monteiro e Carone se dava da seguinte maneira, segundo o promotor: “Muitas coisas que o Nilton Monteiro iria falsificar eram publicadas de antemão pelo site (Novojornal), relatando que isso viria a ser feito”. De acordo com a decisão da juíza: “O grupo de delinquentes tem como líder a pessoa de Nilton Monteiro, atualmente preso, e como relações públicas o indivíduo que se passa por jornalista de nome Marco Aurélio Flores Carone, responsável pelo site Novojornal, que nada mais é senão um balcão para os negócios do bando”.

O promotor afirma que o Novojornal recebia cerca de R$ 60 mil por mês e que o objetivo da investigação é descobrir quem são os patrocinadores. Garcia oferecerá a Carone, que está preso no Ceresp da Gameleira, o benefício da delação premiada, caso ele entregue quem são os financiadores. A prisão preventiva pode durar até 90 dias. A denúncia do MP acusa Carone de sete crimes: falsificação de documentos públicos e particulares, fraude processual, denunciação caluniosa, uso de documentos falsos, formação de quadrilha e falsidade ideológica.

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Mais um exemplo?
No dia do último debate Aécio X Dilma, que aconteceu na rede globo eu coloquei um post, que chamava atenção sobre o que poderia ocorrer no debate e a estratégia da mídia em tomar votos da população...
http://jogosdinheirointernet.blogspot.com.br/2014/10/hoje-tem-o-ultimo-debate-entre-aecio-x.html

Dias depois saiu aquela famosa capa da Veja que tentou vencer as eleições no Brasil:
Eu previ o que isso ocorreria...



Mas a culpa é também da Dilma... Ficou todo o primeiro mandato sem olhar com seriedade o projeto do seu ex-ministro (aquele guerrilheiro que ouve música) e nem parece que vai olhar nesse novo mandato já que tem muito menos crédito para tocar esse projeto do que tinha em 2010...










O grandalhão e o pirralho



Nos EUA, Bill Gates conseguiu unir contra ele conservadores e liberais radicais. Aqui, seria um herói da pátria

PAULO HENRIQUE AMORIM

O governo federal e 20 Estados norte-americanos abriram, em 18 de maio, o que o "New York Times" chamou de um processo antitruste "histórico" contra a Microsoft, para "defender valores básicos, historicamente testados, e proteger o consumidor e a liberdade econômica do assalto predatório de um monopolista moderno". Voltaremos à Microsoft depois. Agora, trataremos do grandalhão e do pirralho.
Há um país em que uma só empresa pode controlar, ao mesmo tempo e na mesma área, a TV aberta, a TV paga, o sistema DTH (TV paga com transmissão por miniparabólicas), o telefone local ou o celular, a companhia de telefone interurbano, um satélite para transmitir dados, som e vídeo para aquela área, uma rede de rádio e uma editora. Essa companhia pode ser fechada (não publicar balanço) e estrangeira.
Para ser moderno e global, de acordo com uma teologia secularizada da libertação, esse generoso país resolveu vender seu sistema estatal de telecomunicações. E não fez restrições especiais. Será o único país em que a telefonia local, a interurbana e o sistema pelo qual passam os dados da segurança nacional poderão ser 100% estrangeiros.
Ao contrário de Bill Gates, que percebeu que, daqui a pouco, telefone, TV aberta e paga e computador serão todos a mesma coisa, a lei não distingue entre empresas de TV e de telefone. O que isso significa? Que, nesse país, Gates, Rupert Murdoch, John Malone, Ted Turner, a AT&T e as "baby bells" poderiam ser uma única e alegre família.
Além do mais, estamos falando de uma fortuna. Um ministro dito irresponsável calculou em US$ 30 bilhões o resultado final dessa megaprivatização. Agora, fala-se em US$ 20 bilhões. Muito, muito mais do que as privatizações gigantescas da Rússia e do México, outros campeões de modernização.
Na Rússia, o ministro vendedor foi destituído porque recebeu um presente de US$ 700 mil da empresa que arrematou a maior telefônica estatal. Mas está em liberdade. No México, não. Ali, as instituições continuam de pé, e o privatizador-mor, Raúl, irmão do ex-presidente Carlos Salinas, está atrás das grades (este, por sua vez, é um foragido da Justiça, na Irlanda).
O grandalhão, se quiser, pode comprar uma telefônica nesse país de que falamos. Só ou com um sócio estrangeiro. O grandalhão é muito grande. Ele controla 77% do negócio da publicidade em TV; sozinho, tem 40% de toda a publicidade do país. Isso mesmo: US$ 4 em cada US$ 10 gastos em publicidade nesse país são de uma única empresa familiar. Estamos falando de uma democracia? Nem Bill Gates diria que sim.
Nesse país, há uma grande cidade à beira-mar em que uma só empresa controla a maior rede de TV aberta, a TV paga, o principal sistema de rádio e tem o segundo (não o primeiro) jornal diário. Parece incrível, mas o primeiro é de uma companhia bem menor -aqui chamada de pirralho. No passado, o jornal do pirralho era sensacionalista. Agora, atinge uma audiência maior e mais afluente. O que fez o grandalhão? Lançou, por preço muito menor, um jornal com cara de tablóide, para enfrentar o pirralho cara a cara.
Que beleza! É assim que funciona a livre concorrência! Isso seria verdade, se o grandalhão e o pirralho jogassem com as mesmas regras.
O grandalhão disse que gastaria US$ 10 milhões para vender o novo jornal. Onde? Na TV da família. Mas como saber se o orçamento é mesmo de US$ 10 milhões? Como garantir que o grandalhão paga, na TV da família, o mesmo preço de um concorrente por 30 segundos de um comercial? Difícil dizer.
O pirralho teria US$ 10 milhões para gastar? Nem pensar. E se tivesse? Seus US$ 10 milhões comprariam a mesma quantidade de 30 segundos que o grandalhão compra? Os 30 segundos do grandalhão têm mais segundos que os 30 segundos de qualquer pirralho.
Daqui a pouco, essa megaprivatização estará concluída. Três telefônicas regionais e uma operadora de telefone interurbano e internacional estarão à venda. Os interessados podem pagar em prestações e com financiamento de bancos estatais.
Se o grandalhão comprar uma telefônica, vai ser como se CBS, NBC e ABC, juntas (sim, pois a audiência do grandalhão é igual à soma das três grandes americanas), associadas a John Malone, comprassem a AT&T e a Nynex. Isso faz sentido numa sociedade aberta? Nem Bill Gates concordaria. Quem pode impedir isso? Uma agência governamental sem nenhum poder político?
O grandalhão sempre será o grandalhão? Como se sabe, os grandalhões mudam, como os impérios. A Espanha e a Inglaterra achavam que sempre seriam o que os EUA pensam que serão sempre. Porém, com uma legislação tão liberal (a mais liberal do mundo), sempre haverá um grandalhão. Um.
Esse é o caminho mais curto para o assalto às liberdades de competição e de expressão. Porque tudo isso se passa num ambiente político de uma terra desolada. Que país é esse?
A Bolívia? Não. De acordo com o Banco Mundial, na Bolívia, a porcentagem de crianças que concluem quatro anos de escola é muito maior do que no país desta narrativa. É a Costa Rica? Não. Outra vez de acordo com o Banco Mundial, o salário mínimo real urbano é duas vezes maior na Costa Rica.
É evidente que estou falando do Brasil, onde Bill Gates estaria livre para fazer o que bem entendesse. Nos EUA, Gates conseguiu a proeza de unir contra ele, no Congresso, os conservadores mais radicais e os liberais igualmente radicais. Aqui, seria um herói da pátria.
Para recuar 90 anos, a Standard Oil, que dominava 90% do petróleo distribuído no mundo (como, hoje, o Windows domina 90% do mercado mundial), por causa de um processo antitruste também "histórico", foi obrigada a se dividir. Aqui, a Standard Oil permaneceria una e indivisível.
Vinte anos atrás, as leis antitruste americanas dividiram a AT&T em sete "baby bells", "para defender os valores básicos do capitalismo". Como diria Che Guevara, o governo brasileiro vai criar uma, duas, três... AT&Ts.
Com essa lei de privatização das telecomunicações, qual o futuro da liberdade de expressão no Brasil? O mesmo da tecnologia da era moderna: concentrada, condensada e comprimida.
Mas será a modernidade tão ruim assim para nós, que vivemos em sociedades que precisam ser modernas e globais? Não, foi a resposta do mestre mexicano Octavio Paz: "A modernidade é o inferno com ar-condicionado".

Paulo Henrique Amorim, 55, jornalista, é editor-chefe do "Jornal da Band" (Rede Bandeirantes).
Tradução de Paulo Migliacci









Especial: É tudo um assunto só!

Outro dia discutindo sobre as manifestações do dia 15, sobre crise do governo e a corrupção da Petrobrás eu perguntei a ele se tinha acompanhado a CPI da Dívida Pública. Então ele me respondeu: Eu lá estou falando de CPI?! Não me lembro de ter falado de CPI nenhuma! Estou falando da roubalheira... A minha intenção era dizer que apesar de ter durado mais de 9 meses e de ter uma importância ímpar nas finanças do país, a nossa grande mídia pouco citou que houve a CPI e a maioria da população ficou sem saber dela e do assunto... Portanto não quis fugir do assunto... é o mesmo assunto: é a política, é a mídia, é a corrupção, são as eleições, é a Petrobras, a auditoria da dívida pública, democracia, a falta de educação, falta de politização, compra de votos, proprina, reforma política, redemocratização da mídia, a Vale, o caso Equador, os Bancos, o mercado de notícias, o mensalão, o petrolão, o HSBC, a carga de impostos, a sonegação de impostos,a reforma tributária, a reforma agrária, os Assassinos Econômicos, os Blog sujos, o PIG, as Privatizações, a privataria, a Lava-Jato, a Satiagraha, o Banestado,  o basômetro, o impostômetro, É tudo um assunto só!...




A dívida pública brasileira - Quem quer conversar sobre isso?


Escândalo da Petrobrás! Só tem ladrão! O valor de suas ações caíram 60%!! Onde está a verdade?

A revolução será digitalizada (Sobre o Panamá Papers)

O tempo passa... O tempo voa... E a memória do brasileiro continua uma m#rd*

As empresas da Lava-jato = Os Verdadeiros proprietários do Brasil = Os Verdadeiros proprietários da mídia.

Desastre na Barragem Bento Rodrigues <=> Privatização da Vale do Rio Doce <=> Exploração do Nióbio

Sobre o mensalão: Eu tenho uma dúvida!

Trechos do Livro "Confissões de um Assassino Econômico" de John Perkins 

Meias verdades (Democratização da mídia)

Spotniks, o caso Equador e a história de Rafael Correa.

O caso grego: O fogo grego moderno que pode nos dar esperanças contra a ilegítima, odiosa, ilegal, inconstitucional e insustentável classe financeira.


A PLS 204/2016, junto com a PEC 241-2016 vai nos transformar em Grécia e você aí preocupado com Cunha e Dilma?!

A PEC 241. Onde as máscaras caem.

Uma visão liberal sobre as grandes manifestações pelo país. (Os Oligopólios cartelizados)


Depoimento do Lula: "Nunca antes nesse país..." (O país da piada pronta)
(Relata "A Privataria Tucana", a Delação Premiada de Delcidio do Amaral e o depoimento coercitivo do Lula para a Polícia Federal)


Seminário Nacional - Não queremos nada radical: somente o que está na constituição.

Seminário de Pauta 2015 da CSB - É tudo um assunto só...

UniMérito - Assembleia Nacional Constituinte Popular e Ética - O Quarto Sistema do Mérito 

Jogos de poder - Tutorial montado pelo Justificando, os ex-Advogados Ativistas
MCC : Movimento Cidadão Comum - Cañotus - IAS: Instituto Aaron Swartz


As histórias do ex-marido da Patrícia Pillar

As aventuras de uma premiada brasileira! (Episódio 2016: Contra o veto da Dilma!)

A mídia é o 4° ou o 1° poder da república? (Caso Panair, CPI Times-Life)

O Mercado de notícias - Filme/Projeto do gaúcho Jorge Furtado

Quem inventou o Brasil: Livro/Projeto de Franklin Martins (O ex-guerrilheiro ouve música)

Eugênio Aragão: Carta aberta a Rodrigo Janot (o caminho que o Ministério público vem trilhando)

Luiz Flávio Gomes e sua "Cleptocracia"

Comentários políticos com Bob Fernandes.

Ricardo Boechat - Talvez seja ele o 14 que eu estou procurando...



PPPPPPPPP - Parceria Público/Privada entre Pilantras Poderosos para a Pilhagem do Patrimônio Público

Sugestão inovadora, revolucionária, original e milagrosa para melhorar a trágica carga tributária brasileira.

Pedaladas Fiscais - O que são? Onde elas vivem? Vão provocar o impeachment da Dilma?

Como o PT blindou o PSDB e se tornou alvo da PF e do MPF - É tudo um assunto só!

InterVozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social

Ajuste Fiscal - Trabalhadores são chamados a pagar a conta mais uma vez


Resposta ao "Em defesa do PT"

Melhores imagens do dia "Feliz sem Globo" (#felizsemglobo)



Desastre em Mariana/MG - Diferenças na narrativa.

Quanto Vale a vida?!


Questões de opinião:
Questão de opinião: Maioridade penal a partir de 16 anos: seria uma boa?
Questão de Opinião: Financiamento de campanha: Público X Privado X Empresarial.
Questão de opinião: Terceirização - Temos que garantir os direitos deles ou dela? (PL 4330) (PCL 30/2015)

Eduardo Cunha - Como o Brasil chegou a esse ponto?




Sobre a Ditadura Militar e o Golpe de 64:

O Brasil Mudou. A Mídia não!

Dossiê Jango - Faz você lembrar de alguma coisa?

Comissão Nacional da Verdade - A história sendo escrita (pela primeira vez) por completo.

Sobre o caso HSBC (SwissLeaks):

Acompanhando o Caso HSBC I - Saiu a listagem mais esperadas: Os Políticos que estão nos arquivos.

Acompanhando o Caso HSBC II - Com a palavra os primeiros jornalistas que puseram as mãos na listagem.

Acompanhando o Caso HSBC III - Explicações da COAF, Receita federal e Banco Central.

Acompanhando o Caso HSBC V - Defina: O que é um paraíso fiscal? Eles estão ligados a que países?

Acompanhando o Caso HSBC VI - Pausa para avisar aos bandidos: "Estamos atrás de vocês!"... 

Acompanhando o Caso HSBC VII - Crime de evasão de divisa será a saída para a Punição e a repatriação dos recursos

Acompanhando o Caso HSBC VIII - Explicações do presidente do banco HSBC no Brasil

Acompanhando o Caso HSBC IX  - A CPI sangra de morte e está agonizando...

Acompanhando o Caso HSBC X - Hervé Falciani desnuda "Modus-Operandis" da Lavagem de dinheiro da corrupção.

Acompanhando o Caso HSBC XI - Vomitasso!! Como foi... Como deveria ter sido....




Sobre o caso Operação Zelotes (CARF):

Acompanhando a Operação Zelotes!

Acompanhando a Operação Zelotes II - Globo (RBS) e Dantas empacam as investigações! Entrevista com o procurador Frederico Paiva.

Acompanhando a Operação Zelotes III - Aberto a CPI do CARF - Vamos acompanhar!! 

Acompanhando a Operação Zelotes IV (CPI do CARF) - Apresentação da Polícia Federal, Explicação do Presidente do CARF e a denuncia do Ministério Público.

Acompanhando a Operação Zelotes V (CPI do CARF) - Vamos inverter a lógica das investigações?

Acompanhando a Operação Zelotes VI (CPI do CARF) - Silêncio, erro da polícia e acusado inocente depõe na 5ª reunião da CPI do CARF.

Acompanhando a Operação Zelotes VII (CPI do CARF) - Vamos começar a comparar as reportagens das revistas com as investigações...

Acompanhando a Operação Zelotes VIII (CPI do CARF) - Tem futebol no CARF também!...

Acompanhando a Operação Zelotes IX (CPI do CARF): R$1,4 Trilhões + R$0,6 Trilhões = R$2,0Trilhões. Sabe do que eu estou falando?

Acompanhando a Operação Zelotes X (CPI do CARF): No meio do silêncio, dois tucanos batem bico...

Acompanhando a Operação Zelotes XI (CPI do CARF): Tarólogo bocudo dá corpo à versão da Veja.

Acompanhando a Operação Zelotes XII (CPI do CARF): Nem tudo é igual quando se pensa em como tudo deveria ser...

Acompanhando a Operação Zelotes XIII (CPI do CARF): APS fica calado. Meigan Sack fala um pouquinho. O Estadão está um passo a frente da comissão? 

Acompanhando a Operação Zelotes XIV (CPI do CARF): Para de tumultuar, Estadão!

Acompanhando a Operação Zelotes XV (CPI do CARF): Juliano? Que Juliano que é esse? E esse Tio?

Acompanhando a Operação Zelotes XVI (CPI do CARF): Senhoras e senhores, Que comece o espetáculo!! ("Operação filhos de Odin")

Acompanhando a Operação Zelotes XVII (CPI do CARF): Trechos interessantes dos documentos sigilosos e vazados.

Acompanhando a Operação Zelotes XVIII (CPI do CARF): Esboço do relatório final - Ainda terão mais sugestões...

Acompanhando a Operação Zelotes XIX (CPI do CARF II): Melancólico fim da CPI do CARF. Início da CPI do CARF II

Acompanhando a Operação Zelotes XX (CPI do CARF II):Vamos poupar nossos empregos

Acompanhando a Operação Zelotes XXI (CPI do CARF II): Entrando no mérito da questão: Ágio Interno.
Acompanhando a Operação Zelotes XXII (CPI do CARF II): Só ladrões de galinhas...
Acompanhando a Operação Zelotes XXIII (CPI do CARF II): Quem faz/fez contabilidade criativa no Brasil?!

Sobre CBF/Globo/Corrupção no futebol/Acompanhando a CPI do Futebol:

KKK Lembra daquele desenho da motinha?! Kajuru, Kfouri, Kalil:
Eu te disse! Eu te disse! Mas eu te disse! Eu te disse! K K K

A prisão do Marin: FBI, DARF, GLOBO, CBF, PIG, MPF, PF... império Global da CBF... A sonegação do PIG... É Tudo um assunto só!!

Revolução no futebol brasileiro? O Fim da era Ricardo Teixeira. 

Videos com e sobre José Maria Marin - Caso José Maria MarinX Romário X Juca Kfouri (conta anonima do Justic Just ) 

Do apagão do futebol ao apagão da política: o Sistema é o mesmo


Acompanhando a CPI do Futebol - Será lúdico... mas espero que seja sério...

Acompanhando a CPI do Futebol II - As investigações anteriores valerão!

Acompanhando a CPI do Futebol III - Está escancarado: É tudo um assunto só!

Acompanhando a CPI do Futebol IV - Proposta do nobre senador: Que tal ficarmos só no futebol e esquecermos esse negócio de lavagem de dinheiro?!

Acompanhando a CPI do Futebol V - Andrew Jennings implora: "Dont give up"! (Não desistam)!
Acompanhando a CPI do Futebol VI - O Romário é centro-avante ou um juiz?! 

Acompanhando a CPI do Futebol VII - Uma questão de opinião: Ligas ou federações?!

Acompanhando a CPI do Futebol VIII - Eurico Miranda declara: "A modernização e a profissionalização é algo terrível"!

Acompanhando a CPI do Futebol IX - Os presidentes de federações fazem sua defesa em meio ao nascimento da Liga...

Acompanhando a CPI do Futebol X - A primeira Liga começa hoje... um natimorto...

Acompanhando a CPI do Futebol XI - Os Panamá Papers - Os dribles do Romário - CPI II na Câmara. Vai que dá Zebra...

Acompanhando a CPI do Futebol XII - Uma visão liberal sobre a CBF!

Acompanhando a CPI do Futebol XIII - O J. Awilla está doido! (Santa inocência!)

Acompanhando a CPI do Futebol XIV - Mais sobre nosso legislativo do que nosso futebol



Acompanhando o Governo Michel Temer

Acompanhando o Governo Michel Temer I




quarta-feira, 11 de março de 2015

Trechos do Livro "Confissões de um Assassino Econômico" de John Perkins





Alguém aqui já leu o livro 
Confissões de um assassino econômico ? Não se enganem com o título bizarro. É um livro escrito por um norte-americano (John Perkins) e é um manual, explica tim-tim por tim-tim, de como se tornar uma nação tão grandiosa e poderosa como os Estados Unidos!

Alguém está acompanhando o que está acontecendo no Equador desde 2007 quando um novo presidente assumiu? Lá o presidente Rafael Correa aprendeu bem as lições ensinadas nesse livro! 

Ele era ministro da economia do governo anterior, revoltou-se com coisas que ele considerava erradas(corruptas), rompeu com o governo e lançou candidatura própria. Fez algumas promessas e venceu nas eleições seguintes contra aquele governo que ele se revoltou.(Tem esse ponto em comum com o Fernando Henrique, pois ganhou notoriedade enquanto ministro da economia e venceu as eleições devido essa notoriedade.) 

Em janeiro de 2007 assumiu a presidência, cumpriu sua principal promessa sobre a política econômica do país, já em 2008 o PIB equatoriano subiu 6,5% ( mesmo em meio a grande crise internacional) o que permitiu que os investimentos em Educação/Saúde/Segurança fossem triplicados!

Esse nosso governo que gosta tanto dos nossos vizinhos latino-americanos (sic), bem que poderiam seguir o melhor exemplo de todos eles, né?! Porque o governo não segue esse exemplo? Porque nenhum ministro da economia, presidente do STJ ou alguém qualquer segue esse exemplo?!

Porque essa nossa mídia comprada não mostra esses exemplos para a população?!?!

Eu tenho a esperança, quase a certeza, de que um dia o Brasil seguirá o mesmo caminho!! A maioria do povo é séria e honesta! 
Temos todas as condições para isso! 

É um sonho?! Mas toda a realidade para ser conquistada, antes teve que ser o sonho de alguém...


Trechos do livro na MinhaTeca:  http://minhateca.com.br/adrielss_ba/Documentos/Livros/Portugu*c3*aas/Confiss*c3*b5es+de+um+Assassino+Econ*c3*b4mico+-+John+Perkins,222778210.pdf


Trecho do documentário Zeitgeist Addendum. John Perkins, ex-agente da CIA e autor do livro "Confissões de um Assassino Econômico", fala de como funciona a tática de guerra econômica usada para subjugar nações.





Trechos do livro "Confissões de um Assassino Econômico" - John Perkins

"Escrevi este texto em 1982 como as palavras iniciais para um livro ao qual
atribuí o título provisório de Conscience of an Economic Hit Man.1" (...)

"Jaime Roídos, presidente do Equador, e Ornar Torrijos, presidente do Panamá. Ambos
acabavam de morrer em desastres aéreos. A morte deles não foi acidental. Eles foram
assassinados porque se opunham àquela fraternidade de chefes de corporações, de
governos e de bancos cuja meta é o império mundial."  (...)

"Mas esta história não é ficção. É a história verdadeira da minha vida. Outro
editor, mais corajoso, não subordinado a uma corporação internacional, concordou
em me ajudar a contá-la."  (...)

"Esta é uma história verídica. Eu a vivi cada minuto. As visões, as pessoas, os
diálogos e os sentimentos que traduzo aqui são todos parte da minha vida." (...)

"Na verdade, no dia em que comecei a trabalhar com a minha professora
Claudine, em 1971, ela me informou: "A minha missão é transformar você num
assassino económico. Ninguém pode saber sobre o seu envolvimento: nem mesmo a sua mulher". Então ela acrescentou num tom mais grave ainda: "Depois que entrar,
será para o resto da sua vida". Depois disso, ela raramente usou o nome por
extenso; éramos simplesmente AEs."  (Em inglês, EHM:economic hit-man )

"O meu trabalho, dizia ela, era "encorajar os líderes mundiais a tornar-se parte
de uma vasta rede de relações de trabalho que promove os interesses comerciais
americanos. No final, esses líderes estarão completamente enredados numa teia de
débitos que garante a sua lealdade. Podemos manobrá-los como quisermos — para
satisfazer as nossas necessidades políticas, econômicas ou militares. Eles, por sua
vez, sustentam as suas posições políticas oferecendo ao povo parques industriais,
usinas energéticas e aeroportos. Os proprietários de empresas de engenharia e
construção americanas tornam-se fabulosamente ricos"." (...)

"Isto é o que nós AEs fazemos melhor: construímos um império mundial. Somos
um grupo de elite de homens e mulheres que utilizam organizações financeiras
internacionais para tornar outras nações subservientes à corporatocracia e fazer
funcionar as nossas maiores corporações, o nosso governo e os nossos bancos. Como
os nossos equivalentes na Máfia, os AEs fazem favores. Estes são em forma de
empréstimos para desenvolver a infra-estrutura — usinas de geração de eletricidade,
estradas, portos, aeroportos ou parques industriais. Uma condição desses
empréstimos é que as companhias de engenharia e de construção do nosso próprio
país construam todos esses projetos. Na essência, grande parte desse dinheiro nunca
deixa os Estados Unidos; é simplesmente transferido das agências bancárias de
Washington para escritórios de engenharia de Nova York, Houston e San Francisco.
Apesar do fato de que esse dinheiro é devolvido quase imediatamente para as
corporações que integram a corporatocracia (os credores), o país recebedor é
requisitado a pagar todo o dinheiro de volta, o principal mais os juros. Se um AE
for completamente bem-sucedido, os juros são tão altos que o devedor é forçado a
deixar de honrar os seus pagamentos depois de alguns anos. Quando isso acontece,
então, como a Máfia, cobramos nosso pagamento com violência. Isso inclui uma ou
mais formas como: controle sobre os votos na Organização das Nações Unidas, a
instalação de bases militares ou o acesso a preciosos recursos como petróleo ou o
Canal do Panamá. E claro que o devedor ainda continua nos devendo dinheiro — e
assim outro país é agregado ao nosso império mundial." (...)

"Infelizmente, o Equador não é uma exceção. Quase todos os países que nós AEs
colocamos sob o guarda-chuva do império mundial sofrem o mesmo destino" (...)

"Por causa dos projetos dos AEs, o Equador está à mercê da dívida externa e
deve dedicar uma parte excessiva do orçamento nacional para pagá-la, em vez de
usar o seu capital para ajudar os milhões de cidadãos oficialmente classificados
como perigosamente empobrecidos. A única maneira de o Equador pagar as suas
obrigações com o exterior é vender as suas florestas tropicais para as companhias
petrolíferas." (...)

"O Equador é um caso típico dos países ao redor do mundo que os AEs
incluíram no pacote político-econômico. Para cada 100 dólares de petróleo bruto
extraído das florestas tropicais equatorianas, as companhias petrolíferas recebem 75
dólares. Dos 25 dólares restantes, três quartos devem ir para pagar a dívida externa. A maior parte do restante cobre os gastos com o Exército e outras despesas
governamentais — o que deixa cerca de 25 dólares para a saúde, a educação e
programas de combate à pobreza."  (...)

"Claudine me disse que havia dois objetivos básicos no meu trabalho. Primeiro,
eu devia justificar os enormes empréstimos internacionais que canalizariam rios de
dinheiro de volta para a MAIN e outras companhias americanas (como a Bechtel,
Halliburton, Stone & Webster e a Brown & Root), por meio de gigantescos projetos
de engenharia e construção. Segundo, eu trabalharia para a falência de países que
recebiam esses empréstimos (depois de terem pago a MAIN e as outras contratadas
americanas, é claro) de modo que eles seriam dependentes para sempre dos seus
credores e assim apresentaria alvos fáceis quando precisássemos de favores,
incluindo bases militares, votos na ONU, ou acesso a petróleo e outros recursos
naturais." (...)

"Uma tarde alguns meses depois, Claudine e eu estávamos sentados à janela
observando a neve cair na Beacon Street. "Somos um clube bem pequeno e
exclusivo", ela me disse. "Somos pagos... muito bem pagos... para enganar países
ao redor do mundo e subtrair-lhes bilhões de dólares. Uma grande parte do seu
trabalho é encorajar os líderes mundiais a fazer parte de uma extensa rede de
conexões operacionais que promove os interesses comerciais americanos. No final
das contas, esses líderes acabam enredados nessa teia de dívidas que assegura a
lealdade deles. Poderemos aliciá-los sempre que desejarmos — para atender às
nossas necessidades políticas, económicas ou militares. Em troca, esses líderes
sustentam as suas posições políticas com a construção de parques industriais, usinas
energéticas e aeroportos para o seu povo. Enquanto isso, os proprietários
americanos de empresas de engenharia e construção tornam-se muito ricos."" (...)

"Também compreendi que os professores da minha faculdade não haviam
entendido a verdadeira natureza da macroeconomia: que em muitos casos ajudar
uma economia a crescer apenas torna aquelas poucas pessoas que se sentam nos
postos mais elevados da pirâmide ainda mais ricas, enquanto não faz nada por
aquelas na base a não ser empurrá-los ainda mais para baixo. Na verdade, promover
o capitalismo geralmente resulta em um sistema que lembra as sociedades feudais
medievais. Se algum dos meus professores soubesse disso, não admitiria —
provavelmente porque as grandes corporações, e os homens que as controlam,
fundam faculdades. Expor a verdade iria indubitavelmente custar o emprego
daqueles professores — assim como essas revelações poderiam custar o meu." (...)

"Esses pensamentos continuaram a perturbar o meu sono todas as noites
que passei no Hotel Intercontinental Indonésia. No fim, a minha defesa
fundamental era altamente pessoal: eu tinha vencido com muita luta desde
aquela cidade de New Hampshire, a escola preparatória, o esboço. Por uma
combinação de coincidências e muito trabalho, eu conquistara um lugar na boa
vida. Eu também me confortava com o fato de que estava fazendo a coisa certa
aos olhos da minha cultura. Estava no caminho de me tornar um economista
respeitado e de sucesso. Estava fazendo aquilo para o que a faculdade de
administração me preparara. Estava ajudando a implementar um modelo de
desenvolvimento que era sancionado pelas melhores mentes das assessorias de
mais alto nível do mundo." (...)

"Quando retornei a Bandung, no entanto, me via imaginando sobre todas essas
experiências; às vezes era profundamente perturbador. Ocorreu-me que tudo o que
eu estava fazendo na Indonésia era mais parte de um jogo do que realidade. Era
como se estivéssemos participando de um jogo de pôquer. Não revelávamos as
nossas cartas. Não podíamos confiar uns nos outros ou contar com a credibilidade
das informações que nos dávamos. Ainda assim, esse jogo era mortalmente sério, e
o seu resultado teria uma influência decisiva sobre milhões de vidas pelas décadas
seguintes." (...)

""Estou levando você para ver um dalang"(...)
"Você sabe, os famosos mestres de bonecos indonésios."(...)
o dalang apresentou um boneco de Richard Nixon, perfeito com o característico
nariz comprido e as bochechas flácidas. O presidente americano estava vestido
como o Tio Sam, com uma cartola estampada com estrelas e listras e fraque(....)
Ele levantou a Indonésia do mapa e atirou-a no balde, mas exatamente
naquele momento outro boneco saltou das sombras. Esse boneco representava um
homem indonésio, vestido com camisa de batik colorido e calça de brim caqui, e
também usava um sinal com o nome claramente pintado.
"Um político bastante popular de Bandung", Rasy explicou.
Esse boneco literalmente voou entre Nixon e o Homem Balde e ergueu a mão.
"Pare!", gritou. "A Indonésia é soberana." (...)
Vários dias depois, o político popular de Bandung, cujo boneco se interpusera
entre Nixon e fora empalado pelo Homem Balde, foi atropelado e morto por um
motorista desconhecido que fugiu depois do incidente."  (...)




SOBRE   O   AUTOR
John Perkins viveu quatro vidas: como um assassino económico (AE); como CEO de uma bem-sucedida empresa de energia alternativa, que foi recompensado por não revelar o seu passado como AE; como um especialista em culturas indígenas e xamanismo, como professor e escritor que usou os seus conhecimentos para promover a ecologia e a sustentabilidade enquanto continuava a honrar o voto de silêncio sobre a sua vida como AE; e como um escritor que, ao contar a história verídica da sua vida sobre os seus extraordinários negócios como AE, revelou o mundo das intrigas internacionais e corrupção que está convertendo a república americana num império mundial desprezado por um número cada vez maior de pessoas em todo o planeta.
Como AE, o trabalho de John foi convencer os países do Terceiro Mundo a aceitar enormes empréstimos para o desenvolvimento de infra-estrutura — empréstimos que eram muito maiores do que o necessário — e garantir que os projetos de desenvolvimento fossem contratados junto a corporações americanas como a Halliburton e a Bechtel. Depois que esses países estavam atrelados a dívidas gigantescas, o governo americano e as s agências de ajuda externa aliadas a ele podiam então controlar essas economias e assegurar que o petróleo e outros recursos fossem canalizados para servir aos interesses de construção do império mundial.
Na atribuição de AE, John viajou por todo o mundo e foi até mesmo um participante direto ou uma testemunha de alguns dos acontecimentos mais dramáticos da história moderna, incluindo o Caso da Lavagem de Dinheiro da Arábia Saudita, a queda do xá do Ira, a morte do presidente do Panamá, Ornar Torrijos, a subsequente invasão do Panamá e os acontecimentos que levaram à invasão do Iraque em 2003.
Em 1980, Perkins fundou a Independem Power Systems, Inc. (IPS), uma empresa de energia alternativa. Sob a sua liderança como CEO, a IPS tornou-se uma empresa extremamente bem-sucedida num mercado de alto risco em que a maioria dos seus concorrentes faliu. Muitas "coincidências" e favores de pessoas em posição de poder ajudaram a fazer da IPS uma líder do setor. John também trabalhou como consultor altamente remunerado cm algumas das corporações cujos bolsos ele anteriormente havia ajudado a encher — assumindo esse papel em parte por causa de uma série de ameaças não tão veladas e pagamentos lucrativos.
Depois de vender a IPS em 1990, John tornou-se um defensor dos direitos indígenas e de movimentos ambientais, trabalhando especialmente em afinidade com tribos amazônicas para ajudá-las a preservar as suas florestas. Ele escreveu cinco livros, publicados em muitos idiomas, sobre culturas indígenas, xamanismo, ecologia e sustentabilidade; deu aulas em universidades e centros de aprendizado de quatro continentes; e fundou e trabalhou na diretoria de diversas organizações sem fins lucrativos de vanguarda.
Uma das organizações sem fins lucrativos que ele fundou e dirigiu, a Dream Change Coalition (depois simplesmente Dream Change, ou DC), tornou-se um modelo na inspiração de pessoas a alcançar as suas próprias metas e, ao mesmo tempo, ser mais conscientes das consequências que a vida de cada um tem sobre os outros e sobre o planeta. A DC busca fortalecer as pessoas a desenvolver comunidades mais equilibradas e sustentáveis. O programa da DC intitulado Pollution Offset Lease for Earth (POLE) visa contrabalançar a poluição atmosférica que criamos, ajudar os povos indígenas a preservar as suas florestas e a promover a consciência da importância da terra. A DC desenvolveu um programa de atuação de âmbito mundial e tem inspirado as pessoas de muitos países a criar organizações com missões semelhantes.
Durante a década de 1990 e continuando no novo milénio, John manteve o seu voto de silêncio sobre a sua vida como AE e continuou a receber lucrativos pagamentos de grandes empresas. Ele aliviava a culpa aplicando no trabalho sem fins lucrativos grande parte do dinheiro que ganhava como consultor. O canal de televisão Arts & Entertainment fez um programa especial com ele intitulado "Headhunters of the Amazon", narrado por Eeonnrd Nimoy. A revista Italian Cosmopolitan publicou um longo artigo sobre os seminários "Shapeshifting" que ele conduziu na Europa. A revista Time escolheu a Dream Change como uma das treze organizações do mundo cujas páginas na Internet refletiam melhor as metas e os ideais do Dia da Terra.
Então aconteceu o 11 de Setembro de 2001. Os acontecimentos terríveis daquele dia convenceram John a arrancar o véu de segredo ao redor da vida que levou com AE, ignorar as ameaças e os subornos e a escrever Confissões de um Assassino Económico. Ele acabou se convencendo da própria responsabilidade de compartilhar com as pessoas o seu conhecimento privilegiado sobre o papel que o governo americano, as organizações de "ajuda" multinacionais e as corporações haviam desempenhado em levar o mundo a um ponto onde um evento daquelas proporções poderia acontecer. Ele queria revelar o fato de que os AEs estão mais presentes em toda parte hoje em dia do que nunca. Ele sentiu que devia isso ao seu país, à filha, a todas as pessoas ao redor do mundo que sofrem por causa do trabalho que ele e os seus colegas fizeram, e a si mesmo. Neste livro, ele descreve o caminho perigoso que o seu país está trilhando no momento em que se afasta dos ideais originais da república americana e em direção a conquistar o império mundial.
Os livros anteriores de John Perkins são Shapeshifting, The World Is As You Dream It, Psychonavigation, The Stress-Free Habit e Spirit of the Shuar.
Para saber mais sobre John, para descobrir onde ele vai proferir alguma palestra, para encomendar os seus livros ou para entrar em contato com ele, basta consultar o seguinte endereço na Internet:

www.JohnPerkins.org .

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retirado do site Plutocracia.com (http://plutocracia.com/videos/confissoes_de_um_assassino_economico_John_Perkins.html)


Confissões de um assassino económico

Assassinos económicos, de acordo com o autor, são profissionais altamente remunerados cujo trabalho é lesar países ao redor do mundo em golpes de biliões de dólares.

Modus operandi - Os assassinos económicos atuariam manipulando recursos financeiros do Banco Mundial, da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), além de outras organizações internacionais e estadunidenses. Através de empréstimos, eles canalizariam verbas de países para grandes corporações e famílias abastadas que controlam grandes fontes de recursos naturais.

Perkins afirma que seus instrumentos de trabalho incluem relatórios financeiros adulterados, pleitos eleitorais fraudulentos, extorsão, sexo e assassinato. Um assassino econômico seria um empregado do imperialismo nos tempos da globalização.

Objetivos - De acordo com o livro, o objetivo final dos assassinos económicos é o de fazer com que lideranças políticas e financeiras de países em desenvolvimento contraiam elevados empréstimos de instituições como o Banco Mundial e a USAID, com o objetivo de construir obras de infra-estrutura em seus países.

Os recursos dos empréstimos, porém, retornariam aos Estados Unidos, pois as empresas encarregadas das obras seriam invariavelmente estadunidenses. Os países beneficiados se veriam asfixiados com os pagamentos dos juros e as amortizações do principal dos empréstimos. Sendo assim, tais países se veem obrigados a se subordinar à pressão política dos Estados Unidos em diversos temas.


Entrevista com o autor de "Confissões de um assassino económico " - John Perkins

Como os Estados Unidos utilizam a globalização para defraudar os países pobres em triliões de dólares


http://resistir.info/eua/perkins_hit_man_port.html


Estamos a falar com John Perkins, um ex-membro respeitado da comunidade de negócios na banca internacional. No livro " Confissões de um Assassino Económico" ( Confessions of an Economic Hit Man ) ele descreve como, enquanto profissional altamente bem pago, ajudou os Estados Unidos a defraudar em triliões de dólares países pobres do globo inteiro, emprestando-lhes mais dinheiro do que aquilo que eles podiam alguma vez pagar para depois se apossar das suas economias. [inclui reprodução sem correcções]
John Perkins descreve-se a si próprio como um ex-assassino económico – um profissional altamente remunerado que defraudou em triliões de dólares países do mundo inteiro.

Há 20 anos que Perkins começou a escrever um livro com o título inicial de "Consciência de um Assassino Económico" (Conscience of an Economic Hit Man).

Perkins escreve, “Estava para dedicar este livro aos presidentes de dois países, homens que haviam sido seus clientes, que eu respeitava e considerava serem espíritos idênticos – Jaime Roldós, presidente do Equador, e Omar Torrijos, presidente do Panamá. Ambos morreram há pouco tempo em explosões aéreas. A morte deles não foi acidental. Foram assassinados porque se opuseram àquela fraternidade dos dirigentes das grandes companhias, do governo e da banca, cujo objectivo é o império global. Nós, os Assassinos Económicos não conseguimos persuadir Roldós e Torrijos, e o outro tipo de homens de golpe, os chacais sancionados pela CIA, que estavam sempre por trás de nós, entraram em acção.

John Perkins continua: “Eu fui convencido a deixar de escrever este livro. Recomecei-o mais de quatro vezes durante os vinte anos seguintes. Em todas as ocasiões, a minha decisão de voltar a começar foi influenciada pelos acontecimentos mundiais da época; a invasão do Panamá em 1980, a primeira guerra do Golfo, a Somália e a revolta de Osama Bin Laden. No entanto, as ameaças ou os subornos acabaram sempre por me convencer a parar”.

Mas finalmente Perkins publicou agora a sua história. O livro intitula-se Confessions of an Economic Hit Man. John Perkins está connosco aqui nos nossos estúdios de Firehouse. Ele trabalhou de 1971 a 1981 na firma internacional de consultoria de Chas T. Main onde era um “assassino económico”, como se descreve a si próprio. É o autor do recente livro Confessions of an Economic Hit Man.

AMY GOODMAN: John Perkins está connosco aqui no nosso estúdio Firehouse. Bem-vindos ao programa Democracy Now!

JOHN PERKINS: Obrigado, Amy. É óptimo estar aqui.

AMY GOODMAN: É bom tê-lo aqui connosco. Vamos, explique-nos esta expressão, “assassino económico” (economic hit man), e.h.m., como lhe chama.

JOHN PERKINS: Basicamente aquilo para que somos treinados e aquilo a que o nosso trabalho se destina é construir o império americano. Provocar... criar situações em que a maior parte possível dos recursos convirjam para este país, para as nossas companhias, e para o nosso governo e, na verdade, temos sido muito bem sucedidos. Construímos o maior império da história do mundo. Isto tem vindo a ser feito durante os últimos 50 anos desde a II Guerra Mundial, de facto com muito pouco poder militar. Só em ocasiões muito raras como no Iraque é que os militares aparecem como último recurso. Este império, ao invés de qualquer outro na história universal, foi construído principalmente através da manipulação económica, através da burla, através da fraude, através da atracção das pessoas para o nosso modo de vida, através dos assassinos económicos. Eu tomei parte nisso em grande medida.

AMY GOODMAN: Como é que se tornou num deles? Para quem trabalhou?

JOHN PERKINS: Bem, inicialmente fui contratado quando estava na business school, nos finais dos anos sessenta, pela National Security Agency, a maior mas menos bem conhecida organização de espionagem; mas por fim trabalhei em empresas privadas. O primeiro verdadeiro assassino económico surgiu nos princípios dos anos 50, Kermit Roosevelt, neto de Teddy, que derrubou o governo do Irão, um governo democraticamente eleito, o governo de Mossadegh que tinha sido a pessoa do ano da revista Time; e foi tão bem sucedido em fazer isso sem derramamento de sangue... bem, houve algum derramamento de sangue, mas não houve intervenção militar, apenas se gastaram milhões de dólares e substituiu-se Mossadegh pelo Xá do Irão. Nessa altura, percebemos que esta ideia de assassino económico era muitíssimo boa. Não tínhamos que nos preocupar com a ameaça de guerra com a Rússia se o conseguíssemos fazer desta maneira. O problema era que desta forma Roosevelt passava a ser um agente da CIA. Ele era um funcionário do governo. Se fosse apanhado, ficávamos metidos num grande sarilho. Ia ser muito constrangedor. Por isso, nessa altura, a decisão foi utilizar organizações como a CIA e a NSA para recrutar potenciais homens de golpe económico como eu e depois colocá-los a trabalhar em companhias privadas de consultoria, empresas de engenharia, companhias de construção para que, se fôssemos apanhados, não pudesse haver ligação com o governo.

AMY GOODMAN: Bom. Fale-nos da companhia onde trabalhava.

JOHN PERKINS: Bem, a companhia onde trabalhava era uma companhia chamada Chas. T. Main em Boston, Massachusetts. Éramos cerca de 2 000 empregados, e eu fui nomeado economista chefe. Acabei por ter cinquenta pessoas a trabalhar para mim. Mas o meu verdadeiro trabalho era fazer negócios. Ou seja, conceder empréstimos a outros países, empréstimos gigantescos, muito maiores do que aquilo que eles algum dia podiam pagar. Uma das condições do empréstimo... digamos, mil milhões de dólares para um país como a Indonésia ou o Equador... e depois esse país tinha que pagar noventa por cento desse empréstimo a uma companhia americana, ou companhias americanas, para construir infra-estruturas – uma Halliburton ou uma Bechtel. Estas eram as maiores. Depois essas companhias iam para lá e construíam um sistema de electricidade ou portos ou auto-estradas que basicamente serviam apenas algumas das mais ricas famílias desses países. Em última análise, a gente pobre desses países ficava afogada nesta espantosa dívida que nunca poderia pagar. Hoje, um país como o Equador deve mais de cinquenta por cento do seu orçamento nacional só para pagar a sua dívida. E claro que não consegue fazê-lo. Por isso, temo-los literalmente em cima dum barril. Assim, quando queremos mais petróleo, vamos ao Equador e dizemos, “Olhem, vocês não conseguem pagar a vossa dívida, portanto, dêem às nossas companhias petrolíferas as florestas tropicais do Amazonas, que estão repletas de petróleo.” E hoje chegamos lá e destruímos as florestas tropicais do Amazonas, forçando o Equador a entregá-las porque acumularam toda essa dívida. Assim, fazemos estes grandes empréstimos, a maior parte deles volta para os Estados Unidos, o país fica com a dívida mais imensos juros e, na prática, tornam-se nossos criados, nossos escravos. É um império. Não há dúvidas quanto a isto. É um império monstruoso. Tem sido extremamente bem sucedido.

AMY GOODMAN: Estamos a conversar com John Perkins, autor de Confessions of an Economic Hit Man. Você diz que, por causa de subornos e por outras razões, deixou de escrever este livro durante muito tempo. O que é que quer dizer com isso? Quem tentou suborná-lo ou quem... que subornos é que aceitou?

JOHN PERKINS: Bem, nos anos noventa aceitei um suborno de meio milhão de dólares para não escrever o livro.

AMY GOODMAN: De quem?

JOHN PERKINS: De uma das maiores companhias de construção civil.

AMY GOODMAN: Qual delas?

JOHN PERKINS: Legalmente falando, não era... a Stoner-Webster. Legalmente falando não foi um suborno, foi... um pagamento por eu ser consultor. Foi tudo muito legal. Mas no fundo eu não fazia nada. Era um entendimento, como expliquei nas Confessions of an Economic Hit Man, que estava... para mim estava... estava implícito, quando aceitei este dinheiro como consultor, que eu não teria muito trabalho, mas não podia escrever quaisquer livros sobre o assunto, pois eles tinham conhecimento que eu estava a escrever este livro, a que nessa altura eu chamava 'Conscience of an Economic Hit Man'. E devo dizer-lhe, Amy, que é uma história extraordinária do ponto de vista de ... É quase à James Bond, na verdade. E eu quero dizer...

AMY GOODMAN: Bem, de facto é como se lê o livro.

JOHN PERKINS: Pois, era mesmo, não era? Quando a National Security Agency me contratou, fizeram-me testes num detector de mentiras durante um dia inteiro. Descobriram todos os meus pontos fracos e seduziram-me imediatamente. Utilizaram as drogas mais fortes da nossa cultura, o sexo, o poder e o dinheiro para me dominarem. Eu venho duma família muito antiga de New England, calvinista, mergulhada em valores morais espantosamente fortes. Sabe, eu acho que de uma forma genérica sou uma boa pessoa e penso que a minha história mostra verdadeiramente como este sistema e estas poderosas drogas do sexo, do dinheiro e do poder podem seduzir as pessoas, porque eu fui mesmo seduzido. E se eu não tivesse vivido esta vida de assassino económico, acho que teria passado um mau bocado só de pensar que havia quem fizesse estas coisas. E foi por isso que escrevi este livro, porque o nosso país precisa mesmo de perceber, se as pessoas desta nação percebessem o que é a nossa política internacional, o que é a ajuda internacional, como trabalham as nossas empresas, para onde vai o dinheiro dos nossos impostos, tenho a certeza de que exigiriam uma mudança.

AMY GOODMAN: No seu livro, fala de como ajudou a implementar um esquema secreto para recambiar para a economia americana milhares de milhões de dólares dos petrodólares da Arábia Saudita, e para posteriormente cimentar a estreita relação entre a Casa de Saud e as sucessivas administrações dos Estados Unidos. Explique isto.

JOHN PERKINS: Sim, foi uma época fascinante. Lembro-me bem, você é que devia ser demasiado jovem para se lembrar, mas eu lembro-me bem de como, no princípio dos anos setenta. a OPEP exercia o poder que tinha e cortou o fornecimento de petróleo. Os nossos carros faziam fila nos postos de gasolina. O país estava com medo de se encontrar noutra crise de colapso-depressão tipo 1929; e isto era inaceitável. Então, eles – o Departamento do Tesouro, contrataram-me a mim e a outros homens de golpe económico. Fomos para a Arábia Saudita. Nós...

AMY GOODMAN: Vocês intitulavam-se mesmo assassinos económicos... e.h.m.'s?

JOHN PERKINS: Sim, era um termo cifrado com que nos tratávamos a nós próprios. Oficialmente, eu era um economista chefe. Tratávamo-nos a nós próprios e.h.m.'s. Era cifrado. Era como se, ninguém ia acreditar em nós se disséssemos isto, não acha? E então, fomos para a Arábia Saudita no princípio dos anos setenta. Sabíamos que a Arábia Saudita era a chave para eliminar a nossa dependência, ou para controlar a situação. E trabalhámos nesse negócio segundo o qual a Casa Real de Saud concordava em enviar a maior parte dos seus petrodólares para os Estados Unidos e investi-los nas acções do governo dos Estados Unidos. O Departamento do Tesouro utilizava os juros destas acções para contratar companhias americanas para a construção de novas cidades na Arábia Saudita, de novas infra-estruturas... o que cumprimos. E a Casa de Saud concordava em manter o preço do petróleo dentro de limites aceitáveis para nós, o que eles têm feito durante todos estes anos, e nós concordávamos em manter a Casa de Saud no poder enquanto eles cumprissem isso, o que cumprimos, e que é uma das principais razões por que entrámos em guerra com o Iraque. E no Iraque tentámos implementar a mesma política que tinha sido tão bem sucedida na Arábia Saudita, mas Saddam Hussein não foi na conversa. Quando os homens de golpe económico falham neste cenário, o passo seguinte são os chacais, como lhes chamamos. Os chacais são pessoas sancionadas pela CIA que chegam e tentam fomentar um golpe ou uma revolução. Se isso não resultar, passam aos assassinatos ou tentam fazê-lo. No caso do Iraque, não conseguiram chegar até Saddam Hussein. Ele tinha... Os guarda costas eram bons demais. Ele tinha duplos. Não conseguiram chegar até ele. Então, quando os homens de golpe económico e os chacais falham, a terceira linha de defesa, a linha de defesa seguinte são os nossos rapazes e raparigas que são enviados para morrer e para matar, que é sem dúvida o que estamos a fazer no Iraque.

AMY GOODMAN: Pode explicar como é que Torrijos morreu?

JOHN PERKINS: Omar Torrijos, o presidente do Panamá. Omar Torrijos tinha assinado o Tratado do Canal com o Carter muito... e, sabe, passou no congresso por apenas um voto. Era uma questão altamente polémica. Mas depois Torrijos seguiu em frente e negociou com o Japão a construção de um canal ao nível do mar. Os japoneses queriam financiar e construir no Panamá um canal ao nível do mar. Torrijos conversou com eles sobre isto, o que muito aborreceu a Corporation Bechtel, cujo presidente era George Schultz e o advogado sénior era Casper Weinberger. Quando Carter foi corrido (e esta é uma história interessante... como é que isso aconteceu na realidade), quando ele perdeu as eleições, e entrou Reagan e Schultz veio da Bechtel para secretário de Estado, e Weinberger veio da Betchel para secretário da Defesa, estavam todos muito irritados com Torrijos... tentaram convencê-lo a renegociar o Tratado do Canal e a não falar com os japoneses. Ele recusou obstinadamente. Era um homem de princípios. Tinha os seus problemas, mas era um homem de princípios. Era um homem extraordinário, Torrijos. E então, morreu numa explosão do avião, que foi provocada por um gravador com explosivos lá dentro, que... eu estava lá. Tinha estado a trabalhar com ele. Eu sabia que nós, os assassinos económicos, havíamos falhado. Eu sabia que os chacais estavam a cercá-lo e, logo a seguir, o avião explodiu com uma bomba dentro de um gravador. Não tenho a menor dúvida que foi com a sanção da CIA e mais... a maior parte dos investigadores da América latina chegaram à mesma conclusão. Claro, nunca se ouviu falar de tal coisa no nosso país.

AMY GOODMAN: Então, onde... quando é que se deu a sua mudança?

JOHN PERKINS: Sempre senti um sentimento de culpa, mas deixei-me seduzir. O poder destas drogas, o sexo, o poder e o dinheiro, era forte demais para mim. E, claro, eu estava a fazer coisas para as quais tinha sido estimulado com pancadinhas nas costas. Eu era economista chefe. Eu estava a fazer coisas de que Robert McNamara gostava e por aí fora.

AMY GOODMAN: Até que ponto era a sua relação de trabalho com o Banco Mundial?

JOHN PERKINS: Muito, muito próxima com o Banco Mundial. O Banco Mundial fornece a maior parte do dinheiro que é utilizado pelos assassinos económicos, ele e o FMI. Mas, quando houve o atentado de 11 de Setembro, senti um choque. Percebi que tinha que contar a história porque aquilo que aconteceu no 11 de Setembro é o resultado directo do que os assassinos económicos têm vindo a fazer. E a única maneira de nos virmos a sentir outra vez em segurança neste país e de nos virmos a sentir bem connosco próprios é utilizarmos estes sistemas que implementámos para criar uma mudança positiva em todo o mundo. Estou convencido que podemos fazer isso. Acho que é possível dar a volta ao Banco Mundial e a outras instituições para fazerem aquilo a que originalmente se destinavam, ajudar a reconstruir partes devastadas do mundo. Ajudar… ajudar verdadeiramente as pessoas pobres. Há vinte e quatro mil pessoas a morrer de fome todos os dias. Nós podemos alterar isso.

AMY GOODMAN: John Perkins, quero agradecer-lhe imenso por ter estado connosco. O livro de John Perkins intitula-se Confessions of an Economic Hit Man.

Entrevista a John Perkins realizada em 09/Nov/2004 no programa 'Democracy Now'.
Tradução de Margarida Ferreira

Esta entrevista encontra-se em:
http://www.democracynow.org/article.pl?sid=04/11/09/1526251#transcript


http://resistir.info/eua/perkins_hit_man_port.html



Especial: É tudo um assunto só!

Outro dia discutindo sobre as manifestações do dia 15, sobre crise do governo e a corrupção da Petrobrás eu perguntei a ele se tinha acompanhado a CPI da Dívida Pública. Então ele me respondeu: Eu lá estou falando de CPI?! Não me lembro de ter falado de CPI nenhuma! Estou falando da roubalheira... A minha intenção era dizer que apesar de ter durado mais de 9 meses e de ter uma importância ímpar nas finanças do país, a nossa grande mídia pouco citou que houve a CPI e a maioria da população ficou sem saber dela e do assunto... Portanto não quis fugir do assunto... é o mesmo assunto: é a política, é a mídia, é a corrupção, são as eleições, é a Petrobras, a auditoria da dívida pública, democracia, a falta de educação, falta de politização, compra de votos, proprina, reforma política, redemocratização da mídia, a Vale, o caso Equador, os Bancos, o mercado de notícias, o mensalão, o petrolão, o HSBC, a carga de impostos, a sonegação de impostos,a reforma tributária, a reforma agrária, os Assassinos Econômicos, os Blog sujos, o PIG, as Privatizações, a privataria, a Lava-Jato, a Satiagraha, o Banestado,  o basômetro, o impostômetro, É tudo um assunto só!...




A dívida pública brasileira - Quem quer conversar sobre isso?



Escândalo da Petrobrás! Só tem ladrão! O valor de suas ações caíram 60%!! Onde está a verdade?

A revolução será digitalizada (Sobre o Panamá Papers)


O tempo passa... O tempo voa... E a memória do brasileiro continua uma m#rd*


As empresas da Lava-jato = Os Verdadeiros proprietários do Brasil = Os Verdadeiros proprietários da mídia.

Desastre na Barragem Bento Rodrigues <=> Privatização da Vale do Rio Doce <=> Exploração do Nióbio



Sobre o mensalão: Eu tenho uma dúvida!



Trechos do Livro "Confissões de um Assassino Econômico" de John Perkins 

Meias verdades (Democratização da mídia)

Spotniks, o caso Equador e a história de Rafael Correa.

O caso grego: O fogo grego moderno que pode nos dar esperanças contra a ilegítima, odiosa, ilegal, inconstitucional e insustentável classe financeira.


Seminário Nacional - Não queremos nada radical: somente o que está na constituição.

Seminário de Pauta 2015 da CSB - É tudo um assunto só...

UniMérito - Assembleia Nacional Constituinte Popular e Ética - O Quarto Sistema do Mérito 

Jogos de poder - Tutorial montado pelo Justificando, os ex-Advogados Ativistas
MCC : Movimento Cidadão Comum - Cañotus - IAS: Instituto Aaron Swartz

A PLS 204/2016, junto com a PEC 241-2016 vai nos transformar em Grécia e você aí preocupado com Cunha e Dilma?!

A PEC 241. Onde as máscaras caem.

Seminário "O petróleo, o Pré-Sal e a Petrobras" e Entrevista de Julian Assange.

O que tenho contra banqueiros?! Operações Compromissadas/Rentismo acima da produção

Uma visão liberal sobre as grandes manifestações pelo país. (Os Oligopólios cartelizados)

PPPPPPPPP - Parceria Público/Privada entre Pilantras Poderosos para a Pilhagem do Patrimônio Público

Depoimento do Lula: "Nunca antes nesse país..." (O país da piada pronta)
(Relata "A Privataria Tucana", a Delação Premiada de Delcidio do Amaral e o depoimento coercitivo do Lula para a Polícia Federal)



As histórias do ex-marido da Patrícia Pillar

Foi o "Cirão da Massa" que popularizou o termo "Tattoo no toco"

A minha primeira vez com Maria Lúcia Fattorelli. E a sua?

As aventuras de uma premiada brasileira! (Episódio 2016: Contra o veto da Dilma!)  

A mídia é o 4° ou o 1° poder da república? (Caso Panair, CPI Times-Life)

O Mercado de notícias - Filme/Projeto do gaúcho Jorge Furtado

Quem inventou o Brasil: Livro/Projeto de Franklin Martins (O ex-guerrilheiro ouve música)

Eugênio Aragão: Carta aberta a Rodrigo Janot (o caminho que o Ministério público vem trilhando)


Luiz Flávio Gomes e sua "Cleptocracia"



Comentários políticos com Bob Fernandes. 

Quem vamos invadir a seguir (2015) - Michel Moore


Ricardo Boechat - Talvez seja ele o 14 que eu estou procurando...

Melhores imagens do dia "Feliz sem Globo" (#felizsemglobo)

InterVozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social

Pedaladas Fiscais - O que são? Onde elas vivem? Vão provocar o impeachment da Dilma?

Como o PT blindou o PSDB e se tornou alvo da PF e do MPF - É tudo um assunto só!


Ajuste Fiscal - Trabalhadores são chamados a pagar a conta mais uma vez

Resposta ao "Em defesa do PT"

Sugestão inovadora, revolucionária, original e milagrosa para melhorar a trágica carga tributária brasileira.



Desastre em Mariana/MG - Diferenças na narrativa.

Quanto Vale a vida?!


Questões de opinião:

Eduardo Cunha - Como o Brasil chegou a esse ponto?



Sobre a Ditadura Militar e o Golpe de 64:

Dossiê Jango - Faz você lembrar de alguma coisa?


Comissão Nacional da Verdade - A história sendo escrita (pela primeira vez) por completo.


Sobre o caso HSBC (SwissLeaks):

Acompanhando o Caso HSBC I - Saiu a listagem mais esperadas: Os Políticos que estão nos arquivos.


Acompanhando o Caso HSBC II - Com a palavra os primeiros jornalistas que puseram as mãos na listagem.


Acompanhando o Caso HSBC III - Explicações da COAF, Receita federal e Banco Central.



Acompanhando o Caso HSBC V - Defina: O que é um paraíso fiscal? Eles estão ligados a que países? 


Acompanhando o Caso HSBC VI - Pausa para avisar aos bandidos: "Estamos atrás de vocês!"... 


Acompanhando o Caso HSBC VII - Crime de evasão de divisa será a saída para a Punição e a repatriação dos recursos


Acompanhando o Caso HSBC VIII - Explicações do presidente do banco HSBC no Brasil

Acompanhando o Caso HSBC IX  - A CPI sangra de morte e está agonizando...

Acompanhando o Caso HSBC X - Hervé Falciani desnuda "Modus-Operandis" da Lavagem de dinheiro da corrupção.



Sobre o caso Operação Zelotes (CARF):

Acompanhando a Operação Zelotes!


Acompanhando a Operação Zelotes II - Globo (RBS) e Dantas empacam as investigações! Entrevista com o procurador Frederico Paiva.



Acompanhando a Operação Zelotes IV (CPI do CARF) - Apresentação da Polícia Federal, Explicação do Presidente do CARF e a denuncia do Ministério Público.

Acompanhando a Operação Zelotes V (CPI do CARF) - Vamos inverter a lógica das investigações?

Acompanhando a Operação Zelotes VI (CPI do CARF) - Silêncio, erro da polícia e acusado inocente depõe na 5ª reunião da CPI do CARF.

Acompanhando a Operação Zelotes VII (CPI do CARF) - Vamos começar a comparar as reportagens das revistas com as investigações...

Acompanhando a Operação Zelotes VIII (CPI do CARF) - Tem futebol no CARF também!...

Acompanhando a Operação Zelotes IX (CPI do CARF): R$1,4 Trilhões + R$0,6 Trilhões = R$2,0Trilhões. Sabe do que eu estou falando?

Acompanhando a Operação Zelotes X (CPI do CARF): No meio do silêncio, dois tucanos batem bico...

Acompanhando a Operação Zelotes XII (CPI do CARF): Nem tudo é igual quando se pensa em como tudo deveria ser...

Acompanhando a Operação Zelotes XIII (CPI do CARF): APS fica calado. Meigan Sack fala um pouquinho. O Estadão está um passo a frente da comissão? 

Acompanhando a Operação Zelotes XIV (CPI do CARF): Para de tumultuar, Estadão!

Acompanhando a Operação Zelotes XV (CPI do CARF): Juliano? Que Juliano que é esse? E esse Tio?

Acompanhando a Operação Zelotes XVI (CPI do CARF): Senhoras e senhores, Que comece o espetáculo!! ("Operação filhos de Odin")

Acompanhando a Operação Zelotes XVII (CPI do CARF): Trechos interessantes dos documentos sigilosos e vazados.

Acompanhando a Operação Zelotes XVIII (CPI do CARF): Esboço do relatório final - Ainda terão mais sugestões...

Acompanhando a Operação Zelotes XIX (CPI do CARF II): Melancólico fim da CPI do CARF. Início da CPI do CARF II

Acompanhando a Operação Zelotes XX (CPI do CARF II):Vamos poupar nossos empregos 


Sobre CBF/Globo/Corrupção no futebol/Acompanhando a CPI do Futebol:

KKK Lembra daquele desenho da motinha?! Kajuru, Kfouri, Kalil:
Eu te disse! Eu te disse! Mas eu te disse! Eu te disse! K K K


A prisão do Marin: FBI, DARF, GLOBO, CBF, PIG, MPF, PF... império Global da CBF... A sonegação do PIG... É Tudo um assunto só!!



Revolução no futebol brasileiro? O Fim da era Ricardo Teixeira. 




Videos com e sobre José Maria Marin - Caso José Maria MarinX Romário X Juca Kfouri (conta anonima do Justic Just ) 





Do apagão do futebol ao apagão da política: o Sistema é o mesmo


Acompanhando a CPI do Futebol - Será lúdico... mas espero que seja sério...

Acompanhando a CPI do Futebol II - As investigações anteriores valerão!

Acompanhando a CPI do Futebol III - Está escancarado: É tudo um assunto só!

Acompanhando a CPI do Futebol IV - Proposta do nobre senador: Que tal ficarmos só no futebol e esquecermos esse negócio de lavagem de dinheiro?!

Acompanhando a CPI do Futebol VII - Uma questão de opinião: Ligas ou federações?!

Acompanhando a CPI do Futebol VIII - Eurico Miranda declara: "A modernização e a profissionalização é algo terrível"!

Acompanhando a CPI do Futebol IX - Os presidentes de federações fazem sua defesa em meio ao nascimento da Liga...

Acompanhando a CPI do Futebol X - A primeira Liga começa hoje... um natimorto...

Acompanhando a CPI do Futebol XI - Os Panamá Papers - Os dribles do Romário - CPI II na Câmara. Vai que dá Zebra...

Acompanhando a CPI do Futebol XII - Uma visão liberal sobre a CBF!

Acompanhando a CPI do Futebol XIII - O J. Awilla está doido! (Santa inocência!)

Acompanhando a CPI do Futebol XIV - Mais sobre nosso legislativo do que nosso futebol



Acompanhando o Governo Michel Temer

Acompanhando o Governo Michel Temer I