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sexta-feira, 15 de março de 2013

Onde está a falsidade?? O caso Vladimir Herzog === Romário X Marin === Verdade X Caixa Preta da Ditadura.





Vou falar de novo sobre futebol, tem gente que não gosta... Vou falar de novo sobre política, tem gente que não gosta... Então estou avisando, se você não gosta de um ou de outro pode passar para outro Post.

Hoje, ao entrar no site oficial da CBF damos de cara com um cartaz preto, com os dizeres: "Desmascarando uma falsidfade" em letras garrafais

Desmascarando uma falsidade
Assessoria CBF 

Tomando como pretexto o aparte dado pelo então Deputado José Maria Marin, a discurso proferido pelo à época deputado Wadih Helu, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em 9 de outubro de 1975, ou seja, 38 anos atrás, desenvolve-se pela imprensa torpe campanha, visando a tentar desestabilizar a atuação do Sr. José Maria Marin à frente da Presidência da CBF.
A falsidade do alegado pretexto fica patente quando se sabe que o Sr. José Maria Marin, depois de abril de 1975, dedicou-se a atividades de relevo, tais como o exercício dos cargos de Vice-Governador e Governador do Estado de São Paulo, Presidente da Federação Paulista de Futebol, e por muitos anos, o de Vice-Presidente da CBF, sem incomodar os setores da imprensa que, numa ação visivelmente orquestrada, agora se dispõem a alvejá-lo, a serviço de interesses inconfessáveis, mas bem conhecidos.
Parece óbvio o intuito de constranger o Sr. José Maria Marin, conturbando as atividades do futebol brasileiro num momento de notória importância e delicadeza, quando se avizinha a realização, no Brasil, da Copa Mundial de 2014.
Ao encarar-se uma campanha de difamação, baseada em mentiras e deturpação de fatos do passado, como essa que visa a atingir o Sr. José Maria Marin, não se pode deixar de recordar outra campanha, paradigmática, que levou à ruina a Escola Base de São Paulo e seus diretores, também fruto da má-fé e irresponsabilidade de pseudos-jornalistas que lá, tal como agora, com característico ânimo criminoso, empenharam-se na desmoralização de pessoas de bem, para satisfazer maus instintos, entretendo-se em atirar, em quem os mira de cima, a lama em que chafurdam esses delinquentes.
Parece difícil crer que, na fase atual de maturidade dos meios públicos de comunicação no país, ainda possam neles encontrar guarida esses elementos de baixo nível ético e moral, dispostos a malbaratar a liberdade de imprensa, valor essencial à democracia, dela fazendo uso para agredir a honra alheia, num assomo de inveja ferida.
Qualquer pessoa, com mínimo de boa-fé, que se dispuser a ler a manifestação do Sr. José Maria Marin, na Assembleia Legislativa de São Paulo, facilmente concluirá que as acusações que ora lhe fazem esses pseudos-jornalistas são absolutamente falsas, não encontram suporte no fato ocorrido, que é imprestável para alimentar essa mesquinha e implacável perseguição.
Trata-se, evidentemente, de campanha articulada e baseada em mentiras, forjadas de maneira inescrupulosa, de sabor fascistoide, a lembrar as táticas goebelianas. Repita-se a mentira quantas vezes possível e ela se transformará em verdade nas mentes desavisadas.
Em poucas palavras, veja-se que o Deputado Helu foi à tribuna para relatar o teor de denúncia a respeito da TV Cultura, formulada por certo jornalista.
O Sr. José Maria Marin, iniciando seu aparte com a categórica afirmativa de que não estaria abordando o mérito da denúncia (suas primeiras palavras), declarou que ela merecia apuração, concitando as autoridades a esclarecer o que de fato ocorria na referida emissora.  Nada mais.
Só mentes doentias e perversas ou toldadas pela paixão podem ver nessa simples recomendação, qualquer acusação neste ou naquele sentido. Ou, pior, sustentar que dessa manifestação parlamentar possa ter nascido qualquer outra consequência, a não ser a apuração do mérito da denúncia, conforme sugerido.
Com a tranquilidade de quem tem a consciência limpa, o Presidente José Maria Marin não se deixará intimidar por campanhas assim espúrias, fadadas a ter o destino das coisas inúteis e podres, e não se desviará do caminho reto que tem norteado sua vida.
Segue-se o inteiro teor dos referidos discursos, transcrevendo-se primeiro o proferido pelo Deputado Wadih Helu, ao qual se segue o aparte do Presidente MARIN:

DISCURSO DO ENTÃO DEPUTADO WADIH HELU

                            O SR. WADIH HELU – Sr. Presidente e nobres Srs. Deputados, sábado último tivemos a satisfação de, juntamente com deputados estaduais, federais, secretários de Estado, participamos das festividades de Capão Bonito, onde, com a presença do Sr. Governador do Estado, Dr. Paulo Egydio Martins, a SABESP inaugurou o serviço de águas e esgotos naquela progressiva cidade do sul paulista.

                            Foi realmente uma festa, que contou com a presença de mais de 40 prefeitos das cidades adjacentes, demonstrando, acima de tudo, trabalho profícuo do governo da ARENA, que vai ao encontro das necessidades dos municípios parcos de recursos, proporcionando-lhes condições para a instalação do serviço de águas e esgotos, no atendimento dos serviços de infra-estrutura.  Tudo foi festa. Entretanto, notamos a ausência do órgão de divulgação do Estado, da TV Cultura – Canal 2.

                            Essa ausência não nos surpreendeu porque temos lido semestralmente na “Coluna Um”, de Cláudio Marques, denúncias de infiltração de elementos de esquerda no Canal 2, com a complacência do Secretário de Cultura, Dr. José Mindlin, e do próprio Governo.

                            Desta tribuna queremos externar o nosso protesto, pois nos falta condições de lutar por um país democrata, por um regime de democracia, quando a própria instituição governamental fica solapando essa democracia, não só com a sua ausência deliberada, mas muito mais do que isso, com a sua presença comunizante no vídeo, diariamente, com a sua presença comunizante no vídeo, diariamente, com sua presença que enaltece e procura dar provas de grandiosidade de líderes de esquerda de outros países, que vêm desgraçando outros povos, procurando inculcar no espírito do povo brasileiro que este País é só miséria, que este País é só pobreza, vez que na Televisão Cultura – Canal 2, só assistimos jornais mostrando a miséria, mostrando a pobreza, mostrando a desgraça.  Num País como o nosso, que está em pleno desenvolvimento, num País como o nosso, que se constitui num verdadeiro oásis no mundo de hoje, são esses elementos pagos pelo governo, numa emissora de televisão do Governo de São Paulo, que pregam a desagregação de nosso povo, da nossa cidade, omitindo-se de comunicar ao povo paulista, as realizações do nosso governo, como aconteceu em Capão Bonito, como aconteceu há dez dias em São Paulo, com a inauguração do Metrô, obra do Governo da ARENA, através de cinco prefeitos, de cinco homens que responderam pelos destinos da nossa cidade.  O Canal 2, a tudo omite, fazendo o proselitismo do comunismo, da subserviência, tornando-se como diz o colunista Cláudio Marques.  A Televisão Vietnam Cultura de São Paulo, paga com o dinheiro do povo, desservindo nosso governo e a nossa Pátria”.

APARTE DO ENTÃO DEP. JOSÉ MARIA MARIN, HOJE PRESIDENTE DA CBF

                            O Sr. José Maria Marin (Com assentimento do orador) – Nobre deputado Wadih Helu, realmente o assunto levantado por V.Exa. dessa tribuna, deve merecer uma atenção toda especial não só desta Casa, mas,  principalmente, por parte do Sr. Secretário da Cultura do Estado e por parte do Sr. Governador do Estado. Sem adentrar no mérito da questão, causa-me estranheza quando os órgãos de imprensa do nosso Estado, de há muito tempo vêm levantando esse problema, pedindo providências aos órgãos competentes, com o que está acontecendo com o Canal 2, e não verificamos pelo menos, nenhuma palavra de esclarecimento.  Já não se trata de divulgar o que é bom e deixar de divulgar aquilo que é mal, mas, trata-se da intranquilidade que já toma conta de São Paulo, um assunto que não é comentado apenas desta tribuna, que não é comentado apenas nos meios políticos, mas é assunto comentado em quase todos os lares de São Paulo.  Neste aparte, nobre deputado Wadih Helu, quero chamar a atenção do Sr. Secretário da Cultura do Estado de São Paulo e do Sr. Governador do Estado, que venham a público esclarecer definitivamente essas denúncias que estão sendo levantadas  pela Imprensa de São Paulo e, de forma particular e corajosa, pelo jornalista Cláudio Marques. Se a maioria dessas denúncias está sendo levantada pelos vários jornais de São Paulo, basta um simples exame desse problema para verificar que não só o jornalista citado dessa tribuna vem verificando os fatos negativos, pois não se vê nada de positivo, apresenta apenas misérias, apresenta problemas, mas não apresenta soluções.  Nessas condições, congratulamo-nos com V.Exa. pela oportunidade em levantar este problema e quero daqui neste ligeiro aparte, fazer um apelo ao Sr. Governador do Estado:  ou o jornalista está errado ou então o jornalista está certo. O que não pode continuar é essa omissão, tanto por parte do Sr. Secretário da Cultura, como do Sr. Governador.  É preciso mais do que nunca uma providência, a fim de que a tranquilidade volte a reinar não só nesta Casa, mas, principalmente, nos lares paulistanos”.
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Sobre o que é essa fome dedesmascarar a falsidade por parte da CBF??? Tem haver com outra fome de verdade que já passa de 38 anos. Um dos maiores mistérios e/ou mentira da história do Brasil.O Caso Vladimir Herzog. Uma mentira que foi sustentada por mais de 37 anos por documentos oficiais apesar de muitos próximos ao caso saberem que era uma mentira descarada.O presidente da CBF tem alguma coisa com esse caso? É o que o Romário, grande craque do futebol brasileiro, ex-Flamengo, Vasco, Fluminense, Barcelona e seleção brasileira. Fez grande dupla com o Bebeto na copa do mundo de 1994. Hoje ele é Deputado federal e fez o seguinte discurso na Camara de deputados em Brasília:

Romário em pronunciamento na Câmara, em dezembro. O "Baixinho" declarou guerra ao presidente da CBF. Foto: José Cruz / ABr
Romário em pronunciamento na Câmara, em dezembro. O “Baixinho” declarou guerra ao presidente da CBF. Foto: José Cruz / ABr
O deputado federal Romário (PSB-RJ), presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, fez nesta quinta-feira 14 um discurso no plenário da Casa no qual pediu investigações parlamentares a respeito do papel do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, na ditadura (1964-1985). Romário quer que a Comissão da Verdade, responsável por apurar abusos ocorridos durante o regime, passe a investigar também os efeitos da ditadura sobre o esporte.

Romário investiga Marin



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Discurso de Romário feito agora, na Câmara dos Deputados:

“Eu faço parte de um partido de muitas lutas, muitas batalhas.
Batalhas que nem sempre foram vencidas, mas que sempre valeram a pena, porque expressam nosso anseio por justiça e liberdade.
Refundado, em 1985, por homens e mulheres que resistiram à ditadura militar, sofrendo perseguições e mandatos cassados, o PSB denunciou a tortura num dos seus primeiros programas de televisão, e defendeu a punição rigorosa para esse tipo de crime.
Entre meus colegas de bancada está uma mulher de luta, a deputada Luiza Erundina, defensora histórica dos direitos humanos.
Ela coordena, hoje, nesta Casa, a Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça, que tem o objetivo de acompanhar e apoiar os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, na revelação de fatos, ainda obscuros, que ocorreram durante a ditadura civil-militar, no período de 1964 a 1985.
A criação da Comissão Nacional da Verdade é uma obrigação moral e política que decorre do reconhecimento, pelo Estado brasileiro, de que ele teve, sim, responsabilidade por crimes cometidos durante a última ditadura, e, por isso, deve esclarecimentos e reparação às famílias das vítimas – isto é, das pessoas que foram torturadas e assassinadas por agentes do Estado naquele período.
Esse reconhecimento aconteceu lá atrás, em 95, com a edição da Lei nº 9.140, no governo FHC.
Minha amiga Erundina deu uma contribuição importante nessa busca da verdade, quando ocupou a Prefeitura de São Paulo e determinou a abertura de uma vala clandestina localizada em um cemitério municipal, que levou à descoberta, entre as 1.049 ossadas, de corpos de OITO desaparecidos políticos. Este episódio resultou, também, na criação de uma CPI na Câmara de Vereadores da capital.
Este foi o início da abertura dos arquivos sobre aquele período.
Esta Casa, que teve suas portas fechadas durante o regime de exceção, cumpriu parte do seu dever ao atender o pleito da Deputada Erundina, e restituir simbolicamente os mandatos dos 173 deputados federais cassados pela ditadura.
Muita gente não sabe, mas o Sr. Marín, antes de entrar para o milionário negócio do futebol, chegou a ter algum destaque como político.
Ele presidiu a Câmara de Vereadores de São Paulo e, antes de se tornar governador do Estado, foi deputado estadual pela ARENA, o partido da ditadura.
Foi nessa ocasião, em 9 de outubro de 1975, que ele fez um duro pronunciamento, contra a TV Cultura, ao apartear no plenário o deputado Wadih Helu.
No seu aparte, o Deputado Marín exigia que fossem tomadas providências, segundo ele, em nome da “tranquilidade dos lares paulistanos”, como está registrado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, do dia 09 de outubro de 1975, página 62, que solicito conste nos anais desta Casa.
Não sei que providências ele tinha em mente.
O que sei, e que todos nós sabemos, é que no dia 24 de outubro daquele mês, o Diretor de Jornalismo da TV Cultura, Vladimir HERZOG, foi convocado para depor no DOI-CODI, e apareceu morto em sua cela, no dia seguinte.
A farsa da simulação de suicídio e o culto ecumênico realizado na Catedral da Sé para protestar contra a tortura, após a divulgação da morte de Herzog, já fazem parte da nossa História.
Mesmo com medo da repressão, pois havia câmeras estrategicamente posicionadas nas saídas da igreja, filmando cada um dos participantes, 8 mil pessoas saíram às ruas e transformaram o culto ecumênico na maior manifestação do povo brasileiro contra a ditadura.
Com certeza, Senhor Presidente, muita coisa ainda falta ser esclarecida, e a sociedade brasileira tem o direito de conhecer toda a verdade.
Muitos de nós parlamentares, bem como a Presidente Dilma e o conjunto da sociedade brasileira, têm interesse em saber se o Sr. José Maria Marín, hoje presidente da Confederação Brasileira de Futebol, manteve, naquele período, alguma relação com os órgãos da repressão, como, por exemplo, o DOI-CODI.
E também se ele contribuiu com crimes de violação dos direitos humanos no país.
Perguntaram ao senhor Nilmário Miranda, Presidente da Comissão da Anistia, se a Comissão da Verdade vai revelar o que os atletas sofreram durante a ditadura. A resposta dele foi a seguinte: “o Estado tem obrigação de revelar a verdade, reparar moralmente e até financeiramente as vítimas da tirania. O país está descobrindo que o direito à verdade é um direito irrenunciável”.
Neste contexto, podemos citar craques e ídolos do nosso futebol, como Afonsinho, Nando, Reinaldo, Sócrates e Vladimir, que sofreram com a repressão.
Por isso, senhor Presidente, vou propor a realização de uma audiência pública conjunta entre a Comissão de Turismo e Desporto, que, hoje, presido, e a Comissão Memória, Verdade e Justiça, para debater o tema “o futebol e a ditadura”, e gostaria de contar com a participação da Comissão Nacional da Verdade para que compartilhe e traga tudo o que já tiver sido levantado sobre este assunto.
Quero também contar com a colaboração de todos que tenham informações sobre episódios da época, para nos ajudar a revelar a verdade que buscamos.
As suspeitas sobre o Presidente da CBF são graves e constrangedoras. Nós, atletas e ex-atletas, ficamos muito desconfortáveis com esse tipo de situação, principalmente num momento em que o Brasil se expõe ao mundo, ao se preparar para receber megaeventos esportivos.
Será que merecemos ter à frente do nosso esporte mais querido, mais popular, um esporte que orgulha o nosso povo, uma pessoa suspeita de envolvimento, ainda que indireto, com tortura, assassinato e a supressão da democracia?
Será que a CBF, que comanda um esporte intimamente vinculado à cultura nacional, pode ser dirigida por alguém que pedia a repressão a uma emissora estatal de televisão, a TV Cultura, à qual estava vinculado Vladimir Herzog?
Não podemos esquecer que a nossa seleção gera expressivos recursos financeiros à CBF, que explora nossos símbolos: o nome do país, o hino, a bandeira e suas cores. Eles geram dividendos que ultrapassam os 100 milhões por ano, só de patrocínio, sem que tenhamos a transparência devida sobre a destinação desse dinheiro.
Será que dentre 200 milhões de brasileiros, é justamente ele quem melhor preenche os requisitos?
Que imagem o Brasil passa para o mundo e para a história do futebol, tendo à frente da CBF e do COL um personagem com este perfil?
Tenho observado que a Presidente Dilma tem dificuldade de engolir o presidente da CBF. Assim como o ministro Aldo Rebelo também tem, principalmente agora, depois da divulgação da gravação em que Marín diz as bobagens que pensa sobre o Ministro de Esportes.
Quero dizer que discordo de tudo o que disse sobre o ministro, viu, senhor Marín?
Então, será que, como presidente do COL e da CBF, Marín terá tranquilidade para figurar ao lado da Presidente Dilma e do Ministro Aldo Rebelo na recepção às autoridades estrangeiras?
Acho que o Sr. Marín não tem o direito de chamar de “delinquentes”, como pode ser conferido no site da CBF, aqueles que simplesmente buscam a transparência e a verdade.
O que a sociedade brasileira reivindica é o acesso à informação, aos fatos, o que é um direito de todos, e que o Estado tem o dever de propiciar.
Os tempos de intimidação e silêncio, graças ao Papai do Céu e à sociedade brasileira, são página virada na nossa História.
E só por isso estamos aqui, podendo dizer o que pensamos.
Era o que tinha a dizer, Senhor Presidente.
Muito obrigado”.

E não deixe de assinar AQUI se você ainda não se juntou a 39 mil brasileiros que já assinaram.

 
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Dizem os repórteres políciais que uma mesma história tem 2 versões e uma verdade que fica entre as duas versões. O professor que me deu aula de filosofia no segundo grau me mostrou uma imagem muito legal sobre a verdade: O que é um elefante? Depende muito sobre qual ângulo que você encherga. Acho que o que ele queria passar é essa parábola:
A verdadeira história dos cegos e o elefante
O que houve depois
A história dos cegos e do elefante está disseminada por aí, em várias versões. Mas nenhuma conta o que aconteceu depois. Corrigimos isso a tempo, confira.

Era uma vez seis cegos à beira de uma estrada. Um dia, lá do fundo de sua escuridão, eles ouviram um alvoroço e perguntaram o que era.
Era um elefante passando e a multidão tumultuada atrás dele Os cegos não sabiam o que era um elefante e quiseram conhecê-lo.
Então o guia parou o animal e os cegos começaram a examiná-lo:
Apalparam, apalparam...Terminado o exame, os cegos começaram a conversar:
— Puxa! Que animal esquisito! Parece uma coluna coberta de pêlos!
— Você está doido? Coluna que nada! Elefante é um enorme abano, isto sim!
— Qual abano, colega! Você parece cego! Elefante é uma espada que quase me feriu!
— Nada de espada e nem de abano, nem de coluna. Elefante é uma corda, eu até puxei.
— De jeito nenhum! Elefante é uma enorme serpente que se enrola.
— Mas quanta invencionice! Então eu não vi bem? Elefante é uma grande montanha que se mexe.
E lá ficaram os seis cegos, à beira da estrada, discutindo partes do elefante. O tom da discussão foi crescendo, até que começaram a brigar, com tanta eficiência quanto quem não enxerga pode brigar, cada um querendo convencer os outros que sua percepção era a correta. Bem, um não participou da briga, porque estava imaginando se podia registrar os direitos da descoberta e calculando quanto podia ganhar com aquilo.
A certa altura, um dos cegos levou uma pancada na cabeça, a lente dos seus óculos escuros se quebrou ferindo seu olho esquerdo e, por algum desses mistérios da vida, ele recuperou a visão daquele olho. E vendo, olhou, e olhando, viu o elefante, compreendendo imediatamente  tudo. 
Dirigiu-se então aos outros para explicar que estavam errados, ele estava vendo e sabia como era o elefante. Buscou as melhores palavras que pudessem descrever o que vira, mas eles não acreditaram, e  acabaram unidos para debochar e rir dele.
Morais da história
Em terra de cego, quem tem um olho anda vendo coisas.
Quando algo é tido como verdade, o que é diferente parece mentira.
Problemas comuns unem.
Se você for falar sobre um bicho para uma pessoa que nunca viu um, melhor fazer com que ela o veja primeiro.





Como é que vamos saber hoje a verdade dos fatos que ocorreram a 38 anos atrás? Ao consultar o wikipédia por exemplo lá está o nome do José Marin ligado a prisão do Vladimir Herzog como deputado na época.

Vladimir Herzog

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Vladimir Herzog
Nascimento Vlado Herzog
27 de junho de 1937
Osijek, Flag of the Kingdom of Yugoslavia.svg Reino da Iugoslávia
Morte 25 de outubro de 1975 (38 anos)
São Paulo, Brasil
Formação Filosofia (USP, 1959)
Ocupação Jornalista, professor e dramaturgo
Cônjuge(s) Clarice Herzog
Nacionalidade Brasileiro
Site oficial
Vlado Herzog (Osijek, Reino da Iugoslávia, 27 de junho de 1937 — São Paulo, 25 de outubro de 1975) foi um jornalista, professor e dramaturgo. Passou a assinar "Vladimir" por considerar seu nome muito exótico nos trópicos. Naturalizado brasileiro, Vladimir também tinha paixão pela fotografia, atividade que exercia por conta de seus projetos com o cinema.
O nome de Vladimir tornou-se central no movimento pela restauração da democracia no Brasil após 1964. Militante do Partido Comunista Brasileiro, foi torturado até a sua morte no DOI-CODI em São Paulo, após ter se dirigido pessoalmente ao órgão para um interrogatório sobre suas atividades "ilegais". Segundo o jornalista Sérgio Gomes, Vladimir Herzog é um "símbolo da luta pela democracia, pela liberdade, pela justiça."
Vladimir era casado com a publicitária Clarice Herzog, com quem teve dois filhos. Com a morte do marido, Clarice passou por maus momentos, com medo e opressão e teve que contar para os filhos pequenos o que havia ocorrido com o pai. Clarice, três anos depois (1978), conseguiu que a União fosse responsabilizada, de forma judicial, pela morte do esposo.Ainda sem se conformar, ela diz que "Vlado contribuiria muito mais para a sociedade se estivesse vivo".

Biografia

Primeiros anos

Herzog nasceu na cidade de Osijek, em 1937, na Iugoslávia (atual Croácia), filho do casal de origem judaica Zigmund e Zora Herzog. Durante a Segunda Guerra Mundial, para escaparem do antissemitismo praticado pelo estado fantoche da Croácia, então controlado pela Alemanha Nazista, que ocupava a Iugoslávia desde 1941, o casal primeiro fugiu para a Itália, onde viveram clandestinamente ajudado por alguns locais, decidindo imigrar com o filho para o Brasil, após o conflito.

Educação e carreira

Herzog se formou em Filosofia pela Universidade de São Paulo, em 1959. Depois de formado, trabalhou em importantes órgãos de imprensa no Brasil, notavelmente em O Estado de S. Paulo. Nessa época, resolveu passar a assinar "Vladimir", ao invés de "Vlado", pois acreditava que seu nome verdadeiro soava um tanto exótico no Brasil. Vladimir também trabalhou por três anos na BBC de Londres.
Na década de 1970, assumiu a direção do departamento de telejornalismo da TV Cultura, de São Paulo. Também foi professor de jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da USP e, nessa época, também atuou como dramaturgo, envolvido com intelectuais do teatro. Em sua maturidade, Vladimir passou a atuar politicamente no movimento de resistência contra a ditadura militar brasileira de 1964 a1985, como também no Partido Comunista Brasileiro.

Prisão e morte

Antecedentes

Em 1974, o general Ernesto Geisel tomou posse da Presidência da República com um discurso de abertura política (na época chamado de "distensão"), o que na prática significaria a diminuição da censura, investigar as denúncias de torturas e dar maior participação aos civis no governo. Todavia, o governo enfrentava dois infortúnios: a derrota nas eleições parlamentares e a crise do petróleo. Além disso, o general Ednardo D'Ávila Mello fazia afirmações de que os comunistas estariam infiltrados no governo de São Paulo, na época chefiado por Paulo Egydio Martins, o que criou uma certa tensão entre estes. Nesse cenário, a linha dura sentiu-se ameaçada, e em 1975 a repressão continuava forte. O Centro de Informações do Exército (CIE) se voltou essencialmente ao Partido Comunista Brasileiro, do qual Herzog era militante, mas não desenvolvia atividades clandestinas. Através do jornalista Paulo Markun, Herzog chegou a ser informado que seria preso, mas não fugiu.

A prisão

Em 24 de outubro de 1975 — época em que Herzog já era diretor de jornalismo da TV Cultura, após campanha contra sua gestão levada a cabo na Assembleia Legislativa de São Paulo pelos deputados Wadih Helu e José Maria Marin, pertencentes ao partido de sustentação ao regime militar, a ARENA; agentes do II Exército convocaram Vladimir para prestar depoimento sobre as ligações que ele mantinha com o Partido Comunista Brasileiro, partido que atuava na ilegalidade durante o regime militar. No dia seguinte, Herzog compareceu ao DOI-CODI. Ele ficou preso com mais dois jornalistas, George Benigno Duque Estrada e Rodolfo Konder. Pela manhã, Vlado negou qualquer ligação ao PCB. A partir daí, ou outros dois jornalistas foram levados para um corredor, donde viriam a escutar uma ordem para que se trouxesse a máquina de choques elétricos. Para abafar o som da tortura, um rádio com som alto foi ligado. Posteriormente, Konder foi obrigado a assinar um documento no qual ele afirmava ter aliciado Vlado "para entrar no PCB e listava outras pessoas que integrariam o partido." Logo, Konder foi levado à tortura, e este foi o último momento em que Vlado foi visto com vida.

A morte

O Serviço Nacional de Informações recebeu uma mensagem em Brasília de que naquele dia 25 de outubro, a "cerca de 15 hs, o jornalista Vladimir Herzog suicidou-se no DOI/CODI/II Exército". Na época, era comum que o governo militar ditatorial divulgasse que as vítimas de suas torturas e assassinatos haviam perecido por "suicídio", fuga ou atropelamento, o que gerou comentários irônicos de que Herzog e outras vítimas haviam sido "suicidados pela ditadura". O jornalista Elio Gaspari comenta que "suicídios desse tipo são possíveis, porém raros. No porão da ditadura, tornaram-se comuns, maioria até." Conforme o Laudo de Encontro de Cadáver expedido pela Polícia Técnica de São Paulo, Herzog se suicidou com uma tira de pano que era usada como "cinta do macacão que o preso usava", amarrado em uma grade a 1,63 metro de altura. No laudo, foram anexadas fotos, porém, há várias inverossimilhanças. Uma delas é o fato de que ele se enforcou com um cinto, coisa que os prisioneiros do DOI-CODI não possuíam. Além disso, suas pernas estão dobradas e no seu pescoço há duas marcas de enforcamento, o que mostra que sua morte foi feita por estrangulamento.
Em sentença histórica, responsabilizando a o governo federal pela morte, em outubro de 1978, o juiz federal Márcio Moraes pediu a apuração da autoria e das condições da morte. Entretanto nada foi realizado. Em 24 de setembro de 2012, o registro de óbito de Vladimir Herzog foi retificado, dando o parecer de que a "morte decorreu de lesões e maus-tratos sofridos em dependência do II Exército – SP (Doi-Codi)", conforme havia sido solicitado pela Comissão Nacional da Verdade.

Missa Ecumênica

Depois do ato institucional número cinco, de 13 de dezembro de 1968, a missa ecumênica em protesto a morte de Vladimir Herzog foi o primeiro grande movimento da sociedade civil contra as práticas da ditadura militar. Reuniu milhares de pessoas dentro e fora da Catedral na Praça da Sé. O assassinato colocara uma grande questão religiosa. Os judeus não enterram suicidados dentro de seu cemitério, mas fora dele. Assim o enterro de Herzog, dentro do cemitério Israelista, e a respectiva missa se tornaram atos contra o regime militar.
O então secretário de Segurança Estadual Erasmo Dias bloqueou a cidade inteira com barreiras policiais, impedindo o acesso à Catedral e o trânsito na cidade, mesmo assim as pessoas desceram de seus ônibus e automóveis e se dirigiram a pé até a catedral, no centro da cidade. A propria Praça da Sé, situada em frente a catedral, se encontrava totalmente tomada por policiais, seus cavalos e cachorros, que iam até praticamente a calçada da rua que separa as escadarias da Sé. Apesar da repressão a missa ocorreu silenciosamente até o seu final com cerca de oito mil pessoas em seu interior, e milhares na escadaria que gritando slogans pela volta da democracia. Ao final carros sem placa atiraram bombas de gás lacrimogênio contra os participantes que tentavam sair da Catedral em passeata. Dispersando o movimento (Celso Lungareti, "Vladimir Herzog é assassinado: o Brasil repudia o DOI-Codi".)
  • Registra ainda Celso Miranda em Vladimir Herzog: Mataram o Vlado de 01/10/2005 00h00
Cquote1.svg Nas ruas de São Paulo, o clima era outro. Ainda na segunda-feira, cerca de 30 mil estudantes da USP, PUC e Fundação Getúlio Vargas entraram em greve. A garotada queria marchar pela cidade, mas aguardava a reunião com os jornalistas. Juntos, aprovaram a realização de um ato religioso pela memória de Vlado na sexta, dia 31. O cardeal Arns tomou a iniciativa: ofereceu a catedral da Sé e disse que estaria lá. (...) No dia seguinte, o povo estava na rua e (com a missa) fazia a primeira manifestação contra a ditadura após o AI-5. Um pouco antes da hora do culto, dois secretários do governador Paulo Egydio Martins ainda procuraram o arcebispo de São Paulo e lhe pediram para cancelar o evento. “Fui informado que existiriam mais de 500 policiais na praça com ordem de atirar ao primeiro grito. Se houvesse protestos, eles metralhariam a população”, lembra dom Paulo. A estratégia dos manifestantes era chegar à praça em pequenos grupos, evitando aglomerações. Cerca de 8 mil pessoas se espalharam pelas escadarias da Sé. As que conseguiram entrar viram o cardeal, o rabino Henry Sobel e mais 20 sacerdotes, entre eles dom Helder Câmara, arcebispo de Olinda e Recife. “Ninguém toca impunemente no homem, que nasceu do coração de Deus para ser fonte de amor”, disse dom Paulo. “Nas minhas dores, ó Senhor, fica ao meu lado”, respondeu a audiência. Vladimir Herzog: Mataram o Vlado de 01/10/2005 Cquote2.svg

Pós-morte

Gerando uma onda de protestos de toda a imprensa mundial, mobilizando e iniciando um processo internacional em prol dos direitos humanos na América Latina, em especial no Brasil, a morte de Herzog impulsionou fortemente o movimento pelo fim da ditadura militar brasileira. Após a morte de Herzog, grupos intelectuais, agindo em jornais e etc., e grupos de atores, no teatro, como também o povo, nas ruas, se empenharam na resistência contra a ditadura do Brasil. Diante da agonia de saber se Herzog havia se suicidado ou se havia sido morto pelo Estado, criaram-se comportamentos e atitudes sociais de revolução. Em 1976, por exemplo, Gianfrancesco Guarnieri escreveu Ponto de Partida, espetáculo teatral que tinha o objetivo de mostrar a dor e a indignação da sociedade brasileira diante do ocorrido. Segundo o próprio Guarnieri:
[...] Poderosos e dominados estão perplexos e hesitantes,impotentes e angustiados. Contendo justos gestos de ódio e revolta, taticamente recuando diante de forças transitoriamente invencíveis. Um dia os tempos serão outros. Diante de um homem morto, todos precisam se definir. Ninguém pode permanecer indiferente. A morte de um amigo é a de todos nós. Sobre tudo quando é o Velho que assassina o Novo.

Cartaz de 2009, que estiliza a foto oficial do alegado suicídio de Herzog, é utilizado por manifestantes na porta do jornal Folha de S.Paulo, em protesto contra um editorial do jornal que teria chamado a ditadura militar de "ditabranda".

Legado

Em 2009, mais de 30 anos após a morte de Vladimir, surge o Instituto Vladimir Herzog. O Instituto destina-se a três objetivos: organizar todo o material jornalístico sobre a história de Vladimir, como meio de auxílio a estudantes, pesquisadores e outros interessados em sua vida e obra; promover debates sobre o papel do jornalista e também discutir sobre as novas mídias, e, por fim, ser responsável pelo Prêmio Jornalistico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, que premia pessoas envolvidas no jornalismo e na promoção dos direitos humanos.





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Mas sabemos que a wikipédia aceita o que os editores mantem lá...
Para se aproximar da verdade podemos ler o que foi noticiado na época. Sabemos que  quanto mais passa o tempo menos a verdade é vista com clareza. No livro "Dez reportagens que abalaram a ditadura"
http://downloadity.net/file/0Q77675  mostra uma das melhores reportagens sobre o caso da época.

Mas esse caso específico não podemos tanto confiar nas palavras do jornalistas da época, não porque eles não eram confiaveis, mas porque as informações que chegavam a eles não eram verdades. Por mais que se investigava sabemos que os militares eram bons em manter segredos.


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Entenda o caso Vladimir Herzog
(pelo portal Terra)


Foto gera controvérsia sobre identidade de preso político. Foto: Divulgação Foto gera controvérsia sobre identidade de preso político
Foto: Divulgação



  • O jornalista Vladimir Herzog de 38 anos, casado, pai de dois filhos e diretor de jornalismo da TV Cultura de São Paulo, foi encontrado morto, supostamente enforcado, nas dependências do 2ª Exército, em São Paulo, em 25 de outubro de 1975. No dia seguinte à morte, o comando do Departamento de Operações de Informações e Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), órgão de repressão do exército brasileiro, divulgou nota oficial informando que Herzog havia cometido suicídio na cela em que estava preso.
  • A versão oficial da morte foi refutada pelos movimentos sociais de resistência à ditadura militar. Uma semana após a morte do jornalista, cerca de oito mil brasileiros participaram de uma missa ecumênica organizada por D. Paulo Evaristo Arns, pelo reverendo James Wright e pelo rabino Henri Sobel.
  • Três anos depois, no dia 27 de outubro de 1978, o processo movido pela família do jornalista revelou a verdade sobre a morte de Herzog. A União foi responsabilizada pelas torturas e pela morte do jornalista. Foi o primeiro processo vitorioso movido por familiares de uma vítima do regime militar contra o Estado.
  • No dia 18 de outubro de 2004, o Correio Braziliense divulgou duas fotos que seriam de Herzog em sua cela no DOI-CODI. As imagens seriam inéditas e reforçariam a tese de que o jornalista havia sido torturado antes de ser morto. Na única imagem conhecida até então, Herzog aparecia enforcado.
  • Clarice Herzog, viúva do jornalista, teria confirmado ao Correio que as fotos seriam mesmo do marido.
  • O Exército brasileiros divulgou uma nota oficial se posicionando sobre a divulgação das supostas fotos inéditas, que foi mal vista e duramente criticada por movimentos sociais e entidades como a Federação Nacional dos Jornais (Fenaj) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A nota dos militares é a seguinte: "Á época, o Exército brasileiro, obedecendo ao clamor popular, integrou, juntamente com as demais Forças Armadas, a Polícia Federal e as polícias militares e civis estaduais, uma força de pacificação que logrou retomar o Brasil à normalidade". Afirma, ainda, "que o movimento de 1964, fruto de clamor popular, criou, sem dúvidas, condições para a construção de um novo Brasil, em ambiente de paz e segurança".
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou uma retratação por parte do Exército e do Ministério da Defesa. Assim, no dia 19 de outubro, após reunião entre Lula, o ministro José Viegas e comando militar, general Francisco Roberto de Albuquerque, comandante do Exército, afirmou que a forma como o assunto foi abordado pela sua assessoria não foi "apropriada e condizente com o momento histórico". A segunda nota oficial dos militares afirma que somente a ausência de discussão interna sobre o assunto pode ter sido responsável pela divulgação da primeira nota oficial. "O Exército também não quer ficar reavivando traumas da sociedade brasileira", garantiu o comandante Albuquerque.
  • Em entrevista à imprensa, no mesmo dia, o ministro da Defesa classificou a primeira nota do Exército de "inaceitável", e disse que a nova versão da nota oficial encerra o assunto sobre o assassinato do jornalista Vladimir Herzog. "Assunto encerrado. Bem resolvido. A nota esclarece definitivamente as coisas ao agravo do presidente da República e do ministro da Defesa", disse.
  • No dia 21 de outubro, foi divulgado que as supostas fotos inéditas de Herzog faziam parte do arquivo da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e teriam sido divulgadas à imprensa em 1997. Na época, ninguém teria relacionado a foto do homem nu a Herzog.
  • No mesmo dia, o ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, afirmou que a Direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), lhe comunicou "que as fotos publicadas na imprensa durante esta semana não correspondem ao jornalista Vladimir Herzog, morto pela repressão em outubro de 1975". As imagens seriam produto de uma investigação ilegal conduzida em 1974 pelo antigo Serviço Nacional de Informações (SNI) e que, por este motivo, o nome do homem fotografado não poderia ser divulgado.
  • No dia 22 de outubro, o perito Ricardo Molina, do Instituto de Pesquisa do Som, Imagem e Texto, da Universidade de Campinas, contrariou Miranda e a Abin sustentando no jornal O Estado de S.Paulo que pelo menos duas das três fotos que estudou são de Vladimir Herzog. Ao mesmo tempo, a viúva Clarice Herzog voltou a afirmar que ao menos uma das fotos é realmente do marido.
  • Ainda no dia 22, a Folha de S.Paulo publicou uma entrevista com o homem que seria o personagem das fotos divulgadas pelo Correio. Seria o padre canadense Leopoldo d'Astous, pároco durante 31 anos na Igreja de São José Operário, em Brasília, que foi investigado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) de 1972 a 1974 por envolvimento com grupos de esquerda. Ele teria sido fotografado em 1974, um ano antes da morte de Herzog.
  • Após reunião com o ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), Nilmário Miranda, no dia 28 de outubro, a viúva de Herzog, Clarice, voltou atrás em suas afirmações e negou que as fotografias divulgadas fossem de seu marido.



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    Qual o papel do chefão da CBF no assassinato de Vladimir Herzog?




    O repórter investigativo britânico Andrew Jennings relembra os pecados do atual presidente da CBF, José Maria Marin, durante a ditadura brasileira.

    Brasília, 11 de dezembro de 2012: O deputado Romário chega de mansinho na sala da Comissão. Uma centena de pares de olhos seguem o icônico Baixinho que se dirige primeiro à imprensa. “Andrew Jennings, meu amigo, como vai”, diz, enquanto aperta minha mão entre as suas.
    Ele parece estar em grande forma, leve, relaxado, sorridente, e um brilho no olhar que promete: um dos maiores goleadores do mundo está prestes a marcar mais um tento. Sem fazer alarde, como sempre. Romario simplesmente marca: Gol!
    “Melhor agora que encontrei você, companheiro”, respondo. Ele dá risada e vai embora, driblando as mesas para tomar assento na Comissão de Esporte e Turismo da Câmara, da qual faz parte.
    Romario aguarda pacientemente por alguns minutos.  Então, o presidente da mesa lhe passa a bola: é sua vez de falar. Ele não sorri agora.
    “As pessoas me param na rua para dizer: ‘Traga o Teixeira de volta, o novo presidente da CBF é pior’”.
    Pronto. Com apenas uma frase ele agarrou a bola e: gol!
    Durante 23 anos Ricardo Teixeira desviou dinheiro da FIFA e da CBF. O peso da corrupção finalmente o forçou a renunciar nove meses atrás e os torcedores puderam recolher as faixas “Fora Teixeira” que estendiam nos estádios.
    Como o cara que assumiu a CBF, o octogenário José Maria Marin, poderia ser pior que o antecessor? Certamente ele vai fundo saqueando o futebol brasileiro, mas Marin não tem como superar as décadas de roubo de Ricky Vigarista.
    A resposta está fora do campo do futebol, em uma história sórdida que vem do tempo da ditadura militar. Por isso a indignação em São Paulo – onde manifestantes protestaram diante de sua casa-  nas colunas dos jornais, no Congresso, onde foi acusado de ter “as mãos sujas de sangue”
    * * * * * * * *
    Brasília, 13 de dezembro de 1968: Quatro anos depois do golpe militar que implantou a ditadura no Brasil veio uma lei – o famigerado AI-5 – que dava ao milico que estivesse na cadeira da presidência o poder de fazer o que lhe desse na telha. O Congresso estava amordaçado, os partidos políticos, banidos e os direitos humanos, extintos. A censura corria solta nos jornais, na música, no teatro, no cinema.
    Sabendo-se ilegítimos e odiados pelo povo, os generais declararam a guerra suja contra os opositores. Torturava-se e matava-se na Operação Bandeirantes – a OBAN – executada por policiais civis e militares e secretamente financiada por empresários brasileiros e corporações americanas – que pagavam bônus para tirar os sindicalistas de suas fábricas.
    Em 1970, entre os milhares de presos estava uma jovem estudante, Dilma Rousseff, que se juntara a um grupo clandestino de guerrilha urbana. Ela descreveu, em uma entrevista de 2011, as pancadas que recebia nua e amarrada, entremeadas por choque elétricos nos pontos mais sensíveis do corpo, que chegaram a provocar hemorragia uterina.
    São Paulo, 15 de março de 1971: Enquanto os torturadores da OBAN davam choques em Dilma, José Maria Marin – que muito depois se tornaria o chefão do futebol – assumia o mandato de deputado estadual. Se quisesse, Marin teria ouvido os gritos dela. Ele tinha conhecimento da tortura mas isso não o incomodava. Os militares não faziam segredo da sua brutalidade; eles precisavam de uma população acuada, intimidada para se impor.
    O senhor Marin aderira à ARENA, o partido criado para os políticos da ditadura. Ele gostava dos militares porque eles o deixavam pertinho do caixa-forte; e os militares o apreciavam porque era a caixinha de música deles. Bastava apertar o botão, e lá ia Marin discursar na Assembléia, denunciando os comunistas ou qualquer um que a OBAN quisesse, dando o pretexto para prender e torturar.
    De vez em quando Marin se encontrava com Sérgio Fleury nos bastidores políticos ou nos restaurantes da moda em São Paulo. Fleury era um sádico de primeira, um artista da tortura. O Príncipe da Dor supervisionava inquéritos e operava uma rede de cativeiros privados – em casas, chácaras – onde clandestinamente os presos políticos eram torturados dias a fio. Muitos morreram – ou simplesmente desapareceram.
    Seus gângsters em trajes civis invadiam qualquer casa a qualquer hora e quando queriam se divertir, espancavam o suspeito. As crianças assistiam, aterrorizadas. Os revólveres disparavam. Marin tinha Fleury em alta conta.
    São Paulo, janeiro de 2013: “Depois que a ditadura se instalou, ser jornalista se tornou uma ocupação prejudicial à saúde. Eu tinha saído do país seis meses antes e estava em Londres, trabalhando para o serviço brasileiro da BBC”, lembra o jornalista Nemércio Nogueira.
    “Eu e um colega fizemos um lobby para que a BBC oferecesse  um emprego ao amigo e jornalista Vladimir Herzog. Em 1965 eles contrataram o Vlado, que veio com a mulher, Clarice; eles tiveram os dois filhos em Londres, Ivo e André”.
    Depois de três anos na BBC, em agosto de 1975, ele voltou com a família para o Brasil, e foi nomeado editor-chefe da TV Cultura, uma emissora do governo do Estado. Agora ele estava na esfera de influência do deputado José Maria Marin, porta-voz de Fleury e dos generais.
    A ditadura começava a rachar. A luta armada tinha sido sufocada, os guerrilheiros eliminados. Alguns generais pregavam um retorno gradual e cauteloso à democracia. Mas os linha-dura não queriam ouvir falar nisso; para continuar nos negócios precisavam da “ameaça vermelha”. Os soldados da tortura concordavam do fundo do coração.
    Eles conseguiram ajuda externa. Os serviços de segurança da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai lançaram a Operação Condor, sincronizada através de uma base da CIA no Panamá, prendendo e assassinando lideranças de esquerda e opositores da ditadura em toda a América Latina.
    Vlado era mais do que um respeitado ex-repórter e produtor da BBC. Graduado em Filosofia, era um documentarista bem sucedido e professor de jornalismo na Universidade de São Paulo.
    Outros colegas jornalistas recordam: “Vlado tinha um estilo direto e despojado de falar e escrever, e não era dado à retórica. Uma frase que usava com frequência, que resume o pensamento dele – e está gravada em sua lápide – era: “Quando perdemos a capacidade de nos indignarmos com as atrocidades praticadas contra outros, perdemos também o direito de nos considerarmos seres humanos civilizados”.
    Sua família conhecia o medo, o medo das atrocidades. Judeus, eles fugiram da Croácia quando ele era menino por causa dos nazistas.
    Ivo Herzog me disse: “Sim, meu pai era membro do Partido Comunista Brasileiro. Mas não era um grupo armado. Era mais como um grupo de debates.”
    As denúncias serviam ao que Fleury e seus sádicos queriam.  Eles começaram a prender os suspeitos de serem comunistas e torturá-los para obter mais nomes.
    * * * * * * *
    São Paulo, Setembro de 1975: Claudio Marques era um provocador barato, um porta-voz dos torturadores que entrava nos lares da cidade pela TV.
    “Conheci o Claudio pessoalmente, como jornalista, e ele me parecia um canalha. Acho que ele não era mais do que um oportunista que viu na ditadura uma forma de obter favores, patrocínio para sua coluna, seu programa de TV, um emprego, qualquer coisa”, lembra o jornalista Nemércio Nogueira, amigo e colega de Vlado na BBC.
    Claudio fazia tudo que podia para conseguir a gratidão dos generais. Fleury queria vermelhos? Claudio proveria. Ele começou a escrever sua “Coluna Um”.
    “Viram o noticiário de ontem na TV Cultura? Falando do esquerdista vietnamita Ho Chi Min?”
    Não interessava que a materia tivesse vindo da BBC Visnews, ali estava a prova de que o canal estatal tinha sido tomado pelos vermelhos! E o governo vai ficar parado assistindo a isso?
    Isso foi na primeira semana de setembro. Dois dias depois, a coluna de Claudio espalharia o veneno pela segunda vez.
    As prisões dos comunistas suspeitos começou na última semana de setembro. Amarrados na Cadeira de Dragão, com eletrodos no nariz e no pênis, e afogados em baldes de água, eles estavam gritando nomes.
    A campanha se mudou para o Congresso.
    * * * * * * *
    São Paulo, 9 de outubro, 1975: O fantoche escolhido para fazer o aquecimento era o deputado Wadih Helu, outra criatura da ditadura. Ele tomou assento nas fileiras da Arena enquanto providenciava lugares discretos para os interrogatórios dos torturadores de Fleury.
    Helu trazia “denúncias graves” a seus colegas na Assembléia.
    Veja só: o governo tinha acabado de inaugurar um novo sistema de esgoto e quem assiste à TV Cultura não ficou sabendo disso. Eles não mandaram equipe! (controle sua vontade de rir, o fim da história é funesto).
    Fingindo tremer de raiva, o deputado Helu prosseguiu: “A ausência da equipe da TV Cultura nas inaugurações do governo não é novidade para quem tem acompanhado a coluna de Cláudio Marques, denunciando a infiltração de elementos comunistas na TV do estado”.
    Helu subiu o tom: “Eles só mostram notícias negativas, nada de positivo. Estão fazendo proselitismo do comunismo subserviente, tornando-se, como diz Claudio Marques, ‘a TV Cultura vietnamita de São Paulo’, usando  dinheiro do povo para prestar um desserviço ao governo e à Pátria”.
    Helu sentou. Era a vez do deputado arenista José Maria Marin.
    “Acho estranho que apesar da imprensa estar levantando o problema há tempos, pedindo providências aos órgãos competentes em relação ao que está acontecendo no canal 2, não tenha acontecido nada até agora”.
    “Não é só uma questão daquilo que eles publicam mas o desconforto que provocam não apenas aqui, nem apenas nos círculos políticos, mas que se comenta em quase todos os lares paulistas”.
    Alguma coisa tinha que ser feita.
    “Gostaria de chamar a atenção da Secretaria de Cultura de São Paulo, do governador do Estado que devem definitivamente apurar as denúncias publicadas na imprensa de São Paulo, em especial, pelo corajoso jornalista Claudio Marques”.
    “Faço um apelo ao governador do Estado: ou jornalista está errado ou está certo. Essa omissão por parte da Secretaria do Estado e do governador não pode persistir. Mais do que nunca  é necessário agir para que a tranquilidade reine novamente nesta Casa e, principalmente, nos lares de São Paulo”.
    Sérgio Fleury e seus gorilas agora tinham carta branca para trabalhar. Essa era a mensagem do discurso de Marin. O relógio estava correndo depressa no sentido de abreviar a vida de Herzog.
    “Naquele tempo a gente vivia no olho do furacão”, lembra o amigo e colega de Vlado, Paulo Markun. Oito dias depois, Markun foi preso. “Fui torturado e confessei que era membro do Partido Comunista”, disse.
    Na noite de 24 de outubro, 15 dias depois dos discursos raivosos de Helu e Marin na Assembléia, os policiais chegaram na TV Cultura querendo levar Vlado. Os colegas de redação argumentaram que ele estava fechando o jornal da noite e que, se o levassem naquele momento, o programa não iria ao ar. Vlado se ofereceu para ir voluntariamente à polícia no dia seguinte.
    Vlado foi incauto? Era ingênuo? Um colega e amigo dele me disse: “Minha interpretação é que, morando em endereço bem conhecido, sendo um jornalista renomado, com um cargo alto na TV estatal, e sem envolvimento na luta armada, ele não tinha muito o que temer”.
    * * * * * * * * *
    São Paulo, 25 de Outubro de 1975: Vladimir Herzog, 38 anos, acordou mais cedo do que de costume na manhã de sábado. Fez a barba, tomou banho e deu um beijo de despedida em Clarice, que ainda estava na cama.
    Ela queria levantar e fazer o café da manhã, mas ele lhe disse que não se preocupasse, que no caminho pararia em uma padaria para tomar um café com leite.
    No fundo, no fundo, todos os que não eram aliados do regime tinham medo de “desaparecer”. Afinal, naquela época isso acontecia mesmo. Vlado combinou de encontrar um colega que o acompanhou até o número 921 da rua Tutóia, no bairro do Paraíso, hoje o 36o distrito policial. Eles chegaram por volta das 8 horas da manhã.
    Por trás dos muros altos guardados por sentinelas funcionava a OBAN. Vlado cruzou o portão de entrada e disse ao recepcionista seu nome completo, profissão, número de RG.
    E esperou sentado em um dos bancos de madeira no amplo hall que conduzia a um vidro e uma porta de ferro. Minutos depois, foi levado para interrogatório.
    Vlado recebeu a ordem de tirar as roupas e colocar os trajes de prisioneiro. Na sala de interrogatório já estavam dois prisioneiros com os rostos cobertos por capuzes pretos.
    Um deles, Rodolfo Konder, reconheceu o amigo: “Consegui erguer um pouco o capuz e reconheci seus sapatos, os mocassins pretos do Vlado”.
    Vlado negou ser membro do Partido Comunista. Konder e o outro prisioneiro foram levados. Pouco tempo depois, eles ouviram os gritos de Vlado quando os choques elétricos começaram.
    Os gritos duraram boa parte da manhã. “Os choques eram tão violentos, que Vlado uivava de dor”, diz Konder. “Eles ligaram um rádio para abafar o som”.
    “Cerca de uma hora depois, eles me levaram para outra sala onde pude tirar o capuz e eu vi o Vlado. O homem que fazia o interrogatório, aparentava uns 35 anos, era magro, musculoso, com uma tatuagem de âncora no braço, disse-me para falar para ele que era inútil resistir”, lembra Konder.
    “Vlado estava com o capuz enfiado na cabeça, tremendo, desfigurado. Tive que ajudá-lo a escrever uma confissão dizendo que ele tinha sido convencido por mim a entrar no PCB e listar outros membros do partido”.
    Sobre isso, Ivo Herzog me disse: “Eles interromperam os choques e ditaram uma nota para ele escrever. Ele obedeceu, escreveu, então refletiu e rasgou a nota. Eles aumentaram a voltagem, os gritos dele voltaram a ser ouvidos e os choques o mataram”.
    Ele hesita um pouco e para de falar. “Minha família não gosta de recordar a tortura. Eles não tinha necessidade de matar meu pai – foi sem intenção”.
    Fleury estava na sala? – perguntei.
    “Não sabemos”, diz Ivo. “Mas  sei que o Marin estava bem preparado para colocar a vida do meu pai em perigo e assim ficar bem com os militares”.
    Tarde da noite, Clarice Herzog recebeu as notícias da morte do marido.
    * * * * * * * *
    25 de outubro de 1975, horas mais tarde:  Os torturadores vestiram Vlado apressadamente com as suas roupas, passaram o cinto da calça em volta do pescoço, penduraram o corpo na cela e o fotografaram de novo, dessa vez alegando que ele havia se matado. A foto não era nada convincente: os pés dele tocavam o chão e seus joelhos estavam dobrados.
    Seu corpo foi entregue às autoridades religiosas esperando que  fosse enterrado – e as evidências do crime também. A tradição judaica não permite que os suicidas sejam interrados em seus cemitérios. Mas quando o Shevra Kaddish – o comitê  fúnebre judaico – estava preparando o corpo para o funeral, o rabino Henry Sobel reparou nas marcas de tortura. Ele ordenou que Vlado fosse enterrado no centro do cemitério. A versão do suicídio tinha sido desmentida.
    As notícias da morte de Vlado se espalharam à medida que os jornalistas e opositores gradualmente ocupavam as ruas. A tragédia havia levado para a classe média os fatos que ocorriam em todo o país. Lentamente – foi preciso outra década para restabelecer algo que parecesse mais com a democracia –, o golpe militar arrefecia. Sobel diria depois: “O assassinato de Herzog foi o catalisador da volta da democracia”.
    * * * * * * * *
    São Paulo, 7 de outubro de 1976: Um ano e dois dias depois de “salvar” a TV Cultura – e incitado a prisão que terminou com o assassinato de Herzog – Marin mais uma vez discursava na Assembléia Legislativa de São Paulo.
    E novamente, o deputado reclamava. Não sobre os vermelhos. Dessa vez, estava aborrecido com a falta de reconhecimento público a Sérgio Fleury, o delegado. Um homem que recentemente tinha emboscado e matado os guerrilheiros corajosos o bastante para enfrentar a ditadura.
    Isso foi tirado da gravação oficial do discurso de Marin: “Aqueles que o conhecem de perto, sabem que ele é um chefe de família exemplar, mas, mais do que tudo, ele cumpre seus deveres como policial da maneira mais louvável possível”.
    “Não conseguimos entender como um policial desse calibre, um homem que dedicou sua vida inteiramente ao combate do crime, um homem que muitas vezes pôs em risco não apenas a sua vida mas a de seus familiares não está recebendo o reconhecimento que merece”.
    “Conhecendo seu caráter como eu conheço, não há dúvida de que Sérgio Fleury ama sua profissão; de que Sergio Fleury se dedica ao máximo, sem medir esforços nem sacrifícios para honrar não apenas a polícia de São Paulo, mas acima de tudo seu título de delegado de polícia. Ele deveria ser uma fonte de orgulho para a população de nossa cidade”.
    “Por isso, senhor relator, na certeza de refletir o pensamento dos moradores de São Paulo, queremos expressar o orgulho que sentimos por ter em nossa polícia o delegado Sérgio Fleury”.
    * * * * * * *
    St Helier, Jersey,17 de novembro de 2012: Antigo amigo dos militares, ainda amigo de José Maria Marin e ainda procurado pela Interpol por lavagem de dinheiro, Paulo Maluf dá risada diante da decisão judicial de que ele é um ladrão que desviou 10,5 milhões de dólares da obra de uma estrada em São Paulo.
    Por que ele deveria se importar? Tem 81 anos agora, o governo nunca conseguirá o dinheiro de volta enquanto ele estiver vivo nem conseguirá obter provas suficientes para recuperar os estimados 1,7 bilhões de dólares desviados por ele no decorrer de anos.
    Maluf se aproximou dos cofres públicos pela primeira vez quando os generais o nomearam prefeito de São Paulo em 1969. Três anos depois ascendeu ao governo do estado de São Paulo, fez de José Maria Marin seu deputado, e lhe passou as chaves do tesouro estadual em 1982.
    O acontecimento mais memorável durante os dez meses de governo de Marin em São Paulo foi ser vaiado na Assembléia Legislativa depois que veio à tona empréstimos suspeitos feitos por um banco federal. Os amigos o indicaram para dirigir a seção São Paulo da CBF.
    O desempenho de Marin foi suficiente para impressionar Ricardo Teixeira que o nomeou vice-presidente da CBF em 2008. Quando as revelações que fiz a respeito das propinas de Teixeira o forçaram a sair da FIFA e da CBF, Marin era o substituto conveniente. Ele havia provado que compartilhava dos pontos de vista de Teixeira sobre o futebol; se pode ser roubado, roube. Marin foi flagrado na TV afanando uma medalha do campeonato juvenil.
    Três meses depois, o brilhante jornalista esportivo Juca Kfouri desenterrou o discurso de Marin na Assembléia em outubro de 1975, denegrindo Vlado Herzog. Juca culpou Marin pela prisão e morte do journalista. Juca também apresentou aos leitores o discurso inacreditáve de Marin elogiando o torturador Sérgio Fleury.
    Um jornalista de São Paulo, que acompanha a carreira de Marin, diz, “Marin não é nem um rato, é um camondongo”.
    * * * * * * * * * *
    São Paulo, domingo, 11 de Novembro de 2012: Um grupo de manifestantes está na frente da casa de José Maria Marin, nos Jardins. Carregando faixas, tambores, tamborins, microfones e um carro de som, os que protestam cantam músicas compostas especialmente compostas para a ocasião. Uma delas pergunta: “Olha a ficha suja do Marin, será que ele é? Será que ele é? Será que ele é dedo-duro?”
    Entre eles está Adriano Diogo, do PT, 63 anos que também foi preso e torturado pela OBAN em 1971 e ficou na cadeia alguns anos.
    * * * * * * * * *
    São Paulo, Quinta-feira, 27 de Novembro de 2012: Adriano Diogo está discursando novamente mas agora como parte de seu trabalho cotidiano. Ele é deputado da Assembléia Legislativa de São Paulo como era José Maria Marin 37 anos antes quando ele atacou a TV Cultura.
    “Senhores e senhoras, primeiro eu quero congratular-me com essa nova geração que faz escrachos (nomeando e envergonhando) na porta dos torturadores pela ideia brilhante de ir à casa de José Maria Marin”.
    “O senhor José Maria Marin, o delator da ditadura, é responsável pela prisão e assassinato de Vladimir Herzog.” said Diogo. “Ele tem as mãos sujas de sangue, não pode ser o  president da CBF.”
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    Quarta-feira, 23 de janeiro de 2013: Mensagem oficial. “A Comissão da Organização dos Estados Americanos (OEA) vai investigar a responsabilidade do Estado pela morte do jornalista Vladimir Herzog em 1975, durante a ditadura militar (1964-1985).
    “De acordo com a petição, o Brasil não cumpriu ainda sua obrigação de investigar, perseguir e punir os responsáveis pela morte de Vladimir Herzog.
    “O caso Herzog ilustra o fracasso do judiciário durante a ditadura militar brasileira e na democracia”, diz Viviana Krsticevic, diretora executiva do Center for Justice and International Law, sediado em Washington, que veio ao Brasil anunciar a aceitação da petição.
    “Queremos saber quem é responsável pelo que aconteceu com o meu pai”, diz Ivo Herzog.
    Ninguém vai chamar José Maria Marin para testemunhar? Ele ignorou o convite para comparecer ao encontro do Comitê de Esporte e Turismo em Brasília, deixando o gol livre para Romario.
    Port Louis, Maurício, 30 de maio de 2013: Será o início do 63o Congresso da FIFA’s; espera-se dos delegados que endossem as “reformas” do  presidente Sepp Blatter. Será que José Maria Marin do Brasil será o único acusado de cumplicidade em um crime de assassinato?

    O blog Copa Pública é uma experiência de jornalismo cidadão que mostra como a população brasileira tem sido afetada pelos preparativos para a Copa de 2014 – e como está se organizando para não ficar de fora.


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    A pergunta atual é: O que aconteceu na ditatura foi somente culpa do contexto político da época e devemos culpar nossa história, ou não podemos deixar apenas para os livros e devemos, hoje trinta anos depois, investigar e punir aqueles que participaram, mandaram, executaram, torturaram. Lembrando que são muitas pessoas envolvidas dentre policiais, militares, políticos que hoje podem estar aposentados em casa ou presidindo a CBF.


    Comunicado da CBF 15.03.2013 às 11h17
    Líder do PTB encaminha moção de apoio a Marin
    Assessoria CBF
    O deputado Campos Machado, líder do PTB na Assembleia Legislativa paulista, encaminhou hoje na Casa moção de apoio ao ex-governador e presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) José Maria Marin.
    De acordo com Campos Machado, está em curso uma “maquiavélica orquestração para denegrir a imagem, a honra, a história política e o passado de glórias do jogador de futebol, do vereador, do deputado estadual, do presidente da Federação Paulista de Futebol, do governador do Estado e agora presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin”.
    O líder petebista classificou como uma “vergonha, para não dizer um ato vil e covarde, querer associar a morte do jornalista Vladimir Herzog, diretor à época da TV Cultura, ao ex-governador Marin, simplesmente por ele ter feito um apelo, em um aparte ao pronunciamento do deputado Wadih Helú, em 1975, na tribuna da Assembleia Legislativa, para que o Governo do Estado pudesse investigar supostas denúncias, levantadas pela imprensa, de que aquela emissora estatal não estava noticiando e divulgando conquistas do Executivo em favor da população carente, e obras públicas de relevo, mostrando apenas a miséria e os problemas enfrentados pelos menos favorecidos”.
    A Moção de apoio a Marin foi protocolada na Assembleia horas antes da visita do presidente da CBF ao presidente do Parlamento Paulista, deputado Barros Munhoz. O documento de apoio segue agora para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça da Casa) para aprovação em caráter conclusivo.
    Na quarta-feira, 13 de março, o site da CBF estampou artigo pondo fim à absurda acusação de que Marin teria dado apoio à ditadura militar na perseguição aos dissidentes. Sob o título de “Desmascarando uma falsidade”, o texto da CBF qualifica a campanha como “torpe” e baseada “em mentiras e deturpações”.
    Para Marin, a publicação do editorial foi necessária porque o assunto, baseado numa mentira, estava gerando “intranquilidade e comentários”.
    Veja, a seguir, a moção de apoio a Marin:
    “A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO manifesta, aos Excelentíssimos Senhores Presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, assim como aos demais ilustres membros daquelas Casas Legislativas, incondicional apoio e solidariedade ao Senhor José Maria Marin, Presidente da Confederação Brasileira de Futebol - CBF, contra a total falsidade de declarações, atribuídas àquela autoridade, no episódio envolvendo a morte do jornalista Vladimir Herzog.”



    quinta-feira, 22 de março de 2012

    Melhor Jogo do ano de 2011: The Elder Scrolls V: Skyrim

    The Elder Scrolls V: Skyrim é um RPG lançado pela Bethesda Softworks, a mesma de Fallout. O jogo é mais um capítulo da franquia Elder Scrolls e se passa 200 anos após os eventos do último jogo, Elder Scrolls IV: Oblivion.



    Dragões e muita neve  
    Ganhador do prêmio de melhor jogo do ano na 12ª Game Developers Choice Awards, Skyrim inova com um detalhado universo medieval e enredo focado nos lendários dragões


    Publicação: Estado de Minas 22/03/2012 Caderno Inform@tica

    Batalhas contra dragões são centrais na história. Fauna em Tamriel é bem diversificada. Inimigos como lobos podem ser mortos com magia. Os orcs são uma das 10 raças no mundo Skyrim  (divulgação)
    Batalhas contra dragões são centrais na história. Fauna em Tamriel é bem diversificada. Inimigos como lobos podem ser mortos com magia. Os orcs são uma das 10 raças no mundo Skyrim
     Um gigantesco mapa nórdico extremamente interativo e viciante. Talvez esse seja o modo mais resumido de caracterizar The Elder Scrolls V: Skyrim, lançado em novembro pela Bethesda Game Studios. Aclamado pela mídia especializada desde então, conquistou milhares de fãs no mundo inteiro e virou até um meme – aquela piadinha do “arrow in the knee”. O sucesso foi tão grande que o game ganhou o título de melhor jogo do ano na 12ª edição do Game Developers Choice Awards, concorrendo com outros grandes nomes como Portal 2, Batman: Arkham City, Deus Ex: Human Revolution e Dark Souls.

    A história começa com o protagonista em uma carroça, com as mãos amarradas, com três pessoas. Eles estão sendo encaminhados para execução por uma série de crimes contra o Império. Inclusive o sujeito calado à sua direita, no banco da frente é o líder de uma rebelião dos Stormcloak. Chegando a Helgen, uma comunidade controlada pelo Império, é hora de se apresentar aos oficiais.

    Aqui há várias possibilidades de personalização do seu personagem, o que para os mais detalhistas, pode significar mais tempo de trabalho, ainda mais para quem aprendeu técnicas de criação de “faces parecidas com a minha” pelo The Sims.
    São ao todo 10 raças que compõem o mundo de Skyrim – altmer, argonian, bosmer, breton, dunmer, imperial, khajiit, nord, orc e redguard. Cada uma tem seus pontos fracos e fortes com os desafios que serão enfrentados a partir daí. Então, já de início é bom começar a montar sua estratégia de sobrevivência de acordo com a raça escolhida.

    Por exemplo, os argonians, que se parecem com répteis, têm a habilidade de respirar debaixo d’água e são 50% mais resistentes a doenças. Já os negros redguards contam com uma habilidade especial que permite a eles regenerar da fadiga 10 vezes mais rápido, em 60 segundos. Trocando em miúdos, nesse momento você decide se vai sair distribuindo golpes de espada por aí, ou se prefere um combate à distância com flechas ou magia.

    Hora de seguir em frente. É sua vez de ser executado com uma machadada no pescoço. De joelhos no chão, você espera o capataz que se aproxima, levanta o machado e... aparece um dragão. A criatura começa a queimar as casas e a igreja próximas à cena, transformando tudo no momento perfeito para escapar da pena de morte. Os dragões e seus mistérios farão parte de toda a história do jogo. Pela primeira vez, depois de tanto diálogo, o jogador tem total controle em cima do avatar.

    Duas câmeras podem ser escolhidas a gosto de quem joga: de primeira ou terceira pessoa. Contudo, no decorrer do jogo, qualquer um conclui que a terceira pessoa só serve mesmo para dar aquela conferida no “visu” do seu personagem ou para tirar screenshots. É praticamente impossível acertar uma flecha ou dar qualquer golpe com a mira, que é bem desengonçada. Portanto, para momentos de ação, a câmera subjetiva dá conta do recado, apesar de ser um pouco descontrolada e imprecisa para alvos mais distantes.

    IMERSÃO O jogo é enorme. Prepare-se para muitas e muitas horas de gameplay diante do computador ou da televisão. Também avise seu (sua) namorado(a) – se tiver –, seus familiares e seus amigos que você optou por jogar Skyrim em vez de viver com eles. Exageros à parte, o game da Bethesda cria missões secundárias, que fogem do objetivo principal do enredo, praticamente do nada. Um exemplo é a quest “A night to remember”, que começa logo após uma competição de bebida em uma estalagem em Markarth.

    Depois de acordar com amnésia em um templo, o objetivo é percorrer vários locais para lembrar onde foi parar um bastão. Some a isso centenas de outras missões, muitas das vezes bem menores, mas que demandam tempo para conclusão. Por isso e por serem divertidas, passar seis horas direto completando essas missões parecem 30 minutos.

    O destaque de Skyrim fica por conta da complexidade dos cenários. O detalhismo das construções, da vegetação, do relevo e da neve (bastante presente, diga-se de passagem) tem o potencial de impressionar até a sua mãe, que pode confundir os gráficos com um filme do Highlander. Andar pelos caminhos de pedra entre um estábulo e um moinho, com um rio correndo ao lado esquerdo e montanhas cobertas de neve à direita, provoca uma incrível sensação de imersão raramente sentida em outros jogos do gênero.

    A construção do mapa e a disposição dos elementos, como florestas, estepes, ruínas, lagos, rios e toda a sorte de ocupações humanas espalhadas formam um panorama que dá mais a sensação de passear por algum lugar remoto ao norte da Europa do que estar jogando um RPG com enredo medieval.

    Porém, justamente por esse tanto de coisa, o carregamento é lento. Para entrar em cada taverna ou loja é necessário um tempo relativamente grande, tendo em vista que muitas vezes entra-se nesses estabelecimentos apenas para conferir se o mercador possui um item. Esperar os carregamentos pode deixar o jogo maçante, em vários momentos. Vale notar também que os objetos vistos de muito perto ficam pixelizados e com pouca definição, mas nada que incomode diante da grandiosidade dos cenários.

    EFEITOS A música ambiente, com o estilo de músicas medievais, deixa as longas caminhadas ou cavalgadas extremamente prazerosas, assemelhando-se com a sensação de colocar um MP3 no ouvido e curtir a viagem. Os efeitos sonoros também não deixam a desejar. Desde o som de uma flecha voando até a gritaria da guerra entre Windhelm e Whiterun são bastante realistas. Além disso, as músicas cantadas pelos bardos nas tavernas de Skyrim trazem alegria aos corações dos viajantes, seja com o banjo, a flauta ou o tamborim.

    The Elder Scrolls V: Skyrim faz juz à genialidade dos seus quatro antecessores por criar um universo de entretenimento que, apesar dos defeitos nas batalhas, tem um poder de imersão em uma realidade paralela muito grande. Tudo é construído para que até subir numa montanha seja uma aventura especial, em que lobos, trolls e gigantes podem oferecer um desafio de sobrevivência à parte do seu objetivo principal. Prepare-se para entrarno mundo de Skyrim. (Com Raphael Pires)


    The Elder Scrolls V: Skyrim
    Produtora: Bethesda Softworks
    Publicadora: Bethesda Game Studios
    Gênero: RPG
    Disponível: Xbox 360, PS3 e PC

    Avaliação
    Jogabilidade ***
    Entretenimento *****
    Gráficos ****
    Som *****








    The Elder Scrolls V: Skyrim

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    The Elder Scrolls V: Skyrim
    Capa norte americana
    Desenvolvedora Bethesda Game Studios
    Publicadora Bethesda Softworks
    Distribuidora Bethesda Softworks (varejo)
    Steam (online)
    Diretor Todd Howard
    Compositor(es) Jeremy Soule e Shagrath
    Motor(es) de jogo Creation Engine
    Plataforma(s) Microsoft Windows
    PlayStation 3
    Xbox 360
    Data(s) de lançamento Estados Unidos 11 de novembro de 2011
    Gênero(s) Role-Playing Game
    Mundo Aberto
    Série The Elder Scrolls
    Antecessor The Elder Scrolls IV: Oblivion
    Modos de jogo Single-Player
    Mídia DVD
    Blu-ray Disc
    Download
    Idioma Inglês

    The Elder Scrolls V: Skyrim é um RPG eletrônico desenvolvido pela Bethesda Game Studios e publicado pela Bethesda Softworks. É o quinto jogo da série The Elder Scrolls, seguindo The Elder Scrolls IV: Oblivion. Foi lançado em 11 de novembro de 2011 para PlayStation 3, Xbox 360 e Microsoft Windows. É o primeiro jogo ocidental da história a receber 40/40(nota máxima) na conceituada revista japonesa Famitsu.
    Skyrim se passa duzentos anos depois dos eventos de Oblivion, na província de Skyrim, no norte de Tamriel. A província irrompeu em uma guerra civil depois que um de seus reis foi assassinado. Paralelamente, o deus Alduin ("Devorador de mundos", também conhecido em outras partes do Império como o mais importante dos Nove, Akatosh), que assume a forma de um enorme dragão, surgiu para destruir o mundo. O personagem do jogador é um dos últimos "Dovahkiin" (Nascidos do Dragão), que deve derrotar o dragão Alduin para salvar Skyrim da destruição. O Jogo Conseguiu três prêmios no VGA 2011, incluindo melhor jogo do ano.

     Jogabilidade

    Skyrim mantém a tradicional jogabilidade de mundo aberto encontrada na série The Elder Scrolls.O jogador é livre para andar pela terra de Skyrim a sua vontade, tanto a pé quanto a cavalo. Em Skyrim há cinco grandes cidades, vários pequenos vilarejos, grandes extensões de regiões selvagens e montanhas. Cada vilarejo e cidade possui sua própria economia, que o jogador pode manipular ou sabotar se escolher fazer isso. Ao visitar as cidades, o jogador pode completar atividades como cozinhar, agricultura, cortar madeira e mineração, como também aceitar trabalhos para ganhar dinheiro. Qualquer trabalho que um NPC pode realizar também pode ser feito pelo jogador. O nível do jogador aumenta quando suas habilidades aumentam. Dezoito habilidades estão presentes em Skyrim, e o sistema de classes de Oblivion foi removido. Benefícios são capacidades específicas de cada habilidade, organizada em um sistema de grupo de ramificações chamado de "árvores de habilidades". Cada aumento de nível permite que outro benefício seja colhido. Existem 280 benefícios, e agora é possível passar do nível 50, mas a uma taxa muito reduzida. O HUD na tela apenas aparece quando a vida, energia ou mágica do jogador estão se esgotando. Itens e esquemas de equipamentos podem ser salvos por um menu de rápido acesso, e o menu de inventário na tela de pause é apresentado em uma sobreposição em estilo bússola; enquanto que no inventário, o jogador pode girar e se aproximar dos itens adquiridos.
    Armas podem ser criadas pelo jogador em uma forja, e são atribuídas a cada mão individualmente, permitindo empunhamentos duplos. Ao custo de energia, o jogador pode correr e pular. Escudos podem ser usados para bater, e tempo certo é necessário para bloquear um ataque com o escudo. Cada tipo de arma possui vantagens específicas e papéis; como exemplo, o jogador ganha a habilidade de movimentos de finalização. Há mais de oitenta e cinco tipos de feitiços, que podem ser usados ​​em formas de combate à distância e perto. Tipos de feitiços possuem qualidades específicas; um feitiço congelante diminui e drena energia, enquanto um feitiço de fogo causa danos prolongados através da queima, que também pode atear fogo ao ambiente. Jogadores podem equipar um feitiço por mão e poderão recarregar feitiços antes de lançá-los para maior poder. Ao praticar tiro com arco, as flechas demoram mais para serem puxadas do que nos jogos Elder Scrolls anteriores, porém fazem um dano maior. Por isso, flechas são caras e consideradas raridades. Um jogador equipado com um arco pode usá-lo defensivamente em combates corpo a corpo, em um movimento de contra-ataque. O jogador pode ser furtivo, e jogadores não-jogáveis (NPCs) se alertam se os movimentos do jogador forem detectados.
    Skyrim faz uso do sistema de inteligência artificial Radiant AI criado para Oblivion, que foi melhorado para permitir que NPCs "façam o que eles quiserem sob parâmetros extras". O sistema melhorado permite maior intereção entre os NPCs e seu ambiente; NPC's podem realizar tarefas como agricultura, moagem e mineração no mundo do jogo. Os NPC's podem interagir com o personagem do jogador através de conversas, e podem pedir favores e treinar o personagem, ou desafiar o personagem do jogador para um duelo. Eventos como duelos são encontros gerados aleatoriamente, pegando influência do jogo anterior da Bethesda, Fallout 3. Skyrim introduz o sistema Radiant Story, que governa aventuras e como elas funcionam. Aventuras paralelas são dinamicamente alteradas baseadas nas ações do jogador, e são feitas para as habilidades e progresso do jogador no jogo. Como exemplo, o jogador pode ser envidado para um calabouço que não foi explorado anteriormente, e enfrentar inimigos que são derrotados com mais eficiência com o estilo de combate preferido dele.

    Características novas no Jogo

    • O uso do arco não será mais tão fácil, já que leis da física deslocarão as flechas, beirando a realidade.
    • O jogo tem cinco escolas de magia.
    • Depois de matar um dragão, o jogador será capaz de absorver a sua alma, que lhe permitirá ter uma nova habilidade.
    • Qualquer item no inventário pode ser girado, incluindo livros, que agora será feito em 3D.
    • O jogador será capaz de mudar de arma durante as batalhas.
    • Quando correr de costas (ou correr para trás) ele não vai ter a mesma velocidade que se teria correndo para frente.
    • Se a paisagem de Oblivion foi criado primeiramente pelo gerador, no Skyrim, de acordo com os desenvolvedores, todos os elementos da paisagem foram criados a mão: "Cada árvore, cada pedra, cada copo ....
    • Se em Oblivion um homem trabalhou na criação das dungeons, em Skyrim houve um grupo de 14 designers.
    • Quando você criar uma aparência para o personagem o jogador pode escolher barba, cicatrizes entre muitas outras coisas.
    • A edição de colecionador vem com um álbum ilustrado de 200 páginas, com figuras, imagens do jogo, do dragão alduina, rabiscos na língua dos dragão, assim como um disco com o material relacionado com o desenvolvimento do jogo.
    • NPC e inimigos, ao fazerem comentários, prestam atenção à raça e equipamentos do jogador.

    Folclore


    Skyrim utiliza a Creation Engine, permitindo novos efeitos de tempo. Dragões são encontrados no mundo de jogo.
    Folclore é algo comum no mundo de jogo de Skyrim. Criaturas como mamutes e tigres de dente de sabre são encontrados pelo jogo e podem ser mortos.Os lendários dragões têm uma influência particular na jogabilidade e na história, e são oponentes desafiadores para o jogador. Dragões podem aparecer em qualquer momento, em qualquer lugar e podem atacar qualquer coisa. Raças diferentes de dragões são encontradas por Skyrim, tanto sozinhos como em grandes grupos. Eles podem falar diretamente com o jogador através da língua nativa do mundo, Dracônica. Dragões podem atacar cidades e vilarejos aleatoriamente, devastando cidades sem aviso prévio;  frequentemente, dragões mergulham para o chão, marcham através das ruas das cidades e cospem fogo, que envolve e provoca danos significativos às estruturas da cidade. Nem todos os dragões são hostis.
    Através de um curso de eventos, o personagem do jogador pode descobrir que ele/ela é um Dovahkiin.Por causa disso, o personagem garante a habilidade de usar a Voz de dragões. Essas são poderosas habilidades adquiridas por matar dragões e absorver suas almas, exemplos incluem teletransportação, reduzir a velocidade do tempo e chamar um dragão para ajudar o jogador. Gritos de dragões (Thu'um) são descritos como gritos de guerras falados na língua nativa dos dragões(Dovahzaan). Existem mais de vinte tipos diferentes de gritos de dragões que podem ser adquiridos durante o jogo, e eles se tornam mais efetivos enquanto o jogador absorve mais almas de dragões mortos. Alguns de NPCs também podem usar gritos de dragões.

    Guildas

    Por toda Skyrim, os NPCs são membros de uma ou mais guildas, o jogador também podem escolher entrar em uma, ou mais. Cada guilda têm missões exclusivas para seus membros.
    • Dark Brotherhood (Irmandade Sombria): Guilda secreta de assassinos profissionais.
    • Companions Guild (Guilda dos Guerreiros): Mercenários, podem ser encontrados em Whiterun.
      • The Circle (O Circulo): Somente para os mais honrados e valentes membros da Companions.
    • Colege of Winterhold (Colégio de Winterhold): Guilda dos magos, na cidade com o mesmo nome, Winterhold.
    • Imperial Legion (Legião Imperial): A maior guilda de Skyrim, que ha tempo vem perdendo sua grandeza, hoje é apenas uma sombra do que já foi, sua base fica em Solitude .
    • Stormcloaks: Amplo grupo rebelde que tem como objetivo a independência de Skyrim, pode se unir a eles em Windhelm.
    • Thieves Guild (Guilda dos Ladrões): Localizada em Riften, esta Guilda é para ladrões.
      • Nightingale Sentinels: A elite da Thieves Guild.
    • Bards College (Colégio de Bardos): Aprenderas a tocar instrumentos e a recitar poesia, localizada em Solitude.
    Há outras Guildas no jogo, mas o jogador não pode entrar nelas, apenas interagir com seus membros, e em alguns casos, realizar tarefas.

    Raças

    Raça Poder Habilidade Bonificação maior + 10 Bonificação menor + 5
    Imperial Voz do Imperador Encontra mais ouro + 10 restauração +5 armadura pesada, +5 armas a uma mão, +5 bloqueio, +5 encantamento, +5 destruição
    Nórdico Grito de Batalha + 50% resistencia ao frio + 10 armas de duas mãos +5 armas de uma mão, +5 armadura leve, +5 oratória, +5 ferreiro
    Bretão Pele de Dragão + 25% resistência à magia + 10 conjuração +5 alteração, +5 oratória, +5 ilusão, +5 restauração
    Redguard Adrenalina + 50% de resistência à veneno + 10 armas de uma mão +5 alteração, +5 bloqueio, +5 arqueiro, +5 destruição, +5 ferreiro
    High Elf Regenerar magia + 50 de magicka (mana) + 10 ilusão +5 alteração, +5 conjuração, +5 destruição, +5 restauração
    Dark Elf Ira dos Antepassados + 50% resistencia ao fogo + 10 destruição +5 alteração, +5 armadura leve, +5 alquimia, +5 furtivo (stealth)
    Wood Elf Controlar animais + 50% resistência à venenos e doenças + 10 arqueiro +5 abrir fechaduras, +5 armadura leve, +5 furtivo (stealth), +5 roubar
    Khajiit Visão noturna Garras (+15 de dano desarmado) + 10 furtivo (stealth) +5 abrir fechaduras, +5 alquimia, +5 armas de uma mão, + 5 arqueiro
    Orc Berserker Rage
    + 10 armadura pesada +5 armas de uma mão, +5 armas de duas mãos, +5 bloqueio, +5 ferreiro
    Argoniano Pele regeneradora Respiração aquática e +50% resistência a doenças + 10 abrir fechaduras +5 armadura leve, +5 furtivo (stealth), +5 restauração, +5 bater carteira

    Personagens

    • Dohvakiin, ou o último Dragon Born (Nascido do Dragão) veio ao mundo para derrotar Alduin e a ameaça que ele representa.
    • Delphine, a última agente operacional dos Blades em Skyrim, ajudará o jogador a descobrir o mistério por trás do retorno dos dragões. Inicialmente trabalhando disfarçada na pousada em Riverwood.
    • Esbern, junto com Delphine, membro dos Blades, soldados de elite, cuja tarefa era, 200 anos antes, proteger o imperador. Vai ser o mentor do herói, revelando a sua prole e ajudando a derrotar os dragões. Inicialmente se esconde em Riften.
    • Alduin, O Devorador de Mundos como é contado em lendas e historias, ha varias profecias que dizem que Alduin retornará e dominara o mundo novamente, porém junto com ele vira Dohvakiin, para derrotá-lo. Como dragões são considerados "filhos" de Akatosh, Alduin é dito como o primogênito, o mais ancião e poderoso dos dragões.
    • Arngeir: líder dos Barbas Grisalhas, um grupo de seguidores do Caminho da Voz que habitam no Alto Hrothggar, Arngeir é o encarregado de guiar ao Sangue de Dragão o Dovahkiin pelo Caminho da Voz, alías é o único que pode falar já que seus companheiros só falam na língua dos dragões e suas vozes são muito poderosas para serem usadas numa conversa.
    • Astrid: líder da última guarnição da Dark Brotherwood em Tamriel , Astrid é uma mulher de meia idade, meticulosa e fría. Em sua juventude, assassinou o seu tio quando ele abusou dela, e continuou assassinando até que a Dark Brotherwood a recrutou. Recusa-se a usar os métodos antigos que a irmandade usava e prefere não se guiada pela Mãe Noite.
    • Brynjolf: segundo em autoridade na guilda dos ladrões em Riften, Brynjolf é um ladrão muito experto, com muitos anos de de expericia, mas apesar de ser um ladrão, é um homem de confiança e honrado.
    • Archimago Savos Aren: É o mago mais poderoso e o verdadeiro líder do colágio de Hibernalia apesar de que passou a administração do colégio à mestra Miravelle Ervine. Deverás informar-lo dos detalhes de cada missão quando às completa-las, e apesar de sua aparencia tem um misterioso passado.
    • General Tulio: Comandante das Legiões imperiais de Skyrim, o general Tulio é nativo de Cyrodiil e foi designado para Skyrim pelo próprio imperador, Tito Mede II. Seu quartel general se encontra na cidade de Soledad e suas legiões apoiam a pretensão do jarl Elisif ao trono e de ser o rei supremo de Skyrim. Conta com o apoio das cidades de Markarth, Morthal, Falkreath e se comenta a possibidade de influenciar Whinterun, que é aparentemente neutra.
    • Kodlak Melena White: Arauto dos Companions, um grupo de lendarios guerreiros, Kodlak é um homem de grande honra, um nórdico de sangue puro se aproxima do seu dia de morte, deseja morrer em Sovngarde, a terra prometida para os guerreiros nórdicos.
    • Ulfric Stormcloak: líder dos "Stormcloaks", é o jarl de Ventalia da Marca Oriental. Em um passado, Ulfric derrotou em um duelo o antigo rei supremo de Skyrim Torygg, com um thu'um, o lendario grito dos dragões. Antes disso, comandou uma rebelião com o objetivo de emancipar Skyrim do dominio do Império. Conta com o apoio das cidades de Riften, Hibernalia e Dawnstar.

    Profissões

    Ao contrário de Oblivion, em Skyrim aumentou o número e o valor dos negócios.
    • Ferreiro - esta habilidade foi completamente alterada, se antes era necessaria apenas para reparar armas e armaduras, em Skyrim reparar itens não é preciso, mas há a oportunidade de criar suas próprias armaduras e armas. Todos os materiais para isto podem ser criados, comprados ou encontrados, e alguns elementos (ex.: Minério de Ébano) são confeccionados somente com um personagem de alto nível. A criação de uma arma é dividido em várias etapas:
      • Extração do minério com picaretas;
      • Derreter o minério em lingotes. Geralmente 2 unidades do minério em estado bruto resulta em 1 unidade de minério em lingote.
      • Obtenção do Couro em tiras curtindo peles de animais em couro e o couro em tiras;
      • Forjar o Item usando uma fornalha.
    • Curtimento - curtir uma peça de pele crua para a criação de armaduras e armas na ferraria.
    • Artesão - na ferraria também é possível melhorar o corte de armas ou a resistência de armadura, a melhora é geralmente vale uma barra de metal do mesmo material que o item é feito.
    • Lenhador - quando dividir a tora de madeira em lenha é necessário. Requer o machado de lenhador.
    • Joalheiro - a partir do lingote de ouro e prata, você pode criar anéis e colares, e se você tiver pedras, você pode criar, por exemplo, um anel com um rubi ou um colar com pedras semi-preciosas. Jóias são criadas na forja.
    • Alquimia - diferente de Oblivion você não pode fazer poções em qualquer lugar. Agora para a Alquimia você precisa encontrar uma mesa própria para isto, que pode ser encontrada com certa frequência em lojas e algumas casas ou prédios maiores.
    • Encantador - com um pentagrama, que se assemelha à mesa de alquimia, mas é muito mais rara. Encantadores precisam de artefato de pedra com uma alma para encantar um item, o item e um encantamento.

    Sinopse

    Enredo

    Skyrim não é uma sequência direta de Oblivion; ao invés disso, é um novo capítulo na série The Elder Scrolls, se passando duzentos anos depois dos eventos de Oblivion. Na premissa de Skyrim, o Império começa a ceder territórios para as nações Élficas uma vez governadas, porque não há nenhum herdeiro para o trono do Imperador. Os Blades não tem ninguém para defender, e gradualmente morreram, foram assassinados ou se isolaram do resto do mundo. Depois do assassinato do Rei de Skyrim, uma guerra civil irrompe entre as raças nativas Nord—sendo a maioria aqueles que desejavam que Skyrim se separe do Império, e o resto sendo aqueles que desejam que Skyrim permaneça no Império.
    Como os jogos Elder Scrolls anteriores, Skyrim começa com o personagem do jogador como um prisioneiro desconhecido, condenado por um crime que ninguém lhe diz qual foi. Tendo que enfrentar, nesse novo capitulo da série, Alduin. Alduin foi, em tempos remotos, o líder dos dragões que dominavam o mundo e escravizavam todos os seres humanos, até que um dia foi derrotado por nórdicos, depois da derrota de Alduin, os outros dragões começaram a serem mortos, isso, muito tempo antes da historia que o jogador vive em Skyrim. O personagem do jogador é o último Dovahkiin (Nascido do Dragão), um caçador de dragões ungido pelos deuses para ajudar a afastar a ameaça que Alduin representa para Skyrim e Tamriel. Ajudando o jogador está Esbern (dublado por Max von Sydow) e Delphine talvez os últimos Blades vivos.

    Cenário

    O mundo de jogo de Skyrim é a província de Skyrim. É a província do norte de Tamriel, o continente onde todos os jogos da série se passaram. Skyrim é praticamente do mesmo tamanho que Cyrodiil, o mundo de jogo de Oblivion, que tem 41 quilômetros quadrados em área. Em Skyrim há cinco grandes cidades, maiores que as cidades de Cyrodiil, como também pequenos vilarejos e expansões selvagens. Muito da topografia de Skyrim é montanhosa, e dragões são frequentemente encontrados ao se explorar as regiões selvagens. Há mais de 150 dragões espalhados por toda Skyrim, e quando o jogador entra em um calabouço pela primeira vez, os monstros do local se travam ao nível do jogador permanentemente, mesmo se visitados depois com um nível mais alto. Viagens rápidas é um aspecto que retorna, permitindo que o jogador viaje instantaneamente para qualquer locação marcada que foi anteriormente visitada.

    Geografia

    A província de Skyrim faz fronteira ao sul com Cyrodiil, no leste com Morrowind e ao norte com o mar. Há basicamente três tipos de terrenos em Skyrim, que são: Tundras, florestas e neve. Skyrim é divido em domínios, cada qual tem suas próprias leis, obedecendo também às ordens da capital da província, que, por sua vez, deveria estar sujeito às leis do Império de Tamriel, na dinastia Septim — pós Cirodiil. Em cada província há um Jarl, a autoridade administrativa local de cada domínio. Há carruagens que podem ser usadas, por um preço, para ir de um domínio ao outro.
    Tipos de terrenos
    • Tundra: Abrange as províncias de Whiterun Hold e The Reach, no centro e oeste do país.
    • Tundra vulcânica: Apenas a província de Easthmarch, ao leste.
    • Tundra pantanosa: Hjaalmarch e parte de Haafingar.
    • Neve: Províncias ao norte, The Pale, Winterhold e parte de Haafingar.
    • Floresta de Pinos: Apenas em Falkreath, ao sul.
    • Floresta outonal: Apenas a província de Rift, no extremo sudeste.
    Domínios
    • Whiterun Hold: Localizado no centro da província de Skyrim e faz fronteira com todas os domínios de Skyrim, exceto com as províncias de Winterhold e Haafingar. Whiterun tem o terreno de tundra, por isso é habitado por gigantes e mamutes. É nesta região que o jogador começa.
      • Whinterun é a capital da província, onde fica o Jarl, o rei da província.;
      • Rorikstead é uma pequena fazenda;
      • Riverwood Cidade de porte médio.

    • Eastmarch: Fica na direção leste de Skyrim, é um domínio cuja região é vulcânica e uma das mais antigas da província.
      • Windhelm é a maior cidade de Skyrim. Há na cidade um palacio espetacular, onde a Imperial Legion guarda a ponte para Morrowind.

    • The Rift: O domínio fica no extremo sudeste de Skyrim. Tem uma aparência bonita devido as árvores outonais e é cercado por muitas montanhas.
      • Riften, a maior cidade do domínio.
      • Shor' Stone, uma pequena comunidade mineradora.

    • Falkreath Hold: A província mais verde de Skyrim, apesar de ter uma aparência sombria, fica ao sul.
      • Falkreath é hoje um gigante cemitério. Todas as tendas e tavernas têm nomes fúnebres. Faz fronteira com Cyrodiil.

    • The Reach: Antiga região dos anões, fica ao oeste de Skyrim fazendo fronteira com Hammerfall e High Rock, esta província tem uma cordilheira e um canyon enormes, e é pouco habitada.
      • Markarth foi construída sobre antigas ruínas anãs.

    • Haafingar: Localizado ao noroeste de Skyrim, região muito fria e com dois tipos de terrenos, sendo ao sul da província tundra pantanosa e ao norte neve. è bem banhado pelo mar do norte.
      • Solitude tem o maior porto comercial de Skyrim.
      • Dragon Bridge é uma pequena comunidade perto de Solitude.

    • The Pale: Assim como Winterhold, é um domínio coberto por neve. Fica na direção centro-nordeste, entre Whinterun e Winterhold, mas se estendendo até a costa ao norte, e faz fronteira com Eastmarch e Hjaalmarch.
      • Dawnstar é uma cidade pequena costeira e distante, com fortes tempestades de neve.

    • Winterhold: Província gelada, com constantes tempestades, na direção nordeste. Fica depois de The Pale.
      • Winterhold, uma cidade conhecida pelo Colégio de Winterhold, de magias.

    • Hjaalmarch: Província com terreno de tundra pantanosa. Fica no centro-noroeste, entre os domínios Whinterun, The Pale, Haafingar e The Reach.
      • Morthal

    Doenças

    Há mais de duas doenças em skyrim. No entanto duas delas se destacam das demais:
    • Vampirismo - a única doença que se repete por três títulos da série TES, e o princípio é o mesmo de antes. A infecção pode ocorrer quando é atingido de qualquer forma por um vampiro em uma batalha. O vampirismo começa após 3 dias depois da infecção. Quanto menos o vampiro bebe o sangue de NPCs (que estejam dormindo), maior será a manifestação de seu vampirismo, a cada dia (24h in-game) avança um estágio (são 4) permitindo novos poderes, ampliando fraquezas e resistências. Ao beber sangue de um NPC, o vampiro retorna ao estágio 1.
    • Licantropia - uma doença que veio de Morrowind, pode tornar-se lobisomem uma vez por dia. Lobisomem é muito forte, e desenvolve uma velocidade enorme, sabe rugir para assustar os inimigos, lançando inimigos para longe com a mão, e come cadáveres para recuperar a saúde (a saúde não restaura de outra forma). O estado de lobisomem dura pouco mais de uma hora (in-game). A cada corpo que o lobisomen se alimenta ele ganha 30 segundos (tempo real) adicional de transformação (não é possível se alimentar de corpos de raças não jogáveis como falmers, gigantes, animais, etc).
    Se o seu personagem está doente, os NPCs dirão frases relacionadas a sua doença. Ou seja, quando você for um vampiro, farão alusão ao tom de pele clara; e quando lobisomem os guardas pode dizer que o jogador fede como um cachorro molhado, que eles não gostam de sorriso animal ou o que eles ouviram uivos de lobisomem, e o fato de que o jogador tem pelos saindo pelas orelhas.

    Desenvolvimento

    Requisitos do Sistema

    Mínimo Recomendado
    Microsoft Windows
    Sistema Operacional Windows XP, Windows Vista ou Windows 7 (32 ou 64 bit)
    CPU Intel ou AMD 2 GHz dual-core Intel ou AMD quad-core
    Memória 2 GB RAM 4 GB RAM
    Placa de Vídeo Placa de Vídeo onboard com 512 MB of RAM e compativel com Direct X 9.0c Nvidia GeForce GTX 260 ou ATI Radeon HD 4890 1 GB
    Placa de Som Placa de som compativel com DirectX
    Rede Acesso a Internet para ativação pelo Steam
    Skyrim foi conceitualizado pouco tempo depois do lançamento de Oblivion em 2006, e começou a produção depois do lançamento de Fallout 3 em 2008. Foi oficialmente anunciado no Spike Video Game Awards em dezembro de 2010, quando o produtor executivo Todd Howard subiu ao palco para apresentar o trailer que anunciava sua data de lançamento "11–11–11".Apareceu como história de capa da edição de fevereiro de 2011 da revista Game Informer, quando sua história e conteúdo foram reveladas pela primeira vez.

    No universo de Skyrim está o uso de uma "língua de dragão". O alfabeto foi construído para esteticamente parecer pertencente a dragões, assim o uso de marcas semelhantes a garras.
    Jeremy Soule, compositor que escreveu a trilha sonora de Morrowind e Oblivion, retorna para fazer a trilha de Skyrim. "Sons of Skyrim" é o tema principal do jogo, e foi gravado com um coral de mais de trinta pessoas, cantando na língua Dracônica do jogo. A língua foi concebida pelo artista conceitual Adam Adamowicz, que desenvolveu um alfabeto de 34 runas para o jogo.Matt Miller, jornalista da Game Informer, descreve que a língua interpreta um "papel integral na história e jogabilidade [de Skyrim]". O léxico de Dracônica foi expandido quando precisado; como o desenhista chefe Bruce Nesmith explica em uma entrevista para a PlayStation Official Magazine (UK), palavras foram introduzidas para o léxico "toda vez [que o estúdio queria] para dizer algo".O ator Max von Sydow dubla Esbern, um Blade que ajuda o jogador através da aventura principal.
    Skyrim utiliza a Creation Engine, um motor de jogo desenvolvido internamente pela Bethesda. A draw distance renderiza mais longe do que os jogos Elder Scrolls anteriores; falando para a Official Xbox Magazine em março de 2011, Howard descreve uma draw distance "todo o caminho". Como exemplo, ele descreveu como o jogador pode "olhar para um garfo, ou uma maçã, e depois olhar para uma montanha, e [...] então correr para o topo daquela montanha". O motor do jogo permite uma iluminação dinâmica, permitindo sobras criadas por qualquer estrutura ou item. SpeedTree foi usada para produzir a flora em jogos anteriores; no lugar dela, a flora é produzida usando tecnologia própria da Bethesda. Os desenvolvedores afirmaram que isso permite mais detalhe à flora; a tecnologia permite que os desenhistas deem pesos diferentes a tipos de árvores e determinar como o vento as afeta. O vento também afeta o mundo de jogo em outras áreas também, como determinando o fluxo e direção das águas dos rios e córregos.O motor permite que a neve caia de forma dinâmica, escaneando o mundo de jogo e então determinando onde e como a neve vai cair no terreno. Títulos futuros desenvolvidos pela Bethesda também farão uso da Creation Engine.Animações de personagens e criaturas são geradas pelo conjunto de ferramentas de comportamento da Havok. Permite que os personagens passem de forma fluída de corridas para caminhadas, como também aumentar a eficiência da câmera de terceira pessoa. Também permite conversas entre o personagem do jogador e NPCs renderizados em tempo real. NPCs se movimentam, realizam tarefas e fazem gestos corporais enquanto conversam com o jogador. Crianças também estão presentes no jogo, e NPCs interagem entre si, como lutarem um com os outros por dinheiro que o personagem deixou.
    A direção de arte de Skyrim é descrita como "bem diferente" em relação a de Oblivion, conforme afirmado pelo diretor de arte Matt Carofano. Ele descreveu a direção de arte de Oblivion como "fantasia européia padrão", e dessa forma o objetivo para Skyrim era fazer o mundo de jogo parecer realista. Em março de 2011, em entrevista para a Official Xbox Magazine, Howard resumiu o mundo de jogo de Oblivion como sendo aparentado com as atmosferas mais "refinadas e acolhedoras" dos jogos Elder Scrolls anteriores Arena e Daggerfall, e como a "maravilha de descoberta" do mundo de jogo de Morrowind foi perdida. Ele disse que o mundo de Skyrim "caminha entre Morrowind e Oblivion", tendo sua cultura própria e única.Outro objetivo era fazer cada locação em Skyrim parecesse única; o mundo de jogo é descrito como sendo feito a mão. Nesmith explica que "em Oblivion nós geramos algumas paisagens, e não há nada disso mais". Enquanto os calabouços de Oblivion foram criados por apenas um artista, os calabouços de Skyrim foram criados por uma equipe de oito desenhistas. Com o desenho de personagens, esforços foram feitos para que cada raça fosse única em relação a outra. Além disso, a criação de personagens foi aprofundada em relação aos jogos The Elder Scrolls anteriores, introduzindo novas opções de customização, como barbas e rostos pré-construídos, pinturas de guerra e cicatrizes, em outras palavras simplificando a construção facial.

    Música

    O grupo escolhido por Jeremy Soule para compor a música de Skyrim também foi responsável pelos trabalhos em Morrowind e Oblivion. Ele compôs "Sons of Skyrim", música tema do jogo e foi gravada com um coro de mais de 30 pessoas, cantando na língua dos dragões.O Diretor Criativo Todd Howard imaginou a música tema para Skyrim como uma música de Elder Scrolls cantando por um coro de bárbaros. Isso se tornou uma realidade quando a idéia foi aprovada por Jeremy Soule, que gravou o coro de 30 homens em três gravações diferente e juntou em três camadas separadas ao mesmo tempo para criar o efeito de 90 vozes. A linguagem, Draconiana, foi criada pelo artista de conceito da Bethesda Adam Adamowicz, e ele desenhou os 34 caracteres do alfabeto rúnico para o jogo. O léxico Dracônico pode ser expandido conforme a necessidade; o designer-chefe Bruce Nesmith explicou que, palavras foram introduzidas no léxico "sempre que [a equipe] precisava dizer algo".
    Como os dois títulos anteriores da série, a trilha sonora de Skyrim será vendida exclusivamente pelo DirectSong de Jeremy Soule; em 4 de Novembro 4 de 2011 foi anunciado que a única distribuição física do álbum teria 4 CDs, disponiveis no mesmo dia de lançamento do jogo. Todas as copias pre-encomendadas antes de 23 de Dezembro seriam pessoalmente autografada por Soule.[32] Em 17 de Outubro, no Tweet de Pete Hines, Vice Presidente de Relações Públicas e Marketing da Bethesda, postou que "A trilha sonora de Skyrim terá 4 CDs", um álbum de 4 discos lançado foi descoberto por um funcionário da Digital Song durante um erro de exibição da conta. Nas encomendas feitas antes do lançamento pelo sítio Amazon.de foram adicionado 5 faixas promocionais da trilha de Skyrim, este álbum foi intitulado de The Elder Scrolls: The Old Republic Day One - Limited Edition.





    A Bethesda melhorou o que já era bom com dragões e muito mais!

    Por Maurício Tadra em 16/11/2011 - 14:07   Site http://www.baixakijogos.com.br


    ESCOLHA DO EDITOR
    • Visual Nota 92
    • Jogabilidade Nota 95
    • Áudio Nota 95
    • Diversão Nota 97



    Depois de muito tempo de espera, finalmente The Elder Scrolls V: Skyrim chegou às mãos dos jogadores. Como o próprio nome já indica, o game é a quinta continuação da franquia de RPGs da desenvolvedora Bethesda (lembrem-se de Fallout) e chega com a pretensão de conquistar fãs ao redor do mundo contanto apenas com jogabilidade single player.
    Em Skyrim, os jogadores estão na pele do último dragonborn, que como o próprio nome sugere, é um guerreiro nascido com alma de dragão. Esse fato permite que ele possa usar certos poderes “audíveis” das criaturas contra elas mesmas, tendo que matá-las para absorver as almas delas para recarregar suas habilidades orais.

    O título conta com uma longa campanha principal e uma infinidade de missões paralelas. Será que Skyrim convence?

    Aprovado

    Problema: O que fazer?
    Problema em pontos positivos? Em Skyrim, assim que o game começa, a primeira característica marcante do título já salta da tela com mais violência que um feroz dragão ― O que fazer primeiro? Apenas nos primeiros passos do jogador ele precisa seguir algumas orientações, para aprender a atacar, defender e alguns outros comandos básicos.

    Desde os primórdios já é preciso prestar atenção nos acontecimentos, que logo serão exigidos para seguir a campanha principal. Mas, "seguir a campanha principal"? Antes mesmo das primeiras descobertas de cidades já é possível entrar em quests paralelas, que vão garantir novos pedaços de enredo, itens ou até algumas habilidades especiais. Quantas opções!
    Escolhas difíceis ficam para depois
    Logo nos 10 primeiros minutos de jogo você escolhe o personagem que vai controlar, incluindo seu nome. Para a alegria das pessoas mais indecisas, Skyrim permite que você selecione a “classe” de batalha durante o próprio percurso. A princípio, você decide apenas se será um ser lagarto, um orc, um entre três espécies de elfo ou qualquer uma das opções existentes.

    Cada uma das raças tem uma pré-disposição diferente, como por exemplo, a rápida regeneração dos lagartos ou a imunidade a envenenamentos que os humanos possuem. Fora isso, nada mais é preciso escolher antes que o jogo comece.
    Poderio bélico dobrado
    A classe a qual cada jogador pertencerá é construída de acordo com o uso que ele fizer de cada atributo. Por exemplo, para se elaborar um mago é preciso equipar magias e usá-las indiscriminadamente (ou até quando a barra de Magicka permitir). Tal uso fará com que a habilidade evolua e o personagem ganhe pontos de manuseio de magia, nesse caso.
    Img_normal
    Cada competidor pode usar até dois poderes distintos simultaneamente, desde que o atributo não requeira o uso das duas mãos. Será muito comum vermos pessoas equipando-se com uma arma em uma das mãos e com alguma magia noutra. É possível usar duas vezes o mesmo poder ou um único objeto que faça uso de ambos os braços, como um machado grande, por exemplo.
    Há poderes específicos que podem ser repetidos e quando usados em conjunto geram um ataque concentrado, que inflige o dobro do dano. No caso das magias, se colocada uma esfera de fogo do lado esquerdo e outra do lado direito, pode-se combinar os ataques criando uma grande bola flamejante.
    Sobre gritos e lobos
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    Sem querer menosprezar nenhuma arma ou o que o valha dentro de Skyrim, há duas novidades que são as mais chamativas. A primeira delas são os “dragon shouts” (algo como “grito dos dragões”), que permitem aos dragonborns emitirem gritos especiais (que na realidade são palavras na língua dos lagartões).
    Esses gritos são obtidos encontrando as localidades certas ao redor do mundo e são usados ao custo das almas dos dragões. A segunda atração é a possibilidade de se tornar um lobisomem. Esta equivale ao “vampirismo”
    Diálogos, conversas, drama

    A Bethesda Softworks certamente aprendeu muito com Fallout e New Vegas no que diz respeito aos diálogos. Nem todas as histórias são relevantes ou tem relação direta com a campanha principal, mas todos os personagens existentes no game têm vozes
    Mas levando em consideração o tamanho do mundo e a quantidade de possibilidades existentes no game, é incrível como cada uma das histórias pode ser cativante e criar uma razão própria de ser.
     Um quadro vivo
    Percorrer os campos verdejantes ou passar pelas intempéries de Skyrim é como estar dentro de um quadro gigante com vida própria. Os ambientes são incrivelmente detalhados e possuem paisagens embasbacantes. Sem contar quando uma característica geográfica notável se junta a um fenômeno como chuva ou uma tempestade de neve. É realmente fabuloso.
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    DRAGÕES
    Em Skyrim você pode matar dragões até dizer chega. E mesmo assim eles não vão parar de aparecer, mesmo que você peça na “língua deles”. Fazendo isso, alías, as batalhas ficarão mais divertido ainda e você irá querer matar mais lagartos gigantes. É uma diversão quase inesgotável.

    Reprovado

    Basicamente bugs e IA fraca
    Depois de passar por tantas experiências incríveis em Skyrim, a única ressalva que precisam ser mencionadas são os bugs. As falhas acontecem com relativa frequência, mas se você já estiver familiarizado com qualquer jogo da Bethesda, não vai sentir praticamente nenhum problema com os deslizes.

    Mesmo levando em conta o tamanho absurdo do mundo de Skyrim, há mamutes que se “teleportam”, inimigos que socam com uma força “cósmica” e o fazem-no conhecer os céus mais de perto, cavalos alpinistas que escalam paredes de quase 90 graus... Não são defeitos que atrapalham muito, porém, certamente atentam contra o perfeccionismo do título.

    Por fim, a Inteligência artificial dos npcs é bastante “limitada”. Eles são lentos e contam com um senso de direção sofrível, facilmente se perdendo caso você avance rápido demais. Sem contar que, algumas vezes, os parceiros aparecem “do nada” ou atacam alvos que você não gostaria de ter provocado.
    Ouço vozes
    Em inúmeras das conversas travadas durante o game, vozes se cruzam como se fossem ligações cruzadas no telefone. Você está conversando com um cara e há uma ou duas vozes vindas de algum lugar que atrapalham e confundem os gamers. As legendas por várias vezes são atravessadas por npcs e ficam praticamente impossíveis de serem entendidas.
    Mais Dragões!
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    Os dragões são criaturas que certamente abrilhantam muito a magia do universo de Skyrim. O problema é que a randomicidade das criaturas cuspidoras de fogo gera batalhas com uma frequência maior do que você gostaria. Depois de algum tempo suando para matar os lagartões, você acaba descobrindo o padrão de comportamento das criaturas e imagine matar os mesmos bichos por mais de 100 horas...
    Skyrim não apresenta uma grande variedade de inimigos e eles não oferecem dificuldade estratégica. A baixa inteligência artificial não permite que eles se organizem contra você, nem exige que os guerreiros bolem estratégias elaboradas para conseguir êxito.
    Eu queria um amigo
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    Não chega a ser um defeito, mas Skyrim poderia conter pelo menos algum tipo de modo cooperativo online. Quem sabe algo parecido com o que existe em Dark Souls ou Demon's Souls, no qual a jogabilidade é individual, mas outros jogadores podem ser convocados  para ajudar em missões específicas.

    Vale a pena?


    The Elder Scrolls V: Skyrim não é só um dos melhores RPGs do ano, como também é um dos melhores jogos já lançados até hoje. O título certamente reinventa o conceito de 'valor de um game', pois apesar de ser um single player não cooperativo, o game garante centenas de horas de diversão. Skyrim é um daqueles jogos que você liga, começa a jogar e de repente passou o dia inteiro. É compra certa!






    The Elder Scrolls V: Skyrim – Uma aventura sem fim

    Publicação: Alexandre Silva Para o TechTudo 15/Dez/2011 15h46

    Nome: The Elder Scrolls V: SkyrimGênero: RPGDistribuidora: Bethesda Softworks (distribuído no Brasil pela NC Games)Plataformas: PS3, Xbox 360 e PC
    The Elder Scrolls V: Skyrim (Foto: Divulgação)The Elder Scrolls V: Skyrim (Foto: Divulgação)
    Se existe uma frase que possa definir o jogo The Elder Scrolls V: Skyrim, essa frase é: “Diga adeus à sua vida real”. Vocês podem ter lido essa frase em outros lugares que comentem algo desse jogo, e não há uma definição melhor para ele, uma vez que você mergulha na história e começa a se aventurar em mais um pedaço do reino de Tamriel.
    Normalmente, para se fazer um review, é recomendado jogar um jogo até o final, para se ter uma boa impressão de sua experiência e passar isso para os leitores. Infelizmente isso não é possível em Skyrim, pois o jogo simplesmente não termina nunca. Trata-se de uma aventura contínua, que se renova a cada dia de uma maneira inacreditável. Um mundo vasto e que transmite uma coisa não muito comum em NPCs (personagens não jogáveis) do cenário: Vida. As pessoas nas cidades trabalhando, e indo para suas casas para uma boa noite de sono, uma rotina que se repete dia após dia dentro do jogo, e uma grande interação com o jogador.
    Talvez seja essa energia que faz com que Skyrim seja um jogo tão viciante. Além de um sistema simplificado de habilidades, um gerador infinito de quests e também uma trilha sonora épica a todo momento. É um jogo perfeito? Não. É um dos melhores RPGs já lançados para o videogame? Não tenham dúvidas.
    The Elder Scrolls V: Skyrim (Foto: Divulgação)
    The Elder Scrolls V: Skyrim (Foto: Divulgação)
    A tecnologia descomplicada
    Esse é o slogan de um famoso site de tecnologia brasileiro, mas nesse review, essa frase também se aplica às mudanças realizadas em Skyrim, comparando-o com outros títulos da série Elder Scrolls. A intenção de Bethesda – a desenvolvedora do jogo – com esse novo título foi clara: Deixar o jogo com uma curva de aprendizado mais simples, e ainda assim manter o complexo lore de Tamriel presente.
    Outra novidade de Skyrim são as perks, que são características que influenciam diretamente nas magias do personagem. Certos perks podem dar um dano adicional em magias de Fogo, por exemplo, aumentando sua eficiência, ou permitindo que o personagem possa criar poções com efeitos mais poderosos através da alquimia. As variações são inúmeras.Algumas mecânicas dos seus antecessores foram alteradas, de forma a deixar o aprendizado mais dinâmico. Para alegria de alguns e tristeza de outros, o sistema de magia é mais compacto, não permitindo o jogador criar as suas, como em Oblivion, através do Spellmaker. Cada elemento em Skyrim possui efeitos adicionais: Magias de gelo causam dano no stamina do alvo, Lighting também drena o mana, e Fogo causa dano contínuo.
    The Elder Scrolls V: Skyrim (Foto: Divulgação)
    The Elder Scrolls V: Skyrim (Foto: Divulgação)
    Também não existem certas habilidades como Athletics ou Acrobatics, tradicionais dos jogos anteriores. A escolha de raça influencia muito nas habilidades durante o jogo, pois cada uma possui uma habilidade nata diferente. Por exemplo, os High Elves podem regenerar o mana bem depressa, uma vez por dia. Os Orcs, podem entrar em um estado de fúria que os deixam mais eficientes em combates corpo-a-corpo. Nords possuem uma resistência de 50% ao elemento gelo, e assim por diante.
    Ainda assim, é possível fazer um Mago Orc, ou um Elfo guerreiro. As escolhas mais importantes não são feitas durante a criação de seu personagem, mas sim quando você já está solto em Skyrim, fazendo suas aventuras e ganhando níveis. Cada habilidade pode ser aprendida individualmente, ou seja, você pode treinar furtividade se escondendo de pessoas, e assim elevar apenas a sua habilidade furtiva. Ou então, usar muito arco e flecha e assim aumentar sua perícia com essa arma.
    Seja livre
    O ponto mais forte de Skyrim é a sensação de liberdade em um mundo tão vasto e cheio de coisas para se fazer. Não existem rotinas em Skyrim. Você pode fazer a quest principal, onde você aprende um pouco sobre seu dom por ser um Dragonborn, ou você pode deixar isso de lado a qualquer momento e apenas explorar a paisagem sem objetivo algum. Mas não confundam as coisas: Andar sem rumo é algo que acontece por pouco tempo, pois eventualmente, aparece uma caverna ainda não explorada em seu caminho, e uma nova aventura terá início.
    The Elder Scrolls V Skyrim (Foto Divulgação)
    The Elder Scrolls V Skyrim (Foto Divulgação)
    Com tanta coisa para se fazer, muitas horas de sono serão perdidas, a ansiedade de voltar ficará em alta, e seu rendimento no trabalho pode cair um pouco devido ao sono. Mas a sensação que fica no fundo, é a de que tudo isso no fim das contas, valeu muito a pena.
    Com grandes mundos, vem grandes responsabilidades
    O mundo de Skyrim é literalmente, enorme. E com tantos detalhes em um terreno tão grande, a chance do jogador encontrar bugs e glitches é bem maior. Como todo jogo da Bethesda que segue o mesmo estilo, os antigos Elder Scrolls, e também Fallout 3 (que tem certas semelhanças em sua interface devido ao mesmo motor gráfico de Skyrim) também tinham muitos “pequenos defeitos” no cenário.
    The Elder Scrolls V Skyrim (Foto Divulgação)
    The Elder Scrolls V Skyrim (Foto Divulgação)
    Infelizmente, mesmo com várias atualizações vindas dos produtores, os problemas nunca são sanados completamente, mas em contrapartida, nunca estragam a experiência tão boa que se tem ao jogar. Os gráficos de Skyrim são os mais bonitos já vistos na franquia Elder Scrolls. As texturas dos personagens ficaram muito detalhadas, podemos ver manchas de sujeira nos corpos, ou até mesmo suor. E os rostos realmente lembram rostos de pessoas de verdade.
    O ambiente também não deixa a desejar na qualidade gráfica. As árvores são realistas, as flores no chão (que podem ser coletadas como ingredientes de alquimia), as variações climáticas… Tudo isso colabora para que o jogador se sinta ainda mais à vontade em um mundo que esbanja beleza e ao mesmo tempo perigos a cada canto.
    Cuidados que devem ser tomados
    Com o novo sistema de evolução do personagem em Skyrim, é justo darmos algumas dicas importantes para evitar que o jogador se surpreenda com um problema técnico durante suas aventuras. Como citado anteriormente, cada habilidade pode ser evoluída separadamente. Usaremos como exemplo, um ladrão. Se você aperfeiçoar a habilidade Lockpick muito depressa, em pouco tempo você chegará ao nível 100 dessa habilidade.
    The Elder Scrolls V Skyrim (Foto Divulgação)
    The Elder Scrolls V Skyrim (Foto Divulgação)
    Você pode se tornar o ladrão perfeito, com 100 pontos de lockpick, certo? Errado. O nível dos inimigos é equiparado ao seu nível máximo. Na prática, isso significa combates mais acirrados, mas se você apenas evoluir uma habilidade que não é usada em combate (como abrir fechaduras), você não terá poderes suficientes para derrotar um inimigo de nível alto. Então a dica é evoluir alguma habilidade de combate, seja ela com magias ou armas.

    Outro problema perceptível nos combates é a inteligência artificial, que deixa um pouco a desejar. Em vários momentos de aperto nas lutas, o jogador pode se esconder atrás de uma coluna ou uma cabana, e fazer com que o inimigo – do lado oposto – comece a tentar andar de um lado para o outro para tentar encontrar você. Essa brincadeira de “esconde esconde” é eficiente para evitar que você morra, se tiver lugar para se esconder dessa maneira, e funciona com todos os tipos de inimigos – até mesmo os temíveis dragões.
    Elder Scrolls V: Skyrim (Foto: Divulgação)Elder Scrolls V: Skyrim (Foto: Divulgação)
    Conclusão
    Mesmo com suas mudanças e problemas relacionados ao combate e sua inteligência artificial, bugs no cenário e outros detalhes que podem ser corrigidos com atualizações, os defeitos presentes em Skyrim não tiram dele os seus pontos mais fortes: A sensação de liberdade e a narrativa. A possibilidade de você criar qualquer tipo de personagem e se comportar de maneiras diferentes a cada partida, as histórias paralelas que também são enormes (Exemplo: Thief’s Guield, The Dark Brotherhood) e que mostram outras facetas de um enredo gigantesco, completo e coeso, fazem com que The Elder Scrolls V: Skyrim esteja na lista dos melhores RPGs que você poderá ter jogado em sua vida.