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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Previsões Tecnológicas para 2013 - O que vem por aí

O que vem por aí  
Não espere por grandes novidades tecnológicas para 2013, mas sim pela consolidação de produtos e serviços já oferecidos. Mobilidade, ultrabook, privacidade e ataques são palavras que muito se ouvirão no correr do ano


Publicação - Jornal Estado de Minas - 27/12/2012 - Caderno Inform@tica - Repórteres Silas Scalioni e Shirley Pacelli

 (VALF)
Depois que o usuário descobriu o conforto e a praticidade da mobilidade, ficou difícil imaginar um mundo sem evoluções e novidades para o segmento. Tudo começou com a plataforma móvel da Apple, adotada em massa por seus consumidores, ganhou maior impulso quando a Google introduziu no mercado o Android e, agora, com o recém-lançamento do Windows 8, tudo caminha para fazer dos dispositivos móveis aparelhos indispensáveis na vida das pessoas. Isso, inclusive, já foi levantado pelo Instituto de Pesquisas Gartner, que põe a mobilidade no topo das principais tendências de TI para o ano que vem.

O Gartner revela, por exemplo, que os celulares vão ultrapassar os PCs no mundo todo como dispositivo de acesso à web. Será cada vez mais comum profissionais utilizarem dispositivos móveis em funções que exigem mobilidade sob responsabilidade da empresa em que trabalham. E até 2015, de acordo com o instituto, a venda de tablets vai atingir cerca de 50% da de laptop, sendo que a plataforma Windows provavelmente ficará em terceiro lugar na preferência dos usuários, atrás do Android e do iOs.

Apesar de a mobilidade ser a palavra de ordem para os próximos anos, a verdade é que poucas novidades estão previstas em equipamentos para 2013. Avanços mesmo, praticamente só no que se refere aos ultrabooks, um conceito de computação pessoal criado pela Intel e que aos poucos parece dominar o mercado de PCs móveis. Quando os preços caírem, isso se tornará ainda mais real. E os ultrabooks chegarão a 2013 com muito mais modelos com tela sensível ao toque e outros na forma de conversíveis, ou seja, que podem funcionar como tablets e notebooks. Outros tipos de comando, como por voz e por gestos, também passarão a integrar tais equipamentos.

INTERNET No tecniquês das previsões de especialistas para a tecnologia em 2013 está, claro, o cloud computing, os Big Datas, os ataques DDoS e os malwares androidianos. Mas, para além desse universo, a farsa de anonimato e, consequentemente, de privacidade na rede pode ter o seu fim decretado no novo ano. O fortalecimento da inteligência coletiva se encarrega de desvendar cada vilão anônimo da rede: do internauta que praticou bullying a uma jovem que acabou se suicidando, até a golpista que sumiu com o dinheiro das clientes de um bazar on-line. Pode ser que, em 2013, a consciência dos internautas aflore e eles percebam que é possível utilizar a rede no que ela tem de melhor, que é a colaboração de cada indivíduo para criar algo novo e melhor.
 
 
Os conversíveis estão chegando 
 O ano de 2013 será da consolidação dos ultrabooks, que vão vir em modelos que podem funcionar como notebooks e tablets. Para demais dispositivos móveis, poucas novidades


Mobilidade é a palavra da moda e vai ditar as tendências em equipamentos para 2013. Mas, com exceção dos ultrabooks, que prometem apresentar coisas verdadeiramente novas, possivelmente não veremos quase nada que possa se dizer realmente inovador em equipamentos. Desde que a Intel criou e investiu nessa categoria de computadores, no ano passado, uma nova forma de ver a computação pessoal passou a inspirar fabricantes. Tanto que apenas alguns meses depois de apresentados (foi na Consummer Electronics Show, feira realizada em Las Vegas – EUA – em janeiro), mais de 140 modelos foram desenvolvidos ao redor do mundo, muitos já presentes no Brasil. É aí que vão estar as grandes inovações de 2013.

Para a Intel, a grande tendência para 2013 é a universalização das novas interfaces, em especial tecnologias de toque, reconhecimento de gestos e sensores. “Os dispositivos que contam com essas tecnologias – entre eles tablets, smartphones e ultrabooks – vão se destacar ainda mais diante de outros tipos de equipamentos e vão se tornar muito presentes na vida das pessoas”, afirma a gerente de Produto Ultrabook para a América Latina da Intel, Wanda Linguevis, ressaltando que o toque de tela, que já é realidade consolidada em smartphones e tablets, vai passar a ser quase que um recurso obrigatório nas próximas gerações de ultrabooks.

NOVA EXPERIÊNCIA Mas as novidades desses novos computadores não vão parar por aí. O ano que vem será marcado também pela presença dos chamados ultrabooks conversíveis. São modelos equipados com a terceira geração dos processadores Intel Core e que, graças à chegada ao mercado do sistema operacional Windows 8, lançado em outubro, vão, de acordo com a empresa de chips, criar uma grande evolução na experiência computacional. O próprio presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy, afirmou em entrevista exclusiva ao Informátic@ algumas semanas atrás que uma nova geração de ultrabooks com Windows 8 iria já a partir de 2013 abrir um novo tipo de relacionamento entre o usuário e a máquina.

“Ultrabooks conversíveis são modelos que podem funcionar tanto como um notebook fino quanto como um tablet. A possibilidade de utilizar os recursos do Windows 8, com telas sensíveis ao toque, abre caminho para uma série de novas utilizações”, afirma Wanda Linguevis. “Na década de 90, a combinação Pentium com Windows 95 foi revolucionária. Agora, estamos vendo outro grande salto da computação pessoal se materializar. A experiência da tela sensivel ao toque, o alto poder computacional, os recursos de segurança e a economia de energia dos processadores de terceira geração da família Core são bases dessa revolução implementada pelo Windows 8. Essa será mesmo a grande novidade que vai se consolidar em 2013”, completa.


AINDA MAIS POTÊNCIA
Pelo jeito, a performance dos ultrabooks ainda vai ganhar novos fôlegos em 2013. Isso porque em breve eles vão receber a quarta geração da família do processador Intel Core, de 22nm. E, de acordo com os especialistas, quando isso ocorrer (inclusive com outros PCs), tais chips vão oferecer suporte para a Intel HD graphics (placas de vídeo da empresa), novas instruções para criptografia e aumento do desempenho, novas funcionalidades de segurança baseadas em hardware e processadores capazes de funcionar em estados de baixo consumo, possibilitando uma maior duração da bateria. Para estimular ainda mais a inovação para a computação móvel, segundo Wanda Linguevis, os novos chips de baixa potência da Intel baseados na microarquitetura Haswell vão ampliar os planos de mobilidade da empresa, operando inicialmente com cerca de 10 watts para habilitar designs mais finos e leves para ultrabooks, tablets e designs conversíveis com melhor desempenho e maior duração da bateria.



VITRINE
Finos, leves e potentes

Enquanto não chega a nova geração que poderá, inclusive, trabalhar tanto como notebooks quanto como tablets, conheça oito modelos de ultrabooks presentes no mercado brasileiro e que são interessantes opções para quem pretende viver uma boa experiência em computação pessoal:

Le novo Yoga
» Fabricante: Le Novo
» Sistema operacional: Windows 8
» Armazenamento: HD-128GB SSD
» Memória: 4GB
» Cor: prata
» Preço: R$ 8.999

Acer S7-391-9604
» Fabricante: Acer
» Sistema operacional: Windows 8
» Armazenamento: HD-128 GB SSD
» Memória: 4GB
» Cor: branca
» Preços: R$ 4.999 (com Corel i5) e R$ 5.499 (com Corel i7)

Acer M5-481T-6417
» Fabricante: Acer
» Sistema operacional: Windows 8
» Armazenamento: HD-500GB
» Memória: 6GB
» Cor: prata
» Preço: R$ 3.299

Samsung NP900X3D-AD1
» Fabricante: Samsung
» Sistema operacional: Windows 8 (64-bit)
» Armazenamento: HD-128 GB SSD SATA
» Memória: 4GB DDR3
» Cor: prata
» Preço: R$ 3.999

Ultrabook F3
» Fabricante: Digibrás/CCE Info
» Sistema operacional: Windows 8
» Armazenamento: HD-500GB HD + 32 SSD
» Memória: 4GB
» Cor: prata (alumínio)
» Preço: R$ 1.899

HP Envy 4-1150
» Fabricante: HP
» Sistema operacional: Windows 8 Pro
» Armazenamento: HD-500GB + SSD 32GB
» Memória: 4GB
» Cor: preta
» Preço: R$ 3.299

Sony SVT13115FBS
» Fabricante: Sony
» Sistema operacional: Windows 7 Premium
» Armazenamento: HD-320GB HDD-32GB SSD
» Memória: 4GB RAM
» Cor: prata
» Preço: R$ 2.999

T13 Touch
» Fabricante: Sony
» Sistema Operacional: Windows 8
» Armazenamento: HD 320GB HDD-32GBSSD
» Memória: 4GB RAM
» Cor: prata
» Tela: 13” touchscreen
» Preço sugerido: R$ 3.899

2013 pede mais cuidado na rede  
Vão cair de vez as farsas de anonimato e privacidade na internet. Dispositivos Android se tornarão os queridinhos dos cibercriminosos na caça aos usuários mais desatentos

 
 
Perfil Sala Maria, no Facebook, deu golpe em 40 vítimas com contas no site de relacionamento (Golpe Natal Sala Maria/Reprodução de Internet)
Perfil Sala Maria, no Facebook, deu golpe em 40 vítimas com contas no site de relacionamento
 Se, enfim, passamos pelas previsões apocalípticas maias, é hora de anunciar, para o ano que vem, o fim de duas lendas do universo digital: o anonimato e a privacidade na rede. Este ano, vários sinais desfizeram a forte ilusão, que habitava o imaginário popular, da existência desses dois elementos. Nem mesmo a Titia Shame, conhecida como detonadora master de blogueiras de moda no Brasil, passou ilesa por 2012. Em julho, um erro de sincronização das contas do Twitter e Instagram revelou a mineira Priscilla Rezende à websfera, depois de passar quase um ano no anonimato. Do alto da inteligência, cuidado e organização, própria dos grupos de hackers, um dos líderes do LulzSec – Héctor Xavier Monsegur, o Sabu – também foi descoberto. Por meio dele, outros cinco hackers caíram na rede do FBI, a polícia federal norte-americana.

Para Wanderson Castilho, especialista em crimes eletrônicos e autor do livro Manual do detetive virtual, nunca houve anonimato na rede. “As pessoas tinham essa falsa ilusão devido à pouca experiência no mundo virtual, não pela eficácia da rede em garanti-lo”, explica. Castilho acredita que os internautas começaram a tomar consciência de que nada pode ficar escondido na web, principalmente, pela maior divulgação de casos em que não só foi possível identificar como também punir o sujeito envolvido na ação. Por isso, está havendo uma emigração dos cibercriminosos: “As pessoas cometiam os crimes virtuais com os próprios mouses, agora elas podem contratar empresas idôneas para cometer o ato”, complementa. Segundo ele, há companhias que vendem pacotes de difamação por até R$ 60 mil.

O especialista acredita que a popularidade das redes sociais, além dos sites de buscas, tem ajudado a descobrir os misteriosos pela internet. Os próprios usuários fazem uma busca de informações sobre aqueles que os ofenderam. Neste Natal, houve um caso intrigante de pessoas que foram enganadas pela dona de um bazar de vendas on-line. Uma mulher abriu um perfil no Facebook, chamado Sala Maria, em que divulgava a venda de artigos, como eletrônicos, balanços, piscinas e bonecas, trazidos direto de Lisboa (Portugal). Depois de pegar o dinheiro das clientes, ela não postou as encomendas, a maioria, presentes de Natal, e deletou a página. As cerca de 40 vítimas criaram o blog Golpe Natal Sala Maria (golpenatalsalamaria.blogspot.com.br) para reunir e trocar informações sobre a golpista. Juntas, as mulheres descobriram toda uma rede de suspeitos. É a inteligência coletiva sendo executada.

TERMOS DA DISCÓRIDA Na última semana, uma insurreição surgiu contra o Instagram, após o anúncio do novo termo de uso do aplicativo. O problema? De acordo com o texto, o serviço poderia vender as fotos dos usuários para empresas de publicidade e não pagar nada por isso. Assim, além de não respeitar os limites de privacidade, desconsiderava os direitos de imagem. O burburinho foi tamanho na internet, que a empresa voltou atrás e disse que os termos foram escritos de maneira incorreta e que, na verdade, só colocaria publicidade ao redor do conteúdo, como já ocorre com o Facebook.

Antes disso, a rede de Zuckerberg, que fazia votações sobre os termos de uso dos dados recolhidos desde 2009, resolveu mudar seu método. Segundo o site, o processo era capaz de contabilizar a quantidade de votos, não a qualidade das opiniões vindas dos usuários. Agora, eles planejam implementar novos canais de interação. Resta saber se eles serão tão ineficazes quanto a antiga votação.

O Google, claro, campeão quando o assunto é recolher dados dos clientes, atualizou sua política de privacidade no início do ano. Pela primeira vez, o tema despertou discussões até no Congresso brasileiro, pois unificava os dados de todos nos mais de 60 produtos e serviços. Dessa forma, além do resultado personalizado, haveria mais informações em poder da empresa.

Para Victor Haikal, especialista em direito digital do PPP Advogados, o Google não passou a fazer nada do que já fazia antes. O problema, segundo ele, é que as pessoas assinam os termos sem dar a devida atenção. “Há uma proteção à privacidade, mas não é taxativa. Protege o direito, mas cabe a cada pessoa fazer o próprio controle. Há pessoas que colocam fotos e vídeos no Facebook e deixam o perfil aberto, por exemplo”, explica. Ele alerta que as pessoas têm o poder sobre o que postam, mas depois que está na rede quase não é mais possível.

Para ele, afirmar que não existe privacidade na web é um pouco arriscado. O que tem ocorrido, nos últimos anos, é uma maior exposição na internet. Haikal ainda lembra que a coleta de dados dos usuários por servidores de e-mail, redes sociais e outras aplicações é a moeda de troca deles. “Costumo dizer que almoço grátis não existe”, brinca. Segundo o especialista, se você não quer ser alvo, o ideal é que não contrate esses serviços, pois a invasão de privacidade não é considerada crime no Brasil, a não ser que seja violação de correspondência. “A Lei Carolina Dieckmann seria a punição mais próxima disso, mas só vale se quebrar um sistema de segurança já existente”, ressalva. Infelizmente, conceituar privacidade, para legislar sobre a invasão dela, é uma tarefa árdua. Ele lembra que o conceito se transforma ao longo do tempo, e o que valia para o século 19 pode ser desatualizado para os tempos atuais.


Os androidianos que se cuidem




Fábio Assolini justifica o maior índice de ataques à plataforma da Google devido à liberdade que oferece (Kaspersky/Divulgação)
Fábio Assolini justifica o maior índice de ataques à plataforma da Google devido à liberdade que oferece
 Se os vilões estão na berlinda com o fim do anonimato na rede,  eles ganharam mais um nicho de disseminações de vírus: os dispositivos móveis, especialmente os da plataforma Android. A Kaspersky verificou que 99% dos malwares detectados durante o ano foram criados para o sistema operacional móvel do Google, totalizando mais de 35 mil programas maliciosos – número seis vezes maior do que o do ano passado. Segundo Fábio Assolini, analista de malware da Kaspersky Lab no Brasil, existem vários motivos para o direcionamento do ataque. Entre eles está a liberdade da plataforma, que oferece diferentes marcas, aparelhos mais baratos, tornando-o líder de vendas e de mercado. “Hoje, mais de 60% dos dispositivos rodam Android”, detalha.

Com tamanha abertura em seu sistema, o usuário pode instalar softwares que sejam oferecidos fora da loja oficial. E, mesmo baixando aplicativos do Google Play, você continua vulnerável, apesar da recente instalação do Bouncer, sistema automatizado de verificação dos programas antes de fornecê-los aos clientes. Segundo uma pesquisa de uma universidade norte-americana, a tecnologia só detecta 15% dos aplicativos mal-intencionados na plataforma.

E o que, afinal, fazem esses vírus nos smartphones? Roubam seus créditos. O malware predileto dos criminosos é o que se instala no celular e dispara dois a três SMSs para os chamados números premiados. De repente, a pessoa percebe que tem menos R$ 4,99 e vai cobrar respostas da operadora, que, nesse caso, realmente não é a responsável. Outra tendência apontada pela Kaspersky são os vírus do tipo Drive by download, que se instala no dispositivo, só de a pessoa entrar no site. Depois de adquirir o código malicioso, seu celular pode ser usado para enviar spams ou torpedos com links suspeitos para os seus contatos.

Algumas dessas pragas são silenciosas, outras dão vários sinais, como consumo exagerado do plano de dados ou travamento do celular. Para se safar dos criminosos digitais, não há como fugir dos antivírus. Há diversas opções gratuitas na loja do Google (http://bit.ly/UfWFv4).

HACKTIVISMO De sites de bancos a instituições do governo, muitos portais sofreram o ataque de negação de serviço (Distributed Denial of Service- DDoS) em 2012. Muito comum fora do Brasil, esse tipo de crime ganhou força este ano no país e deverá se tornar mas efetivo em 2013. A maioria das ações são realizadas em respostas a resoluções oficiais que são rechaçadas por determinados grupos da sociedade. O maior ataque DDoS do ano: a operação #OpWeeksPayment, de autoria dos Anonymous, derrubou o acesso ao internet banking de cinco empresas, por horas. O grupo reivindicava mais transparência na rede e muitos dos computadores usados no ataque, os chamados zumbis, participaram da ação com o conhecimento dos seus proprietários. No ano que vem, cada polêmica sobre o universo virtual pode causar uma nova manifestação.


5 Tendências virtuais para o ano que vem

1) Fim da farsa do anonimato
2) Mais exposição, menos privacidade
3) Grande disseminação de vírus para aparelhos Android
4) Ataques DDoS como forma de manifesto
5) Punição mais frequente para crimes on-line

 O que mais reserva o mercado



Apesar de não apresentar nada de muito inovador, 2013 trará, entretanto, algumas novidades nos segmentos de smartphones e tablets e algumas disputas interessantes. Na briga pelo mercado de smartphones, os maiores rivais continuarão sendo Samsung e Apple. A fabricante coreana está na frente no desenvolvimento de telas de Oled (LEDs orgânicos) flexíveis, que apresentam mais densidade de pixels por polegada (imagens mais perfeitas), menor consumo de energia, são mais finas e apresentam menos chances de quebrar por serem flexíveis. Atualmente 90% de todas as telas de Oled vendidas no mundo são fabricadas pela Samsung (sim, até a tela do iPad 3 é produzida pela Samsung).

A Google está desenvolvendo em sua divisão de celulares, comprada da Motorola, um smartphone conhecido internamente pelo nome de “X Phone”, que, dando asas à imaginação, poderá ameaçar a disputa Apple x Samsung. Apesar de serem apenas indícios, possivelmente será uma boa novidade para 2013.

A tendência para o ano que vem no geral são os smartphones quad-cores (com quatro núcleos de processamento), como o LG Nexus 4. A Nokia deverá continuar perdendo a fatia de mercado com o Windows Phone 8, mesmo tendo uma queda de preços em seus aparelhos e trazendo a novidade de carregadores sem fio, principalmente pelo fato de o Android continuar dominando o mercado de sistemas operacionais móveis. O iPhone 5 está agradando aos consumidores de Apple, mas poderá dar lugar mais para o segundo semestre para uma nova versão (a Apple faz isso todo ano e não deverá ser diferente).

Se haverá grandes lançamentos em smartphones em 2013, a resposta ficará por conta das fabricantes, mas com certeza a tela Oled flexível da Samsung se consolidará como a grande evolução.

TABLETS Na área de tablets, o Android vai continuar reinando e dominando o mercado. A empresa Asus tem lançado os tablets Android de maior velocidade, como o Asus Transformer PAD, e de maiores resoluções de tela. Será um ano de mais disputas, mas para definir quem é que vai vender mais tablets equipados com o sistema operacional da Google.

Similar aos ultrabooks, a Microsoft está dando dicas que uma nova versão do tablet Microsoft Surface está vindo. Seria o Surface Pro 64 bits que, caso se comprove seu desenvolvimento, com certeza será o tablet mais poderoso e rápido do mercado, utilizando Windows 8 versão PRO. Pelas informações vazadas, ele virá ainda com uma caneta e com saída de vídeo para monitores de alta resolução (e mesmo para telas enormes). Sem dúvida, se for lançado, vai causar impacto positivo no mercado em 2013.

TVS Uma das áreas com muitos lançamentos e novidades deverá ser, como sempre, a área das Smart  TVs. Vários teclados wireless e USB serão disponibilizados, como muitos tipos de webcam para serem utilizadas na chamada sala da TV. O usuário vai ter muito mais liberdade para usar a TV, a internet, trabalhar com fotos, vídeos e comunicações. A LG está se desligando da Google TV e já surgem informações de que poderá utilizar o Open Webos (da HP) nas próximas Smart TVs. A Samsung, que já trabalha com o Google TV, também deverá lançar TVs com o ambiente Bada (sistema operacional da fabricante), que já está presente em alguns de seus smartphones. Trata-se de um ambiente mais simples e que deverá concorrer diretamente com a Apple TV (que é muito simples e sem grandes atrativos para consumidores sofisticados).



Fim da Intel, Google no poder: Dez previsões tecnológicas para 2013

  Publicação: Site IDGNow - Ashleigh Allsopp, Macworld / Reino Unido 13 de dezembro de 2012
 
 
De carros autodirigíveis a TVs conectadas à Internet, o editor da Strategic News Service revela o que ele espera para o setor de tecnologia no próximo ano
 
 
O especialista em tecnologia e editor do Strategic News Service, Mark Anderson, revelou suas dez previsões para 2013. Entre elas, o crescente domínio de dispositivos tablet, o fim da Intel, TVs conectadas à Internet, carros sem motoristas e o aumento dos e-Books.
O site de notícias - lido por líderes da indústria, incluindo Bill Gates e Steve Ballmer -, é descrito como "o canal de previsões mais preciso de computação e telecomunicações, visto por líderes mundiais da indústria."
Anderson espera que os tablets dominem o mercado global de computadores no próximo ano. "Esta categoria de dispositivos assume seu lugar de direito como o maior segmento de mercado de dispositivos de computação", escreveu.
O especialista também previu que a fabricante de chips Intel, que atualmente fornece processadores para a Apple, se tornará "gradativamente irrelevante no mundo da computação em geral".
"Dispositivos móveis e fabricantes de chips móveis - lideradas pela Qualcomm e ARM - são os novos William e Kate (príncipes ingleses)", acrescentou. Relatórios recentes sugerem que a Apple está procurando maneiras de abandonar os chips Intel em futuros Macs e substituí-los com seus próprios chips ARM, como os produzidos para iPhones e iPads.
TVs conectadasA terceira previsão da lista de Anderson é de que as televisões vão evoluir e passarão a se conectar à Internet. Há rumores de que a empresa de Cupertino está trabalhando em um empreendimento para a indústria de televisão, com um avançado set-top box ou talvez até mesmo em televisores com a marca da maçã.
O CEO da Apple, Tim Cook, disse em entrevista à NBC que essa é uma área de "grande interesse" para a empresa, porque atualmente, quando ele assiste televisão em casa, ​​sente "como se eu tivesse voltado no tempo em 20, 30 anos."
A quarta previsão de Anderson é que a briga entre o 4G LTE (Long Term Evolution) e a fibra óptica definirá o modelo de negócio de telecomunicações para a próxima década. "Os clientes que optarem pela banda larga LTE em regiões servidas por DSL (Digital Subscriber Line, ou transmissão digital de dados) pagarão mais e ganharão mais, mas aqueles que escolherem LTE em regiões servidas por fibra pagarão mais para a banda larga sem fio, mas receberão cada vez menos", escreveu.
De acordo com Anderson, o Google se tornará a próxima Apple em 2013. "O Facebook é cansativo e intrometido, a Apple não é a mesma sem o Steve, a Microsoft é a Microsoft e a Amazon é o único adversário", disse. "Os esforços do Google em e-mail, vídeo, smartphones, mapas e carros autônomos abrirão novos caminhos em longo prazo, com muito mais a ser feito."
"Com todas suas muitas falhas, a empresa provou que pode encontrar e capinar terrenos novos", ele continuou. "Em termos de criatividade, o Google se torna a próxima Apple. Agora ele deve aprender sobre suporte ao produto ou corre o risco de perder tudo para os concorrentes.
O Google atualizou nesta semana seu aplicativo de pesquisas para Android, para competir com a app Passbook do iOS 6, e adicionou funcionalidades melhoradas de pesquisa de voz para rivalizar com a Siri. Também é esperado que a Apple perca fatia de mercado para os tablets Android em 2016, de acordo com um relatório recente da IDC.
"O carro sem motorista vira um projeto sério e competitivo globalmente, com vários novos estados e países adiantando leis para permitir que ele ande normalmente, e grandes marcas desenvolvendo seriamente todas as características que um dia o levarão à aceitação comum", Anderson prevê. No início deste ano, Mickey Drexler, membro do conselho da Apple, revelou que Steve Jobs queria criar um 'iCar'.

e-books em altaTambém na lista de previsões de Anderson está a ascensão dos eBooks. "As vendas totais de livros eletrônicos, em dólar, irá bater as vendas dos livros físicos em 2013, quando suas taxas de crescimento serão superiores a 30%, enquanto os e-books continuam seu caminho em direção à dominação do mercado."
Empresas de TI podem passar por um ano difícil, diz Anderson. "O ano de 2013 parece ser mais defensivo, com exceção do segmento de segurança, sem grande adoção do Windows 8 pelas empresas e nada mais de interessante acontecendo", disse ele.
A penúltima previsão do top 10 de Anderson é a de que os esforços dos "hacktivistas" adquirirão um papel importante e permanente na transparência política, "passando do nível de mero 'aborrecimento' para se tornar uma importante parte da política internacional e da segurança em longo prazo."
Finalmente, Anderson acha que a segurança da cadeia de suprimentos (supply chain) se tornará um fator importante na aquisição de tecnologia globais. "Começando pelos produtos da Huwaei que podem representar risco à segurança, a sensação de desconforto por parte das nações que desenvolvem tecnologias cresce. E isso tem um efeito direto na fatia de mercado das fabricantes nos países que podem priorizar sua infraestrutura de segurança em vez do melhor preço", explica. "O reconhecimento de que as cadeias de fornecimento de hoje são todas virtualmente comprometidas levará a relocalizações de fábricas e a um novo conjunto de oportunidades de negócios para fabricantes de componentes que estão em sua terra natal”.




Nove previsões da indústria de tecnologia para 2013

Apostas incluem TV da Apple, iPhone mini, fusões e reestruturações de vários segmentos

ThinkStock
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Todo mundo gosta de previsões, e elas são divertidas de fazer e de ler. Como a maioria das pessoas nem se lembra delas depois de um ano, não há muita razão para não sacar a bola de cristal e começar a ver o futuro.
Veja a seguir as nove análises de Adnaan Ahmad, especialista em tecnologia do banco Berenberg Capital Markets, para o próximo ano. As previsões do especialista eram longas, portanto, aqui você encontrará uma versão resumida.
1. A indústria de aparelhos móveis passará por consolidação e saídas potenciais

Os ganhadores serão Samsung, Qualcomm e MediaTek, e os perdedores, ST-Ericsson, Marvell, Broadcom e Spreadtrum. “Escala é importante, dado a pesquisa e o desenvolvimento necessários para investir na próxima geração de tecnologias, integrações e processos", diz Ahmad. Ele acrescenta que as brigas por patentes entre a Samsung e a Apple estão fazendo com que as empresas repensem a fusão. A Apple deu o sinal verde para a empresa taiwanesa Semiconductor assumir a produção dos processadores. Isso deixa a Samsung "com um buraco na capacidade de produção ". Logo, a Samsung expandirá seu papel como fabricante de chips.
2. Intel vai licenciar a tecnologia Cortex da ARM
O analista vê isso como positivo para a ARM (empresa britânica de processadores), mas não tanto para a Intel, a AMD, a Qualcomm e Broadcom, a ST-Ericsson e a Nvidia. A Intel investiu muito em pesquisa para se unir ao ecossistema de processadores para tablets e smartphones. Mas Ahmad aponta que a empresa não está vendo o volume de suas vendas crescer. Na sua opinião, a Intel está perdendo a batalha de arquitetura dos processadores para a ARM e tem agora três opções: tentar alcançar a concorrente, licenciar a plataforma da ARM e competir com outras ou se tornar uma fundição.
3. A Samsung monopolizará o mercado de modems
Isso seria bom para a Samsung, mas prejudicial para a Qualcomm, Broadcm, ST-Ericsson, Via e Intel.
4. Apple lançará o MacBook Air com funcionalidade iOS
“Visto que entre 85% e 90% da receita da Apple está fixada no sistema operacional iOS, faz todo sentido implementá-lo na sua linha de MacBook”, afirma Ahmad. O analista acredita que esse momento chegará em 2013. Isso não quer dizer que o sistema OSX será abandonado, mas, como a empresa sempre prezou pela simplicidade, é provável que adote apenas uma plataforma.
5. A indústria de infraestrutura de telecomunicações passará por nova reestruturação, saídas e consolidação
Será interessante para as empresas em geral, menos para Ericsson, Huawei, Nokia-Siemens, ZTE e Alcatel-Lucent. "Os chineses podem adquirir as ações da Nokia Siemens Networks ou da Alcatel-Lucent. Os problemas são os impasses políticos e de segurança em relação aos contratos; e os investidores asiáticos aprenderam com o desastre da BenQ-Siemens. Se eles conseguirem essas ações, vão querer receber em dinheiro e pedir garantias reais do governo de que poderão reduzir drasticamente o número de funcionários”, afirma o analista.
6. Huawei assinará um acordo de distribuição com a IBM
Seria bom para a Huawei, mas não para Cisco, a Hewlett-Packard e Juniper. “A IBM trabalha com a Huawei, empresa de tecnologia da informação, desde o começo em consultoria de gestão e, mais recentemente, com promoção de projetos. O próximo passo entre as duas será um golpe para a Cisco e a Juniper”, diz Ahmad.
7. A indústria de telefonia móvel verá mais saídas, fusões, aquisições e reestruturações
A Apple e a Samsung saem como evidentes ganhadores, enquanto Research in Motion, Nokia, HTC, LG, Sony Mobile, a unidade da Motorola do Google, ZTE e empresas japonesas da área perdem. Diz Ahmad: “O futuro não é promissor já que a maioria dos investidores em telefonia móvel ao redor do mundo está perdendo dinheiro. A Apple e a Samsung representam por volta de 50% dos smartphones. Esperamos que o que está fraco enfraqueça mais.”
8. Apple lançará o iPhone mini no meio do ano
A ganhadora é a Apple, claro. Quem não gostará: Research in Motion, Nokia, HTC, LG, Google’s Motorola Mobility e Sony. "É inevitável que a Apple lance um iPhone de custo mais baixo em 2013 para aproveitar a crescente massa de compradores. Notamos que há mais de 150 milhões de assinantes na Europa em contratos pré-pagos que a Apple não aborda hoje ", afirma o especialista. "A questão que a Apple enfrenta é de crescimento. Visto que a tecnologia representa de 20% a 25% do mercado global de ações e que os smartphones da Apple são na faixa de 15% a 20%, a empresa só pode crescer mais 5% nesta categoria mercado, a menos que baixe os preços dos produtos ou desenvolva uma solução nova."
9. A Apple lançará TVs inteligentes na segunda metade de 2013
Seria muito bom para a Apple e para a ARM, mas ruim para as fabricantes de TV. Ahmad acha que a questão é como a empresa vai se diferenciar de outros fabricantes de televisores. "A Apple pode, obviamente, implementar algumas de suas características de design diferenciados para a TV, mas os mais recentes lançamentos de Samsung, LG e até mesmo Sony são muito atraentes", diz.
"Assim, a diferenciação poderia vir por meio de uma combinação de hardware, software e serviços . Ou seja, a base de assinantes do iOS é, obviamente, o mercado-alvo inicial para esse produto, mas para ganhar mais consumidores, a empresa precisa oferecer um serviço único e diferenciado."


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Os facebookcidas - LADO SUPERFICIAL DO FACEBOOK

LADO SUPERFICIAL DO FACEBOOK »  

Os facebookcidas 
 Busca de mais tempo e qualidade nos relacionamentos da vida real, irritação com publicidade invasiva e sensação de futilidade fazem com que usuários comecem a deixar a rede social


Publicação: Jornal Estado de Minas 13/12/2012  Caderno Inform@tica - Repórter: Shirley Pacelli

 (VALF)
“A rede social estava me deixando antissocial”. Assim Marcelo Alexsandro Silva, de 30 anos, gerente de projetos da Teknisa Software, resume o que o levou a cometer “facebookcídio”. Depois de uma conversa séria em julho, ele e a esposa, Heloísa Cunha, universitária de 26 anos, decidiram sair da rede social que reúne 54 milhões de usuários no Brasil e 1 bilhão em todo o mundo. Todos os dias, eles chegavam em casa e cada um se entretinha no próprio perfil no mundo virtual. Como o notebook era único, havia discussões para saber de quem era a vez de usar o aparelho: dele, dela ou da filha de seis anos, que queria ver desenho animado no YouTube. “Estava consumindo muito o meu tempo e eu deixava de viver em família”, esclareceu Silva.

O excesso de tempo passado no Facebook acabou afetando a relação marido-mulher, outro motivo para sair da rede. “Nós interpretávamos os comentários e postagens feitos na página de um e de outro de maneira distorcida”, explica Marcelo. Se agora ele consegue dar mais atenção à filha e o relacionamento com a esposa ficou melhor, por outro lado se sente desatualizado das notícias dos amigos. E também deixou de interagir com as pessoas que não fazem parte do seu círculo social, como antigos colegas de classe ou moradores de outros países. “Se marcarem uma reunião, a menos que alguém me ligue ou faça sinal de fumaça, eu não ficarei sabendo”, brinca. Apesar do esforço do casal, Heloísa conta que foi obrigada a voltar para a rede por causa da universidade. “Cheguei a ir para uma aula que havia sico cancelada, porque os professores avisaram só no grupo do site”, relembra. A experiência negativa, porém, serviu para ela aprender a dosar o acesso ao site.

RESSALVA Não dá para questionar a importância do Facebook como catalisador social e ferramenta de comunicação. Estão aí a Primavera Árabe, o Occupy Wall Street, as Marchas das Vadias e, em Belo Horizonte, movimentos de cidadania política como o Ocupe Câmara. Os mais otimistas creem que a rede é que você faz dela. Mas ainda é difícil separar o joio do trigo. Por exemplo, quando discussões relevantes aparecem na página, a atualização automática deixa em evidência um convite tendencioso para curtir a marca X, que foi clicada por “João, José ou Maria”. Tentar organizar suas postagens para serem visualizadas de acordo com o interesse de cada grupo é tarefa árdua. Configurações de privacidade, então, desista... O Face rastreia até suas curtidas fora do site.

Esses são só alguns dos motivos que têm feito os usuários terem preguiça da rede. O Informátic@ descobriu dezenas de outras razões conversando com alguns mineiros. Para quem não consegue ficar sem a pílula azul, vale conferir as dicas de bom uso da web com Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador de um grupo para tratamento de dependentes em internet do Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo. 
 
 
À beira de um ataque de nervos  
Em protesto, adesão a uma causa ou simples desgaste, mais pessoas optam por deixar o Facebook. Mas há quem fique no vai e volta e muda forma de se relacionar na rede social

 
 
Tic-tac: Matheus Rodrigues cancelou sua conta durante um mês por achar que a rede tomava o seu tempo com conteúdo inútil (Cristina Horta/EM/D.A Press)
Tic-tac: Matheus Rodrigues cancelou sua conta durante um mês por achar que a rede tomava o seu tempo com conteúdo inútil
 “Vou entrar no Facebook rapidinho antes de dormir”. Duas horas depois, você se dá conta de que já é tarde, tem que madrugar para trabalhar e provavelmente se tornará um zumbi no dia seguinte. Acredite, caro leitor, você não é o único que faz planos com seu tempo livre e, quando vê, perdeu horas descendo a barra de rolagem do Facebook com esperança de achar algo interessante. Além da falta de privacidade, reclamação mais recorrente entre os usuários, o fato de a rede tomar tempo demais, na maior parte das vezes com conteúdo inútil, são fatores que explicam porque tem se tornado cada vez mais comum o facebookcídio – exclusão da conta na rede social mais acessada do mundo .

Foi o que aconteceu com o músico Matheus Almeida Rodrigues, de 29 anos. Ele desativou a conta no site durante um mês. “Você chega no fim do dia e pensa: ‘Poderia ter ido dormir em vez de ficar 40 minutos on-line’. Fora que a rede permite muita xeretagem”, diz. O músico se cadastrou em meados de 2009 e, desde então, acessava o Facebook muitas vezes ao dia. Agora só se conecta quando vai conferir o e-mail à noite e não passa mais que 20 minutos com a página aberta. Ele diz ter voltado porque tem vários amigos em outras cidades e, como é músico, a rede é boa ferramenta para divulgar seus eventos. “É como aquela frase que diz: ‘O Facebook é igual geladeira, você sabe que não tem nada novo, mas abre de dez em dez minutos’”, brinca.

Não ter um smartphone facilita a Matheus o autocontrole no acesso à rede de relacionamentos. Normalmente, quem tem o aparelho verifica as notificações o dia inteiro. “Ele é um telefone muito ruim para a função principal de ligar. Prefiro jogar no videogame, tirar foto com câmera e navegar na internet pelo PC”, afirma, ao explicar por que não aderiu ao celular inteligente.

Já o jornalista Billy Lima saiu do Facebook por questões profissionais. Por fazer cobertura da área esportiva, recebia muitos pedidos de amizade e aceitava todos, independente de conhecer os usuários. Com o tempo, os “amigos” começaram a acusá-lo de torcer para o time A ou B. O incômodo foi tamanho que ele preferiu deletar sua conta, com cerca de 500 conexões.

Depois, Lima criou outro perfil em que adiciona só amigos, familiares e colegas de profissão. “Claro que você se sente aliviado, parece que deixou uma prisão. Tira um peso das costas saber que não terá pessoas inconvenientes para atormentá-lo.” De negativo na rede social, ele cita a exposição na web: “É um terreno onde todos se acham donos da verdade e que podem fazer juízo de valor de qualquer pessoa”, destaca.


FACEBOOKCÍDIO - LINHA DO TEMPO
31 de maio de 2010

O Quit Facebook Day foi organizado pelos canadenses Matthew Millan e Joseph Dee. Segundo eles, a rede havia alterado os padrões de privacidade para aumentar o compartilhamento de dados dos integrantes. Dessa forma, o Facebook aumentaria o seu banco de informações e criaria estratégias para os usuários ficarem mais tempo na página. A ideia era excluir a conta na data marcada. No entanto, o site alterou as configurações uma semana antes, acalmando os ânimos e deixando o movimento sem força. Cerca de 4,5 pessoas, dos 400 milhões de cadastros na época, confirmaram apoio à causa.
quitfacebookday.com

2 de novembro de 2012
Mais de 4,5 mil usuários prometeram cancelar suas contas no Facebook em apoio à causa dos índios guaranis-caiovás, que vivem em Mato Grosso do Sul e lutam pela demarcação de terras. A ideia surgiu depois da repercussão de uma carta aberta da tribo ao governo federal, na qual os indígenas comunicaram que decidiram morrer na terra onde os ancestrais viveram, o que poderia ser interpretado com suicídio coletivo. O apoio na rede social seria uma morte simbólica dos usuários do Facebook.

Ame-o ou deixe-o
“Oi. Eu sou o Ross e estou há cinco meses e 17 dias limpo”. Com essa ideia, o protagonista do vídeo Você precisa sair do Facebook começa a sua saga de argumentos para convencê-lo desse suicídio virtual. Sem falar nada, apenas mostrando dezenas de dizeres em cartazes, ele reflete sobre a superficialidade das relações na web e a importância que se dá a elas na realidade. A antiga ordem “saia da frente da televisão” foi substituída por “saia do Facebook”. E você, diante de tantos apelos, vai aderir ao facebookcídio? http://migre.me/5PjcU
 
#100Face  
Experimento que propõe ausência total da rede por 100 dias mostra que não é fácil resistir: 15 pessoas já sucumbiram à tentação. Dependência já é caso de consultório

 
 
“Estou bem. Começando a me sentir limpo e com tempo de sobra para outras coisas”. Parece, mas o depoimento não foi ouvido em uma reunião dos Alcoólicos Anônimos ou pessoas tentando se livrar de qualquer outra dependência. Marcelo R. é uma das 100 pessoas que toparam participar de um desafio: 100 dias sem Facebook. Mais do que ideia de algum hater (odiador) da rede, o #100Face (100face.com.br) é um projeto de experimento social. O objetivo não é defender a permanência ou saída de ninguém da rede. O intuito é levantar questionamentos sobre o domínio que ferramentas privadas e mecânicas têm sobre os aspectos sociais mais comuns dessa geração.

O projeto foi criado no dia 22 de setembro e vai até 1º de janeiro. Dos 100 participantes, muitos já sucumbiram aos encantos da telinha azul. No blog do experimento, eles relatam por quê. Entre as maiores tentações está a vontade de ver as fotos da festa mais recente e até carência de conversar com os amigos próximos que, de repente, sumiram. Alguns dão desculpas mais sérias. “Tive que voltar ao perfil para pegar conteúdos de disciplinas da faculdade”.

Na página não há uma contabilidade, à la big brother, com os eliminados/desistentes. Mas contando um a um, de acordo com as declarações nos posts, 15 já desistiram. Muitos deles não fizeram atualizações, o que faz concluir que mais pessoas podem ter abandonado o desafio. A ideia, segundo Felipe Teobaldo, idealizador do projeto, não é descobrir quanto tempo se consegue ficar sem o Facebook, mas do que você depende para ser feliz. No blog, os organizadores afirmam que cada vez mais a identidade digital faz parte da construção da identidade social. Nesse ponto, os participantes do experimento tentariam descobrir o porquê da necessidade de consumir tantas informações sobre os círculos sociais on-line. Talvez, em janeiro haja respostas.

CONEXÃO EXCESSIVA Há como saber se está viciado na internet? Segundo Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Programa Integrado dos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI), da Universidade de São Paulo, é preciso ir com calma. Antes de fazer a autoavaliação, é necessário analisar que vivemos em uma época em que a tecnologia está muito presente. “O celular é tudo: despertador, câmera, PC e ainda permite que você ligue para alguém. Transformou-se em um portal pessoal”, exemplifica. Para ele, delimitar o que é dependência não é uma tarefa das mais fáceis. Um sinal seria quando a pessoa percebe que, prioritariamente, prefere utilizar a tecnologia para resolver tudo: da compra de um tênis a um convite de aniversário.

Abreu explica que surgem vários problemas dessa conexão excessiva, como baixo nível de comunicação pessoal e perda da capacidade de foco, que alguns gostam de chamar de pessoa multitarefa. “É como meu pai dizia: o homem dos sete instrumentos não toca nenhum direito”, reflete. Ele conta que há duas correntes de pesquisa sobre essa geração de jovens conectados. A primeira diz que eles nunca foram tão rápidos e que houve um leve aumento do QI. A outra acredita que ser rápido não necessariamente os faz mais inteligentes. Além de dizer que essa juventude não consegue acumular conteúdo ao longo da vida – afinal todas as pesquisas estão a um clique.

O coordenador se inclina a favor dessa segunda visão. “Nossa geração mudou muito. Se não usarmos a tecnologia a nosso favor, ela nos engole. O problema é você, não a rede.” Para ele, essa geração está navegando à deriva, não existe uma massa crítica. Abreu lembra que um estudo do Ibope, divulgado em setembro deste ano, apontou que 70% dos brasileiros assistem o seu programa favorito com outra tela na mão. Outra pesquisa apontou que 10% dos usuários no mundo são viciados na internet e cerca de 20% seriam dependentes do celular. Isso em 2010, quando não havia o boom dos smartphones.

“Na sala de espera do meu consultório, todas as vezes que abro a porta para chamar os pacientes, eles estão entretidos com o iPhone”, conta. Ele explica que verificar o celular é normal, mas não a cada minuto. “Seria o mesmo que fazer ginástica o dia inteiro ou comer todo o tempo”, compara. Abreu aconselha a estabelecer um horário para o acesso às redes sociais e desabilitar as notificações do aplicativo do celular, que, normalmente, insistem em apitar de 30 em 30 segundos. Suspeita que está viciado? Faça um teste no Dependência de Internet (dependenciadeinternet.com.br). O site, coordenado por Abreu, reúne orientações sobre o tema.


A FILA ANDA, MAS DEMORA
Se o Orkut já foi o queridinho entre os usuários no Brasil, no início do ano o Facebook conquistou de vez um espaço cativo no coração dos brasileiros. É a lei da vida, ou melhor, das redes. Em um dia você é o mais acessado, no outro você se transforma em reduto de spammers.  Grande parte dos especialistas da área afirma que ainda não surgiu uma rede capaz de destronar o Facebook – são todos sites de nicho. Entre os candidatos à posição ocupada hoje pelo site de Zuckerberg estão o Google +, o Socl (da Microsoft) e o Pinterest.  Na última semana, o Google + ganhou o recurso de comunidades, ponto forte do quase esquecido Orkut. Pode ser que essa cartada atraia a atenção dos usuários não ativos entre os 250 milhões cadastrados.



CAMINHO DO FIM
Desativar e deletar a conta no Facebook são duas ações distintas. Na primeira delas, é possível retornar à rede com todos os amigos e linha do tempo intactos; a segunda opção extingue todo o rastro na rede social. Quer saber como excluir sua conta no Facebook? Siga os passos:

1: » Entre no site e acesse o seu perfil.
2: » Acesse “Configurações da conta” no canto superior direito da tela, onde há uma setinha.
3: » Vá ao menu geral. Antes de concluir a ação, clique sobre a opção “Baixe uma cópia dos seus dados do Facebook”. Esse recurso guardará seus álbuns.
4: » Uma tela aparecerá pedindo para abrir o arquivo da cópia. Abra-o. Uma nova mensagem informará que você vai receber um e-mail com o link do backup. Espere recebê-lo e baixá-lo no PC antes de desativar sua conta, caso contrário você perde todos os dados. Quanto mais fotos e vídeos, mais tempo leva o processo. Pode demorar horas.
5: » Feita a cópia, vá a “Segurança” ainda no menu de configurações. Clique em “Desativar conta”. Seu perfil não ficará disponível para pesquisas, mas algumas informações suas ainda permanecem visíveis até o cancelamento real.
6: » Aquela clássica mensagem “Tem certeza que quer desativar sua conta?” aparecerá em seguida. O Facebook ainda dá uma choradinha e mostra para você os perfis dos seus amigos que sentirão sua falta. Escolha o motivo de sua saída na lista oferecida. Falta de privacidade, gasto excessivo do tempo e conta invadida são algumas das opções.
7: » Decida se quer receber e-mails de marcações e convites dos amigos após o cancelamento da sua conta. Feito isso, é só confirmar a desativação com a senha. Há uma verificação de palavras antes. A conta foi desativada, mas caso queira voltar, o Facebook grava algumas das suas informações originais. Basta fazer o login normalmente.

Exclusão permanente
» Para excluir de verdade, é preciso acessar o link: facebook.com/help/delete_account. O site solicitará a confirmação de senha e de palavras. Você perderá todos os dados na rede social.
 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Termos de uso do Facebook - Saiba o que você aceitou

Saiba o que você aceitou 
Poucos leem os termos de uso do Facebook quando criam um perfil na rede social. Entenda o que dizem alguns dos pontos mais controversos do documento


Publicação: Jornal Estado de Minas  08/11/2012 Caderno Inform@tica Repórter Max Milliano Melo




Páginas apagadas, fotos deletadas e contas suspensas. Essas foram algumas das ações que colocaram o Facebook em meio a polêmicas nos últimos meses. De um lado, internautas reclamando que, sem razão aparente, a rede social de Mark Zuckerberg bloqueia ou elimina conteúdo, viola a privacidade dos usuários e não dá muitas explicações sobre suas ações. De outro, a rede social se defende dizendo que agiu de acordo com os termos de uso, com o qual todos aqueles que utilizam o site precisam concordar para fazer parte da popular comunidade virtual.


Como a maioria das pessoas que usam o Facebook e outros serviços on-line, como e-mails e blogs, não costuma ler nem consultar as atualizações dos termos de uso — que, na prática, funcionam como um contrato entre o fornecedor do serviço e o consumidor —, as polêmicas em torno do que pode ou que não pode ser feito pelos gestores do site estão longe de acabar. A qualquer momento, a rede social pode decidir botar em prática alguma regra de uso, surpreendendo usuários do mundo todo.

O Estado de Minas consultou as advogadas Isabella Guimarães e Fernanda Pascale, dos escritórios Patricia Peck Pinheiro Advogados e Leonardi Advogados, respectivamente, especializados em direito digital, para explicar o que exatamente dizem os documentos que norteiam a relação dos usuários com a rede social mais famosa do mundo. O resultado, além de surpresas, inclui até mesmo a identificação de cláusulas que podem estar em conflito com a legislação nacional. Leia abaixo.


POR DENTRO DAS REGRAS

Confira a avaliação das advogadas Isabella Guimarães e Fernanda Pascale sobre alguns pontos da Declaração de Direitos e Responsabilidades (DDR) e do Termo de Página do Facebook (TPF):

Para o conteúdo coberto pelas leis de direitos de propriedade intelectual, como fotos e vídeo (conteúdo IP), você nos concede especificamente a seguinte permissão, sujeita às configurações de privacidade e aplicativos: você nos concede uma licença mundial não exclusiva, transferível, sublicenciável, livre de royalties, para usar qualquer conteúdo IP publicado por você ou associado ao Facebook (Licença IP). Essa Licença IP termina quando você exclui seu conteúdo IP ou sua conta, a menos que seu conteúdo tenha sido compartilhado com outros e eles não o tenham excluído. (DDR, 2.1)
Segundo a advogada Isabella Guimarães, ao postar algo no Facebook "estamos concedendo uma autorização (a licença) para que ele utilize os nossos conteúdos". Ela afirma, no entanto, que o contrato não deixa muito claro que tipo de utilização seria essa. "Pode haver questionamento dos usuários e mesmo de órgãos públicos, como o Ministério Público e o Procon, com relação à realização de publicidade com os conteúdos postados pelos usuários do Facebook, pois no Brasil o uso publicitário de qualquer conteúdo ou imagem de pessoas deve ser expressamente previsto", informa.

Se você violar o texto ou a essência dessa Declaração, ou gerar possível risco ou exposição legal para nós, podemos deixar de fornecer todo ou parte do Facebook para você. (DDR, 15)
A relação entre o Facebook e o usuário tem sido compreendida pela jurisprudência brasileira como uma relação de consumo igual a qualquer outra. "Esse tipo de relação pode ser encerrada de maneira unilateral pelo fornecedor de serviços desde que de forma motivada, como a falta de pagamento de parcelas ou, no caso do Facebook, a violação do texto ou a geração de risco ou exposição. Ou seja, pela lei brasileira, quem desrespeita as regras ou comete algo que ameaça a rede social pode ser banido. Contudo, o Facebook ou qualquer outro site não podem encerrar o fornecimento de serviço a um usuário sem que haja motivo legal e previamente previsto nos termos de uso", informa a advogada. Ou seja, para interromper o serviço, o site precisa ter motivos claros e explicá-los aos usuários.

Você não irá fornecer qualquer informação pessoal falsa no Facebook, nem criar uma conta para ninguém além de si mesmo sem permissão. Você deve manter suas informações de contato precisas e atualizadas. (DDR, 4.1  e 4.7)
Isso significa dizer que ao fornecer informações pessoais no Facebook você terá de ser o mais realista possível. Isso não significa que, quando ficar claro que o conteúdo não é verdadeiro, você esteja infringido uma norma. "A intenção do Facebook ao solicitar o não fornecimento de informações falsas é coibir comportamentos propositalmente fraudulentos e antiéticos. Sendo assim, não devem ser incluídos dados que podem gerar confusão em outros usuários, que favoreçam comportamentos ilícitos, enfim, que gerem danos a terceiros e ao próprio Facebook", explica Isabella Guimarães. Isso não inclui, por exemplo, ações como a recente campanha em favor dos índios kaiowá-guarani, em que usuários mudaram seu sobrenome para o nome da tribo. "Essa ação não se encaixa em comportamentos de fraude, pois é apenas o exercício da livre manifestação de pensamento, permitida pela Constituição do Brasil, e não pode ser vetado pelo Facebook", completa.

Nós tentamos manter o Facebook atualizado, seguro e livre de erros, mas você o usa por sua conta e risco. (...) Não garantimos que o Facebook ficará sempre seguro, protegido, sem erros, nem que o Facebook sempre funcionará sem interrupções, atrasos ou imperfeições. O Facebook não assumirá a responsabilidade por ações, conteúdo, informações ou dados de terceiros, e você isenta a nós, nossos diretores, executivos, funcionários e agentes de qualquer reclamação ou dano, conhecido e desconhecido, decorrente de ou relacionado de qualquer forma a qualquer reclamação que você tenha contra terceiros. (…) Nós não assumiremos a responsabilidade por você por qualquer perda de lucro ou outros danos decorrentes, especiais, indiretos ou acidentais decorrentes de ou em relação a esta declaração ou ao Facebook, mesmo se avisados da possibilidade de tais danos. (DDR, 16.3)
No passado, o Orkut teve de indenizar usuários que sofreram abuso de outros participantes. O entendimento atual é diferente: cada um é responsável pelo que produz. “Reconhece-se, em diversos países, que serviços on-line não são responsáveis pelo conteúdo criado por usuários. Senão, eles teriam de controlar, aprovar ou censurar cada manifestação antes de permitir a publicação, o que acabaria com a liberdade na web”, diz Fernanda Pascale. “Os termos de serviço afirmam que o usuário que abusa do serviço é o responsável por essa conduta, e não o site.”

Você não deve usar o Facebook se for um criminoso sexual condenado. (DDR, 4.7)
Esse é um ponto polêmico. No Brasil, o Facebook não pode barrar alguém que, por ventura, tenha cumprido pena por algum crime, incluindo os de natureza sexual. "Após o cumprimento integral da pena, qualquer egresso do sistema penal retoma todos os direitos e deveres e deve ser tratado como qualquer outro cidadão", diz Isabella Guimarães. "Essa regulamentação é aplicável apenas para cidadãos que estão cumprindo pena ou aguardando o início de cumprimento da pena devido ao cometimento de algum crime sexual."

Os nomes de páginas e os endereços da Web do Facebook devem refletir com precisão o conteúdo da página. Podemos remover seus direitos administrativos ou solicitar que você altere o nome da página e o endereço da Web do Facebook de qualquer página que não atenda a este requisito. (TPF, 2.A)
O Facebook deixa claro que, em casos de uso indevido de marcas ou abuso, ele pode eliminar páginas ou transferir o controle delas de um usuário para outro. “Essa ressalva é importante para evitar abusos e garantir que as páginas e endereços sejam corretamente utilizados”, afirma Pascale. Essa regra poderia ser posta em prática, por exemplo, quando alguém criar uma página se passando pelo dono de uma marca ou um produto, por exemplo. “Em casos assim, com base nessa ressalva, o Facebook pode modificar as configurações de administração da página e transferir a administração a terceiros.”

Você pode usar suas configurações de privacidade para limitar como seu nome e a imagem do perfil podem ser associados a conteúdo comercial, patrocinados ou relacionados (como uma marca que você gosta) fornecido ou aprimorado por nós. Você nos concede permissão para usar seu nome e a imagem do perfil em relação a esse conteúdo, dentro dos limites impostos por você.Nós não cederemos conteúdo ou informações que pertencem a você para anunciantes sem seu consentimento. Entenda que nem sempre podemos identificar serviços pagos e comunicações como tal. (DDR, 10.1 a 10.3)
Nessa cláusula, está dito que nem sempre o conteúdo de publicidade será apresentado declaradamente como tal. A publicidade pode vir disfarçada em outros tipos de conteúdo, o que vai contra a legislação brasileira. "O Facebook está afirmando que nem sempre vai identificar para o usuário que determinado serviço ou comunicação tem cunho de publicidade", afirma Isabella. "Essa é uma conduta que não deveria ser adotada pela rede social, pois a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal, como previsto no artigo 36 do Código de Defesa do Consumidor. Esse é um ponto que o Facebook deveria rever para deixá-lo mais claro e em conformidade com a legislação", alerta a especialista.

As capas não podem incluir: i. preço ou informações de compra, como "40% de desconto" ou "Faça o download em…"; ii. informações de contato como endereço do site, e-mail, endereço de correspondência ou informações que devem ser incluídas na seção "Sobre" da Página; iii. referências a recursos do Facebook ou ações, como "opção Curtir" ou "Compartilhar" ou uma seta apontando da foto da capa para um desses recursos; ou iv. chamadas para ação, como "Compre já" ou "Informe seus amigos". (TPF, 3.B)
Atenção, pois, de acordo com esse artigo, o Facebook não pode impedir publicidade nas capas da rede social. “Contudo, em relação a empresas, as capas devem retratar o espírito e as características do negócio sem incluir elementos específicos como uma oferta de venda ou outros pontos comerciais mencionados nos termos”, explica a advogada Fernanda Pascale. Uma empresa de carros, por exemplo, pode mostrar imagens de seus veículos, mas não pode colocar dados como o valor ou quantas parcelas são cobradas. “A capa deve, portanto, ser voltada para uma valorização mais institucional e sempre relacionada diretamente à empresa ou à marca”, completa.

Seu uso contínuo do Facebook após as alterações de nossos termos constitui sua aceitação de nossos termos alterados. (DDR, 14.6)
Tradicionalmente, os sites e redes sociais não costumam informar seus usuários sobre mudanças nos termos de serviço. "Entretanto, isso tem se alterado devido a solicitações dos usuários e de órgãos públicos, especialmente os que atuam na defesa do consumidor", diz Isabella. No caso do Facebook, por uma questão operacional, essas informações estão centralizadas na Página de Governança. A orientação é que o usuário curta tal página e fique atento às suas atualizações. Esse é o principal canal para saber quando as "regras do jogo" são alteradas.

Reservamo-nos o direito de rejeitar ou remover páginas por qualquer motivo. Esses termos estão sujeitos a alteração a qualquer momento. (TPF, Nota Final)
A cláusula é bastante ampla e dá espaço para múltiplas interpretações. Ao pé da letra, ela significa que o Facebook se reserva o direito de apagar qualquer conteúdo e remover usuários sempre que considerar necessário. Contudo, a especialista Fernanda Pascale acredita que a aplicação é bem mais restrita. “Cláusulas dessa natureza, apesar de parecerem amplas, somente são utilizadas na prática em casos muito específicos, de forma a possibilitar a administração rápida e adequada dos serviços em hipóteses de abusos por parte de algum usuário.”


TEMAS DELICADOS
Outras fontes de polêmica são os Padrões da Comunidade Facebook, conjunto de normas sobre o que pode ou não ser falado na rede social, e o uso de cookies. Saiba mais sobre esses dois temas:

Padrões da comunidade
Violência:
Segundo os padrões, a rede social pode excluir e banir os usuários que incitem, organizem ou comemorem atos de violência ou episódios que resultem em danos materiais às pessoas. A rede também pode comunicar as autoridades sobre esse tipo de atividades.

Autoflagelação: É proibido qualquer conteúdo relacionado ao autossofrimento e à autoflagelação. Enquadram-se aí desde atos de automutilação até postagens sobre bulimia, anorexia e suicídio.

BullSying: Vai contra as normas da rede social, apenas quando direcionados a "pessoas comuns", já que é permitido que "os usuários falem livremente sobre assuntos e pessoas de interesse público".

Conteúdo gráfico: Imagens violentas ou que induzam ao sofrimento de quem as vê (como as que mostram vítimas de acidentes) são expressamente vetadas.

Pornografia: Ponto polêmico. Embora, no passado, a tolerância fosse zero (a rede chegou a deletar imagens de quadros), houve uma flexibilização. Agora, é permitido "conteúdo de importância pessoal, sejam fotos de uma escultura, como Davi de Michelangelo, ou fotos de família da amamentação de uma criança".

Propriedade intelectual:
A rede pode excluir qualquer conteúdo que pertença a outra pessoa. Fotos, vídeos, textos ou qualquer outro tipo de conteúdo criado por terceiros corre o risco de ser deletado, caso não haja autorização para a postagem.


Cookies
Autenticação: O Facebook pode usar seus cookies para saber que você está conectado.

Segurança e integridade do site: Outro uso é para monitorar atividades suspeitas. Seus cookies podem ser usados como base para excluir ou responsabilizar usuários que, na visão do site, praticam atividades que ameaçam a rede e outras pessoas.

Anúncios: Um dos pontos mais polêmicos. Eles são usados para fornecer anúncios condizentes com o tipo de conteúdo que você consome. Por exemplo: se você comenta repetidas vezes que está procurando emprego, a rede direciona para seu perfil agências de emprego. Os cookies também podem monitorar a frequência com que você clica em anúncios.

Localização: Isso permite que o site saiba exatamente onde você está. É com base nos cookies que o Facebook define o idioma automático quando você entra no site e preenche a localização informada com cada post.

Recursos e serviços: Os cookies permitem ao Facebook saber quais funcionalidades você mais usa. Isso permite, por exemplo, colocar em primeiro lugar no bate-papo os amigos com quem você mais conversa.

Análises e pesquisas: Outro ponto polêmico. O Facebook pode usar seus cookies para saber o seu comportamento na rede, que tipo de conteúdo consome, onde estão seus amigos e, assim,
desenvolver produtos, propagandas ou tecnologias.