Magazine Luiza

quinta-feira, 29 de março de 2012

Armazenamento de dados. Crescimento Exponencial das informações existentes na internet (e fora dela)

Rumo ao infinito  
Quantidade de dados produzida este ano deve chegar a 2,7 trilhões de gigabytes. E especialistas garantem que não haverá limites para armazená-los. O que fazer com o excesso de informação?


Publicação Estado de Minas Cadreno Inform@tica 29/03/2012  repórter Ataide de Almeida Jr.

Esta linha de texto que você acaba de ler demorou menos de 30 segundos para ser escrita. No entanto, nesse pouco tempo, mais de 84 milhões de e-mails foram enviados, 255 mil pessoas comentaram em posts do Facebook, 6,5 mil aplicativos no iPhone foram baixados, 6 mil músicas começaram a ser ouvidas no Pandora e 400 hectares de terra foram plantados no jogo social Farmville. Parece loucura, mas a humanidade deve produzir este ano 2,7 zetabytes (ou 2,7 trilhões de gigabytes), levando-se em conta o estudo feito pela IDC Digital Universe: ele mostra que, a cada dois anos, dobra a quantidade de bytes criados pelo homem.

Algumas perguntas que surgem diante de números grandiosos são: a tecnologia vai acompanhar a necessidade dos usuários de trocar informações e guardar arquivos? Haverá um limite? Segundo especialistas ouvidos pelo Informátic@, não há motivo para preocupação. As fotos, os vídeos e qualquer outro arquivo estão a salvo. “As grandes empresas já estão se mexendo para resolver isso. A questão está sendo solucionada pela própria indústria por meio do barateamento dos equipamentos utilizados para fabricação dos dispositivos”, explica Bruno Badini, CEO da Vertigo, empresa de consultoria em tecnologia da informação.

Segundo a consultoria Canalys, o investimento no mercado de data centers alcançou US$ 26,2 bilhões em todo o mundo. Só o Google contribuiu com US$ 951 milhões para garantir espaço para todos. Para a empresa Data Center Dynamics, no Brasil, o crescimento nesse mercado no ano passado foi de 43%. “Não raro vemos computadores com 5TB de HD. Quanto mais demanda, mais produção. Não haverá limites. Enquanto houver dispositivos e espaço, tanto físico ou virtual, a quantidade de dados vai crescer”, ressalta Badini.

O fundador da WebSoftware, empresa desenvolvedora de sistemas para empresas, Erick Vils, acredita que o grande problema não vai ser o espaço para armazenamento, mas sim como gerir todas as informações. “Guardar dados é algo que se faz todo dia. No entanto, ainda é preciso saber como tirar proveito de tudo que se recebe. As empresas e os usuários criam tantos arquivos que, no fim, desconhecem do que se trata. Armazenar não é o problema, mas sim como isso está sendo feito”, aponta. Para Vils, ter uma base de contatos grande no e-mail é bom, mas também é preciso organizá-la de forma que seja útil para o usuário, por exemplo. “O modo como os arquivos são guardados pode ajudar no futuro.”

Uma das áreas que têm contribuído para disseminar ainda mais as informações são os sites ligados a vídeo. O YouTube, maior plataforma desse segmento, anunciou a marca de 4 bilhões de produções assistidas globalmente por dia – e, além disso, são enviadas 60 horas de filmes por minuto. “O aumento da banda larga no Brasil resultou em uma popularização dos vídeos. Tanto é assim que as empresas buscam por soluções para diminuir os custos gerados. A tendência é que investimentos sejam feitos para atender a demanda”, diz Rodrigo Paolucci, diretor de marketing e vendas da Samba Tech, empresa de plataforma de vídeos on-line.

ESTRESSE A preocupação também está ligada aos usuários. O excesso de informação pode causar problemas de saúde. Em uma recente exposição na Suíça, especialistas da Universidade de Berna afirmaram que, para uma pessoa comum, 350 páginas é o máximo que se consegue ler por dia – compreendendo as informações. No entanto, o volume de dados que chega até ao ser humano em 24 horas é de 7.355GB, ou mais de 1 bilhão de livros. “Há um aspecto de novidade, atrativo na internet que pode gerar um fascínio. Além disso, esse excesso gera uma espécie de estresse, cansaço, ansiedade. As pessoas se sentem quase que obrigadas a ter atenção a tudo”, explica Rosa Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (NPPI/PUC-SP).

A capacidade de guardar dados na memória também pode ser atingida pelo excesso de informação. Estudo da Universidade de Columbia, em Nova York (EUA), mostrou que, ao se deparar com questões difíceis, as pessoas tendem a pensar que a maneira mais fácil de encontrar a resposta é pelo computador – como em algum site de pesquisa – e deixam de lado o uso das informações armazenadas no cérebro. “Pode ser um problema, principalmente para quem lida com educação. Para os alunos é mais fácil ir atrás de uma informação on-line do que ler um volume inteiro. Mas ainda é questionável se as pessoas estão menos interessadas em pensar”, aponta Farah. O conselho dela é buscar informações na rede como se faz com um jornal impresso. “Devemos escolher quais cadernos ler ou que considerar mais interessantes. É preciso desenvolver uma atitude crítica, seletiva e de autocontrole”, afirma.



CÉREBRO LOTADO
Segundo cientistas, há, sim, um limite para armazenamento de dados no cérebro. Pesquisadores da Northwestern University revelaram que 2,5 petabytes (ou 1 milhão de gigabytes) é o que o órgão pode armazenar. Isso equivale a guardar 3 milhões de horas de programas de televisão, algo que um ser humano só poderia alcançar se vivesse 300 anos sem parar de assistir a tevê.



Faça o backup agora!  

Com capacidades superiores a 2TB de armazenamento, HDs externos são a melhor a solução para quem precisa de espaço extra no computador. Saiba o que levar em conta na hora de comprar um aparelho





Uma das primeiras lições para quem está entrando no mundo da informática e que deveria ser repetida por todos que se consideram profissionais no ramo é: faça a cópia dos arquivos para lugares seguros, fora do computador. Para não sobrecarregar o disco rígido do PC, o melhor é investir em HDs externos, que podem chegar a até 3TB de armazenamento. O melhor é que, por conta da redução no peso e no tamanho dos dispositivos, eles podem ser levados para todos os lugares com a vantagem de terem mais espaço para dados do que os pen drives.

Mas antes de comprar saiba que é preciso levar em consideração alguns pontos. O primeiro é que, nos modelos portáteis, o cuidado deve ser redobrado. Apesar da aparência mais robusta que um pen drive, por exemplo, o dispositivo contém um ou mais discos rígidos no interior. Portanto, não deixe que ele caia e evite choques contra a capa do HD. Além disso, para os dispositivos de mesa, é importante mantê-los sempre em locais com ventilação adequada, pois, eles não têm um cooler (aqueles ventiladores típicos do computador) para resfriá-los.

Outro ponto é a ligação do produto com o computador. No caso dos HDs de mesa, a ligação é feita na tomada e por meio da porta USB. A maioria conta com uma chave para ligar/desligar o dispositivo. No entanto, mesmo com essa opção, deve-se utilizar o recurso de “remover hardware com segurança” presente no Windows. Já com os portáteis essa ação torna-se imprescindível para manter os arquivos seguros.

A taxa de transferência de dados é algo que também deve ser observado. Essa característica está ligada ao modo como o dispositivo é conectado ao computador. A maior parte utiliza um cabo USB, mas ainda podem ser encontrados modelos com saída Sata, que tem maior velocidade de troca de arquivos. Vale lembrar que há aparelhos que apresentam a saída USB 3.0, o substituto dos tradicionais 2.0, que tem transmissão 10 vezes mais rápida.

ORGANIZAÇÃO Assim como nos HDs de dentro do computador, os externos precisam ser defragmentados e analisados periodicamente. Os programas do Windows, como Scandisk e Defrag, podem ser úteis para essa tarefa. No caso de usuários do Mac, a tarefa pode ser feita por programas de terceiros, como o iDefrag.

Não adianta nada colocar todos os arquivos em um HD externo se, na hora de tentar localizar um, está uma bagunça nas pastas. Ou, pior, se há vários deles duplicados. Além disso, se forem dados importantes, é melhor garantir o backup, seja em um pen drive ou em outra partição. Para ajudar nessa tarefa, alguns programinhas da internet podem ser uma mão na roda.




Confira a lista que o Informátic@preparou com os melhores HDs externos do mercado e os programas para ajudar na organização.


PROGRAMAS
DoubleKiller

http://vai.la/2GKh
» O programa remove arquivos duplicados do sistema e, assim, reduz o tempo de backup dos computadores e ajuda na hora de procurar arquivos. Com o software, é possível excluir os arquivos com base nos nomes, tipos de arquivos, atributos e tamanho.
Preço sugerido: gratuito

MEO Encryption Software
http://vai.la/2GKf
» O programa promete facilmente proteger os arquivos e pastas, impedindo que outras pessoas os acessem. Para dar ainda mais segurança, o software grava quando e como os dados foram alterados. A interface simples e intuitiva é perfeita para todos os tipos de usuários.
Preço sugerido: gratuito

PowerDesk PRO
http://vai.la/2GKd
» Com mais opções que o Windows Explorer, com esse programa é possível gerenciar os arquivos com mais facilidade. O software dá a opção de trabalhar com várias janelas, adicionar notas à pastas, personalizar com cores e renomear vários arquivos de uma vez.
Preço sugerido: US$ 39,95

PC Backup Pro 12
http://vai.la/2Gko
» A versão de teste do programa oferece uma conta gratuita de 10GB na nuvem e uma integração com os serviços de armazenamento da Amazon. Quanto à utilização, o usuário pode ativar o backup a partir de um único clique no software. O utilitário pode ainda varrer todo o PC e restaurá-lo rapidamente em caso de falha no sistema.
Preço sugerido: US$ 50


O MENOR DO MUNDO
Pesquisadores da IBM dos Estados Unidos em parceria com estudiosos da Alemanha conseguiram construir o menor HD do mundo. No dispositivo, cada bit é armazenado em menos que 12 átomos, enquanto que nos discos rígidos tradicionais são 62,5 milhões de átomos para cada bit. Para conseguir tal façanha, os cientistas utilizaram um tipo de material definido como antiferromagnético, que garante o armazenamento sem precisar de um espaço maior. A novidade ainda deve demorar a chegar ao grande público.





VITRINE
Lacie Rugged Safe

 (Fotos: Divulgação)

» Capacidades: 250GB, 500GB e 1TB
» Velocidade de transferência: 480Mbps (USB 2.0)
» Peso: 298g
» Autenticação por meio da biometria
» Portátil e resistente a choques
» Preço sugerido: R$ 1.299 (1TB)

Seagate GoFlex Satellite
» Capacidade: 500GB
» Velocidade de transferência: não informado
» Peso: 267g
» Desenvolvido para ampliar a capacidade de armazenamento do iPhone
» Preço sugerido: R$ 749

Seagate GoFlex Slim
» Capacidade: 320GB
» Velocidade de transferência:
não informado
» Peso: 160g
» Apenas 9,5mm de espessura
» Preço sugerido: R$ 349

Western Digital My Passaport Studio
» Capacidades: 500GB, 750GB e 1TB
» Velocidade de transferência: 800Mbps
» Peso: 180g
» Inclui utilitário de segurança
» Portátil
» Preço sugerido: R$ 240 (500GB), R$ 295 (750GB) e R$ 330 (1TB)

Western Digital My Book Live
» Capacidades: 1TB, 2TB e 3TB
» Velocidade de transferência: 1MBps
» Peso: 1kg
» Compartilhamento em nuvem
» Preço sugerido: R$ 240 (500GB), R$ 295 (750GB) e R$ 330 (1TB)

Verbatim HD Wallet Drive
» Capacidade: 640GB
» Velocidade de transferência: não informado
» Peso: 100g
» Inclui aplicativo Nero BackItUp & Burn Essentials
» Portátil
» Preço sugerido: R$ 289 (640GB)

Imation Defender H100
» Capacidades: 320GB e 500GB
» Velocidade de transferência: 480Mbps (USB 2.0)
» Peso: 298g
» Criptografia avançada
» Portátil e resistente a choques
» Preço sugerido: a partir de US$ 450

LaCie Porsche Design
» Capacidades: 1TB e 2TB
» Velocidade de transferência: 100MBps (USB 3.0)
» Peso: 1kg
» Acompanha 10GB de armazenamento em nuvem
» Resistência a choques
» Preço sugerido: não informado

Verbatim Titan
» Capacidades: 320GB e 500GB
» Velocidade de transferência: 480Mbps
» Peso: 240g
» Inclui aplicativo Nero BackItUp & Burn Essentials
» Portátil
» Preço sugerido: R$ 188 (320GB) e R$ 299 (500GB)
 


A nuvem da salvação  
Armazenar arquivos de empresas em servidores externos é a melhor maneira de garantir segurança, mas medo e desconhecimento ainda atrapalham a popularização desse serviço

Carlos Botelho, de uma empresa de engenharia de sistemas, apostou no armazenamento de dados na nuvem, diferentemente de várias áreas de TI que, segundo ele, ficam sobrecarregadas com o operacional e %u201Cesquecem%u201D as novas tecnologias (Ed Alves/CB/D.A Press)
Carlos Botelho, de uma empresa de engenharia de sistemas, apostou no armazenamento de dados na nuvem, diferentemente de várias áreas de TI que, segundo ele, ficam sobrecarregadas com o operacional e  esquecem as novas tecnologias
 A cópia de arquivos para dispositivos externos ao computador, hoje, é considerada a opção mais barata e rápida do mercado – principalmente para pequenas empresas e usuários finais. No entanto, os aparelhos que fazem esse serviço ainda estão sujeitos a falhas técnicas e situações adversas. Quando ocorrem tragédias, como o recente desabamento de três edifícios no Centro do Rio de Janeiro, é que se percebe a necessidade de ir além do backup nos aparelhos físicos. Pelos relatos dos donos das empresas que funcionavam nos prédios, a possibilidade de tal fato acontecer era tão remota que nem mesmo computadores eram utilizados para guardar os dados. Alguns armazenavam tudo no papel.

Para evitar perdas maiores, investir no armazenamento nas nuvens pode ser a solução. Mas o medo de colocar dados importantes em servidores alheios ainda é o maior empecilho para as empresas. Segundo uma pesquisa da Symantec, realizada em 38 países, incluindo o Brasil, com 5,3 mil empresas, 58% dos departamentos de TI evitam apostar nesse serviço por receio de um surto de vírus e 57% temem roubo de dados por piratas da internet. “As empresas têm essa preocupação por conta do desconhecimento da tecnologia. O primeiro ponto para esses casos é saber como a companhia contratada lida com a segurança. Se tem proteção, se pode garantir a integridade e a disponibilidade e como será feito o gerenciamento”, explica Sergio Dias, especialista em cloud computing da Symantec.

A experiência para trabalhar com a nuvem também tem sido um problema. Entre 20% e 25% das equipes entrevistadas sabem utilizar os sistemas, mas a metade está pouco preparada para enfrentar a computação em nuvem. “Toda vez que se adota uma nova tecnologia, a grande dificuldade é o profissional acompanhar essa vertente. As áreas de TI, além de estarem sobrecarregadas com a parte operacional, têm que lidar com a reação natural ao produto recém-lançado. É preciso enxergar os benefícios que isso vai trazer para a empresa”, aponta Dias.

 “Tínhamos um problema de disponibilidade dos nossos dados e quem precisava deles acabava por atrasar o trabalho. A migração foi benéfica, pois diminuímos o custo de compras de aparelhos e tudo ficou mais prático. Podemos acessar de qualquer lugar”, explica Carlos Botelho, sócio-fundador da Intacto, empresa que atua há sete anos no mercado de engenharia de sistemas e que decidiu, há três, armazenar a maior parte de seus arquivos em um servidor externo, para evitar surpresas.

Botelho aponta ainda que o serviço por aqui é caro se comparado ao oferecido no exterior. “A Amazon acabou de implantar o sistema no Brasil, mas utilizamos os servidores dela nos Estados Unidos, pois há maior oferta de pacotes e são mais baratos.” Mesmo com os arquivos tão distantes do Brasil, o empresário acredita que não é preciso ter medo da nuvem. “Há vários tipos de serviço em cloud computing. Com isso, é possível que toda a segurança fique a cargo da própria empresa, como no nosso caso. Nossa intenção é colocar mais dados em outros servidores.”

SEU ESPAÇO
O usuário final também tem vez na nuvem, afinal, nada pior do que perder fotos, músicas e arquivos que deram tanto trabalho para tirar, baixar e organizar. “As pessoas têm resistência em deixar os dados na nuvem, em um servidor externo. Mas isso varia com o tipo de arquivo. Imagens e vídeos, por exemplo, são armazenados sem grandes preocupações”, explica Amauri Sousa, gerente de produtos da Motorola Mobility.

No entanto, a tendência, segundo Sousa, é a interconectividade. “Há o desejo das pessoas de ter os mesmos arquivos no computador, no tablet e no smartphone”, ressalta. A empresa lançou o MotoCast para os aparelhos Razr e tablet Xoom 2 Media Edition. A novidade, que já vem pré-carregada nesses dispositivos, faz com que o usuário tenha a nuvem pessoal, com os arquivos que deseja, direto no celular ou prancheta eletrônica, independentemente do local onde ele estiver.
Para ajudar, na internet há vários sites que permitem a inclusão de arquivos pessoais e o acesso a eles por qualquer dipositivo. Veja a seguir a lista com os principais serviços da nuvem que o Informátic@ preparou.


OS BENEFÍCIOS
» Reduz custos para empresas e usuários
» Elimina a instalação e inicia as operações nos arquivos de imediato
» Reduz a necessidade de espaço físico para pessoal e hardware
» Atualizações são feitas sem baixar nada para o computador
» Fácil de usar, independe do local, da linguagem ou do dispositivo
» Traz flexibilidade para o trabalho



VITRINE
SugarSync

https://www.sugarsync.com
» O servidor na nuvem oferece uma versão de testes por 30 dias para experimentar o serviço. O mínimo de armazenamento é de 30GB, mas pode chegar a 500GB. O pacote inclui um sistema automático de compartilhamento de arquivos para as máquinas escolhidas pelo usuário.
» Preço: US$ 4,99 (30GB)*, US$ 9,99 (60GB)* e US$ 39,90 (500GB)*

DropBox
http://www.dropbox.com
» Um dos serviços mais conhecidos da internet, oferece 2GB gratuitamente para os usuários armazenarem qualquer tipo de arquivo. Quem precisar de mais espaço pode adquirir as versões de 50GB, 100GB e 1TB ou mais. O DropBox oferece ainda aplicativos para smartphones e tablets.
» Preço: gratuito (2GB), US$ 9,99 (50GB)* e US$ 19,99 (100GB)*

SkyDrive
http://explore.live.com/skydrive
» É o serviço gratuito da Microsoft para armazenamento e compartilhamento de arquivos. Quem tem algum telefone com sistema operacional Windows Phone pode acessar diretamente o SkyDrive como um aplicativo. Para outras plataformas, basta entrar no site pelo navegador. São 25GB de espaço.
» Preço: gratuito

Box
http://www.box.com/
» Além da versão para usuário final com 5GB gratuitos, o Box.net oferece planos para empresas. Para esse caso, o serviço tem como atrativos o rápido compartilhamento dos arquivos e a colaboração virtual entre os usuários em projetos. O preço para companhias é dado sob consulta.
» Preço: gratuito (5GB)

Wuala
http://www.wuala.com/
» A Lacie, fabricante de discos rígidos, também conta com um serviço de armazenamento na nuvem. As capacidades de armazenamento são de 10GB, 25GB e 50GB, todos pagos. Para experimentar, a empresa oferece 2GB gratuitamente.
» Preço: gratuito (2GB), 2 euros (10GB)*, 3 euros (25GB)* e 5 euros (50GB)*

ZumoDrive
http://www.zumodrive.com/
» Com mais opções de armazenamento, o ZumoDrive tem preços mais acessíveis. O site também conta com um programa para a plataforma Windows e outro para iOS. Assim, é possível ver os arquivos de qualquer lugar onde houver conexão com a internet.
» Preço: gratuito (2GB), US$ 2,99 (10GB)*, US$ 6,99 (25GB)*, US$ 9,90 (50GB)* e US$ 79,99 (500GB)

BlackBerry Business Cloud
http://br.blackberry.com/business
» Em parceria com a Microsoft, a Rim passa a oferecer para empresas o serviço da nuvem para documentos criados no Office 365. O sistema traz um console intuitivo para administradores de TI e a segurança da Rim. A habilitação é gratuita.
» Preço: gratuito (é preciso ter o Office 365)

Cloud Server Locaweb
http://www.locaweb.com.br/
» O Cloud Server Pro é uma solução de Cloud Computing, baseada no sistema Xen, que permite a virtualização dos servidores com alta performance. O sistema é autogerenciado, com prevenção de falhas. Com planos de 512MB a 32GB.
» Preço: R$ 99 (512MB), R$ 149 (1GB), R$199 (2GB), R$299 (3GB) e R$399 (de 4GB a 32GB)

Amazon web services
http://aws.amazon.com/pt/
» Recém-chegada ao Brasil, a Amazon passou a oferecer serviços na nuvem. Os primeiros data centers foram instalados em São Paulo. Além de armazenamento, é possível contratar o serviço de aplicativos nas nuvens.
» Preço: sob consulta

Nem de velho o seguro morreu  
Pen drive tem interface intuitiva e rápida transferência de arquivos. Criptografia é avançada, mas de fácil configuração

 (DIVULGAÇÃO)
 Não são apenas os nerds e os hackers clássicos – aqueles jovens honestos, prazerosos em dominar a tecnologia – que abrem qualquer dispositivo móvel e invadem qualquer sistema remoto. Cresce, com frequência assustadora, a quantidade de ladrões de identidade e de dados, os chamados crackers. E mais: muita gente ainda não confia na computação nas nuvens, em que os dados (como simples músicas em MP3 ou documentos empresariais confidenciais) ficam num servidor lá na Índia ou nos Estados Unidos.

Por isso, o Informátic@ avaliou o mais simples dos dispositivos de armazenagem desde que os disquetes foram aposentados: o pen drive ou unidade de USB móvel. Neste caso, o produto – o DataTraveler Locker+, da Kingston, de 16GB – tem uma senha, de difícil elaboração, e outros meios de proteção. Como certamente a maioria dos leitores de jornal não tem nível elevado de conhecimento em criptografia, foram observados detalhes básicos de instalação, funcionamento, armazenagem e outros cuidados.

O Locker+ é apresentado pela Kingston como um equipamento de segurança pessoal impenetrável. Levando-se em conta a crescente habilidade da bandidagem cibernética, sabe-se lá até que ponto a privacidade do que se põe dentro realmente fica intocável – em caso de perda ou roubo, por exemplo.  Mas é inegável: amador não o abre. Isso porque as exigências são muitas. O Locker+, por exemplo, incorpora uma criptografia baseada no hardware do PC. E logo exige a definição de uma senha de acesso. E tem que ser, obrigatoriamente, entre seis e 16 caracteres, com pelo menos três dos quatro seguintes elementos: letras maiúsculas, letras minúsculas, dígitos e caracteres especiais.

Veja exemplo de configuração mínima e até fácil: XYZ$411 (três maiúsculas, um caractere e três números). No entanto, isso pode ser até ruim: quase ninguém efetivamente memoriza senhas tão complexas — e ainda burila as suas a partir de referências pessoais e históricas.

O uso do Locker+ é relativamente simples, desde a instalação. Mas ainda existem alguns pequenos problemas: não há, por exemplo, informações de ajuda em português. Dentro do próprio pen drive há somente manuais em inglês, francês, italiano e alemão.



INSTALAÇÃO A configuração, por sua vez, é automática – não requer instalação de aplicativos nem exige os ultrapassados direitos de administrador, como se um computador pessoal tivesse que ser “administrado” por alguém. Algumas regrinhas devem ser seguidas sempre. Não lembra da senha? Cuidado: o acesso será bloqueado e os dados são apagados quando houver determinado número de tentativas (a quantidade é pré-configurada, mas geralmente são 10 vezes).

A transferência de fotos, vídeos e documentos é intuitiva e rápida. Não como os USB 3.0, de alta velocidade, mas num processo bem razoável – inclusive, arrastando-se os arquivos. Como qualquer outro dispositivo móvel, antes de ejetá-lo, desative-o. Pode ser ruim tanto para ele quanto para o PC ou notebook. É aceitado em produtos Macintoch e Windows (do sistema operacional 2000 ao W7) e o OS X. Só é compatível com USB 2.0 de alta velocidade e tem cinco anos de garantia. Obviamente, esse tipo de cálculo depende do tamanho do arquivo, mas ele pode armazenar mais de 10 mil fotos. Ou 4 mil músicas em MP3. E por aí vai.

Para instalar o DataTraveler Locker+ é necessário ler o contrato de licença, a ser firmado com a Kingston, para garantir direitos sobre temas e questões relacionadas a softwares e uso de mídias associadas – e mesmo ao programa da empresa. É a velha história: ao fazer download, instalar, copiar ou usar o software licenciado, você se compromete com uma série de regrinhas. Nada que assuste, porém.

O design é singelo, não chama a atenção (cinza-escuro, com um tradicional – e dispensável — cordão de crachá para pendurá-lo no pescoço). Pode vir, inclusive, com o logo de uma empresa, para servir de brinde ou mesmo segurança.


ARMAZENE ATÉ 1,44MB
Os primeiros disquetes surgiram em 1971, no formato de oito polegadas, capaz de armazenar “incríveis” 256KB. Não era nada fácil a tarefa de compartilhar arquivos mais pesados. Primeiro, era preciso compactá-los e, depois, dividi-los — e, mesmo assim, ter à disposição vários disquetes para salvar um único desses arquivos. Com o passar do tempo, o disco diminuiu de tamanho físico e ganhou em armazenamento. Os mais famosos eram os de 3,5 polegadas, com capacidade de 1,44MB. No ano passado, a Sony, uma das maiores fabricantes desse tipo de disco, desativou a produção.