Magazine Luiza

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Bons Políticos? Tem essa raça?



O assunto que está na maioria dos portais de notícias brasileiros hoje é o atual Deputado e ex-jogador de futebol Romário, jogou no Flamengo, Vasco, Barcelona, seleção brasileira entre outros. Olhe por exemplo a chamada do Portal Uol:

Irritado com paralisia da Câmara, Romário se diz ‘puto’ e pede ‘alguma porra pra fazer’ em Brasília

Parte da matéria:

Abespinhado, o deputado Romário (PSB-RJ) plugou-se à internet na madrugada desta quinta (9). Despejou sua irritação no twitter. Dirigindo-se à “galera” que o segue na web, disse estar “feliz e puto também”. Ele como que sugeriu um título para sua indignação: “Romário fica indignado com lentidão na Câmara.”
Na ponta do lápis, a inatividade remunerada da Câmara dura dez dias. Mas Romário exagerou: “Tem 3 semanas que venho em Brasília para trabalhar e nada acontece. E olha que estamos em ano de eleição.”
Autoconvertido numa espécie de zagueiro de tome de várzea, o ex-jogador foi à canela: “Espero que na minha próxima vinda a Brasília tenha alguma porra pra fazer. Ou será que o ano só vai começar depois do Carnaval?
 No Brasil virou moda falar mal, xingar, vaiar e maldizer todos esses nossos representantes, democraticamente eleitos. Não é por menos. Todos os dias aparecem no jornal que assistimos em casa, casos de castelos contruídos, dinheiro desviados, festas a custa de nosso dinheiro.  No próprio portal UOL tem o Monitor de escândalos no Congresso que lista as principais notícias sobre os malfeitos polítcos. Em 2011 foram 94 notícias, em 2010 42 e em 2009 mais 93 escandalos.


Tem um educador brasileiro (que por um acaso acabou virando político também) que fala que o Brasil de hoje tem três problemas: Educação, Educação e Educação.  Hoje também ouvi no rádio uma entreista com o prefeito da cidade que moro, falando sobre educação infantil. Esse ano vai ser entregue 214 mil kits com mochila, cadernos, lápis, borracha, régua, agenda, livros de literatura e brinquedo pedagógico, o material é destinado a todos os estudantes da educação infantil, do ensino fundamental, da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e das creches conveniadas com a Prefeitura de Belo Horizonte.

Lembrei de uma matéria do jornal estado de Minas no ano passado onde famílias da classe média choravam porque queria colocar seus filhos nessas escolas públicas e não tinha vaga para todos. " Pais dizem que Umeis têm mais atrativos que instituições particulares". Lembrei de uma frase do músico Humberto Gessinger uma vez ao responder qual o seu maior sonho ele respondeu: "Eu gostaria que minha filha pudesse estudar em uma escola pública legal!". Traduzido sua resposta pois ele sempre fala com charadas: Ele queria que existissem boas escolas públicas para sua filha estudar.

Na última postagem no seu blog no site da Canção Nova, o Deputado de São Paulo Gabriel Charita disse  em um dos trechos:
"Conheço muitos políticos corretos. A mídia divulga mais os que nos envergonham. E isso não é uma crítica. Não se fala dos aviões que não caem. Anuncia-se o que caiu. Um político honesto é um avião que voa e chega ao seu destino. E há muitos que são assim. Há prefeitos por este Brasil afora que conseguiram mudar a história da sua cidade sem negligenciar os valores preconizados na lei e na ética. Há governos capazes de unir competência e sensibilidade. Há parlamentares que, imbuídos dos melhores sentimentos, trabalham com entusiasmo, honrando o voto e a confiança que receberam.
Os corretos, muitas vezes, são vítimas de injustiça, são misturados com os que não têm as mesmas intenções. Mas, com o exercício da coragem, prosseguem. É melhor isso a permanecer na caverna.
Que novas lideranças saiam da caverna. O exercício da crítica torna-se mais eficaz quando os que criticam resolvem participar e, participando, dão esperanças à política, ou melhor, à Política."

Será que é isso mesmo? Será que existe gente boa e não estamos vendo porque não nos mostra? Lembrei de uma entrevista do diretor dos filmes "Tropa de Elite" falando do político realmente de esquerda que foi relator da CPI das melícias cariocas e  retratado no segundo filme. Qual o nome? Marcelo Freixo. Pequena pesquisa e encontro um vídeo no Youtube dele pedindo mais participação da juventude na política:



Então, pensado que esses políticos que estão aí somos nós mesmo que colocamos, pensado que existem os maus elementos e os bons elementos, acreditando que um dia os bons elementos vai um dia ser a maioria, pensado que a um tempo atras era inacreditável ver em uma matéria de jornal que os pais preferem colocar seus filhos em escola pública devido a sua qualidade, concluindo que a época que existe bons políticos pode já ter chegado e talvez nós só não percebemos, eu vou nadar contra a corrente. Ao invés de divulgar os escândalos, ao invés de mostrar os ruins, vou perder tempo com essa galera que fazem um bom trabalho. Vou divulgar as boas ações feita por poucos. Na esperança que um dia seremos a maioria.

Vou mostrar então a matéria sobre as UMEI: Unidades Municipais de ensino infantil, que mostra os pais de classe média procurando vagas devido "proposta pedagógica diferenciada". Mostrar a entrevista do prefeito de Belo Horizonte hoje sobre essas UMEIs. Vou compartilhar o relatório final da CPI das Melícias do Rio de janeiro. No site do Marcelo Freixo está dando erro, então vai ser útil para quem estiver precisando (ou tiver curiosidade de saber sobre o caso que mostra o Filme).
Relatório Final da CPI das Melícias do Rio de Janeiro.

Vou continuar atenado e divulgar outros nomes no futuro... E só para explicar o clip da música Camuflagem no ínicio do Post:

A era dos bons políticos vai chegar...
 "Sem soar o alarme...sem fazer alarde Vai passar batido...despercebidoTalvez até já tenha acontecido"



Classe média faz fila para conseguir vaga em escolas públicas de BH  
Pais dizem que Umeis têm mais atrativos que instituições particulares

 
Publicação: Estado de Minas 10/09/2011 Repórter Sandra Kiefer

Crianças se divertem no parquinho da Umei Vila Conceição (Unidade Municipal de Educação Infantil Vila Conceição), localizada no Aglomerado da Serra (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Crianças se divertem no parquinho da Umei Vila Conceição (Unidade Municipal de Educação Infantil Vila Conceição), localizada no Aglomerado da Serra
Depois de anos reclusa aos colégios particulares, a classe média de Belo Horizonte ensaia uma volta dos filhos aos bancos da escola pública. Mais especificamente aos banquinhos do jardim de infância monitorados pela rede municipal de ensino, as unidades municipais de educação infantil (Umeis), que atendem alunos de 0 a 6 anos. As unidades foram construídas a partir de 2003, com projeto arquitetônico pensado para a criança. A proposta pedagógica também é um diferencial. Foi inspirada na Reggio Emilia, da Itália, referência internacional de educação infantil. E tem mais: nenhum aluno precisa levar lanche de casa nem mesmo uniforme ou mochila, que são fornecidos pela escola. Todas as características são os atrativos que estão levando pais a desistirem de escolas particulares e correrem atrás de uma vaga no ensino público. Algumas Umeis contam ainda com aulas de computador, inglês e francês. Tudo isso sem precisar pagar mensalidades entre R$ 350 e R$ 750, média de preços no mercado nas escolas infantis da capital.

O contingente é de cerca de 9 mil pais fazendo fila para esperar hoje por uma vaga nas 61 Umeis de BH, que estão com inscrições abertas até o dia 30. Desse total, 31% das famílias recebem salários na faixa de R$ 1.126 a R$ 4.428 por mês e 1% mais de R$ 4.428 mensais, ou seja, encaixam-se, respectivamente, no conceito de classe média brasileira ou classe média alta definido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro. Mas apenas 10% das vagas podem ser preenchidas por essa faixa. O restante é voltado para moradores ou trabalhadores do entorno da escola e, principalmente, ao público vulnerável financeiramente, que tem 70% de prioridade.

Bárbara mora no Gutierrez e tenta uma vaga para a filha na Umei Timbiras (euler júnior/EM/D.A Press)
Bárbara mora no Gutierrez e tenta uma vaga para a filha na Umei Timbiras
“Só rezando para conseguir vaga na Umei Timbiras (no Centro), porque é muito difícil e é por sorteio”, desabafa Bárbara Almeida, de 24 anos, dentista e moradora do Bairro Gutierrez. Mãe de Alice, de 6 meses, ela paga R$ 520 para deixar a filha na escolinha do bairro e já sonha em economizar o valor para investir em uma especialização em sua profissão. “Tive a indicação de uma amiga de dentro da prefeitura, que garantiu que a Umei era superconfiável. Consultei a proposta pedagógica na internet e gostei bastante. Além disso não existe estrutura física melhor do que essa em nenhuma escola particular”, compara a dentista, que já planeja como será o transporte da filha para a possível nova escola.

Insuficiente

“Estou sempre sendo chamada lá em cima para levar pito”, revela, sem esconder o sorriso maroto, Mayrce Terezinha da Silva Freitas, gerente de coordenação da Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação (Smed). “Eles reclamam que inauguram Umeis, mas o número nunca é suficiente, pois as crianças brotam como flor. Mas não tem jeito, os pais percebem a seriedade do tratamento”, afirma ela, exibindo com orgulho as agendas distribuídas aos pais, o kit de livros e brinquedos pedagógicos que os alunos levam para casa. “Não estou brincando. Os pais chegam para a gente e dizem que não acreditam que exista uma instituição como a nossa”, completa.

Quase 80% dos professores das Umeis são formados em curso superior e 100% deles têm pelo menos o antigo curso normal ou diploma de magistério. Em uma sala de berçário, por exemplo, há uma professora e uma auxiliar de nível técnico, que ajuda a trocar fraldas, dar mamadeiras ou banhos nos bebês. Na Umei dentro da Pedreira Prado Lopes, uma das regiões de maior vulnerabilidade de BH, os alunos, em sua maioria carentes, são cuidados pela melhor professora do país. No ano passado, a educadora Sílvia Ulisses ganhou o prêmio nacional de Professor Nota Dez da Fundação Victor Civita pelo trabalho com crianças de 0 a 3 anos. Entre outros, Sílvia Ulisses costurou e bordou um tapete sensorial com restos de pano, chocalhos, escovas de cabelo e outros retalhos. “Ela tem um olhar sensível e consegue ver a criança como um ser humano. A maioria das professoras das crianças dessa idade estão preocupadas só com os cuidados, não se preocupam em ensinar as sensações de ouvir música, os gostos e texturas variadas de uma fruta, em sair com as crianças para dar um passeio dentro da escola. A Sílvia é diferente”, afirma a vice-diretora Patrícia Moulin Mendonça.

Márcio Lacerda fala sobre as novidades na educação em Belo Horizonte

Kit escolar será entregue até o dia 15 deste mês.

Fonte: Rádio Itatiaia 10 de Fevereiro de 2012 por Débora Ferreira

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, concedeu entrevista ao programa Rádio Vivo e falou sobre os planos para a educação na capital mineira, bem como as ações que estão sendo colocadas em prática. Lacerda afirmou que os profissionais da educação receberam 10 % de aumento em 2011 e receberão mais 10 %  em 2012. Os professores da educação infantil receberam 12% no ano passado e mais 12% este ano.

O prefeito também falou sobre a entrega do kit escolar esse ano. A previsão é que os alunos das 186 escolas da rede municipal, 63 Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) e 193 creches conveniadas recebam o kit até o dia 15 deste mês.

Composto por mochila, cadernos, lápis, borracha, régua, agenda, livros de literatura e brinquedo pedagógico, o material é destinado a todos os estudantes da educação infantil, do ensino fundamental, da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e das creches conveniadas com a Prefeitura de Belo Horizonte. Foram investidos R$ 11 milhões na aquisição de 214 mil kits, que trazem itens produzidos com material reciclado.

Para contemplar as diferentes faixas etárias, são preparadas seis versões de kits escolares, para os três ciclos do ensino fundamental, para a educação infantil (de zero a 3 anos e de 3 a 6 anos) e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). A entrega é feita diretamente pelas escolas aos alunos ou aos responsáveis pelas crianças menores.

Meio passe estudantil

Márcio Lacerda também falou sobre o meio passe estudantil, que irá atender todos os alunos da rede pública que estão matriculados no ensino médio e que residem a mais de um quilômetro de distância da escola. O benefício, que era oferecido, preferencialmente, aos alunos da rede pública do ensino médio que são beneficiários de programas sociais, foi estendido graças ao decreto assinado pelo prefeito que altera a lei 14.295/11, que concede o auxílio de transporte escolar.

A Prefeitura de Belo Horizonte estima que cerca de 13 mil alunos serão beneficiados e está investindo 4,5 milhões. O meio passe estudantil é um benefício oferecido pela PBH e corresponde a um desconto de 50% do valor da tarifa paga nos serviços de transporte coletivo de passageiros do município, no percurso entre a residência e a escola do estudante. O benefício foi instituído pela lei 10.106, de 21 de fevereiro de 2011, e é usufruído através do cartão BH BUS Benefício Estudantil e beneficia estudantes do ensino médio das escolas públicas da capital. Para isso, os estudantes devem preencher o Requerimento do Meio Passe no site da Prefeitura, no seguinte endereço: www.pbh.gov.br/meiopasse.

Autorizado o requerimento, os alunos devem se dirigir aos postos de atendimento, quando o requerimento do benefício será validado com a apresentação dos seguintes documentos: comprovante ou declaração de matrícula escolar original, constando o carimbo com registro da escola e assinatura com número do registro funcional (BM ou Masp) do responsável pela emissão do documento; original e cópia do documento de identidade do candidato ou do responsável legal, quando o estudante for menor de 18 anos; original e cópia de comprovante de residência (conta de água, luz ou telefone), emitido em até 90 dias e uma fotografia 3 x 4 colorida recente. Os documentos podem ser entregues nos endereços ao lado.

Ouça a entrevista com o prefeito Márcio Lacerda.